BANCO DE LEITE 3- Congelamento do Leite Humano Ordenhado Processado, Notas de estudo de Administração Empresarial

BANCO DE LEITE 3- Congelamento do Leite Humano Ordenhado Processado, Notas de estudo de Administração Empresarial

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Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano ? Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde Autores Vander Guimarães; João Aprígio Guerra de Almeida & Franz Reis Novak
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NORMAS TÉCNICAS PARA BANCOS DE LEITE HUMANO:

Armazenamento

BLH-IFF/NT- 36.04 – Congelamento de LHO Processado

BLH-IFF/NT- 37.04- Estocagem do LHO Pasteurizado

BLH-IFF/NT – 38.04 – Controle de Temperatura dos Freezers

BLH-IFF/NT – 39.04 – Controle de Temperatura das Geladeiras

FEV 2004 BLH-IFF/NT- 36.04

Congelamento do Leite Humano Ordenhado

Processado

Rede Nacional de Bancos de Leite Humano FIOCRUZ/IFF-BLH Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo Rio de Janeiro CEP 20550-020 Tel/fax: (021) 2553-9662 www.redeblh.fiocruz.br

Origem Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano – Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde Autores Vander Guimarães; João Aprígio Guerra de Almeida & Franz Reis Novak

Palavras-Chave: Congelamento. Leite humano processado. 2 páginas

SUMÁRIO 1. Objetivo 2. Documentos Complementares 3. Definições 4. Condições Gerais 5. Condição Específica 1. Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer as condições necessárias para congelamento do leite humano ordenhado processado e faz parte do controle de qualidade em Banco de Leite Humano. 2. Documentos Complementares Na elaboração desta Norma foram consultados: BLH-IFF/NT 31.04 – Embalagem para o Leite Humano Ordenhado. 2003 BLH-IFF/NT 34.04 – Pasteurização do Leite Humano Ordenhado. 2004 Portaria MS-322/88. Normas para Implantação e Funcionamento de Bancos de Leite Humano. DOU – 26/05/1988 3. Definições

Para efeito desta Norma, aplica-se a seguinte definição: 3.1 Congelamento: transformação do estado físico de uma substância, de líquido para sólido,

através da diminuição da sua temperatura. 4. Condições Gerais 4.1 A embalagem para congelar o leite humano ordenhado pasteurizado deverá obedecer às

especificações de acordo com a Norma BLH-IFF/NT 31.04 – Embalagem para o Leite Humano Ordenhado. 2004.

4.2 O congelamento do leite humano pasteurizado deverá ser feito imediatamente após a etapa

de resfriamento rápido, que se segue à pasteurização. 4.3 Antes de proceder ao congelamento, verificar se as tampas das embalagens foram

completamente rosqueadas após a etapa de resfriamento rápido. 5. Condições Específicas Apesar da notória superioridade do congelamento rápido no que diz respeito à qualidade do leite humano ordenhado, na prática trata-se de uma alternativa inviável para a estrutura operacional dos Bancos de Leite Humano, em virtude do elevado custo para dispor de uma fonte fria que possibilite operar com temperaturas inferiores a –35OC. Assim, resta a alternativa de utilizar os freezers comumente disponíveis no mercado, que garantem uma temperatura de estocagem em torno de –16OC. 5.1 O produto fluido só deverá ser levado ao freezer após ser devidamente resfriado a uma

temperatura de 5OC ou menos. 5.2 Sempre que possível, utilizar um equipamento para congelamento e outro para estocagem. 5.3 Quando não se dispõe de equipamentos que permitam operar como em 5.2, reservar a

primeira prateleira do equipamento apenas para congelamento. 5.3.1 A maioria dos equipamentos dispõe de uma maior área de troca térmica na primeira

prateleira, permitindo maior circulação do gás refrigerante. Por essa razão, consegue-se melhor performance de congelamento nessa parte do equipamento.

FEV 2004 BLH-IFF/NT- 37.04

Estocagem do

Leite Humano Ordenhado

Pasteurizado

Rede Nacional de Bancos de Leite Humano FIOCRUZ/IFF-BLH Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo Rio de Janeiro CEP 20550-020 Tel/fax: (021) 2553-9662 www.redeblh.fiocruz.br

Origem Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano – Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde Autores João Aprígio Guerra de Almeida; Vander Guimarães & Franz Reis Novak

Palavras-Chave: Estocagem. Leite humano. Qualidade. 5 páginas

SUMÁRIO

1. Objetivo 2. Documentos Complementares 3. Definições 4. Fundamentos 5. Condições Gerais 6. Condições Específicas 7. Equipamentos

ANEXO – Formulário para Controle de Temperatura

1. Objetivo Esta Norma estabelece os critérios para estocagem do leite humano ordenhado e pasteurizado, devendo integrar o controle de qualidade de rotina dos Bancos de Leite Humano.

2. Documentos Complementares Na elaboração desta Norma foram consultados: BLH-IFF/NT 18.04 – Pré-estocagem do Leite Humano Ordenhado Cru. 2004

BLH-IFF/NT 22.04 – Estocagem do Leite Humano Ordenhado Cru. 2004 BLH-IFF/NT 44.04 – Controle de Termômetros. 2004 NBR 14711: 2001. Diagnóstico in vitro – Recomendações e critérios para aquisição, recepção, transporte e armazenamento de produtos Portaria MS-322/88. Normas para Implantação e Funcionamento de Bancos de Leite Humano. DOU – 26/05/1988 Programa Nacional de Qualidade em Bancos de Leite Humano – Manual do Participante. Fundação Oswaldo Cruz – Instituto Fernandes Figueira – Rio de Janeiro. 2002

3. Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

3.1 Estocagem: condição de temperatura e tempo sob os quais o produto é mantido até o momento do consumo. 3.2 Pasteurização: tratamento térmico, conduzido a 62,5OC por 30 minutos, aplicado ao leite humano ordenhado, com o objetivo de inativar 100% dos microrganismos patogênicos e 99,99% da microbiota saprófita, equivalendo a um tratamento 15ºD para inativação térmica da Coxiella burnetti. 3.3 - Período de Estocagem: limite de tempo em que o leite humano ordenhado pode ser armazenado sob as condições preestabelecidas. 4 - Fundamentos 4.1 -Quadro Teórico O referencial teórico que confere sustentação técnico-científica aos fundamentos que compõem esta Norma foi extraído das seguintes fontes: ALMEIDA, J. A. G., 1985. Leite Humano Ordenhado. In: Banco de Leite Humano. Anais do Congresso Pan-Americano de Aleitamento Materno. Porto Alegre. ALMEIDA, J. A. G., 1986. Qualidade do Leite Humano Coletado e Processado em Bancos de Leite. Dissertação de Mestrado, Viçosa: Faculdade de Engenharia de Alimentos, Universidade Federal de Viçosa. ALMEIDA, J. A. G., 1992. Fatores de Defesa do Leite Humano: Ecologia microbiana (filme- vídeo). 1 cassete VHS, 34 minutos, color., sonoro. Rio de Janeiro: Núcleo de Vídeo – CICT/Fundação Oswaldo Cruz.

ALMEIDA, J. A. G., 1992. O Leite Humano: aspectos relativos à composição (filme-vídeo). 1 cassete VHS, 34 minutos, color., sonoro. Rio de Janeiro: Núcleo de Vídeo – CICT/Fundação Oswaldo Cruz. ALMEIDA, J. A. G. & NOVAK, F. R., 1995. O leite humano: qualidade e controle. In: Fisiologia e Patologia da Lactação (Santos Jr., org.). Natal: Ed. Sociedade Brasileira de Mastologia. ALMEIDA, J. A. G.; NOVAK, F. R. & SANDOVAL, M. H., 1998. Recomendaciones tecnicas para los bancos de leche humana II – Control de calidad. Archivos Venezolanos de Puericultura y Pediatria, 61(1):12-15. LIRA, B. F., 2002. Qualidade da fração lipídica do leite humano ordenhado e processado. Dissertação de Mestrado, Recife: Departamento de Nutrição, Universidade Federal de Pernambuco. 4.2 –Princípio Assim como o leite humano tem todos os ingredientes em qualidade e quantidade necessários para propiciar desenvolvimento adequado à criança, pode se transformar em excelente meio de cultura para os microrganismos que compreendem sua microbiota, caso as condições ambientais forneçam uma ecologia microbiana propícia. O crescimento de microrganismos em um meio depende de uma série de fatores, dentre os quais merecem destaque a presença de barreiras físicas ou químicas, a concentração de nutrientes, a temperatura e a atividade de água, dentre outros. As bactérias crescem sempre em progressão geométrica de razão dois. Quanto mais favoráveis estiverem as condições do meio no qual se encontram, menor será o tempo de geração e conseqüentemente maior a velocidade de crescimento. Dentre as diferentes formas de retardar ou até mesmo impedir o crescimento bacteriano, existe a possibilidade de trabalhar com a redução da temperatura do meio. Para crescer, os microrganismos dependem da velocidade das reações enzimáticas que ocorrem em seu citoplasma. Uma das maneiras de afetar o crescimento bacteriano é através da redução da temperatura, pois uma reação enzimática sempre ocorre em uma temperatura ideal. À medida que a temperatura é reduzida, afastando-se da ideal, as reações enzimáticas vão se tornando progressivamente mais lentas, reduzindo conseqüentemente a velocidade de crescimento bacteriano. Nestas perspectivas, pode-se dizer que a temperatura de 7OC é considerada limítrofe para o crescimento de microrganismos patogênicos no leite humano ordenhado. Abaixo deste valor não se conhece nenhum patógeno que possa se desenvolver. A velocidade de crescimento dos microrganismos capazes de promover alterações na composição é reduzida de forma pronunciada quando o produto é submetido a temperaturas inferiores a 7OC. Em termos práticos, como os refrigeradores comumente encontrados no mercado apresentam variação de ± 2OC, define-se 5OC como temperatura de estocagem para produtos refrigerados. Dessa maneira, os equipamentos trabalharão entre 3OC e 7OC, ou seja, 5OC ± 2OC. Quando o leite humano é submetido a temperaturas inferiores a –0,55OC, seu ponto de congelamento, além da redução da velocidade das reações enzimáticas, ocorre redução da atividade da água. A água livre, antes disponível para o crescimento bacteriano, agora se

transforma em água quimicamente ligada, formando cristais de gelo, tornando-se indisponível para os microrganismos. Por essa razão, o produto mantido sob congelamento suporta um período de estocagem maior do que aquele refrigerado. Além das questões relacionadas ao crescimento bacteriano, a estocagem sob congelamento amplia a vida de prateleira do produto, porque minimiza a probabilidade de ocorrência das reações químicas indesejáveis, como a oxidação da matéria lipídica. 5- Condições Gerais 5.1 O Banco de Leite deverá possuir um formulário de registro da movimentação de entrada e saída dos produtos na área de estocagem. 5.2 - Inventariar e verificar periodicamente os produtos estocados, registrando e tratando qualquer não-conformidade encontrada. 5.3 Retirar do estoque e dar o tratamento definido pelo seu sistema de qualidade aos produtos com prazos de validade vencidos. 5.4 Respeitar o limite máximo de empilhamento dos frascos. 5.5 Dar saída ao seu estoque, obedecendo à ordem cronológica da data de pasteurização, ou

seja, os mais antigos antes dos mais recentes. 5.6 Conhecer, utilizar e fornecer as normas de segurança aplicáveis em caso de acidentes com

o produto estocado (vide BLH-IFF/NT 43.04 – Cuidados para Manipulação do Leite Humano Ordenhado em Ambiente Hospitalar, 2004).

6. Condições Específicas 6.1 -As condições de estocagem do leite humano ordenhado pasteurizado somente se aplicam

ao produto que foi submetido a um correto processamento prévio. 6.2 - O leite humano pasteurizado deve ser resfriado até uma temperatura de 5OC antes da sua estocagem. 6.2 Todo leite humano estocado deverá ser obrigatoriamente rotulado, observando-se para isto

a Norma BLH-IFF/NT 33.04 – Rotulagem do Leite Humano Processado, de 2004. 6.3 O Banco de Leite deverá dispor de sistema de controle de estoque que permita identificar

com segurança os diferentes tipos de produto, dando ênfase especial à distinção entre leite humano cru e pasteurizado e leite aguardando liberação para consumo.

6.4 Não é permitida a estocagem do leite humano pasteurizado em conjunto com o leite humano

cru ou qualquer outro tipo de alimento. 6.5 Uma vez descongelado, o leite humano deverá ser consumido o mais rapidamente possível,

não se permitindo novo resfriamento ou congelamento do produto. 6.6 O leite humano pasteurizado deve ser estocado sob congelamento a uma temperatura de

10°C negativos ou abaixo desse valor.

6.7 Sob as condições descritas acima, o período máximo de congelamento deverá ser de 6

meses. 6.8 O leite humano pasteurizado liofilizado pode ser estocado em temperatura ambiente por 1

ano, desde que acondicionado em atmosfera inerte. 7 Equipamentos 7.1 O Banco de Leite deverá dispor de equipamentos destinados exclusivamente à estocagem do leite humano ordenhado pasteurizado. 7.2 Para estocagem do leite humano ordenhado o equipamento ideal é o freezer horizontal, que

tenha opção de congelamento rápido, degelo automático e registre preferencialmente a temperatura interna nominal.

7.2.1 Os equipamentos referidos acima deverão conter gavetas ou prateleiras em número

suficiente para conter o estoque e garantir sua integridade. 7.2.2 Gavetas e prateleiras devem ser de fácil visualização e permitir rápida identificação do

produto procurado. 7.3 As temperaturas máximas e mínimas dos refrigeradores e freezers destinados à estocagem

do leite humano pasteurizado devem ser monitoradas com instrumentos próprios para essa finalidade (vide BLH-IFF/NT 44.04 – Controle de Termômetros, de 2004) e registradas em formulário próprio (vide Anexo desta Norma).

7.4 É obrigatória a instalação de termômetro de registro de temperatura máxima e mínima em

todos os equipamentos destinados à estocagem do leite humano.

BLH-IFF/NT- 37.04 ANEXO

FORMULÁRIO PARA CONTROLE DE TEMPERATURA

Dia

Hora Máxima

(ºC) Mínima

(ºC)

Profissional 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31

Mês _____ Ano _______

FEV 2004 BLH-IFF/NT- 38.04

Controle de Temperatura

dos Freezers

Rede Nacional de Bancos de Leite Humano FIOCRUZ/IFF-BLH Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo Rio de Janeiro CEP RJ 20550-020 Tel/fax: (021) 2553-9662 www.redeblh.fiocruz.br

Origem Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano – Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde Autores Vander Guimarães; João Aprígio Guerra de Almeida & Franz Reis Novak

Palavras-Chave: Banco de leite humano. Controle. Freezer. Temperatura. 4 páginas

SUMÁRIO 1- Objetivo 2- Documentos Complementares 3- Definições 4- Recomendações Gerais 5. Recomendações Específicas ANEXO – Formulário para Controle de Temperatura 1. Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer as orientações necessárias para o controle de temperatura dos freezers em bancos de leite e integra o Controle de Qualidade em Bancos de Leite Humano.

2. Documentos Complementares Na elaboração desta Norma foram consultados: BLH-IFF/NT 14.04 – Higiene e Conduta: Ambiente. 2004 BLH-IFF/NT 39.04 – Controle de Temperatura das Geladeiras. 2004 BLH-IFF/NT 44.04 – Controle de Termômetros. 2004 Catálogo de Produtos.

<http://www.brastemp.com.br/portal/control/bs/br/s1/BuscaCommand>

Portaria MS-322/88. Normas para Implantação e Funcionamento de Bancos de Leite Humano. DOU – 26/05/1988 3 - Definições Para efeito desta Norma, aplica-se a seguinte definição: 3.1- Cadeia de Frio: condição na qual os produtos refrigerados e congelados devem ser

mantidos, sob controle e registro, desde a coleta até o consumo, com o objetivo de impedir o crescimento da microbiota capaz de promover alterações em sua composição.

4 - Recomendações Gerais

O freezer é imprescindível para a manutenção da cadeia de frio. Em seu interior se conserva o leite humano na temperatura de –16OC. O produto pode ser estocado cru, antes de ser submetido ao processo de pasteurização, por até 15 dias ou já pasteurizado, após seu processamento, por até 6 meses. Para assegurar seu bom funcionamento é adequado que se respeitem as seguintes recomendações:

4.1- Conectar o sistema à rede elétrica geral e não a derivações, para que se evitem desconexões acidentais.

4.2- Em caso de oscilação na tensão da rede elétrica, instalar um estabilizador automático de voltagem que tenha potencia mínima de 1000 Watts entre o freezer e a tomada.

4.3- O freezer não deve ser instalado próximo a fontes de calor ou em locais onde incida a luz do sol diretamente.

4.4- No intuito de garantir uma circulação de ar adequada, considere as seguintes distancias para o embutimento do aparelho: 10cm nas laterais; 10cm no fundo; 15cm no topo.

4.5- Evitar manter a porta do freezer aberta por muito tempo, pois isso poderá prejudicar a temperatura interna do produto.

4.6- Os freezers vêm dotados de sistema de termostato que identifica a variação da temperatura interna, que pode oscilar entre –10 a –16OC.

4.7- Todo freezer deve estar dotado de um sistema de alarme, para a eventualidade de falta de energia elétrica, de modo que atitude de emergência possa ser tomada.

4.8- Deve-se ter à disposição um gerador que entre em ação automaticamente quando da falta de energia elétrica.

4.9- Deve-se efetuar periodicamente o descongelamento do freezer, seguindo as orientações do manual do fabricante, pois o gelo diminui a capacidade frigorífica do aparelho.

4.10- Em caso de interrupção de energia elétrica, observar, através do termômetro de máxima e mínima, se a variação da temperatura excedeu os limites aceitáveis. Caso isso tenha ocorrido, seguir as recomendações descritas no item 5.6 desta Norma.

4.11- Colocar na porta do freezer o aviso: "Não abra, leite humano!"

5. Recomendações Específicas 5.1- Nem sempre é evidente a interrupção da cadeia de frio, sendo imprescindível que se tomem

medidas para controlar a temperatura do freezer. 5.2- É importante que o pessoal responsável pela conservação do leite humano conheça como o

aspecto do produto se modifica ao alterar-se a temperatura e como se portar nos casos de interrupção da cadeia de frio.

5.3- Instalar um termômetro dentro do freezer e deixá-lo permanentemente à vista, checando e

anotando as temperaturas: máxima, mínima e atual, pelo menos uma vez ao dia (vide ANEXO desta Norma).

5.4- Existem vários aparelhos que podem ser utilizados para o controle da temperatura dos

freezers: termômetro líquido, termômetro de temperatura máxima e mínima, termômetro com gráficos. Em Banco de Leite recomendam-se os termômetros de máxima e mínima.

5.5- Havendo alteração da cadeia de frio, congelamento ou descongelamento acidental, o responsável técnico deverá ser avisado, para que seja tomada decisão do que fazer com o produto afetado.

5.6- As temperaturas máxima e mínima devem ser registradas com termômetros apropriados

(vide BLH-IFF/NT 44.04 – Controle de Termômetros, de 2004). 5.6-1. Flutuações até uma temperatura máxima de –4OC, ocorridas de forma episódica em um

período de 24 horas, não desqualificam o produto para consumo. 5.6-2. As flutuações acima dos limites estabelecidos em 5.6.1 implicam a obrigatoriedade de

destinar o produto ao consumo em um tempo máximo de 24 horas, desde que a temperatura não tenha ultrapassado 5OC.

5.7- Ao desprezar o conteúdo de um freezer que ultrapassou os limites aceitáveis de variação

térmica, proceder à sua limpeza, como recomendado em BLH-IFF/NT 14.04 – Higiene e Conduta: Ambiente.

180

BLH-IFF/NT- 38.04 ANEXO

FORMULÁRIO PARA CONTROLE DE TEMPERATURA (FREEZER)

DIA

HORA MÍNIMA

(oC) MÁXIMA

(oC) ATUAL

(oC)

OBS.

RESPONSÁV EL

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31

Setor: ____________________ Freezer Nº: _______ Mês/Ano: ___________/______

181

FEV 2004 BLH-IFF/NT- 39.04

Controle de Temperatura

das Geladeiras

Rede Nacional de Bancos de Leite Humano FIOCRUZ/IFF-BLH Av. Rui Barbosa, 716 – Flamengo Rio de Janeiro CEP 20550-020 Tel/fax: (021) 2553-9662 www.redeblh.fiocruz.br

Origem Centro de Referência Nacional para Bancos de Leite Humano – Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz / Ministério da Saúde Autores Vander Guimarães; João Aprígio Guerra de Almeida & Franz Reis Novak

Palavras-Chave: Banco de leite humano. Controle. Geladeira. Temperatura. 3 páginas

SUMÁRIO 1- Objetivo 2- Documentos Complementares 3- Definições 4. Recomendações Gerais 5. Recomendações Específicas ANEXO – Formulário para Controle de Temperatura 1- Objetivo Esta Norma tem por objetivo estabelecer as orientações necessárias para o controle de temperatura das geladeiras em bancos de leite e integra o Controle de Qualidade em Bancos de Leite Humano. 2- Documentos Complementares Na elaboração desta Norma foram consultados: BLH-IFF/NT 20.04 – Controle de Temperatura das Caixas Isotérmicas. 2004 BLH-IFF/NT 38.03 – Controle de Temperatura dos Freezers. 2004 BLH-IFF/NT 44.04 – Controle de Termômetros. 2004 Portaria MS-322/88. Normas para Implantação e Funcionamento de Bancos de Leite Humano. DOU – 26/05/1988

182

3 - Definições Para efeito desta Norma, aplica-se a seguinte definição: 3.1 -Cadeia de Frio: condição na qual os produtos refrigerados e congelados devem ser mantidos, sob controle e registro, desde a coleta até o consumo, com o objetivo de impedir o crescimento da microbiota capaz de promover alterações em sua composição. 4 - Recomendações Gerais

A geladeira é imprescindível na cadeia de frio. Em seu interior se conserva o leite humano cru na temperatura de 5OC até o momento de seu processamento, por um período máximo de 12 horas. Para assegurar seu bom funcionamento, é adequado que se respeitem as seguintes recomendações:

4.1 -Conectar o sistema à rede elétrica geral e não a derivações, para que se evitem desconexões acidentais.

4.2-Dotar o sistema de termostato, de maneira a não permitir temperaturas máximas superiores a 5OC.

4.3-Verificar a manutenção do interior a 5OC. Existem vários aparelhos que podem ser utilizados para o controle da temperatura dos refrigeradores: termômetro líquido, termômetro de temperatura máxima e mínima, termômetro com gráficos. Em Banco de Leite recomendam-se os termômetros de máxima e mínima.

4.4- Estar dotado de sistema de alarme para a eventualidade de falta de energia elétrica, de modo que possa ser tomada atitude de emergência.

4.5 -Deve-se ter à disposição um gerador que entre em ação automaticamente quando da falta de energia elétrica.

4.6- Obedecendo às orientações sugeridas pelo manual do fabricante, deve-se efetuar periodicamente o descongelamento da geladeira, pois o gelo diminui a capacidade frigorífica (exceto nas geladeiras do tipo descongelamento automático).

4.7- Colocar no congelador acumuladores de frio (bolsas "Ice-pack", “Geloc”) e na porta garrafas cheias de água salgada ou soro fisiológico, o que ajuda a manter a temperatura interna por seis a doze horas em caso de interrupção de energia elétrica.

4.8- Colocar na porta de geladeira o aviso: "Não abra, leite humano!"

5. Recomendações Específicas 5.1 -Nem sempre é evidente a interrupção da cadeia de frio, sendo imprescindível que se tomem medidas para controlar a temperatura da geladeira. 5.2- Instalar um termômetro dentro da geladeira e deixá-lo permanentemente à vista, checando e

anotando as temperaturas: máxima, mínima e atual, uma vez ao dia (vide ANEXO desta Norma).

183

5.3- É importante que o pessoal responsável pela conservação do leite humano conheça como o

aspecto do produto se modifica ao alterar-se a temperatura e como se portar nos casos de interrupção da cadeia de frio.

5.4- Havendo alteração da cadeia de frio, congelamento ou descongelamento acidental, o

responsável técnico deverá ser avisado, para que tome decisão do que fazer com o produto afetado.

5.5- As temperaturas máxima e mínima devem ser registradas com termômetros apropriados

pelo menos uma vez ao dia (vide BLH-IFF/NT 44.04 – Controle de Termômetros, de 2004). No caso de a temperatura máxima ser superior a 7OC, deve-se desprezar o leite, independente do aspecto físico do produto.

5.6- Ao desprezar o conteúdo de uma geladeira que ultrapassou os limites aceitáveis de variação

térmica, proceder à sua limpeza, como recomendado em BLH-IFF/NT 14.04 – Higiene e Conduta: Ambiente.

184

BLH-IFF/NT- 39.04 ANEXO

FORMULÁRIO PARA CONTROLE DE TEMPERATURA (GELADEIRA)

DIA

HORA MÍNIMA

(oC) MÁXIMA

(oC) ATUAL

(oC)

OBS.

RESPONSÁV EL

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31

Setor: ____________________ Geladeira Nº: _______ Mês/Ano: ___________/______

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