AULA 11-Fotogrametria , Notas de aula de Geodésia e Cartografia
antilio-fernandes-filho-8
antilio-fernandes-filho-8

AULA 11-Fotogrametria , Notas de aula de Geodésia e Cartografia

97 páginas
50Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
Notas de Aula Fotogrametria
50 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 97
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 97 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 97 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 97 páginas
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 97 páginas
Slide 1

Fundamentos da Fotogrametria Analítica e

Digital Carlos Augusto Uchôa da Silva

Universidade Federal do Ceará – UFC Centro de Tecnologia – CT

Departamento de Engenharia de Transportes- DET

A Fotogrametria, que surgiu nos meados do Século XIX, mais precisamente em 1858 na França com o Cel. Aimée Laussedat, que a denominou de "Metrofotografia", tem tido inúmeros avanços desde então. Muitos autores consideram outros tipos de sensores como os CCDs, radares, MSS e outros como pertencentes ao grande campo da fotogrametria.

Origem

Fotogrametria é a arte, ciência, e tecnologia de obtenção de informações confiáveis sobre os objetos físicos e o meio ambiente através de processos de gravação, medição e interpretação de imagens fotográficas e padrões da energia eletromagnética radiante e outros fenômenos” (ASPRS, 1980).

Manual of Photogrammetry”, 4ª edição de 1980 da mundialmente conceituada American Society for Photogrammetry and remote Sensing :

Conceito

Os avanços desta tecnologia têm sido enormes, alcançando imensa utilidade prática nos mapeamentos e planejamentos da terra os mais diversos. Hoje, desponta com imenso potencial, revolucionando-a ainda mais sua versão mais recente denominada de Fotogrametria Digital.

Divisão da Fotogrametria Fotogrametria Geométrica; Fotogrametria Analógica; Fotogrametria Analítica e Fotogrametria Digital.

“Fotogrametria Geométrica é a parte da fotogrametria que trata dos aspectos geométricos do uso de fotografias, com a finalidade de obter valores aproximados de comprimentos, alturas e formas. Ela desconsidera o princípio da orientação das fotos e, em alguns casos, permite o uso de apenas uma foto”.

Fotogrametria Geométrica

Conceitos Básicos

As coordenadas de fotografias aéreas tomadas com câmeras cartográficas e determinadas com boa precisão através de aparelhos tipo monocomparadores produzem resultados altamente confiáveis se se determinar a inclinação do eixo-ótico destas fotos (“tilt – t”), bem como a direção desta inclinação (“swing – s”).

Hoje, com o uso de GPS determina-se as coordenadas de 3 pontos do campo e, com as coordenadas destes 3 pontos na foto, através de processos como o de “Church” calcula-se o t e o s. Se a fotografia for vertical ( t < 3º ) suas coordenadas podem ser tratadas por equações mais simples em aplicações rurais onde não se exige alta precisão.

Coordenadas Fotográficas

Coordenadas Fotográficas

Estas coordenadas terrestres são úteis na determinação de distâncias, ângulos e mesmo áreas dando resultados altamente confiáveis.

Este é um procedimento da Fotogrametria Geométrica muito útil. Pode ser aplicado na confecção de mapas planimétricos, bem como na determinação de pontos de ajuste para confecção de um mosaico semi- controlado.

Triangulação Radial (fotos verticais) As fotografias da faixa de cima

ainda estão soltas e as de baixo já se encontram ajustadas através de uma triangulação radial gráfica. Este processo de ajustamento pode ser feito com moldes metálicos ou por moldes de cartões vasados. Só funcionando bem para fotos aéreas verticais.

Deslocamento Radial Os pontos A e B se encontram na fotografia (a e b), deslocados da posição que teriam se o terreno fosse plano (a’ e b’). A está deslocado negativamente e B, positivamente, isto é, para fora. Por semelhança de triângulos corrige-se estes deslocamentos:

Através do uso da paralaxe e sua medição estereoscópica com auxílio de um estereoscópio e micrômetros do tipo “barra de paralaxes” (estereomicrômetros) pode-se conseguir resultados muito bons para aplicações práticas como no levantamento de áreas rurais.

Paralaxe

Para se determinar a altitude do ponto Q, utilizando-se o processo da paralaxe estereoscópica tem-se 2 casos. a) se as fotos forem verticais aplica-se somente a equação de paralaxe, bastando conhecer a altitude de um ponto do Terreno; b) sendo uma ou as 2 fotos inclinadas, necessita-se conhecer as altitudes de no mínimo 4 pontos do Terreno.

Paralaxe

A Fotogrametria Analógica apareceu aproximadamente na década de 1960, e é responsável pela maior parte dos mapas topográficos existentes no mundo inteiro (quase todos do IBGE e da DSGE). Muitos destes aparelhos, de altíssima precisão, permanecem funcionando até hoje, quando estão sob cuidados de técnicos bem treinados. Isto está até trazendo um certo problema na transformação dos laboratórios para passarem a operar somente na modalidade da Fotogrametria Digital. Todos funcionam a base de diapositivos. Compreende dois tipos de instrumental:

Fotogrametria Analógica

Este tipo de restituidores, já se encontram em quase total desuso, mas são de enorme facilidade de operação, ajustamento, prestando-se muito para o ensinamento das 3 etapas da orientação. Sua visão 3D, geralmente se dá por anaglifos ou cintilometria

Restituidores de Projeção Ótica Direta

Restituidores de Projeção Ótico- Mecânica

No fim da década de 1980, estes aparelhos começaram a operar hibridamente, com o auxílio de computadores na coleta das coordenadas espaciais ( X, Y e Z ) no lugar de serem utilizados seus “plotteres” mecânicos, precisos mas com muitos problemas de falhas, borrado das canetas etc, o que fazia com que sempre estivessem operando 2 técnicos, um na visão 3D do restituidor, manipulando a marca flutuante e outro simplesmente observando se o traçador não estava falhando.

Este tipo de aparelho fotogramétrico dominou de 1960 a 1998, e muitos, funcionando bem até os dias de hoje. Nestes um operador bem treinado consegue plotar um ponto com a precisão de 0,04 ‰ da Hv, isto é, um erro de 4cm para fotos tomadas a 1.000,0 metros sobre a cota média da área. Um modelo muito comum no Brasil foi o B8S da Wild, tendo firmas que possuiam dezenas deste instrumento.

Fotogrametria Analítica A Fotogrametria Analítica apareceu

como um desenvolvimento natural das facili- dades computacionais, com o aumento da velocidade e o desenvolvimento de softwares de ajustamento de Aerotriangulação por faixa e em Bloco. Instrumental deste tipo de fotogrametria assim como os da analógica também faz uso de diapositivos fotográficos, devido sua alta precisão e estabilidade dimensional.

Fotogrametria Analítica O grande passo deste instrumental se

reside no fato de determinar as coordenadas terrestres de qualquer ponto através de processos analíticos, principalmente através das chamadas “Equações de Colinearidade” e “Equações de Coplanaridade”, ao invés de ser uma solução mecânica, que obedecia a intercessão mecânica das barras que simulavam os feixes luminosos dos raios homólogos.

Estes instrumentos estão tendo vida curta, pois apareceram nos fins da década de 1980 e já estão sendo substituídos pelos totalmente digitais. O aparelho da fotografia ao lado é um restituidor analítico Wild de 1ª ordem. Nestes aparelhos ainda aparecem as manivelas onde o operador faz os movimentos da marca flutuante X e Y, no pedal da direita faz o movimento Z. Observar que as placas portafotos não possuem os movimentos dos restituidores analógicos, pois toda a solução se dá analiticamente.

Restituidores analíticos

Com estes restituidores a Aerotriangulação, e a própria restituição começaram a introduzir nos seus modelos matemáticos os elementos de distorção da câmera fotogramétrica; não só as marcas fiduciais e a distância focal calibrada, mas funções matemáticas que expressam qual o deslocamento sofrido por um ponto na sua posição x/y do diapositivo. Da mesma forma começou-se a introduzir correções da refração atmosférica e correções da forma da terra. Os algorítimos de ajustamento pelo MMQ ficaram cada vez mais eficientes dando resultados superiores aos dos restituidores analógicos ótico-mecânicos.

Restituidores analíticos

Princípio da Colinearidade A Fotogrametria Analítica, em sua quase totalidade

se apóia sobre a denominada “equação básica da fotogrametria” ou “Equação da colinearidade”, e uma variação desta equação, mais complexa, denominada “Equação da Coplanaridade”. A Equação da Colinearidade expressa que, independente da posição que a câmera tenha assumido no espaço (atitude => χ, φ, ω), na hora da exposição, o feixe luminoso descreve uma reta entre o ponto do terreno (X, Y, Z) e a posição espacial do centro ótico da câmera (XL, YL, ZL) naquela estação de tomada fotográfica (verdadeiramente ocorre uma pequena curvatura do feixe luminoso, introduzida pela refração atmosférica, maior quanto mais se afasta do ponto nadiral e mais alta estiver a câmera sobre o terreno).

Primeiro a partir do terreno (coordenadas de pontos de apoio) para as fotos, para se determinar a posição espacial da câmera (XL, YL e ZL) nas 2 estações e ainda na determinação das atitudes da câmera (χ, φ e ω) em cada estação; sendo 2 fotos tem-se ) em cada estação; sendo 2 fotos tem-se então 12 incógnitas); f é a distância focal calibrada. x e y são os valores das coordenadas do ponto lidas simultaneamente nas 2 fotos no restituidor. Como são 12 incógnitas e cada ponto do terreno monta 2 equações, são necessários no mínimo 6 pontos de apoio do terreno. Havendo mais que 6 pontos, utiliza-se o MMQ e determinase estes parâmetros fotogramétricos com mais exatidão.

Segundo a partir das 2 fotos, através do restituidor, determina- se as coordenadas X, Y e Z ( 3 incógnitas) de qualquer ponto visto estereoscopicamente. Novamente, como para cada ponto o restituidor determina as coordenadas x e y nas 2 fotos, tem-se 4 equações e 3 incógnitas, aplicando-se novamente o MMQ, determina-se as coordenadas do ponto com mais exatidão.

Procedimentos

Alguns poucos softwares existentes no mercado, fazem uso de equações deste tipo, e lendo-se coordenadas fotográficas de alguns pontos nos estereomodelos (pontos de “Von Grubber” – pontos tri), sendo alguns destes pontos apoiados no campo, executam uma aerotriangulação de todo o conjunto de fotos, obtendo-se as coordenadas geográficas (X, Y, Z) de todos os pontos lidos. Entre outros softwares deste tipo existem: ORIMA,

Triangulação em Bloco

Fotogrametria

Origem grega

LUZ

DESCRIÇÃO

LUGAR

Fotogrametria

O uso mais comum é na preparção de mapas plani-altimétricos a partir de fotos aéreas.

Fotogrametria Definição A arte, a ciência e a tecnologia de se obter informações confiáveis de objetos físicos e do meio ambiente, por medições e interpretações de imagens e objetos.

Fotogrametria

Fotogrametria Métrica

Fotogrametria Interpretativa

Fotogrametria

Envolve medidas precisas e computacionais para determinar a forma e as dimensões dos objetos.

É aplicada na preparação dos mapas plani- altimétricos e topográficos.

Fotogrametria

Ocupa-se com o reconhecimento e a identificação de objetos

Fotogrametria

Classificação

Fotogrametria

As fotografias são obtidas a partir de câmeras localizadas numa estação na superfície terrestre.

Fotogrametria

As fotografias são obtidas a partir de câmeras localizadas numa estação no espaço.

Fotogrametria

Fotogrametria Interpretativa:

Fotointerpretação

Sensoriamento Remoto

Fotogrametria

Envolve estudos sistemáticos de imagens fotográficas com finalidades de identificar objetos.

Fotogrametria É um ramo da Fotogrametria Interpretativa, aplicado para o reconhecimento e identificação de objetos, sem o contato físico com eles, em que aviões e satélites são as bases mais comuns.

Fotogrametria Aplicações

Cartografia

Engenharia civil

Geologia

Planejamento Urbano

Agricultura

Medicina

OdontologiaArquitetura

Astronomia Fins militares

Fotogrametria

Câmeras fotográficas

Câmera Métrica

Fotografias aéreas 23 x 23 cm: - Normal: focal de 200mm (ou +) - Grande Angular: focal de 150mm - Super G. A : focal de 88mm

Fotogrametria Padrões mínimos de uma câmera aérea

1. A câmera aérea deve ser equipada com um sistema de lentes de alta resolução e mínima distorção.

Fotogrametria Padrões mínimos de uma câmera aérea

2. O plano focal precisa ser colocado de maneira a ter uma distância focal próxima de 153mm. A variação máxima permitida é de  3,0mm. mm.

Fotogrametria Padrões mínimos de uma câmera aérea

3. A câmera deve funcionar na altitude especificada e expor um filme de fomato mínimo de 18X18cm. As lentes, a distância focal e as marcas fiduciais precisam ser orientadas uma com a outra e permanentemente fixadas nessa orientação.

Fotogrametria Padrões mínimos de uma câmera aérea

4. A cámera aérea deve deve produzir marcas fiduciais em cada negativo para uma locação precisa do ponto principal (centro geométrico da foto).

Fotogrametria Padrões mínimos de uma câmera aérea

5. O magazine onde o filme é colocado deve ser equipado por um sistema de vácuo no plano focal, de modo que, no momento exato da exposição o filme fique bem esticado e perfeitamente na horizontal.

Fotogrametria

f : distância focal

H :distância perpendicular entre o centro ótico e o terreno no momento da tomada da foto.

Fotogrametria Indicadores constantes de uma foto

Classificação das fotos aéreas

1. Quanto a geometria 2. Quanto a escala 3. Quanto ao espectro 4. Quanto ao uso 5. Quanto ao processo de obtenção

Classificação das fotos aéreas

1. Foto vertical

2. Foto oblíqua Alta Baixa

Classificação das fotos aéreas

Não existe na prática uma linha divisória entre fotografias de escala grande e pequena.

Na prática usa-se a escala 1:10mm. 0mm. 0mm. 0mm. como referência.

Classificação das fotos aéreas

1. Pancromática

2. Infra-vermelha

3. Infra-vermelha colorida

4. fotografias coloridas

Classificação das fotos aéreas

1. Mapeamento 2. Reconhecimento 3. Especiais

Classificação das fotos aéreas

1. Para estereocópios

2. Foto contínua

3. Foto composta

São fotos que no momento da cena o eixo ótico da câmera coincide com a vertical do lugar fotografado.

São fotos que no momento da cena o eixo ótico da câmera é intencionalmente direcionado entre a horizontal e a vertical.

Foto oblíqua alta ou panorâmica

O eixo ótico é inclinado de tal modo que nessas fotos aparece a linha do horizonte.

Foto oblíqua alta ou panorâmica

A escala decresce progressivamente dos primeiros aos últimos planos.

Quanto mais longe estiverem os objetos fotografados, menor é a definição da imagem.

O eixo da câmera é menos inclinado em relação a vertical do que nas oblíquas alta.

Não aparece a linha do horizonte.

Foto Oblíqua baixa

1. Aeronave 2. Condições do tempo 3. Posição do Sol 4. Altitude de vôo 5. Direção do vôo 6. Habilidade dos operadores 7. Precisão da máquina

Fatores que afetam o vôo

Longitudinal Lateral

Recobrimentos

Área de recobrimento

G

B

OL (60%)

f f

H H

100*  

   

G BGOL

b b

B

B

100*  

   

G BGOL

Onde:

OL = Percentagem de recobrimento longitudinal (overlap);

G = Extensão de cobertura do terreno por uma foto;

B = distância percorrida pelo avião entre duas estações consecutivas(Aerobase);

Recobrimento Longitudinal

Área de recobrimento

W SL (30%)

f f

H H

G

100*  

   

G WGSL

100*  

   

G WGSL

Onde:

SL = Percentagem de recobrimento lateral (sidelap);

G = Extensão de cobertura do terreno por uma foto;

W = Espaçamento lateral entre vôos adjacentes

Recobrimento Lateral

Fotogrametria

Oferecem melhor precisão e rapidez para mapeamento de

grandes áreas (até 10mm. cm no solo)0mm.

Os principais requisitos para um bom aerolevantamento são manter o avião nivelado, altura constante, em trajetória retilínea e no curso programado. O fotógrafo deve manter a câmara com o eixo ótico na vertical e calcular corretamente o intervalo entre exposições sucessivas..

Cuidados

A época do ano em que as fotografias aéreas são adquiridas pode exercer grande influência em seu nível de informação. A ocasião apropriada para a sua aquisição depende em parte do ciclo climático local, e em parte do uso a que se destinam estas fotos. Durante o período em que as árvores perdem as folhas e a vegetação geral apresenta-se mais pobre, a visão das características superficiais do terreno ficam bastante favorecidas, nuvens. No entanto, fotografias obtidas quando a vegetação apresenta-se mais exuberante são as mais recomendadas para estudos florestais e agronômicos.

Cuidados

Cuidados O horário em que as fotografias aéreas são obtidas

ditará as condições de iluminação da cena e, portanto, deve ser bem analisado no plano de vôo. Se as fotos forem obtidas quando o sol encontra-se muito próximo a linha do horizonte, ou seja, seu ângulo de elevação é pequeno, corre- se o risco de muitos detalhes serem ocultos pelo excessivo sombreamento. Por outro lado, se a elevação solar for muito acentuada pode haver o mascaramento das feições terrestre por efeito da reflexão da luz do sol na superfície e consequentemente superexposição da fotografia neste ponto. A experiência tem demonstrado que é recomendável restringir a missão fotográfica aos horários em que o sol eleva-se por cerca de 30º acima do horizonte.

Outro aspecto importante a ser considerado quando da obtenção de fotografias aéreas são as condições atmosféricas. As mesmas só poderão ser obtidas em condições de tempo bom e de céu limpo. A simples presença de névoa mascara os detalhes da superfície diminuindo o contraste e comprometendo a qualidade das fotos.

Cuidados

Escala da foto A escala de uma fotografia é definida em

função da distância focal da máquina a ser utilizada no levantamento e da altura de vôo.

O grau de detalhamento mostrado por uma fotografia aérea depende em grande parte de sua escala. Assim como nos mapas, a escala de uma fotografia aérea representa a relação entre uma unidade na fotografia e o número de unidades necessárias para cobrir a distância equivalente no terreno

Escala da foto Escala média= distância focal / (altitude de vôo – altitude média) Em = f /(Ho-hm)

Exercícios

f = 153 mm; Em =1:25000; hm = 750 m Ho = ?

f = 153 mm; hm = 15 m; Ho=7665 m; E =?

Calcular a Altura de vôo para um levantamento com as seguintes características:

Calcular a Escala média de uma foto para um levantamento com as seguintes características:

Exercícios

Dados: Em=1/50000 f = 153 mm; hm = 15 m; Ho=7665 m; b=11 cm; Vvôo=550 km/h

Projetar um plano de vôo de forma a cobrir uma determinada área e obter fotografias com uma escala média de 1/50000, dadas as seguintes características abaixo:

Calcular: B= (aerobase)? G=(extensão de cobertura da foto)? W=espaçamento lateral entre vôos adjacentes? t=tempo de disparo entre estações consecutivas da máquina fotográfica?

Fotogrametria

Obtenção das fotografias

Foto índice

É uma carta com a disposição de todas as fotos e suas numerações correspondentes.

Mapa índice É uma carta preparada a partir de uma foto de todas as fotografias do levantamento, organizada sobre uma mesa.

Estereoscopia Percepção Estereoscópica de Profundidade - Visão Binocular Normal . Todas as pessoas que possuem visão normal têm visão binocular (em três dimensões) durante todo o tempo em que estão com os olhos abertos. A visão binocular dá o registro da profundidade entre os objetos à nossa frente. Ela se fundamenta em duas imagens de um só objeto visto pelos dois olhos separadamente, isto é, com posição de observação diferentes. No caso da visão normal, uma imagem corresponde a cada olho. Em seguida, o cérebro realiza um processo chamado "fusão estereoscópica", o qual possibilita a visão em três dimensões.

Quando observamos um objeto puntiforme colocado a uma distância finita, os nossos olhos realizam duas ações: os eixos visuais dos dois olhos convergem sobre o ponto, e os dois cristalinos sofrem uma acomodação, por meio do qual eles focalizam o mesmo ponto.

A acomodação do cristalino dos olhos é um fenômeno pouco perceptível pelo cérebro; é especialmente a percepção da diferença dos ângulos de convergência dos eixos visuais que permite avaliar a distância relativa dos diferentes objetos. É dessa maneira que se propicia em definitivo, portanto, a sensação de profundidade.

Visão Humana

Visão Estereoscópica de Fotografias

É a habilidade de perceber a terceira dimensão sobre duas fotos verticais consecutivas. É de vital importância, aumentando a precisão do trabalho.

Fotogrametria Digital

Fotogrametria Digital “A Fotogrametria Digital é a parte da

fotogrametria que trata dos aspectos geométricos do uso de fotografias, com a finalidade de obter valores precisos de comprimentos, alturas e formas, baseando-se no so de imagens digitais, armazenadas em meio magnético, na forma de pixels. Ela é totalmente baseada no princípio da estereoscopia e na orientação analítico-digital das fotos.”

Em Fotogrametria Digital trabalha-se com fotos ou imagens no formato digital(“softcopy”), enquanto na F. Analógica trabalha-se nos diafilmes fotográficos de altíssima precisão (“hardcopy”). A obtenção destas fotos digitais pode ser através de scanners, de alta precisão geométrica e fidelidade de cor ou, diretamente, a partir de câmeras digitais que estão surgiram no mercado nestes últimos anos.

Fotogrametria Digital

Alguns scanners fotogramétricos estão conseguindo precisão alta acusando erros da ordem RMSE = 1,5 a 2,3 μm; m; respectivamente em x e y. Uma foto P&B leva aproximadamente 6min e uma colorida 8min para ser escaneada. Estes escanners pegam diretamente os 2 rolos do filme.

Scanners Fotogramétricos

Câmeras Fotogramétricas Digitais As câmeras fotogramétricas digitais são mais um passo altamente revolucionário da fotogrametria e de todo o sensoriamento remoto. Eliminam todo o trabalho de se escanear os filmes, obtêm diretamente vários tipos de imagens, isto é, algumas são multi espectrais, tomando simultaneamente imagens pancromáticas, canais: azul, verde, verme-lho e infravermelho próximo. Devido serem sensores CCD de linhas, como os usados pelos satélites da série SPOT, exigem das estações fotogramétricas tratamentos diferentes dos usados nas fotografias de forma quadrada.

Câmeras Fotogramétricas Digitais

A câmera digital ADS-40 não toma uma chapa fotográfica quadrada como as câmeras convencionais de filmes, possui 7 sensores tipo CCD em linha que funcionam:

1 – de linha pancromático para trás; 2 – de linha pancromático nadiral; 3 – de linha pancromático para frente; 4 – de linha infravermelho próximo; 5, 6 e 7 linhas coloridas, azul, verde e vermelho.

Observe a 1ª foto, 70000 não tem o formato padrão Quadrado. Nota-se que foi obtida por um sensor de linhas que variaram com o avião em cada uma dessas linhas, posteriormente ajustadas. GSD(m) (“ground size distance”) é a resolução do pixel no terreno.

Estações Fotogramétricas

Os aparelhos atualmente empregados também mudaram, sendo chamados de estações fotogramétricas digitais, ou seja, estações de trabalho inteiramente voltadas para a fotogrametria. Computadores comuns também podem ser aproveitados para este fim, sendo chamados de computadores repotencializados, por receberem hardware e software específicos.

Estações Fotogramétricas Digitais

ImageStation 2001 (fonte: ImageStation factsheet)

Planicomp P3 (fonte: Z/I Imaging)

SD2000/3000 (fonte: LH- Systems)

Pacote Socet-Set em um Sun Solaris (fonte: LH- Systems)

ATLAS DSP (fonte: KLT)

Summit PC (fonte: DAT/EM) Delta (fonte: VinGeo)

Diferentes configurações para o DVP (fonte: DVP)

A fotogrametria digital teve o seu surgimento nos anos 80, tendo como grande inovação a utilização de imagens digitais como fonte primária de dados. A imagem digital pode ser adquirida diretamente de uma câmara digital, ou mesmo através da digitalização matricial de uma imagem analógica (submetendo-a a um scanner). Nos anos 90, este ramo da fotogrametria realmente pôde ser usado de maneira extensiva, graças ao desenvolvimento de computadores com capacidade suficiente para o processamento interativo de imagens digitais, gerando elevados volumes de dados.

O restante do processamento se dá de maneira semelhante à fotogrametria analítica, sendo possível, hoje em dia, a elaboração de produtos digitais (além das cartas digitais) que necessitam de processamento computacional extremamente elaborado, como as ortoimagens ou imagens ortorretificadas (imagens em perspectiva ortogonal) e mosaicos digitais, que consistem na junção de várias imagens.

Ortoretificação

Muitos trabalhos da fotogrametria digital exigem a visão 3D da cena, principalmente na marcação de pontos para a aerotriangulação, no traçado de estradas, limites de feições terrestres, auxiliar na confecção de DTM, etc. Existem, atualmente 4 formas de obtenção da visão estereoscópica nos monitores das Estações Fotogramétricas:

1.- processo de Anaglifo (óculos de cores complementares);

2.- estereoscópio de prisma (espelho) (“split- screen”);

3.- polarização passiva (tela de cristal líquido na frente do monitor e óculos) e

4.- polarização ativa (óculos de cristal liquido, oscilando a 120 Hz).

Parece haver uma forte tendência de dominar o 3º ou o 4º processo.

Visão Estereoscópica 3D

Visão Estereoscópica 3D

A Fotogrametria Digital além de permitir a restituição convencional que era comum nos restituidores analógicos e analíticos, vai além, gerando diretamente mosaicos, ortofotos, modelos digitais de elevação e ainda processamento analítico de imagens de sensores orbitais.

Fluxo Operacional das diferentes fases de um Sistema Digital

1. SILVA, Irineu da; Curso de Fotogrametria Digital; Deptº de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos, USP; ExpoGEO; 1999. (cópias de transparências);

2. ISM – International Systemap Corp. The Fundamentals of Digital Photogrammetry; Vancouver, British Columbia, Canadá; April 1997; (paginação p/ capítulos);

3. MIKHAIL, Edward M.; BETHEL, James S.; & McGlone, J. Chris; Introduction to Modern Photogrammetry; John Wiley & Sons, Inc. New York; 479p+ ix; 2001

Referências Bibliográficas

Até o momento nenhum comentário
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 97 páginas