capítulo 14 de Kazdin, A. E. (2010). Research Design in Clinical Psychology. Needham Heights, MA: Allyn & Bacon., Resumos de Pesquisa Qualitativa
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capítulo 14 de Kazdin, A. E. (2010). Research Design in Clinical Psychology. Needham Heights, MA: Allyn & Bacon., Resumos de Pesquisa Qualitativa

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O capítulo aborda métodos de avaliação da significância clínica das mudanças em psicoterapia. O autor problematiza se a significância estatística das mudanças alcançadas pela intervenção realmente apresenta importância clínica.
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Universidade de Brasília

Instituto de Psicologia

Departamento de psicologia Clínica

Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura

Disciplina Métodos em Pesquisa em Psicologia Clínica

Professora Dra. Sheila Murta

Aluna Hayanna Carvalho Santos Ribeiro da Silva

Considerações sobre o capítulo 14 de Kazdin, A. E. (2010). Research Design in Clinical Psychology. Needham Heights, MA: Allyn & Bacon.

O Capítulo 14 aborda métodos de avaliação da significância clínica das mudanças em psicoterapia. O autor problematiza se a significância estatística das mudanças alcançadas pela intervenção realmente apresenta importância clínica. São questões de avaliação a partir de pesquisas de desfecho, e os métodos podem ser:

Comparativo (uso de dados normativos, estatísticas de grupos disfuncionais, critérios diagnósticos). Problemas neste método incluem dificuldades em estabelecer diferença entre normal, saudável e patológico; abritrariedade sobre o significado das mudanças em psicoterapia; uso de critérios sintomatológicos no psicodiagnóstico pode desconsiderar aspectos sub limiares do quadro clínico.

Avaliação subjetiva (opinião dos clientes ou de pessoas significativas sobre as mudanças alcançadas). Problemas considerados são possíveis vieses na aplicação de escalas ou mesmo na percepção de pessoas significativas sobre o comportamento do cliente.

Medida de impacto social (alterações sociais provocadas pela intervenção). Dificuldades incluem a coleta e interpretação dos dados dos meios sociais, quais construtos e outras variáveis envolvidas na complexidade ambiental do cliente e da intervenção.

Outra questão importante é o escopo e abrangência das mudanças alcançadas em terapia. Dentre os critérios para esta avaliação, estão o comprometimento nas atividades cotidianas, para além simplesmente dos sintomas.

O autor salienta a importância de veridicar características d tratamento na avaliação dos efeitos terapêuticos. Dentre estas estão: “disseminabilidade”, custo e aceitabilidade do tratamento. A avaliação durante o curso do tratamento deve incluir medidas prévias e de follow-up (com consideração pela attrition e outros inconvenientes) e mecanismos de mudança na relação causal durante o tratamento.

Ainda é muito complicado para mim a consideração de possíveis relações causais lineares entre procedimentos específicos em psicoterapia e seus correlatos na mudança no cliente. É claro que há aspectos essenciais dos processos psicoterápicos que os diferenciam de outras interações interpessoais, o que fazem com que o ambiente de psicoterapia seja um espaço extremamente especializado para intervenções que provoquem mudança a partir da queixa do sujeito. No entanto, a implicação do próprio psicoterapeuta enquanto sujeito e inserido na relação transferencial, bem como características do contexto histórico e social em que se insere o processo psicoterapêutico. Neste sentido, inúmeras variáveis secundárias (para além da variável independente) influenciam a mudança não somente no cliente, mas também no terapeuta, na família e no círculo social em que estas pessoas se inserem. Estabelecer relações causais entre componentes específicos da psicoterapia e aspectos singulares da transformação do indivíduo rumo a sua independência ainda me parece uma tarefa assaz redutora e determinista.

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