Arquitetura Renascentista , Teses de doutorado de História da Itália. Universidade de Caxias do Sul (UCS)
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marcia-ferrari10 de junho de 2017

Arquitetura Renascentista , Teses de doutorado de História da Itália. Universidade de Caxias do Sul (UCS)

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Trabalho de TCC sobre as vilas de Palladio e Arquitetura Inglesa Palladiana.
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Seja Bem Vindo!

Curso

Paisagismo e Plantas

Ornamentais

Carga horária: 60hs

2

Dicas importantes

Nunca se esqueça deque o objetivo central é aprender o

conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só

os determinados aprendem!

Leia cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se

deixando dominar pela pressa.

Explore profundamente as ilustrações explicativas disponíveis,

pois saiba que elas têm uma função bem mais importante que

embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar

o entendimento sobre o conteúdo.

• Saiba que quanto mais aprofundaste seus conhecimentos mais

se diferenciará dos demais alunos dos cursos.

Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas o aproveitamento

que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem diferencia os

“alunos certificados” dos “alunos capacitados”.

Busque complementar sua formação fora do ambiente virtual

onde faz o curso, buscando novas informações e leituras extras,

e quando necessário procurando executar atividades práticas que

não são possíveis de serem feitas durante o curso.

Entenda que a aprendizagem não se faz apenas no momento

em que está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a-

dia. Ficar atento às coisas que estão à sua volta permite encontrar

elementos para reforçar aquilo que foi aprendido.

Critique o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação

do conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido

quando pode efetivamente ser colocado em prática.

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Conteúdo

Paisagismo: Conceitos e Definições

Planejamento Paisagístico

Elementos de Trabalho

Implantação de Jardins

Manutenção de Jardins

Estilos de Jardins

Plantas Ornamentais

Plantas Ornamentais Trepadeiras

Suculentas

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Paisagismo: Conceitos e Definições 1.1. PAISAGEM: A paisagem refere-se ao espaço de terreno abrangido em um lance de vista, ou extensão territorial a partir de um ponto determinado. Pode ser classificada em: Natural: sem a intervenção do homem; Artificial: planejada, ou seja, um jardim. Jardim é uma palavra de origem hebraica e vem de gan (proteger, defender) + eden (prazer, satisfação, encanto, delícia).

A concepção inicial e, ainda hoje, a mais comum de jardim está ligada às palavras hebraicas originais: um mundo ideal, pequeno, perfeito e privativo. Na tradição judaico-cristã, a idéia primitiva de jardim é de paraíso, um lugar com plantas ornamentais e frutíferas formando um ambiente de harmonia, beleza e satisfação espiritual.

Um jardim é a representação idealizada da paisagem como cada civilização (ou até cada pessoa) desejaria que ela fosse. É um local que pode ser percebido pelos cinco sentidos. É dinâmico, porque o elemento vegetal, como um ser vivo, está sujeito a um ciclo biológico. O jardim modificase com o passar do tempo (devido ao crescimento) e durante as estações do ano (floração, frutificação, queda das folhas, mudança de cor, etc.).

1.2. PAISAGISMO: Da palavra paisagem, deriva a palavra Paisagismo. O paisagismo é uma atividade que organiza os espaços externos com o objetivo de proporcionar bem-estar aos seres humanos e de atender às suas necessidades, conservando os recursos desses espaços. Combina conhecimentos de ciência e arte, pois:

¨ Arte: forma de expressão cuja ocorrência se verifica quando um conjunto de emoções atua sobre a sensibilidade humana; ¨ Ciência: é a reunião de leis abstratas, deduzidas dos fenômenos da realidade exterior ou interior. ¨ Técnica: é a aplicação, nos trabalhos de rotina, das leis abstratas que vêm da ciência.

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Existem alguns conhecimentos básicos que são requeridos no paisagismo:

1º. Conhecimentos científicos: Manejo dos recursos naturais: Ecologia, Biologia, Botânica, Geologia e Geografia, etc.;

Técnicas de cultivo: Agronomia (Fitopatologia, Entomologia, Fitotecnia, Adubação, Fisiologia Vegetal, Horticultura, Solos, Nutrição de plantas, Proteção de plantas, Climatologia, Topografia, Irrigação e Drenagem, etc.); Organização dos espaços: Arquitetura e Urbanismo.

2º. Conhecimentos artísticos:Artes plásticas: elementos vivos e inertes (esculturas); Artes industriais: cerâmicas, serralherias, marcenarias, etc.

2. COMPONENTES Para que se tenha um paisagismo bem elaborado, deve-se partir para o planejamento paisagístico. Este planejamento deve considerar, ainda, o espaço livre e de área verde existente no local em estudo. O espaço livre é toda a área geográfica (solo ou água) que não é coberta por edificações ou outras estruturas permanentes.

A área verde é um tipo específico de espaço livre, ou seja, aquele coberto, predominantemente, por extrato vegetal. O termo “área verde” aplica-se a diversos tipos de espaços urbanos que têm em comum: serem abertos (ao ar livre); serem acessíveis; serem relacionados com saúde e recreação.

São consideradas áreas verdes urbanas tanto áreas públicas, como particulares. Podem ser jardins, praças, parques, bosques, alamedas, balneários, campings, praças de esporte, playgrounds, playlots, cemitérios, aeroportos, corredores de linhas de transmissão, faixas de domínio de vias de transporte, margens de rios e lagos, áreas de lazer, ruas e avenidas arborizadas e/ou ajardinadas.

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Desde que devidamente tratados, também se incluem os depósitos abandonados de lixo, as áreas de tratamento de esgoto e outros espaços semelhantes.

Existem diversas classificações de áreas verdes:

a) Jardins de representação: áreas ligadas à ornamentação sem finalidade recreacional e de menor importância do ponto de vista ecológico. São os jardins de prédios públicos, de igrejas, etc.; b) Jardins de vizinhança: áreas para recreação, que podem ter alguns equipamentos recreacionais (playgrounds), esportivos ou mesmo de lazer passivo (bancos). Sua área mínima é de 1.500m2, ou de 5.000m2 caso tenham equipamentos esportivos. Devem distar, no máximo, 500m das residências dos usuários; c) Parques de bairro: áreas com a mesma finalidade que os parques de vizinhança, mas com equipamentos que requerem maior espaço; sua área mínima é de 10ha, e devem distar, no máximo, 1.000m das residências dos usuários; d) Parques distritais ou setoriais: têm a mesma finalidade que as duas categorias anteriores, mas sua área mínima é de 100ha; e) Parques metropolitanos: áreas de responsabilidade extra- urbana, com espaços de uso recreacional e de conservação; f) Unidades de conservação: áreas exclusivamente destinadas à conservação, podendo, eventualmente, ter algum equipamento recreacional para uso pouco intensivo. Encaixam-se nesta categoria as áreas de recursos naturais, áreas de proteção ambiental, áreas de proteção de mananciais e áreas de proteção paisagística; g) Áreas verdes de acompanhamento viário: áreas sem carater conservacionista ou recreacional, tendo apenas função ornamental, mas podendo interagir no ambiente urbano. São os canteiros de avenidas, rotatórias, etc.. Existe ainda um espaço urbano, talvez o mais importante, não inserido nesta classificação, a Praça, local de encontro na cidade, vegetado ou não, comumente com área aproximada de 1,0ha. Os parques de vizinhança são praças, mas as praças nem sempre são parques de vizinhança.

O índice de área verde é o total de áreas verdes de um determinado local (m2) dividido pelo seu número de habitantes (m2/habitante), ou seja, é a relação entre a quantidade de área verde de uma cidade e sua respectiva população. Considera-se

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adequado um índice de 10 m2 a 13 m2 de área verde/habitante. Mais importante que o índice, entretanto, é a distribuição dessas áreas verdes e as suas características e as da região onde elas se inserem.

3. IMPORTÂNCIA A existência de áreas verdes junto aos centros urbanos (parques, praças, lagos e ruas arborizadas) proporciona uma sensação de bem-estar aos usuários destes espaços. As plantas utilizadas no paisagismo urbano, tão importantes na caracterização ambiental destas áreas, promovem inúmeros benefícios estéticos e funcionais ao homem e estão muito além dos seus custos de implantação e manejo. Alguns dos efeitos causados pela vegetação no meio urbano estão relacionados com a melhoria da qualidade do ar e do conforto térmico. A qualidade do ar é melhorada pela interceptação de partículas e absorção de gases poluentes pelas plantas, enquanto que a redução da temperatura ocorre pela absorção de calor no processo de transpiração, redução da radiação e reflexão dos raios solares.

Outros benefícios proporcionados pela presença planejada das plantas na paisagem urbana são a proteção contra ventos e redução da poluição sonora. O vento pode ser agradável, desconfortável ou ate mesmo destruidor, dependendo de sua velocidade. As plantas modificam os ventos pela obstrução, deflexão, condução ou filtragem do seu fluxo.

As plantas também podem ser úteis quando dispostas com o objetivo de sinalização, arranjadas a fim de indicar direção a pedestres e veículos, melhorando a aparência de estradas e rodovias.

Contudo, os maiores efeitos proporcionados pela utilização de plantas nos espaços urbanos são os estéticos e psicológicos. Os efeitos estéticos, evidenciados pelas propriedades ornamentais de cada espécie, têm o poder de modificar os ambientes visualmente, tornando-os mais agradáveis aos seus usuários. Já os benefícios psicológicos são capazes de melhorar o desempenho e o humor de trabalhadores, reduzir o tempo de

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internação e uso de remédios em pacientes e melhorar a relação de empresas com a comunidade. Outro fato importante é a redução da criminalidade e da violência nos centros urbanos onde o uso de plantas é adequado.

4. DIVISÃO DO PAISAGISMO 4.1. MICROPAISAGISMO Consiste no trabalho de paisagismo realizado em pequenos espaços. Na maioria dos casos, o micropaisagismo pode ser desenvolvido por um só profissional, por ser, predominantemente, criação artística, envolvendo soluções técnicas simples. Assim, apresenta, normalmente, como características:

Escala visual pequena (pequenas áreas); Preocupação principal é a estética; Visualizado em jardins internos, vasos, jardineiras ou floreiras,

arborização em vias públicas, jardins particulares, praças públicas, jardins de vizinhança, campos esportivos, etc.;

Na representação gráfica desse tipo de projeto, a escala está entre 1:50 e 1:1000;

Áreas menores do que 1.000m2 ??? 4.2. MACROPAISAGISMO Consiste no trabalho realizado em grandes espaços. Quase sempre, é um trabalho de equipe, porque envolve problemas técnicos complexos e multidisciplinares. Assim, apresenta, normalmente, como características:

Escala visual maior (áreas extensas); Preocupação principal é a preservação da natureza; Visualizado em parques metropolitanos e distritais, reservas

naturais e afins, proteção de mananciais, revestimento vegetal em obras de terraplanagem, controle à erosão urbana, proteção contra ventos, recuperação de paisagens danificadas, etc.;

Nas representações gráficas, a escala adequada é menor do 1:1.000, sendo, em geral, de 1:5.000 a 1:50.000;

Áreas maiores do que 1.000m2 ???

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5. FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM PAISAGISMO Dentre as diversas finalidades de um paisagista, estão:

Reconhecer os aspectos essenciais do complexo de elementos e fatores que conferem a aparência e a ecologia da paisagem;

Avaliar as conseqüências de formas de evolução na paisagem, produto da participação do homem. O paisagista precisa possuir algumas características específicas:

Ter habilidade, destreza, perícia e arte na tomada de decisões; Conhecimento técnico; Compreensão estética da aparência.

São atribuições do paisagista:

Jardim; Arborização urbana; Preservação da natureza; Reabilitação de áreas degradadas (estradas, desmatamento,

matas ciliares, áreas de mineração).

Planejamento Paisagístico O Planejamento Paisagístico refere-se ao processo contínuo que se empenha em fazer o melhor uso, para a população, de uma área limitada da superfície terrestre, conservando sua produtividade e beleza, e considerando os aspectos ambientais. Este planejamento desenvolve-se, normalmente, em espaços externos às construções e abrange duas realizações: a arte de criar (atividade individual), e a ciência, técnica e arte de organizar (atividade individual ou em equipe).

O planejamento do jardim deve estar integrado ao planejamento da residência; portanto, é essencial planejar o jardim antes da construção, reforma ou expansão da residência. Para que se tenha êxito, o projeto deve ser desenvolvido em etapas, que são: o Estudo Preliminar, o Anteprojeto e o Projeto Definitivo ou Executivo.

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1. ESTUDO PRELIMINAR Antes do desenvolvimento do projeto propriamente dito, são necessários vários levantamentos que fazem parte do Estudo Preliminar:

1.1. PESQUISA POPULAR Antes da elaboração de um projeto, deve-se atentar, primeiramente, para as condições sociais do público (família, clube, escola, condomínio, comunidade, etc.) a quem será destinada a obra. A Pesquisa Popular trata-se de um levantamento indispensável para avaliar a aspiração popular por meio de questionamentos dos costumes, gostos e necessidades dos usuários, e para descobrir a vocação natural da área a ser ajardinada. Este tipo de levantamento é feito por meio de uma boa conversa com os usuários do jardim, utilizando ou não questionários pré-elaborados, abordando alguns aspectos, tais como:

Função do jardim: relaxamento, atividades esportivas, abrigar coleções, festas, conforto ambiental, "sala ao ar livre", etc.;

Período de uso principal: durante o dia, a noite ou ambos; Tipo de privacidade: murado, cercado, aberto; Presença de animais: cachorros, gatos, atração de pássaros,

peixes, tartarugas, etc.; Tipo de família: presença de crianças, de idosos, mista, com

deficientes (visuais, usuários de cadeiras de rodas, etc.); Estilo do jardim: adequado aos gostos e necessidades de

quem usa, podendo ser formal ou informal, combinado, inglês, tropical, mediterrâneo, árido, oriental, etc.;

Nível de manutenção: baixa, média ou alta; Elementos de construção: lago, chafariz, estátuas, bancos,

mesas, piscina, ripados, brinquedos, churrasqueira, poço, fossa, pedras, área calçada, pérgola, caramanchões, etc.;

Prioridades: formalidade x limpeza, fonte de terapia x fonte de aborrecimento, plantas frágeis x cachorros novos x esportes, plantas x construção e reforma;

Nível de dedicação: se gosta de apreciar o jardim x gosta de cuidar do jardim;

Elementos desejados: plantas ou elementos que se tenham um alto interesse (status, heranças, etc.);

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Elementos abominados: pessoas sensíveis a certas plantas ou produtos de plantas, etc. 1.2. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO E CADASTRAL O levantamento planialtimétrico e cadastral refere-se à avaliação minuciosa da área a ser ajardinada, que resulta em um desenho feito em escala, reproduzindo, como se fosse um retrato, tudo o que já existe no terreno a ser ajardinado. O levantamento altimétrico registra o grau de declividade do terreno, ilustrando o desenho com curvas de nível. O levantamento planimétrico registra o perímetro do terreno e todos os elementos naturais nele já existentes, como construções, canteiros e caminhos, etc. O levantamento cadastral deve reforçar o mapeamento, de forma a alocar no desenho todos os objetos e elementos que nele possam existir, como por exemplo: luminárias, torneiras, caixas de inspeção, galerias, fiações e encanamentos subterrâneos ou aéreos, bancos, fontes, etc.

Nesta etapa, faz-se, ainda, a análise do local, verificando:

 observação do dia e da noite;  orientação N-S para a obtenção do mapa de sombras;  presença e tipos de plantas daninhas;  vistas a serem realçadas e escondidas;  plantas e construções da área vizinha;  privacidade;  barulho (necessidade de barreiras de som);  tipo, estilo e idade da casa;  tipo de muro, cerca, pavimentação;  demais características urbanísticas e sociais.

1.3. ANÁLISE DO SOLO A Análise do Solo é importante para verificar a real necessidade de calcário e fertilizantes, de acordo com as espécies que serão cultivadas na área, fornecendo informações a respeito do pH, de nutrientes e da granulometria desse solo.

Essa análise possibilitará a recomendação mais adequada de corretivo e de fertilizante, considerando-se a idade da planta, o espaçamento, o ciclo vegetativo e as exigências nutricionais de cada espécie ou variedade.

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1.4. LEVANTAMENTO CLIMÁTICO A distribuição da vegetação no globo terrestre ocorre de acordo com a zona climática: temperada, tropical e subtropical, podendo, ainda, ser influenciada pela altitude do local. O clima possui grande importância na escolha das espécies a serem usadas na composição do jardim, sendo resultante da ação conjunta dos elementos: temperatura, luz e insolação, pluviosidade, umidade e ventos.

1.4.1. Temperatura: é o elemento climático de maior influência sobre as plantas, especialmente sobre o crescimento vegetativo, a floração e a frutificação. Cada espécie ou variedade apresenta desenvolvimento ótimo dentro de determinadas faixas de temperatura, sendo, assim, classificada como:

 Tropical: espécie originada de clima quente, sendo intolerante ao frio. Necessita de temperaturas médias anuais entre 22ºC e 30°C;

 Subtropical: planta originada de clima ameno. Desenvolve-se melhor sob temperaturas médias anuais entre 15ºC e 22°C e em locais onde não ocorrem geadas;

 Temperada: planta originada de regiões frias. Desenvolve-se melhor sob temperaturas médias anuais entre 5ºC e 15°C, sobrevivendo em locais de ocorrência de geadas durante o inverno. 1.4.2. Umidade: a umidade do ar influencia na transpiração da planta, enquanto que a umidade do solo determina a absorção de água e de nutrientes pelos vegetais. Existe uma grande variedade de espécies em termos de exigência de umidade do solo, desde aquelas originárias de regiões desérticas (cactos) até as que se desenvolvem bem em terrenos mais úmidos (copo-de- leite-Zantedeschia aethiopica, papiro-Cyperus giganteus, etc.); 1.4.3. Ventos: para escolha e distribuição das espécies no jardim, devem ser consideradas a presença dos ventos, sua freqüência, direção e intensidade, pois podem ocasionar fendilhamento e quebra de ramos, queda e rasgadura de folhas e flores (alta velocidade), aumento da taxa de evapotranspiração, secamento do solo e dessecamento nas plantas (vento quente e seco), prejudicar a formação de brotações e ocasionar a desidratação e a queima de folhas (ventos frios). Isto pode ser

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minimizado com o plantio de quebra-ventos e tutoramento das plantas.

2. ANTE-PROJETO Com todos esses levantamentos preliminares em mãos, o paisagista terá embasamento suficiente para a elaboração do ante-projeto, que consiste na apresentação das distribuições dos elementos vegetais e arquitetônicos na área a ser ajardinada, em escala adequada, sob a forma de desenhos e cortes esquemáticos. Os passos básicos a serem seguidos no desenvolvimento do anteprojeto são os seguintes: 1. Estabelecimento e caracterização das ligações do jardim; 2. Determinação das entradas; 3. Estabelecimento do sistema de circulação no jardim e elementos que o compõem; 4. Marcação das áreas destinadas às massas de vegetação no jardim; 5. Previsão dos locais das construções e das obras de arte. Assim, no ante-projeto estarão definidos os seguintes itens:

2.1. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL A distribuição espacial consiste em dividir a área total em espaços menores conforme cada tipo de uso, formando vários ambientes estrategicamente localizados, de acordo com os seguintes tipos de lazer:

2.1.1. LAZER CONTEMPLATIVO: são áreas que provocam admiração à visão, isolando alguns ambientes para se obter o máximo de silêncio. Além desse sentido, deve-se propiciar também os sentidos do olfato e do tato. Este é o tipo de lazer que irá impor aos usuários o respeito pelo uso, diminuindo as depredações, além de promover uma agradável sensação de repouso mental, de bem-estar e de paz interior, diminuindo as tensões, as ansiedades, as angústias e a violência; 2.1.2. LAZER RECREATIVO: é um tipo de lazer que faz uso da terapia ocupacional de crianças, de adultos e de idosos. As áreas reservadas a esse tipo de lazer devem estar estrategicamente localizadas, de modo a não intervir nas demais área de lazer. Para as crianças, são incluídos playgrounds, parquinhos de diversão, etc., enquanto que para os idosos podem existir mesas

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e bancos fixos para jogos de xadrez, dominó, baralho, etc. Estes ambientes também promovem a integração social dos usuários; 2.1.3. LAZER ESPORTIVO: produz vários benefícios aos frequentadores no que diz respeito à saúde física e mental. Como existe uma infinidade de esportes e cada qual necessita de um espaço específico, não é difícil incluir áreas destinadas ao lazer esportivo em um projeto, como por exemplo campos de futebol, quadras poliesportivas, pistas de cooper, áreas para ginástica, piscinas, etc.; 2.1.4. LAZER CULTURAL: refere-se às áreas planejadas para a realização das diversas manifestações culturais, envolvendo tanto profissionais como amadores, tais como artistas, poetas, cantores, compositores, músicos, etc. Estas áreas podem ser anfiteatros, teatros de arena, coretos, etc.; 2.1.5. LAZER AQUISITIVO: é um tipo recente de lazer, relacionado ao prazer, à recompensa psicológica positiva que se tem quando da aquisição de determinados elementos, ou seja, quanto ao poder de compra, o orgulho e o conforto que se tem quando se pode comprar algo com o dinheiro fruto do próprio trabalho e esforço. Este lazer aquisitivo encontra-se divido em dois, que são:

 LAZER AQUISITIVO GASTRONÔMICO: representado pelas áreas planejadas no projeto para restaurantes, lanchonetes, traillers de sanduíches, locais para carrinhos de sorvetes, de pipoca, de lanches e de comidas típicas;

 LAZER AQUISITIVO PESSOAL: representado pelas áreas, equipamentos ou edificações, nos quais os usuários podem comprar objetos de uso pessoal ou doméstico, tais como mini- shoppings, áreas de feiras de artesanato, etc. 2.2. ELEMENTOS NATURAIS Sempre que possível, deve-se preservar os elementos naturais já existentes na área a ser ajardinada, aproveitando-os e incorporando-os ao projeto. Esses elementos podem ser:

 Recursos hídricos: rios, nascentes, riachos, córregos, lagos, represas e cachoeiras, devendo-se, inclusive, planejar o jardim de forma a conservar e proteger estas áreas;

 Formações rochosas: nunca devem ser dinamitadas sem prévia avaliação de geólogos, paleontólogos ou arqueólogos;

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 Flora nativa: não deve ser removida, especialmente quando se trata de árvores centenárias ou mesmo aquelas com significado sentimental aos usuários do jardim;

 Edificações já incorporadas ao patrimônio histórico: mesmo que não tenham sido oficialmente tombadas, devem ser preservadas. 2.3. PARTE HIDRÁULICA E ELÉTRICA A parte hidráulica envolvem tanto a água necessária à irrigação das plantas, como a água potável, de destinação do esgoto, das fontes e espelhos d’água, que devem ser esboçadas. Já a parte elétrica, que também deve estar esboçada no ante-projeto, refere-se à iluminação baixa e alta, aos pontos de tomada, de interruptores e demais itens relacionados. 2.4. ANÁLISE DO ANTE-PROJETO Estando pronto o ante-projeto, esse deve ser analisado detalhadamente, em conjunto com os demais profissionais envolvidos na construção (eletricista, hidráulico, botânico, engenheiros), para somente depois ser apresentado ao proprietário do jardim, para que seja finalmente aprovado.

3. PROJETO DEFINITIVO OU EXECUTIVO O Projeto Definitivo ou Executivo refere-se à apresentação dos desenhos, dos cortes, do detalhamento e dos memoriais desenvolvidos com base no ante-projeto aprovado. É composto de diversas pranchas, elaboradas de acordo com as necessidades da área trabalhada. Deve ser claro e objetivo para reproduzir no campo, com toda a fidelidade, o que foi projetado no papel, por qualquer profissional da área. Esse projeto consta, pelo menos, da planta executiva de arquitetura e de engenharia civil, do projeto botânico, do memorial descritivo e da proposta de serviço, os quais serão descritos a seguir. 3.1. PLANTA EXECUTIVA DE ARQUITETURA E DE ENGENHARIA CIVIL A Planta Executiva de Arquitetura consta da apresentação de uma ou várias pranchas com ilustrações claras dos elementos

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arquitetônicos e construtivos, contendo cotas e medidas que orientarão a locação dos canteiros, dos equipamentos, das edificações e do sistema de circulação. As edificações estarão representadas e detalhadas em pranchas a parte. A Planta de Engenharia Civil consta da apresentação de uma ou várias pranchas contendo os cálculos matemáticos para a execução planejada pela arquitetura. São detalhados todos os itens referentes às fundações, às estruturas e às coberturas das edificações e demais construções. Por meio destas pranchas, o engenheiro da obra orientará a execução e o dimensionamento das ferragens e da concretagem.

3.2. PROJETO BOTÂNICO O Projeto Paisagístico irá dar o toque final à obra, complementando-a com a vegetação e os demais elementos arquitetônicos paisagísticos. Refere-se à prancha demonstrando e locando cada um desses elementos, de maneira a formar um ambiente harmônico e belo.

O Projeto botânico (pranchas) consta de desenhos, representados em folhas de papel apropriado, com a locação das espécies vegetais devidamente identificadas, representadas em escala adequada e simbolizadas em seu tamanho adulto (Anexo 3). Deve apresentar também uma legenda contendo os nomes científicos e comuns das plantas e o carimbo (Tabela 1), em que estarão o nome do cliente; o endereço do local de execução; o tipo do projeto; o nome e CREA do projetista; a escala utilizada; a área (m2) a ser ajardinada e a data de realização do projeto.

Tabela 1. Modelo de carimbo para o Projeto Botânico de um Projeto Paisagístico.

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O Memorial botânico refere-se à relação da quantidade e da qualidade das espécies vegetais a serem usadas no projeto, orientando no processo de aquisição e de distribuição das mudas no ato do plantio. Poderá ser feito sob a forma de tabela ou sob a forma descritiva. Quando elaborado sob a forma de tabela, essa poderá estar apresentada no Projeto Botânico, ou no Memorial Descritivo, conforme a maneira de trabalhar do paisagista. Contudo, quando elaborado sob a forma descritiva, essa somente poderá ser apresentada no Memorial Descritivo. O Memorial Botânico deve conter:

 Nomes científicos e comuns das plantas planejadas;  Área (m2) ocupada por cada espécie;  Área total ocupada pelo conjunto de cada espécie (no caso de

canteiros, grupos);  Espaçamento de plantio da espécie;  Quantidade, porte (m), embalagem de comercialização e

coloração das mudas;  Outras informações a respeito das mudas usadas no projeto,

com o objetivo de facilitar a compra e a identificação das plantas.

3.3. MEMORIAL DESCRITIVO O Memorial Descritivo é um documento muito importante e que deve ser apresentado ao cliente, sendo útil durante a execução e a manutenção do jardim. Consiste em um texto explicativo com o objetivo de dar uma idéia geral sobre a concepção do jardim. O que não for possível colocar sob a forma de desenhos, o paisagista deverá colocar sob a forma descritiva nesse memorial.

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O Memorial Descritivo refere-se a um relatório contendo a descrição das informações de ordem natural e social, bem como as especificações técnicas dos materiais e dos vegetais usados.

Deve ser claro, sem perdas de detalhes, contendo:

 Capa;  Cabeçalho: com as informações do carimbo das pranchas:

Nome do cliente; Endereço do local de execução; Tipo do projeto; Nome e CREA do projetista; Escala utilizada e Data de realização do projeto.

 Apresentação: relato do tipo de projeto e suas características, os problemas a serem solucionados, os objetivos e justificativas do projetista. Os critérios usados para a elaboração do projeto também são mencionados, correlacionando o estilo, o ambiente (paisagem e clima), as necessidades e os desejos dos proprietários;

 Caracterização da área: - Localização: endereço, cidade, estado, coordenadas geográficas; - Dimensões: área do terreno a ser ajardinado; - Clima: definição das características climáticas do local de implantação do projeto; - Tipo de solo: definido a partir de análises químicas e físicas; - Características do terreno: referem-se, principalmente, à topografia, definida de acordo com o levantamento topográfico da área; - Outras características que o paisagista achar relevante.

 Características vegetais: discriminação da paisagem da região e das espécies vegetais existentes na área (quando for o caso), por observação do local ou com base em documentos, textos ou ainda informações verbais. Outros elementos existentes também deverão ser levantados e descritos;

 Informações sobre a construção de estruturas físicas: elaboradas por um profissional especializado, discriminando detalhes da construção da estrutura planejada, descrevendo com justificativas quando for necessário. A relação de materiais, bem como as instruções para a implantação, também devem ser apresentados neste memorial;

 Memorial botânico ou Lista de espécies: esse item constitui o Memorial Botânico, constando da lista e da caracterização das

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espécies utilizadas. Contudo, esse memorial poderá ser apresentado na forma de tabela no Projeto Botânico, e não aqui no Memorial Descritivo;

 Orçamentos e Cronograma de atividades: da mesma maneira que o memorial botânico, as tabelas dos orçamentos e o cronograma de atividades também poderão estar anexadas nesse documento;

 Referências bibliográficas: material técnico usado para a elaboração do projeto poderá estar listado nesse Relatório. O Cronograma de Atividades fornece a época e a seqüência adequada de execução de cada etapa do projeto, assim como da fase de manutenção do jardim. É fundamental para o acompanhamento dos serviços e de desembolso dos recursos financeiros em tempo hábil, a fim de que não atropele o bom andamento da obra (Tabela 2).

O Orçamento deve-se sempre atentar para a viabilidade econômica do projeto, adaptando-o às condições econômicas de cada cliente. Poderá ser feito de forma resumida ou detalhada. Cada quadro de orçamento será constituído pelas operações e itens de despesa, tais como:

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A) Orçamento da vegetação: os cálculos podem ser acrescidos de uma porcentagem de 5% a 10%, prevendo os replantios por perdas no transporte ou nos tratos de implantação (Tabela 3).

B) Orçamento dos elementos arquitetônicos: poderá conter uma coluna de observações para possíveis anotações indispensáveis para a aquisição do material correto (Tabela 4).

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C) Orçamento dos insumos: referente aos custos com os materiais e os produtos necessários à composição do jardim, tais como adubos orgânicos e minerais, corretivos do solo, terra preparada, defensivos, etc. (Tabela 5).

D) Orçamento da mão-de-obra: referente aos custos com as atividades realizadas por jardineiros, ajudantes, eletricistas, pedreiros e outros profissionais, juntamente com os custos do trabalho do paisagista, caso ele será responsável pela implantação do projeto (Tabela 6).

E) Honorários do paisagista: o valor pago ao paisagista pela elaboração do projeto será estabelecido considerando-se o grau de complexidade do trabalho; a partir disso, estabelece-se a forma de cobrança. O trabalho do paisagista exige um grau de

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conhecimento para que atinja, ao final, a qualidade desejada. Assim, pode-se chegar a esse valor de algumas maneiras:

E.1. Percentagem do valor orçado: estabelece-se uma percentagem que varia, em média, entre 10% e 20% sobre o valor de custo do projeto;

E.2. Pela área do projeto: estabelece-se um preço por área a ser trabalhada (R$/m2). É mais fácil de se aplicar nos casos em que o projetista é também o próprio executor da obra;

E.3. Em função do tempo dedicado ou hora técnica: estabelecem- se preços que tenham como base no número de horas gastas para a elaboração do projeto, calculando-se quantos dias serão gastos na sua elaboração e multiplicando-se pelo valor de um dia de um profissional da área.

F) Orçamento total do projeto: contendo o Resumo dos Custos, com a totalização por operações e dos demais itens (Tabela 7).

3.4. MANUAL TÉCNICO DE IMPLANTAÇÃO E MANUTENÇÃO DO JARDIM Esse Manual orientará a execução e a manutenção do jardim, ensinando, a quem necessário for (profissional ou proprietário),

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sobre os tratos culturais que as plantas deverão receber após o plantio. Devem estar relacionados e descritos todos os serviços necessários à implantação e manutenção do projeto, tais como:

 preparo da área, limpeza do terreno e movimentação de terra;  locação de obras: vias de circulação, jardineiras, bancos,

pérgulas, espelhos d’água, etc.;  instalações hidráulicas e elétricas;  preparo para o plantio: calagem, adubação, abertura de covas,

construção de canteiros, etc.;  plantio propriamente dito;  limpeza geral após implantação;  manutenção.

3.5. PROPOSTA OU CONTRATO DE SERVIÇO A Proposta ou Contrato de Serviço deverá ser efetuado especialmente em se tratando de um projeto tendo como cliente uma empresa jurídica. Poderá vir acompanhado ou não do projeto. Esta proposta poderá apresentar a descrição de todos os componentes que serão entregues ao cliente (projeto botânico, memorial botânico, manual técnico de implantação e de manutenção, etc., devidamente descritos), o valor de investimento, o prazo de entrega do anteprojeto e do projeto executivo, as condições de pagamento e, principalmente, a validade da proposta. Esta proposta deverá ser assinada pelo paisagista e pelo cliente responsável, de preferência com as assinaturas de duas testemunhas.

Elementos de Trabalho Na estética e composição de jardins, os elementos artificiais e os naturais fazem parte do ambiente existente ou projetado. Consideram-se elementos artificiais aqueles que são construídos ou colocados pelo homem no ambiente natural, tais como caminhos, escadas, muretas, bancos, mesas, coretos, gradis, portões, tanques, caixas d’água, piscinas, cascatas, vasos, lixeiras, postes, quadras esportivas, etc. Os elementos naturais são aqueles existentes ou plantados no local, compostos por uma combinação de componentes físicos (água, solo e clima) e biológicos (plantas e animais), tais como gramados, árvores, bosques, pomares, maciços de arbustos, plantas aromáticas e medicinais, hortas, orquidários, lagos naturais, etc.

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4.1. ELEMENTOS NATURAIS Os componentes naturais estão todos intimamente relacionados entre si, influenciando a paisagem com seu tamanho, forma, cor, aroma, som, movimento, entre outros caracteres. Assim, as plantas e os animais deixam de ser apenas parte da decoração, apresentando alto valor estético e funcional e, se necessário, alguns podem ser modificados ou melhorados para que se obtenha um jardim esteticamente adequado e agradável aos usuários. 4.1.1. VEGETAÇÃO A vegetação é constituída por espécies de formas, portes, cores e texturas as mais variadas.

Quando combinadas com arte são a verdadeira essência do jardim. Algumas de suas características devem ser observadas quando do planejamento paisagístico:

 por ser um ser vivo, é também dinâmico;  apresenta um ciclo de vida;  deve-se observar os atributos estéticos do vegetal;  as crenças devem ser respeitadas, assim como outros

aspectos. Outro aspecto a ser notado é em relação às associações de plantas (uso paisagístico), as quais são divididas em:

ISOLADO: seu efeito ornamental pode ser representado por flores, folhagens, frutos, troncos, galhos, raízes ou porte;

MACIÇOS: são formas e volumes conseguidos com o agrupamento de plantas da mesma espécie, ou de espécies diferentes, onde a característica básica é um volume cheio em que o espaço tende a ser ocupado proporcionalmente tanto no sentido horizontal como no vertical, às vezes mais na horizontal;

TUFO: apresenta um volume de plantas mais vazio do que o maciço, onde a verticalidade se sobrepõe à horizontabilidade;

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BORDADURA: constitui-se por plantas de pequeno porte, dispostas de forma linear, que tendem a compor as bordas de um canteiro, caminho ou até mesmo de uma árvore em destaque;

CERCA-VIVA: formada por plantas de médio a grande porte, dispostas linearmente, que tendem a fechar ou dividir ambientes, podendo ou não serem podadas;

CORBELHA: tipo de associação com várias espécies em que acrescenta-se ao volume e à forma, o jogo das cores e texturas, formando desenhos coloridos no jardim.

4.1.2. ANIMAIS Sempre que possível, os animais devem fazer parte do paisagismo, tendo em vista apresentarem uma forma e colorido, enriquecendo a paisagem. Podem mostrar fins ornamentais e/ou utilitários. Exemplo: aves (araras, papagaios, garças, pavões, faisões, pássaros, etc.), peixes, lebres, tartarugas, etc. Além desses, existem ainda outros que podem frequentar o jardim e, as vezes, nem se dá conta de sua presença, como alguns pássaros e insetos que são atraídos pelas plantas ornamentais e pela água.

4.1.3. ÁGUA A água no jardim é também um elemento de decoração, quer seja de forma corrente ou parada, sendo desejável qualquer que seja a maneira de uso. Pode ser encontrada sob a forma de reservatórios naturais (lagos, lagoas) ou artificiais (piscinas), nos cursos d’água (rios, riachos, cachoeiras, etc.), ou em fontes que jorram água em determinadas épocas do ano (intermitentes) ou continuamente, ou simplesmente para uso na irrigação do jardim.

4.1.4. OUTROS ELEMENTOS Além da água, um outro elemento natural presente com frequência nos jardins são as pedras que, em diferentes tamanhos e formas, emprestam à paisagem belas composições, sendo muito usadas para efeitos de contraste. O formato e o tipo das pedras devem ser escolhidos em relação direta com o ambiente onde serão colocadas.

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