Apostilas sobre Machado de Assis_Parte1, Notas de estudo de Literatura
Andre_85
Andre_8522 de outubro de 2013

Apostilas sobre Machado de Assis_Parte1, Notas de estudo de Literatura

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Apostilas de Literatura sobre Vida e Obras e Romances do poeta Machado de Assis, suas Obras e Características, sua vida particular.
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“APRESENTAÇÃO”

Estes pequenos e simples capítulos contam-nos um pouco sobre a Vida e Obras e Romances deste esplendido e maravilhoso poeta

Machado de Assis

Suas Obras e Características E sua vida particular.

Contamos mais sobre o insuperável, com sua elegância entre os nossos melhores escritores.

Português

Parte Teórica: Tema:

Machado de Assis

I – A vida

“Do Morro à Academia”

Joaquim Maria Machado de Assis, nasceu no morro do Livramento, filho de

um pintor mulato e de uma lavadeira açoriana. Órfão de ambos muito cedo, foi

criado pela madrasta, Maria Inês. Já na infância apareceram sintomas de sua

frágil compleição nervosa, a epilepsia e a espasmos durante toda a vida, o que

lhe dariam um feitio de ser reservado e tímido. Aprendidas as primeiras letras

numa escola publica recebeu aulas de francês e de latim de um padre amigo,

Silmeira Sarmento; mas foi como autodidata (por conta própria) que construiu sua

vasta cultura literária, que incluía autores menos lidos no tempo, como Luciano,

Swift, Sterne e Leopardi.

Aos 18 anos na editora de Paula Brito, para cuja revistinha, “A Marmota”,

compôs seus primeiros versos. Pouco depois, é admitido na redação do Correio

Mercantil. Trava conhecimento com alguns escritores românticos: Casimiro de

Abreu, Joaquim Manuel de Macedo, Manuel Antonio de Almeida, Pedro Luis de

Quintino Bocaiúva.

Poeta cronista, ensaísta, critico literário e teatral, dramaturgo, contista e

romancista. O nosso escritor conheceu a alta sociedade de moleque do morro do

livramento, pobre mas não desvalido (abandonado). Machado de Assis foi o

melhor ficcionista do realismo, também um autor de romances, além de romances

escreveu contos, poesias e peças teatrais.

Um detalhe interessante é que as mulheres são as personagens mais fortes

de Machado, nos contos, os temas com que trabalhou são psicológicos, versão ou

seu modo de interpretar a sociedade. Como exemplo temos “A Cartomante”, com

enredo envolvendo um adultério e um duplo assassinato (o marido traído, Vilela,

mata a sua esposa Rita e seu amante Camilo).

Foi também o fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de

Letras. Esta subida reflete no refinamento de sua prosa, sutil, irônica ou

insuperável elegância entre os nossos melhores escritores. Aos trinta anos de

idade, casa-se com uma senhora portuguesa de boa cultura, Carolina Xavier de

Novais, sua companheira afetuosa até a morte e que lhe iria inspirar a bela figura

de Dona Carmo do Memorial de Aires.

O escritor atinge a plena maturidade do seu realismo de sondagem moral,

que as obras seguintes iriam confirmar: Historia sem Data (1884), Quincas Borba

(1892), Varias Historias (1896), Paginas Recolhidas (1899), Dom Casmurro

(1900), Esaú e Jacó (1904), Relíquias de Casa Velha (1906).

Considerado nos fins do século o melhor romancista brasileiro, foi um dos

fundadores e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, promoveu os

poetas parnasianos e estreitou relações com os melhores intelectuais do tempo,

Veríssimo a Nabuco, de Taunay a Graça Aranha. Não obstante essa ativa

sociabilidade no mundo literário, ficaram tradicionais a fria compostura pessoal e o

absenteísmo político que manteve nos anos derradeiros.

O ultimo romance, mais “diplomático” Memorial Aires (1908), foi escrito

após a morte de Carolina, a quem pouco sobreviveu. Machado de Assis morreu

vitimado por uma ulcera cancerosa, aos 69 anos de idade. Na academia, coube a

Rui Barbosa fazer0lhe um elogio fúnebre.

II – A Obra

O Polígrafo*

*Polígrafo: aquele que escreve sobre vários assuntos.

Machado de Assis incursionou por quase todos os gêneros literários

praticados no seu tempo. Se não logrou toda a excelência que atingiu nos contos

e nos romances, jamais decaiu para níveis da subliteratura e mesmo o teatro, tido

como a produção “menor”de Machado, tem momentos bem realizados.

III – A Poesia

Em Crisálidas, Falenas e Americanas, livros que encerram a poesia

romântica de Machado de Assis, são evidentes as sugestões temáticas e formais

da poesia de Gonsalvez Dias, Casimiro de Abreu e Fagundes Varela: o lirismo

sentimental a poesia indianista, a natureza americana.

Já ocidentais revela maior apuro formal e contenção de linguagem

aproximando-se das diretrizes do Parnasianismos escola poética naturalista, que

reagiu contra o lirismo (caráter de poesia sentimental, amorosa, sublime ou

sentimental, a alma poética); caracterizou-se sobretudo pelo apuro do verso e

linguagem.

A poesia de cunho filosófico, a reflexão sobre o ser, o tempo e a moral

constituem os momentos mais bem realizados do livro, no qual se incluem poemas

antológicos (parte botânica, estudo das flores) como “Soneto de Natal” “Suave

Mari Magno”, “A Mosca Azul”, “Circulo Vicioso”, “No Alto”e “Mundo Interior”. É

sempre uma poesia discreta sem arrebatamentos, reflexiva e densa, culta,

abstrata, correta, mas quase sempre ausente de emoção e vibrabilidade.

Um dos sonetos de Machado de Assis “Carolina”, está incluindo como

dedicatória do livro de crônica e contos Relíquias de Casa Velha (1906), que ele já

viúvo, dedicou a sua esposa e companheira Carolina. Curiosa esta pungente

(dolorosa) manifestação de afeto e ternura de um homem em cujo os romances as

mulheres sempre pérfidas (traidoras, desleais), volúveis, interesseiras,

dissimuladas, e que citando o que Schoppenhower, dizia a todo tempo: “Mulheres

são animais de cabelos longos e idéias curtas”.

IV – Teatro

Quase todas as comedias de Machado são da década de 1960

contemporâneas, portanto, das produções “românticas” na poesia. São mais

contos diálogos que propriamente peças teatrais, revelam-se melhores quando

lidas do que quando encenadas.

Estas comedias foram encenadas com algum êxito durantes a vida do seu

autor e são: “A Queda que as Mulheres tem para os Tolos”, “Desencontros”,

“Quase Ministro”, “O caminho da Porta”, “Protocolo”, “Não Consultes o Medico”,

“Os Deuses da Casaca” e Tu, só tu, Puro Amor, inspirada no episodio de Inês de

Castro de “Os Lusíadas”, de Camões e encenada em comemoração ao

tricentenário do poeta português.

V – A Crônica

Machado de Assis militou na imprensa diária do Rio de Janeiro, durante

quase toda a sua vida passou pelas redações, entre outras do Correio Mercantil,

do Diário do Rio de Janeiro, da Gazeta de Noticias de O Século. As crônicas que

escreveu oscilavam da linguagem sarcástica dos tempos de militância liberal, ao

intimismo das paginas de Relíquias de Casa Velha. Nomeado funcionário publico

subordinado à Secretaria de Estado, não pode atuar de forma mais ostensiva no

Movimento Abolicionista, o que serviu de base à idéia de que Machado não se

interessou pela sorte dos escravos, dos quais descendia pelo lado paterno.

As crônicas, pela maior liberdade que permitem revelam a tendência de

Machado para o divertissement. Vai do corriqueiro ao sublime, do cotidiano ao

extraordinário, do pequeno ao grandioso, do real ao imaginário. Monta verdadeiros

labirintos lógicos para a seguir rir-se da lógica entre as coisas que, ou para

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