Comportamento disfuncional, Notas de estudo de Cultura
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Comportamento disfuncional, Notas de estudo de Cultura

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Comportamentos disfuncionais da criança

Fátima Ribeiro

DEFICIÊNCIA MENTAL

O

AUTISMO

Índice

1 Introdução............................................................................................................ 3

1.1 Qual é o significado da palavra deficiência?......................................................... 4

1.2 Qual a diferença entre doença mental e deficiência mental?............................... 4

1.3 ..............................................................................................................................

1.3.1 O que é o au�smo?............................................................................................... 5

1.3.2 O Au�smo e a importância do tratamento com profissionais especializados....... 5

1.3.3 Dificuldades na comunicação............................................................................... 7

1.3.4 Como são as crianças au�stas?............................................................................. 7

1.3.5 A criança au�sta e os outros?............................................................................... 8

1.3.6 ..............................................................................................................................

1.3.7 As suas ac�vidades e os seus interesses............................................................... 9

2 Conclusão............................................................................................................. 10

3 Bibliografia............................................................................................................ 10

Introdução

Este trabalhofoi elaborado com o âmbito de adquirir mais conhecimentos sobre o

Autismo.

Nele é abordado o comportamento da criança autista, as atitudes, as dificuldades, a

aceitação no meio social, as relações interpessoais e a importância do tratamento com

profissionais especializados.

Relato de forma esclarecedora o problema do autismo no mundo actual.

Qual é o significado da palavra deficiência?

É o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica,

fisiológica ou anatómica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido

pela Organização Mundial de Saúde.

As suas causas podem ser:

-Pré-natais

-Péri-natais

-Pós-natais

Qual a diferença entre doença mental e deficiência mental?

Devemos enfatizar que o portador de deficiência mental não tem alterada a percepção

de si mesmo e da realidade, portanto é capaz de decidir o que é melhor para ele. Quando a percepção encontra-se alterada, a condição é denominada doença mental, tratando-se

de um quadro totalmente diferente da deficiência mental mas apesar do facto de que 20

a 30% dos deficientes mentais apresentem associação com algum tipo de doença

mental, com os sindromas do pânico, depressão, esquizofrenia, entre outras. Doenças

mentais, que podem e devem ser tratadas, afectam o desempenho dos indivíduos, pois

prejudicam, primariamente, outras áreas do funcionamento, que não a inteligência,

como, por exemplo, a capacidade de concentração e o humor.

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O que é o autismo?

O autismo é uma alteração cerebral, uma desordem que compromete o

desenvolvimento psiconeurológico e afecta a capacidade da pessoa se comunicar,

compreender e falar, afecta seu convívio social.

O autismo infantil é um transtorno do desenvolvimento que manifesta-se

normalmente antes dos 3 anos de idade e é mais comum em meninos do que em

meninas, não é necessariamente acompanhado de um atraso mental pois existem casos

de crianças que apresentam inteligência e fala intactas.

O Autismo e a importância do tratamento com profissionais especializados

Fala-se muito em autismo ultimamente, tem sido muito estudado, embora os resultados

não sejam os melhores, pois não se sabe qual é a sua causa.

Também se tem falado muito no autismo porque aumentou a probabilidade de um

diagnóstico precoce, possibilitando intervenções ainda na primeira infância o que é já

um passo muito grande. Muitos daqueles parentes e conhecidos que eram tratados como

doentes mentais, agora têm a oportunidade de serem encaminhados para atendimentos

especializados. Isto, sem dúvida, proporciona-lhes a expectativa de melhores

prognósticos.

O caminho até chegar ao consultório psiquiátrico é árduo. Requer, antes de tudo, apoio

e compreensão de toda a família com todos expressando as suas expectativas,

necessidades, angústias, medos e dúvidas. Como a regularidade é algo intrínseco ao

modo de ser da maior parte das pessoas, o inesperado assusta, sendo mais fácil a

segregação do diferente do que o entendimento das origens da sua condição.

Diagnosticar o autismo e encaminhar a criança para profissionais habilitados é somente

o começo desta longa caminhada. Ao iniciar o convívio com a realidade de “ser

especial”, existe uma necessidade imperiosa de saber conviver com preconceitos que

partem, principalmente, da própria família e dos amigos.

Também têm dificuldades com higiene, alimentação e outros hábitos da vida

quotidiana. Até se conquistar a independência há um grande caminho pela frente e

muitos autistas poderão não o conseguir.

Para trazer estas pessoas para uma condição de vida saudável de existência, é necessária

uma vasta oferta de serviços terapêuticos, o atendimento psiquiátrico, psicológico,

pedagógico e neurológico. Tanto o autista como os seus familiares mais próximos

precisam de ter encaminhamento médico.

É preciso ter a coragem de reconhecer que nem tudo pode ser administrado dentro da

família. As formas de comportamentos inadequados que os autistas podem apresentar grandes crises de agressividade. Como é possível lidar com essas situações no dia-a-dia,

24 horas por dia? É muito desgastante. Algumas famílias profissionalizam-se no

autismo e cumprem uma rotina diária de tratamentos. Mas nem todas conseguem.

Por isso a necessidade de encaminhamento para profissionais que orientem toda a

família.

O tratamento mais adequado para crianças autistas inclui escolas especializadas e apoio

dos pais. Elas geralmente desenvolvem-se melhor em instituições educacionais bem

estruturadas, em que os professores têm experiência com autismo.

Programas comportamentais podem reduzir a irritabilidade, os acessos de agressividade,

os medos e os rituais, assim como promover um desenvolvimento mais apropriado.

Dificuldades na comunicação

A dificuldade de comunicação afecta também a sua compreensão. Metade dos autistas

não conseguem desenvolver a fala e a outra metade mantém atrasos nessa área. Uma

minoria aprende palavras e até frases no período apropriado, mas depois perdem a

habilidade.

Quando a expressão verbal é desenvolvida, é tipicamente diferenciada, com ritmo e entonações diferentes. O indivíduo costuma repetir palavras ou frases, cometer erros de

reversão pronominal, usar as palavras de maneira própria, inventar palavras e usar

frases prontas e questionar-se repetitivamente.

Normalmente o autista não mantém uma conversa. Alguns usam a expressão verbal

apenas para pedir coisas, os gestos são reduzidos. Metade das crianças autistas

desenvolve uma fala compreensível até os 5 anos. Aquelas que não o tenham feito,

dificilmente terão uma expressão verbal apropriada.

Como são as crianças autistas?

Elas são especiais em todos os sentidos. São amorosas, sinceras e frágeis. Falando desta

maneira, pode parecer até mesmo uma dádiva ter um membro da família assim. Mas,

geralmente, quando chegam a este mundo, eles são recebidos com surpresa, revolta,

tristeza e até pena por parte dos familiares, principalmente, pais e mães, que não

entendem o porquê de terem um filho diferente. No entanto com o passar do tempo,

estes pequenos provam que são uns grandes guerreiros e que são merecedores de amor

e de carinho.

Superam as dificuldades iniciais fazendo da rotina uma lição de vida a todos os a

rodeiam.

A criança autista e os outros?

A criança autista tem uma grande dificuldade em se relacionar com outros indivíduos.

Ela mantém-se distante, evita o contacto visual, demonstra falta de interesse pelas

pessoas e não procura carinho quando se aleija. Em 50% dos casos, o interesse social

desenvolve-se com o tempo, mas a reactividade, a reciprocidade e a capacidade de

empatia permanecem prejudicadas. O autista tem dificuldade em ajustar o seu

comportamento ao contexto social e não consegue reconhecer ou responder

adequadamente às emoções dos demais.

É comum, porém, que a criança tenha proximidade com os pais como as crianças ditas

“normais”, desenvolvendo inclusive a afeição, mas é mais propenso a ser ela a abraçar

do que a aceitar ser abraçada. As interacções sociais com os pares são restritas. Mesmo

autistas adultos têm habilidade limitada de fazer amizades íntimas.

As suas actividades e os seus interesses

Em relação às suas actividades e interesses, os autistas são resistentes a mudanças e

mantêm rotinas e rituais. É comum insistirem em determinados movimentos, como

abanar as mãos e rodopiar. Preferem as brincadeiras de ordenamento (como por

exemplo o alinhamento de objectos).

Costumam preocupar-se excessivamente com temas restritos, como horários fixos de

determinadas actividades ou compromissos. Dificilmente brincam de faz-de-conta e

quando isso ocorre, limitam-se a acções simples de um ou dois episódios histórias ou

programas de televisão favoritos.

Apesar de ser dificilmente detectada no primeiro ano de vida, a doença pode se

manifestar nesse período, caracterizada por um desenvolvimento anormal. Um dos

sinais é a aversão ao colo. Em casos raros, a partir de uma certa idade, a criança entra

numa fase de regressão e perde habilidades de interacção social e comunicação

adquiridas nos primeiros anos de vida.

Conclusão

A realização deste trabalho foi muito importante para mim, este transtorno sempre me

suscitou muito interesse e curiosidade.

A criança com autismo não tem nenhuma deficiência, o autismo é um transtorno

cerebral que vai prejudicar todo o seu desenvolvimento.

Sei que não se sabe bem a causa certa ou se é inato ou adquirido, mas no meu ver dá-se

devido à falta de carinho dos pais, a criança chora, é a sua maneira de pedir afecto, mas

ao fim de uns tempos desiste e isola-se, nessa criança já não se vai ver o sorriso que é

característico nestes lindos seres.

Todo o ser tem direito à vida, seja ele portador de uma deficiência ou não.

A criança autista é igual a qualquer outra, ela é merecedora do nosso amor, carinho,

interesse e atenção.

Nas pesquisas que fiz, vi relatos de pais que diziam não compreender como lhes foi

acontecer terem tido um filho autista, porque lhes aconteceu a eles? Mas também

percebi que não é fácil, por vezes o maior passo é admitir que alguma coisa não está

bem.

Qualquer que seja a deficiência deve ser sempre acompanhada por um conjunto

de médicos especializados para que em conjunto com a família arranjem uma melhor

forma de trabalharem esta situação.

Estas crianças especiais não gostam de receber nenhum gesto de afecto, mas por

vezes sentem necessidade de fazer um carinho a alguém de quem estão próximos.

A criança com autismo tem a capacidade de fazer coisas extraordinárias. É

mesmo especial.

Este trabalho foi realizado através de pesquisas na internet.

Bibliografia

http://appacdm-fundao.blogs.sapo.pt

h�p://www.making-prsp-inclusive.org

http://www.drmundi.com.br

http://www.autismoinfantil.com.br/

http://emedix.uol.com.br/doe/psi001_1f_autismo.php#texto1

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