Como fazer sabão caseiro passo a passo, Pesquisas de Química. Central University of Bihar
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joao-paulo-ledis-bor9 de maio de 2018

Como fazer sabão caseiro passo a passo, Pesquisas de Química. Central University of Bihar

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Não precisa mais se preocupar quando o sabão da casa estiver acabando!
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CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

SABÃO DE SODA COM ÁLCOOL

Relatório técnico apresentado na disciplina de Química Orgânica do Curso Técnico em Química industrial do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba.

Orientadora: Professora Simone.

TURMA 3QSN1

Jean Djmy Derival

Carline saint jacques

Alan dos santos

João Paulo Ledis B.

Flavio Hopp

CURITIBA

2017

Sumário 1. Resumo........................................................................................................ 3

3. Introdução..................................................................................................... 3

4. Procedimento experimental.......................................................................... 4

4.1 materiais utilizados.....................................................................................5

4.2 reagentes................................................................................................5

5. Resultado de discussão................................................................................5

6. Conclusão..................................................................................................... 6

7. Referências...................................................................................................6

1. Resumo

O sabão é um produto de grande interesse comercial, sua preparação vem de longa data. Esse relatório busca explicar porque o sabão funciona como agente de limpeza, qual a diferença do detergente e do sabão, a formação de sabão no preparo do biodiesel e porque o biodiesel e a gordura não agem como agentes surfactantes. Além de ser uma das maneiras de ajudarmos o meio ambiente, pois o mesmo e ótimo material biodegradável.

2. Objetivo

Preparação de sabão a partir de óleo de cozinha, álcool, agua e soda caustica.

3. Introdução

A fabricação de sabão é, sem dúvida, uma das atividades industriais mais antigas de nossa civilização. Sua origem remonta a um período anterior ao século XXV a.C. Nesses mais de 4500 anos de existência, a indústria saboeira evoluiu acumulando enorme experiência prática, além de estudos teóricos desenvolvidos por pesquisadores.

Tecnicamente, a indústria do sabão nasceu muito simples e os primeiros processos exigiam muito mais paciência do que perícia. Tudo o que tinham a fazer, segundo a história, era misturar dois ingredientes: cinza vegetal, rica em carbonato de potássio, e gordura animal. Então, era esperar por um longo tempo até que eles reagissem entre si. O que ainda não se sabia era que se tratava de uma reação química de saponificação.

O sabão, na verdade, nunca foi “descoberto”, mas surgiu gradualmente de misturas de materiais alcalinos e matérias graxas (alto teor de gordura). Os primeiros aperfeiçoamentos no processo de fabricação foram obtidos substituindo as cinzas de madeira pela lixívia rica em hidróxido de potássio, obtida passando água através de uma

mistura de cinzas e cal., porém, foi somente a partir do século XIII que o sabão passou a ser produzido em quantidades suficientes para ser considerado uma indústria.

Até os princípios do século XIX, pensava-se que o sabão fosse uma mistura mecânica de gordura e álcali. Foi quando Chevreul, um químico francês, mostrou que a formação do sabão era na realidade uma reação química. Nessa época, Domier completou estas pesquisas, recuperando a glicerina das misturas da saponificação.

Durante 2.000 anos, os processos básicos de fabricação de sabões permaneceram praticamente imutáveis. As modificações maiores ocorreram no pré-tratamento das gorduras e dos óleos, na obtenção de novas e melhores matérias-primas, no processo de fabricação e no acabamento do sabão, por exemplo, na secagem por atomização para obtenção do sabão em pó.

A reação para formação do sabão ocorre da seguinte maneira:

Um glicerídeo reage com a soda caustica formando o sabão, três moléculas sal orgânico insolúvel em água e três moléculas de glicerina.

4. Procedimento experimental

Mediu-se 1,5 L de água no Becker. Em seguida, esse volume de água foi transferido para o balde já com 500 g de soda caustica pesados, a mistura foi agitada com um balão de vidro até que toda a soda cáustica fosse dissolvida. Com outro Becker, mediu-se 3L de óleo de cozinha. Deixada sobre agitação a solução de soda cáustica a uma temperatura

aproximadamente de 80 °C com colher de pal. O óleo foi adicionado ao pouco na solução, depois a mistura foi deixada sobre agitação por alguns minutos e transferida para uma fôrma onde foi deixada secando por aproximadamente 3 dias.

1. Materiais utilizados

1 béquer de 1500 ml

1 colher de pau

1 bastão de vidro;

1 balde

1 balança

1 Colher de cozinha

2. Reagentes

Soda cáustica, Óleo de cozinha, álcool e Água.

5. Resultado de discussão

Mecanismo da reação A reação ocorre da seguinte maneira:

a hidroxila funciona como núcleo-filo atacando carbono ligado aos oxigênios, uma das ligações carbono-oxigênio é rompida e o par eletrônico passa para o oxigênio. Em seguida, a ligação dupla se refaz e uma ligação carbono-oxigênio ligado a um radical é rompida formando o álcool glicerol e um sal de ácido graxo, ou sabão.

O sabão possui propriedade de limpeza, uma vez que seus ânions apresentam tanto afinidade pela água quanto pelo óleo. Isso se deve a sua longa cadeia carbônica, que interage por forças de Van de Waals com a cadeia carbônica das gorduras e a sua extremidade com carga negativa, que interage com a água através de ligações de hidrogênio. Os detergentes agem da mesma forma que os sabões, sendo ambos classificados como surfactantes. Quando um sabão ou detergente é adicionado a um líquido e forma com as unidades estruturas desse

líquidas ligações eficazes, cai a tensão entre as unidades estruturas desse líquido, formando espuma, como no caso da adição de sabão na água. Dizemos, por isso, que o sabão e os detergentes são tensoativos, ou seja, diminuem a tensão superficial de um líquido.

As diferenças encontradas entre os sabões e detergentes situam-se, principalmente, em sua forma de atuar em águas duras e águas ácidas. Os detergentes, nessas águas, não perdem sua ação tensoativa, enquanto que os sabões, nesses casos, sofrem grande redução e até podem perder seu poder de limpeza. Os sais formados pelas reações dos detergentes com os íons cálcio e magnésio, encontrados em águas duras, não são completamente insolúveis em água, o que permite ao tensoativo sua permanência na solução e sua possibilidade de ação. Em presença de águas ácidas, os detergentes são menos afetados, pois possuem também caráter ácido e, novamente, o produto formado não é completamente insolúvel em água, permanecendo, devido ao equilíbrio das reações químicas, em solução e mantendo sua ação de limpeza.

Para que os óleos vegetais sejam viáveis como biodieseis, é necessário que faça uma transesterificação, geralmente usando Hidróxido de sódio dissolvido em álcool como catalisador. A presença do Hidróxido de sódio pode levar a formação de sabão. Diferente do sabão e do detergente, o biodiesel e a gordura não são anfipáticos, ou seja, não apresentam extremidades polares e apolares, o que impede de serem surfactantes.

6. Conclusão

O método de preparação do sabão é um processo simples que apresenta a reação explicada por mecanismos de reações que mostram mais detalhadamente a formação do sabão e de do subproduto, glicerina. Compreendido as características das moléculas que constituem o sabão, o motivo do seu funcionamento como agente de limpeza e distingui-lo de outros agentes de limpezas, com os detergentes. A reação de saponificação pode estar presente, de forma indesejada, no processo de transesterificação dos óleos para fabricação do biodiesel usando o hidróxido de sódio dissolvido em álcool com catalisador da reação.

7. Referências

Disponível em <http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/ const_microorg/lipideos.htm > acesso em 15/10/2017.

Disponível em <http://www.cdcc.sc.usp.br/quimica/experimentos/sabao.html> acesso em 15/10/2017.

USBERCO, João e SALVADOR, Edgard. Química, volume único. São Paulo: Saraiva, 2002.

PANTUZZA, G, et al. Saponificação de Gorduras.Disponível na Internet via http:// www.ebah.com.br/producao-de-sabao-pdf-a27421.html. Acesso: 15-10-20.

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