AVALIAÇÃO PARASITOLÓGICA EM AMOSTRA DE ALFACE , Pesquisas de Biologia. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
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mel_castro4 de Março de 2017

AVALIAÇÃO PARASITOLÓGICA EM AMOSTRA DE ALFACE , Pesquisas de Biologia. Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

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AVALIAÇÃO PARASITOLÓGICA EM AMOSTRAS DE ALFACES (Lactuca Sativa) COMERCIALIZADAS EM SUPERMERCADOS DE IPATINGA, MINAS GERAIS
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_______________________________________________________________________________________933 NUTRIR GERAIS, Ipatinga, v. 6 n. 11, p. 933-944, ago./dez. 2012.

AVALIAÇÃO PARASITOLÓGICA EM AMOSTRAS DE ALFACES (Lactuca Sativa) COMERCIALIZADAS EM SUPERMERCADOS DE IPATINGA, MINAS GERAIS

ASSESSMENT PARASITOLOGICAL SAMPLES OF LETTUCE (LactucaSativa) MARKETED IN THE SUPERMARKETS IPATINGA CITY, MINAS GERAIS

DANIELE CRISTINA SILVA OLIVEIRA

Graduanda em Nutrição pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste

E-mail: [email protected]

JOICYELEN KARLA DE BRITO

Graduanda em Nutrição pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste

E-mail: [email protected]

MICHELLE CARVALHO MAIA

Docente do Curso de Nutrição do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais – Unileste

E-mail: [email protected]

RESUMO

As doenças parasitárias são apontadas como um frequente problema de saúde pública no país. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi verificar a prevalência de enteroparasitos em alfaces comercializadas em supermercados do município de Ipatinga-MG. Para a realização da pesquisa foram coletadas e analisadas amostras de alface da variedade lisa (Lactuca sativa) comercializadas em cinco supermercados de diferentes bairros. A análise foi realizada no laboratório de Ecologia e Solos do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais. Das cinco amostras analisadas, verificou-se a presença de parasitos em três delas (60%). Foram encontrados cistos de Entamoebasp, cistos de Giardia lamblia, ovos de Ascaris lumbricoides, larva de helminto, além de lagartas e insetos que são considerados importantes veiculadores de patógenos. Esses resultados indicam que a vigilância sanitária precisa ser mais atuante na fiscalização dos alimentos oferecidos à população e, além disso, é necessário investir em

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atividades educativas aos manipuladores de alimentos e conscientizar a população sobre a importância da higienização das hortaliças antes do consumo.

Palavras-Chave: Hortaliças, Parasitos, Contaminação

ABSTRACT

Parasitic diseases are identified as socioeconomic development indicators of a country and a frequent public health problem. Therefore, the goal of this work was to verify the prevalence of enteroparasitos in lettuce sold in supermarkets of the municipality of Ipatinga, Minas Gerais. For the realization of the project were collected and analysed samples of lettuce variety smooth (Lactuca sativa) sold in the supermarkets located in the city of Ipatinga-MG, situated in different districts. The analysis was performed in the laboratory of ecology and Soil of the Centro Universitário do Leste de Minas Gerais. Of the five samples analysed, there was the presence of parasites in three of them (60%). Were found Entamoeba cysts, cysts of sp Giardia lamblia, eggs of Ascaris lumbricoides, larva of entomophilic nematodes, and worms and insects that are considered important backers of pathogens. These results indicate that the health surveillance needs to be more active in monitoring of food offered to the population and, moreover, it is necessary to invest in educational activities to food handlers and raise awareness about the importance of washing vegetables before consumption.

Key words: vegetables, parasites, contamination.

INTRODUÇÃO

As doenças parasitárias são apontadas como frequente problema de saúde pública e

também como indicadores de desenvolvimento socioeconômico de um país. Afeta,

principalmente indivíduos jovens, desencadeando além de problemas gastrointestinais e atraso

no desenvolvimento escolar (MORAES etal., 2000).

As modificações dos hábitos alimentares dos consumidores, como preferência por

alimentos prontos ou semiprontos, o consumo de refeições fora do domicílio e o aumento do

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consumo de alimentos frescos ou in natura, são alguns fatores que contribuem para o

aumento de doenças transmitidas por alimentos (DTA), principalmente parasitoses

(CAPUANO et al., 2008).

De acordo com Silva et al., (2005) as hortaliças, como também os vegetais por seu

apreciável conteúdo em vitaminas, sais minerais e fibras alimentares são recomendados como

parte da alimentação diária. Aumenta mais a atenção e o interesse, principalmente, por

aqueles que apresentam em sua composição substâncias com atividade antioxidante

caracterizados como alimentos funcionais.

O hábito de consumir hortaliças in natura aumenta os riscos de muitas doenças

transmitidas por alimentos resultantes do ciclo de contaminação fecal/oral e seu controle tem

recebido cada vez maior atenção em todo o mundo (SILVA etal., 2005).

Dentre as várias formas de contaminação de hortaliças há algumas que geram mais

atenção como através da manipulação destes pelos agricultores nos locais de cultivo ou pelos

funcionários responsáveis pela reposição nos supermercados, através da água utilizada na

irrigação ou na lavagem, como também no ambiente domiciliar (ESTEVES etal., 2010).

De acordo com Takayanagui et al.(2001), a contaminação de hortaliças pode ocorrer

na horta, resultante da utilização de adubos ou irrigação inadequados, no transporte ou por

manipulação nos pontos de vendas. Sabe-se que mais de 70% dos casos de enfermidades

transmitidas através de alimentos estão relacionadas com o seu manuseio inadequado pelo

consumidor final, tornando-se essencial o controle de condições higiênico-sanitárias em todas

as etapas do processo de preparo dos alimentos.

No país, a forma de comercialização predominante da alface é in natura, sendo que a

forma de preparo e consumo deste alimento é de suma importância uma vez que, está ligada

ao bem estar do consumidor, pois esta constitui uma importante fonte de vitaminas (A, C e

niacina) e sais minerais (MAISTRO, 2001).

A investigação de parasitos presentes em hortaliças cruas é muito importante uma vez

que fornece dados sobre as condições higiênicas envolvidas na produção, armazenamento,

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transporte, manuseio desses produtos, recipiente e equipamentos contaminados e, portanto,

sobre os riscos de contaminação dos seus consumidores (FALAVIGNA et al., 2005).

As enteroparasitoses podem ser assintomáticas ou apresentar alguns danos como:

obstrução intestinal (Ascarislumbricoides), desnutrição (A. lumbricoides e Trichuris

trichiuria), anemia por carência de ferro (ancilostomídeos) e quadros de diarréia e de má

absorção (Entamoeba histolytica e Giardia lamblia), sendo que as manifestações clínicas são

proporcionais à carga parasitária albergada pelo indivíduo (BRASIL, 2005).

Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a prevalência de

enteroparasitos em amostras de alfaces comercializadas em supermercados do município de

Ipatinga, Minas Gerais.

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa com abordagem quantitativa, pois existe a neutralidade do

pesquisador que não se envolve com o objeto da pesquisa, além de utilizar procedimentos

rigorosamente empíricos, visando objetividade no estudo realizado (PONTE et al., 2006).

Foram coletadas e analisadas cinco amostras de alface da variedade lisa (Lactuca

sativa) comercializadas em cinco supermercados de diferentes bairros do município de

Ipatinga-MG.

As amostras de alfaces foram obtidas, no período da manhã, de forma aleatória,

acondicionadas em sacolas plásticas próprias dos supermercados. A análise foi realizada no

laboratório de Ecologia e Solos do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais.

No laboratório, utilizando equipamentos de proteção individual, as alfaces foram

pesadas, separando-se as folhas e desprezando-se aquelas deterioradas, bem como o talo. Em

uma bandeja as hortaliças foram mergulhadas em solução de detergente neutra (10 ml de

detergente diluído em 2 litros de solução fisiológica). Com o auxílio de um pincel (nº 14), as

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folhas foram lavadas de acordo com a técnica descrita por Oliveira e Germano (1992) e

depois desprezadas. O líquido obtido foi filtrado em gaze de oito dobras e recolhido em um

frasco cônico onde foi deixado por 24 horas para a sedimentação. Completada a

sedimentação, o líquido sobrenadante foi desprezado e os 30 ml finais foram transferidos para

um Tubo Falcon. O sedimento foi centrifugado a 2.500 rpm(velocidade de centrifugação em

rotações por minuto) durante um minuto. Com o auxílio de uma pipeta, um pouco do

sedimento resultante foi colocado em uma lâmina para microscopia, corado com lugol e

analisado ao microscópio de luz com a utilização das objetivas nos aumentos de 10X e 40X.

Foi realizada a leitura de seis lâminas por amostra.

As formas infectantes dos parasitos foram identificadas de acordo com o Cimerman e

Franco, 2002 e Mariano, 2004.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram analisadas cinco amostras das quais três delas (60%) apresentaram a

contaminação por parasitos. Foi demonstrada a ocorrência de cistos de Entamoebasp, cistos

de Giardia lamblia, ovos de Ascaris lumbricoides, larva de helminto, como também lagartas e

insetos que são veiculadores de patógenos (Tabela 1).

Observou-se que das três amostras contaminadas duas estavam monoinfectadas, ou

seja, apresentavam apenas uma espécie de parasito, enquanto uma amostra apresentou

múltipla infecção, por Entamoeba sp, Giardia lamblia e Ascaris lumbricoides.

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Tabela 1 - Frequência de parasitos e contaminantes em amostras de alface comercializadas em supermercados do município de Ipatinga, MG, no período de agosto a dezembro de 2010.

Amostras Parasitos e Contaminantes

A Entamoeba sp; lagartas e insetos

B Lagartas e insetos

C Lagartas e insetos

D Larva de helminto; lagartas e insetos

E Entamoeba sp, Giardia lamblia, Ascaris lumbricoides e

lagartas e insetos

Fonte: Dados da pesquisa

Mesquita et al., (1999) como no presente trabalho, verificaram a contaminação por

enteroparasitos de maior parte de hortaliças consumidas cruas comercializadas nas cidades de

Niterói e Rio de Janeiro, provenientes do comércio e de restaurantes, encontraram também a

presença de contaminantes como ácaros, ovos de ácaros e insetos.

Em outro estudo, conduzido por Silva et al., (2005) foi verificada a ocorrência de

enteroparasitos em hortaliças comercializadas e consumidas em Recife, sendo 40 amostras de

alface, provenientes de feiras livres e supermercados. Os resultados obtidos mostraram um

percentual de contaminação parasitária em 60% das alfaces. Já o estudo de Soares e Cantos

(2005) além de avaliar 750 amostras das hortaliças (rúcula, agrião e alface crespa)

comercializadas em supermercados, “sacolões” e em feiras livres, também avaliaram as

condições de cultivo e manipulação de diferentes produtores agrícolas que forneciam as

hortaliças comercializadas na cidade de Florianópolis, (SC). Os resultados mostraram que a

maioria das amostras analisadas (40% a 76%) apresentava-se contaminadas, podendo ser pela

manipulação e irrigação destas. Esses fatores possivelmente foram às principais formas de

contaminação das amostras do presente estudo.

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Santana etal., (2006) encontraram nas alfaces alta concentração de coliformes fecais,

indicando que estas estavam sendo tratadas com baixos padrões higiênicos. Neste estudo foi

enfatizada a importância de medidas que melhorariam a qualidade higiênico-sanitária dessa

hortaliça pois esta é considerada um dos veículos de transmissão de enfermidades intestinais.

De acordo com Santana etal., (2006) todos os enteroparasitos identificados em

hortaliças são de suma importância para a saúde pública, pois estes indicam contaminação

fecal de origem humana e/ou animal, por apresentar espécies de ocorrência nos homens,

animais ou em ambos. O mecanismo de transmissão da Entamoeba sp se da através da

ingestão de cistos maduros, com alimentos sólidos como verduras cruas, frutas ou líquidos

como: o uso de água sem tratamento, contaminada por dejetos humanos. Insetos como barata

e moscas podem veicular os cistos através das patas e contaminar os alimentos. No presente

trabalho todas as amostras apresentaram insetos, o que mostra que existe possibilidade da

contaminação das hortaliças ter acontecido por veiculação mecânica, pelo fato dos insetos

serem veiculadores de alguns tipos de parasitas. Além disso, falta de higiene no momento de

manipulação nos supermercados pode facilitar a disseminação de cistos, indicando a

contaminação desses parasitos (NEVES et al., 2011).

Segundo Neves et al., (2011) a transmissão de Ascaris lumbricoides pode ocorrer

através da ingestão de alimentos ou água contaminados com ovos contendo a larva infectante

(L3). A utilização de águas de córregos para irrigação de hortas leva a contaminação de

verduras com ovos A. lumbricoides como tambémapoeira e insetos são capazes de veicular

ovos infectantes.

A Giardialamblia é considerada um dos principais parasitos humanos, na qual a

forma infectante do parasita é o cisto, podendo ser transmitido a partir da ingestão de água

sem tratamento, alimentos mal lavados, cistos veiculados por moscas e baratas e por meio de

mãos contaminadas. Os principais sintomas causados pela giardíase são: diarréia e

esteatorréia, devido à síndrome da má absorção de alimentos (NEVES etal., 2011).

No estudo conduzido por Falavigna et al., (2005) foi verificado que as formas mais

comuns de contaminação de hortaliças são a utilização de água contaminada por matéria fecal

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de origem humana para irrigação das hortas e também a contaminação dos vegetais durante

sua manipulação.

Capuano et al., (2008) analisaram amostras de fezes de manipuladores de alimentos do

município de Ribeirão Preto (SP) e os resultados dos exames revelaram que 142 (33,1%)

indivíduos apresentavam parasitismo intestinal. O monoparasitismo ocorreu em 114 (80,0%)

manipuladores e o poliparasitismo em 28 (20,0%). Os resultados deste estudo mostram que é

extremamente importante o controle higiênico dos manipuladores de alimentos para diminuir

a veiculação de doenças por eles.

Em seu estudo, Montanher etal., (2007) fizeram uma avaliação em alfaces

comercializadas em restaurantes self-service da cidade de Curitiba (PR) e os parasitos

encontrados nas amostras foram: Iodamoeba butschii (4%), Entamoeba histolytica (2%),

Fasciola hepatica (2%) e Ttrichocephalus trichiurus (2%) e, este dado é de relevada

importância à saúde pública, pois a maioria apresentam patogenicidade ao homem.

Soares e Cantos (2006) analisaram a presença de formas transmissíveis de

enteroparasitos em hortaliças consumidas cruas na cidade de Florianópolis (SC). De acordo

com o resultado da pesquisa, os autores sugerem a hipótese de que a estrutura vegetal interfira

no grau de contaminação das hortaliças, pois o agrião (70,4%) que apresenta folhas múltiplas

e separadas permitiu maior adesão de parasitos. Já a alface (60,0%) que apresenta folhas

largas dificulta a aderência dos cistos de protozoários, ovos e larvas de helminto.

Existem maneiras que podem minimizar os riscos de transmissão e contaminação por

enteroparasitoses através desses alimentos, como a desinfecção das hortaliças, previamente ao

consumo, uma vez que a lavagem simples não reduz a contaminação por cistos. Neste sentido,

é muito importante que sejam criadas e postos em prática programas educativos direcionados

à população consumidora desses alimentos (SILVA et al., 2005).

Adami etal., (2011) citam que uma lavagem em água corrente de boa qualidade para

preparação de hortaliças pode reduzir em até 90% a carga microbiana dos vegetais, porém não

é suficiente para manter a contaminação em níveis seguros, sendo essencial a aplicação de

uma etapa de sanitização. Para tanto devem ser utilizados sanitizantes que, além de eficazes,

sejam também seguros do ponto de vista toxicológico, uma vez que, para evitar riscos de

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contaminação, é recomendável que os alimentos sejam mantidos e consumidos com enxágue

subsequente.

Em outro estudo feito por Silva Jr. (2002) verificou-se que para alimentos que são

ingeridos crus, como as hortaliças, é necessário realizar a higienização em local apropriado,

lavando os vegetais folhosos, folha a folha e os legumes e frutas um a um, retirando as partes

estragadas e a matéria orgânica; colocá-las em imersão em água clorada por 15 minutos.

Enxaguar e imergir em água potável ou em vinagre a 2% por 15 minutos. Escorrer os

resíduos, se possível, eliminando o sobrenadante.

No estudo realizado por Nascimento et al., (2002) o hipoclorito teve melhor resultado

como sanitizante, pois conseguiu no tempo de 10 minutos uma redução do número de

coliformes totais. Já os resultados com os vinagres de ácido e álcool não foram tão

satisfatórios, o vinagre de ácido conseguiu uma redução significativa de coliformes totais e

fecais, mas não da mesma maneira que o hipoclorito, já o vinagre de álcool continuava muito

acima do permitido pela legislação.

CONCLUSÃO

Esses resultados demonstram baixa qualidade higiênico-sanitária nas amostras de

alfaces comercializadas nos supermercados do município de Ipatinga. Dessa forma há

necessidade de adoção de medidas, por parte dos órgãos de vigilância sanitária, para melhoria

da qualidade higiênica dessa hortaliça tão consumida pela população. Além disso, é

necessário investir em atividades educativas aos manipuladores de alimentos e exigir dos

mesmos exames parasitológicos, no sentido de melhorar a qualidade de vida dos

consumidores.

Contudo, necessita de maiores esforços para, como conscientizar a população sobre a

importância da higienização das hortaliças antes do consumo, sendo que nenhuma forma de

controle alimentar é eficiente sem o apoio dos interessados.

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