AS PONTES DE MADISON, Resumos de Filosofia do Amor
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AS PONTES DE MADISON, Resumos de Filosofia do Amor

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O filme conta a historia da dona de casa Francesca, vivida por Meryl Streep, que não é valorizada por seus filhos nem seu marido, fazendo com que se sentisse desprezada além de ser frustrada por não ter realizado seus so...
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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

CAMPUS PROFESSOR BARROS ARAÚJO CURSO: BACHARELADO EM DIREITO BLOCO I

DISCIPLINA: MÉTODOS E TÉCNICAS DA PESQUISA PROFESSORES: Dr. LUCIANO SILVA FIGUEIREDO

Dra. JANAÍNA ARAGÃO.

JOSÉ OEIRENSE PAIS LANDIM NETO

AS PONTES DE MADISON

PICOS- PI, SETEMBRO DE 2015

JOSÉ OEIRENSE PAIS LANDIM NETO

AS PONTES DE MADISON

Resenha apresentada para a disciplina de Métodos e técnicas de pesquisa, no curso de Direito, da Universidade Estadual do Piauí- UESPI. Ministrada pelo Prof. Dr. Luciano Figueiredo e pela Profa. Dra. Janaína Aragão.

PICOS- PI, SETEMBRO DE 2015

CREDENCIAIS DO AUTOR

EASTWOOD, Clint. As pontes de Madison. Joel Cox, 1995. 1 DVD (135 min.): son., color

Clinton Eastewood, ou Clint Eastewood, nasceu em São Francisco nos EUA

e foi um grande diretor, roteirista e ator. Ganhador de quatros óscares como melhor

diretor e melhor filme, por duas vezes cada. Destacou-se por ser ator e diretor de

filmes que foram grandes sucessos.

Estrelou outros grandes sucessos como Magnum force (1973) The Dead Pool

(1988).

Dedicou-se também a política, tornando-se prefeito da cidade de Carmel-by-

the-sea pelo partido republicano de 1986 a 1988.

RESUMO

O filme conta a historia da dona de casa Francesca, vivida por Meryl Streep, que não

é valorizada por seus filhos nem seu marido, fazendo com que se sentisse

desprezada além de ser frustrada por não ter realizado seus sonhos.

Quando um dia seu marido e seus filhos viajam, ela acaba conhecendo um fotógrafo,

Robert Kincaid, vivido por Clint Eastwood, que foi a cidade fazer fotos para uma

importante revista, e, desde que o conheceu, ela apaixonou-se.

Quanto mais conversavam, a paixão e o desejo entre eles aumentavam. Até o

momento em que ela o convida para jantar em sua casa e acabam se relacionando.

O amor dela só aumentou, gerando o conflito dentro de sua cabeça, deixar tudo que

viveu, construiu e amou por um amor intenso e uma vida de liberdade.

O desejo tentou falar mais alto, mas a compreensão dela de que arrasaria com o

corações e as mentes de seu marido e filhos, e, todos os valores que absorveu na

Itália e no Iowa a fizeram ficar e viver até seus últimos dias junto de sua família.

E a compreensão sobre tudo isso se dá em sua morte, quando seus filhos recebem

seu testamento e os diários que ela havia deixado contando tudo o que com ela

acontecera. Então entendem o porquê de seu ultimo desejo, ser cremada e suas

cinzas serem jogadas da ponte, ela queria ser eternizada no lugar em que seu

verdadeiro e mais intenso amor também foi.

CONCLUSÕES DO AUTOR

O autor conclui o filme com os dois filhos de Francesca abrindo novos horizontes de

compreensão sobre amor e felicidade após lerem os diários deixados por ela antes

de sua morte. Onde, seu filho busca a mulher para reconciliarem-se e buscar fazê-la

feliz, e sua filha permanece na fazenda da família para poder refletir sobre o divorcio

e o que ela concebia sobre felicidade.

APRECIAÇÃO

As pontes de Madison é um romance que se passa no ano de 1965, onde,

uma mulher chamada Francesca (Meryl Streep), vive em uma típica família

americana, que as produções de Hollywood e o governo quiseram mostrar como

perfeitas, mas o filme mostra o desrespeito e a solidão que vive a mulher e mãe da

família perfeita.

Francesca acaba se apaixonando por um fotógrafo chamado Robert Kincaid

(Clint Eastwood), que foi ao estado de Iowa, onde ela residia, para documentar sobre

as famosas pontes cobertas da região.

Mas, antes de tudo, precisa-se analisar aspectos importantes, histórico e

sociológico, e, também conhecer a vida de Robert Kincaid, para que se possa

entender porque Francesca se sentia tão frustrada e ter se apaixonado loucamente

por um estranho que acabara de conhecer.

Aspecto histórico.

Francesca era italiana, que mudou-se para os Estados Unidos, mas porque

ela mudou?

Francesca foi para os EUA porque seu país encabeçava, juntamente com

Alemanha nazista de Hitler e o Império Japonês, o grupo do Eixo na segunda guerra

mundial. Por conta da grande guerra, a Itália estava desolada, vivia em um horizonte

enegrecido, mortos por todos os lados e risco de morte iminente por ataques aéreos

das tropas dos aliados, principalmente por viver sobre o governo ditatorial fascista do

Marechal Mussolini, que governava com mãos de ferro o país.

Em plena juventude, uma linda moça, vive em meio ao terror sem ver chances

de conseguir viver livremente, para alcançar sonhos e desejos que almejou tentaria

de alguma forma, uma escapatória em busca da realização dos seus sonhos, mas

para onde ir? Se sua realidade era a rédeas curtas, tomadas por uma ditadura

socialista que não lhe dava oportunidade alguma de gozar a vida e principalmente

sua juventude?

Surge ai a solução, um país modelo de desenvolvimento, internacionalmente

conhecido por ter um sonho de vitórias pessoais dentro de cada um dos seus

cidadãos, os Estados Unidos da América.

Logo após a Segunda Guerra Mundial, os EUA passou pela grande

depressão, a crise de 29, que os levou ao fundo do poço, mas, graças a Franklin

Roosevelt com a implementação do new deal, programa de reforma econômica que

investiu em diversos setores para desenvolver uma economia dilacerada pela crise,

que em poucos anos tornou-se a maior potência econômica mundial, onde todos os

seus habitantes eram bem de vida e tinham liberdade por viver em um país

capitalista, que dava abertura a viver por sua plena vontade.

Atraindo assim olhares de várias pessoas pelo sonho de liberdade americano,

principalmente de mulheres que visavam um futuro promissor de realizações,

inspiradas pela grande campanha com a famosa frase “ We can Do it”, nós podemos

fazer isso, empregada por uma grande empresa, tendo uma mulher como

personagem principal mostrando sua força e a dando a ideia de que o futuro era

promissor para mulheres.

Aspecto sociológico.

Estados Unidos, década de 60, interior do estado de Iowa. Pessoas vivem em

suas propriedades rurais que já atravessam séculos.

Valores sociais impregnados até a alma dos seus habitantes, costumes que

eram repassados até no sistema educacional, construindo um processo de

endoculturação que não se permitia qualquer desvio do padrão social da época,

sendo este desviado, condicionaria àquele elemento condenação eterna pelo ato

cometido, visto que um ambiente onde domina o pouco conhecimento, qualquer

coisa que venha o contrastar, é eliminado.

Ambientes onde homens são educados para o árduo trabalho físico das

grandes propriedades rurais e também formando soldados patriotas prontos para

defender a nação, já que viviam em um período conturbado por guerras.

Onde mulheres são educadas para dedicarem inteiramente aos desejos dos

maridos, ao serviço doméstico, a cuidarem dos filhos lhes proporcionando tudo de

melhor possível. Não importando suas necessidades, seus sentimentos ou qualquer

sonho ou desejo que possuam.

Esses valores da época também prevaleciam nas pequenas cidades italianas,

que possuíam um agravante, sociedade tipicamente católica, incrustada de valores

patriarcais passados pela igreja para limitar a vida das pessoas a dedicarem-se ao

Senhor Deus.

E por último, quem era Robert Kincaid?

Robert nasceu e morava no estado de Washington, mas a maior parte de sua

vida, passou em viagens por diversos lugares do mundo fotografando para a

National Geographic.

Conhecia várias culturas, várias pessoas e vivendo intensamente o sua vida.

Era livre e, por onde andava tinha a mulher que queria para deleitar-se.

Aqui encontramos os pontos necessários para que possamos entender

porque Francesca vivia frustrada e o motivo por ter se apaixonado loucamente por

um estranho.

Francesca era italiana, mudou-se para os Estados Unidos após a segunda guerra

mundial e casou-se com um soldado americano.

Aqui se dá o primeiro ponto importante, a Itália assolada pela guerra, com

cidades destruídas, crise social, econômica dentre outros fatores que enegreciam o

presente momento do país e de sua população, fazendo com que muitos buscassem

melhores lugares pra viver, e os Estados Unidos mostravam um local onde ela

poderia desenvolver seus sonhos, principalmente o sonho de liberdade nas grandes

cidades norte americanas. Concretizando a relação histórica que nos permite fazer

com o filme, revelando a partir de um foto isolado consequente da guerra, fazendo

com que reflitamos sobre a guerra e a vida das pessoas que foram contemporâneas

a ela, todas as frustrações, sofrimento e angústia em busca de liberdade e paz para

suas vidas.

Mas, infelizmente, ela vai morar em uma fazenda no interior estado de Iowa,

sendo privada dos seus sonhos, de tudo que almejava conseguir no paraíso do

mundo na época, acabou tornando-se uma simples dona de casa, como ela mesma

afirma em uma de suas falas, presa a uma vida de detalhes, uma vida sem

perspectiva que se resumia a cuidar de casa, das plantações e a pequenas

conversas com os vizinhos.

E aqui se abre um novo ponto de análise, a vida de dona de casa, fadada a

sempre se dedicar a cuidar dos filhos e do marido, que não a respeitavam, não a

valorizavam, mas sempre exigiam dela um momento de atenção, uma ótima refeição

na mesa, roupas lavadas, casa limpa e sempre com sorriso no rosto, sem se

preocuparem com o que ela passava ou o que ela sentia. E cada vez mais ela

guardava mágoas de viver naquela situação sendo que tinha tantos sonhos que não

pôde realizar e nem podia porque os padrões da sociedade não permitiam. Uma

crítica a cerca da família perfeita podemos perceber, onde a mulher que era a face

de alegria e felicidade, na verdade é apenas uma sonhadora reprimida e destinada

a viver presa a padrões que não satisfaziam suas expectativas. Revelando-se aqui o

aspecto sociológico, que continua adiante.

A partir daí dá-se o terceiro ponto que temos que observar, Francesca sempre

almejou grandes voos, tinha grandes sonhos, mas os padrões da sociedade, os

integrantes dela não permitiam que ela alcançasse o que queria. Mas como assim?

Para conseguir o que ela queria, teria que abandonar sua família, sua casa e tudo

que havia construído em comunhão com seu marido, e acabaria se tornando mal

falada e desprezada pela sociedade.

Iniciando um ponto importante a ser analisado, o da figura feminina, visto que

colocasse no filme um caso de adultério entre moradores da cidade próxima a

fazenda da família Johnson, mas mostra apenas o desprezo da sociedade sobre a

figura feminina, condenando-a por um ato cometido não só por ela, como também

pelo homem com quem ela se relacionou que consentiu.

Aqui podemos revelar a nós mesmos uma crítica a sociedade que condena os

que consideram inferiores ou minorias, nesse caso condena apenas as mulheres

pelo adultério, já que em nenhum momento mostra alguém condenando o homem

com quem ela cometeu o adultério, que se torna bastante perceptível pelas falas de

Francesca e pelas reações das pessoas diante da mulher em certas cenas do filme.

Concepção impregnada na sociedade a muito tempo e perpetua até hoje, pois

percebemos em todos os lados a depreciação da figura feminina em todos os seus

âmbitos, principalmente no âmbito do trabalho, onde ainda são inferiorizadas pelas

convenções sociais, porém, essa situação tem virado com as grandes conquistas

femininas por todo o mundo, tomando a nossa presidente com exemplo que hoje

comanda uma das maiores nações do mundo. Conquistas essas que Francesca

também almejou alcançar, mas infelizmente ficou presa a sua realidade.

Ao conhecer a história Robert, vê a concretização de todos os seus sonhos

nele, visto que ele era um fotógrafo de uma importante revista, que fazia viagens

pelo mundo todo, conhecendo diversos lugares e pessoas. Sendo que na cena em

que os dois conversam sobre as viagens dele, e, ele afirma que já visitou a cidade

natal dela, que estava apenas de passagem, mas por achar bela, resolveu então

ficar, e admiração dela em torno disso nos revela o desejo de liberdade que ela

sentia. Ele era livre, e ela também queria ser. Mas o receio de deixar sua casa fez

com que ela se entregasse completamente a ele, numa paixão ardente e ali

começasse a realizar seus desejos e sonhos. Nesse ponto a psicanálise nos permite

entender o porquê dessa paixão, segundo Sigmund Freud, em sua obra

Psicologiade grupo e análise do ego” (1921), podemos inferir a partir da leitura

quepaixão é a forma de completar o que falta em nós mesmos, projetamos em

alguém aquilo que não temos ou não conseguimos. O objeto da paixão é um ser

aparente sem nenhum defeito, é aquela pessoa que chegou para nos salvar.

Explicando aqui o ardente desejo dela por Robert, pois nele ela projetou a

concretização dos seus sonhos na pessoa dele e na vida que teria ao lado dele,

mostrado pelas cenas do filme a intensidade dessas projeções pelo amor entre eles,

principalmente por ela, como se estivesse concebendo o pecado da carne pela

primeira vez.

Ao mesmo tempo em que se preocupa com o valor que uma pessoa vivida

como Robert teria dela, se realmente a amava ou foi apenas mais um caso como

tantos outros que ele já havia tido em tantos lugares que já havia passado, refletindo

sobre uma posição muito comumente atribuída aos homens, que apenas buscam

diversão amorosa com diferentes mulheres, para depois partir seus corações as

abandonando, causando grandes frustrações e levado à criação de um consenso

social de que todo homem é salafrário.

A vontade de ir embora e abandonar tudo pela vida de liberdade com o

fotógrafo, a faz pensar e refletir. Consegue conceber que todos os valores que

absorveu na Itália e no Iowa, valores, principalmente, familiares, sobre respeito e

sobre o papel da mulher como braço direito do marido e exemplo de pessoa para os

filhos, não permitiram que ela fosse. Já que ia deixar o marido e os filhos, que,

mesmo não a valorizando, criou laços de amor e vínculos eternos que não poderia

abandonar.Permitindo aqui ainda a analise sobre paixão, a paixão deixa as pessoas

cegas, sem agir segundo a razão, mas temporariamente, depois a recuperação da

razão acontece, podendo discernir sobre o que aconteceu que geralmente se dá por

carência emocional, encaixando-se perfeitamente com a historia de Francesca, que

depois de viver a paixão e pensar em ir embora, reflete sobre as consequências da

concretização de tal ato e, a partir dessa reflexão, revela-se a concepção de

felicidade que o autor tenta passar e também deixa explicito o poder dos padrões

sociais sobre a vida das pessoas, a endoculturação, expresso na conversa entre

Francesca e Robert enquanto ela pensava em fugir, quando ela fala sobre as

consequências que sofreriam seus filhos e seu marido perante o julgamento da

sociedade e por consequente as tribulações psicológicas.

O que vêm a refletir na vida dos filhos que, quando descobrem todo o caso, e

pelas palavras da própria mãe, mudam sua forma de pensar a felicidade, visto que

sua mãe, mesmo amando outra pessoa não os abandonou e nem ao seu marido,

concebendo um pensamento que tudo aquilo que ela viveu com Robert

continuassem em uma vida só entre eles dois, ela seria feliz sozinha, e todos

aqueles que ela tinha um grande afeto por anos de convivência viveriam desolados

por perderem uma pessoa amada sem saber por quê. Então, ela abdica de ser feliz

intensamente ao lado do grande amor da sua vida para viver de junto a sua família,

refletindo nos filhos, que no filme já afirmavam que já tiveram vontade de buscar

outros relacionamentos mesmo casados, onde, o filho reaproximasse da mulher lhe

prometendo fazer feliz para sempre e culminando em um beijo, e a filha decide parar

e refletir sobre seu casamento e o divórcio que antes planejara. Fazendo que os dois

passem a viver felizes uma vida de detalhes.

Partindo dos pontos de vista histórico-social, em que se compreende um

contexto histórico e uma convenção social que levam a determinada situação, que

nos aparece como inesperada, revelando um aspecto importante sobre o filme, não

só pelo caso de traição, mas por todas as criticas feitas pelo filme principalmente

sobre desigualdades sociais com as mulheres nos padrões sociais da época, que

perpetuam até hoje em nossa sociedade. Mas nos leva a pensar também em outros

grupos sociais que também são marginalizados pela sociedade como os negros,

indígenas, a comunidade LGBT, dentre outros, revelando um aspecto nefasto da

nossa realidade, o preconceito, mostrando-se como um problema intrínseco da

sociedade de difícil solução.

Devido a esses aspectos e possibilidades dessas analises, levando a

questionar vários pontos de convicção social e “dogmas” sociais que não se permite

inovações e nem abertura a novos caminhos, sem esquecer dos aspectos históricos

que desencadearam esses posicionamentos, nos permitindo uma análise mais

aprofundada do tema, eu recomendo o filme não só para acadêmicos mas também

para alunos de ensino médio e demais pessoas que queiram refletir sobre temas

sociais, recomendo também o livro que deu base para o filme, pois o poder da

literatura de nos fazer imaginar e refletir é insuperável.

Palavras chave: Francesca; Robert; paixão; sonho; felicidade.

Fontes: Psicologia de grupo e análise do ego, Sigmund Freud 1921.

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