Apostilas sobre os Indicadores Sociais e a Intervenção do Assistente Social , Notas de estudo de Economia e Direito
Tapioca_1
Tapioca_17 de outubro de 2013

Apostilas sobre os Indicadores Sociais e a Intervenção do Assistente Social , Notas de estudo de Economia e Direito

PDF (112 KB)
4 páginas
4Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
Apostilas de Direito sobre os Indicadores Sociais e a Intervenção do Assistente Social.
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 4

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 4 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 4 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 4 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 4 pages

baixar o documento

Deste modo, a gestão social refere-se a um processo contínuo e dinâmico que envolve ações de planejamento, execução e avaliação de serviços sociais e um compromisso de construir respostas às necessidades sociais da população. Deve ser desenhada e realizada, com fundamentação, para não comprometer a ação social demandada, visto que o indicador social permite o desenho de uma gestão social. Os indicadores sociais possibilitam informações importantes, que nos permite avaliar aonde vamos, onde estamos e de que forma seguir, em relação aos valores e alcance dos objetivos previamente identificados. Sendo assim o serviço social está inserido no campo das ciências sociais e humanas como disciplina profissional destinada a intervir na realidade humano-social e produzir transformações nessa realidade (Falcão, 1979). Enquanto disciplina profissional de natureza prática, o Serviço Social tenta através da intervenção social produzir estas transformações. Esta intervenção caracteriza-se por um conjunto de procedimentos metódicos, baseado num processo de ajuda psicossocial, desenvolvendo o diálogo, a partir do qual ocorrem transformações inerentes à experiência humana (Gouveia,1982) 2 DESENVOLVIMENTO A necessidade de se conhecer a fundo uma determinada realidade ou observar importantes mudanças nela, despertou a motivação, a partir dos anos 20 nos EUA, de atividades de coleta e sistematização de informações com o objetivo de apropriação e desvendamento de um determinado tema e construção de uma base de dados sociais. Contudo, apenas em meados dos anos 60 é que o termo indicador social obteve sua consolidação, quando começou a ser utilizado como instrumento de avaliação e monitoramento de impacto de programas e políticas sociais na sociedade, e como mecanismo de observação de transformações societárias. A necessidade de criação de um sistema de indicadores no período referenciado, justificou-se pelo agravamento da contradição entre as altas taxas de crescimento econômico e o aumento da insatisfação da população com a baixa qualidade de vida que levavam. Ficou claro que o crescimento econômico expresso pelos indicadores econômicos não foi acompanhado pelo progresso social, criando a necessidade de construção de indicadores que possibilitassem a identificação das condições de vida da população visando o controle social. Mediante este quadro, foi iniciado um processo de intensa produção teórica e metodológica, que foi solicitada pelo governo americano, acarretando o desenvolvimento de ferramentas que permitiram a mensuração do bem-estar e das mudanças sociais. A partir daí ocorreu uma produção intensa de relatórios sociais baseados em estatísticas públicas e indicadores sociais. Tais estatísticas constituem-se em “matéria-prima para a construção de indicadores sociais” (Jannuzzi, 2003). A diferença que existe entre a informação estatística e o indicador social está relacionado, segundo o autor, ao “valor contextual da informação disponível neste último”( idem, 2003), ou seja, a estatística é o dado bruto, desprovido de teoria, enquanto o indicador permite “uma apreciação mais contextualizada e comparativa (no tempo e espaço) da realidade social”( idem). O aparecimento e o desenvolvimento dos indicadores sociais estão intrinsecamente ligados à consolidação das atividades de planejamento do setor público ao longo do século XX. Embora seja possível citar algumas contribuições importantes para a construção de um marco conceitual sobre os indicadores sociais nos anos 20 e 30, o desenvolvimento da área é recente, tendo ganhado corpo científico em meados dos anos 60 no bojo das tentativas de organização de sistemas mais abrangentes de acompanhamento

docsity.com

das transformações sociais e aferição do impacto das políticas sociais nas sociedades desenvolvidas e subdesenvolvidas. Mais recentemente, as informações sociais e demográficas para fins de formulação de políticas públicas municipais vêm apresentando uma demanda crescente no Brasil, no contexto da descentralização administrativa e tributária em favor dos municípios e da institucionalização do processo de planejamento público em âmbito local pela Constituição de 1988. Diversos municípios de médio e grande porte passaram a demandar com maior freqüência uma série de indicadores sócio demográficos às agências estatísticas, empresas de consultoria e outras instituições ligadas ao planejamento público, com o objetivo de subsidiar a elaboração de planos diretores de desenvolvimento urbano, de planos plurianuais de investimentos, para permitir a avaliação dos impactos ambientais decorrentes da implantação de grandes projetos, para justificar o repasse de verbas federais para implementação de programas sociais ou ainda pela necessidade de disponibilizar equipamentos ou serviços sociais para públicos específicos, por exigência legal (para portadores de deficiência, por exemplo) ou por pressão política da sociedade local (melhoria dos serviços de transporte urbano, por exemplo). Conforme Jannuzzi (2004), um indicador social é uma medida, em geral quantitativa dotada de um significado social, utilizado para quantificar, substituir, operacionalizar um conceito social abstrato. É um recurso metodológico que informa algo sobre um aspecto da realidade social, é um instrumento programático operacional para planejamento, execução, monitoramento, avaliação de políticas públicas. Ou seja, de acordo com Bonadío (2003, p.129) compõem a agenda da política social como um referencial indispensável para a definição de prioridades e alocação de recursos. Enfim indicadores não são simplesmente dados, números, eles nos permitem conferir os dados de acordo com as questões postas na realidade social, ou seja, é uma atribuição de valor, números a situações sociais. Entretanto, é importante lembrar que existe uma diferença entre indicador social e estatística pública, embora estes sejam interpretados corriqueiramente com o mesmo conceito. Hoje, os indicadores sociais são expressos usualmente, como taxa de desemprego, taxa de mortalidade infantil, taxa de analfabetismo, são termos comumente utilizados por políticos, jornalistas, estudantes, pela população para avaliar as políticas públicas, além de argumentar, a partir da utilização dos mesmos, as prioridades sociais defendidas por determinada classe social. Segundo Jannuzzi (2004, p.11), os indicadores sociais passaram a integrar o vocabulário corrente dos agentes políticos responsáveis pela definição das prioridades das políticas sociais e alocação de recursos públicos, ganhando relevância na arena política de discussão. O indicador social tem importante função exploratória no diagnóstico de situações concretas, na definição de metas prioritárias e no direcionamento das ações contínuas, na medida em que, com o uso constante de indicadores adequados, estes oferecem informações concretas para o conhecimento da realidade e orientam as ações, dando sustentação ao processo de gestão. Dada a importância do indicador social no cotidiano da gestão social, a questão é colocada para a análise da realidade profissional de assistentes sociais que atuam em projetos ou programas sociais de atendimento a criança, adolescente e pessoa idosa. Os indicadores sociais, embora possam ser também um instrumento de controle, são um dos elementos que contribuem para uma gestão democrática, preocupada com a construção de respostas profissionais que atendam às demandas sociais e, aí está o desafio do assistente social, tomar posse desse instrumento na dimensão ético-político profissional.

docsity.com

O Serviço Social é uma profissão multidisciplinar com mais de cem anos, que atua no campo social com vista a produzir mudanças, quer a nível individual, quer ao nível da sociedade em geral. A sua intervenção consiste na promoção dos direitos humanos, agindo como mediador, com o objetivo de capacitar o indivíduo para a ação no que respeita ao seu próprio percurso de vida. A intervenção do Serviço Social é baseada em conhecimentos teórico-cientificos, métodos e técnicas próprias para a ação que desenvolve. O campo de intervenção dos Assistentes Sociais pode ser entendido como “ um espaço relacional, na medida em que se estrutura e se corporifica através da comunicação e da participação dos elementos que compõem o campo, diremos que um dos aspectos essenciais que nos interessa perceber é a rede de relações que se estabelece entre os diferentes protagonistas que integram esse campo de intervenção” (Andrade, 2001:1964). Ainda na perspectiva desta autora, o profissional de Serviço Social realiza o movimento de passagem da exclusão para a inclusão. A intervenção do Serviço Social implica questionar um fenômeno social que se constitui como problemático para uma pessoa. É pretender objetivar o conhecimento do fenômeno, vendo o fenômeno como o cliente o concebe e não somente como o Assistente Social o imagina (Gouveia, 1982). O processo de intervenção não se modeliza num conjunto de passos preestabelecidos. Este exige uma profunda capacidade teórica para estabelecer os pressupostos da ação e uma capacidade analítica para entender e explicar as particularidades das conjunturas e situações. Igualmente importante é a capacidade de propor alternativas com a participação dos sujeitos, em que se correlacionam as “forças sociais”, atuando numa correlação particular de forças, de forma institucionalizada, na mediação “ fragilização – exclusão /fortalecimento/ inserção”, vinculada ao processo global de reproduzir-se e representar-se pelos sujeitos e suas trajetórias (Faleiros, 1999). Neste contexto, pode dizer-se que o Assistente Social atua como mediador entre o problema e a pessoa. Entenda-se mediação como “um modo de gestão de um sistema de transações no quadro de ação social (...), e emerge como um modo de resolução de conflitos entre particulares e entre estes e os serviços, como um modo de regulação social” (Almeida, 2001). Deste modo, o Assistente Social deve estar permanentemente atualizado, estudando e investigando a legislação em vigor, as políticas sociais de proteção, as respostas sociais e deve conhecer cientificamente a problemática em que trabalha. É portanto importante a investigação em Serviço Social, na medida em que esta assume a sua especificidade como fundamentação cientifica, quando se investiga para agir sobre o real/social, e contribui para a construção de um saber crítico que integra dimensões do saber/fazer, saber/estar e saber/ser (Martins, 1997). Segundo esta autora, a convergência entre a prática e a formação teórica, na busca de análises para situações concretas, não pode continuar a ocorrer na base de uma avaliação de caráter exclusivamente prático, há que submetê-lo ao exercício da pesquisa e da investigação.

3 CONCLUSÃO

O indicador social é um instrumento operacional para monitoramento da realidade social, para fins de formulação e reformulação de políticas públicas” Fonte (2004) servindo como informação imprescindível para a criação de diagnósticos sobre uma dada realidade, permitindo direcionar a forma de construção dos programas e das políticas públicas. O indicador social pode servir também, de ferramenta para a verificação da efetividade dos

docsity.com

programas e das políticas sociais. A autora acima citada (Fonte, 2004), coloca que os indicadores, no âmbito da pesquisa social, aparecem como instrumentos utilizados na mediação feita entre “teoria e evidência empírica”, possibilitando indicar e medir fenômenos sociais a partir de concepções distintas teóricas. Desta forma pode-se considerar que um indicador social não é apenas numérico; ele também pode ser qualitativo. Costa (1975) enfatiza que “o conceito de indicadores sociais não deve estar vinculado a uma perspectiva quantitativa que limite à pesquisa sociológica apenas ao que é mensurável, mas ao que é relevante”. Podem ser entendidos como “instrumentos que permitem identificar e medir aspectos relacionados a um determinado conceito, fenômenos, problema ou resultado de uma intervenção na realidade”.23 São, portanto “medidas, ou seja, uma atribuição de números a objetos, acontecimentos e situações de acordo com certas regras”. Sendo assim os indicadores sociais são fermentas fundamentais para uso dos assistentes sociais para conhecer uma determinada realidade que o mesmo queira intervir objetivando alcançar seus resultados. Desta forma conclui que é de suma importância na hora da intervenção do assistente social em qualquer área que o mesmo tenha conhecimento real dos indicadores sociais.

REFERÊNCIAS . UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. http://www.espacoacademico.com.br/075/75silva.htm

http://www.google.com.br

docsity.com

comentários (0)

Até o momento nenhum comentário

Seja o primeiro a comentar!

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 4 pages

baixar o documento