Aspectos da Mata Atlântica - Apostilas - Geografia, Notas de estudo de Geografia. Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
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Osvaldo_864 de Março de 2013

Aspectos da Mata Atlântica - Apostilas - Geografia, Notas de estudo de Geografia. Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

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Apostilas sobre os aspectos físicos e biológicos do litoral sudeste que tem como principal característica o predomínio da Serra do Mar.
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ASPECTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS DA REGIÃO COSTEIRA DO SUDESTE

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

Neste trabalho, apresentaremos os aspectos físicos e biológicos do litoral sudeste que tem como principal característica o predomínio da Serra do Mar, com pequenas enseadas e várias baías em uma costa muito recortada. São encontrados recifes, arenitos e falésias, sendo que as praias são caracterizadas pelas areias mais escuras. Os maiores trechos da costa brasileira nos quais ainda são encontradas manchas residuais de Mata Atlântica correspondem as Serras do Mar dos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

ASPECTOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS DA REGIÃO COSTEIRA DO SUDESTE

O clima tropical está presente nas baixadas litorâneas do Rio de Janeiro, norte de Minas Gerais, oeste paulista e no litoral do Espírito Santo. É caracterizado por ter altas temperaturas, chuva no verão e seca no inverno. O estado de Minas Gerais ainda tem o clima semiárido (clima mais quente e seco, o que leva a uma seca que varia em tempo próximo de cinco meses todos os anos).

SERRA DO MAR

A Serra do Mar é um maciço rochoso que percorre quase toda a extensão do litoral sul e sudeste brasileiro. Os intemperismos físicos, químicos e biológicos e a continuação dos eventos geológicos (como o soerguimento do litoral brasileiro que ocorre até hoje) se encarregariam de continuar esculpindo a Serra do Mar. Com uma extensão de cerca de 1.000 km, a Serra do Mar passa pelo litoral de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e rio de Janeiro recebendo um nome variado em cada local.

Devido à sua grande extensão e variação de altitudes (de 1200 a 2200 m acima do nível do mar), a Serra do Mar apresenta uma grande variedade de vegetações que vão desde a Floresta Ombrófila Densa até aos Manguezais. Infelizmente, a rápida ocupação do litoral brasileiro e o desenvolvimento das regiões sul e sudeste quase acabaram com essa riqueza de biodiversidade: só no Estado de São Paulo cerca de 90% da vegetação que cobria a Serra do Mar foi devastada.

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Uma curiosidade sobre a Serra do Mar: ela continua crescendo. Estudos apontam que o movimento de soerguimento da costa brasileira atingiu uma elevação de 25 metros durante os últimos 300 mil anos.

MATA ATLÂNTICA

Considerada a quinta área mais ameaçada do mundo, a Mata Atlântica é uma formação vegetal brasileira que originalmente se estendia do Rio Grande do Sul até o Piauí, mas por se localizar em uma região de fácil acesso e que foi rapidamente colonizada (62% da população brasileira se encontra em região de Mata Atlântica) é o bioma brasileiro que mais sofreu (e sofre) com a ocupação do homem. Atualmente restam apenas 7% de sua cobertura original.

Nas regiões onde ainda existe, a Mata Atlântica caracteriza-se pela vegetação exuberante, com acentuado higrofitismo. Entre as espécies mais comuns encontram-se algumas briófitas, cipós, e orquídeas. A fauna endêmica é formada principalmente por anfíbios (grande variedade de anuros), mamíferos e aves das mais diversas espécies. É uma das áreas mais sujeitas a precipitação no Brasil. As chuvas são orográficas, em função das elevações do planalto e das serras.

A biodiversidade da Mata Atlântica é semelhante à biodiversidade da Amazônia. Há subdivisões do bioma da Mata Atlântica em diversos ecossistemas devido a variações de latitude e altitude. Há ainda formações pioneiras, seja por condições climáticas, seja por recuperação, zonas de campos de altitude e enclaves de tensão por contato. A interface com estas áreas cria condições particulares de fauna e flora.

A vida é mais intensa no estrato alto, nas copas das árvores, que se tocam, formando uma camada contínua. Algumas podem chegar a 60 m de altura. Esta cobertura forma uma região de sombra que cria o microclima típico da mata, sempre úmido e sombreado. Dessa forma, há uma estratificação da vegetação, criando diferentes habitats nos quais a diversificada fauna vive.

Da flora, 55% das espécies arbóreas e 40% das não-arbóreas são endêmicas ou seja só existem na Mata Atlântica. Das bromélias, 70% são endêmicas dessa formação vegetal, palmeiras, 64%. Estima-se que 8 mil espécies vegetais sejam endêmicas da Mata Atlântica. Principais exemplos vegetais: pau-brasil, cedro, canela, ipê, jacarandá, jatobá, jequitibá, palmeira, epífitas (orquídeas e outros), cipós etc.

Mico-leão-dourado, onça-pintada, bicho-preguiça, capivara. Estes são alguns dos mais conhecidos animais que vivem na Mata Atlântica. Mas a fauna do bioma onde estão as principais cidades brasileiras é bem mais abrangente do que nossa memória pode conceber. São, por exemplo, 261 espécies conhecidas de mamíferos. O mesmo acontece com os pássaros, répteis, anfíbios e peixes. A garça, o tiê-sangue, o tucano, as araras, os beija-flores e periquitos. A jararaca, o jacaré-do-papo-amarelo, a cobra-coral, o sapo-cururu, a perereca-verde e a rã-de- vidro. Ou peixes conhecidos como o dourado, o pacu e a traíra. Esses nomes já são um bom começo, mas ainda estão longe de representar as 1020 espécies de pássaros, 197 de répteis, 340

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de anfíbios e 350 de peixes que são conhecidos até hoje no bioma. Sem falar de insetos e demais invertebrados e das espécies que ainda nem foram descobertas pela ciência e que podem estar escondidas bem naquele trecho intacto de floresta que você admira quando vai para o litoral.

Outro número impressionante da fauna da Mata Atlântica se refere ao endemismo. Das 1711 espécies de vertebrados que vivem ali, 700 são endêmicas, sendo 55 espécies de mamíferos, 188 de aves, 60 de répteis, 90 de anfíbios e 133 de peixes. Os números impressionantes são um dos indicadores desse bioma como o de maior biodiversidade na face da Terra.

Num bioma reduzido a cerca de 8% de sua cobertura original é inevitável que a diversidade faunística esteja pressionada pelas atividades humanas. A Mata Atlântica abriga hoje 383 dos 633 animais ameaçados de extinção no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Causas para o desaparecimento de espécies e indivíduos são a caça e a pesca predatórias, a introdução de seres exóticos aos ecossistemas da Mata Atlântica, mas principalmente a deterioração ou supressão dos habitats dos animais, causados pela expansão da agricultura e pecuária, bem como pela urbanização e implantação mal planejada de obras de infraestrutura.

CONCLUSÃO

A Mata Atlântica sempre teve paisagens marcantes que com o passar do tempo foram substituídas por cidades e vilarejos em prol do futuro do país. É notável quanta biodiversidade essa área costeira tinha, porém o avanço fez se valer mais a pena, o que acabou prejudicando a fauna e a flora da região. Entretanto, a pequena parcela da Mata que ainda reside têm consigo um grande valor cultural e ambiental, uma vez que as pessoas estão mais conscientes e não irão degradar o que restou.

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