Clp, Notas de estudo de Cultura
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Comando Lógico programavél
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Trabalho de

Eletrônica digital

Assunto: CLP.

Escola Técnica Electra.

Nome: André Luiz Costa da Silva

Turma: 203/Noite

Data: 25/06/2009.

Professora: Daniele

Controlador lógico programável Um Controlador Lógico Programável ou Controlador Programável, conhecido

também por suas siglas CLP ou CP e pela sigla de expressão inglesa PLC

(Programmable Logic Controller), é um computador especializado, baseado num

microprocessador que desempenha funções de controle de diversos tipos e níveis de

complexidade. Geralmente as famílias de Controladores Lógicos Programáveis são

definidas pela capacidade de processamento de um determinado numero de pontos de

Entradas e/ou Saídas (E/S).

Controlador Lógico Programável Segundo a ABNT (Associação Brasileira de

Normas Técnicas), é um equipamento eletrônico digital com hardware e software

compatíveis com aplicações industriais. Segundo a NEMA (National Electrical

Manufacturers Association), é um aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória

programável para armazenar internamente instruções e para implementar funções

específicas, tais como lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e aritmética,

controlando, por meio de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou

processos.

Um CLP é o controlador indicado para lidar com sistemas caracterizados por eventos

discretos (SEDs), ou seja, com processos em que as variáveis assumem valores zero ou um (ou variáveis ditas digitais, ou seja, que só assumem valores dentro de um conjunto

finito). Podem ainda lidar com variáveis analógicas definidas por intervalos de valores

de corrente ou tensão elétrica. As entradas e/ou saídas digitais são os elementos

discretos, as entradas e/ou saídas analógicas são os elementos variáveis entre valores

conhecidos de tensão ou corrente.

Os CLP's estão muito difundidos nas áreas de controle de processos ou de automação

industrial. No primeiro caso a aplicação se dá nas industrias do tipo contínuo,

produtoras de líquidos, materiais gasosos e outros produtos, no outro caso a aplicação se

dá nas áreas relacionadas com a produção em linhas de montagem, por exemplo na

indústria do automóvel.

Num sistema típico, toda a informação dos sensores é concentrada no controlador(CLP)

que de acordo com o programa em memória define o estado dos pontos de saída

conectados a atuadores.

Os CLPs tem capacidade de comunicação de dados via canais seriais. Com isto podem

ser supervisionados por computadores formando sistemas de controle integrados.

Softwares de supervisão controlam redes de Controladores Lógicos Programáveis.

Os canais de comunicação nos CLP´s permitem conectar à interface de operação (IHM),

computadores, outros CLP´s e até mesmo com unidades de entradas e saídas remotas.

Cada fabricante estabelece um protocolo para fazer com seus equipamentos troquem

informações entre si. Os protocolos mais comuns são Modbus (Modicon - Schneider

Eletric), Profibus (Siemens), Unitelway (Telemecanique - Schneider Eletric) e

DeviceNet (Allen Bradley), entre muitos outros.

Redes de campo abertas como PROFUBIS-DP são de uso muito comum com CLPs

permitindo aplicações complexas na indústria automobilística, siderurgica, de papel e

celulose, e outras.

História

O CLP foi idealizado pela necessidade de poder se alterar uma linha de montagem sem

que tenha de fazer grandes modificações mecânicas e elétricas.

O CLP nasceu praticamente dentro da industria automobilística, especificamente na

Hydronic Division da General Motors, em 1968 , sob o comando do engenheiro Richard

Morley e seguindo uma especificação que refletia as necessidades de muitas indústrias

manufatureiras.

A idéia inicial do CLP foi de um equipamento com as seguintes características

resumidas:

• 1. Facilidade de programação;

• 2. Facilidade de manutenção com conceito plug-in;

• 3. Alta confiabilidade;

• 4. Dimensões menores que painéis de Relês, para redução de custos;

• 5. Envio de dados para processamento centralizado;

• 6. Preço competitivo;

• 7. Expansão em módulos;

• 8. Mínimo de 4000 palavras na memória.

Podemos didaticamente dividir os CLP's historicamente de acordo com o sistema de

programação por ele utilizado:

1ª Geração: Os CLP's de primeira geração se caracterizam pela programação

intimamente ligada ao hardware do equipamento. A linguagem utilizada era o

Assembly que variava de acordo com o processador utilizado no projeto do CLP,

ou seja, para poder programar era necessário conhecer a eletrônica do projeto do CLP. Assim a tarefa de programação era desenvolvida por uma equipe técnica

altamente qualificada, gravando-se o programa em memória EPROM, sendo

realizada normalmente no laboratório junto com a construção do CLP.

2ª Geração: Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não tão

dependentes do hardware do equipamento, possíveis pela inclusão de um

“Programa Monitor “ no CLP, o qual converte (no jargão técnico, “compila”), as

instruções do programa, verifica o estado das entradas, compara com as

instruções do programa do usuário e altera o estados das saídas. Os Terminais de

Programação (ou maletas, como eram conhecidas) eram na verdade

Programadores de Memória EPROM. As memórias depois de programadas eram

colocadas no CLP para que o programa do usuário fosse executado.

3ª Geração: Os CLP's passam a ter uma Entrada de Programação, onde um

Teclado ou Programador Portátil é conectado, podendo alterar, apagar, gravar o

programa do usuário, além de realizar testes (Debug) no equipamento e no

programa. A estrutura física também sofre alterações sendo a tendência para os Sistemas Modulares com Bastidores ou Racks.

4ª Geração: Com a popularização e a diminuição dos preços dos

microcomputadores (normalmente clones do IBM PC), os CLP's passaram a

incluir uma entrada para a comunicação serial. Com o auxílio dos

microcomputadores a tarefa de programação passou a ser realizada nestes. As

vantagens eram a utilização de várias representações das linguagens,

possibilidade de simulações e testes, treinamento e ajuda por parte do software

de programação, possibilidade de armazenamento de vários programas no

micro, etc.

5ª Geração: Atualmente existe uma preocupação em padronizar protocolos de

comunicação para os CLP's, de modo a proporcionar que o equipamento de um

fabricante “converse” com o equipamento outro fabricante, não só CLP's, com

Controladores de Processos , Sistemas Supervisórios , Redes Internas de

Comunicação e etc., proporcionando uma integração a fim de facilitar a

automação, gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais mais

flexíveis e normalizadas, fruto da chamada Globalização. Existem Fundações

Mundiais para o estabelecimento de normas e protocolos de comunicação. A

grande dificuldade tem sido uma padronização por parte dos fabricantes.

Com o avanço da tecnologia e consolidação da aplicação dos CLPs no controle de

sistemas automatizados, é frequente o desenvolvimento de novos recursos dos mesmos.

Bibliografia:http://pt.wikipedia.org/wiki/Clp.

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