apreciação crítica das cruzadas vistas pelos árabes de Amin Maalouf
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IDENTIFICAÇÃO:

Título: As Cruzadas vistas pelos Árabes

Título original: Les Croisades vues par les Arabes

Autor: Amin Maalouf

Tradução: Germiniano Cascais Franco

Edição de 2013 (1ª publicação em 1983)

Editora: Edições 70

SINOPSE

“Num texto que toma como ponto de partida as fontes coevas e, pormenor importante, exclusivamente árabes, Amin Maalouf constrói uma história das cruzadas vista de uma perspetiva a que raramente temos acesso, pois só nos foram dadas a ler as histórias das cruzadas do ponto de vista ocidental. Como afirmou Alain Decaux: «Interessa comprovar que as versões orientais e ocidentais não coincidem de todo. Nós escrevemos a nossa própria visão; durante esse tempo, eles escreveram a deles. É por isso que esta nova história das cruzadas não se parece com nenhuma outra.»

Texto cativante, que mescla o tom da crónica contemporânea com a mestria estilística do autor, As Cruzadas Vistas pelos Árabes apresenta-nos uma perspetiva que não é habitual, mas não menos empolgante.”

ESTRUTURA DA OBRA

Este Livro de 303 páginas, cuja narração é precedida por um preâmbulo (pp.11-12) que explica a génese da história que serviu de inspiração para esta obra e um prólogo que nos leva a Bagdad no mês de agosto de 1099, é organizado em 6 partes, estando cada parte é dividida em 2 ou 3 capítulos.

A primeira parte, “A Invasão (1096-1100)” (pp. 21-77), relata a chegada das primeiras tropas armadas aos territórios árabes. É testemunhado o fracasso da tentativa de Pedro, o Ermitão, e da primeira cruzada oficial que retira Nicéia das mãos do sultão seljúcida Kilij Arslan e chega às

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portas da mais importante das cidades Sírias, Antioquia, que capitula após um cerco de mais de cem dias. Ao longo do caminho de Jerusalém, várias outras cidades enfrentam a barbaridade dos franj, como é o caso de Maara. O autor expõe, nesta parte, a fragmentação política dentro do Islão.

A segunda parte, “A Ocupação (1100-1128)” (pp.77-126), retrata a consolidação dos domínios dos franj com o Reino de Jerusalém, o Condado de Edessa e o Principado de Antioquia, bem como a preparação para a criação de um novo estado franco; o Condado de Trípoli. Aqui, Amin Maalouf apresenta a ordem dos Assassinos como uma ameaça para a ordem interna do Islã e união dos crentes em função da jihad.

A terceira parte, “A Resposta (1128-1146)” (pp.126-161) faz surgir uma nova geração de franj, que, por não conheceram o Ocidente, pensam e agem como orientais. Geram-se divisões no seio dos franj.

A quarta parte, “A Vitória (1146-1187)” (pp.126-223), apresenta duas das principais figuras islâmicas de todo o período cruzadista: Nureddin e Saladino. No Egito, Saladino ascende ao cargo de vizir e, com o apoio de seu mestre Nureddin, derruba a dinastia Fatímida do poder. Com a morte Nureddin Saladino torna-se sultão. Saladino consegue recuperar Jerusalém sem batalhas.

A quinta parte, “Os Sursis (1187-1244)” (pp.223-257), denuncia os verdadeiros interesses dos franj que não são meramente religiosos. Aparecem personagens como Frederico Barbaroxa, Filipe Augusto da França e Ricardo Coração de Leão.

A sexta parte, “A Expulsão (1244-1291)” (pp.257-281), narra a invasão mongol e o enfraquecimento do poder dos herdeiros de Saladino. Com o golpe de estado no Cairo, os antigos escravos mamelucos chegam ao poder expulsam os mongóis e os francos.

Maalouf fecha com um Epílogo em que responsabiliza o movimento das Cruzadas pela hostilidade entre Oriente e Ocidente, em que os povos árabes vêem os ocidentais como inimigos naturais.

MOTIVAÇÃO

Escolhi o livro As cruzadas vistas pelos árabes porque em criança fiquei fascinada pela capa do livro que a minha mãe tinha na sua estante e pela descrição que fez do livro. Mas como estava em francês não me tinha ainda atrevido a lê-lo. Quando nos foi dada a lista das obras recomendadas, não hesitei na escolha.

Sempre tive curiosidade e gosto por aprender sobre a história da humanidade, das relação entre os povos e das cruzadas. Sendo europeus, todas as histórias que chegam o nosso alcance sobre as cruzadas são contadas por cristãos e na perspetiva ocidental. Porque não conhecer a perspetiva do outro lado? Muito do que se passa hoje e que muitos de nós não compreendemos é reflexo de um passado muitas vezes ignorado ou ocultado.

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TEMAS

A seita dos Assassinos

-Seita Xiita criada por Hassan ibn Sabbah no séc. XII.

-Comparação com os atuais movimentos jihadistas

-Origem da palavra assassino

pp.119 “Para Hassan, o assassínio não é um simples meio de se desembaraçar de um adversário, é antes de tudo uma dupla lição dada em público: a do castigo da pessoa morta e a do sacrifício heróico do adepto executor, chamado fedai, ou seja, «comando suicida», porque é quase sempre abatido ali mesmo.”

A questão da identidade e estatuto de estrangeiro ou outro Quando questionado por Safa Jubran, numa entrevista no encontro na Livraria da Vila, em São Paulo, Brasil, em 11 de julho de 2012, sobre como entende o tema da identidade, Amin Maalouf responde: “O Mundo em Desajuste”, e que permeia muitos de seus livros, Amin Maalouf respondeu: “Minha posição nesta questão é que a maioria é pressionada a assumir uma identidade ou uma única identidade. Não se pode resumir uma pessoa a apenas uma única identidade.” Ainda sobre este tema, o escritor lembrou sua própria trajetória: Amin, que vive fora do Líbano há 36 anos, é considerado um escritor libanês pela imprensa libanesa e um escritor franco-libanês pela imprensa francesa. “Mas não sou um ou outro. Ambas as vidas, no Líbano e na França, fazem parte de minha trajetória”.

Etimologia: Origem das palavras

Exemplo:

✓ Assassino

✓ Bagdad

✓ Franj

✓ Etc…

Visão dos árabes sobre os europeus

-Em áreas como a construção, a ciência e a medicina os muçulmanos estavam muito mais avançados do que os ocidentais.

CITAÇÕES SELECIONADAS DURANTE A LEITURA

“si eres insensible a la política, tú serás la primera víctima” (Maalouf, 2012 em entrevista)

Apresentarei um conjunto de citações sobre os temas abordados que irei organizar.

REFERÊNCIAS

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Site oficial do autor que contém biografia, entrevistas, artigos etc, tem um blogue onde explica a origem de algumas palavras. o blogue está desativado desde 2010. http://www.aminmaalouf.net/en/

Ares, Berta. (2012). Entrevista com Amin Maalouf. Revista de Letras. Acedido em 8 de dezembro de 2015, em: http://revistadeletras.net/amin-maalouf-si-eres-insensible-a-la-politica-tu-seras-la-primera-victima/

Bueno, Roberto. (2012). “Amin Maalouf conversa com leitores na Livraria da Vila”. Acedido em 8 de dezembro de 2015, em: http://www.icarabe.org/noticias/amin-maalouf-conversa-com-leitores-na-livraria-da-vila Zatta, Angela. “O espelho do outro: As cruzadas vistas pelos Árabes”. Revista Tempos Acadêmicos. Acedido em 11 de dezembro de 2015, em: file:///C:/Users/maria/Downloads/900-3251-1-PB%20(2).pdf

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