Como Selecionar Plantas para Áreas Degradadas e Controle de Erosão, Notas de estudo de Engenharia Florestal
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Como Selecionar Plantas para Áreas Degradadas e Controle de Erosão, Notas de estudo de Engenharia Florestal

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Este trabalho apresenta um avanço na área de proteção e recuperação ambiental, pois atualmente a escolha das espécies e as respectivas quantidades de sementes são feitas empiricamente, sem a utilização das variáveis necessárias, bem como das técnicas conhecidas.
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ideais de plantio, apresentem taxa de recobrimento do solo em um determinado período de tempo. O verdadeiro valor da semente está no valor cultural para estudos das quantidades a serem aplicadas e dos preços de aquisição. 5.3 — Benefícios ao utilizar sementes com alto VC e Ausência total de ervas daninhas e Ausência de ovos de cigarrinhas e outras pragas e Garantia que será aplicada à semente da espécie adquirida e Pode-se utilizar menor quantidade de sementes por área e Garantia de homogeneidade na germinação e no desenvolvimento e Maior vigor na germinação e Economia de mão-de-obra no plantio, evitando replantio e Recobrimento do solo com maior rapidez e Redução dos custos de transporte e armazenamento e Garantia de sucesso na revegetação 5.4 — Cuidados no armazenamento e transporte de sementes As sementes necessitam de cuidados especiais com relação ao transporte e armazenamento até o momento do plantio. Para isso, alguns procedimentos devem ser rigorosamente observados: e Evitar umidade no transporte cobrindo adequadamente com lona toda a carga de sementes; e Evitar transportar e/ou armazenar as sementes com produtos químicos; e Armazena-las em local fresco, ventilado, sobre estrados, para evitar contato da semente com a umidade; e As pilhas com sacos de sementes devem ser dispostas de tal maneira a permitir a circulação de ar; e Nas condições de campo, nunca deixe as sementes diretamente expostas ao sol. Cobri-las sempre com lona, para evitar que a chuva umideça as sementes; se possível, utilizar sempre condições sombreadas. 13 6- TAXA DE SEMENTES x ESTABELECIMENTO DAS PLANTAS O estabelecimento das plantas está relacionado com a taxa de sementes a ser aplicada nas áreas. O fator de sucesso da vegetação irá depender da determinação da quantidade ótima de sementes a ser aplicada. Vários fatores devem ser avaliados para determinação da quantidade de sementes. 6.1 - Quando aumentar a quantidade de sementes: A quantidade de sementes deve ser aumentada quando: e O preparo do solo e coveamento forem deficientes; e Otalude for inclinado; e Ocorrer vento; e Houver região com deficiência hídrica; e Houver pássaros e predadores de sementes; e As sementes forem de baixo valor cultural; e Houver baixa fertilidade natural do solo; e Astécnicas para a proteção do solo forem rudimentares; e O material do talude for arenoso e siltoso. 6.2 - Quando reduzir a quantidade de sementes: A quantidade de sementes deve ser reduzida quando: e A preparação do solo e coveamento forem eficiente; e Houver aplicação de grande quantidade de mulch orgânico; e Houver aplicação de grande quantidade de fertilizantes; e Houver aplicação de condicionantes de solo e adesivos; e A fertilidade natural do solo for boa; e Forem utilizadas técnicas eficientes de proteção do solo. 14 6.3 - Quando fazer ressemeio na área: O ressemeio da área deve ser feito quando houver: e Grande quantidade de plantas fracas; e Poucas plantas vigorosas; e Redução da taxa de sobrevivência; e Baixa taxa de recobrimento do solo; e Baixo índice de enraizamento das plantas; e Baixa tolerância a pragas e doenças; e Baixa tolerância ao pastoreio; e Baixa sobrevivência na época de estiagem. 6.4 — Quando usar plantas nativas: As plantas nativas devem ser usadas quando houver: e Adaptabilidade às condições locais; e Ausência de toxinas; e Germinação e crescimento confiável; e Reprodução do ambiente original; e Produção de sementes com rapidez; e Adaptadas às condições edafoclimáticas locais; e Tolerância ao clima (seca, frio e alagamento); e Tolerância ao solo (pH, salinidade, toxidade). 7 —- ESPÉCIES VEGETAIS Várias espécies vegetais podem ser utilizadas na estabilidade dos taludes, revegetação de áreas impactadas, controle de erosões e proteção de margens de reservatórios e cursos d'água. De acordo com as características edafoclimáticas e ambientais, as espécies vegetais são escolhidas para a proteção e a revegetação. Na literatura internacional há vários trabalhos que apresentam plantas e suas aplicações, que podem ser visualizados nos quadros 3, 4 e 5. 7.1. Leguminosas As leguminosas são plantas capazes de fixar nitrogênio no solo. Além disso, apresentam raízes com arquitetura e profundidade que permitem estabilizar solos com pouca instabilidade. A fixação biológica do nitrogênio é um processo bioquímico em que o nitrogênio atmosférico é incorporado diretamente nas plantas após ser transformado em amônia. Essa relação ocorre em estruturas especiais das raízes chamadas nódulos, formados por bactérias e comumente chamadas de rizóbios. As leguminosas têm um papel importante na revegetação de áreas degradadas, principalmente na consorciação com gramíneas, favorecendo o desenvolvimento da vegetação pela incorporação de nitrogênio. Os efeitos benéficos promovidos pelo desenvolvimento de plantas leguminosas no solo são observados há séculos. Nestes locais, caso exista nitrogênio extra, este pode ser liberado no solo, tornando-se disponível para outros vegetais. Na agricultura moderna é pratica comum fazer a rotação de uma planta cultivada não leguminosa como o milho, com uma leguminosa como a alfafa. Muitas vezes utiliza-se a rotação do milho, da soja e do trigo. Quando as leguminosas são colhidas, suas raízes ricas em nitrogênio permanecem no solo, enriquecendo-o. 16 QUADRO 3 — Relação das espécies de gramíneas e leguminosas, com as respectivas características, para uso em áreas degradadas e NOME comum [atiata [and [Aveia preta [azevém anual Brachiarão Eracniária decumbens. Eracniária marandu Eracniaria Peluda [Catopogônio, [Capim Agulha. [Capim Centenário. [Capim Colorião [Capim de Rhodes [Capim Elefante [Capim Favorto [Capim Gordura [Capim Jaraguá [Capim Pangola [Capim Quícuio [Capim Tanzânia [Capim Tobiatã [Capim Vencedor [entrosema Feijão de Porco Feijão Guandu [Girassol Forrageiro [Grama Amendoin [Grama Batatais Lab-Lab Leucena Miheto Mucura preta [Nabo Forrageiro Pensacola Puerária Sesbánia Siratro] So) Sorgo For [rrevo Unha-de-Gato controle de erosão. EspécIES NOME ciENTÍFICO sativa [avena strigosa Lotium mutitorum Brachiaria brizantha rachiaria decumbens Brachiaria brizantha Brachiaria ruziciensis. cai mucunoides Brachiaria humidicola Panicum maximum Panicum maximum [chioris gayana Pemnisetun, Motnis repens Moinis mutiora Hyparrtenia ruta ria decumbens Pemnisetun clandestinum Panicum maximum Panicum maximum Panicum maximum Certrosema pubescens Camavatia ensitormis [Cajanus cajan Hetanthus anus [arachis [Paspalum notatum Dotichos lablab Leucaena a Pernisetum americanum Mucura aterrinaa Raphanus satvus E saurao Pueraria phascoloides [Sesbania virgata ilum [Giycine bicolor Triolium repens [Acacia pumosa recitação. (mmano) Ps S00-1500 4001500 7090-1300 s00-1500 S00-1200 800-1200 7090-1200 900-1200 7090-1500 7090-2000 S00-1500 900-1200 900-1200 1000! 3001500 B00-4000 B00-3000 7090-2000 800-2000 B00-1500 400-1500 B00-1500 &00-1000 S00-1500 S00-1500 7009-1400 S00-1700 6800-1200. S00-1500 6800-1200 6800-1200 7090-1500 200-1300 7090-1200 1000! 1000! [1000-44 7090-1500 1500-44 [1000-274 frooo: Tempratura (0) Fertilidade dos Solos Tipo de Solo Tolerância Perfilhamento i é 8 ê ê Propag. Formação Porte 17 QUADRO 4 — Relação de espécies com as respectivas características para uso em áreas degradadas e controle de erosão 18 QUADRO 5 — Relação de algumas espécies florestais, com suas respectivas características e usos específicos para proteção ambiental. EspEGE rates | Reprodução Pri mama eres [cols 19 7.1.1. Alfafa (Medicago sativa) Principais características: Originária da Ásia Central e da Armênia a Alfafa é uma leguminosa perene de verão, com caule de hábito ereto. Os caules de alfafa são folhosos e saem da coroa da planta, próximo da superfície do solo, podendo atingir de 0,60 a 0,90 m de estatura. O sistema radicular é profundo, podendo atingir até 80 cm de profundidade. As folhas são trifoliadas, compostas de folíolos oblongos. As flores são poucas e possuem coloração em tons de azulado a violácea, em racemos de 15 a 30 cm. Adaptação: E, provavelmente, a leguminosa de mais ampla adaptação no mundo e cresce em clima temperado, tropical e subtropical. Produz grandes quantidades de forragem nas regiões de clima temperado, principalmente no período quente. Por sua qualidade e produção, essa leguminosa é reconhecida mundialmente como a "rainha das forrageiras". E uma das forrageiras de mais elevado valor, muito apreciada por animais, tanto em forma de feno como em pastejo direto. A alfafa cresce bem dos 200 aos 3.000 m acima do nível do mar, não embora a melhor adaptação seja entre 700 e 2.800 m. E a leguminosa mais adaptada a solos neutros ou alcalinos. Plantio: Planta de clima temperado a quente. Depois de estabelecida, suporta substanciais quedas de temperatura, assim como apresenta grande resistência a seca, pois possui sistema de raízes profundo. Embora seja usada em solos profundos, permeáveis e de considerável fertilidade natural, pode ser estabelecida em praticamente todos solos, desde que corrigidos, em profundidade, quanto à acidez e à fertilidade. E espécie exigente em pH e em fertilidade. Não suporta excesso de umidade, mas esta, quando em quantidade adequada, é um dos principais fatores de produção da alfafa, sendo uma das forrageiras que melhor responde à irrigação. A época de semeadura de alfafa é no outono (abril) ou na primavera (setembro). A primeira época é a mais adequada, pois: a) as plantas sofrem menos a concorrência de plantas daninhas; b) ao chegar o verão, já estão com raízes bem desenvolvidas, o que possibilita maior resistência à secas; c) ganha-se tempo, pois na primavera já se poderá usá-la. A profundidade de semeadura deve ser ao redor de 2 cm, ou menos. Maiores produções são obtidas com 180 plantas/m?. A alfafa pode ser estabelecida sob sistema de plantio direto e apresenta autotoxicidade, o que limita sua semeadura por determinados períodos na área em que ela já era cultivada. Com manejo e adubação adequados, a alfafa permite de 6 a 8 cortes, produzindo no mínimo 10 t/ha/corte. Propaga-se através de sementes provenientes da polinização cruzada, podendo produzir em torno de 300 a 400 kg/ha. A altura ideal do corte é de 3a 5 cm do solo, Consorciação: Normalmente é usada com exclusividade, sem consorciação. Principais usos: Usada como forragem verde e conservada, pasto, concentrado, alimento humano, adubo verde e cobertura de solo. ALFAFA ( Medicago sativa) Tipo de Solo Média e alta fertilidade Temperatura 6a 30ºC Índice de chuva / Ano 900 a 1.500 mm Consorciação Uso exclusivo Adubação NPK + Adubo orgânico Profundidade de plantio Hábito de crescimento Tolerância Utilização Biomassa Semeadura Preparo do solo Tempo de formação 1,0a2,0 cm Herbácea Baixas temperaturas Pastoreio — Feno — Corte 80 t/ha Em linha a lanço Bem destorroado — Nivelado 100 a 120 dias 20 7.1.2. Calopogônio (Calopogonium mucunoides) Principais características: Originária da América do Sul Tropical o Calopogônio é uma planta vigorosa, trepadora e volúvel, pilosa, formando uma massa emaranhada de folhagem de 20 a 40 cm de altura. Adaptação: E uma planta que cresce em clima quente e úmido, sendo cultivada nos trópicos desde o nível do mar até 2.000 m de altitude, embora seu melhor desempenho seja registrado entre 300 e 1.800 m. E uma planta de crescimento de verão, tornando-se perene em climas úmidos com precipitação acima de 1.100 mm. Já em regiões com estação seca ou ocorrência de geadas fracas, perde as folhas e pode morrer durante o período seco, mas se regenera na estação chuvosa, por ressemeadura natural, formando uma densa camada de vegetação num período de 4 a 5 meses. A temperatura ótima de crescimento situa-se em torno de 30ºC, não tolerando geadas mais severas. Cresce em solos úmidos, apresentando boa tolerância a inundação. Adapta-se a solos leves e pesados, desenvolvendo-se bem em solos com pH 4,5 a 5,0. Pouco se sabe sobre sua capacidade de fixação de nitrogênio. Recentemente está sendo usada para controle de erosão, podendo também ser incorporada ao solo como adubo verde. Floresce em maio e matura as sementes em junho. Plantio: Propaga-se através de sementes com alta porcentagem de pureza até 95% utilizando-se 3 a 4 kg/ha. Produz de 200 a 300 kg/ha de sementes por ano. Consorciação: Pode ser feita com capim fino, setárias, pangola, colonião e jaraguá. Principais usos: Não é palatável ao gado, embora se possa comê-lo durante a estação seca. É utilizado para pastoreio com gramíneas, como pasto de corte ou para feno e em áreas degradadas e erosões. CALOPOGÔNIO ( Ca/opogonium mucunoides) Tipo de Solo Úmidos e bem drenados Temperatura 15a 35º C Índice de chuva / Ano 700 a 1.500 mm Consorciação Todas gramíneas Adubação Conforme análise do solo Profundidade de plantio 1,0a2,0 cm Hábito de crescimento Trepador Tolerância Alagamento e acidez Utilização Fenação / Pastoreio em consórcio com gramíneas Biomassa 35 t/ha Semeadura Em linha, a lanço e covas Preparo do solo Bem destorroado Tempo de formação 120 dias 21 7.1.3. Centrosema (Centrosema pubescens) Principais características: Originária da América do Sul a Centrosema é uma leguminosa perene, herbácea, trepadora e com raízes profundas, apresentando até 2 m de altura e de desenvolvimento rápido. Ocorre em varias regiões do Brasil. Adaptação: Recomendada para locais onde a precipitação anual é de 900 a 1.500 mm ou mais e a temperatura média anual oscila entre 20ºC e 30ºC, vegeta desde o nível do mar até os 2.000 m de altitude. Tem sido usada em áreas livres de geadas e frio. E uma planta difícil de se estabelecer na sombra e razoavelmente resistente a seca. Prospera em solos pobres e secos e em solos férteis é recomendada para um crescimento ótimo. Não tolera excesso de umidade. E usada, principalmente, em pastoreio. O estabelecimento é lento mas definitivo quando efetivado. E muito palatável e apresenta alto teor de proteínas (18% a 22%). Apresenta grande capacidade de fixação de nitrogênio, cerca de 280 kg/ha/ano. Plantio: Propaga-se por sementes provenientes da autofecundação, usando-se de 4 a 5 kg/ha, as quais devem ser escarificadas em decorrência da alta porcentagem de dureza que apresentam. A semeadura deve ser feita a lanço ou em linhas. Consorciação: Consorcia-se com a maioria dos capins, como gordura, pangola, jaraguá e brachiária. Principais usos: E usada principalmente em pastoreio e adubação verde. Como apresenta raiz profunda, até 70 cm, pode ser utilizada com sucesso na estabilização de taludes e erosões. CENTROSEMA ( Centrosema pubescens) Tipo de Solo Baixa fertilidade Temperatura 20 a 30ºC Índice de chuva / Ano 900 a 1.500 mm Consorciação Meloso, jaraguá e brachiária Adubação Fosfatada no plantio Profundidade de plantio 1,0a2,0cm Hábito de crescimento Trepadora Tolerância Seca Utilização Pastoreio e adubação verde Biomassa 20 tha Plantio A lanço, em linhas Preparo do solo Bem destorroado Tempo de formação 90 a 120 dias 22 7.1.4. Crotalária (Crotalaria juncea) Principais características: Originária da Índia Tropical a Crotalária é uma leguminosa anual, de crescimento arbustivo, podendo atingir 2 m de altura, de flores amarelas e com vagens inserindo-se no topo da planta. O seu florescimento ocorre no período de março/abril e a maturação das sementes entre maio e junho. Possui crescimento muito rápido e vigoroso, apresentando um bom controle de ervas daninhas e, também uma boa produção de massa verde e fixação de nitrogênio. Má hospedeira de nematóides, contribuindo para a diminuição desta população. Adaptação: E uma cultura muito utilizada na adubação verde e cobertura do solo, por ser uma planta pouco exigente em água e com grande potencial de fixação biológica de nitrogênio. A crotalária responde como planta de dia curto, ou seja, seu florescimento ocorre mais cedo. Solos ácidos e encharcados devem ser evitados. E susceptível à murcha e também é afetada por percevejos e pela lagarta das vagens. Plantio: A semeadura vai depender da finalidade para a qual esta leguminosa é explorada. Quando for para adubação verde, deve-se semear num espaçamento de 50 cm entre as linhas, gastando-se em média 20 kg/ha de sementes, deixando cair 50 sementes por metro linear de sulco e incorporar no florescimento. Outra finalidade é a produção de fibras para a fabricação de papel. Deve-se semear em sulcos distanciados entre 20 e 60 cm, utilizando-se de 20 a 30 kg/ha de sementes. Neste caso, a colheita é feita 150 dias após o plantio, rendendo de 2,5 a 5,0 tfibralha. O plantio é de outubro a dezembro. Consorciação: Consorcia-se com culturas perenes, como Brachiárias, Jaraguá e Andropogon. Principais usos: Utilizada na adubação verde e cobertura do solo por ser uma planta pouco exigente. Apresenta características essenciais para a melhoria da qualidade do solo, tais como a fácil nodulação e o grande potencial de fixação de nitrogênio. CROTALÁRIA (Crotalaria juncea) Tipo de Solo Médio Temperatura 15a 35º C Índice de chuva / Ano 900 a 1.500 mm Consorciação Com culturas perenes Adubação Fosfatada no plantio Profundidade de plantio 20 cm Hábito de crescimento Arbustivo Tolerância Seca Utilização Adubação verde — fibra Biomassa 30 t/ha Plantio Em linha, a lanço e covas Preparo do solo Bem destorroado e nivelado Tempo de formação 60 a 90 dias 23 7.1.5. Crotalária (Crotalaria spectabilis) Principais características: Originária da India Tropical é uma leguminosa anual, de crescimento subarbustivo, podendo atingir entre 0,70 e 1,0 m de altura, de flores amarelas e com vagens inserindo-se no topo da planta. O seu florescimento ocorre no período de março/abril e a maturação das sementes entre maio e junho. Possui crescimento muito rápido e vigoroso, apresentando um bom controle de ervas daninhas e, também uma boa produção de massa verde e fixação de nitrogênio. Má hospedeira de nematóides, contribuindo para a diminuição da população destes. Adaptação: Introduzida no Brasil para ser cultivada como adubo verde. Contudo, tem perpetuado nos solos agrícolas como indesejável, devido à existência de sementes duras que vem a germinar nos anos seguintes junto às culturas implantadas em sequência. Ocorre espontaneamente em pastagens, beiras de estradas e terrenos baldios. E considerada tóxica ao gado. É também cultivada para o controle de nematóides e para a cobertura do solo. E pouco exigente em água e tem grande potencial de fixação biológica de nitrogênio. A crotalária responde como planta de dia curto, ou seja, seu florescimento ocorre mais cedo. Deve-se evitar solos ácidos e encharcados. E susceptível à murcha e também é afetada por percevejos e pela lagarta das vagens. Plantio: A semeadura vai depender da finalidade para a qual é explorada esta leguminosa. Quando for para adubação verde, deve-se semear num espaçamento de 50 cm entre as linhas, gastando-se em média 20 kg/ha de sementes, deixando cair 50 sementes por metro linear de sulco e incorporar no florescimento. Uma outra finalidade é a produção de fibras para a fabricação de papel, e deve-se semear em sulcos distanciados de 20 a 60 cm, gastando-se de 20 a 30 kg/ha de sementes. Neste caso, a colheita é feita 150 dias após o plantio, rendendo de 2,5 a 5,0 t.fibra/ha. O plantio é de outubro a dezembro. Consorciação: Consorcia-se com gramíneas como: Barchiárias, Jaraguá e Andropogon. Principais usos: Utiliza-se na adubação verde e cobertura do solo por serem plantas pouco exigentes. Apresenta características essenciais para a melhoria da qualidade do solo, tais como a fácil nodulação e o grande potencial de fixação de nitrogênio. CROTALÁRIA (Crotalaria spectabilis) Tipo de Solo Médio Temperatura 15a35º C Índice de chuva / Ano 900 a 1.500 mm Consorciação Com culturas perenes Adubação Fosfatada no plantio Profundidade de plantio Hábito de crescimento Tolerância Utilização Biomassa Plantio Preparo do solo Tempo de formação 2,0 cm Arbustivo Seca Adubação verde — fibra 60 t/ha Em linha, a lanço e covas Bem destorroado e nivelado 60 a 90 dias 24 7.1.6. Estilosante (Stylosanthes guianensis) Principais características: Originária do Brasil o Estilosante é uma leguminosa perene, semi-ereta, podendo atingir 2,50 m de altura, no segundo ano. Adaptação: Apresenta excelente adaptação aos solos ácidos e de baixa fertilidade, mas responde bem à adubação. Adapta-se bem às condições climáticas da região dos Cerrados com verão quente e chuvoso, e invernos frios e secos. Quando plantada em rede nacional de ensaios, mostrou excelente adaptação e desempenho desde Roraima até São Paulo e Mato Grosso do Sul. Destacam-se ainda as seguintes características: grande produção de matéria seca; alta retenção de folhas no período seco; grande resistência ao pastejo e pisoteio; grande capacidade de consorciação; resistência a pragas e doenças; boa aceitação pelos animais. E moderadamente tolerante à geada e vegeta razoavelmente bem à sombra. Plantio: O preparo do solo é o mesmo utilizado para a formação de outras pastagens, ou seja, aração e gradagem. Entretanto, deve-se evitar que a semeadura seja feita com o solo demasiadamente pulverizado (fofo). Plantios após dezembro, além de retardar a utilização da pastagem ou banco de proteína, reduzem a produção de sementes. No estabelecimento de pastagens consorciadas com estilosantes Mineirão ou a sua introdução em pastagens já estabelecidas ou degradadas, é recomendada a taxa de semeadura de 1,5 kg/ha de sementes, previamente escarificadas. Quando plantado com capim Andropogon, a taxa de semeadura poderá ser reduzida a 1,0 kg/ha de sementes. No estabelecimento de banco de proteína, a taxa de semeadura é de 2,0 a 2,5 kg/ha de sementes. A distribuição das sementes, no plantio, poderá ser efetuada a lanço (na superfície) ou em linhas, espaçadas de 0,40 a 1,00 m. Para bancos de proteína, o espaçamento entre linhas deverá ser de 0,40 a 0,60 m. A profundidade de semeadura não deve ser superior a 2,0 cm. A semeadura em linhas, devido ao pequeno volume das sementes, poderá ser facilitada através da mistura das sementes com adubos fosfatados (10 a 15% do fósforo recomendado para o estabelecimento). Esta adubação, além de facilitar a distribuição das sementes, favorece o estabelecimento da leguminosa. Consorciação: Consorcia-se com andropogon, capim gordura, capim búfalo, setaria e kazangula. Principais usos: Apresenta alta resistência ao pastejo e pisoteio, tanto em pastagens consorciadas como exclusivas desta leguminosa. Estilosante (Sty/osanthes guianensis) Tipo de Solo Temperatura Índice de chuva / Ano Consorciação Adubação Profundidade de plantio Hábito de crescimento Tolerância Utilização Biomassa Plantio Preparo do solo Tempo de formação Baixa fertilidade 15a35ºC 800 a 2.000 mm Capim gordura, setária e andropogon Fosfatada no plantio 1,0a2,0 cm Ereto Pragas, geada, sombra Pastagens e adubação verde 30 t/ha Em linhas Bem destorroado 90 a 120 dias 25
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