Células tronco - Apostilas - Farmácia, Notas de estudo de Farmácia. Universidade de Fortaleza (UniFor)
Florentino88
Florentino8827 de Fevereiro de 2013

Células tronco - Apostilas - Farmácia, Notas de estudo de Farmácia. Universidade de Fortaleza (UniFor)

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Apostilas sobre o estudo das Células tronco, objetivos, definição do tema, tipos de Célula-tronco, métodos utilizados, legislação brasileira, ética, vantagens e desvantagens.
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Universidade de São Paulo

Células-tronco

Farmácia

São Paulo, 07 de maio de 2012.

Trabalho apresentado à disciplina Citologia, Histologia e Embriologia.

Professor: Júlio Fernandes

Introdução

Este trabalho tem como objetivo abordar um tema muito conhecido, porém pouco desvendado as células-tronco, o foco principal da pesquisa é mostrar de maneira geral as pesquisas e estudos sobre esse tema, não apenas por meio da visão científica que foi abordado o assunto, a questão religiosa também foi usada nessa construção. A pesquisa está disposta de maneira bem simples e direta, sem excesso de informações desnecessárias para facilitar a leitura, ela buscou compreender de forma ampla e sobre várias perspectivas o assunto em questão.

Sumário

Objetivo/Metodologia.............................................................................1

Definição do tema...................................................................................2

Tipos de Célula-tronco............................................................................2

docsity.com

Métodos utilizados para a obtenção no Brasil........................................3

Metodologia atual de obtenção no Brasil...............................................3

Metodologia atual usada em outros países para a obtenção..................4 e 5

A legislação brasileira e as células-troncos...........................................5

A legislação em outros países e as células-tronco.................................6 e 7

A ética e as células-tronco.....................................................................7

As religiões e as células-tronco.............................................................8

Vantagens na utilização de células-tronco............................................8

Desvantagens na utilização de células-tronco......................................9

Atualidades sobre as células-tronco.....................................................9 e 10

Discussão.............................................................................................11

Conclusão............................................................................................12

Referências Bibliográficas..................................................................13

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Objetivo/Metodologia

Esta pesquisa foi uma grande união de estudos realizados, a principal fonte das informações aqui apresentadas foi a partir de publicações científicas, sites especializados e jornais eletrônicos, e alguns blogs de profissionais da área para assuntos que necessitavam um pouco mais de uma visão pessoal do de uma mais científica, foi preciso gerir essas informações que a partir de tópicos apresentados foi possível traçar o caminho para o desenvolvimento do trabalho.

Já que a rede é uma fonte quase que “inesgotável” de informações não foi encontrada a necessidade de consultar outras fontes de conhecimento.

1 – Definição do tema

Células-tronco são células primitivas, produzidas durante o desenvolvimento do organismo e que dão origem a outros tipos de células elas encontradas em embriões, no cordão umbilical e em tecidos adultos, como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal, por exemplo. Ao contrário das demais células do organismo, as células-tronco possuem grande capacidade de transformação celular, e por isso podem dar origem a diferentes tecidos no organismo. Além disso, as células-tronco têm a capacidade de auto-replicação, ou seja, de gerar cópias idênticas de si mesmas.

2 - Tipos de células tronco

Totipotentes, aquelas células que são capazes de diferenciarem-se em todos os 216 tecidos que formam o corpo humano, incluindo a placenta e anexos embrionários. As células totipotentes são encontradas nos embriões nas primeiras fases de divisão, isto é, quando o embrião tem até 16 - 32 células, que corresponde a 3 ou 4 dias de vida;

Pluripotentes ou multipotentes, aquelas células capazes de diferenciar-se em quase todos os tecidos humanos, excluindo a placenta e anexos embrionários, ou seja, a partir de 32 - 64 células, aproximadamente a partir do 5º dia de vida, fase considerada de blastocisto. As células internas do blastocisto são pluripotentes enquanto as células da membrana externa destinam- se a produção da placenta e as membranas embrionárias;

Oligotentes, aquelas células que se diferenciam em poucos tecidos;

Unipotentes, aquelas células que se diferenciam em um único tecido.

As células embrionárias são consideradas pluripotentes porque uma célula pode contribuir para formação de todas as células e tecidos no organismo elas podem também proliferar-se indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas se diferenciam se forem alteradas as condições de cultivo.

Outra característica especial dessas células é que, quando reintroduzidas em embriões de camundongo, dão origem a células de todos os tecidos de um animal adulto, mesmo as

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germinativas (óvulos e espermatozoides). Apenas uma célula ES ( termo em inglês que significa: células-tronco embrionárias), no entanto, não é capaz de gerar um embrião. Isso significa que tais células não são totipotentes, como o óvulo fertilizado.

*As células-tronco totipotentes e pluripotentes (ou multipotentes) só são encontradas nos embriões.

*As células-tronco oligopotentes ainda são objeto de pesquisas, mas podemos dizer como exemplo que são encontradas no trato intestinal.

*As unipotentes estão presentes no tecido cerebral adulto e na próstata, por exemplo

3 – Métodos para a obtenção de células

Por clonagem terapêutica é a técnica de manipulação genética que fabrica embriões a partir da transferência do núcleo da célula já diferenciada, de um adulto ou de um embrião, para um óvulo sem núcleo. A partir da fusão inicia-se o processo de divisão celular, na primeira fase 16- 32 são consideradas células totipotentes. Na segunda fase 32-64 serão células pluripotentes, blastocisto que serão retiradas as células-tronco para diferenciação, in vitro, dos tecidos que se pretende produzir. Nesta fase ainda não existe nenhuma diferenciação dos tecidos ou órgãos que formam o corpo humano e por isso podem ser induzidas para a terapia celular. A principal vantagem dessa técnica é a fabricação de células pluripotentes, potencialmente capazes de produzir qualquer tecido em laboratório, o que poderá permitir o tratamento de doenças cardíacas, doença de Alzheimer, Parkinson, câncer, além da reconstituição de medula óssea, de tecidos queimados ou tecidos destruídos etc, sem o risco da rejeição, caso o doador seja o próprio beneficiado com a técnica. Mas a principal limitação é que no caso de doenças genéticas, o doador não pode ser a própria pessoa porque todas as suas células têm o mesmo defeito genético.

A clonagem para fins terapêuticos não pode reproduzir seres humanos, porque nunca haverá implantação no útero. As células são multiplicadas em laboratório até a fase de blastocisto, 32- 64 células, sendo a partir desse estágio manipuladas para formação de determinados tecidos. Além disso, nessa fase o pré-embrião é constituído por um aglomerado de células que ainda não tem sistema nervoso.

Do corpo humano as células-tronco adultas são fabricadas em alguns tecidos do corpo, como a medula óssea, sistema nervoso e epitélio, mas possuem limitação quanto a diferenciação em tecidos do corpo humano.

De embriões descartados (inviáveis para implantação) e congelados nas clínicas de reprodução assistida.

4 – Metodologia de obtenção no Brasil

No Brasil os tratamentos com células-tronco são feitos apenas em grandes centros de pesquisa, como os grandes hospitais e somente para pacientes que assinam um termo de consentimento e concordam em participar desses estudos clínicos. A obtenção desses organismos é feita a partir da produção in vitro, sendo comercializados apenas para grandes

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centros de pesquisa e grandes hospitais, essas células são chamadas de transgênicos, a pesquisa com células-tronco embrionárias é permitida apenas para fins terapêuticos, essas células são retiradas de células-tronco de embriões congelados, obtidos por fertilização in vitro. No Brasil existem outras formas, porém não efetivas de obtenção dessas células, por exemplo, pela obtenção, vale ressaltar que as células-tronco mais eficazes são as de embriões, pois possuem capacidade biológica no trato terapêutico de várias doenças e capacidade de regeneração de vários tecidos do corpo humano, incluindo o ósseo, porém no Brasil é proibido o uso dessas células de embriões, a Lei de Biossegurança incluiu a questão da pesquisa em células tronco, em uma legislação bastante confusa. Por esta Lei, é possível utilizar embriões produzidos para fins reprodutivos e que já estavam congelados anteriormente a 2005.

5 – Metodologias atuais de obtenção em outros países

Não há um consenso mundial sobre a liberação das pesquisas com células humanas. Dos países que integram a União Europeia (UE). A Inglaterra foi o primeiro país a liberar, em agosto de 2000, os experimentos com células-tronco de seres humanos. Mas, até hoje, apenas Finlândia, Grécia, Suíça e Holanda seguiram seu exemplo. Na Alemanha, a criação de embriões para pesquisa é proibida, embora eles possam ser importados de outros países. No restante da Europa, o assunto ainda é motivo de restrições éticas. Países como Austrália e Israel já se posicionaram a favor das pesquisas.

A maioria dos outros países que integram a UE não possui legislação específica sobre o tema. Em outros, a utilização de células-tronco embrionárias é permitida apenas em casos muito particulares, como o da fertilização in vitro.

Em laboratórios em Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul já são realizadas pesquisas com células- tronco embrionárias, mas a legislação sobre o assunto apenas começa a ser discutida. O governo da China foi pioneiro ao aprovar, as primeiras regulamentações permitindo pesquisa com clonagem de embriões humanos para retirada de células-tronco.

Nos Estados Unidos, a utilização não é totalmente proibida e uma nova lei federal sobre o assunto está sendo debatida no Congresso. No entanto, os recursos federais para esse tipo de pesquisa são bastante controlados. Apenas dois estados, Califórnia e New Jersey possuem leis permitindo a utilização de células-tronco embrionárias derivadas de reprodução assistida - e que seriam descartadas.

Em agosto de 2000, o Reino Unido aprovou a realização destas pesquisas em embriões. As regras norte-americanas atuais são mais restritivas que as britânicas, contendo, inclusive, algumas incoerências morais. Uma delas é a de permitir o uso de células embrionárias provenientes de embriões produzidos especificamente para este fim, desde que as mesmas sejam retiradas em laboratórios sem subvenção federal norte-americana.

Na Austrália foi proposta uma lei que propõe apenas a utilização de células embrionários oriundas de embriões gerados para fins reprodutivos antes de 5 de abril de 2002 e não

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utilizados. Será proibida a clonagem terapêutica e reprodutiva, assim como a geração de quimeras humanas ou a produção de embriões com material genético oriundo de mais de duas pessoas.

A Costa Rica, por sua vez, não aceita qualquer tipo de pesquisa em embrião.

Fonte: http://www.brasilescola.com/imagens/biologia/image014.png

* Esse mapa mostra de uma forma mais generalizada a questão do uso de células-tronco nos outros países do globo.

6 - A legislação brasileira e as células-tronco

O artigo 5º da Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005) libera no país a pesquisa com células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro e congelados há mais de três anos, por essa lei de biossegurança, apenas os embriões congelados há mais de três anos e os inviáveis para implantação podem ser utilizados em pesquisas. Por embrião inviável entenda-se aqueles que, na fertilização in vitro, não são introduzidos no útero da mulher por não terem qualidade ou por conterem mutações responsáveis por doenças genéticas Além disso, a mesma lei diz que os institutos de pesquisa e serviços de saúde não têm autonomia sobre suas pesquisas com células-tronco embrionárias. Para realizar pesquisas ou terapias com células-tronco embrionárias humanas eles devem submeter seus trabalhos para análise e aprovação de comitês de ética em pesquisa. Assim, se as pesquisas forem contrárias ao que se considera ética de pesquisa, elas não são realizadas. O comércio, produção e manipulação de embriões, assim como a clonagem de embriões, seja para fins terapêuticos ou reprodutivos, continuam vetados.

7 - A legislação em outros países e as células tronco

Nos Estados Unidos, o tema esteve no centro dos debates das eleições presidenciais de 2004. Em 2001, o presidente George W. Bush cortou o financiamento público para as pesquisas, permitidas durante o governo Clinton, mas depois decidiu permitir o financiamento limitado. A lei brasileira é considerada equilibrada, e está bem próxima da legislação aprovada há poucos anos em plebiscito na Suíça. Em alguns países, como a Coréia do Sul e a Inglaterra, a legislação também permite a clonagem terapêutica.

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África do Sul: Permite todo tipo de pesquisa com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. É o único país africano com legislação a respeito.

Alemanha: Permite a pesquisa com linhagens de células-tronco existentes e sua importação, mas proíbe a destruição dos embriões.

China: Permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.

Cingapura: Permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.

Coreia do Sul: Permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica

EUA: Proíbe a aplicação de verbas do governo federal em qualquer pesquisa envolvendo embriões humanos, exceto no caso de 19 linhagens de células- tronco já derivadas quando a lei foi aprovada. Estados como a Califórnia permitem e patrocinam esse tipo de pesquisa – inclusive a clonagem terapêutica.

França: Não tem legislação específica, mas permite a pesquisa com linhagens existentes de células-tronco embrionárias e com embriões de descarte.

Índia: Proíbe a clonagem terapêutica, mas permite outras pesquisas.

Israel: Permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.

Itália: Proíbe completamente qualquer tipo de pesquisa com células- tronco embrionárias humanas, inclusive sua importação.

Japão: Permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Mas a burocracia é tão grande que limita o número de pesquisas.

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México: Único país latino-americano além do Brasil que possui lei permitindo o uso de embriões. A lei mexicana é mais liberal que a brasileira, pois permite a criação de embriões para pesquisa.

Reino Unido: Tem uma das legislações mais liberais do mundo, permitindo até mesmo a clonagem terapêutica, ou seja, a criação de embriões por meio de clonagem para sua posterior destruição.

Rússia: Permite todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica.

Turquia: Permite pesquisas e uso de embriões de descarte, mas proíbe a clonagem terapêutica, como o Brasil.

Fonte: Conectadas Direitos Humanos, baseado no estudo do professor José Roberto Goldim, da UFRGS www.isscr.org

Pesquisa embrionária internacional Diniz D & Avelino D

* Países que permitem a pesquisa embrionária apenas com linhagens importadas: República Federal da Alemanha

* Países que permitem a pesquisa com linhagens nacionais e importadas: Canadá, Comunidade da Austrália, Confederação Suíça, Coréia, Estado de Israel, Estados Unidos da América, Estados Unidos Mexicanos, Federação Russa, Japão, Reino da Dinamarca, Reino da Espanha, Reino da Noruega, Reino da Suécia, Reino dos Países Baixos, Reino Unido da Grã- Bretanha e Irlanda do Norte, República da África do Sul, República da Finlândia, República da França, República da Índia, República de Cingapura, República de Portugal, República Islâmica do Irã, República Popular da China..

* Países que não permitem a pesquisa embrionária: República Italiana

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/rsp/v43n3/414.pdf

8 – A ética e as células tronco

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O progresso no campo da biogenética merece todo incentivo e suscita, também, preocupações de cunho ético referentes à obtenção das células-tronco. Essas células são extraídas do cordão umbilical, da medula óssea e de outros tecidos, conforme recentes pesquisas.

Coloca-se, no entanto, a questão ética quanto à consecução dessas células-tronco a partir de embriões humanos, uma vez que, no ato de extração, os embriões são destruídos.

A grande questão que a ética discute é a constatação que se trata de um ponto crucial no desenvolvimento da ciência e que, este representa um grande avanço no que diz respeito à promoção da saúde humana, não há como discordar ou estabelecer uma relação com morte, e sim, relação a favor da vida, já que há implicações positivas na saúde e consequentemente no bem-estar de muitos.

9 – As religiões e as células tronco

As pesquisas e os tratamentos com células-tronco recebem fortes críticas de diversos setores da sociedade.A obtenção de células tronco embrionárias resulta na destruição do embrião. Para muitas pessoas, principalmente religiosos, o sacrifício de um embrião humano para a retirada de células-tronco é um crime contra a vida, comparável ao aborto.

A Igreja Católica considera a destruição de embriões equivalente ao aborto. Ela acredita que a vida de uma pessoa tem início na fecundação, desta forma não há justificativa eticamente adequada para tal tipo de pesquisa.

O Judaísmo: A Lei Judaica (Halachá) não faz objeção ao uso de um embrião em estágio tão primário. De acordo com o presidente da Comissão Bioética do Conselho Rabínico da América, rabino Moshe D. Tendler, um óvulo fertilizado in vitro não tem "humanidade". Sem a implantação em um útero permanece um zigoto ou pré- embrião, não sendo vista a destruição do mesmo como um aborto.

A Igreja Ortodoxa, principal religião da Rússia, condena a clonagem, mesmo para fins terapêuticos.

O Espiritismo concorda, em parte, com a utilização de células-tronco embrionárias, para o espiritismo a preocupação reside no produto final do processo, ou seja, o embrião, que poderá gerar um novo ser.

10 – Vantagens na utilização de células-tronco

Células-tronco embrionárias:

* As células-tronco embrionárias conseguem se diferenciar em todas as 75 trilhões de células existentes nos 216 tipos de tecidos que formam o corpo humano;

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* As células-tronco extraídas de embrião são bem mais abundantes;

Células-tronco adultas:

* Para utilização das células-tronco adultas não é necessário destruir nenhuma vida;

* A chance de rejeição ao auto-transplante é bem menor

* As células-tronco adultas apresentam menor risco de provocar tumores

11 – Desvantagens na utilização de células-tronco

Células-tronco embrionárias:

* Para utilização das células-tronco embrionárias é necessário destruir uma vida no primeiro estágio de desenvolvimento (o embrião) para salvar um adulto doente;

* Podem ser atacadas pelo sistema imunológico dos receptores se confundidas com invasoras indesejados

* As células-tronco embrionárias causam grande rejeição no organismo transplantado, por isso o indivíduo que usá-las terá que tratar-se com imunodepressores para o resto da vida;

* As células-tronco embrionárias apresentam grande risco de provocar tumores.

Células-tronco adultas:

* As células-tronco adultas são bem mais raras e sua qualidade é inferior;

* Elas não atingem os 216 tipos de tecidos que formam o corpo humano, só conseguem gerar um número limitado de tecidos diferentes.

12– Atualidades sobre as células-tronco

* Recentemente, as pesquisas com células-tronco tiveram inúmeras situações que atestam os riscos de espetacularizar a Ciência e o conhecimento humano. O Brasil quer produzir célula- tronco em escala comercial, três centros já funcionam - em Curitiba (PR), Salvador (BA) e Ribeirão Preto (SP). O trabalho mais avançado é o da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, que já tem células-tronco adultas e aguarda o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para produzir em escala comercial. O uso de células-tronco derivadas da medula óssea apresenta bons resultados no tratamento de doenças no sangue, como leucemia e anemias, de acordo com o Ministério da Saúde.

* Cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, conseguiram eliminar o HIV da corrente sanguínea de ratos. O principal autor do estudo, Scott Kitchensegundo, disse que o resultado pode abrir caminho para uma nova abordagem de combate ao vírus em pessoas infectadas, com a expectativa de erradicar o HIV do organismo.

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* Cientistas fazem crescer cabelo em ratos sem pelos. Na Universidade de Tóquio, cientistas conseguiram realizar o crescimento de cabelo em um rato sem pelos por meio de células- tronco humanas.

O Ministério da Saúde anunciou investimento de R$ 15 milhões em pesquisa e produção de células-tronco em escala comercial. Parte dos recursos - R$ 8 milhões - irá para a conclusão de oito centros nacionais de terapia celular. O restante será aplicado em pesquisas na área, com editais previstos para este ano.

A ideia do governo é ampliar o uso terapêutico das células-tronco em pacientes da rede pública de saúde, como em casos de recuperação do coração, movimento das articulações e tratamento de esclerose múltipla. Outro objetivo é dar condições aos centros nacionais de produzir quantidade suficiente para abastecer os hospitais públicos e particulares, que dependem, na maioria dos casos, de material importado.

Discussão (comentários)

As células-tronco são muito eficazes, tais células, por meio de divisões sucessivas, podem gerar qualquer dos mais 200 tipos celulares de nosso corpo, representado esperança para muitas enfermidades. Para obter essas células é preciso retirá-las de um embrião com cerca de 5 dias de idade, interrompendo se desenvolvimento. Isso gera muita resistência, sobretudo de correntes religiosas, que alegam que essa interrupção provoca a morte do embrião. Para a ciência, no entanto, ainda não existe vida no embrião.

Há então um grande impasse, pois clínicas de reprodução humana eliminam os embriões não utilizados.

A mesma sociedade que aceita tal eliminação não permite que esses embriões sejam utilizados para fornecer as células-tronco para as pesquisas.

Em tais pesquisas, a clonagem terapêutica gera células-tronco do paciente que são injetadas no órgão doente, esperando-se que se transformem nesse tecido. Tal técnica não apresenta rejeição, além de ser menos traumática que transplantar um órgão inteiro. A partir disso, abre- se caminho para o tratamento de doenças cardíacas, degenerativas, paralisia de membros por danos na medula espinhal, entre outros casos.

Todo esse repertório de novos conhecimentos traz promessas de melhoria da qualidade de vida, mas levanta também conflitos éticos e religiosos. A legislação está sendo criada e tanto legisladores quanto sociedade deve conhecer tais assuntos, pois serão chamados a decidir sobre o futuro da biotecnologia e suas implicações para todos nós.

Conclusão

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Devemos ter conhecimento da grande capacidade que as células-tronco têm para a medicina e que ainda falta um longo caminho a ser percorrido para a descoberta de novas formas efetivas de uso de tais células para o trato de doenças, apesar disso ainda existe um grande impasse que quer seja a religião ou a sociedade impõe sobre o avanço e adoção de novas formas de pesquisa. Não deixando de ressaltar a questão da ética que é indispensável, ainda mais se tratando desse assunto que envolve a vida, mesmo que alguns ainda não considerem que já nos primeiros dias de existência do embrião pode-se considerar já como um ser humano.

É preciso que haja uma maior interação entre sociedade e conhecimento, pois apesar de ser um tema polemico e bem discutido na mídia são poucas as pessoas que conhecem de forma definida esse tema, também é necessário que os princípios religiosos não dificultem o progresso da ciência já que de uma forma ou outra esse conhecimento contribui para a saúde da população em geral.

O que está faltando é a adoção de formas e parâmetros para definir de uma vez a forma correta de manipulação dessas células-tronco, porém com a participação da sociedade , da ciência principalmente e porque não da religião também, assim equilibrando o choque de diferenças desses grupos.

Referencias Bibliográficas

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?602

http://www.drauziovarella.com.br/entrevistas/celulastronco.asp

http://www.movitae.bio.br/ct.htm

http://www.comciencia.br/reportagens/celulas/01.shtml

http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/biologia/bio10f.htm

http://genoma.ib.usp.br/artigos_celulas.php

http://www.ufrgs.br/bioetica/celtron.htm

http://www.comciencia.br/reportagens/clonagem/clone04.htm

http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo031.shtml

http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/050304_not01.asp

http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/ciencia/polemica-celulas-tronco.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u406603.shtml http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-brasil-e-a-pesquisa-sobre-celulas- tronco,133550,0.htm

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http://www.dci.com.br/brasil-quer-produzir-celulatronco-em-escala-comercial-id290544.html

http://www.agenciaaids.com.br/noticias/interna.php?id=18842

http://sobreisso.com/2012/04/18/celulas-tronco-cientistas-fazem-crescer-cabelo-em-ratos- sem-pelos/

Fontes

* Células-tronco embrionárias: pesquisas da Universidade de Wisconsin - Madison

* Ferber, Dan. "Terapias com células-tronco mais próximas da clínica." WebMD Medical News. August 18, 2000.

* Institutos Nacionais de Saúde. Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Células- tronco: Progresso científico e direções da futura pesquisa. June 2001.

* Pellegrino, Edmund. "Pesquisas sobre clonagem e células-tronco: preço muito alto." WebMD Medical News. 29 de setembro de 2000.

* Pence, Gregory. "A promessa de salvar vidas da clonagem de células-tronco." WebMD Medical News. 29 de setembro de 2000.

* Institutos Nacionais de Saúde: Informaçõe sobre células-tronco

* Bancos de dados sobre células-tronco. CNN.com.

* Bancos de dados sobre células-tronco. Time.com.

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