Cartografia no ensino fundamental: professor e aluno no processo de ensino-aprendizagem, Trabalhos de Geografia

Cartografia no ensino fundamental: professor e aluno no processo de ensino-aprendizagem, Trabalhos de Geografia

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Trabalho de conclusão de pós graduação Lato Sensu, sobre o ensino de cartografia no ensino fundamental e o papel do professor como mediador deste conhecimento.
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FACULDADE SÃO LUÍS DE FRANÇA ESPECIALIZAÇÃO EM DIDÁTICA E METODOLOGIA

DO ENSINO SUPERIOR

CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROFESSOR E ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

ARACAJU

2008

ANTONIO MINORU CABRAL SUZUKI

CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROFESSOR E ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade São Luís de França como um dos pré- requisitos para a obtenção do grau de Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Orientador: Prof. Esp. Aline Raquel Santos Diniz Mendonça

ARACAJU 2008

ANTONIO MINORU CABRAL SUZUKI

CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROFESSOR E ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade São Luís de França como um dos pré- requisitos para a obtenção do grau de Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Nota:

PARECER .......................................................................................................................................................

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Aracaju, ............... de ............................. de ...............

Prof. Aline Raquel Santos Diniz Mendonça Especialista / FA

Orientador

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CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROFESSOR E ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Antonio Minoru Cabral Suzuki∗

RESUMO

Os mapas têm sido ao longo da história da ciência geográfica um instrumento indispensável

para a análise e compreensão do espaço geográfico, uma vez que os mesmos representam

visualmente qualquer área ou situação real em escala reduzida, permitindo uma análise

detalhada. O conhecimento cartográfico é, portanto, de suma importância nas diversas

atuações do profissional em Geografia, inclusive na sua prática docente. A utilização dos

mapas ocorre sob formas variadas, tais como: mapas impressos ou digital. Pretende-se, então,

através desta pesquisa verificar a contextualização da Cartografia com a Geografia no 6º Ano

do ensino fundamental, bem como, sua contribuição no processo ensino-aprendizagem. Com

a realização de questionários aos alunos, pôde-se concluir que os conteúdos trabalhados com

o auxílio de mapas facilitam a compreensão, devido, sobretudo à visualização dos mesmos no

material cartográfico.

Palavras-chave: Ensino-aprendizagem. Geografia. Cartografia. Mapas. 1 INTRODUÇÃO

O mapa antes de tudo é linguagem, pois, projeta declarações ideológicas, uma

mensagem, um pensamento a partir de um “ponto de vista” de qualquer área, região, lugar e

etc., do espaço geográfico. Assim, quando alguém o visualiza se tem uma idéia da

representação visual do espaço geográfico a partir da sua análise crítica e técnica, pois:

∗ Breve currículo do autor: Graduado em Licenciatura de Geografia, Professor Preceptor de Estágio em Geografia pela Universidade Tiradentes, Professor de Geografia no Ensino fundamental e Médio. Endereço eletrônico: minorugeo@yahoo.com.br

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No século XX a linguagem enquanto objeto de estudo adquiriu posição expressiva – na filosofia e nas ciências humanas – sendo considerada um dos elementos estruturadores da vida social e dos conhecimentos. (FONSECA; OLIVA, 2004, p. 62).

Os mapas estão presentes nas escolas hoje, sejam impressos, inseridos dentro dos

conteúdos dos livros didáticos ou até mesmo em computadores através de softwares

educativos, facilitando o processo de ensino-aprendizagem principalmente nas aulas de

Geografia, como auxílio na compreensão dos fenômenos geográficos, sejam eles naturais ou

antrópicos.

Para qualquer ser humano, o mapa serve como instrumento de localização, por

este motivo, vemos atualmente a diversidade de recursos que se utilizam deste precioso

instrumento. Propagandas de casas comerciais, mapas rodoviários, mapas turísticos, softwares

e até mesmo, mapas elaborados pelas crianças nos primeiros anos de infância, quando

representam seu espaço vivido. São representações gráficas e digitais sobre o dia-a-dia da

humanidade.

É neste contexto, que o presente artigo analisou a contextualização da Cartografia

com os conteúdos da Geografia no 6º Ano do ensino fundamental, verificando se as propostas

do terceiro e quarto ciclos dos PCNs sobre a Cartografia no ensino fundamental têm sido

atendidas pelos conteúdos abordados de Cartografia em Geografia, o auxílio da Cartografia

aos conteúdos, os mapas e a realidade sócio-ambiental dos alunos e a aplicação das novas

tecnologias no ensino de Geografia (softwares de mapas e Tv/Vídeo).

A pesquisa se desenvolveu em uma escola da rede particular do município de

Aracaju/SE, que atende desde a pré-escola ao ensino médio, tendo sido elaborado um

instrumental na forma de questionário constando de perguntas abertas e fechadas. Este foi

aplicado na aula de Geografia, com 24 alunos (as) do 6º Ano do ensino fundamental do

Colégio Nossa Escola II, bairro Coroa do Meio, zona Sul de Aracaju.

A receptividade dos mesmos foi instantânea, e as informações coletadas serviram

como parâmetro para identificar os principais pontos dos objetivos específicos. Os dados

coletados passaram por análise e interpretação rígida de abordagem qualitativa e quantitativa,

sendo que as análises destes dados estão demonstradas em tabelas e gráficos, representando a

interpretação dos mesmos, posterior à sua coleta.

O arcabouço teórico da pesquisa bibliográfica serviu como parâmetro para a

análise do conteúdo proposto pelo tema, já que, muitas obras possuem informações obtidas a

partir de experiências dentro e fora da sala de aula. Também é importante ressaltar a viagem

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pela história da Cartografia ao longo dos séculos, já que esta ciência sempre encontrou

caminhos abertos e também obstáculos para sua consagração nos tempos atuais.

O tema proposto foi um desafio superado, visto que, muitos são os problemas

dentro e fora da sala de aula em relação à Cartografia: contextualização com os conteúdos

trabalhados em sala de aula; relações entre o geral e o particular; relação com a práxis; a

adequação aos PCNs. Foram verificadas tais variáveis que se fazem necessárias para uma

avaliação sobre o ensino e aplicação da Cartografia e sua contribuição no processo de ensino

aprendizagem nas aulas de Geografia e sua contextualização com a realidade socioambiental

dos alunos.

2 A CARTOGRAFIA NAS AULAS DE GEOGRAFIA

2.1 Evolução da Cartografia

Ferreira e Simões (1986, p. 30) afirmam que os mapas estão presentes no mundo

desde a antiguidade, quando “[...] o homem vivendo em grupos que se deslocavam

continuamente, à procura de meios de subsistência ou em [atividades] guerreiras, sentiu

necessidade de conservar informações sobre os caminhos percorridos e as suas [direções] e de

as transmitir a outros”. Dentre inúmeros mapas que já foram encontrados pelo mundo, alguns

deles já apresentavam pontos com uma linguagem cartográfica primitiva, mas que

demonstrava certo interesse pela precisão da localização:

O mapa mais antigo de que se tem conhecimento foi encontrado nas escavações da cidade de Ga Sur, 300 km a norte da Babilônia, e data de 2500 a.C. [...] representando o vale de um rio, provavelmente o Eufrates, com uma montanha de cada lado e desaguando por um delta de três braços. O Norte, o Leste e o Oeste estão assinalados com círculos com inscrições. (Op. Cit., p. 31).

Foi justamente com a “[...] expansão política, comercial e marítima dos povos do

mediterrâneo (Mesopotâmia, Fenícia, [Egito]) levou à elaboração de mapas marítimos e,

sobretudo, à descrição de lugares e de povos” (Op. Cit., p. 32). Aos poucos, escritores e

também estudiosos, foram aperfeiçoando estas técnicas de descrição da Terra e seu espaço,

um novo olhar.

Heródoto (485-425 a.C.),

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[...] percorreu a maior parte do mundo habitável conhecido, desde o Sudão até à Ucrânia e desde a Índia até ao estreito de Gibraltar. Colheu informações sobre os oásis do Saara e a rota das caravanas que ligavam o Norte da África às regiões mais a sul, que produziam o ouro e estanho. [...] pretendia conhecer os locais onde tinham ocorrido os factos históricos sobre os quais ia escrever pelo que estudou em pormenor, assim como as suas populações e características, o contexto espacial e a organização política. (Op. Cit., p. 35).

Um dos geógrafos gregos desta época era Estrabão. Ferreira e Simões (1986)

apontam que para Estrabão, não deveria haver preocupação nenhuma entre os geógrafos, de

fazer descrições sobre os aspectos físicos do espaço geográfico e sim, apenas os aspectos

humanos que interessavam ao governo romano, o ‘mundo habitado’.

Com a queda do Império romano, o conhecimento geográfico e científico, sofreu

um declínio muito grande. Os bárbaros começam a travar batalhas em todo o espaço

conquistado pelo Império Romano, provocando um isolamento em quase toda a Europa. Os

mapas passaram a representar características geográficas contidas na Bíblia, pois, o único

poder central que existia era o da Igreja. O mapa então passou a atender aos interesses da

Igreja e do feudalismo, como por exemplo, o ‘mapa T-O’, que atendiam estes interesses no

século XI d.C.:

[...] os mapas produzidos e reproduzidos na Europa Ocidental, durante a maior parte do feudalismo, não tinham por objetivo qualquer tipo de precisão geométrica, isto é, não foram feitos para indicar lugares, caminhos ou qualquer outro tipo de referência toponímica que objetivasse esclarecer um leitor sobre a sua real distribuição territorial. Com o uso do mapa T-O não seria possível ir ou vir a qualquer lugar e, portanto, pode-se inferir que seus criadores romperam com toda tradição cartográfica até então disponível. (SANTOS, 2002, p. 35).

Portanto, a “[...] [adoção] dos conhecimentos geográficos bíblicos tornou-se

evidente na Cartografia”. (FERREIRA; SIMÕES, 1986, p. 45). Mas, aos poucos, este

paradigma visual foi se quebrando até mesmo pela própria queda do sistema feudal, e também

por autores e estudiosos da época que provaram a real dimensão do espaço geográfico e o que

acontecia neste, devido às peregrinações aos lugares santos e a volta do comércio entre a

Europa e o ocidente após o fim das guerras. Para isto, foi preciso inovar na elaboração de

mapas com rotas exatas e com informações disponíveis para os navegadores, como por

exemplo, direção das correntes, ventos, ilhas, etc.

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2.2 A Convivência Conflitante com a Geografia

A Geografia ao longo dos séculos buscou as ferramentas necessárias para que

paradigmas e dogmas fossem quebrados, atestando empiricamente as novidades sobre um

mundo novo para o conhecimento humano. Mas a ciência geográfica não conviveu

pacificamente com a Cartografia. Considerava-se que os estudos e pesquisas de campo ainda

eram mais necessários e eficazes do que simplesmente fotos ou desenhos sobre o espaço. Com

base nesta observação, muitos geógrafos foram críticos ao uso da Cartografia em seus

trabalhos:

A Cartografia e as longas narrativas verbais conviveram, não sem atritos, muitas vezes com supremacia da Cartografia, a ponto de Ritter, um dos modernos fundadores da Geografia, há seu tempo, queixar-se de uma ‘ditadura da Cartografia’. Aqui já poderíamos notar a presença de linguagens conflitantes. (FONSECA; OLIVA, 2004, p. 63).

Ainda hoje, professores e pesquisadores em Geografia relutam em admitir em

seus trabalhos o uso da Cartografia, ou melhor, a atribuição de mapas e/ou elementos gráficos

que detalhem e interpretem informações sobre o espaço, seja ele natural ou humanizado. Um

exemplo bem claro sobre tal fato é demonstrado quando um professor não utiliza mapas

contextualizados com o conteúdo abordado, ou até mesmo, não faz o uso adequado do

mesmo. Para se ter uma real noção da problemática, numa aula sobre o relevo brasileiro e sua

distribuição espacial, apresenta-se o mapa político, onde este destaca apenas a divisão

político-administrativa do país. Segundo alguns autores que também estudam esta temática, o

problema parece ser muito mais além do que um simples momento de contextualização com

este recurso:

Não se pode esquecer, ainda, o fato de que existem diferentes mapas para diferentes usuários. Aparentemente, isso é simples, embora em termos de ensino é fundamental que se faça a diferenciação, porque muitas vezes o professor utiliza-se do mapa que tem em mãos, não fazendo a diferenciação ou não fazendo a seleção dos principais elementos que os seus alunos têm condições de ler. (SIMIELLI, 2006, p. 95).

Este exemplo já foi observado em diversas aulas de professores formados, como

também, em aulas de estagiários do ensino fundamental e médio nesta disciplina. O que

chama atenção neste exemplo, diz respeito a não contextualização, interpretação e descrição

proposta pelo conteúdo.

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Já no campo da pesquisa, trabalhos de caráter humano na Geografia – isto porque

há uma dualidade nesta ciência: física e humana – apresentam elementos textuais, deixando

de lado a caracterização ilustrativa da área de estudo, ou em alguns casos, as transformações

no espaço não são tão importantes para a visualização e posteriormente a interpretação.

Os professores que têm uma formação mais direcionada para a Geografia humana, geralmente trabalham menos com as correlações cartográficas. A maior parte das correlações é feita com base no ponto de vista natural e a síntese, que é o nível mais complexo, passa a ser trabalhada no final do ensino médio [...] (Op. Cit., p. 102).

Entretanto, como abordado anteriormente, o mapa é também um elemento

lingüístico, pois representa a práxis entre conteúdo e espacialização dos fenômenos.

2.3 A Tecnologia a Serviço da Cartografia

Mesmo com estes atritos, a Cartografia passou a ser mais utilizada pelos

geógrafos e também foi se aperfeiçoando. Hoje, é humanamente impossível descrever o

espaço geográfico no seu aspecto totalitário, sem o auxilio de novos instrumentais, pois,

[...] anteriormente aos satélites e, segundo os cânones da Geografia tradicional, construir narrativas inteligíveis e explicativas do espaço geográfico, dos territórios ou ainda das paisagens exigia profundo conhecimento de campo. Nesse estilo descritivista, as imagens de satélite podem oferecer muito, já que o produto que elas apresentam ultrapassa de longe o que o olho humano pode ver. Tanto horizontalmente – que seria o planeta todo em sua simultaneidade – quanto verticalmente – aprofundando numa área, num lugar. (FONSECA; OLIVA, 2004, p. 64).

Portanto, a revolução tecnológica trouxe para seu campo de domínio a Cartografia

e com ela o conhecimento do espaço geográfico. A Cartografia tem agora a seu dispor,

recursos que auxiliam não só a sua ciência, mas também a Geografia e demais interessadas no

estudo e descrição do planeta e as transformações naturais e humanas. Ressalta-se ainda que,

a Cartografia começou a desempenhar um papel fundamental após o avanço da informática,

por volta de 1946, quando surge o computador, um instrumento valioso para os estudos

geográficos e ambientais. Além disso, estes recursos digitais e também os mapas impressos

são instrumentos valiosos nas aulas de Geografia, tornando-as mais atraentes, atualizadas e no

que diz respeito ao ensino-aprendizagem, habilita os alunos a serem construtores também do

seu próprio espaço.

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2.4 A Cartografia no Ensino Fundamental

A criança, segundo Almeida e Passini (2001, p. 23) “[...] perceberá o seu espaço

de ação antes de representá-lo, e, ao representá-lo usará símbolos, ou seja, codificará. Antes,

portanto de ser leitora de mapas, ela deverá agir como mapeadora do seu espaço conhecido”.

A criança já começa a lidar com espaço a partir de elementos que fazem parte do seu

cotidiano. Para se ter idéia de quão tão importante é a alfabetização cartográfica, desenhos na

pré-escola demonstram que a criança já conhece e memoriza o seus espaço vivido, seja sua

casa, seu condomínio, sua rua, ou até mesmo, o caminho que faz de casa para a padaria, para a

escola ou a casa de um amigo (a).

No eixo quatro dos PCNs de Geografia, a Cartografia é apresentada como

‘instrumento na aproximação dos lugares e do mundo’. Desenvolve-se a partir das

observações que o homem realiza e documenta sobre os fenômenos naturais e humanos ao

longo da história. É também do eixo quatro dos PCNs de Geografia que se destaca também, a

importância da leitura de mapas no ensino fundamental, onde o aluno passa a conhecer o

espaço geográfico e interage com o mesmo, a partir da sua análise sobre este espaço e

adequando este conhecimento a sua realidade, passando da observação geral para local. Mas

para isso, o uso da linguagem cartográfica passa por pressupostos de apropriação e uso desta

linguagem.

Katuta (2002, p. 133), afirma que,

[...] a apropriação e o uso da linguagem cartográfica devem ser entendidos no contexto da construção dos conhecimentos geográficos, [...] como instrumental primordial, porém não único, para a elaboração de saberes sobre territórios, regiões, lugares e outros.

A linguagem cartográfica auxilia o ensino da Geografia na construção dos

conhecimentos sobre as categorias de análise desta ciência. Fica a cargo de a Geografia

interpretar os fenômenos que ocorrem em determinado ponto de vista de um mapa. No

segundo pressuposto, (Op. Cit., p. 134) completa esta idéia apontando que “a apropriação e

utilização da linguagem cartográfica depende não só, mas em grande parte, das concepções de

Geografia e do ensino dessa disciplina que professores e seus alunos possuem”. O

conhecimento que se tem em relação aos conteúdos de Geografia e mecanismo para aplicação

dos mesmos deve estar uníssono com o auxílio visual que os instrumentos cartográficos

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transmitem, mas prevalecendo o conhecimento geográfico, base de interpretação dos

fenômenos do espaço geográfico.

A linguagem por si só não possibilita a formação crítica e analítica do aluno, para

que o mesmo possa ser alfabetizado cartograficamente, contrapondo a idéia de que a criança

já está apta a desenvolver mapas a partir do domínio espacial ao seu redor (Op. Cit.).

Para Almeida e Passini (2001, p. 21-22), existem inúmeros cadernos de mapas

que são adotados por escolas em que, o aluno é ensinado a colocar os nomes dos países e rios,

que através de pinturas o aluno represente com cores diferentes os países, estados, cidades,

etc., sem a preocupação de serem atribuídos ao aluno os conceitos e linguagens cartográficas

necessárias à compreensão do espaço. Portanto, a aula de Geografia deve se tornar uma fonte

inesgotável de conhecimentos e aplicabilidade de novos recursos que geram a criatividade,

atração e perspectiva do aluno a cerca do seu lugar no espaço.

2.5 O Professor de Geografia e o Ensino de Cartografia

Ensinar Geografia é uma tarefa envolvente, pois, o docente antes de tudo,

estabelece uma relação de empenho e satisfação em ministrar esta disciplina. Neste ponto de

vista, observa-se que a palavra empenho tem um cunho preparatório, atualizado, e, sobretudo,

contextualizado com outros saberes científicos e populares. No que tange a satisfação, o

docente desde a sua formação, até o engajamento no mercado de trabalho, estabelece uma

relação de ética, compromisso e gosto pelo que faz, mesmo estando diante de adversidades

cotidianas, a exemplo dos baixos salários e transformações atemporais e temporais, sejam no

sentido da ordem ou do caos.

Para ensinar Cartografia não é o contrário. De sorte, o docente deverá estabelecer

metodologias apropriadas e envolventes, proporcionando para si e seus alunos uma

compreensão qualitativa e quantitativa do espaço representado, seja ele impresso em mapas

e/ou cartas topográficas, ou no formato digital. Todavia, o que se pretende de concreto com o

ensino da Cartografia – principalmente, no ensino fundamental – é a leitura e interpretação do

espaço como instrumento de prática reflexiva e participativa no contexto socioambiental. Esta

prática e reflexão refletem a necessidade de atender a todas as diretrizes pedagógicas e

curriculares estabelecidas nos PCNs, transformando a sala de aula em um ambiente de ensino

e aprendizagem mútua (professor e aluno), contextualizado e dinâmico. É nesta perspectiva

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que o professor toma para si a responsabilidade de sentir os mapas como um valioso e

indispensável instrumento de compreensão do cotidiano.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O questionário foi aplicado há 24 alunos (as) do 6º Ano (ver apêndice B) do

ensino fundamental do Colégio Nossa Escola II (ver apêndice A), situado na Coroa do Meio,

zona sul da cidade de Aracaju.

Com base nos dados coletados nos questionários (ver apêndice A), fica

caracterizado que estes mesmos alunos – 100% da amostra – acreditam que a localização é a

principal função dos mapas. De certo modo, estão corretos, porém deve-se destacar também a

mensagem que os mapas trazem em seu bojo de relações que caracterizam os fenômenos

geográficos: a proporcionalidade, a ordem e a diversidade. Estas relações ajudam o aluno a

analisar tais fenômenos, passando a ser um intérprete dos mapas, e não um mero observador.

A leitura deve ser fundamental para que o aluno possa entender o assunto com os mapas, de

certo uma leitura dos mapas.

Em relação à utilização de mapas nas aulas de Geografia, 79% (ver apêndice C)

apontam para um melhor entendimento do assunto quando auxiliado por este recurso. Isto

porque, no 6º Ano é importante observar que os conteúdos trabalhados são de caráter físico,

desde a própria dinâmica da Terra até as ações antrópicas em relação ao meio ambiente, os

fenômenos geográficos. Verifica-se que este grande percentual de alunos está interessado em

‘visualizar’ tais fenômenos geográficos, sem um interesse maior em aprofundar a localização,

proporção, a escala, cores e a legenda que os caracterizam no mapa. As demais respostas,

17%, apontaram para o entendimento parcial do assunto com os mapas e difícil entendimento

4%, isto porque para o aluno, observar tal fenômeno no mapa por conta da própria visão que o

mapa oferece, seja ela vertical ou oblíqua, ainda causa um impacto com relação ao espaço

geográfico real. Para que esta dificuldade seja quebrada, o professor deve trabalhar com os

alunos noções de curva de nível e transposição do espaço geográfico real, para superfícies

planas.

A visualização é o elemento que mais chama a atenção dos alunos, 58% (ver

apêndice D). Isto indica que, os conteúdos e as explicações do professor de Geografia sejam

relacionados ainda com a representação dos fenômenos geográficos. Porém, o que mais

chama a atenção é que esta visualização não tem caráter interpretativo, apenas representativo,

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já que os próprios alunos nas respostas informam que a professora passa o assunto e em

seguida contextualiza com os mapas, apenas apontando onde se localiza tal fenômeno.

Quando questionados sobre o estudo com mapas e as descobertas em relação ao

mundo em que vive, 59% dos alunos (ver apêndice E) apontam para os elementos que estão

mais próximos de sua realidade, o bairro, a rua, um lugar em particular. Isto caracteriza uma

aproximação coma sua realidade social e ambiental, do geral ao particular, já que este espaço

descoberto nos mapas é o que seus olhos podem enxergar através do seu contato direto com

cada lugar. Daí nota-se que o trabalho com mapas que identificam os fenômenos geográficos

mais próximos dos alunos ainda contextualizados com os assuntos abordados em sala de aula,

tenha muito mais importância do que aqueles que estão distantes de sua realidade: mapas com

escalas maiores, fenômenos climáticos de outras regiões do planeta ou até mesmo do seu país.

A diversidade de mensagens que os mapas trazem, faz com que 41,66% dos

alunos (ver apêndice F) apontem para “diferentes visões do mundo”, segundo estes alunos.

Cada lugar tem a sua particularidade, seja no clima, relevo etc. Então, para estes alunos, os

mapas apresentam características distintas em várias partes do planeta, porém, ainda

caracterizando o mapa como um recurso visual destas particularidades, um elemento

representativo e não interpretativo do espaço. A mensagem do mapa ainda é apresentada

como um elemento de localização para os alunos, não algo que o mapa exprima como

mensagem gráfica, onde o mesmo informa a diversidade e o porquê de tais manifestações

diferentes no espaço geográfico. A linguagem cartográfica deve ser bem aproveitada pelo

professor para que os alunos contextualizem e interpretem o assunto com o auxílio dos mapas,

e não apenas localizem tais fenômenos apresentados. Vale ressaltar que os mapas devem estar

uníssonos com o tema do assunto.

De certo modo, a localização no espaço geográfico é bem vinda para uma

alfabetização cartográfica dos alunos. O interesse deles por esta localização se dá a partir do

momento em que eles afirmam que já fizeram mapas (mentais) de lugares vivenciados no seu

dia-a-dia: da sua casa, da rua etc. Porém, um elemento ainda se mostra para 62,5% dos alunos

(ver apêndice G) como um fator limitante na aprendizagem: a escala. Essa dificuldade se

mostra devido à necessidade de se trabalhar com cálculos matemáticos, na redução e

ampliação dos mapas e também em entender a associação desses lugares em uma escala

maior, inferior na dimensão dos fenômenos em relação ao real nas diferentes projeções

cartográficas que podemos obter de um determinado lugar. A escala é justamente isto, a

redução do espaço geográfico para uma superfície plana. A dificuldade reside no não

entendimento da relação de proporção, isto é, entre a medida real e a que está representada no

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mapa. É preciso trabalhar com os alunos, mostrando que independente da extensão real do

espaço, este pode ter seu tamanho reduzido várias vezes.

A atenção dos alunos em relação aos recursos cartográficos, ainda está voltada

para os mapas impressos. Boa parte dos alunos entrevistados afirma que o interesse é grande

por estes, já que o aprendizado se torna mais fácil, do que os recursos visuais aplicados pelas

novas tecnologias na Cartografia. Porém, esta informação traz a tona à insegurança do ensino

de Cartografia através das novas tecnologias, por conta dos conceitos e ferramentas

fundamentais para a mobilidade necessária em computadores e softwares. Mas o interesse por

parte dos alunos de trabalharem mais a fundo com estas novas tecnologias é unânime, já que

os computadores fazem parte do dia-a-dia dos jovens. A própria escola possui um laboratório

de informática em suas dependências, porém, o uso ainda é restrito para as aulas de noções

básicas de informática. Não há nenhum recurso instalado no computador, onde o aluno possa

trabalhar com softwares de mapas, servidores de mapas oferecidos por sites de geossistemas

na Internet e jogos educativos. Os trabalhos com fotos e imagens de satélites, ajudam ao aluno

a entender até mesmo o que diz respeito às noções de proporção, que traz a escala como

elemento que caracteriza tal proporção do espaço terrestre ou de um fenômeno geográfico.

É importante ressaltar que os avanços das novas tecnologias em sala de aula

aproximam os alunos ao que está também mudando em relação à própria Cartografia. Muitas

empresas que trabalham com análise de bancos de dados geográficos já estão banindo os

mapas impressos. Para a escola e principalmente para as aulas de Geografia, os alunos devem

iniciar um trabalho com tais recursos digitais como uma forma de inclusão digital, que passa

por cada esfera do conhecimento humano.

Quanto aos instrumentos utilizados nos tempos atuais como a bússola, GPS e

outros aparelhos que fizeram e fazem parte da construção da Cartografia, todos os alunos

afirmaram conhecer alguns destes como a bússola e o GPS. Porém uma pequena minoria

conhece ou já ouviram falar em um GPS, mas nunca o viram antes, apenas nos livros

didáticos. Nas respostas foi verificado que muitos deles confundem a palavra ‘instrumentos’

com os elementos imaginários que auxiliam a construção de um mapa, a exemplo da rosa-dos-

ventos. Outros, ainda apontam para os pontos cardeais e as estrelas.

Além de todas estas respostas adquiridas através do questionário, principalmente

nas perguntas abertas, os alunos citaram vários elementos que fazem parte dos mapas

dependendo do tema proposto, como os fusos horários, latitude e longitudes, divisões

territoriais etc. Contudo, o que chamou atenção nestas respostas – dito anteriormente – é que

para estes alunos, o que fica claro é a importância do mapa como recurso de visualização e

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localização de vários fenômenos geográficos. Percebe-se então, uma não alfabetização

cartográfica – mesmo que tardia – para com estes alunos.

Visualizar e localizar é preciso, porém os alunos devem ser instruídos a interpretar

tais fenômenos. Identificar o porquê de cada acontecimento, da diversidade de informações

geográficas, sua ordem (a partir da tonalidade de cores) e a proporcionalidade de cada mapa

de acordo com o que quer ser representado, do geral ao particular. Tudo isto deve ser

aproveitando as potencialidades de cada aluno a partir do seu conhecimento adquirido desde

os primeiros anos de vida, ou seja, a noção do espaço vivido é involuntariamente adquirida.

4 CONCLUSÃO

A Geografia, sendo esta ciência tutora do estudo e descrição do espaço geográfico

(enquanto objeto), não poderia nos tempos atuais estar apenas descrevendo este espaço

através de técnicas de pesquisa de campo ou análise em gabinetes, pois, os elementos

abordados e tratados após a coleta ficariam apenas na teoria, muitas vezes incompletos e

incompreensíveis. Aliás, a leitura de textos que interpretam o espaço geográfico, produto das

relações do homem e o meio, poderia se tornar monótonas e faltaria em si, o detalhe, a

imagem do lugar, da região, do espaço referenciado. A Cartografia oferece um apoio visual,

uma continuidade do olhar humano sobre o espaço, as informações necessárias a nível local

ou geral, produtos das técnicas que o próprio homem ao longo da história, construiu para o

auxílio no seu cotidiano.

Os processos de conhecimento adquiridos pela leitura e interpretação dos mapas,

não podem ser deixados de lado por conta da própria funcionalidade que o mesmo oferece no

dia-a-dia das sociedades. Portanto, o mapa continuará sendo o recurso fundamental para o

homem, na sua constante busca e relacionamento com o espaço terrestre. Até mesmo nas

escolas, o mapa surge como um importante e necessário instrumento pedagógico nas aulas de

Geografia. Todavia, na escola esse instrumento pedagógico deve ser trabalhado de forma que

os alunos não apenas vejam o mapa como uma mera ‘ilustração’ do planeta, da cidade ou do

bairro.

Os alunos desde os primeiros anos escolares devem passar por uma alfabetização

cartográfica, ou seja, justamente nos primeiros anos de vida, que a criança já busca interpretar

o espaço vivido por ela através de mapas mentais, ou seja, imagens que a criança presencia no

seu dia-a-dia, transportam para um desenho com elementos que caracterizam este espaço

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vivido. Este trabalho de alfabetização cartográfico deve ser iniciado nas séries iniciais como

auxílio para as séries posteriores, principalmente no 6º Ano, onde neste período escolar os

alunos trabalham intensamente todas as características físicas do espaço terrestre. Vale

salientar que sem o mapa como recurso para esta série, seria como dar ‘aulas imaginárias’,

onde o aluno constrói mentalmente o elemento do espaço apresentado.

Nesse contexto, verificou-se que no 6º Ano do Colégio Nossa Escola II, os alunos

ainda têm o mapa como um recurso ilustrativo, ou seja, percebe-se que o mapa não é utilizado

como um recurso interpretativo do espaço, contextualizado com os conteúdos. A leitura dos

mapas deve ser fundamental desde a legenda, até a escala, passando também pela

interpretação da ordem (cores) e diversidade de elementos representados no mapa. É ainda

fundamental que o trabalho com mapas tenha um caráter dedutivo, ou seja, passando do geral

para o particular, onde os alunos possam interpretar também seu espaço vivido

cotidianamente, a partir da contextualização com o conteúdo fora da sua realidade social e

ambiental. A elaboração e criação de mapas devem ser tratadas como uma forma de

aproximar o aluno a ‘arte de traçar mapas’, pois, como dito anteriormente o aluno desde

pequeno tem noção sobre o espaço. Basta observar que ele mesmo traça os seus caminhos

pelo espaço geográfico através da memorização de elementos que caracterizam a localização

exata dos pontos a serem traçados. A legenda, a escala e coordenadas geográficas, não podem

ser tratadas apenas como cálculos matemáticos em sala de aula. Os alunos a partir da

elaboração dos mapas devem utilizar meios como à medição e transposição dos elementos

referenciados através de metodologias simples que vai desde o uso de recursos como a régua,

barbante e cartolinas.

O uso de softwares que disponibilizam mapas e imagens de satélites e aviões deve

ser mais aproveitado, tendo em vista que a tecnologia surge como um auxílio para as

atividades humanas, e o jovem deve ser inserido neste contexto de inclusão digital, sem falar

que o tratamento dos dados sobre o espaço terrestre é cotidiano, e estes softwares oferecem a

partir de seus servidores informações atualizadas sobre as transformações no espaço

geográfico.

Enfim, a Cartografia oferece oportunidades para que as aulas de Geografia sejam

mais dinâmicas e que transformem os alunos em intérpretes e construtores de mapas, não mais

meros leitores. É necessário que estes ainda trabalhem de forma prática desde a Cartografia

em sala de aula, até mesmo fora dela. É inegável a importância da Cartografia como recurso

de contextualização com os conteúdos de Geografia no 6º Ano.

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CARTOGRAPHY IN ELEMENTARY SCHOOL: TEACHER AND STUDENT IN THE PROCESS OF TEACHING/LEARNING.

ABSTRACT

The maps have been an essential tool to the analysis and understanding of geographical space

through the history of the geographical science, since they visually represent any area or real

situation in a reduced scale, allowing detailed analysis. Cartographical knowledge is therefore

very important in several performances of the work in geography, including in the teaching

practice. The use of maps occurs in various forms, such as: printed or digital maps. It is

intended, then to verify through this study the relation between Cartography and Geography

in the 6th year group of elementary school, as well as its contribution in the process teaching-

learning. With the completion of questionnaires to students, one can conclude that the

contents learned with the aid of maps are easier to understanding, especially because the

visualization in the cartographical material.

Keywords: Teaching-learning. Geography. Cartography. Maps.

Data da entrega dos originais: 17 de Dezembro de 2008.

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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. São Paulo: Contexto, 2001. ALVES, Magda. Como escrever teses e monografias: um roteiro passo a passo. São Paulo: Campus, 2002. BRASIL. Ministério da Educação e Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: Geografia. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998. CARLOS, Ana F. Alessandri (org.); [ET AL]. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: A Geografia na sala de aula. 8. ed. São Paulo: Contexto, 2006. CASTELLAR, Sônia (org.); [ET AL]. Educação geográfica: teorias e práticas docentes. Volume 5. São Paulo: Contexto, 2005. CRESPO, Antônio Amot. Estatística fácil. São Paulo: Saraiva, 1999. FERREIRA, Conceição Coelho; SIMÕES, Natércia Neves. A evolução do pensamento geográfico. Lisboa: Gradiva, 1986. FONSECA, Fernanda Padovesi; OLIVA, Jaime Tadeu. A Geografia na sala de aula. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2004. GIL, Antônio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. São Paulo: Atlas, 2001. KATUTA, Ângela Massumi; et al. Geografia em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2002. SANTOS, Douglas. A reinvenção do espaço: diálogos em torno da construção do significado de uma categoria. São Paulo: Unesp, 2002.

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APÊNDICE A – ESTRUTURA FÍSICA DO COLÉGIO NOSSA ESCOLA

Fachada Lateral do Colégio Nossa Escola. Foto: Weldson Lins

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APÊNDICE B – SALA DE AULA DO 6º ANO E ALUNOS

Sala de aula do 6º Ano, aplicação do questionário.

Foto: Wedson Lins

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APÊNDICE C – MAPAS NAS AULAS DE GEOGRAFIA

Fonte: Pesquisa de campo, 2007

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APÊNDICE C – INTERESSES POR MAPAS

Fonte: Pesquisa de campo, 2007

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APÊNDICE D – DESCOBERTA DO ESPAÇO GEOGRÁFICO E NATURAL

Fonte: Pesquisa de campo, 2007

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APÊNDICE E – LINGUAGEM DOS MAPAS

Fonte: Pesquisa de campo, 2007

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APÊNDICE F – DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM PELOS MAPAS

Fonte: Pesquisa de campo, 2007

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APÊNDICE G – QUESTIONÁRIO SOBRE CARTOGRAFIA

CARTOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROFESSOR E ALUNO NO PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM

Questionário para os alunos: Nome do aluno: ______________________________________ 1. O que você acha das aulas de Geografia quando o professor utiliza mapas: a) Entende parcialmente. b) É mais fácil para entender o assunto com a visualização. c) É mais difícil para entender o assunto 2. O que chama mais atenção quando o professor está ensinando com mapas? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 3. Estudando com mapas, qual foi a maior descoberta que você fez em relação ao mundo em que você vive? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 4. Em sua opinião, que mensagem os mapas trazem para você? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 5. Qual a importância dos mapas no dia-a-dia dos seres humanos? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 6. Estudando os mapas, você tem conseguido imaginar e desenhar o lugar onde você vive, criando mapas? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________

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7. Você aprende mais observando um mapa na folha de papel, em uma tela de computador ou TV? Por quê? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 8. Quando você está estudando Geografia, com a ajuda dos mapas, o que você acha mais difícil: a) Legenda b) Cores c) Escala d) Lugares e) Outros - Se você responder a letra “e” comente sobre em que você sente dificuldade: ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 9. Como você prefere que sejam as aulas com mapas? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 10. Você conhece algum instrumento de localização? Se a resposta for sim, diga quais São: ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________

essa materia via me ajudar muito
dentro deste contexto, vale ressaltar que o uso da cartografia é indispensável em sala de aula, como professora uso o espaço de vivência do aluno para orienta-los como fazer um croqui, um mapa mental até eles perceberem que o mapa é uma linguagem para ser usada no seu cotidiano.
me ajudou na prova valeu
Seu trabalho é muito bom gostaria de utilizalo ou parte questionario para meu trabalho de tcc se autorizar aquardo resposta.Prof Santos Antonio Carlos.
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