Cateter venoso, Notas de aula de Enfermagem
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Cateter venoso, Notas de aula de Enfermagem

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AULA 2 - CATETER VENOSO (CME)
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Catéteres Venosos

Cateteres Venosos

Definições Tipos

Pontos importantes

Definição: cateter

• Segundo o dicionário cateter é todo e qualquer dispositivo feito para ser introduzido em órgão oco, cavitário ou que possua luz, para a introdução ou retirada de algum líquido.

Definição: sonda • Instrumento cilíndrico, sólido ou oco, que

serve para praticar uma sondagem. • Sondagem = introdução de um conduto

natural de uma sonda para evacuar o conteúdo da cavidade onde ele se abre, para determinar seu calibre, a profundidade do órgão explorado ou a injetar nele um medicamento.

Definição: cânula

• Tubo oco de uso médico, que se introduz num orifício para mantê-lo aberto, permitir a passagem de gases ou líquidos, aplicar uma injeção ou efetuar uma lavagens ou aspirações de cavidades orgânicas.

Decisões do Enfermeiro

Para a punção venosa deve-se verificar: Tipo de solução a ser administrada. Tempo esperado de terapêutica intravenosa. O estado geral do paciente. Disponibilidade das veias. Tipo de cateter mais adequado. Escolha do local.

Cateteres Venosos

Os cateteres venosos podem ser divididos em: Cateteres periféricos. Cateteres centrais.

Cateteres Periféricos

• São cateteres com tamanhos que variam de 4 a 8 cm, indicados aos acessos venosos de curta permanência para a administração de drogas não irritantes e coleta de sangue, produzidos em PVC, aço inoxidável ou poliuretano.

Cateteres Periféricos Cateter intravenoso periférico de curta

permanência (scalp ou butterfly): são agulhas de aço curtas com asas de plástico.São fáceis de introduzir mas, por serem pequenas e não maleáveis, infiltram facilmente. Utilizadas para administração de drogas em seringas, soros em pequenos volumes ou em infusões rápidas. Numerações mais utilizadas: 19 G, 21G, 23 G, 25 G e 27G.

Cateteres Periféricos

Cateter intravenoso periférico de longa permanência (jelco): São cateteres de plástico introduzidos sobre agulhas de aço. A introdução requer a etapa adicional de progredir o cateter no interior da veia após a punção venosa.Com relação ao scalp tem uma probabilidade menor de infiltração. Tempo de permanência 72 horas. Tamanhos:14 G,16 G,18 G,20 G,22 G,e 24 G.

Cateteres Centrais • Dr. Dennis Maki, em 1996 publicou uma pesquisa

com 1054 pacientes submetidos a venoclise com cateteres curtos, constatou que 441 (42%) apresentaram flebite venosa, e a maior causa detectada foi a administração de drogas ou soluções vaso irritantes como: altas concentrações de glicose, Nutrição Parenteral Prolongada (NPP), antibióticos (Vancomicina, Anfotericina), Benzodiazepínicos, Barbitúricos, Fentoína, Quimioterápicos, etc.

Cateteres Centrais

• São cateteres que possuem tamanho suficiente para que a ponta distal tenha uma localização a nível central, em geral no terço médio da cava superior. Podem ser de PVC, poliuretano ou silicone.

Cateteres Centrais

Diferença quanto a implantação: Cateteres semi-implantados: possuem um

trecho de sua extensão exteriorizada, com implantação em veias subclávia, jugular ou periféricas (PICC).

Totalmente implantados: totalmente protegidos pelo subcutâneo

Cateteres Totalmente Implantados • Cateter venoso central de longa permanência

(Port): implantação subcutânea, composto de reservatório plástico, com bordas palpáveis ao exame clínico, contendo em sua parte central um amplo septo de membrana de silicone com 12,5 mm de diâmetro, que permite múltiplas punções com agulhas especiais. Procedimento cirúrgico. Principalmente utilizados para tratamentos quimioterápicos, administração mais segura das drogas, evitando extravasamentos, destruição tecidual e necrose.

Cateteres Centrais

Diferenças quanto ao tempo de permanência: Curta: cateteres produzidos em poliuretano

ou PVC e não possuidores de barreira bacteriana, devem ficar implantados em um prazo máximo de 15 dias.

Longa: cateteres produzidos em silicone e possuidores de barreira bacteriana, não possuem prazo para sua retirada.

Cateteres Centrais  Cateter central de curta permanência (Intracath):

utilizado em terapias venosas em pacientes críticos que necessitem de infusão múltipla de soluções parenterais e mensuração de pressão venosa central. Principal local de inserção é veia jugular interna e subclávia, localização do cateter em veia cava superior. Tempo de permanência de 15 dias depende da rotina estabelecida pela CCIH da Instituição. Existem cateteres de 01,02,03 e 04 lúmens.

Cateteres Centrais-Intracath

• Opções: Calibre Diâmetro (mm) Comprimento

cateter (cm)

14G20 1,7 20 14G30 1,7 30 17G20 1,1 20 17G30 1,1 30 19G20 0,7 20 19G30 0,7 30

Especificação técnica • Cateter intravenoso estéril central descartável, em poliuretano ou similar,

atóxico, apirogênico, que possa permanecer por período maior em contato com organismo sem provocar rejeições, utilizando em terapias venosas em pacientes críticos que necessitem de infusão múltipla de soluções parenterais e mensuração de pressão venosa central, calibre___G, com aproximadamente ___cm de comprimento, conector luer ou luer-lock, com identificação do comprimento e diâmetro do cateter, provido de estilete (mandril) flexível, preferencialmente provido de freio unidirecional, agulha com bisel biangulado e trifacetado, isenta de rebarbas, com canhão que proporcione conexão segura com o cateter, tipo intracath ou similar. Com capa de proteção do cateter para servir tanto como apoio para introdução, bem como para evitar o contato do mesmo com o ambiente. Agulha biselada, tricetada, metálica de preferência que possa ser retirada após colocação do cateter.Embalagem individual com proteção dupla um lado grau cirúrgico e outro em poliamida abertura em pétala, estéril em processo que garanta comprovadamente ausência de resíduos tóxicos, com dados de identificação e procedência.

Cateteres Centrais • Cateter central de longa permanência (PICC):

Cateter Central de Inserção Periférica, é inserido para ser locado em terço médio de veia cava superior através de acesso pela veia cefálica ou basílica, cateter longo de aproximadamente 30 a 60 cm de comprimento, progressão do cateter através da anatomia vascular, após retirada do introdutor, confeccionado em silicone, apresenta modelos de 01 a 02 lúmens e com válvulas anti- refluxo de sangue.

Cateteres Centrais Longa Permanência

Vantagens: Cateter designado para providenciar um acesso

central a pacientes que necessitam de moderado a longo tempo de terapia endovenosa (5 dias a 1 ano).

Diminuição do risco de flebites, infiltrações e oclusão em comparação com cateteres curtos.

Não existe relato em literatura de casos de pneumotórax, uma das maiores complicações da inserção de cateteres agudos em subclávia.

Manutenção Cateteres Centrais

• O modo ideal para manter um cateter central é não tocando-o, ou seja, quanto menor o manuseio, maior a probabilidade de êxito na sua manutenção.

• Infusão: utilização em sistema fechado, lavagem após utilização, entre drogas incompatíveis e contato com hemocomponentes.

• Curativo: filme transparente de alta permeabilidade ao oxigênio.

• Heparinização: sempre se não utilizar o cateter por períodos maiores que 12 horas.

Fatores de Risco no Uso de Cateter • Maior tempo de permanência do dispositivo no paciente. • Maior manipulação do cateter. • Violação da técnica asséptica. • Execução e material inadequados na cobertura do local de

inserção do cateter. • Tipo do cateter (número do lúmen e qualidade do material). • Infusão de líquidos contaminados. • Soluções contaminadas. • Mãos da equipe de saúde. • Técnica inadequada de manipulação. • Anti-sépticos contaminados.

Importante

• Resolução RDC nº 45, de 12 de março de 2003 – D.O.U. de 13032003 – “ Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas de utilização das Soluções Parenterais (SP) em Serviços de Saúde.

(RDC-Resolução de Diretoria Colegiada)

Objetivo • Este Regulamento Técnico fixa os

requisitos mínimos exigidos para utilização de Soluções Parenterais (SP), a fim de assegurar que tais produtos, quando administrados, sejam seguros e eficazes.

• Soluções Parenterais (SP): solução injetável, estéril e apirogênica, de grande ou pequeno volume, própria para administração por via parenteral.

• Solução Parenteral de Grande Volume (SPGV): solução parenteral acondicionada em recipiente de dose única, com capacidade de 100 ml ou mais.

• Solução Parenteral de Pequeno Volume (SPPV): Solução parenteral acondicionada em recipiente com capacidade inferior a 100 ml.

• Sistema Aberto: sistema de administração de SP que permite o contato da solução estéril com o meio ambiente, seja no momento da abertura do frasco, na adição de medicamentos ou na introdução de equipo de administração.

• Sistema Fechado: sistema que durante o preparo e administração, não permite o contato da solução com o meio ambiente.

Segurança • Eliminação da contaminação

microbiológica, redução do índice de infecção hospitalar eliminando as reações sépticas e pirogênicas.

• Reduz a incidência de flebites e embolias. • Redução de riscos de acidentes e

intercorrências (entrada de ar, embolias)

Redução de Custos • Com o tipo de equipo usado (desnecessário

o uso de equipo com entrada de ar lateral com filtro bacteriológico já que a bolsa apresenta a característica do colabamento).

• Redução com medicamentos e hotelaria. • Redução por perdas de produto.

Atenção • Para a utilização das SP com segurança é

indispensável, no preparo e na administração, o atendimento a requisitos mínimos que garantam a ausência de contaminação microbiológica, física e química, bem como interações e incompatibilidades medicamentosas.

Medicamentos em Sistema Fechado em Bolsa

• Estes medicamentos dispensam a manipulação, pois já estão diluídos em solução, sendo apenas necessário abrir a embalagem e conectar o equipo simples para a infusão de solução parenteral.

otimo resumo de de suma importancia para nosso dia, dia
João Santana, excelente obrigado
João Santana,excelente orientação,obrigado
Muito bem explicado, e resumido para melhor entendimento!!!
muito bom
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