Biologia 1 - apostila ceesvo, Notas de estudo de Química
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Biologia 1 - apostila ceesvo, Notas de estudo de Química

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Microsoft Word - CAPA.doc

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1ª Série Ensino Médio

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C E E S V O

Centro Estadual de Educação Supletiva de Votorantim

Biologia – Ensino Médio – 1ª série

Principais assuntos abordados:  A célula e suas organelas.  Célula animal e vegetal.  Constituintes orgânicos e inorgânicos.  Classificação dos seres vivos.  Os cinco reinos da Biologia  Os tipos de reprodução.  Fecundação interna e externa.  Ciclo de vida e metamorfose.  Reprodução dos vertebrados.  Clonagem.  Sistema reprodutor masculino e feminino.  Métodos contraceptivos.  Doenças sexualmente transmissíveis.

Vamos aprender a identificar um ser vivo conhecendo detalhadamente suas características.

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Para começar, vamos conhecer neste módulo as pequenas estruturas que constituem todos os organismos; vamos saber também como estas estruturas se agrupam para formá-los.

Os seres vivos são formados de células

O que os seres vivos têm em comum?

Observe que de cada animal, incluindo o ser humano, sai uma seta mostrando uma única figura. Essa figura representa uma célula. O mesmo acontece com a árvore, da qual sai uma seta mostrando uma célula.

É importante saber que:

 as células animais são um pouco diferentes das células vegetais;  nem todas as células que compõem o corpo de um ser vivo são iguais entre si.

Concluindo: todos os seres vivos são constituídos de células.

A descoberta das células

Quase todas as células são microscópicas, isto é, são tão pequenas que não podem ser vistas sem um aparelho de aumento. Por isso, para observar as células, por exemplo, de sua pele ou da folha de uma planta, utiliza-se o microscópio.

Com a invenção e o aperfeiçoamento do microscópio, muitas descobertas importantes foram feitas; vários cientistas começaram a examinar cortes de animais e vegetais ao microscópio e, pouco a pouco, foram desvendando a estrutura das células. (Corte é a apresentação da parte interior de um corpo ou objeto).

A idéia de que os seres vivos eram formados por células só se estabeleceu definitivamente no século XIX. Dois biólogos alemães, Theodor Schwann e Mathias Schleiden, trabalhavam separadamente nessa época: Schleiden com células vegetais e Schwann com células animais. Reunindo o resultado de suas observações e de outros pesquisadores, eles chegaram à conclusão de que todos os seres vivos possuem células e que elas são a menor porção de matéria viva capaz de realizar as diversas funções que mantêm a vida em um organismo. Os vírus são os únicos seres vivos que não são formados por células, atualmente, é considerado como integrante do mundo vivo. A célula possui basicamente três componentes: membrana, citoplasma e núcleo. Veja a fig. acima Membrana — envolve externamente a célula e controla as trocas de substâncias diversas entre ela e o meio em que se encontra.

Citoplasma — região que contém uma solução gelatinosa em que estão imersos diferentes tipos de orgânulos que executam atividades diversas, como respiração, excreção, armazenamento de substâncias nutritivas, etc.

Núcleo — é a estrutura que comanda as atividades celulares e que regula o mecanismo de reprodução. O núcleo possui em seu interior moléculas muito especiais chamadas de ácidos nucléicos. São essas moléculas que

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basicamente organizam o material genético, que comanda as diversas atividades celulares e regula o meca- nismo de reprodução.

Além da membrana, do citoplasma e do núcleo, uma célula pode conter outras estruturas, como você pode observar no esquema seguinte, que completa a figura anterior.

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Seres com uma só célula e seres com milhões de células Alguns seres vivos são formados por uma única célula; são os seres unicelulares, como é o caso de uma bactéria ou de um protozoário. Outros, como uma árvore ou um homem, têm milhões de células; são os seres pluricelulares. Assim, todos os seres vivos são formados de células, com exceção dos vírus. Quais são as diferenças entre uma célula animal e vegetal? Nos esquemas abaixo você pode observar as diferenças entre a célula animal e vegetal.

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Constituintes inorgânicos e orgânicos da célula Como você pôde observar um ser vivo para atingir um grau de evolução, passa por diversos processos físicos e químicos até completar o ciclo de modificações que possibilitam adaptação ao meio. Observe agora como os seres vivos são compostos. As células que formam os seres vivos apesar da diversidade de formas e funções que apresentam, possuem uma composição química semelhante. Embora a quantidade e qualidade dos compostos químicos sejam variáveis, eles são basicamente os mesmos em todos os organismos. Esses compostos presentes em todas as células são indispensáveis para a sobrevivência de qualquer ser vivo. Os constituintes químicos das células são divididos em dois grupos: os orgânicos e os inorgânicos. Orgânicos são aqueles produzidos somente pelas células e que encontramos dentro dos seres vivos. Inorgânicos são aquelas que podem ser produzidas e encontradas nas células, mas também podem ser produzidas fora dos seres vivos, na terra, na água, nas rochas e no ar. As substâncias inorgânicas das células são representadas pela água e pelos sais minerais. Água A água é a substância encontrada em maior quantidade nos seres vivos e é indispensável à vida. Nos seres humanos a quantidade de água varia ao longo da vida de acordo com a idade e o tipo de tecido considerado. Assim, um recém-nascido apresenta um teor de água maior do que um adulto e este tem mais água do que uma pessoa idosa. Do mesmo modo, o tecido nervoso, que apresenta alta atividade metabólica, tem mais água que um tecido de baixa atividade, como o tecido ósseo. A obtenção de água ocorre por ingestão direta e também por meio do consumo de alimentos. A perda de água causada por diarréia, vômitos ou febre alta pode ser uma ameaça à vida do indivíduo. Nos mamíferos, uma desidratação que leve a perda de 10% do conteúdo de água é fatal. Sais Minerais Os sais minerais são substâncias inorgânicas que podem ser encontrados nos seres vivos sob duas formas: na forma não solúvel, como constituinte estrutural de certas partes do corpo (ossos, casca do ovo, etc.) ou sob a forma solúvel em água, sendo, nesse caso, dissociados em íons.

Observe o quadro a seguir. Estes sais são os mais importantes para o funcionamento das células.

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SAIS

MINERAIS

FUNÇÕES

PRINCIPAIS ALIMENTOS

Cálcio

Forma ossos e dentes; atua no funcionamento dos músculos e nervos e na

coagulação do sangue.

Laticínios, hortaliças de folhas verdes

(brócolis, espinafre, etc.).

Fósforo

Forma ossos e dentes; participa na transferência de energia e da molécula

dos ácidos nucléicos.

Carnes, aves, peixes, ovos, laticínios,

feijões, ervilhas.

Sódio

Ajuda no equilíbrio dos líquidos do corpo e no funcionamento dos nervos e

das membranas da célula.

Sal de cozinha e sal natural dos alimentos.

Cloro

Age junto com o sódio e forma o ácido clorídrico do estômago.

Encontra-se combinado ao sódio no sal

comum.

Potássio

Age com o sódio no equilíbrio de líquidos e no funcionamento dos nervos e

das membranas.

Frutas, verduras, feijão, leite, cereais.

Magnésio

Forma a clorofila, atua em várias reações químicas junto com enzimas e vitaminas; ajuda na formação dos ossos e no funcionamento de nervos e

músculos.

Hortaliças de folhas verdes, cereais,

peixes, carnes, ovos, feijão, soja, banana.

Ferro

Forma a hemoglobina, que ajuda a levar oxigênio e atua na respiração

celular.

Fígado, carnes, gema de ovo, pinhão, legumes e hortaliças de folhas verdes.

Iodo

Faz parte dos hormônios da tireóide, que controlam a taxa de oxidação da

célula e o crescimento.

Sal de cozinha iodado, peixes e frutos do

mar.

Flúor

Fortalece ossos e dentes.

Água fluoretada, peixes, chás e em pequena quantidade em todos os

alimentos.

Manganês

Ajuda a regular diversas reações químicas.

Cereais, hortaliças e frutas.

Cobre

Ajuda na produção de hemoglobina, na formação do pigmento que dá cor à

pele (melanina) e participa das enzimas da respiração.

Bem distribuído nos alimentos,

principalmente fígado, carnes e frutos do mar.

Constituintes orgânicos da célula Os compostos orgânicos são estruturalmente mais complexos que os inorgânicos. São constituídos por cadeias carbônicas e geralmente sintetizados pelos próprios seres vivos. Os principais compostos orgânicos são os carboidratos, os lipídios, as proteínas, as enzimas, os ácidos nucléicos e as vitaminas. Carboidrato (açúcar) Os açúcares, também denominados glicídios ou carboidratos (carbo = carbono e hidrato = H2O) ou ainda hidrato de carbono, são formados por cadeias de carbono, rico em hidrogênio e oxigênio.

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São produzidos pelos vegetais e sua principal função é energética. Podem ter também função plástica, participando da estrutura celular de alguns seres vivos. É o caso da celulose, que compõe a parede celular dos fungos e o exoesqueleto dos artrópodes. O açúcar mais conhecido é a glicose. Você lembra como ela é produzida? A glicose é o produto de um processo realizado pelas plantas, algas e algumas bactérias denominada fotossíntese. A energia luminosa é captada pelas plantas, que a utilizam para formar moléculas orgânicas, como glicose. Observe o fenômeno da fotossíntese na figura.

RECORDANDO:

Tudo isso pode ser resumido na seguinte equação:

6CO2 + 6H2O ⇒ C6H12O6 + 6O2

Essa reação só é possível na presença de luz. Os carboidratos são classificados em: monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.

A fotossíntese é um conjunto de reações químicas, nas quais gás carbônico e água reagem para formar glicose e oxigênio na presença de luz.

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Monossacarídeos Os monossacarídeos são os açúcares mais simples que existem e não podem ser quebrados em carboidratos menores. Os principais tipos de monossacarídeos bem como suas funções são:

CARBOIDRATO

PAPEL BIOLÓGICO

Ribose

Uma das matérias-primas necessárias à produção de ácido ribonucléico (RNA)

Desoxirribose Matéria-prima necessária à produção de ácido desoxirribonucléico.

Glicose

É a molécula mais usada pelas células para obtenção de energia. É fabricada pelas partes verdes dos vegetais, na fotossíntese. Abundante em vegetais, no sangue, no mel.

Frutose Outra hexose, também com papel fundamentalmente energético.

Galactose Um dos monossacarídeos constituinte do dissacarídeo lactose, do leite. Papel energético.

Oligossacarídeos São formados pela união de dois a dez monossacarídeos. Os principais são os dissacarídeos, formados pela união de dois monossacarídeos, unem-se por uma reação em que ocorre à saída de uma molécula de água por ligação (desidratação). Veja os principais dissacarídeos, onde são encontrados e seu papel no organismo conforme tabela.

CARBOIDRATOS

MONOSSACARÍDEOS PRESENTES

PAPEL BIOLÓGICO E ONDE É ENCONTRADO

sacarose

Glicose + frutose

Papel energético.

Encontrado em muitos vegetais especialmente na cana-de-açúcar e beterraba.

Lactose

Glicose + galactose

Papel energético.

Encontrado no leite

Maltose

Glicose + glicose

Papel energético.

Encontrado em alguns vegetais. Também pode ser proveniente da digestão do amido no tubo digestório de animais.

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Polissacarídeos

Polissacarídeos são moléculas grandes, formadas pela união de centenas ou milhares de monossacarídeos. O que acontece quando ingerimos carboidratos em excesso. O ser humano apresenta uma capacidade muito limitada de reserva de açúcar. Podemos armazenar glicose, sob a forma de glicogênio, nas células do fígado e nas células musculares. Todo o excedente é transformado em gorduras e armazenado sob a pele ou entre os órgãos. Os vegetais apresentam uma capacidade maior de armazenar glicose sob a forma de amido ou de aumentar a parede celular, composta de celulose. Claro que alguns vegetais armazenam energia sob a forma de gordura como os óleos vegetais das sementes de girassol, amendoim, soja, nozes, mamona, etc. Mas, infelizmente, os animais armazenam, estocam gordura, e quanto maior a ingestão de alimentos e menor o gasto energético pela prática de esportes, atividades mentais, locomoção etc., maior é o acúmulo de gordura, ocasionando, em muitos casos, a obesidade. Lipídios

Os lipídios são substâncias orgânicas encontradas em grande quantidade nos seres vivos, principalmente no corpo dos animais. São insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos (éter, álcool, clorofórmio, etc.). Os lipídios desempenham diversas funções no organismo animal, as mais importantes são: - Reserva energética. - Formação das membranas celulares em conjunto

com as proteínas. - Atuam como hormônios.

Os lipídios podem ser classificados em glicerídeos, cerídeos, lipídios complexos, esteróides e carotenóides. Proteínas As proteínas são macromoléculas formadas pela união de dezenas ou centenas de moléculas menores chamadas aminoácidos. Quimicamente, os aminoácidos são constituídos por carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O) e nitrogênio (N). Alguns são formados também por enxofre (S). Os aminoácidos são capazes de se ligarem e formarem moléculas de vários tamanhos e funções. Assim, existem proteínas com estruturas simples (poucas unidades ligadas) e proteínas com estruturas complexas, compostas por milhares de aminoácidos.

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Funções das proteínas As proteínas exercem diversas funções no organismo dos seres vivos. As funções mais importantes são: estrutural, hormonal, nutritiva, enzimática e de defesa. As proteínas são os principais alimentos plásticos do organismo responsáveis pela formação das enzimas e dos anticorpos. As proteínas se dividem em: Proteínas plásticas ou enzimas que servem de matéria-prima para a formação de várias partes das células. Proteínas catalisadoras ou transportadoras que tem como função transportar outras substâncias químicas dentro do corpo e dentro das células. Proteínas de defesa têm a tarefa de defender o organismo contra substâncias estranhas ou seres invasores do corpo, como as bactérias e os vírus. Proteínas estruturais

PROTEÍNAS ESTRUTURAIS

ONDE SÃO ENCONTRADAS E PAPEL BIOLÓGICO

Colágeno

Abundante nos tendões, cartilagens e ossos. Presente ainda na pele, à qual confere resistência. Num osso, a resistência é devida principalmente ao colágeno; o cálcio determina apenas a rigidez.

Queratina

Presente na superfície da pelo, nas garras, unhas, bico e pêlos dos vertebrados; importante papel de impermeabilização de superfícies, nos vertebrados terrestres.

Actina e miosina

Principais componentes dos músculos. Proteínas contráteis, fundamentais, portanto, para o movimento.

Albumina

É a proteína mais abundante da parte líquida do sangue, o plasma, ao qual ela confere uma certa viscosidade e pressão osmótica. Presente também na clara do ovo, no qual servirá de reserva alimentar utilizada pelo embrião.

Enzimas As enzimas são proteínas que atuam como catalisadores orgânicos. Participa das reações químicas que ocorrem nos seres vivos, diminuindo a energia de ativação e aumentando a velocidade das reações químicas sem, no entanto participar do produto final destas reações.

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As enzimas são específicas em relação a um substrato, desencadeando sempre o mesmo tipo de reação (Teoria da chave - fechadura). Alguns fatores influenciam atividade de uma enzima como a temperatura, o pH e a concentração do substrato (essência).

Vitaminas

Hoje em dia ao comprarmos diversos produtos observamos escrito nas embalagens a palavra vitaminado. Mas, o que são vitaminas? Quais as suas funções? Qual a dose diária necessária ao organismo? Onde podemos encontrá-las? Saiba que as vitaminas estão entre as substâncias orgânicas mais importantes que existem, sendo indispensáveis à sobrevivência das células. Elas são necessárias em quantidades muito pequenas ao organismo dos seres vivos. As vitaminas atuam como coenzimas, sendo necessária a maior parte dos processos metabólicos.

São produzidas pelos vegetais e por organismos unicelulares, e assimiladas pelos animais através da alimentação. São classificados de acordo com a solubilidade em lipídios ou em água.

Lipossolúveis - são aquelas que se dissolvem em lipídios (gordura) tais como vitamina A, D, E e K.

Hidrossolúveis - são aquelas que se dissolvem em água, tais como vitamina C e vitaminas do complexo B. Sua falta (avitaminose) no organismo pode determinar doenças resultantes de carências nutricionais. Observe com atenção o quadro abaixo.

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NOME

PRINCIPAIS FONTES

DEFICIÊNCIAS

Vitamina A ou Retinol

Laticínios, gema de ovo, fígado, rins. Fabricada também a partir do betacaroteno de hortaliças verdes, tomate, cenoura, mamão, etc.

Pele áspera e seca, facilidade para infecções, dificuldade de visão na obscuridade (cegueira noturna) ressecamento da córnea que pode levar à cegueira (xeroftalmia) e baixa imunidade.

Vitamina D ou Calciferol

Fígado, óleo de peixe, laticínios, gema de ovo. Fabricada na pele, pelo sol a partir do ergosterol, encontrado nos alimentos vegetais.

Ossos fracos e deformados nas crianças (raquitismo). Ossos fracos no adulto (osteomalácia).

Vitamina E ou Tocoferol

Cereais hortaliças com folhas verdes, legumes, óleos vegetais, laticínios, gema de ovo, amendoim, entre outros alimentos.

Não foi observada em humanos. Em animais, esterilidade, anemia, lesões musculares e nervosas.

Vitamina K ou Naftoquinona

Sintetizada no intestino por bactérias, Laticínios, fígado, carnes, frutas, hortaliças, chá.

Dificuldade de coagulação do sangue em hemorragias.

Vitamina B1 ou Riboflavina

Cereais integrais ou enriquecidos, feijão, frutas, fígado, carnes, legumes, gema de ovo.

Inflamação dos nervos, paralisia, atrofia muscular (beribéri).

Vitamina B2 ou Riboflavina

Cereais integrais ou enriquecidos, ovos, laticínios, carne, fígado, hortaliças com folhas.

Rachadura nos cantos da boca, lesões na pele.

Niacina ou nicotinamida

Cereais integrais ou enriquecidos, café, folhas, feijão, fígado, carne, ovos, legumes, amendoim.

Lesões na pele e no sistema nervoso, provocando dermatite, diarréia, demência (pelagra).

Vitamina B6 ou Cobalamina

Cereais integrais ou enriquecidos, banana, verduras, carne, fígado, ovos, laticínios.

Lesões nos nervos e músculos provocando convulsões e a paralisia muscular.

Vitamina B12 ou cobalamina

Produtos de origem animal (carne, fígado, ovos, laticínios).

Anemia perniciosa e lesões nos nervos.

Folacina ou Ácido fólico

Hortaliças. Legumes, fígado, carne, ovos, cereais, integrais ou enriquecidos, frutas, amendoim, feijão.

Anemia, diarréia.

Biotina Amplamente distribuídos nos alimentos.

Dermatite, dores musculares.

Ácido pantotênico Amplamente distribuídos nos alimentos.

Fadiga, insônia, náusea, dificuldade de coordenação motora.

Vitamina C ou ácido ascórbico

Goiaba, caju, laranja, limão, manga, acerola, morango e muitas outras frutas; pimentão, couves e diversas hortaliças.

Baixa de imunidade, tecido conjuntivos e capilares fracos, com sangramento na pele e nas gengivas e inchações e dores articulares (escorbuto).

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CALCULE SEU ÍNDICE DE MASSA CORPORAL.

ÍNDICE DE MASSA CORPORAL = I M C Faça as contas e veja se você é obeso ou está com uns quilinhos extras.

Peso (em Kg)

Altura x altura (em m) IMC até 18,5: abaixo do normal. Risco de desnutrição. De 18,5 a 25: Peso ideal. Mais saudável impossível. De 25 a 30: Pré-obesidade. Um pouco acima do recomendável. De 30 a 35: Obesidade grau 1. O risco para a saúde aumenta. De 35 a 40: Obesidade grau 2. É ainda maior o perigo. Mais de 40: Obesidade grau 3. As chances de ter problemas associados ao excesso de peso, como infarto e diabete, passam a ser enormes. SAÚDE, mar.1999, P. 81. Faça a escolha certa!

Fonte: Revista Veja

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Classificando os seres vivos

Os primeiros biólogos estudavam os seres vivos descrevendo suas características. Fazendo esse estudo, observavam várias semelhanças e diferenças. Foi usando tais semelhanças e diferenças que os biólogos criaram critérios para agrupar e separar os seres vivos. Nas primeiras classificações biológicas eram usados critérios simples, de observação direta, especialmente relacionados à forma ou estrutura dos animais e vegetais. Um dos critérios usados é a forma de obter alimento. São dois grandes grupos: os que são capazes de produzir seu alimento através da fotossíntese e os que precisam de outros seres vivos para se alimentar. A classificação moderna é baseada na evolução, verificando-se as relações de parentesco entre os grupos, estudos de anatomia, das funções, da composição química, da reprodução, do comportamento etc. Todos os organismos são classificados para organizar a diversidade. O quadro a seguir apresenta essa classificação.

HOMEM ORANGOTANGO CACHORRO MINHOCA

Reino animal animal animal Metazoa.

Filo cordados cordados cordados anelídeos

Classe mamífero mamífero mamífero oligoqueto

Ordem primata primata carnívoro haplotaxidas

Família hominídeo pongídeos canídeos glossoscolicídeos

Gênero Homo Pongo Canis Pontoscolex

Espécie Homo sapiens Pogo pygmaeus Canis familiaris Pontoscolex corethrurus

REGRAS PARA UTILIZAR OS NOMES

A nomenclatura utilizada na Biologia segue algumas regras básicas: 1. Uso do nome em latim, pois é uma língua que não sofre mudanças. 2. Gênero escrito com letra inicial maiúscula. 3. A espécie deve ser escrita com letra inicial minúscula. 4. Tanto o gênero quanto a espécie devem ser grifados ou destacados de alguma

forma no texto. Exemplos: ( Homo Sapiens, Homo Sapiens, Homo Sapiens )

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OS CINCO REINOS DOS SERES VIVOS

Observe o quadro:

Para sua melhor compreensão, vamos observar o quadro abaixo. Assim, você poderá entender as divisões dos cinco reinos.

O cinco Reinos são: 1 – Reino Monera: bactérias e cianofíceas ( algas azuis). 2 – Reino Protista: protozoários e algas unicelulares. 3 – Reino Fungi: fungos. 4 – Reino Plantae: vegetais. 5 – Reino Animália: animais.

equinodermos

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A seguir, você conhecerá cada reino: Reino Monera Abrange todos os organismos unicelulares e procariontes. São representantes deste reino as algas azuis ( cianofíceas ) e as bactérias. O reino Monera compreende os organismos mais simples conhecidos entre os que apresentam estrutura celular. São organismos procariontes ( não apresentam membrana nuclear ) e unicelulares. Os representantes são as bactérias e as cianobactérias, que também são conhecidas como algas cianofíceas ou azuis.

As Bactérias

São unicelulares e estão entre os menores seres vivos conhecidos. Podem viver isoladas ou em colônias.Provavelmente são os organismos mais abundantes do planeta sendo encontrados em praticamente todos os ambientes. Quanto à nutrição, podem ser autótrofas – produzem seu alimento através da fotossíntese ou heterotróficas – ingerem alimentos. (observe quadro abaixo)

As bactérias podem ser úteis ao homem quando são utilizadas na agricultura, na indústria (na produção de queijos e vinhos) e indústria farmacêutica. São também muito importantes ao meio ambiente na decomposição da matéria orgânica, pois decompõem os restos de animais e plantas após a sua morte. Condições de vida de uma bactéria:

• água líquida • temperatura adequada • alimento

Algumas outras bactérias causam diversas doenças em plantas, em animais e até no homem, são as bactéria patogênicas.

As cianobactérias Também conhecidas como algas azuis ou cianofíceas. Vivem isoladas ou em colônias. Apresentam clorofila, são organismos autótrofos e realizam a fotossíntese. São as

As heterotróficas podem ser: - saprófitas - se alimentam da matéria orgânica em decomposição; - parasitas - se alojam em algum ser vivo, prejudicando-o; - simbióticas - vivem às custas de outro ser vivo sem prejudicá-lo.

Procarióticas (pro = primeiro, primitivo; cario = núcleo)

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grandes produtoras de oxigênio e são capazes de fixar o nitrogênio do ar para construir as suas proteínas.

Observe com atenção os tipos de bactérias na imagem.

Vamos produzir iogurte?

Reino Protista O reino Protista é formado por organismos eucariontes (apresentam núcleo individualizado). Os protistas compreendem os protozoários e as algas unicelulares.

OS Protozoários Suas características são:  eucariontes; (células

que possuem membrana que envolve o núcleo);

 podem viver isolados ou formar colônias;

 podem ser parasitas ou ter vida livre;

 são heterótrofos;  auxiliam as bactérias e

fungos na decomposição da matéria orgânica.

Podem ser classificados em vários tipos, de acordo com a forma com que se locomovem as organelas locomotoras:

Bactérias e iogurtes

Os bacilos acidolácteos são bactérias que provocam a coagulação do leite, permitindo a produção de iogurte. Veja uma receita: Ingredientes: um litro de leite; um copo de iogurte natural (sem polpa de frutas nem corantes). Material necessário: uma colher de pau; quatro a seis copos de vidro; guardanapos de papel.

Como fazer:

• Ferva o leite e deixe-o esfriar até 38 °C. • Acrescente meio copo de iogurte natural e misture-o bastante usando a colher de pau.

• Coloque a mistura nos copos de vidro. • Enrole bastante papel em cada copo e guarde-os num armário. • Depois de 24 horas coloque os copos na geladeira. Está pronto o seu iogurte.

ameba

Plasmódio

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Dinoflagelado

Os dinoflagelados são os responsáveis pela produção de energia na cadeia oceânica. Tem uma estrutura semelhante a um chicote chamada flagelo, que atua como órgão de locomoção e apresentam características tanto de vegetais como de animais. Os dinoflagelados podem se reproduzir de forma rápida, gerando grandes populações de forma imediata; certas espécies, mediante este tipo de crescimento, formam as marés vermelhas tóxicas que matam os peixes e contaminam os mariscos. dinoflagelado

Algas Protistas São todas unicelulares e eucariontes. Autótrofas, com intensa atividade fotossintetizante, são responsáveis pela maior parte do oxigênio colocado diariamente na atmosfera. Conheça algumas doenças causadas por protozoários:

Sarcodina - locomovem-se através de pseudópodes. Exemplo: as amebas. Flagellata - locomovem-se através de flagelos. Exemplo: Trypanosoma cruzi Ciliata - locomovem-se através de cílios. Exemplo: Paramecium. Sporozoa - não apresentam estruturas locomotoras: Exemplo: Plasmodium.

DOENÇA AGENTE

CAUSADOR SINTOMAS FORMA DE CONTÁGIO PREVENÇÃO

Disenteria amebiana

Entamoeba histolytica

Diarréias com sangue

I ngestão de alimentos ou água contaminada

Tratamento da água

e higiene com os alimentos

Doença de Chagas

Typanosoma cruzi

Insuficiência cardíaca

Picadas de barbeiros Eliminação do barbeiro

Giardíase Giardia lamblia

Diarréias acompanhadas de dores abdominais

Ingestão de alimentos ou água contaminada

Tratamento da água e higiene

com os alimentos

Malária Plasmodium vivax Febres e mal

estares cíclicos Picada do mosquito

prego Eliminação do

mosquito

Tricomonía -se

Trichomonas vaginalis

Corrimentos e infecções vaginais

Uso de objetos contaminados e

relações sexuais com pessoas

transmissoras

Uso de preservativos nas relações

sexuais

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Reino Fungi Os fungos são organismos eucariontes, aclorofilados (portanto não são plantas) e heterótrofos. Podem ser unicelulares ou pluricelulares. Dependendo de sua nutrição podem ser: • autótrofos - produzem seus alimentos ( fotossíntese ) • heterótrofos – ingerem alimentos

Alguns fungos são nocivos às plantas e animais, causando doenças, outros são úteis, sendo usados na produção do álcool e até de medicamentos ( antibióticos ), como o Penicilium de onde se extrai a penicilina. Há também as espécies comestíveis ( champignons ) e os orelhas de pau.

Existem os fungos chamados imperfeitos ( Deuteromicetos ). A este grupo pertence a causadora da micose no homem , a Candida albicans. Os liquens são associações entre algas unicelulares e fungos. Trata-se de uma associação de espécies diferentes, em que ambos se beneficiam. Nos liquens, as algas realizam a fotossíntese, produzindo alimentos para o fungos, este protege as algas, retendo a água e sais minerais para ambos. Uma das funções dos fungos é a participação na cadeia alimentar, servindo de alimentos para a espécie humana. O cogumelo é um exemplo de fungo.

Os liquens - observe as imagens abaixo: Os liquens (lembram pequenas plantas) têm várias cores e formas e crescem nos mais diversos ambientes. Crescem em rochas, troncos de arvores, em regiões quentes ou geladas. Os liquens não são plantas, e sim associações entre fungos e algas verdes (clorofíceas) ou entre fungos e cianobactérias. Fotografado por Marcelo Alves Moraes

Alguns cogumelos são comestíveis, porém alguns são extremamente tóxicos.

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Reino Plantae, observe as partes que formam uma planta. Vamos estudar algumas partes?

22

Reino Plantae - Classificação ou taxonomia dos vegetais, observe.

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Reino

vegetal As Plantas

Plantas

Criptógamas

Algas: são plantas

aquáticas, formadas por

talos.

Briófitas: são terrestres de

pequeno porte, sem vasos

condutores. Ex. musgo.

Pteridófitas: apresentam

vasos condutores de seiva. Ex. as samambaias.

Plantas

fanerógamas

Angiospermas: são plantas que possuem frutos com sementes. Ex. laranjeira.

Gimnospermas: plantas com

sementes, mas sem frutos. Ex.

pinheiros.

Abaixo, você pode identificar a classificação dos vegetais.

Saiba mais sobre as plantas: Abrange todos os organismos autótrofos, pluricelulares e eucariontes. Esse reino também é conhecido como o reino das plantas. A espécie humana é muito dependente das plantas, pois, ela fornece: alimento, matéria- prima para a produção de madeira, papel, tecidos, rolhas para garrafas de vinhos, muitos medicamentos e principalmente pela produção de oxigênio. Incluem-se também, neste reino, certas algas. Os componentes deste reino, juntamente com as cianofíceas e as algas protistas , são os grandes produtores de alimento e oxigênio do planeta . Cada órgão é formado por um conjunto de tecidos que desempenham uma ou mais funções. Os órgãos estudados aqui serão: a raiz, o caule as folhas as flores, os frutos e as sementes.

Caule O caule é o órgão vegetal encarregado da condução da seiva e sustentação das folhas, flores e frutos. Na maioria das plantas é aéreo, porém podem ser subterrâneos ou aquáticos, confira o quadro:

Os tipos de caules:

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Outros tipos de caules que existem:

Observe os caules subterrâneos e as adaptações do caule é muito interessante.

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Folha A folha é um órgão vegetal especialmente adaptado para a transpiração e fotossíntese. Possuem outras adaptações que permitem que elas desempenhem outras funções além das citadas. A fixação de muitos caules de trepadeiras, espinhos são folhas que reduziram a sua superfície como proteção contra a transpiração excessiva e que constitui uma defesa contra os animais e as folhas carnívoras são adaptações para capturar insetos.

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Flor Somente as plantas mais evoluídas (gimnospermas e angiospermas) têm flores. As flores são os aparelhos de reprodução destas plantas. Isso porque é nas flores que ficam os órgãos sexuais masculinos e femininos das plantas. Existem plantas que têm flores masculinas e flores femininas em um mesmo pé; também plantas que têm flores masculinas e flores femininas em pés diferentes e por fim flores hermafroditas são aquelas que têm órgãos sexuais masculinos e femininos ao mesmo tempo. ESQUEMA DE UMA FLOR COMPLETA

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Uma flor completa é constituída das seguintes partes:  Pedúnculo – eixo de sustentação da flor.  Receptáculo – dilatação cujas peças florais estão inseridas.  Cálice – folhas modificadas, geralmente verdes, denominadas sépalas.  Corola – folhas modificadas, geralmente coloridas, denominadas pétalas.  Androceu – sistema masculino de reprodução, constituído por um conjunto de estames.

O estame o estame é dividido em: antera, filete e conectivo.  Gineceu – sistema feminino de reprodução apresenta: ovário, estilete e estigma. Fruto, observe as parte que formam um fruto e os tipos de frutos

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Algumas plantas que possuem flores (as angiospermas) podem também produzir frutos (frutas). Fruto é ovário fecundado e desenvolvido: a abóbora, o chuchu, a berinjela, o pepino, o tomate, o pimentão e o quiabo, por exemplo, são frutos. O caju é um pseudofruto, cujo fruto verdadeiro é a castanha. Na maçã o fruto é a parte central, que envolve a semente. No morango, os frutos são os pequenos pontos espalhados pela superfície vermelha. Reino Animália – Os animais São os organismos pluricelulares, eucariontes e heterótrofos por ingestão. Esse reino abrange todos os animais. O reino Animal é formado por uma grande variedade de espécies desde organismos simples até os mais complexos.

Marcelo A. Moraes

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Vamos conhecer primeiramente os animais mais simples, que não possuem coluna vertebral, os chamados invertebrados. OS ANIMAIS INVERTEBRADOS

Poríferos São os animais pluricelulares mais simples que existem. Vivem em ambientes aquáticos e não apresentam nenhum órgão ou sistema. A respiração, excreção e circulação são realizadas por difusão (as substâncias atravessam os espaços entre as células). As esponjas são os representantes deste grupo.

Cnidários (celenterados) Esses animais apresentam tecidos, mas sem a formação de órgãos muito complexos. São aquáticos e apresentam células que liberam um líquido urticante que tem a função de defesa e captura de alimento. A respiração e a excreção são realizadas por difusão. São representantes dessegrupo as medusas.

Nematelmintes São os vermes de corpo cilíndrico e alongado. Apresentam sistema digestivo completo com boca e ânus, sua respiração é cutânea e ocorre por difusão. Como exemplo podemos citar alguns parasitas do homem: lombriga e os vermes que causam o amarelão.

Platelmintes

Apresentam o corpo achatado. Podem ser terrestre ou aquáticos. Possuem sistema digestivo incompleto e a respiração se dá por difusão. Alguns são de vida livre e outros são parasitas. São representantes deste grupo o verme causador da esquistossomose e a tênia.

Moluscos São animais de corpo mole, com ou sem concha. Possuem vida livre, são terrestres ou aquáticos. O sistema digestivo é completo e a respiração pode ser cutânea. Como exemplos deste grupo podemos citar os lulas, a lesma (figura ) e o polvo.

Anelídeos São os animais que apresentam o corpo segmentado (dividido) em anéis. Possuem vida livre e podem ser aquáticos ou terrestres. Apresentam os sistemas digestivo, respiratório (cutâneo), excretor, nervoso e circulatório. A minhoca e a sanguessuga são exemplos deste grupo.

Artrópodes São os animais de patas articuladas e esqueleto externo (exoesqueleto). Podem sofrer mudas (trocas) de esqueleto para permitir o crescimento do animal. Estes animais estão divididos em classes, como os: os insetos, os aracnídeos e os crustáceos.

Schistoso

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Conheça também

OS ANIMAIS VERTEBRADOS Neste filo estão os animais mais desenvolvidos que existem. Possuem coluna vertebral e caixa craniana para proteção do cérebro. Vamos estudar a classe tetrapoda que incluem os animais que possuem patas em número par. Este grupo compreende a classe dos anfíbios, répteis, peixes, aves e mamíferos. Os Anfíbios Possuem a pele lisa e sem estruturas que impeçam a transpiração. São pecilotérmicos (temperatura corporal varia de acordo com o ambiente). O sistema digestivo é completo e a circulação é fechada. A fecundação é externa. Nos sapos e rãs, representantes deste grupo, as larvas são chamadas de girinos.

Embora os dois sejam anfíbios, há diversas diferenças anatômicas entre eles. As rãs têm a pele lisa e suas patas são especializadas para saltar e nadar (à esquerda). A pele do sapo (como a do sapo verde à direita) é seca e coberta de

protuberâncias glandulares chamadas verrugas. Os sapos não saltam tão bem quanto as rãs.

Os Répteis Os répteis são os primeiros vertebrados equipados para a vida terrestre. Sua pele é seca, sem glândulas e rica em queratina (proteína impermeabilizante), pode ser coberta por escamas. São pecilotérmicos. A respiração é do tipo pulmonar e o sistema circulatório é fechado. São ovíparos com fecundação interna. São representantes deste grupo as tartarugas (marinhas), os jabutis (terrestres), os cágados (água doce), além dos jacarés, cobras e crocodilos.

OS EQUINODERMOS formam um grupo de animais exclusivamente marinhos e de vida livre. Os representantes deste grupo são bastante conhecidos, a estrela- do- mar, o ouriço- do- mar e a bolacha- de- praia.

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Os Peixes Este grupo de vertebrados é composto por animais aquáticos. Têm as seguintes características: são pecilotérmicos, apresentam respiração branquial, o sistema digestivo é completo e a excreção é realizada por rins. Alguns possuem bexiga natatória (estrutura que se enche de ar para que o peixe possa vir à superfície). As Aves As aves surgiram na Terra provavelmente na mesma época dos mamíferos. As maiorias das aves possuem membros adaptados para o vôo. São encontradas nos mais diversos ambientes. São homeotérmicos (temperatura corporal constante). Apresentam o corpo coberto de penas, a pele possui uma glândula que secreta um líquido oleoso para a impermeabilização das penas (glândula uropigiana), são homeotérmicos, respiração pulmonar. Os seus representantes são bastante comuns: os pássaros, os patos, corujas, etc. Os Mamíferos Constituem o grupo mais avançado de animais. A principal característica deste grupo é a ocorrência de glândulas mamárias nas fêmeas, que produzem leite para a nutrição de sua prole. São homeotérmicos (a temperatura corporal é constante). A respiração é pulmonar e o sistema nervoso bastante desenvolvido. Na sua maioria, são vivíparos (os filhotes desenvolvem-se completamente no interior do corpo da fêmea), uma exceção é o ornitorrinco, que põe ovos. Como representantes dos mamíferos podemos citar o homem, macaco, elefante, golfinho, morcego.

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Você sabe qual é a importância da reprodução humana ? Se alguém lhe perguntasse isso você responderia rapidamente: “Para a manutenção ou perpetuação da espécie”. Esse raciocínio é correto e não serve apenas para a espécie humana. Todas as espécies de seres vivos realizam a reprodução para a continuação da vida. Já vimos que as características dos seres vivos são determinadas por genes, e que esses genes são passados de uma geração para outra. Esse processo descrito acima faz parte da reprodução das espécies. A reprodução garante a continuidade da vida de cada espécie preservando as suas características principais e alterando outras. CONHECENDO OS TIPOS DE REPRODUÇÃO 1) Reprodução Assexuada 2) Reprodução Sexuada

Reprodução Assexuada Algumas espécies de seres vivos geram seus descendentes de maneira ASSEXUADA. Isto é, um indivíduo dá origem a outro indivíduo geneticamente idêntico. Essa reprodução é muito comum nos seres vivos unicelulares, como as bactérias. A reprodução assexuada produz pouca variabilidade entre os indivíduos formados. As diferenças que aparecem ficam por conta das mutações.

Reprodução Assexuada. No esquema ao lado, temos a reprodução de uma bactéria por cissiparidade ou bipartição. Com esse processo uma bactéria é capaz de dar origem a duas outras bactérias em apenas 20 minutos. a) bactéria, b) DNA replicando, c) envaginação da membrana plasmática, d) DNA totalmente replicado, e) surgem duas bactérias filhas e idênticas a anterior.

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MUTAÇÃO – são alterações no material genético que ocorrem com pouca freqüência e gera características diferentes nos organismos. É muito importante saber que nem todas as mutações causam doenças ou aberrações, e sim aumentam a variabilidade das espécies.

A propagação vegetativa é um tipo de reprodução assexuada muito comum em plantas diversas, como a batata, a cana-de-açúcar e a roseira. Nesse caso, utilizam-se normalmente pedaços do caule, que atuam como “mudas”. Os caules possuem gemas ou

Observe a figura abaixo. Ela mostra a reprodução assexuada da hidra.

Reprodução assexuada nas plantas

Mas, o que são mutações?

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Reprodução Sexuada O tipo de reprodução mais freqüente é a SEXUADA . Para ocorrer este tipo de reprodução é preciso a participação de dois indivíduos para que ocorra a mistura do material genético de cada um deles. Vamos compreender melhor o que significa mistura de material genético. Os seres vivos produzem gametas de dois tipos: feminino e masculino. gameta feminino – óvulo

gameta masculino – espermatozóide

Para ocorrer a reprodução sexuada é preciso que o material genético contido no núcleo do óvulo entre em contato com o material do núcleo do espermatozóide. Essa mistura se dá através da fecundação.

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Fecundação Externa

Em animais que vivem em ambientes aquáticos, é comum que o encontro do

óvulo e do espermatozóide ocorra no ambiente, fora do corpo da fêmea. Fecundação Interna Na maioria dos animais que vivem em ambientes terrestres, o encontro do óvulo e do espermatozóide ocorre dentro do corpo da mãe. Resumindo os tipos de fecundação temos:

Ciclo de vida e Metamorfose

A fecundação interna ocorre dentro do corpo da mãe e tem mais facilidade de ocorrer, enquanto que a fecundação externa ocorre fora do corpo da mãe e encontra mais dificuldades para ocorrer.

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Metamorfose completa da borboleta

Vamos conhecer a reprodução nos animais vertebrados. Faremos um breve resumo da reprodução nos peixes, nas aves, nos anfíbios, répteis e mamíferos.

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A REPRODUÇÃO NOS PEIXES Os peixes de água doce sobem até a cabeceira dos rios para a desova. Ali encontram águas mais tranqüilas, mais oxigenadas e com menor número de predadores. A fêmea coloca os óvulos na água e o macho deposita sobre eles os espermatozóides. Mesmo assim o número de filhotes que atingem a idade adulta não é muito grande. A REPRODUÇÃO NOS ANFÍBIOS

Nos anfíbios, os machos e as fêmeas executam um abraço nupcial, para a excitação dos animais. Nesse momento ocorre a eliminação dos gametas (óvulo e espermatozóide). Podemos afirmar que a fecundação é externa como nos peixes. Os filhotes nascem completamente diferentes dos adultos, passando por uma seqüência de transformações chamada de metamorfose. A REPRODUÇÃO NOS RÉPTEIS Nos répteis ocorre a fecundação interna geralmente por órgãos copuladores, ou seja, o macho introduz o órgão copulador na fêmea e lá deposita os seus espermatozóides. São animais ovíparos. Algumas cobras são vivíparas, outras são ovovivíparas, isto é, quando o ovo é colocado para fora o embrião já está desenvolvido. A REPRODUÇÃO NAS AVES Todas as aves são ovíparas, isto é, põem ovos. Apenas o pato e o avestruz possuem órgão copulador. Nas demais, o encontro sexual se dá apenas pelo encontro das cloacas do macho e da fêmea. Se o óvulo for fecundado pelo espermatozóide, haverá a formação do ovo, caso contrário ele será eliminado da mesma maneira. É o que acontece com a maioria dos ovos das granjas que comemos. Na realidade, são óvulos não fecundados e não ovos.

A REPRODUÇÃO NOS MAMÍFEROS Em geral, a reprodução dos mamíferos é realizada com fecundação interna. O desenvolvimento do filho se dá no interior do corpo da fêmea (vivíparos). Uma rara exceção é o ornitorrinco que bota ovos.

Estudamos até agora os tipos de reprodução que podem ocorrem naturalmente, sem a interferência e manipulação do homem. Vamos conhecer um pouco de um processo muito falado nos meios de comunicação, a clonagem.

Cloaca – abertura comum aos sistemas digestivo, excretor e reprodutor.

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Os clones não chamaram muita atenção durante anos, pois a clonagem era aplicada a plantas e protozoários. Porém em 1996, um anúncio marcou a história da genética. O escocês Ian Wilmut, um brilhante embriologista, conseguiu a proeza de mostrar que era possível a partir de uma célula somática diferenciada clonar um mamífero, tratava-se de uma ovelha, chamada de Dolly. O maior feito do cientista, foi fazer com que uma célula adulta se tornasse totipotente (células-tronco) de novo. As células-tronco (ou totipotentes) possuem a capacidade de se diferenciarem em diferentes tipos de células, em um processo antes considerado irreversível. Entenda como ocorreu:

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Eles isolaram uma célula mamária congelada de uma ovelha da raça Finn Dorset de seis anos de idade e a colocaram numa cultura com baixa concentração de nutrientes. Com isso a célula entrou em um estado de latência parando de crescer. Em paralelo, foi retirado o óvulo não fertilizado de uma outra ovelha, da raça Scottish Blackface, de cor escura. Desse óvulo não fertilizado foi retirado o núcleo, transformando- o em um óvulo não fertilizado e sem núcleo. Através de um processo de eletrofusão ocorreu a união do núcleo da ovelha da raça Finn Dorset com o óvulo sem núcleo da ovelha da raça Scottish Blackface, dando início à divisão celular: uma célula em duas, duas em quatro, quatro em oito e assim por diante.

A evolução passa pelo sexo há cerca de 500 milhões de anos. Havendo espermatozóides e óvulos trocando cargas genéticas, as possibilidades de nascerem indivíduos diferentes são maiores, pois os genes do pai se misturam aos da mãe num organismo novo. Indivíduo diferente significa mais chance de evolução. Se todos fossem como as bananeiras, os filhotes seriam sempre idênticos aos pais, geração após geração, e a evolução seria muito lenta, causada só por uma ou outra mutação dos genes. Nas espécies que se reproduzem por óvulos e espermatozóides, que são a maioria, a natureza criou uma sábia proibição: nenhuma outra célula do corpo está autorizada a participar da reprodução. Só as células sexuais cuidam disso. Foi aí que Wilmut anunciou um revertério assustador, derrubando a velha lei. Reprodução humana O que você entende por reprodução?

A reprodução é o processo que possibilita, ao mesmo tempo, a continuidade e a renovação da espécie humana.

Todos os seres vivos têm um ciclo vital compreendido entre o nascimento e a morte. A reprodução é um processo que

permite à espécie perpetuar-se e renovar-se. A fusão de gametas aciona mecanismos que originam um indivíduo com uma nova combinação gênica, o que leva a espécie a uma maior variabilidade genética, um fator evolutivo. O sistema reprodutor humano é composto de vários órgãos e estruturas em cada um dos sexos. Relaciona-se com ele, ainda, o sistema hormonal, que estimula o desenvolvimento dos órgãos sexuais, a reprodução de gametas e o impulso sexual, além de outras funções.

óvulo espermatozóides

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Você conhece o sistema reprodutor masculino? Observe o esquema, vamos ; Sistema reprodutor masculino O aparelho reprodutor masculino tem por função produzir e conduzir até o aparelho reprodutor feminino os gametas masculinos ou espermatozóides. É formado pelos seguintes órgãos:

 testículos ou gônadas.  Vias espermáticas: epidídimos, canais deferentes, e uretra.  Pênis.  Escroto.  Glândulas anexas: vesículas seminais, próstata, glândulas bulbo-uretrais. Pênis É o órgão de cópula masculino, de formato cilíndrico e erétil. Constitui-se internamente pela uretra, veias e capilares sangüíneos modificados em tecidos esponjosos ricos em vasos sangüíneos, o corpo cavernoso e o corpo esponjoso. Durante a excitação sexual, ocorre um acúmulo de sangue nesses tecidos, provocando a ereção. A região anterior do pênis forma a glande (cabeça) peniana, recoberta por uma prega protetora, denominada prepúcio. Saco escrotal Também denominado escroto, é uma bolsa de pele localizada abaixo do pênis, dentro da qual ficam alojados os testículos.

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Testículos Os dois testículos são as gônadas masculinas, localizadas no interior do saco escrotal ou escroto, onde são produzidos os espermatozóides. No interior dos testículos há pequenos tubos enovelados – os túbulos seminíferos – dentro dos quais são produzidos os espermatozóides. Entre os túbulos seminíferos, encontram-se células especiais denominadas células intersticiais ou de Leydig, cuja função é produzir o hormônio sexual masculino, a testosterona. Epidídimo São dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozóides são armazenados. Canais deferentes, duto ejaculador e uretra. Os canais deferentes são dois tubos musculosos que saem do epidídimo, sobem para o abdômen. Sob a bexiga os dois canais unem-se, formando um só, o duto ou canal ejaculador, que desemboca na uretra, que é um canal comum ao sistema reprodutor e ao sistema urinário masculino, que percorre o interior do pênis e se abre para o exterior na extremidade da glande. Glândulas anexas Juntamente com os espermatozóides, as secreções dessas glândulas formam o sêmen ou esperma. Vesículas seminais As vesículas seminais são duas glândulas localizadas atrás da bexiga urinária e desembocam no duto ejaculador. Produzem uma secreção, que constitui cerca de 60% do volume total do sêmen, e é rica em substâncias nutritivas. Uma dessas substâncias é a frutose, que serve como fonte de energia para os movimentos da cauda do espermatozóide e facilita sua sobrevivência. Próstata A próstata, está localizada sob a bexiga urinária do sistema reprodutor masculino. Ela produz uma secreção clara, aquosa que neutraliza a acidez da uretra e das secreções vaginais, facilitando a movimentação dos espermatozóides. O conjunto dos espermatozóides, do líquido seminal e do líquido prostático, constitui o esperma ou sêmen. Glândulas bulbouretrais As duas glândulas bulbouretrais ou de Cowper estão localizadas sob a próstata e também desembocam na uretra. Durante a excitação sexual, produzem um líquido, cuja função é ainda pouco conhecida. Admite-se que essa secreção limpa o conduto uretral antes da passagem do sêmen e auxilia na lubrificação dos órgãos sexuais durante a cópula. Pelo sêmen também são eliminados linfócitos. A presença dessas células, contendo o vírus da Aids, explica por que a doença pode ser transmitida pelo sêmen. Ejaculação, o que é? Eliminação do esperma ou sêmen, o que ocorre durante o orgasmo. No homem, ocorre no momento do auge da excitação sexual. A cada ejaculação são eliminados cerca de 400 milhões de espermatozóide em 3 a 4 ml de esperma.

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Saiba mais e cuide do seu corpo! Fimose

O prepúcio é a pele que envolve a glande, deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose.

A circuncisão, também é chamada de postectomia.

Agora vamos ao sistema reprodutor feminino. Sistema reprodutor femininoO sistema reprodutor feminino é formado por um par de ovários, um par de tubas uterinas, útero, vagina e vulva. Veja a seguir cada uma dessas partes: Vulva e clitóris A vulva é constituída por duas pregas de pele cobertas por pêlos pubianos, os grandes lábios, que envolvem duas pregas menores e mais delicadas, os pequenos lábios, os quais protegem a abertura vaginal e a uretra. Um pouco acima do orifício da uretra, há um pequeno órgão, o clitóris, formado pela união da parte superior dos pequenos lábios e por tecido esponjoso erétil, homólogo ao pênis do homem. O clitóris possui muitas terminações nervosas, sendo muito sensível a estímulos.

Vagina A vagina é o órgão copulador feminino. É um canal musculoso e elástico de 8 a 15 cm de comprimento, que comunica o útero com a vulva. É o órgão de cópula, recebendo o pênis durante o ato sexual; também se constitui no canal do parto. A extremidade interna da vagina comunica-se com o útero por um canal do colo uterino denominado canal cervical. O hímen é uma membrana que fecha parcialmente a abertura da vagina e se

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rompe na primeira relação sexual. A parede vaginal apresenta estruturas denominadas glândulas de Bartholin, que sob a ação de estímulos sexuais, produz substâncias que a lubrificam, facilitando a penetração do pênis. Útero O útero é um órgão musculoso e oco, de tamanho e forma aproximados aos de uma pêra. Sua porção superior é alargada e está conectada às trompas ou tubas. A parede interna do útero é revestida de um tecido muito vascularizado chamado endométrio (parede na qual a placenta irá se “enraizar”). Tubas uterinas As tubas uterinas são dois tubos curvos ligados ao útero. A extremidade livre de tuba é alargada e situa-se junto a cada um dos ovários. O óvulo liberado durante a ovulação é sugado para interior de uma das tubas, deslocando-se até o útero. Ovários Os dois ovários localizam-se na cavidade abdominal, um pouco acima das virilhas, um em cada lado do corpo. Eles têm a forma de uma pequena azeitona e medem cerca de 3 cm de comprimento. É na porção mais externa do ovário que estão localizadas as células primordiais que darão origem aos óvulos. Também são responsáveis pela produção de hormônios femininos como estrógeno e progesterona. Ovulação, como ocorre? Os ovários começam a funcionar na fase embrionária. Por ocasião do nascimento existem cerca de 1 milhão de futuros óvulos em cada ovário, no interior de folículos ( formação vesiculosa na superfície do ovário, em cujo interior se desenvolve o óvulo) primários. Em cada folículo apenas uma ovogônia (célula primordial) cresce, transformando-se em ovócito primário e iniciando a meiose ( a meiose é um tipo especial de divisão celular no qual uma célula diplóide (2n), após uma replicação do DNA, sofre duas divisões celulares sucessivas, originando quatro células haplóides (n)). Por ocasião da puberdade, devido à ação hormonal, a meiose continua. A cada mês alguns folículos entram em atividade, mas em geral, apenas um completa o desenvolvimento e libera o óvulo (um ovócito secundário), os demais regridem após alguns dias. O óvulo em formação é revestido por uma película gelatinosa que secreta grande quantidade de líquido, que faz o folículo crescer, formando o folículo de Graaf. A liberação do ovócito secundário (óvulo) é a ovulação. A meiose somente se completará se houver fecundação.

Tuba uterina

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O folículo rompido após a ovulação transforma-se em corpo lúteo e tem importante papel na manutenção da gravidez. Observe a seguir o processo de ovulação e fecundação.

O esquema abaixo também representa o processo de ovulação.

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Preste muita atenção nas informações a seguir: Métodos contraceptivos Contracepção ou método anticoncepcional, é a prevenção da gravidez e pode ser feita de várias maneiras. Coito interrompido Consiste na retirada do pênis da vagina antes da ejaculação. Pouco eficiente, pois a secreção anterior à ejaculação pode conter alguns espermatozóides. Camisinha ou Camisa-de-vênus É um protetor de látex que deve ser colocado no pênis ereto para reter o esperma ejaculado. A camisinha, que até a algum tempo era mais usada como método preventivo da gravidez, passou atualmente a ter uma excepcional importância na vida sexual das pessoas como forma de evitar o contágio pelo HIV, o vírus causador da Aids. A camisinha é também eficiente na profilaxia de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), encaradas com descuido desde a descoberta dos antibióticos e que hoje mostram um grande aumento de incidência em todo o mundo, caso da gonorréia (blenorragia) e da sífilis. Para obter proteção adequada, a camisinha deve ser usada corretamente, desenrolada depois da ereção até prender firmemente o anel de borracha à raiz do pênis. Deve ser retirada também com cuidado, para evitar vazamento, e substituída a cada relação sexual.

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Método da tabela Consiste em evitar a relação sexual no período fértil do ciclo menstrual. O óvulo sobrevive até 24 horas após a ovulação e os espermatozóides até 48 horas depois da ejaculação. Geralmente a ovulação ocorre entre o décimo e o décimo - quarto dia do ciclo menstrual, mas não existem evidências claras quanto ao exato dia da ovulação. Por isso é um método pouco eficiente.

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Camisinha feminina – observe com atenção as etapas para a introdução no interior da vagina.

Pílula anticoncepcional É uma mistura de progesterona e estrogênio sintético que inibe a secreção de FSH ou LH pela hipófise (principal glândula endócrina do organismo). Sem eles não ocorre ovulação. Só deve ser usada com rigoroso acompanhamento médico, já que existem muitas contra – indicações e efeitos colaterais.

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Diafragma É um anel com uma membrana de borracha que deve ser colocado no fundo da vagina para fechar o colo do útero e impedir a entrada de espermatozóides. Deve ser usado com espermicida, que aumenta sua eficiência.

Diu – existem vários modelos, observe o Diu no interior do útero.

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O dispositivo intra – uterino (DIU) é um objeto em forma de T, de plástico revestido por fio de cobre enrolado. É colocado pelo médico na cavidade uterina e lá libera íons de cobre que são letais para os espermatozóides. Pode ficar no útero de uma mulher por até 5 anos, porém com rigoroso acompanhamento médico, pois são maiores os riscos de infecções uterinas. Esterilização A esterilização é um processo para impedir de modo permanente a concepção. Vasectomia – é a esterilização masculina, que é feita com o corte dos canais deferentes. Dessa forma os espermatozóides são impedidos de chegar à uretra. Não interfere na produção de testosterona nem no desempenho sexual.

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Laqueadura Tubária – é a esterilização feminina. É feita pelo corte ou amarração das tubas uterinas. Assim o óvulo é impedido de encontrar com os outros espermatozóides. Vamos adquirir mais conhecimentos? É muito importante prevenir, seja inteligente e leia o texto a seguir.

Doenças Sexualmente Transmissíveis – D S T

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As doenças sexualmente transmissíveis Doenças sexualmente transmissíveis (DST) são todas aquelas que podem ser transmitidas pela relação sexual. Isso não significa que a via sexual seja sua única forma de transmissão. Algumas doenças como a Aids e a Hepatite B também são transmitidas por transfusão de sangue contaminado. São doenças infecciosas que podem levar à infertilidade, ao câncer e à morte. Doenças sexualmente transmissíveis mais comuns Condiloma Acuminado – causado pelo vírus HPV (papiloma vírus humano), provoca verrugas em torno da região genital ou anal. Devem ser tratadas com medicação local apropriada, logo no início, pois quando se alastram muito podem exigir uma cirurgia delicada.

Gonorréia – causada pela bactéria gonococo. Nos homens causa dor e ardor na hora de urinar, além de corrimento amarelado e purulento no pênis. As mulheres não apresentam sintomas visíveis no início, mas podem ter infecções genitais e sintomas de que a doença atingiu órgãos mais internos como útero e tubas. Tratável com antibióticos em dose única. Herpes Genital – causado pelo herpes vírus, caracteriza-se por pequenas bolhas dolorosas na parte externa da vagina ou no pênis, causando febre e mal – estar. Tratado com antivirais no local e por via oral. Sífilis – causada pela bactéria Treponema pallidum, pode ter como primeiro sintoma uma ferida nos órgãos genitais, com ínguas na virilha, que surgem de 15 a 20 dias após a relação sexual. A ferida desaparece, e semanas depois a doença se manifesta com febre, manchas vermelhas pelo corpo, mal – estar e gânglios (ínguas). É diagnosticada por exames de sangue na busca de anticorpos e facilmente tratada com penicilinas. Sífilis Congênita – é transmitida pela mãe ao feto se esta estiver contaminada. Pode levar ao aborto quando extensa. Caso isto não aconteça a criança nasce com aspecto normal, desenvolvendo depois sinais da doença como nariz em cela, testa olímpica, surdez, dentes incisivos superiores com entalhe em forma de meia lua etc. Sífilis Adquirida – é geralmente adquirida através do contato sexual. A sífilis adquirida passa por três estágios em sua evolução: Sífilis Recente Primária – de 3 a 6 semanas após o contato sexual com uma pessoa sifilítica, surge uma pequena ferida ulcerada chamada cancro nos genitais externos. Depois de alguns dias a ferida desaparece espontaneamente.

Sífilis Recente Secundária – ocorre semanas ou meses após o aparecimento do cancro. Nesta etapa as bactérias espalham-se pelo organismo, provocando dor de garganta, febre baixa, feridas na boca, queda dos cabelos etc. Aparecem manchas róseas no corpo.

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Sífilis Tardia – não sendo tratada a tempo, com o passar dos anos a sífilis pode atacar qualquer parte do corpo podendo provocar doenças cardíacas, alterações do sistema nervoso podendo levar à morte.

Cancro Mole – É causada por um microrganismo chamado Haemophilus ducreyi. Aparecem várias feridas dolorosas nos órgãos genitais, além de ínguas dolorosas. A inflamação dos gânglios inguinais começa 10 a 20 dias após o aparecimento do cancro, sendo geralmente unilateral. Após o aumento do seu volume, rompe-se por um só orifício.

Linfogranuloma Venéreo – é causada pela Chlamydia trachomatis, caracteriza-se pela inflamação de gânglios linfáticos, que ficam quase sempre dolorosos. Vários dias após a infecção, aparece uma pequena vesícula em qualquer parte dos genitais externos, ânus, reto ou outro local. A lesão pode transformar-se em ferida, mas em especial nas mulheres, passa despercebida e cicatriza em alguns dias. Nos homens, os gânglios inguinais são os mais comprometidos. Supuram e drenam pus através de muitas fistulas. Outros sintomas são: febre, dor de cabeça, erupções cutâneas, vômitos etc.

Tricomoníase – causada pelo tricomona, provoca nas mulheres um corrimento amarelo – esverdeado com mau cheiro, dor no ato sexual, ardor e dificuldade para urinar, tanto para os homens como para as mulheres. De fácil tratamento, com medicação oral e local. AIDS - é uma das doenças mais comentadas e pesquisadas dos últimos anos. Mesmo com os avanços que os especialistas vêm obtendo, ainda falta explicar muitos de seus aspectos. A Aids ainda não tem cura ou vacina, portanto, para poder evitá-la é fundamental conhecer suas formas de transmissão ou contágio. Antes de falar sobre a doença é necessário saber o significado do nome que ela recebe. Aids ou Sida são siglas que significam Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida. Síndrome - Sinais e sintomas que se desenvolvem conjuntamente e indicam a presença de doenças. A síndrome caracteriza-se pela aparição de várias doenças. Imunodeficiência - É a deficiência do sistema imunológico, responsável pela defesa do nosso organismo contra as doenças que o atacam. Adquirida - É adquirida pelo contágio. Considerando a ordem das letras no quadro, o nome em português deveria ser Sida. Entretanto, a doença ficou conhecida no Brasil pelo nome da sigla em inglês. O vírus causador da aids é chamado HIV. Os vírus são organismos microscópicos (invisíveis a olho nu) que não conseguem se reproduzir sozinhos e precisam das células de outros organismos para se multiplicar. Quando o HIV entra no organismo humano, ele se dirige a algumas células do sistema imunológico, dentro das quais o vírus poderá se reproduzir. O HIV ataca somente os linfócitos T, responsáveis por detectar a forma dos microrganismos invasores e ordenar o ataque.

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Se as bactérias e os vírus causadores de outras doenças não encontram defesa ou resistência por parte do organismo, eles se instalam, dando origem a várias doenças e sintomas, tais como tuberculose, candidíase (sapinho), sarcoma de Kaposi (um tipo de câncer) etc. São as chamadas doenças oportunistas, pois se aproveitam da debilidade do organismo para se instalar. Na verdade, não é a Aids que provoca a morte do indivíduo e sim uma ou várias doenças oportunistas. A Aids mata de forma indireta. Soropositivo ou aidético Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV chegam a desenvolver a doença. Ele pode permanecer adormecido no organismo por meses ou até por vários anos. Isso faz com que haja uma quantidade muito maior de soropositivos do que de aidéticos. Quando os primeiros sinais da doença começam a aparecer, em geral os sintomas são os seguintes: - Gânglios inflamados; - Fadiga sem motivo; - Febres intermitentes; - Diarréias que levam à perda de peso; - Tosses persistentes; - Suores noturnos. Não se alarme se você apresenta um ou dois desses sintomas. Eles podem ter inúmeros significados e não apresentar nenhuma relação com a Aids. Lembre-se de que a Aids é uma síndrome e, portanto, os sintomas devem se manifestar em conjunto e de forma persistente. Transmissão As principais formas de transmissão da AIDS são as relações sexuais sem camisinha e o uso de drogas injetáveis sem seringas e agulhas compartilhadas com pessoas portadoras do vírus. A pessoa que recebe sangue através de transfusão pode contrair AIDS se o sangue estiver contaminado. O vírus pode passar também da mãe para filho durante a gravidez, no parto ou na amamentação. Não ocorre transmissão - Pelo ar ou pelo contato com objetos (moedas, cédulas de dinheiro); - Por meio de alimentos, copos, talheres, pratos ou xícaras; - Por meio de roupa de cama ou de banho; - Em pias, privadas, chuveiros, banheiras ou piscinas; - Em elevadores, ônibus e metrô; - Por dormir no mesmo quarto, trabalhar na mesma sala, freqüentar a mesma escola,

sentar na mesma cadeira ou ir a locais públicos; - Por beijo no rosto, aperto de mão e abraço.

Como você pode perceber, não é difícil evitar a Aids; basta estar bem informado e adotar comportamentos seguros. É preciso que você esteja sempre atento, pois se não tomar cuidado poderá não só contrair o vírus como transmiti-lo a outras pessoas. A Aids ainda não tem cura nem vacina: a prevenção é a única forma de evitá-la.

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BIBLIOGRAFIA

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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO SUPLETIVA DE VOTORANTIM CEESVO

ESTA APOSTILA FOI ELABORADA PELO PROFESSOR DE BIOLOGIA MARCELO ALVES MORAES

DIREÇÃO

ELISABETE MARINONI GOMES

MARIA ISABEL R. DE C. KUPPER

COORDENAÇÃO

NEIVA APARECIDA FERRAZ NUNES

VOTORANTIM, 2007.

APOIO

PREFEITURA MUNICIPAL DE VOTORANTIM

São todos assuntos beeem parecendo detalhes. hehhe Tem mesmo que querer gravar a informações!
Nossa que assunto interessante bastante aproveitoso .
estou amando esse curso
MUITO BOM
Otima apostila!
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