Como montar uma loja de bijuterias, Manual de Comércio. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)
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gabriela_cruz16 de Outubro de 2015

Como montar uma loja de bijuterias, Manual de Comércio. Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ)

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Como montar uma loja de bijuterias

EMPREENDEDORISMO

Especialistas em pequenos negócios / 0800 570 0800 / sebrae.com.br

Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Roberto Simões

Diretor-Presidente

Luiz Eduardo Pereira Barreto Filho

Diretor Técnico

Carlos Alberto dos Santos

Diretor de Administração e Finanças

José Claudio Silva dos Santos

Gerente da Unidade de Capacitação Empresarial

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

Paulo César Borges de Sousa

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda. www.staffart.com.br

A presentação / A

presentação / M ercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura /

Pessoal / Equipam entos / M

atéria Prim a/M

ercadoria / O rganização do Processo Produtivo / A

utom ação /

C anais de D

istribuição / Investim ento / C

apital de G iro / C

ustos / D iversificação/A

gregação de Valor / D

ivulgação / Inform ações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em

G eral / N

orm as Técnicas /

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Sumário

11. Apresentação ........................................................................................................................................

12. Mercado ................................................................................................................................................

33. Localização ...........................................................................................................................................

34. Exigências Legais e Específicas ...........................................................................................................

45. Estrutura ...............................................................................................................................................

56. Pessoal .................................................................................................................................................

77. Equipamentos .......................................................................................................................................

88. Matéria Prima/Mercadoria .....................................................................................................................

99. Organização do Processo Produtivo ....................................................................................................

1010. Automação ..........................................................................................................................................

1011. Canais de Distribuição ........................................................................................................................

1112. Investimento ........................................................................................................................................

1213. Capital de Giro ....................................................................................................................................

1314. Custos .................................................................................................................................................

1315. Diversificação/Agregação de Valor .....................................................................................................

1416. Divulgação ..........................................................................................................................................

1517. Informações Fiscais e Tributárias .......................................................................................................

1618. Eventos ...............................................................................................................................................

1719. Entidades em Geral ............................................................................................................................

1820. Normas Técnicas ................................................................................................................................

2121. Glossário .............................................................................................................................................

2122. Dicas de Negócio ................................................................................................................................

2223. Características ....................................................................................................................................

2224. Bibliografia ..........................................................................................................................................

2325. Fonte ...................................................................................................................................................

2326. Planejamento Financeiro ....................................................................................................................

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ustos / D iversificação/A

gregação de Valor / D

ivulgação / Inform ações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em

G eral / N

orm as Técnicas /

Sumário

2327. Soluções Sebrae .................................................................................................................................

2328. Sites Úteis ...........................................................................................................................................

2329. URL .....................................................................................................................................................

A presentação / A

presentação / M ercado

1. Apresentação

A rentabilidade se dá com um grande volume de vendas, uma vez que a maioria dos produtos são vendidos no varejo a baixo valor.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender?

A bijuteria surgiu na Europa no século XVII e as peças eram réplicas de jóias. Eram usadas principalmente pela classe média que não tinha recursos para adquirir peças originais.

O primeiro a tirar o estigma de meras imitações de jóias das bijuterias foi Coco Channel, nos anos 20 com suas réplicas “glamourizadas”. Nos anos 60, Paco Rabanne iniciou sua carreira com a produção de bijuterias para famosas maisons francesas e inovou quando não imitou as jóias e criou peças com personalidade. Ao modelo de suas antepassadas, em muitas situações, as bijuterias ainda são usadas como réplicas de jóias. As bijuterias com personalidade e design moderno conquistam um público cada vez maior e destacam-se por sua originalidade e preço acessível.

Nesta “Idéia de Negócio” serão apresentadas informações importantes para o empreendedor que tem intenção de abrir uma Loja de Bijuterias com foco de vendas no varejo.

Caso o empresário opte por vendas no atacado, precisa estar ciente que o investimento e complexidade do negócio é maior.

Entretanto, este documento não substitui o Plano de Negócios, que é imprescindível para iniciar um empreendimento com alta probabilidade de sucesso. Para a elaboração do Plano de Negócio, deve ser consultado o Sebrae mais próximo.

2. Mercado

Não existem dados exatos quanto ao quantitativo de Lojas de Bijuterias no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais – IBGM existem cerca de dezesseis mil empresas neste ramo entre fábricas e lojas, abaixo demonstrada a composição:

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DADOS IBGM: CADEIA PRODUTIVA – NÚMERO ESTIMADO DE EMPRESAS EM 2012 INDÚSTRIA Lapidação / Obras de pedras 350 Joalheria ouro e prata 1.100 Folheados e bijuterias 2.450 Total Indústria 3.900 VAREJO 12.000 *Não inclui ateliês de design e ourives, nem micro empreendedor individual.

As empresas que compõem a Cadeia Produtiva, tanto na indústria quanto no varejo, são compostas basicamente, por micro e pequenas empresas, responsáveis por mais de 96% do universo.

Este é um segmento de negócio caracterizado pelo excesso de concorrência principalmente de pessoas que atuam informalmente como, por exemplo, os camelôs. O empreendedor deve fazer um estudo de viabilidade em sua região, identificando as empresas já instaladas, o tipo de produto oferecido e o volume de potenciais consumidores. É importante ressaltar que a rentabilidade de uma Loja de Bijuterias se dá com um grande volume de vendas, uma vez que, a maioria dos produtos tem baixo valor de venda. Vide abaixo dados do IBGM sobre informalidade estimada no setor.

DADOS IBGM: INFORMALIDADE ESTIMADA DO SETOR Embora tenha se reduzido nos últimos anos, a informalidade continua elevada, tanto na produção quanto na comercialização, onde os vendedores autônomos (sacoleiras) têm forte participação, inclusive com a utilização crescente de mercadoria estrangeira. Atualmente está estimada em cerca de 30% do mercado, devido principalmente à alta tributação e aos baixos tetos de faturamento do SIMPLES.

Ameaças e oportunidades

As oportunidades de negócios são definidas pelas possibilidades de bons resultados que o empreendedor vislumbra ao implantar um novo empreendimento. O conhecimento real das possibilidades de sucesso somente será possível através de pesquisa de mercado.

Uma pesquisa não precisa ser sofisticada, dispendiosa - em termos financeiros - ou complexa. Ela pode ser elaborada de forma simplificada e aplicada pelo próprio empresário, para estudar a concorrência já instalada, o tipo de público predominante na região, em termos de capacidade aquisitiva, os gostos pessoais, a cultura e as expectativas que as pessoas têm em relação a uma Loja de Bijuterias.

Também é importante pesquisar os preços praticados pelos concorrentes, o padrão das lojas existentes; comparar as características dos potenciais clientes. O risco de abrir as portas sem conhecimento do ambiente local é muito grande.

Oportunidades:

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- As bijuterias atraem diversas classes sociais; As ameaças são representadas por todas as possibilidades de insucesso que o futuro empresário pode identificar para o novo negócio. A realização da pesquisa fornece subsídios para a previsão de dificuldades que poderão aparecer pelo caminho.

Ameaças: - Concorrência de pessoas que atuam informalmente no mercado de bijuterias; - Necessidade de um alto volume de vendas para ter um lucro significativo.

3. Localização

A Loja de bijuterias deve se instalar em um local estratégico, de preferência onde haja grande movimento de pessoas. O ideal é montar a Loja em galerias, centros comerciais, shoppings ou ruas com grande circulação de pessoas. Porém é preciso considerar que o custo com infraestrutura nesses locais costuma ser bastante alto e pode influenciar no lucro, por isso é preciso analisar cuidadosamente a relação custo- benefício para esta localização.

Se o empreendedor optar em montar a loja fora dos grandes centros deverá investir em divulgação, atendimento e promoções de forma a atrair o público mesmo que exija um deslocamento maior.

Outros aspectos que precisam ser observados quanto à localização do novo empreendimento: - Capacidade de estacionamento (local ou próximo); - Local que permita o fluxo livre de pedestres; - Proximidade de estações e pontos de transporte coletivo.

4. Exigências Legais e Específicas

Para dar início ao processo de abertura da empresa é necessário que se cumpra os seguintes procedimentos:

1) Consulta Comercial Antes de realizar qualquer procedimento para abertura de uma empresa o primeiro passo é realizar uma consulta prévia na prefeitura ou administração local. A consulta tem por objetivo verificar se no local escolhido para a abertura da empresa é permitido o funcionamento da atividade que se deseja empreender. Outro aspecto que precisa ser pesquisado é o endereço. Em algumas cidades, o endereço registrado na prefeitura é diferente do endereço que todos conhecem. Neste caso, é necessário o endereço correto, de acordo com o da prefeitura, para registrar o contrato social, sob pena de ter de refazê-lo.

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Órgão responsável: - Prefeitura Municipal; - Secretaria Municipal de Urbanismo.

2) Busca de nome e marca Verificar se existe alguma empresa registrada com o nome pretendido e a marca que será utilizada. Órgão responsável: - Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI).

3) Arquivamento do contrato social/Declaração de Empresa Individual Este passo consiste no registro do contrato social. Verifica-se também, os antecedentes dos sócios ou empresário junto a Receita Federal, através de pesquisas do CPF. Órgão responsável: - Junta Comercial ou Cartório (no caso de Sociedade Simples).

4) Solicitação do CNPJ Órgão responsável: Receita Federal.

5) Solicitação da Inscrição Estadual Órgão responsável: Receita Estadual

6) Alvará de licença e Registro na Secretaria Municipal de Fazenda O Alvará de licença é o documento que fornece o consentimento para empresa desenvolver as atividades no local pretendido. Órgão responsável: - Prefeitura Municipal; - Secretaria Municipal da Fazenda.

7) Matrícula no INSS Órgão responsável: - Instituto Nacional de Seguridade Social; Divisão de Matrículas – INSS.

5. Estrutura

A área mínima necessária para uma Loja de Bijuterias é de aproximadamente 20m² sendo necessários para o atendimento grande parte da loja para a exposição dos produtos.

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Pessoal

É possível usar o próprio espaço da loja como escritório. O balcão de atendimento pode ser projetado para funcionar como caixa, espaço para pacotes e escritório, desde que de maneira organizada e que não prejudique o atendimento. A área da loja deve ser dividida entre salão, banheiro e copa ou um local para café, chá, suco e água. Vale ressaltar que em caso de se optar pela instalação da loja em centros comerciais ou shoppings não é necessário banheiro no interior da loja.

Uma boa decoração favorece o produto e atrai o cliente, principalmente quando o assunto é moda. Revestimentos, pintura, móveis, e iluminação são componentes importantes para obter uma estética favorável. Além da estética e da decoração, o ambiente deve ser funcional, observando os espaços necessários para circulação dos clientes, prevendo inclusive adaptações necessárias para o acesso e atendimento de portadores de necessidades especiais.

O conceito adotado na arquitetura da loja tem que estar condizente com a imagem que se deseja vender.

Outra opção de estrutura para este tipo de loja são os quiosques. Um quiosque pode ser montado em uma área de 6m², o formato permite a instalação em qualquer lugar com grande fluxo de pessoas, como por exemplo, academias de ginástica, shopping centers e aeroportos. A vantagem do quiosque está no baixo investimento e possibilidade de mudança de local caso o ponto escolhido não tenha o resultado desejado.

6. Pessoal

O empreendedor que está iniciando um negócio deve estar atento para não exceder os custos. A folha de pagamento é uma das grandes responsáveis por elevar os custos das micro e pequenas empresas.

Para amenizar os custos iniciais com folha de pagamento, convém optar pela contratação de uma equipe enxuta. De acordo com empreendedores do ramo, para começar, em uma loja de 20m², bastam um funcionário (a depender do horário de funcionamento da Loja) com as funções de vendedora e um responsável pelo caixa e pela loja em geral que pode ser o proprietário.

As responsabilidades das pessoas que irão trabalhar na Loja Bijuterias podem ser

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Pessoal

divididas da seguinte forma:

Pessoa responsável pelo caixa e pela loja em geral - Caixa - Atendimento ao cliente - Compras - Gestão do negócio

Vendedor - Atendimento ao cliente - Reposição de mercadoria - Organização da loja - Manutenção da limpeza da loja

É preciso ficar atento para a escolha do local, pois se a loja estiver dentro de um shopping é preciso prever mais um vendedor para atender nos dois turnos de funcionamento.

A seleção deve ser criteriosa para analisar se os futuros funcionários têm o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes para executar suas funções. Além de demonstrarem capacidade para oferecer um excelente atendimento ao cliente, as competências gerais básicas necessárias aos profissionais são:

Vendedor(a) - Conhecimento do ramo; - Conhecimento técnico, pois além de atuar como vendedor ele é um consultor de modas; - Boa dicção; - Cortesia e educação para com os clientes e colegas; - Inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos.

Responsável pelo caixa e pela loja em geral. - Boa capacidade administrativa para gerir o empreendimento; - Conhecimento técnico; - Boa capacidade para lidar com números e equipamentos relacionados ao pagamento; - Cortesia e educação para com clientes, fornecedores e funcionários; - Inteligência emocional para lidar com possíveis conflitos.

A capacitação de profissionais deste ramo de negócio deve estar direcionada para o desenvolvimento das competências citadas acima. O piso salarial dos empregados de uma Loja de Bijuterias geralmente é regulado pelos Sindicatos dos Lojistas do Comércio ou Sindicato do Comércio Varejista. A partir do piso salarial estabelecido pelo sindicato, o empresário deverá manter políticas que remunerem adequadamente os empregados, considerando-se os níveis de competências pessoais.

Ao adotar uma política de retenção de pessoal, oferecendo incentivos e benefícios

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Pessoal / Equipam entos

financeiros ou não, a empresa poderá diminuir os níveis de rotatividade e obter vantagens como a criação de vínculo entre funcionários e clientes e ainda a diminuição de custos com: - Recrutamento e seleção; - Treinamento de novos funcionários; - Custos com demissões.

É importante adotar uma política que valorize o aperfeiçoamento constante dos colaboradores e do próprio empreendedor, pois em praticamente todas as áreas surgem novidades a todo o momento. É fundamental estar atualizado para se alcançar melhores resultados da loja, seja por meio de capacitações, seja observando outros profissionais e melhorando a prática no dia-a-dia.

Negócios como Lojas de Bijuterias precisam oferecer produtos de qualidade e adequados às tendências, e também focar na busca de excelência no atendimento a clientes.

7. Equipamentos

Para estruturar a loja serão necessários os seguintes equipamentos:

Exposição - Vitrine para exposição dos produtos; - Expositores;

Estoque: As peças para substituição podem ser guardadas num móvel com gavetas feito sob medida, localizado abaixo das araras; Esta opção otimiza o espaço e facilita a reposição.

Pagamento embalagem e escritório - Balcão projetado para organizar documentos administrativos e comportar equipamentos necessários ao caixa; - Armários para embalagens - Balcão ou armário para suporte - Impressora Fiscal - Computador - Telefone/fax

Tecnologia: O empresário deve avaliar se existe necessidade de instalação de sistema de alarmes, instalação de câmeras, bem como a contratação de seguro para os equipamentos e estoque, considerando os riscos pertinentes à região ou local em que a loja está instalada.

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atéria Prim a/M

ercadoria

8. Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

- Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

- Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

- Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

O empreendedor que deseja investir neste mercado deve estar atento à qualidade das peças que compra. O ideal é que sejam peças de acordo com as tendências da moda e que sejam de qualidade.

A gestão do estoque pode ser feita com ajuda do software que permitirá identificar peças que precisam de reposição.

Dependendo da escolha do frete e do fornecedor, que poderão influenciar o prazo de entrega, geralmente, as mercadorias abaixo são entregues em até cinco dias. - Alianças; - Anéis; - Bolsas; - Braceletes; - Brincos; - Broches; - Cachecóis; - Cintos; - Colares;

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atéria Prim a/M

ercadoria / O rganização do Processo Produtivo

- Enfeites para cabelo; - Lenços; - Piercing; - Pingentes; - Pulseiras; - Tornozeleiras.

9. Organização do Processo Produtivo

O processo produtivo em uma Loja de Bijuterias pode ser estruturado da seguinte forma:

Compra do produto - venda do produto - baixa do produto no estoque - entrega do produto ao cliente - reposição do produto no estoque.

Compra do Produto Esta etapa do processo produtivo consiste no contato que o proprietário ou pessoa responsável por compras faz com o fornecedor para pedido de mercadorias.

Venda do Produto A etapa de venda do produto se inicia no momento em que o cliente entra na loja. O(a) vendedor(a) faz a abordagem do cliente e demonstra os produtos. Esta etapa é concluída no momento em que o cliente faz o pagamento no caixa.

Baixa do Produto no Estoque Para que o empresário tenha controle das vendas é fundamental que todos os produtos existentes na loja estejam cadastrados e que todo produto vendido seja lançado em algum sistema ou documento que permita este controle.

Entrega do Produto ao Cliente A entrega do produto devidamente embalado é feita no balcão ao cliente.

Reposição do Produto no Estoque Empreendedores do ramo sugerem um estoque mínimo de 15.000 peças. À medida que são vendidas as peças, a pessoa responsável faz a solicitação de novas peças para reposição. Todos os produtos que chegam à loja devem ser cadastrados e etiquetados antes de serem disponibilizados para venda.

O prazo de entrega poderá variar conforme região e modalidade de frete. Os prazos de pagamento podem ser negociados com fornecedor. Existem os que vendem a prazo e a vista.

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istribuição

10. Automação

O empreendedor também deve buscar a utilização da automatização da gestão do seu negócio. Existem vários softwares no mercado que possibilitam a automação da gestão de empresas. É muito importante que o empresário invista em softwares específicos para o ramo de negócio da empresa para permitir a gestão eficiente do negócio.

Os softwares de gestão podem oferecer formas de controles da empresa, dentre eles podem-se citar os seguintes: - Controle de clientes com gerenciamento de relacionamento CRM (Customer Relationship Manager); - Envio de e-mail direto e personalizado para comunicação com os clientes; - Contas a pagar; - Controle de despesas; - Contas a receber; - Contratos para cobrança mensal; - Controle bancário (taxas, tarifas, cheques já compensados, etc); - Fluxo de caixa.

Atualmente, existem diversos sistemas informatizados (softwares) que podem auxiliar o empreendedor na gestão de uma pequena empresa, desde opções gratuitas a opções com custos. O empreendedor deve verificar qual o ideal para a gestão da sua empresa.

11. Canais de Distribuição

O termo canal de distribuição ou marketing foi durante muito tempo considerado apenas mais um dos componentes do composto mercadológico, juntamente com produto, preço e promoção. Com as mudanças ocorridas nos últimos anos em termos de crescimento do poder dos distribuidores, avanços tecnológicos, necessidade de sustentação de uma vantagem competitiva, entre outros fatores, a distribuição passou a ser vista como o maior meio de se conseguir um avanço e crescimento no mercado.

Neste sentido, os canais de distribuição vêm ganhando cada vez mais importância no meio empresarial e suas estruturas evoluem em termos de formatos e alternativas mais criativas e inovadoras. Com o aumento da concorrência nos diferentes mercados, ter uma estratégia de canais de distribuição bem planejada corresponde a ter os produtos nas prateleiras e consequentemente participação no mercado.

As estruturas dos canais variam de acordo com o ramo da empresa, a localização, tamanho de mercado, entre outras variáveis. Quanto maior o grau de serviços que o produto exige, maior tende a serem os níveis de intermediários utilizados e a distância

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istribuição / Investim ento

com o consumidor final. O principal canal de distribuição de uma Loja de bijuterias é de venda direta, no qual o cliente faz o contato pessoalmente para adquirir as mercadorias.

Outro canal de distribuição bastante utilizado é o de vendas pela internet. Este recurso permite que o cliente pesquise preços, condições estruturais com imagens ilustrativas e tipos de produtos, através de um catálogo virtual decidindo suas compras com comodidade. Para a estruturação de um e-commerce, o empreendedor deve procurar orientações específicas.

Independentemente do canal de distribuição adotado, o sucesso de um negócio depende, principalmente, da capacidade de percepção e velocidade de aproveitamento das oportunidades de mercado, visando criar novas formas de fazer sua empresa ser conhecida por seus clientes.

12. Investimento

Várias decisões irão impactar no montante do investimento necessário para abertura de uma Loja de Bijuterias, dentre elas: - Localização: o valor para alugar ou comprar um imóvel irá variar de acordo com a região escolhida para abertura do negócio; - Tipo de imóvel: optar por alugar ou comprar um imóvel; - Qualidade do imóvel: condições físicas do imóvel, necessidade de reforma, tamanho da reforma; - Equipamentos: optar por equipamentos novos ou usados, equipamentos mais simples ou mais sofisticados.

Os resultados das decisões referentes a estes itens surgirão com a elaboração do plano de negócios. Etapa fundamental para quem deseja empreender de forma consciente, “o plano de negócios é a validação da ideia, análise de sua viabilidade como negócio” (DOLABELA, 1999, p.17).

Considerando uma Loja de Bijuterias instalada numa área de 20m² com equipamentos básicos, é necessário um investimento inicial estimado em aproximadamente em R$ 56.500,00 (cinquenta e seis mil e quinhentos reais), a ser alocado majoritariamente nos seguintes itens: - Reforma do local: R$ 15.000,00 - Aluguel: R$ 2.500,00 - Mobiliário: R$ 15.000,00 - Divulgação: R$ 2.000,00 - Sacolas e embalagens: R$ 2.500,00 - Telefone, microcomputador e impressora: R$ 2.500,00 - Estoque inicial: R$ 7.000,00 - Capital de giro: R$ 10.000,00

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apital de G iro

13. Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão- de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos).

Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir: - Baixo volume de vendas; - Aumento dos índices de inadimplência, se o empreendedor optar por trabalhar com

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gregação de Valor

cheque.

É importante que o novo empresário reserve entre 20% e 30% do investimento inicial para capital de giro, pois se isso não ocorrer, a empresa poderá muito cedo adquirir dívidas e dificuldades financeira.

14. Custos

Os custos indicam as despesas (gastos) de um negócio. Podem ser fixos, que independem do faturamento, ou seja, aluguel, salários fixos, gastos com contador e internet. Ou podem ser variáveis, que estão relacionadas à quantidade de serviço prestado no mês, como por exemplo: impostos e aquisição de mercadorias.

A escolha dos fornecedores é importante, por isso é fundamental que se faça uma boa pesquisa para selecionar os melhores preços e a melhor qualidade.

Podem ser tomadas algumas providências que ajudem a diminuir o valor dos custos, como por exemplo: - Optar por planos de telefone com custos mais baixos; - Evitar gastos e despesas desnecessários, como por exemplo: excessos com telefone, água e luz. - Optar por empresas de frete com custos mais baixos; - Negociar os honorários com o contador; - E outras ações de acordo com a realidade de cada empreendimento.

Os custos de uma Loja Bijuterias devem ser estimados considerando os itens abaixo: - Salários, comissões e encargos; - Tributos, impostos, contribuições e taxas; - Aluguel, taxa de condomínio, segurança; - Luz, telefone; - Produtos para higiene e limpeza da loja; - Recursos para manutenções corretivas; - Assessoria contábil; - Propaganda e Publicidade da loja; - Aquisição de produtos para repor o estoque; - Despesas com vendas no cartão de crédito; - Sacolas e embalagens.

15. Diversificação/Agregação de Valor

Para manter-se competitiva, uma Loja de Bijuterias precisa buscar alternativas que a diferencie dos concorrentes. Para agregar valor a este tipo de loja, existem diversas

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opções, das mais simples às mais sofisticadas, dentre elas pode-se citar: - Oferecer ao cliente comodidade e beleza proporcionando prazer de frequentar a loja; - Oferecer ao cliente um excelente atendimento deixando-o satisfeito independentemente de possuir o que ele precisa; - Ter funcionários que estejam sempre dispostos a ouvir e considerar as opiniões dos clientes; - Personalizar o atendimento, oferecendo um atendimento diferenciado a cada um dos clientes.

Agregar valor é oferecer o inesperado ao cliente; oferecer mais e melhor e o que ninguém ainda oferece. Embora muitos itens acima estejam relacionados ao atendimento e sejam obrigação de qualquer comércio, este ainda é um problema em muitas lojas em diversos ramos no Brasil e ainda é considerado diferencial.

16. Divulgação

A propaganda é um importante instrumento para tornar a Loja e seus produtos conhecidos pelos clientes potenciais. O objetivo da propaganda é construir uma imagem positiva frente aos clientes e tornar conhecidas suas promoções. pode ser feita utilizando os mais variados meios de comunicação como: - Mala direta e e-mail informando sobre promoções e lançamentos; - Mídia especializada: Rádio, TV, Jornais e Revistas, Placas e Outdoors, Panfletos; - Participação em feiras e eventos de moda.

A mídia mais adequada é aquela que tem linguagem adequada ao público- alvo, se enquadra no orçamento do empresário e tem maior penetração e credibilidade junto ao cliente.

Além da propaganda existem outras formas de divulgação dos produtos de uma Loja de Bijuterias, dentre elas pode-se citar: - Sacolas e embalagens de bom gosto com nome da loja agregam valor à imagem do produto; - Vitrine de bom gosto; - Site com apresentação atraente, com alguns produtos e curiosidades sobre a loja e seu funcionamento pode atrair clientes que estejam procurando novidades na rede mundial de computadores. - Fazer promoções: - Liquidação de peças da estação anterior; - Um espaço com produtos a preço único. - União com outros empresários com lojas próximas para diminuir custos de divulgação, por meio de folhetos com divulgação de diferentes estabelecimentos; - Perfis da loja em redes sociais com fotos dos produtos e pessoas usando-os;

Todas as formas de divulgação apresentadas são importantes para divulgação da Loja de Bijuterias, e terão o resultado potencializado se o empresário investir no bom

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atendimento e na qualidade dos produtos.

A atenção dispensada ao consumidor, um produto de qualidade aliados a um preço justo, são a garantia do retorno do cliente. A propaganda boca a boca, feita pelo cliente encantado, é a promoção mais sincera e eficaz.

17. Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de LOJA DE BIJUTERIAS, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 4744-0/99 como comércio varejista de artigos de suvenires, bijuterias e artesanatos, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica); • CSLL (contribuição social sobre o lucro); • PIS (programa de integração social); • COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social); • ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços); • INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 4% a 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá

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optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII (http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ). Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

I) Sem empregado • 5% do salário mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do empreendedor; • R$ 1,00 mensais de ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias;

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais: • Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração; • Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

18. Eventos

As feiras e eventos de negócios são oportunidades para o empreendedor realizar e fechar parcerias, fazer contatos e manter-se atualizado sobre as novidades do seu setor de atuação.

A seguir serão indicados alguns eventos e revistas tradicionais de interesse dos empresários do setor:

Capital Fashion Week Local: Brasília Site: http://www.cfw.com.br, acesso em 2011/2014.

Fashion Rio Local: Rio de Janeiro

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Site: http://ffw.com.br/, acesso em 20/11/2014

São Paulo Fashion Week Local: São Paulo Site: http://ffw.com.br/, acesso em 20/11/2014

19. Entidades em Geral

Uma Loja de Bijuterias relaciona-se com um conjunto de entidades que desempenham diversos papéis auxiliares ao negócio.

Relação de algumas entidades para eventuais consultas:

FECOMERCIO - DF Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal SCS Qd 02 Bloco D nº 03 Ed Oscar Niemeyer 9º Andar Telefone: (61) 3039-4224 - Fax: (61) 3321-1973 Site: www.portal.fecomerciodf.com.br

FECOMERCIO – MG. Federação do Comércio de Minas Gerais Rua Curitiba, 561 – Centro Belo horizonte – MG Telefone: (31) 3270-3300 - Fax: (31) 3270-3337 Site: www.fecomerciomg.org.br/

FECOMERCIO – RJ. Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro Rua Marquês de Abrantes, 99 – Flamengo Rio de Janeiro - RJ Telefone: (21) 3138-1010 – Fax: (21)3138-1559

FECOMERCIO – SP. Federação do Comércio do Estado de São Paulo Rua Dr. Plínio Barreto, 285, Bela Vista São Paulo - SP Telefone: 55 (11) 32541700 Site: www.fecomercio.com.br

SEBRAE - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Telefone: 0800 570 0800 Site: http://www.sebrae.com.br

SINDILOJAS BA - Sindicato dos Lojistas do Comercio do Estado da Bahia R Miguel Calmon 40, An 4 Sl 401, Comércio Salvador, BA Tel: (71) 3243-1332 Site: http://www.sindilojasbahia.com.br

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SINDLOJAS SP - Sindicato dos Lojistas do Comércio Tel: (11) 2858 8400. Site: http://www.sindilojas-sp.com.br

SINDVAREJISTA DF – Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal Setor Comercial Sul (SCS) Quadra 06 Bloco "A" Lote nº 206 Edficio Federação do Comércio - 4º Andar Brasília – DF Tel: (61) 3223 3278 Site: http://www.sindivarejista.com.br

20. Normas Técnicas

Norma técnica é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido que fornece para um uso comum e repetitivo regras, diretrizes ou características para atividades ou seus resultados, visando a obtenção de um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. (ABNT NBR ISO/IEC Guia 2).

Participam da elaboração de uma norma técnica a sociedade, em geral, representada por: fabricantes, consumidores e organismos neutros (governo, instituto de pesquisa, universidade e pessoa física).

Toda norma técnica é publicada exclusivamente pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, por ser o foro único de normalização do País.

1. Normas específicas para uma Loja de Bijuterias:

ABNT NBR 16058:2012 Versão Corrigida:2013 – Joias - Tamanhos de anéis – Classificação.

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Esta Norma estabelece a classificação das medidas utilizadas para a aferição de anéis para fins de joalheria.

2. Normas aplicáveis na execução de uma Loja de Bijuterias:

ABNT NBR 15842:2010 - Qualidade de serviço para pequeno comércio – Requisitos gerais.

Esta Norma estabelece os requisitos de qualidade para as atividades de venda e serviços adicionais nos estabelecimentos de pequeno comércio, que permitam satisfazer as expectativas do cliente.

ABNT NBR 12693:2010 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio.

Esta Norma estabelece os requisitos exigíveis para projeto, seleção e instalação de extintores de incêndio portáteis e sobre rodas, em edificações e áreas de risco, para combate a princípio de incêndio.

ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida: 2008 - Instalações elétricas de baixa tensão.

Esta Norma estabelece as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.

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ABNT NBR ISO IEC 8995-1:2013 - Iluminação de ambientes de trabalho - Parte 1: Interior.

Esta Norma especifica os requisitos de iluminação para locais de trabalho internos e os requisitos para que as pessoas desempenhem tarefas visuais de maneira eficiente, com conforto e segurança durante todo o período de trabalho.

ABNT NBR 5419:2005 - Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas.

Esta Norma fixa as condições de projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), para proteger as edificações e estruturas definidas em 1.2 contra a incidência direta dos raios. A proteção se aplica também contra a incidência direta dos raios sobre os equipamentos e pessoas que se encontrem no interior destas edificações e estruturas ou no interior da proteção impostas pelo SPDA instalado.

ABNT NBR 9050:2004 Versão Corrigida: 2005 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Esta Norma estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

ABNT NBR IEC 60839-1-1:2010 - Sistemas de alarme - Parte 1: Requisitos gerais - Seção 1: Geral.

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Esta Norma especifica os requisitos gerais para o projeto, instalação, comissionamento (controle após instalação), operação, ensaio de manutenção e registros de sistemas de alarme manual e automático empregados para a proteção de pessoas, de propriedade e do ambiente.

21. Glossário

Bijuteria – “ramo da ourivesaria que trabalha com ligas de metais que imitam o ouro e a prata, e com pedras semipreciosas ou simplesmente similares de gemas (vidro, plástico etc.), fabricando imitações de jóias e peças de fantasia”. (Dicionário Houaiss)

Design – Desenho; modelo, planejamento.

Jóia - Objeto de adorno, de matéria preciosa.

Maisons – Casa, em francês. No Brasil utiliza-se esse nome para estabelecimentos comerciais de grifes de luxo.

22. Dicas de Negócio

Dicas importantes para quem pensa em montar uma Loja de Bijuterias: - Verificar os preços praticados pelos concorrentes; - Dar atenção aos funcionários para garantir um excelente atendimento; - Estabelecer uma excelente relação com fornecedores; - Estar presente diariamente na Loja de Bijuterias; - Para diminuir os custos pode-se investir em equipamentos de escritório – computadores e impressoras fiscal e impressora comum, usados; - Substituir os tradicionais balcões por expositores que possibilitem o cliente tocar nas peças e experimentá-las; - Modificar a vitrine pelo menos duas vezes por semana, para dar impressão de novidade; - Não usar luz branca fria, pode prejudicar o brilho das peças. Usar luzes amarelas, pois além de mostrar os produtos melhor, dão sensação de aconchego; - Oferecer ao cliente um ambiente com música e perfumado; - Decorar a loja com temática feminina.

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