Aula de exames Bioquimicos-Enfermagem, Notas de aula de Enfermagem

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CAUSAS DE VARIAÇÕES DOS RESULTADOS DOS EXAMES LABORATORIAIS

 Promover o conhecimento aos de Enfermagem-FARO apresentando os principais exames laboratoriais

bioquímicos.

 Demonstrar,diferenças entre o exame normal e patológico.

 Proporcionar ao futuro Enfermeiro(a) interpretação dos exames bioquímicos, entendendo a conduta clinica adota

pelo Medico.

 Promover a interação interdisciplinar entre as várias profissões da área de saúde.

 Aumentar o conhecimento teórico sobre o referido assunto.

Objetivos deste Tema aos Acadêmicos de Enfermagem - FARO

O exame clínico realizado pelo “Enfermeiro(a)” é de fundamental importância, pois através dos sinais e

sintomas apresentados, é que confirmaremos determinada patologia.

O conhecimento básico das patologias humanas, permite ao “Enfermeiro(a)” solicitar exames

complementares “coerentes” para o fechamento do diagnóstico.

ENFERMAGEM Exame clinico X Exames

Complementares

Laboratório de Analises clinicas – setores  Setor de Hematologia - sangue total.  Setor de Urinalises e liq.corporais – urina, esperma ,

suor e liquor.  Setor de Parasitologia - fezes  Setor de Sorologia/ Imunologia - utilização de “soro

sanguineo” para determinação de antigenos atraves de anticorpos (Ac ou Ig)

 Setor de Microbiologia - material biológico infectado (diversos)

 Setor de Bioquimica - soro ou plasma sanguineo

PARAMETROS - BIOQUIMICOS  ALT(TGP), U/L  Ferro, mg/dL  AST (TGO), U/L  Uréia, mg/dL  F. alcalina, U/L  DHL, U/L  Colesterol, mg/dL  Creatinina, mg/dL  Sódio, mEq/L

 Ácido úrico, mg/dL  Fósforo, mg/dL  Potássio, mEq/L  Proteínas, g/dL  Cloro, mEq/L  Fosfatase ácida, U/L  Cálcio, mg/Dl  Glicemia, mg/Dl  Outros....

Determinação de parâmetros bioquímicos no sangue, urina e outros liquidos

corporais  Provas bioquímicas na urina  Provas bioquímicas no sangue  Provas bioquímicas no suor  Provas boquímicas no liquor  Provas bioquímicas no esperma  Provas bioquimicas na linfa  Etc...

Principais Exames Bioquimicos Solicitados pela Equipe de Enfermagem

 Glicemia/Hb-glicosilada  Ac. úrico  Colesterol e frações  Triglicérides  Enzimas cardiacas  Ureia / Creatinina

 Sódio / Potássio  TGO (AST) / TGP (ALT)  Aldalose  Ac. Lático  CK-MB  Outros

Exames Bioquímicos - Valores de referencia

Os valores normais dos resultados de exames são expressos como uma faixa, que é baseada nos

valores médios de uma população saudável; 95% das pessoas saudáveis apresentam valores dentro

dessa faixa.

Esses valores denominamos “valor de referencia” . Estes valores variam dependendo da localização

geográfica,características genéticas,hábitos alimentares, etc.....

Glicemia de Jejum  O exame mais comum para medir o nível de glicose no sangue

chama-se Glicemia de Jejum.  O resultado é considerado normal quando a taxa de glicose

varia de 70 até 99 mg/dl.  Se o resultado ficar em torno de 100 a 125 mg/dl, o indivíduo

é portador de glicemia em jejum inapropriada.  Assim, torna-se necessário à realização do exame conhecido

como “Teste Oral de Tolerância à Glicose”.  Ocorrendo um resultado igual ou acima de 126 mg/dl, em pelo

menos dois exames consecutivos, fica então confirmado o diagnostico de Diabetes Mellitus.

 Já com uma glicemia superior a 140 mg/dl, mesmo sendo recolhida a qualquer hora do dia, já se confirma o diagnostico do diabetes.

Hemoglobina-glicada  O exame de Hemoglobina Glicada possui enorme importância na

avaliação do controle do diabetes. É capaz de resumir para o especialista e para o paciente em tratamento se o controle glicêmico foi eficaz, ou não, num período anterior de 60 a 90 dias.

 Isso ocorre porque durante os últimos 90 dias a hemoglobina vai incorporando glicose, em função da concentração que existe no sangue. Caso as taxas de glicose apresentem níveis elevados no período, haverá um aumento da hemoglobina glicada.

 Sempre é necessário individualizar o valor de A1C (hemoglobina glicada), levando em conta vários dados clínicos como idade, presença de outras doenças e/ou risco de eventos freqüentes de hipoglicemias.

 Valor de referência :- Hb-A1C = 4 - 6%

Ácido lático -Lactato  O ácido lático (lactato) é um intermediário do metabolismo dos

carboidratos, sendo o principal metabólico do glicogênio, em anaerobiose.  Valores elevados são encontrados no pós-prandial, após exercícios

físicos,choque, insuficiência renal e hepática, intoxicação por etanol, uso de medicamentos.

 Níveis elevados de ácido lático no líquor são encontrados na meningite bacteriana, ao contrário da meningite viral,onde níveis normais são usualmente encontrados.

 Método – Enzimático  Valor de referência – plasma = 5,7 a 22,0 mg/dL  Valor de referência – líquor = 10,8 a 18,9 mg/dL  Instruções: O paciente deve estar em repouso. Caso tenha feito algum

exercício físico, repouso de 30 minutos.

Ácido úrico Dosagem no Sangue: o ácido úrico é o produto final do metabolismo das

purinas, estando elevado em várias situações clínicas além da gota.  Somente 10% dos pacientes com hiperuricemia têm gota. Níveis elevados

também são encontrados na insuficiência renal, etilismo, cetoacidose diabética, psoríase, préeclâmpsia,dieta rica em purinas, neoplasias, pós- quimioterapia e radioterapia.

 Uso de medicamentos:- paracetamol,ampicilina, aspirina (doses baixas), didanosina, diuréticos, beta-bloqueadores, dentre outras drogas.

 Diminuição dos níveis é encontrada na dieta pobre em purinas, defeitos dos túbulos renais, porfiria.

 Uso de medicamentos:- tetraciclina, alopurinol, aspirina, corticóides, indometacina, metotrexato, metildopa, verapamil,intoxicação por metais pesados e no aumento do clearance renal.

Ácido úrico Dosagem na Urina: cerca de 70% do ácido úrico é eliminado pelos rins. Esta

dosagem é útil em pacientes comcálculos urinários para identificação daqueles com excreção urinária de urato aumentada.

 Álcool causa diminuição do urato urinário. Anti-inflamatórios, vitamina C e diuréticos podem interferir no resultado.

Dosagem no Líq. sinovial: pode ser útil no diagnóstico diferencial de artropatias.

Método = Colorimétrico Enzimático  Valor de referência: SANGUE- Mulheres = 2,4 a 6,0mg/dL e Homens = 3,4 a 7,0mg/dL  URINA- 75 a 425mg  LÍQUIDO SINOVIAL- Até 8mg/dL

 Essa enzima é utilizada na avaliação dos quadros de fraqueza muscular.  Níveis elevados são encontrados nas fases iniciais das doenças musculares

como distrofia muscular e dermatopolimiosite.  Níveis elevados também podem ser encontrados em doenças hepáticas, na

pancreatite, no infarto do miocárdio e em neoplasias.  Valores baixos podem ser encontrados nas fases avançadas das miopatias.  Método –Enzimático -Valor de referência  Recém-nascido = até 19,6U/L  > 2 a 16 anos = 1,2 a 8,8U/L  Adulto = até 7,6U/L

Aldolase

Cálcio

Sangue: o cálcio encontra-se ligado às proteínas (47%) e livre (43%). A hipercalcemia é encontrada no hiperparatireoidismo, em algumas neoplasias

com ou sem metástases ósseas, mieloma, desidratação, hipervitaminose D, síndrome de imobilidade, hipertireoidismo, hepatopatias, insuficiência renal, sarcoidose, linfoma, uso de diuréticos e estrógenos.

 Níveis baixos de cálcio são encontrados na osteomalácia, pancreatite, hipervolemia, má absorção, deficiência de vitamina D,diminuições da albumina e em situações que cursam com fósforo elevado (insuficiência renal,hipoparatireoidismo). Níveis críticos de cálcio total são aqueles inferiores a 6 mg/dl e superiores a 14mg/dl.

Valor de referência = 8,6 a 10,0mg/dL

Urina: dosagem do cálcio urinário é útil na investigação dos efeitos da vitamina D e PTH sobre a reabsorção óssea. Também utilizado na avaliação de nefrolitíase.

 Sua determinação é preferida na urina de 24h; urina recente pode ser utilizada realizando a razão cálcio/creatinina. A hipercalciúria é encontrada nas hipercalcemias, na hiperabsorção intestinal de cálcio, distúrbios da reabsorção tubular de cálcio, corticoterapia, osteoporose, acromegalia, hipertireoidismo, feocromocitoma e Cushing.

 A hipocalciúria pode ser secundária à hipocalcemia, insuficiência renal, steomalácia, raquitismo, alcalose, uso de diuréticos e estrógenos.

Valor de referência - urina 24 horas

Com dieta = até 180 mg/24h Sem dieta = até 280 mg/24h

Cálcio total

Colesterol total e frações Sangue: o colesterol é o principal lipídeo associado à doença vascular

aterosclerótica. Também é utilizado na produção de hormônios esteróides, ácidos biliares e na constituição das membranas celulares.

O metabolismo do “colesterol” ocorre no fígado, sendo transportado pelo sangue através lipoproteínas (70% por LDL, 25% por HDL e 5% por VLDL).

Método - Colorimétrico Enzimático  Valor de referência – soro

Desejável = < 170 mg/dL Aceitável = 170 - 199 mg/dL Aumentado= ≥ 200 mg/dL

Triglicérides Soro: os triglicérides são produzidos no fígado utilizando glicerol e outros

ácidos graxos. Os triglicérides  Em conjunto com o colesterol são úteis na avaliação do risco cardíaco.  Níveis elevados são encontrados na Síndrome nefrótica, na ingestão

elevada de álcool, induzido por drogas (estrogênios, contraceptivos orais, prednisona, etc) no hipotireoidismo, diabetes e gravidez.

 Os níveis baixos estão relacionados a mal absorção, mal nutrição e hipertireoidismo.

Método - Colorimétrico Enzimático – Valor de referência - Soro Adultos:- < 150 (ótimo)

150 a 200(limitrofe) 201 a 499 (alto)

Colesterol total e frações HDL – Método = Colorimétrico Enzimático Valor de referência Adultos < 40= mg/dL - Baixo 41 a 59= mg/dL - Aceitável ≥ 60= mg/dL – Alto

LDL – Método = Colorimétrico Enzimático Valor de referência Adultos < 100= mg/dL - Baixo 100 a 159= mg/dL - Aceitável ≥ 160= mg/dL - Alto

VLDL – Método = Colorimétrico Enzimático Valor de referência Adultos < 200= mg/dL - Baixo 200 a 239= mg/dL - Aceitável ≥ 240= mg/dL - Alto

 É uma proteína cuja concentração dependente da massa muscular e da atividade da creatinoquinase.

 Níveis elevados são encontrados nas dietas ricas em proteínas, gravidez, indivíduos com massa muscular elevada,necrose muscular, miopatias, corticoterapia e no hipotireoidismo.

Método - Colorimétrico  SANGUE - Valor de referência = 76 a 124mmoL/L

Creatina

 É o teste mais utilizado para avaliação da taxa de filtração glomerular. É o produto de degradação da creatina, sendo sua concentração sérica não só dependente da taxa de filtração renal, mas também da massa muscular, idade, sexo, alimentação, concentração de glicose, piruvato, ácido úrico, proteína,bilirrubina e do uso de medicamentos (cefalosporinas, salicilato, trimetoprim, cimetidina, anticoncepcionais e anti-inflamatórios).

 Níveis baixos podem ser encontrados nos estados que cursam com diminuição da massa muscular. Método - Colorimétrico Valor de referência (sangue) = 0,7 a 1,2mg/dL

Creatinina

 Enzima encontrada principalmente na musculatura estriada, cérebro e coração. É um marcador sensível, mas inespecífico de lesão muscular, inclusive miocárdica.

 Níveis elevados são encontrados no infarto agudo do miocárdio, miocardite, hipertermia maligna, distrofia muscular, exercício físico, dermatopolimiosite, em traumas e injeções musculares.

Método – Enzimático - Valor de referência Homem - até 190U/L Mulher - até 165U/L

Creatinofosfoquinase -CK-total

 Dosagem única de CK-MB tem sensibilidade de 50 à 90% , na entrada do paciente no pronto socorro, permitindo o diagnóstico do infarto agudo do miocárdio.

 É detectável em 4h a 6h após lesão miocárdica, ocorrendo pico em 12 a 24 h e retorno a níveis normais em 2 a 3 dias.

 A CK-MB representa 20% do total da creatinoquinase presente no miocárdio e 3% da creatinoquinase presente na musculatura esquelética, podendo-se encontrar níveis elevados em pacientes com doenças e traumas da musculatura esquelética.

 A presença de macro-CPK MB (complexo de imunoglobulinas e CPK MB) causa elevações de CPK MB acima dos valores da CPK Total, sem significado patológico.

Método = Enzimático  Valor de referência  Até 25U/L

Creatinofosfoquinase CK- MB

Fosfatase alcalina  As fosfatases alcalinas estão presentes nas membranas celulares dos

seguintes tecidos: ossos, fígado,intestino, placenta, rins e leucócitos.  As isoenzimas hepáticas e ósseas representam 90% da fosfatase  alcalina circulante.  Em crianças a fração óssea predomina. A fosfatase alcalina total encontra-

se elevada nacolestase, hepatites virais (mais discretamente), Doença de Paget, tumores ósseos, hiperparatireoidismo,osteomalácia e raquitismo.

 Medicamentos como anticoncepcionais orais, hipolipemiantes, anticoagulantes e antiepilépticos podem reduzir os níveis da fosfatase alcalina total.

Método = Enzimático - Valor de referência: Masculino= 125 a 720 U/L Feminino= 75 a 270 U/L

Gama-glutamil transferase -GGT

 É um marcador sensível de colestase hepatobiliar e do consumo de álcool. Nos quadros de icterícia obstrutiva níveis 5 a 50 vezes acima do normal são encontrados.

 A GGT duas vezes maior que o valor de referência com razão TGO/TGP > 2:1 sugere consumo alcoólico.

 Nas neoplasias de fígado valores elevados podem ocorrer.  Níveis de GGT podem elevar-se durante o uso de fenitoína, fenobarbital,

carbamazepina,ácido valpróico e contraceptivos.  Diminuição dos valores podem ocorrer no uso de azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol.  Método = Cinético Colorimétrico - Valor de referência Homem = 10 a 50U/L Mulher = 07 a 32U/L

 Além de sua indicação no diagnóstico de insulinoma, a dosagem de insulina pode ser utilizada para estudos de outras causas de hipoglicemia (diagnóstico diferencial).

 Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes mecanismos, vêm sendo descritas.

 A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade, que apresenta níveis de insulina elevados, com resposta exagerada após a sobrecarga glicídica. Nesses casos, ocorre elevação da insulinemia, frente a níveis normais ou elevados da glicemia.

Método = Quimioluminescência - Valor de referência  < 29,1μU/mLU/mL  Condição  - 0,5mL de soro.  - J.O. 10h.

Insulina

Soro: É o principal cátion intracelular, com concentração em torno de 150 mEq/L, enquanto os níveisséricos estão em torno de 4 mEq/L. Esta diferença é importante na manutenção do potencial elétrico da membrana celular e na excitação do tecido neuromuscular.

 Na urina ou soro sua aplicação está relacionada aos níveis de aldosterona, na reabsorção de sódio e no equilíbrio ácido-base.

Urina: Principais causas da diminuição: doenças de Addison, doença renal com diminuição do fluxo

 urinário. Aumento: Síndrome de Cushing, aldosteronismo, doença tubular renal.

Método- Eletrodo Seletivo - Valor de referência 3,7 a 5,6mEq/L

Potássio

Sódio Soro: É o principal cátion extracelular. Os sais de sódio são os principais

determinantes da osmolalidade celular.  Alguns fatores regulam a homeostasia do sódio, tais como aldosterona e

hormônio antidiurético.  O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos.  Urina: Principais causas de aumento são o uso de diuréticos, dieta rica em

sal, Secreção Inadequada de  ADH e Doença de Addison. Diminuição ocorre na síndrome nefrótica,

necrose tubular, dieta pobre em  sódio e Síndrome de Cushing.  Método - Eletrodo Seletivo - Valor de referência 135 a 145mEq/L.

Proteínas totais Sangue: dosagem utilizada na avaliação do estado nutricional e na

investigação de edemas.  Aumentos são encontrados na desidratação, doença hepática, neoplasias,

mieloma, macroglobulinemia, hanseníase, leishmaniose, doenças granulomatosas, colagenoses, uso de corticóides,digitais, furosemida e contraceptivos orais.

 Valores baixos podem ocorrer na gravidez, cirrose,imobilização prolongada, insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica, neoplasias, enteropatias perdedoras de proteínas, desnutrição, hipertireoidismo,queimaduras, doenças crônicas, e no uso de laxativos.

Método – Biureto - Valor de referência 6,4 a 8,3g/dL

T3 total  A triiodotironina total é produzida, primariamente, pela

deiodinação do T4 (80%) e é também secretada diretamente pela glândula tireóide.

 T3 no sangue é, predominantemente, ligado a proteínas plasmáticas.

 Apresenta-se elevado na Doença de Graves, T3 toxicose, nos casos de hipertireoidismo TSH dependente e gravidez.

 Valores baixos podem ser encontrados nos quadros de doença não tireoidiana,hipotireoidismo.

Método – Quimioluminescência - Valor de referência >10 anos a adulto = 75 a 220ng/mL

T4 total  Tiroxina (T4, tetraiodotironina) é o principal produto secretado pela

glândula tireóide.  No sangue, T4 é ligado a uma de três classes de proteínas: TBG,

transtiretina (ou pré-albumina) e albumina.  A concentração total de T4 geralmente reflete a atividade secretória da

glândula tireóide.  Encontra-se elevado nos casos de hipertireoidismo, disalbuminemia

familiar,aumento da TBG, aumento da transtiretina (TBPA).  Sua concentração está diminuída no hipotireoidismo, no quadro de

doenças sistêmicas graves não tireoidianas  Método – Quimioluminescência - Valor de referência >10 anos a adulto = 5,0 a 12,0μU/mLg/mL

Transaminase oxalacética -TGO

 Utilizado juntamente com a TGP nas avaliaçoes de doenças hepáticas e musculares. A TGO (AST) é também encontrada no músculo esquelético, rins, cérebro, pulmões, pâncreas, baço e leucócitos.

 Valores elevados ocorrem na ingestão alcoólica, cirrose, deficiência de piridoxina, hepatites virais, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, nas esteatoses e hepatites não alcoólicas.

 Na hepatite alcoólica os valores de TGO são, em geral, inferiores a 250 U/L, sendo, entretanto, superiores às elevações da TGP.

 Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.

Método – Enzimático - Valor de referência Homem = 15 a 40U/L na Mulher = 13 a 35U/L

Transaminase pirúvica - TGP  A transaminase TGP(ALT) localiza-se principalmente no fígado. A TGP é

mais sensível que a TGO na detecção de injúria do hepatócito.  Valores elevados são encontrados no etilismo, hepatites virais,

hepatites não alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, Doença de Wilson e na deficiência de alfa-1-tripsina.

 Os níveis de TGP são superiores à TGO nas hepatites e esteatoses não alcoólicas. Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.

Método – Enzimático - Valor de referência Homem = 10 a 40U/L Mulher = 7 a 35U/L

Troponina I  A troponina I (cTnI) é um marcador de lesão da musculatura cardíaca,

sendo útil no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio.  Sua presença denota necrose do tecido miocárdico. É detectável em 4h a

6h após a lesão miocárdica, com pico em 12h a 18h, permanecendo elevada por 6 a 10 dias. Após 7h, a sensibilidade é de 100%.

 Outras causas de necrose miocárdica também elevarão a troponina I. Pacientes com angina que apresentam níveis elevados (lesão miocárdica mínima) de cTnI têm prognóstico pior.

 Na insuficiência renal a especificidade do ensaio pode ser menor. Não deve ser utilizada como marcador absoluto do infarto agudo do miocárdio.

Método – Quimioluminescência - Níveis terapêuticos < 1,0ng/mL

Referências  Baynes,John; Dominiczak,Marek H.- Bioquímica

Médica,1ª ed. Brasil: Editora Manole Ltda, 2000.  Laboratório para o Clínco. Otto Miller, R. Reis

Gonçalves. Editora Atheneu;  Manual de Exames. Laboratório Fleury  Motta,Valter T.-Bioquímica Clínica para Laboratório:

princípios einterpretações/Valter T. Motta-4ªed.Porto Alegre: Editora Médica Missau;São Paulo:Robe Editora, EDUCS-Caxias do Sul,2003.

 Pesce,Amadeo J.; Kaplan,Lawrence-QuímicaClínicaMétodos,Editorial Medica Panamericana.

 www.hermespardini.com.br- Manual analises clinicas

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