Cobre inorgânica, Pesquisas de Engenharia Química. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Thalisia.Silva
Thalisia.Silva6 de Junho de 2016

Cobre inorgânica, Pesquisas de Engenharia Química. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

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Cobre - historia, reservas minerais, propriedades, extração, utilização, exposição humana
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COBRE

Curso de Engenharia Química

Disciplina de Química Inorgânica 2

Novo Hamburgo, maio de 2011.

COBRE

NOVO HAMBURGO-RS.

SUMÁRIO

Introdução

A história da Humanidade está intimamente relacionada com o aparecimento

de novos materiais e novas técnicas. Os metais desempenham um papel

fundamental nesta evolução histórica.

Este trabalho apresenta e explica o método de extração do cobre, além de

apresentar as propriedades, a origem e aplicações deste material.

2. HISTÓRIA

O cobre foi o primeiro metal usado pelo homem. Acreditasse que por volta de

8.000 a.C. foi encontrado na superfície da Terra em forma de "cobre nativo", o metal

puro em seu estado metálico. Usado inicialmente como substituto da pedra como

ferramenta de trabalho, armas e objeto de decoração, o cobre tornou-se, pela sua

resistência, uma descoberta fundamental na história da evolução humana.

Os historiadores concordam que as primeiras descobertas importantes do

cobre deram-se na área compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, ao Norte do

Golfo Pérsico. Nesta área, considerada como o lugar da primeira civilização do

mundo, foram encontrados objetos de cobre de mais de 6.500 anos. Os Romanos

designaram o cobre com o nome de "Aes Cyprium", o Metal de Cyprus, já que a Ilha

de Cyprus (Chipre) foi uma das primeiras fontes do metal. Com o tempo, o nome se

transformou em Cyprium e depois em Cuprum, originando o símbolo químico "Cu".

Através dos séculos, o cobre foi identificado pelo símbolo, que é uma forma

modificada do antigo hieróglifo usado pêlos antigos egípcios para representar a vida

eterna. O fato de se ter encontrado objetos de cobre tão antigos em diversos lugares

do mundo é prova das propriedades únicas do metal: durabilidade, resistência à

corrosão, maleabilidade, ductilidade e fácil manejo.

A obtenção do metal combinado com outros elementos, foi muito mais tarde,

mais ou menos nos anos 3500 a.C., talvez provindo de um contato acidental do fogo

com algum tipo de mineral cúprifero. O homem não tardaria em notar que da

combinação do cobre e o zinco (Zn) se obtinha uma sustância muito mais resistente

e de maior utilidade para a fabricação de ferramentas, armas e os mais diversos

utensílios. Assim surgiu a primeira liga conhecida que deu seu nome a uma época da

historia da Humanidade: A idade de bronze.

Durante a idade media seguiu-se utilizando o cobre, e em especial suas ligas,

em incontáveis aplicações, em cabe destacar a fundição de grandes canhões e

sinos. Nos tempos modernos, a eletricidade deu um marco no principio da utilização

do cobre em grandes quantidades, devido a suas características especiais, que

fazem dele idôneo como material básico para a condução desta energia.

Apesar de sua antiguidade, o Cobre manteve, aliado aos metais mais novos,

um papel predominante na evolução da humanidade, sendo utilizado em todas as

fases das revoluções tecnológicas pelas quais o ser humano já passou.

3. RESERVAS MINERAIS

Os minerais de cobre podem dividir-se em três grupos distintos. Os minerais

primários, que estão depositados a grande profundidade e têm origem ígnea, de que

são exemplo a bornite (Cu5FeS4), calcopirite (CuFeS2), enargite (Cu3As5S4) e outros.

O segundo grupo é composto por minerais de cobre oxidado resultantes da erosão

de sulfuretos de cobre. Neste grupo destacam-se os minerais cuprite (Cu2O),

malaquite (CuCO3.Cu(OH)2), azurite (2CuCO3.Cu(OH)2) e crisocola (CuSiO3.2H2O).

O terceiro grupo é constituído por minerais resultantes da erosão de sulfuretos de

cobre, tais como a calcocite (Cu2S) e a covelite (CuS).

Os minerais com maior interesse comercial são a calcocite (Cu2S), que possui

79,8 % de cobre, e a calcopirita (CuFeS2) com 34,5 %. Minerais como enargite ou

outros sulfuretos podem viabilizar a exploração que usualmente se faz em mina

aberta. A minagem em profundidade é menos comum, na extracção de cobre, devido

aos seus elevados encargos. A seguir, temos um uma ilustração da calcopirita (figura

1) e na tabela 1 os principais minerais para obtenção do cobre.

Figura 1: Calcopirita

MINERAL COMPOSIÇÃO %Cu Cobre nativo

Cu 100

Cuprita Cu2O 88.8 Tenorita CuO 79.8

Malaquita CuCO3.Cu (OH)2

57.3

Azurita Cu3(CO3)2 (OH)2

55.1

Crisocola CuSiO3.2H2O 36 Antlerita Cu3SO4(OH)4 54

Brocantita Cu4SO4(OH)6 56.2 Atacamita CuCl2Cu

(OH)2 59.4

Calcopirita CuFeS2 34.5 Bornita Cu5FeS4 63.3

Calcocita Cu2S 79.8 Covelita CuS 66.4

Tabela 1: Principais minerais para obtenção do cobre

O Chile é o maior produtor mundial, com 34% do total, seguido pelo Peru,

com 8%, pelos EUA com 7,5% e pela China com 6%, conforme levantamento do

ibram.

A mineradora estatal chilena Codelco é a maior produtora mundial de cobre,

sozinha responde por 11% da produção mundial do metal, que é usado para

encanamento, calefação, fiação elétrica e telecomunicações. As informações são da

Dow Jones.

O Brasil é o décimo quinto maior produtor de Minério de Cobre, com produção

em 2010 estimada em 230 mil toneladas. Esse total representa um crescimento de

6% em relação a 2009, conforme ibram.

O mais importante depósito de cobre nativo conhecido no mundo encontra-se

na península de Keweenaw, ao norte do Estado de Michigan (E.U.A.), na margem

meridional do lado Superior. Ali o cobre ocorre em filões que cortam uma série de

derrames magmáticos, em degraus, intercalados com conglomerados. O cobre

serviu de cimento para unir o conglomerado, tendo penetrado, às vezes, de 30 a 50

cm nos matacões. Além do gigantesco depósito da península de Keweenaw, o cobre

nativo é encontrado em New Jersey, na Bolívia (Corocora), no Arizona e na parte

setentrional do México.

.

Em 1874, foi descoberta a mina Caraíba, no sertão da Bahia. Somente após

70 anos é que foram iniciados os trabalhos de prospecção. Em 1969, 25 anos mais

tarde, o empresariado brasileiro, sob a liderança do Grupo Pignatari, estabeleceu

uma planta de metalurgia em Dias D'Ávila, Bahia, para a produção de cobre

eletrolítico. No início da década de 80, a Caraíba começou a produzir cobre

eletrolítico e, no final da década, em 1988, ocorreu o desmembramento entre a mina

e a planta de metalurgia, com a privatização desta última, que adotou o nome de

Caraíba Metais.

O cobre, no Brasil, não provém de jazidas de cobre nativo. As ocorrências não

têm interesse econômico, por serem esporádicas, sem qualquer regularidade e

volume. É obtido de compostos diversos, que se distribuem pelos Estados e

Territórios, formando concentrações que chegam a constituir reservas apreciáveis.

As principais jazidas estão localizadas: no município de Jaguarari, na Bahia, onde se

encontra a já conhecida mina de Caraíba; no município de Itapeva, em São Paulo,

onde se localiza a mina de Santa Blandina; no município de Caçapava do Sul, no Rio

Grande do Sul, onde está em operação a mina de Camaquã, que já teve vários

períodos de trabalho intenso e outros de paralisação; nos limites dos municípios de

Caçapava do Sul e Lavras, região onde se situa a mina de Seival; a mina Cerro dos

Martins, situada a 22km da mina de Camaquã; as minas dos Andradas e da

Primavera, ainda no Estado do Rio Grande do Sul. As jazidas Niquelândia, em

Goiás, onde os minérios de níquel contém cobre na proporção de 0,2% a 1,7%, e as

de Vazante, em Minas Gerais, onde os minérios de Zinco contêm cobre recuperável,

poderão produzir quantidades de cobre que superam alguns dos depósitos

conhecidos.

0 0 1 FPrincipais empresas produtoras no Bra sil: Vale (57%), Mineração Maracá

0 0 1 F(Ya mana) (25%), Mineração Caraíba (13%) e outras (5%), conforme podemos ver

no gráfico 1 extraído do relatório do ibram.

Gráfico 1: Produção de cobre.

0 0 1 FAs reservas brasileiras de Cobre são de 17,3 milhões de to neladas,

distribuídas principalmente pelos seguintes Estados PA, GO, BA, AL e CE, conforme

gráfico 2 extraído do relatório do ibram.

Gráfico 2: Revervas de Cobre no Brasil.

4. METALURGIA DO COBRE

Existem dois processos básicos de produção de cobre primário: o processo

pirometalúrgico, mais utilizado para os minérios sulfetados, e o processo

hidrometalúrgico, apropriado para a extração de cobre de minérios oxidados de

baixo teor.

4.1 Processo pirometalúrgico:

4.1.1 Preparação:

Antes de se submeter aos diversos tratamentos térmicos, os minérios são

submetidos a uma preparação mecânica que tem por objetivo enriquecer aqueles,

eliminando a ganga, isto é, todos os elementos não contendo metal ou em

quantidade insuficiente para merecer um tratamento térmico. Entre estas operações,

citam-se a moagem, a lavagem e a flotacão. Neste último método, o metal é

pulverizado na presença de um óleo que só envolve os elementos sulfurados. O

conjunto é em seguida colocado na água: os elementos sulfurados envolvidos no

óleo flutuam, enquanto que a ganga afunda.

4.1.2 Extração do cobre:

Os tratamentos térmicos sucessivos para obter cobre são os seguintes:

4.1.2.1 Calcinação:

Os minérios sulfurados sofrem uma calcinação que elimina os elementos

voláteis e prepara a eliminação do enxofre, combinando este com o cobre. Os

minérios oxidados são tratados num forno especial chamado Water Jacket no qual o

oxigênio do minério é reduzido. Este forno possui paredes de alvenaria que são

revestidas de camisas metálicas com circulação hidráulica, com o objetivo de

aumentar sua duração.

Por um processo complexo, o enxofre e o oxigênio são eliminados formando

um gás sulfuroso SO2 (adicionado com água é recuperado para a fabricação de

ácido sulfuroso). O cobre é então extraído sob uma forma ainda impura chamada

massa cúprica, com percentual de 40 a 50 % de pureza. A operação é exotérmica.

Segue abaixo exemplo de reação de calcinação com o minério calcosita:

2Cu2S + 3O2 → 2Cu2O + 2SO2 e 2Cu2O + Cu2S → 6Cu + SO2

Ustulação é a queima de um minério qualquer que contenha enxofre,

conforme reação abaixo:

2CuFeS2 + 5O2 --> 2Cu + 2FeO + 4SO2

4.1.2.2 Fusão:

A fusão efetuada antigamente em reatores do tipo forno revérbero, forno à

arco, é hoje realizada em reatores especialmente projetados para a tecnologia ‘flash-

smelting’.

O forno flash tem como objetivo a produção de matte (com aproximadamente

60% de cobre - em estado líquido), através da fusão do concentrado e sílica

previamente misturados e secos. Além do matte, o forno flash gera escória (que é

destinada ao forno elétrico), gases (inicialmente são destinados à caldeira para

limpeza e resfriamento e, na seqüência, são enviados para a planta de ácido

sulfúrico) e o reverts (matte solidificado) que é britado para reuso no forno de

conversão.

4.1.2.3 Afinação:

A massa cúprica obtida apresenta uma grande quantidade de impurezas. É,

portanto necessário proceder a uma afinação por meio de um conversor, que permite

um ganho considerável de tempo e melhora o rendimento.

A conversão é um processo que consiste em converter o matte em cobre

blister, através de um processo de oxidação seletiva em estado líquido, para eliminar

a maior parte do ferro e do enxofre contidos no matte, utilizando sílica. A conversão

é realizada em conversores tipo sifão, que é um cilindro de chapa de aço revestido

com refratário, tendo em um extremo o sifão que permite a evacuação dos gases de

processo. O cobre blister então obtido alcança uma pureza de 98%. Outros resíduos

gerados nos conversores são a escória (que segue para o forno elétrico), gases e

pó (vai para o sistema de gases dos conversores) e as crostas de panela (que sofre

britagem para a recuperação do cobre).

4.1.2.4 Refinação:

4.1.2.4.1 Refinação térmica:

O cobre blister proveniente dos conversores é refinado e convertido em

ânodos. O refino a fogo é um processo de bateladas de oxidação-redução, cuja

função é purificar o cobre blister retirando o enxofre e metais. O cobre então refinado

a fogo é moldado em uma máquina (roda de moldagem) obtendo-se no final do

processo ânodos de cobre , com pureza 99,4% de cobre contido.

4.1.2.4.2 Refinação eletrolítica:

A purificação é feita por processo eletroquímico, onde em cubas com

eletrólito, composto basicamente por solução de sulfato de cobre e ácido sulfúrico,

pelo efeito da aplicação de uma corrente elétrica contínua, ocorre a dissolução do

ânodo, migrando os íons de cobre para o cátodo, ficando as impurezas ou solúveis

no eletrólito ou decantadas no fundo das cubas.

Durante a passagem de uma corrente contínua no banho, os íons de cobre

Cu++ depositam-se sobre o cátodo enquanto que os íons SO4 - - combinam-se com

os metais dos anodos e dão sulfatos que regeneram o eletrólito.

Escolhendo uma diferença de potencial suficientemente fraca entre os anodos

e os cátodos, só os cátions de cobre depositam-se. Obtém-se, assim, uma filtragem

seletiva do cobre por meio de uma corrente elétrica. Sua pureza atinge 99,98 %.

Segue na figura 2 fluxograma ilustrativo do processo de obtenção do cobre:

Figura 2: Fluxograma de processo de obtenção do cobre.

Conforme o fluxograma apresentado, o gás sulfídrico resultante da fundição é

utilizado como insumo para a produção do subproduto ácido sulfúrico, visando

reduzir o impacto ambiental.

No refino eletrolítico, obtêm-se subprodutos como ouro, prata, platina e outros

metais, através da lama anódica que se deposita e é retirada por sifão.

Ressalte-se que o ritmo de difusão do processo técnico na pirometalurgia de

cobre é relativamente lento, sendo esta rota tecnológica utilizada de longa data. A

principal mudança tecnológica foi a substituição dos fornos de revérbero por fornos

elétricos flash na etapa de fundição a partir dos anos 50. Pretendeu-se com tal

substituição atender às exigências de conservação energética e de redução de

poluição.

4.2 Processo Hidrometalúrgico:

A hidrometalurgia é apropriada, principalmente, para a extração de cobre de

minérios oxidados de baixo teor. A utilização deste processo para minérios sulfetados

implica em uma etapa anterior de beneficiamento do minério para obtenção do

concentrado sulfetado, o qual deve sofrer processo de ustulação para transformação

em produto intermediário oxidado.

O processo hidrometalúrgico consiste, em linhas gerais, em lixiviar o minério

moído com solventes adequados, sendo o mais utilizado o ácido sulfúrico, obtendo-

se soluções ricas.

Segue-se a filtragem da solução e a precipitação do metal através de

concentração (utilizando-se ferro), de aquecimento ou por eletrólise.

No caso da eletrólise, promove-se a eletrodeposição do cobre sob a forma de

catodos com 99,9% de pureza a partir das soluções ricas. Trata-se do processo SX-

EW (solvent extraction and eletrowinning).

5. PROPRIEDADES

O cobre é um elemento químico de símbolo Cu (do latim cuprum), número

atômico 29 (29 prótons e 29 elétrons) e de massa atómica 63,6 uma. À temperatura

ambiente, o cobre encontra-se no estado sólido.

Classificado como metal de transição, pertence ao grupo 11 (1B) da

Classificação Periódica dos Elementos. É um dos metais mais importantes

industrialmente, de coloração avermelhada, dúctil, maleável e bom condutor de

eletricidade. Não é magnético e pode ser utilizado puro ou em ligas com outros

metais que lhe conferem excelentes propriedades químicas e físicas. A tabela 2

apresenta as principais propriedades do cobre:

Tabela 2: principais propriedades do cobre.

Cobre é um dos metais mais versáteis. A combinação de propriedades

mecânicas, elétricas, térmicas e químicas entre outras dá ao metal uma extensa

gama de aplicações, seja na forma pura, seja em ligas como bronze, latão e outras.

Os pontos a seguir destacam algumas características.

• Condutividade elétrica: inferior apenas à da prata. Por isso, cobre é o

material padrão para condutores elétricos. Entretanto, em linhas de transmissão de

alta potência, o alumínio pode ser economicamente mais vantajoso porque, apesar

da menor condutividade, tem massa específica também menor, com um resultado

líquido a favor. Mas a menor resistência mecânica do alumínio demanda uso de

algum meio de reforço como fios de aço.

Em 1913, a Comissão Internacional de Eletrotécnica adotou a condutibilidade

do cobre como padrão, definindo-a como sendo 100% para cobre recozido (IACS).

Isto significa que o cobre proporciona uma maior capacidade de conduzir corrente

elétrica para um mesmo diâmetro de fio ou cabo do que qualquer outro metal de

engenharia usualmente empregado como condutor elétrico.

Cabos elétricos de cobre requerem menor isolação e eletrodutos de menor

diâmetro quando comparados com cabos de alumínio. O alumínio possui menor

condutibilidade elétrica, necessitando, portanto, de cabos de maior diâmetro quando

comparados com o cobre para conduzir a mesma corrente. Este é o motivo pelo qual

num dado eletroduto é possível instalar uma maior quantidade de fios ou cabos de

cobre comparados com o alumínio. Além disso, o cobre também proporciona uma

condutividade térmica superior (60% superior ao alumínio), o que leva a uma

economia de energia e facilita a dissipação de calor.

• Resistência à corrosão: tem boa resistência à água doce, água do mar,

soluções salinas em geral, solos, soluções cáusticas e ácidos orgânicos. É atacado

por ácidos orgânicos, soluções contendo íons de amônia, halogênios, sulfetos. De

forma genérica, pode-se dizer que a resistência à corrosão é boa e, por isso, usado

em tubulações para água quente, vapor, circuitos de refrigeração sem amônia,

radiadores, condensadores, etc.

O cobre puro (>99,9% de cobre), usado em condutores elétricos, é um metal

nobre que quando em contato com outros metais (ferro, aço etc.) não está sujeito à

corrosão galvânica. Os fios de cobre também resistem à corrosão por umidade,

poluição industrial e outras influências atmosféricas que possam causar danos ao

sistema.

• Resistência e Ductilidade: esta única combinação faz do cobre o metal ideal

para condutores. Normalmente quanto mais resistente é um metal, menos

flexibilidade ele terá. Isto não ocorre com o cobre. Assim você terá as vantagens de

durabilidade e ductilidade quando especificar o cobre como material condutor.

• Algumas outras propriedades: é facilmente soldável, não magnético, boa

resistência à ação biológica, pode ser usinado e trabalhado a quente ou a frio para a

produção de tubos, fios, chapas, etc.

De modo simplificado, pode-se resumir os efeitos dos elementos de liga

adicionados ao cobre conforme tabela 3 abaixo:

Tabela 3: propriedades das ligas.

6. UTILIZAÇÃO DO COBRE

O maior consumidor do Minério de Cobre é a indústria metalúrgica,

principalmente a área de construção civil e de cabos e fios

A demanda por cobre para a produção de fios e cabos deve crescer 39% até

2016 no Brasil, podendo atingir 295 mil toneladas do metal por ano ao final do

período.

0 0 1 FAlém do bom da construção civil alavan cado pelo projeto do Governo em

0 0 1 FHabi tação, a realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil

ajudarão a aquecer o setor.

Os compostos cuprosos e cúpricos são muito diversos apresentando um

vasto leque de aplicações. O cloreto cuproso é usado extensivamente como

catalisador, como agente dessulfurizante ou ainda como branqueador na indústria

petrolífera. O cloreto cúprico usa-se como mordente na tinturaria têxtil e como

agente oxidante em corantes. Tem também aplicação como fungicida. O óxido

cuproso usa-se na pintura de cascos de navios, de madeira ou aço, para proteger da

acção desgastante da água do mar. O nitrato cúprico é usado para sensibilizar

superfícies à luz, enquanto o fluoreto se utiliza como opacificador em esmaltes,

vidros e cerâmicas. O sulfato de cobre é usado como fungicida, insecticida e como

aditivo dos solos, para evitar que as deficiências de cobre afetem as colheitas.

6.1 Cobre e suas ligas:

O cobre é normalmente usado em sua forma pura, mas também pode ser

combinado com outros metais para produzir uma enorme variedade de ligas. Cada

elemento adicionado ao cobre permite obter ligas com diferentes características tais

como: maior dureza, resistência a corrosão, resistência mecânica, usinabilidade ou

até para obter uma cor especial para combinar com certas aplicações. Segue figura

3 que relaciona as ligas do cobre.

Figura 3: Relação das ligas de cobre.

6.1.1 Cobre e Zinco:

Esta combinação pertence ao grupo dos latões e o conteúdo de zinco varia de

5% a 45%. Esta liga é utilizada em moedas, medalhas, bijuterias, radiadores de

automóvel, ferragens, cartuchos, diversos componentes estampados e conformados

etc.

6.1.2 Cobre e Estanho

A combinação destes metais forma o grupo dos bronzes e o conteúdo de

estanho pode chegar a 20%. É utilizado em tubos flexíveis, torneiras, varetas de

soldagem, válvulas, buchas, engrenagens etc.

6.1.3 Cobre e Alumínio

Esta liga normalmente contém mais de 10% de alumínio. É utilizada em peças

para embarcações, trocadores de calor, evaporadores, soluções ácidas ou salinas

etc.

6.1.4 Cobre e Níquel

Esta liga é conhecida como cuproníquel e o conteúdo de níquel pode variar de

10% a 30%. É utilizada em cultivos marinhos, moedas, bijuterias, armações de

lentes etc.

As ligas que normalmente contém entre 45% a 70% de cobre, e de 10% a

18% de níquel, sendo o restante constituído por zinco, recebem o nome de alpacas.

Por sua coloração, estas ligas são facilmente confundidas com a prata. São

utilizadas em chaves, equipamentos de telecomunicações, decoração, relojoaria,

componentes de aparelhos óticos e fotográficos etc.

6.1.5 Cobre e Ouro

O ouro 18 quilates: mistura de 75% de ouro e 25% de cobre (a quantidade de

ouro na liga é indicada em quilates: o ouro puro é o ouro 24 quilates, portanto,

quanto mais baixo for o número de quilates, menor será a quantidade de ouro).

Segue gráfico 3 que relaciona percentual dos diversos consumo do cobre:

Gráfico 3: Percentual dos consumes do cobre.

7. Exposição humana e efeitos à saúde

O cobre é um elemento essencial aos organismos vivos em pequenas

quantidades. A população geral pode ser exposta ao metal por inalação, ingestão de

alimentos e água, ou contato dérmico, porém a principal via de exposição para

pessoas não expostas ocupacionalmente ao cobre é a oral.

Indivíduos que ingeriram sais de cobre apresentaram vômito, letargia, anemia

aguda hemolítica, dano renal e hepático e, em alguns casos, a morte. A ingestão de

água contendo altas concentrações do metal pode produzir náuseas, vômito, dores

abdominais e diarréia. As crianças são mais sensíveis aos efeitos da exposição ao

cobre. Uma exposição prolongada a concentrações elevadas do metal em alimentos

ou água pode causar dano ao fígado de crianças.

Trabalhadores expostos a fumos e poeiras de cobre pode apresentar irritação

no nariz, boca e olhos, cefaléia, náusea, vertigem e diarréia. Estudos

epidemiológicos não encontraram relação entre a exposição ao cobre e a ocorrência

de câncer.

Figura 2: Padrões e valores orientadores

Figura 3

: Limites máximos de tolerância para o cobre em alimentos. Portaria ANVISA

A atividade do cobre no metabolismo vegetal manifesta-se de duas formas: na

síntese da clorofila e na atividade de algumas enzimas. Embora não exista na

clorofila, o cobre é indispensável à sua produção. A sua falta provoca deficiências

fotossintéticas e incapacidade de produção de sementes. O cobre é também

constituinte de muitas enzimas responsáveis pela catálise de reações de oxi-

redução. Esse elemento desempenha igualmente um papel importante no

metabolismo animal. Um homem adulto necessita de 2 mg de cobre por dia,

contendo seu corpo cerca de 100 a 150 mg do elemento. A falta de cobre na dieta

animal pode provocar anemia, diarréia, perda de peso e distúrbios nervosos.

Em 29 de fevereiro DE 2009, a Enviromental Protection Agency (Agência de

Proteção Ambiental dos Estados Unidos – EPA) aprovou o registro do cobre e cerca

de outras 300 ligas como antibacteriano, afirmando que beneficiam a saúde pública

e reconhecendo que o cobre, o latão e o bronze, entre outras ligas, são capazes de

destruir bactérias nocivas e mortais.

Com esta declaração, o cobre passa ser o primeiro metal no mundo a receber

esse tipo de registro da EPA, respaldado por amplas provas de eficácia

antimicrobiana já testadas, inclusive, em ambiente hospitalar nos Estados Unidos,

Inglaterra, Alemanha e Japão.

O registro baseia-se em testes de laboratórios independentes que utilizam

protocolos estabelecidos por essa instituição. As pesquisas demonstraram a

capacidade das ligas em destruírem bactérias específicas que causam doenças,

principalmente as infecções hospitalares responsáveis, por exemplo, pela morte de

100 mil pessoas nos Estados Unidos a cada ano.

CONCLUSÃO

Podemos concluir que a atividade mineral disponibiliza para a sociedade

recursos minerais essenciais ao seu desenvolvimento. O crescimento sócio-

econômico implica em maior consumo de bens minerais, tornando importante

garantir a disponibilidade dos recursos demandados pela sociedade). O cobre é um

material largamente utilizado na nossa vida diária, já que utilizamos energia elétrica

em praticamente tudo por exemplo.

Um ponto a ser discutido é que este material não é renovável, e por isto deve

ser explorado com cautela. As atividades de extração dois minerais são de grande

importância para o desenvolvimento social, mas também são responsáveis por

impactos ambientais negativos muitas vezes irreversíveis.

REFERÊNCIAS

http://www.mspc.eng.br/ciemat/metnfer120.shtml#cu

http://www.rioinox.com/Propriedades%20B%C3%A1sicas%20do%20Cobre.pdf

http://www.teclim.ufba.br/site/material_online/monografias/mono_bravo_e_silva.pdf

http://teses.ufrj.br/EQ_M/RenataDeBarrosLima.pdf

http://www.ct.ufrgs.br/ntcm/graduacao/ENG06632/Fusmatte.pdf

http://www.mspc.eng.br/quim1/quim1_029.shtml#hist

www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde.../tese.pdf

www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/.../cobre.pdf

www.ibram.org.br/sites/1300/1382/00000957.pdf

http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/laboratorios/fit/cobre.pdf

http://cecil.com.br/novo/pt/novidades.php?id=1

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