Avaliação genotóxica de Geophagus brasiliensis exposto a cultura de arroz no município de Araranguá, SC, através do teste de micronúcleos (1), Notas de estudo de Biologia Marinha
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Avaliação genotóxica de Geophagus brasiliensis exposto a cultura de arroz no município de Araranguá, SC, através do teste de micronúcleos (1), Notas de estudo de Biologia Marinha

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TCCIII _arrumado_

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC

CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - BACHARELADO

ROBERTA ALBINO MACHADO

AVALIAÇÃO GENOTÓXICA EM Geophagus brasiliensis EXPOSTOS A CULTURA DE ARROZ NO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ – SC

ATRAVÉS DO TESTE DE MICRONÚCLEOS

CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2007

ROBERTA ALBINO MACHADO

AVALIAÇÃO GENOTÓXICA EM Geophagus brasiliensis EXPOSTOS A CULTURA DE ARROZ NO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ – SC

ATRAVÉS DO TESTE DE MICRONÚCLEOS

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de bacharel em Ciências Biológicas no curso de Ciências Biológicas – Bacharelado da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC.

Orientador: Prof. Dr. Marcos Marques da Silva Paula

CRICIÚMA, NOVEMBRO DE 2007

ROBERTA ALBINO MACHADO

AVALIAÇÃO GENOTÓXICA EM Geophagus brasiliensis EXPOSTOS A CULTURA DE ARROZ NO MUNICÍPIO DE ARARANGUÁ – SC

ATRAVÉS DO TESTE DE MICRONÚCLEOS

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de bacharel em Ciências Biológicas, no Curso de Ciências Biológicas bacharelado da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, com Linha de Pesquisa em Mutagênese Ambiental

Criciúma, 22 de novembro de 2007.

BANCA EXAMINADORA

Prof. Marcos Marques da Silva Paula - Doutor - (UNESC) - Orientador

Prof. Emilio Luiz Streck- Doutor - (UNESC)

Prof. (ª).Vanessa Moraes de Andrade - Doutora - (UNESC)

Dedico a este trabalho a Deus que foi quem

me cedeu à vida e a todos que acreditam

que a dedicação e erro são caminhos para

as grandes realizações.

AGRADECIMENTOS

Concluída esta etapa, quero expressar meus agradecimentos a todas as

pessoas que participaram e contribuíram de alguma forma a concretização desse

trabalho.

Ao meu orientador Dr. Marcos Marques da Silva Paula, que desde o começo

de minha graduação foi mais que um professor, orientador e incentivador da

realização desse trabalho, fazendo de nossa convivência uma amizade inesquecível.

Ao meu co-orientador Dr. Felipe Dal Pizzol pelas oportunidades, orientações,

caminhos e apoios durante toda minha graduação.

À Dra. Vanessa Moraes de Andrade, pelo companheirismo durante esse

período e gentileza de fazer parte da avaliação desse trabalho.

Ao Bioquímico Dr. Emílio Luiz Streck que prontamente se dispôs a avaliar o

presente trabalho, compondo a banca examinadora.

Ao Dr. Pedro Roosevelt Torres Romão que gentilmente disponibilizou os

quites necessários para a coloração das lâminas de micronúcleos.

Aos colegas de sala Poliana Zocche, Samira da Silva Valvassori, Leandra

Constantino, Tiago Bortolotto, Daiane Fabris Trombin, e a todos que de alguma

forma sempre se colocaram dispostos a me ajudar nas diversas dificuldades.

Amanda Steckert, por ceder sua propriedade e ajudar nas coletas de campo.

A Mestre Fabrícia Petronilho que me auxiliou na confecção das estatísticas do

trabalho.

À minha amiga Larissa de Souza Constantino, que com muita paciência e

carinho foi ombro compartilhando tristezas e na maioria das vezes alegrias.

A minha amiga Larissa Alves que mesmo longe me acompanha na jornada de

toda minha vida.

Ao Miguel Benincá de Sousa, minha mãe Idanir Albino e minha irmã Samira

Albino Machado pelo companheirismo, amor, proteção e apoio nos diversos

momentos.

“Não podemos ganhar a batalha de salvar

as espécies e os ambientes se não

formarmos uma ligação emocional entre nós

e a natureza... Temos de deixar espaço para

a natureza em nossos corações”

Stephen J. Gould, 1991

RESUMO

A cultura de arroz é um importante segmento econômico tanto para a região Sul de Santa Catarina como para todo o Brasil. O arroz é o principal alimento para maioria da população mundial pelo seu baixo preço aquisitivo e principalmente por seu alto valor nutricional. Santa Catarina e Rio Grande do Sul são grandes responsáveis por nosso país se encontrar entre os dez maiores produtores mundiais de arroz, mas para isso há necessidade de muitos produtos químicos que aumentam sua produtividade, mas que podem diminuir a qualidade não só do produto como do meio ambiente. O presente trabalho tem como objetivo verificar o possível efeito genotóxico devido à presença de agrotóxicos no processo de plantio e colheita em uma lavoura de arroz irrigado. Com o propósito de atingir o objetivo principal, foi realizado o teste de micronúcleo em Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824) e verificada sua possível utilização como bioindicador de contaminação ambiental. A seguir foram realizadas fundamentações teóricas para melhor esclarecimento do assunto. No teste do micronúcleo não foi possível detectar efeitos mutagênicos significativos nos eritrócitos analisados. Este estudo permitiu um melhor conhecimento sobre os riscos químicos que estão submetidos os peixes expostos a cultura de arroz irrigado.

Palavras-chave: Arroz; Agrotóxico; Contaminação; Teste de Micronúcleos.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Representação esquemática da ordem seqüencial de respostas a

poluentes dentro de um sistema biológico ................................................................18

Figura 2 - Representação esquemática da formação de micronúcleos na divisão

celular (meiose/mitose). ............................................................................................22

Figura 3 - Geophagus brasiliensis .............................................................................23

Figura 4 - Área de estudo - lavoura de arroz irrigado, em uma propriedade privada no

município de Araranguá - SC ....................................................................................25

Figura 5 - Mapa da localização do município de Araranguá da microrregião

geográfica do Estado de Santa Catarina - Brasil.......................................................26

Figura 6 - Armadilha do tipo covo utilizada para a captura dos peixes .....................27

Figura 7 - Heparinização das seringas.....................................................................27

Figura 8 - Punção cardíaca com seringas contendo heparina, para posterior

confecção das lâminas..............................................................................................28

Figura 9 - Confecção das lâminas para análise de micronúcleos .............................29

Figura 10 - Observação de eritrócitos com MNs (indicados pelas setas) em

esfregaço de sangue de peixes.................................................................................29

Figura 11 - Freqüência de micronúcleos para os indivíduos expostos e não expostos

(controle) a cultura de arroz irrigado nas diferentes datas de coletas. ......................30

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Classificação toxicológica segundo a faixa no rótulo do produto. ............17

Tabela 2 - Representação dos dados observados durante as coletas......................30

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária

DDT – Dicloro Difenil Tricloroetano

DL – Dose Letal

DNA – Deoxyribonucleic acid

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina

GPCA – Gil Portugal Consultores Ambientais Associados Ltda.

MN – Micronúcleos

SINDAG – Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos Agrícolas

11

SUMÁRIO

1INTRODUÇÃO .................................................................................................12

2Fundamentação Teórica ................................................................................13

2.1CULTURA DE ARROZ ....................................................................................13

2.2Importância do arroz no Sul do Brasil..........................................................13

2.3AGROTÓXICOS...............................................................................................14

2.4Classificação dos agrotóxicos......................................................................15

2.5POLUIÇÃO AMBIENTAL ................................................................................17

2.6Poluição aquática...........................................................................................18

2.7BIOMONITORAMENTO...................................................................................20

2.8Teste de micronúcleos...................................................................................21

2.9Organismo utilizado neste estudo ...............................................................21

3OBJETIVOS.....................................................................................................24

3.1Objetivo geral..................................................................................................24

3.2Objetivos específicos.....................................................................................24

4MATERIAL E MÉTODOS ................................................................................25

4.1Área de estudo................................................................................................25

4.2Protocolos para captura dos peixes.............................................................26

4.3Protocolos para coleta de sangue ................................................................27

4.4Protocolos para o teste de micronúcleo ......................................................28

4.5Análise de dados............................................................................................29

5RESULTADOS.................................................................................................30

6DISCUSSÃO ....................................................................................................31

7CONCLUSÃO ..................................................................................................35

REFERÊNCIAS.........................................................................................................36

12

1 INTRODUÇÃO

O uso de agrotóxicos não tem sido uma prática recente na agricultura

brasileira. A partir de 1970, com o estímulo do crédito agrícola houve um aumento

considerável de fomentos tecnológicos, dentre eles, podemos citar os insumos e

principalmente os agrotóxicos, usados por muito tempo de forma indiscriminada e

excessiva (RÜEGG et al., 1991). Não se pode negar que os agrotóxicos

possibilitaram o aumento da produtividade agrícola auxiliando no controle de vetores

de diversas doenças. Contudo, seu uso desordenado e excessivo vem provocando

diversos impactos sobre o meio ambiente (EDWARDS, 1973 apud TOMITA, 2002).

Dentre os efeitos nocivos decorrentes do uso indiscriminado de

agrotóxicos, pode-se citar a contaminação no solo, na água, no ar, nas plantas e

animais (TOMITA, 2002). Muitas substâncias tóxicas, como metais pesados e

compostos orgânicos, podem ser transferidos dos tecidos dos organismos para os

seus predadores e chegar a concentrações de maiores magnitudes em níveis

tróficos superiores (LEMOS; TERRA, 2003). Na cultura de arroz irrigado não é

diferente, os agrotóxicos utilizados no processo de plantio do arroz auxiliam na

proteção da lavoura contra insetos e ervas daninhas e é, em sua grande maioria,

fabricado com produtos tóxicos, acarretando problemas não somente aos

agricultores que manuseiam essas substâncias como também a poluição ambiental

(OURIQUES; GONÇALVES, 2007).

Avaliar a quantidade de poluentes presentes no ambiente e nos animais

por si só não é suficiente. Há a necessidade de se detectar e avaliar o impacto

destes poluentes nos organismos expostos, devido ao fato de existirem diferenças

na forma de biotransformar os xenobióticos. Para se poder detectar e avaliar os

efeitos biológicos utiliza-se o estudo e o desenvolvimento de biomarcadores

(RAMSDORF, 2007). Assim, existe a necessidade de estudos de biomonitoramento

como alternativa para auxiliar no controle e manejo bem como obter informações das

possíveis conseqüências causadas por esses agentes no ecossistema. Para tanto,

podemos contar com o teste de micronúcleo utilizado para acessar a genotoxicidade

de águas em condições laboratoriais e de campo, em peixes que acumulam

poluentes diretamente da água contaminada e indiretamente pela ingestão de

organismos aquáticos contaminados (ANDRADE, 2004).

13

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 CULTURA DE ARROZ

O arroz desempenha um papel fundamental na nutrição humana,

constituindo, juntamente com o trigo e o milho, os cereais mais produzidos no

mundo, responsáveis pela alimentação de mais de dois terços da população mundial

(FURLANI JUNIOR et al., 1997; AGOSTINETTO et al., 2001). Alguns autores

apontam o Brasil como o primeiro país a cultivar esse cereal na América Latina. O

arroz era o chamado "milho d'água" (abati-uaupé) que os tupis, muito antes de

conhecerem os portugueses, já colhiam nos alagados próximos ao litoral

(SALVARO, 2004).

O Brasil encontra-se entre os dez maiores produtores de arroz, sendo

responsável por 2,2% da produção mundial. É cultivado em todo território nacional,

sendo dois os sistemas básicos de produção: arroz de terras altas e o irrigado

(ALMEIDA, 2003). Na agricultura brasileira, somente a soja, a cana-de-açúcar e o

milho ganham em valor de produção para o arroz, e mesmo sendo um dos maiores

produtores mundiais, a produção brasileira ainda não é capaz de suprir a

necessidade do mercado interno de uma população média de 180 milhões de

habitantes. Como conseqüência, o Brasil torna-se obrigado a recorrer ao mercado

externo (ALMEIDA, 2003; SALVARO, 2004).

2.2 IMPORTÂNCIA DO ARROZ NO SUL DO BRASIL

A principal região produtora de arroz no Brasil encontra-se no Sul,

principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, com a maior produção, e Santa

Catarina, com a maior produtividade. Esses estados respondem por mais de 60% da

produção nacional. A cultura de arroz nessa região representa 37% da área nacional

(ALMEIDA, 2003). O arroz irrigado em Santa Catarina é cultivado em

aproximadamente 148.000 hectares, distribuído em cinco regiões distintas por suas

condições geográficas e edafoclimáticas: Alto, Médio e Baixo Vale do Itajaí, Litoral

Norte e região Sul de Santa Catarina (EPAGRI, 2007), sendo que a grande maioria

14

dos produtores e propriedades em que se produz arroz irrigado é constituída por

pequenas lavouras (OURIQUES; GONÇALVES, 2007).

O Estado de Santa Catarina é conhecido como tradicional produtor de

arroz irrigado, que possui uma maior tecnologia quando comparada com o arroz de

terras altas, diferenciando-se pelo sistema de cultivo adotado denominado como

“pré-germinado” (OURIQUES; GONÇALVES, 2007), no qual a semeadura é

efetuada em lâmina de água, com sementes pré-germinadas (EPAGRI, 2007).

No sul do Estado de Santa Catarina, a cultura de arroz ganhou força

nos últimos anos, impulsionada pelo preço e a tecnologia que facilita seu cultivo.

Com tantos progressos, o maior prejudicado é o meio ambiente, que vem reduzindo

sua vegetação original para ceder espaços para as áreas de cultivo de arroz através

de desmatamentos e do preparo das terras com a terraplenagem, como por

exemplo, a compactação e erosão de sedimentos e ainda a poluição por agrotóxicos

(PIAZZA, 2005).

2.3 AGROTÓXICOS

No passado, com o aumento da monocultura, a incidência de pragas e

doenças aumentou significativamente, assim esses organismos indesejáveis à

agricultura começaram a ser controlados com o uso de compostos inorgânicos à

base de cobre e arsênico. Posteriormente o emprego de substâncias orgânicas

como a nicotina e piretros começaram a ser constantemente usados. A partir do

início do século XX iniciaram-se os estudos sistemáticos buscando o emprego de

substâncias inorgânicas para a proteção de plantas. Deste modo, produtos à base

de cobre, chumbo, mercúrio, cádmio, entre outros, foram desenvolvidos

comercialmente e empregados contra uma grande variedade de pragas, porém com

limitada eficácia (LUNA et al., 2005). Com a II Guerra Mundial o desenvolvimento e

uso efetivo de compostos orgânicos foram lentos. Com a descoberta da propriedade

inseticida do dicloro-difenil-tricloroetano, o DDT, iniciou-se a expansão e

desenvolvimento de uso característicos dos últimos 40 anos (TOMITA; BEYRUTH,

2002).

Os agrotóxicos apareceram no Brasil, na década de 1960-1970, como a

solução científica para o controle das pragas que atingiam lavouras e rebanhos. Tal

15

visão, reforçada pela forte e crescente atuação da indústria química no país, passou

a legitimar o uso indiscriminado de agrotóxicos no meio rural e, ao mesmo tempo em

que este saber se fazia dominante e dominador, não eram oferecidas alternativas à

grande massa de trabalhadores que, ano a ano, expunham-se cada vez mais aos

efeitos nocivos destas substâncias (PERES et al., 2005). Segundo dados do

Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos Agrícolas (SINDAG), em 2001 o país

consumiu 328.413 toneladas de produtos formulados, correspondendo a 151.523

toneladas de ingredientes ativos (BRITO et al., 2005). Desta forma, considerando-se

o consumo em dez países que representam 70% do mercado mundial de

agrotóxicos, o Brasil aparece atualmente em sétimo lugar no “ranking” entre os

principais países consumidores de agrotóxicos (ANVISA, 2003).

Os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os maiores

produtores de arroz irrigado no Brasil, com aproximadamente 1,1 milhão de hectares

cultivados na safra 2001/02 (RESGALLA JUNIOR et al., 2002). Estima-se que mais

de 80 doenças são causadas por patógenos, incluindo fungos, bactérias, vírus e

nematóides, em diferentes países (EMBRAPA, 2006). Este sistema tem como

requisito um conjunto de medidas preventivas que determinam o uso intenso de

diversos agroquímicos, principalmente, herbicidas, inseticidas e adubos químicos,

além do emprego esporádico de fungicidas (RESGALLA JUNIOR et al., 2002).

Essas substâncias são utilizadas como auxiliares no plantio e colheita em diversas

culturas, pois além de anteciparem o período de colheita, reduzem a interferência

das plantas daninhas com o equipamento de colheita e podem melhorar a qualidade

do produto colhido (AGOSTINETTO et al., 2001).

2.4 CLASSIFICAÇÃO DOS AGROTÓXICOS

Os agrotóxicos possuem uma grande variedade de produtos, por isso

podem ser classificados segundo o seu poder tóxico e com a finalidade de uso. Para

uma boa classificação, é muito importante conhecer a sua ação e o grupo químico a

que pertencem.

Segundo Cordebello et al (2002) os agrotóxicos podem ser classificados

de acordo com a ação e grupos químicos que pertencem, da seguinte maneira:

16

1. Inseticidas: possuem ação de combate a insetos, larvas e formigas. Pertencem a

quatro grupos químicos distintos:

a) Organofosforados - compostos derivados do ácido fosfórico, do ácido tiofosfórico

ou do ácido ditiofosfórico. Exemplo: Axodrin, Folidol, Malation e Rhodiatox.

b) Carbamatos – derivados do ácido carbâmico. Exemplo: Carbaril, Zectram,

Furadan.

c) Organoclorados – compostos à base de carbono, com radicais de cloro. São

derivados do clorobenzeno, do ciclo-hexano ou do ciclodieno. Seu emprego tem sido

proibido. Exemplo: Aldrin, Endrin, DDT, Endossulfan, Mirex, Lindane.

d) Piretróides – compostos sintéticos que apresentam estruturas semelhantes à

piretrina, substância existente em algumas espécies de flores. Exemplo: Decis,

Protector K-Otrine, SBP.

2. Herbicidas: combate a ervas daninhas. Seus principais representantes são:

Paraquat, Glifosfato, Pentaclorofenol, Derivados do ácido fenoxiacético,

Dinitrofenóis.

3. Fungicidas: combatem fungos. Os principais grupos químicos são: Etileno-bis-

ditiocarbamatos, Hifenil estânico, Captan, Hexaclorobenzeno.

4. Raticidas: utilizado em combate a roedores.

5. Acaricidas: ação de combate a ácaros diversos.

6. Molusquididas: ação de combate a moluscos, basicamente contra o caramujo da

esquistossomose;

7. Fumigantes: ação de combate a insetos, bactérias.

A informação da toxicidade de uma substância é obtida pelos dados de

letalidade. A “Dose Letal” de uma substância é capaz de matar 50% de um grupo de

animais testados num intervalo de 14 dias. Segundo EMBRAPA (2003), a

classificação dos agrotóxicos de acordo com o poder tóxico é referente a “Dose Letal

50” (DL), e faz-se da seguinte maneira:

17

a) Extremamente tóxicos: (DL50 < 50 mg/kg de peso vivo).

b) Muito tóxicos: (DL50 – 50 a 500 mg/kg de peso vivo)

c) Moderadamente tóxicos: (DL50 – 500 a 5000mg/kg de peso vivo)

d) Pouco tóxicos: (DL50 > 5000 mg/kg de peso vivo)

Como medida de segurança, no Brasil todos os produtos por determinação

legal devem apresentar nos rótulos uma faixa colorida indicativa de categoria

toxicológica, conforme apresentado na tabela 01.

Tabela 01. Classificação toxicológica segundo a faixa no rótulo do produto.

Classificação Toxicológica Grau Cor da faixa no rótulo

Classe I Extremamente tóxico Vermelha

Classe II Altamente tóxico Amarela

Classe III Mediamente tóxico Azul

Classe IV Pouco tóxico Verde

FONTE: ANVISA, 2007.

2.5 POLUIÇÃO AMBIENTAL

Ao longo do processo evolutivo, o homem vem interagindo com o meio

em que vive de forma a retirar da natureza toda espécie de recursos, desde

alimentos até energia, a fim de garantir sua sobrevivência (SPERDUTI, 2003). Com

o passar dos anos e com o aumento da população, conseqüentemente surgiram

processos industriais e tecnológicos para reorganizar a produção e atender as novas

exigências populacionais, alterando as relações sociais e as relações com o meio

ambiente. Em busca de uma melhor qualidade de vida, o homem cada vez mais

desenvolve produtos e tecnologias que acarretam o lançamento ao ambiente de

agentes químicos e físicos na forma de dejetos industriais, domésticos e agrícolas

(ANDRADE, 2004).

Assim, solidificou-se um modelo de crescimento econômico baseado na

exploração intensiva de recursos naturais, renováveis ou não, na acumulação

contínua de capital, na produção ampliada de bens de consumo, no consumismo e

18

competição exacerbados trazendo conseqüências desagradáveis como a poluição,

tornando-se assim, um sério problema enfrentado em todo o mundo (BAÚ, 2004).

A poluição pode ser definida como a introdução no meio ambiente de

qualquer matéria ou energia que venha a alterar as propriedades físicas, químicas

ou biológicas desse meio, afetando, ou podendo afetar, por isso, a "saúde" das

espécies animais ou vegetais que dependam ou tenham contato com ele, ou que

nele venham a provocar modificações físico-químicas nas espécies presentes,

conforme apresentado na figura1 (GPCA, 2006).

Durante as últimas décadas, tem havido alguma conscientização geral de

que os recursos do planeta Terra são finitos e que o manejo destes deve ser de

maneira sustentável (LAWS, 2000 apud ANDRADE, 2004). A conscientização deste

processo não veio somente por meio de campanhas publicitárias, mas também

através de avisos demonstrados pela própria natureza que serviram para acelerar a

criação deste movimento de preservação e respeito ao meio ambiente. Assim, o

mundo passou a conviver com problemas até então nunca imaginados e hoje ainda

é difícil prever seguramente seus desdobramentos, tais como o efeito estufa, perda

da biodiversidade, diminuição da camada de ozônio, aumento dos níveis de poluição

a níveis alarmantes, escassez de água potável, desmatamento desenfreado, entre

outros (STAMM, 2003).

Figura 1. Representação esquemática da ordem seqüencial de respostas a

poluentes dentro de um sistema biológico. Fonte: ARIAS, et al., 2003.

19

2.6 POLUIÇÃO AQUÁTICA

Atualmente, o nível de compostos xenobióticos nos ecossistemas

aquáticos vem aumentando de forma alarmante como resultado da formação de

grandes aglomerados urbanos e industriais e a crescente necessidade de água para

o seu abastecimento, além das indústrias, atividades de lazer e da agricultura. Por

exemplo, a água é fator indispensável para a produção do arroz; é ela que participa

desde o processo de preparo da terra, plantio, germinação, adubação até o controle

de pragas (PIAZZA, 2005). Tal fato faz com que hoje a quase totalidade das

atividades humanas seja cada vez mais dependente da disponibilidade e qualidade

das águas e isso tem contribuido para a redução da qualidade ambiental, bem como

para o comprometimento da saúde dos seres vivos que habitam esses ecossistemas

(CAJARAVILLE et al., 2000 apud ARIAS, 2003; LEMOS; TERRA, 2003).

A poluição aquática é a introdução pelo homem, direta ou indiretamente,

de substâncias ao ambiente aquático que causam alterações de suas propriedades

físicas, químicas e biológicas que possa importar em prejuízo à saúde, à segurança

e ao bem estar das populações além de, comprometer a sua utilização para fins

agrícolas, industriais, comerciais, recreativos e, especialmente, a existência normal

da fauna aquática (BRASIL, 1961; ANDRADE, 2004).

A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo a

poluição térmica (descarga de efluentes a altas temperaturas); poluição física

(descarga de material em suspensão); poluição biológica (descarga de bactérias

patogênicas e vírus); e poluição química, que pode ocorrer por deficiência de

oxigênio, toxidez e eutrofização. As principais vias de introdução de agentes

poluentes nos sistemas aquáticos são: efluentes domésticos, industriais, lixiviação

do solo urbano e rural contaminado e precipitação atmosférica (gasosa e

particulada) (ANDRADE, 2004; ZAMPIERON; VIEIRA, 2007).

Conforme mencionado, devido à freqüente introdução de substâncias em

grande escala ao ambiente aquático, fazem-se necessários estudos referentes ao

biomonitoramento desses sistemas. Para tanto se têm como opção alguns estudos

com animais, como exemplo, peixes.

20

2.7 BIOMONITORAMENTO

Atualmente, em torno de 85.000 agentes químicos são produzidos e

utilizados nos países mais industrializados, dos quais 2.800 são considerados de

alto volume de produção (acima de 500.000 kg por ano). Menos de 45% desses

foram submetidos a testes toxicológicos básicos, e menos de 10% foram estudados

quanto aos efeitos tóxicos sobre organismos em desenvolvimento (MELO DA SILVA;

FRUCHTENGARTEN, 2005).

Muitos praguicidas têm sido testados para genotoxicidade por intermédio

de uma variedade de experimentos in vitro e in vivo. Compostos mutagênicos têm

sido encontrados em todas as principais categorias de praguicidas, incluindo

fungicidas, inseticidas e herbicidas. De modo semelhante, os estudos citogenéticos

vêm sendo amplamente utilizados in vitro e no biomonitoramento de populações

ocupacionalmente expostas (PACHECO, 2000).

Biomonitores, também conhecido como organismos sentinelas, são

utilizados há muito tempo para alertar as pessoas sobre ambientes perigosos. Pode-

se considerar a observação de animais nativos ou domésticos envenenados como

indicadores iniciais da potencialidade do ambiente em causar danos à saúde

humana. Muitos tipos de organismos são utilizados como sentinelas para se avaliar

possíveis efeitos de riscos naturais ou de origem antropogênica. Mesmo quando

bem usados, de acordo com os padrões legais recomendados, os agrotóxicos

produzem efeitos secundários. Seu uso continuado em grande escala ocasiona

danos às vezes irreversíveis à saúde humana e ao meio ambiente (SILVA, 2005).

Na seleção de um biomonitor os principais aspectos a serem observados

são: (a) os animais devem dividir o mesmo ambiente com o homem; (b) responder

de forma semelhante a químicos tóxicos; e (c) desenvolver patologias similares

como resposta a estes efeitos. A principal vantagem de se utilizar organismos

sentinela para monitoramento ambiental, comparado ao método tradicional físico-

químico, é a informação que ele pode dar em relação à exposição cumulativa em

organismos e populações sobre a resposta de letalidade e sub-letalidade, além de

detectar efeitos indiretos (SILVA et al., 2003).

Bioindicadores são definidos como qualquer resposta a um contaminante

ambiental em nível individual, medidos no organismo ou matriz biológica, indicando

um desvio do status normal que não pode ser detectado no organismo intacto. Ou

21

seja, são medidas de fluídos corporais, células, tecidos ou medidas realizadas sobre

o organismo completo, que indicam, em termos bioquímicos, celulares, fisiológicos,

compartimentais ou energéticos, a presença de substâncias contaminantes ou a

magnitude da resposta do organismo alvo (ARIAS et al., 2003).

Em nível celular podemos utilizar, pelo menos, dois tipos de

bioindicadores: o teste de micronúcleo como indicativo de dano ao material genético

e os testes baseados nas alterações de organelas celulares como lisossomas e

peroxissomas (ARIAS et al., 2003).

2.8 TESTE DE MICRONÚCLEOS

O teste de micronúcleos tem sido usado para estimar os níveis de

exposição a contaminantes. Este teste mede danos cromossômicos estruturais ou

numéricos e foi anteriormente o mais utilizado para acessar genotoxicidade. O teste

é um indicador recomendado em estudos ambientais sob condições laboratoriais e

no campo, detectando a mutagênese e danos no fuso mitótico (ANDRADE, 2004).

Os micronúcleos (MN) consistem em pequenas massas de cromatina

originada de fragmentos cromossômicos ou cromossomos inteiros, que se perdem

durante a anáfase na divisão celular, delimitadas por membrana e separada do

núcleo principal, conforme apresentado na figura 2. Diante suas causas pode-se

considerar eventos clastogênicos ou aneugênicos, ou também pela interação de

agentes químicos, físicos e biológicos capazes de interferir no processo de ligação

dos cromossomos às fibras de fuso, ou além mesmo induzir a perda de material

genético (cromossomos inteiros ou fragmentados) (FENECH, 2000 apud RIVERO,

2007; EGITO, 2006; VILLELA et al., 2003).

Este teste é utilizado em diferentes áreas, como estudos ambientais,

análise de populações humanas, avaliação de risco de câncer. Em estudos com

animais pode-se ter um controle mais adequado das condições de exposição em

combinação com testes invasivos histopatológicos, funcionais e moleculares,

utilizando-se estes como marcadores biológicos (SILVA, 1998 apud SILVA, 2005;

EGITO, 2006).

No ambiente aquático, o teste pode ser aplicado principalmente em

espécies de peixes, larvas de anfíbios, moluscos, entre outros (RIVERO, 2007). Os

peixes respondem de forma similar aos mamíferos em bioensaios. Logo a escolha

22

de uma espécie de peixe como bioindicador é fator fundamental para a correta

utilização dessa ferramenta de análise ambiental (RESGALLA JUNIOR et al., 2002)

É de grande importância a avaliação da toxicidade dos agroquímicos

sobre organismos não alvo, utilizando para tanto espécies bioindicadoras como

peixes que participam ativamente da cadeia alimentar. Esses testes permitem o

reconhecimento dos produtos químicos que apresentam menores riscos de impacto

ambiental e toxicidade, além de identificar aqueles que poderiam ser utilizados nas

lavouras de arroz consorciado com peixes (RESGALLA JUNIOR et al., 2002). A

capacidade de interagir com o meio ambiente está inscrita no DNA. Desta interação

resulta que os organismos modificam o seu ambiente, enquanto que o ambiente

também os modifica (ERDTMANN, 2003).

Figura 2. Representação esquemática da formação de micronúcleos na divisão

celular (meiose/mitose). Fonte: Andrade, 2007.

23

2.9 ORGANISMO UTILIZADO NESTE ESTUDO

A espécie de peixe Geophagus brasiliensis (figura 5) é popularmente

conhecida como caraúna, acaraúna, acará, cará, acará-ferreira e papa-terra, sendo

esse último nome devido ao hábito de sua alimentação baseada em seres que

habitam o fundo de lagos e rios. Essa espécie possui fácil identificação e ampla

distribuição territorial, ocorrendo em águas interiores desde a bacia Amazônica e

Orinoco até o Rio de La Plata. É muito abundante em rios e lagos na costa sudeste

do Brasil, do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul, até o Uruguai. Esta espécie faz

parte de uma cadeia de relações tróficas relativamente complexa, servindo de fonte

alimentar para aves e mamíferos, assim como para outros peixes (MADI, 2005).

Figura 3. Geophagus brasiliensis Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/peix20.htm

Acessada em: 12 ago. 2006.

24

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Verificar o possível efeito genotóxico, através do teste de micronúcleo em

Geophagus brasiliensis (Quoy & Gaimard, 1824) e sua utilização como bioindicador

de contaminação ambiental por agrotóxico em lavoura de arroz irrigado.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

1) Verificar a possível genotoxicidade em sangue de peixes expostos a

água contaminada por agrotóxico em lavoura de arroz irrigado;

2) Correlacionar a presença ou não de micronúcleos com a época de

utilização do agrotóxico em lavoura de arroz irrigado;

3) Utilizar o Geophagus brasiliensis (acará) como indicador de alterações

ambientais na lavoura de arroz irrigado.

25

4 MATERIAL E MÉTODOS

4.1 ÁREA DE ESTUDO

O estudo foi desenvolvido em uma propriedade privada, com área total de

40 ha de produção de arroz irrigado. Localizada no Município de Araranguá, situada

no bairro Itopava, próxima ao Rio Araranguá, com coordenadas 28º 55' 01,7" S e 49º

31' 20,7" W , sendo dividida pela estrada que liga Araranguá ao município de Meleiro

(SC 449) – km 26, conforme apresentado na figura 3.

O município de Araranguá localiza-se no extremo Sul do Estado de Santa

Catarina. Sua área é de 303 km2 e situa-se na latitude de 28º56'05", longitude de

49º29'09" e numa altitude de 13 metros, conforme apresentado na figura 4. O relevo

é constituído por superfícies planas e onduladas, com formação do modelado

litorâneo, cujo solo possui de média a boa fertilidade, margeando os rios e mar. O

clima do município classifica-se como mesotérmico úmido, com verões quentes,

apresentando uma temperatura média anual de 20ºC e uma precipitação total anual

de aproximadamente 1.200 mm. Quanto à hidrografia, o Município é banhado pela

bacia do Rio Araranguá e quatro afluentes. São os seguintes os limites territoriais:

Ao sul, o município de Sombrio - Leste, o Município de Balneário Arroio do Silva e

Oceano Atlântico - Oeste, os Municípios de Turvo, Meleiro e Ermo e ao Norte com

Maracajá, Criciúma e Içara (CARDOSO, 2006).

Figura 4. Área de estudo - lavoura de arroz irrigado, em uma propriedade privada no

município de Araranguá - SC.

26

Figura 5. Mapa da localização do município de Araranguá da microrregião

geográfica do Estado de Santa Catarina - Brasil. Fonte: IBGE, 2007.

4.2 PROTOCOLOS PARA CAPTURA DOS PEIXES

As espécimes de Geophagus brasiliensis foram capturadas através da

utilização armadilhas (covos), com número de dez indivíduos, com tamanho entre 12

a 15 cm de comprimento, por coleta.

O grupo controle negativo foi capturado no Rio Araranguá com número de

indivíduos aproximados e da mesma espécie que os peixes expostos aos

agrotóxicos na lavoura de arroz irrigado.

Os peixes não tiveram fluxo de passagem para o rio, onde foram

utilizadas telas nas extremidades do valo, evitando que novos peixes tivessem

acesso aos que foram utilizados para a coleta.

Os peixes foram coletados três vezes em diferentes períodos durante o

ciclo de irrigação do arroz, entre novembro de 2006 e fevereiro de 2007,

1ª Coleta: no início de preparação das canchas;

2ª Coleta: após a aplicação de agrotóxicos;

3ª Coleta: época de colheita do arroz.

27

Figura 6. Armadilha do tipo covo utilizada para a captura dos peixes.

4.3 PROTOCOLOS PARA COLETA DE SANGUE

As amostras de sangue (5 mL) foram retiradas por punção cardíaca,

utilizando seringas contendo heparina (anticoagulante), conforme apresentado na

figura 7. Após a punção cardíaca, conforme apresentados na figura 8, as amostras

foram conduzidas à preparação de dois esfregaços em lâmina lisa com sangue

ainda fresco (ANDRADE, 2004).

Figura 7. Heparinização das seringas.

28

Figura 8. Punção cardíaca com seringas contendo heparina, para posterior

confecção das lâminas.

4.4 PROTOCOLOS PARA O TESTE DE MICRONÚCLEO

Para o teste de micronúcleo, após a coleta de sangue do peixe, foram

feitos esfregaços de sangue fresco em lâminas lisas limpas e identificadas durante

as coletas, conforme a figura 9. Para cada animal, foram confeccionadas 2 lâminas

que foram fixadas em ambiente e coradas em quites comerciais rápidos com

corantes hematológicos para a visualização no microscópio óptico. Foram contadas

2500 células por amostra (ANDRADE, 2004). As lâminas foram analisadas em teste

cego contando-se 2500 células por lâminas, totalizando 5000 por indivíduo. As

análises foram realizadas no Laboratório de Fisiopatologia Experimental e

Laboratório de Imunologia e Mutagênese, da Universidade do Extremo Sul

Catarinense – UNESC.

A realização da análise do micronúcleo, conforme apresentado na figura

10, deve seguir alguns critérios utilizados para a identificação dos eritrócitos

micronucleados (Fenech; 2000 apud RIVERO, 2007).

1. O micronúcleo deve ser um terço menor que o núcleo principal;

2. Um micronúcleo não deve tocar o núcleo principal;

3. Um micronúcleo deve possuir a mesma coloração e intensidade do

núcleo principal.

29

Figura 9. Confecção das lâminas para análise de micronúcleos.

Figura 10. Observação de eritrócitos com MNs (indicados pelas setas) em esfregaço

de sanguede peixes (bagres). Fonte: ANDRADE, 2004.

4.5 ANÁLISE DE DADOS

Os dados foram avaliados utilizando o método estatístico não paramétrico

de Kruskal – Wallis, para 5000 células por peixe.

30

5 RESULTADOS

A tabela 02 apresenta a relação referente a datas de coletas, quantidade

de peixes, tempo durante cada coleta e qual situação durante o processo da cultura

de arroz na propriedade privada no município de Araranguá para maior simplificação

na análise de Micronúcleos e obtenção dos dados estatísticos. A figura 11 refere-se

à distribuição absoluta dos resultados da análise de células com micronúcleos por

5000 células por indivíduo. No teste de Micronúcleo foram comparadas as

freqüências de células nucleadas em tempo diferentes em relação ao controle.

Presencia-se diferenças entre a avaliação dos grupos, mas entre todos não foram

observadas diferenças significativas (p<0,05) nesta localidade de lavoura de arroz

irrigado.

Tabela 2. Representação dos dados observados durante as coletas.

Grupo Quantidade Data Tempo Situação

1ª Coleta 10 peixes 15/11/2006 Sol Plantação do arroz

2ª Coleta 10 peixes 06/12/2006 Chuva Aplicação de agrotóxicos

3ª Coleta 10 peixes 06/02/2007 Sol Colheita do arroz

Controle 27 peixes 24/04/2007 Sol Rio Araranguá

Micronúcleos

0

0,5

1

1,5

2

Contole Coleta 1 Coleta 2 Coleta 3

cé lu

la s

n u

cl ea

d as

Figura 11: Freqüência de Micronúcleos para os indivíduos expostos e não expostos

(controle) a cultura de arroz irrigado nas diferentes datas de coletas. Não houve

diferença significativa para nenhum dos grupos em relação ao controle negativo para

o teste não paramétrico Kruskal – Wallis.

31

6 DISCUSSÃO

A poluição dos ecossistemas aquáticos pode provocar a perda da

biodiversidade, implicando na diminuição ou desaparecimento de várias populações.

Assim, estudos de monitoramento nesses ecossistemas são fundamentais, pois a

saúde dos peixes reflete a qualidade e a sustentabilidade destes ecossistemas. A

contaminação dos recursos aquáticos também é alvo das preocupações humanas,

tendo em vista que o consumo direto e indireto de águas contaminadas pode causar

sérios danos ao organismo (RAMSDORF, 2007).

O monitoramento da presença de xenobióticos em ambientes aquáticos

pode, a partir de estudos com espécies residentes, beneficiar a qualidade do

ambiente, juntamente com a saúde humana. A localização e a determinação da

concentração dos poluentes podem assegurar a vida destas espécies, e também,

um ambiente saudável garantindo ao homem sua utilização, quer para alimentação,

quer para o abastecimento de água, quer para o lazer (NICARETA, 2004).

O biomonitoramento permite observar a real situação do ambiente e dos

organismos impactados, assim como as relações dos xenobiontes entre si e os

fatores físicos aos quais os organismos estão sujeitos. Apesar do grande número de

variáveis encontradas no ambiente dificultar a interpretação e o conhecimento

isolado dos efeitos causados pelos contaminantes, o monitoramento realizado em

campo permite uma avaliação mais ampla das condições naturais às quais os

organismos estão sujeitos (RAMSDORF, 2007).

Existem três principais situações que requerem biomonitoramento: (1)

onde existam razões para se acreditar que espécies nativas estão sendo

ameaçadas; (2) quando há implicações para a saúde humana quanto ao consumo

de organismos potencialmente afetados; (3) quando existe o interesse em conhecer

a qualidade ambiental (SILVA et al., 2003).

Principalmente no que diz respeito a organismos expostos a poluentes, o

monitoramento ambiental utilizando testes em sistemas biológicos (biomarcadores),

propicia promissoras ferramentas para a identificação de poluentes capazes de

causar dano à saúde humana e ao ambiente (SILVA et al., 2003).

O teste do micronúcleo foi originalmente desenvolvido por SCHMID

(1975) para células da medula óssea de camundongos e foi adaptado por

32

HOOFTMAN e de RAAT (1982) para o estudo de células sanguíneas de peixes

mantidos em laboratórios. Esse é um dos testes utilizados na citogenética que vem

se mostrando um dos mais sensíveis e rápidos biomarcadores de alterações

estruturais, como quebras e/ou alterações numéricas do cromossomo (BONASSI,

2005 apud EGITO, 2006).

Este teste vem sendo utilizado de forma direta, pois permite a verificação

da população exposta de forma crônica, a diferentes compostos. O teste do

micronúcleo tem sido muito utilizado para avaliar os efeitos de compostos

mutagênicos presentes no meio ambiente em diferentes organismos. Dentre muitos

testes de mutagênese, o teste de micronúcleo é um ensaio tecnicamente simples,

confiável e sensível. Este propicia a detecção de agentes clastogênicos (que

quebram o cromossomo) e aneugênicos (que induzem a aneuplodia ou segregação

cromossômica normal). Os peixes estão sendo atualmente empregados nas análises

citogenéticas devido às grandes vantagens do fácil manuseio, da manutenção em

laboratório e baixo custo da metodologia (EGITO, 2006).

Vários estudos têm mostrado que eritrócitos periféricos de diferentes

espécies de peixes têm uma alta incidência de micronúcleos após exposição à

diferentes poluentes sob condições de campo e laboratório que indicaram, acima de

tudo, uma estreita relação entre a freqüência de micronúcleos e danos no DNA com

a qualidade da água dos ambientes analisados, comprovando, desta forma, a

importância e a adequação do emprego de bioensaios de genotoxicidade para

avaliação de sistemas aquáticos sujeitos a impacto de origem urbana (ANDRADE,

2004).

Os micronúcleos (normalmente encontrados apenas um por célula) são

pequenos núcleos, presentes no citoplasma de células em divisão que possuem

características cromatídicas semelhantes à do núcleo principal do eritrócito quando

avaliadas ao microscópio de luz. Seu diâmetro varia de 1/20 a 1/3 do núcleo

principal e normalmente são produzidos durante a telófase da meiose (mitose) por

fragmentos cromossômicos tardios ou cromossomos inteiros que posteriormente são

expulsos do núcleo principal, podendo ser gerados espontaneamente ou em função

de algum agente tóxico presente no organismo (CORRÊA, 2007; BRUGIN, 2007).

Os peixes avaliados com menores freqüências de micronúcleos estão na

região supostamente mais limpa, que utilizamos como controle negativo (Rio

Araranguá). O grupo referente à primeira coleta, onde se encontravam no período de

33

preparação das canchas de arroz também apresentaram baixa quantidade de MN,

enquanto que, os referentes a segunda (período de aplicação de agrotóxicos) e a

terceira coleta (colheita do arroz) possuíram médias mais elevadas respectivamente,

sugerindo que a capacidade do teste do MN em detectar determinados níveis de

contaminantes pode ter sido suficiente para a revelação do possível efeito

genotóxico em Geophagus brasiliensis expostos a agrotóxicos em lavoura de arroz

irrigado no município de Araranguá – SC. De acordo com os resultados estatísticos,

não foram encontrados dados que representem danos genotóxicos nos acarás

analisados, e não foram encontradas grandes diferenças entre os pontos de

amostragem. A baixa freqüência de alterações de micronúcleos encontrados na

espécie Geophagus brasiliensis também pode estar relacionada aos tipos de

poluentes ou à baixa concentração dos mesmos no Rio Araranguá ou ainda pode

ser justificada pelos padrões de acumulação de xenobióticos que são diferentes para

distintos organismos e dependem do balanço entre a taxa de assimilação e as taxas

de metabolização e eliminação dos compostos químicos.

Resultados similares foram obtidos em experimentos anteriores feitos em

espécies coletadas para avaliação genotóxica das águas do Lago Paranoá, Brasília-

DF, a espécie Geophagus brasiliensis apresentou a menor média de freqüência de

Micronúcleo quando comparada com outras espécies de peixes (RIVERO, 2007). E

em um estudo feito para avaliação de mutagênese e genotoxicidade em peixes

elétricos da espécie Eigenmannia virescens expostos a diferentes tempos de

exposição ao benzeno (50pm), não foi possível detectar diferenças significativas

para nenhum dos tempos amostrados (BÜCKER et al., 2006).

Já em Rodrigues (2006) entre as espécies coletadas na Baía da Ribeira a

Haemulon steindachneri (nome popular cocoroca), foi significativamente diferente

das outras espécies (Micropogonias furnieri, Genidens genidens, Aspitos luniscutis)

de acordo com a freqüência nas amostras para MN. E ainda, Egito (2006) afirma que

os resultados obtidos em todos os testes de seu trabalho, foram positivos quanto a

genotoxicidade, mostrando a presença de compostos com capacidade de promover

mutações nas águas do Rio Pitimbú Natal/RN, através de alta freqüência de MN em

sangue de peixes da espécie Crenicichla menezesi, e Pantaleão (2006) indica que

há sensibilidade diferencial comparadas ao controle, quanto a indução de MN nas

espécies Astyanax bimaculatus e Hoplias malabaricus, demonstrando que peixes

34

possuem potencial para o monitoramento in situ da qualidade de ambientes

aquáticos.

Andrade (2004) demonstra um aumento no número de células com danos

de DNA, e em células micronucleadas associada com maior freqüência de

Micronúcleos em células sanguíneas de tainhas (Mugil sp) e bagres (Netuma sp)

expostos a hidrocarbonetos e metais de origem antropogênica coletados nos rios

Tramandaí e Mampituba (RS) com o objetivo de avaliar a sensibilidade destes

peixes em relação às doses e à temperatura, durante as quatro estações por dois

anos de coleta.

Apresentados no trabalho de Benincá (2006), os peixes da espécie

Geophagus brasiliensis submetidos ao teste de micronúcleo obtiveram diferenças

significativas na freqüência de micronúcleos em relação ao controle negativo e

alterações semelhantes ao controle positivo, mostrando que a qualidade ambiental

das Lagoas do Camacho e Santa Marta encontram-se comprometidas, necessitando

medidas emergenciais de controle de lançamento de contaminantes nas mesmas.

Não bastasse a realização de poucos estudos de genotoxicidade e

avaliações do impacto de contaminantes sobre organismos cronicamente expostos a

agrotóxicos, sabe-se que os impactos ecológicos e os riscos à saúde dos

organismos associados com a exposição a poluentes ambientais são extremamente

difíceis de se avaliar devido a muitos desses componentes serem parte de misturas

complexas e que organismos expostos a agentes causadores de poluição podem

sofrer danos genéticos. Assim com esse trabalho indicamos que a espécie

Geophagus brasiliensis demonstra ser adequada para o estudo do efeito da poluição

aquática em lavoura de arroz irrigado.

35

7 CONCLUSÃO

Com os testes de monitoramento ambiental, como o teste de

micronúcleos, pode-se proporcionar um conhecimento mais preciso da qualidade

ambiental de ambientes aquáticos, produzindo dados confiáveis sobre o efeito tóxico

e a que nível o poluente interage com o organismo bioindicador. O trabalho aqui

desenvolvido permitiu, de maneira satisfatória, obter-se um aumento considerável no

conhecimento da técnica de Teste de Micronúcleos, utilizada em mutagênese

ambiental. Esses testes de biomonitoramento com a utilização de bioindicadores

como peixes, podem disponibilizar dados que auxiliam em implementação de

medidas adequadas para a conservação e recuperação da biodiversidade de

ecossistemas aquáticos logo, os resultados de trabalhos como este são essenciais.

Os peixes são organismos adequados, podendo ser úteis para a

avaliação de agentes contaminantes e até os possíveis riscos biológicos que esses

organismos estão expostos em ambientes aquáticos uma vez que eles estão em

contato direto com os contaminantes do ambiente e mostram sensibilidade à

compostos antropogênicos, pois desempenham diferentes papéis na cadeia trófica.

Com esse trabalho foi possível verificar o possível efeito genotóxico,

através do teste de Micronúcleo em Geophagus brasiliensis e sua utilização como

bioindicador de contaminação ambiental por agrotóxico em lavoura de arroz irrigado.

O teste de Micronúcleo demonstrou que não houve efeito mutagênico significante

sobre os eritrócitos de Geophagus brasiliensis, expostos a agrotóxicos na cultura de

arroz irrigado no município de Araranguá – SC em nenhuma das amostras. Assim

com os resultados apresentados pode-se alertar que qualquer interpretação de

parâmetros biológicos em estudos ambientais com esta espécie deveria ser

realizada com cuidado. Isto sugere a necessidade de maiores estudos nessa

localidade com a utilização de testes para a detecção de mutações cromossômicas,

como por exemplo, o Ensaio cometa que é sensível na quantificação de lesões e

detecção de efeitos de reparo no DNA.

36

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