Couros Exoticos, Notas de estudo de Planejamento e Controle de Produção

Couros Exoticos, Notas de estudo de Planejamento e Controle de Produção

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Monografia apresentada, como pré-requisito de conclusão da Disciplina TMAPP (Tecnologia dos Materiais Aplicados ao Processo Produtivo) do Curso Superior em Gestão da Produção de Calçados, ao Centro Paula Souza, da FATEC JAHU (Faculdade de Tecnologia de Jahu).
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FATEC – Faculdade de Tecnologia de Jaú

Gestão da Produção de Calçados

“COUROS EXÓTICOS”

Tecnologia de Materiais Aplicados ao Processo Produtivo 2

Professor: Mauricio M. Peres

Grupo 1: ANDERSON EDUARDO PEREIRA DA SILVA

Arnaldo de Almeida Junior CRISTIANE SOLATO

DAIANA FERNANDES DO NASCIMENTO SÉrgio Roberto Francesco

JAÚ - SP

06/2010

FATEC – Faculdade de Tecnologia de Jaú

Gestão da Produção de Calçados

ANDERSON EDUARDO PEREIRA DA SILVA Arnaldo de Almeida Junior

CRISTIANE SOLATO DAIANA FERNANDES DO NASCIMENTO

SÉrgio Roberto Francesco

“COUROS EXÓTICOS”

Monografia apresentada, como pré-requisito de conclusão da Disciplina Tecnologia dos Materiais Aplicados ao Processo Produtivo do Curso Superior em Gestão da Produção de Calçados, ao Centro Paula Souza, da Faculdade de Tecnologia de Jahu – FATEC

Orientador: Prof. Mauricio Mhirdaui. Peres.

JAÚ - SP

06/2010

ANDERSON EDUARDO PEREIRA DA SILVA Arnaldo de Almeida Junior

CRISTIANE SOLATO DAIANA FERNANDES DO NASCIMENTO

SÉrgio Roberto Francesco

“COUROS EXÓTICOS”

Monografia apresentada, como pré-requisito de conclusão da Matéria de Tecnologia dos Materiais aplicados ao Processo Produtivo do Curso Superior em Gestão da Produção de Calçados, ao Centro Paula Souza, da Faculdade de Tecnologia de Jahu – FATEC

Orientador: Prof. Mauricio Mhirdaui Peres.

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE JAHU – FATEC

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIAEM GESTÃO DA PRODUÇÃO DE

CALÇADOS

Data de Aprovação: ____ de ______________ de 20____

___________________________________________

Professor: Mauricio Mhirdaui Peres

Mestre em Educação – FATEC

02 DE JUNHO DE 2010

Dedicamos a todos os profissionais do

ramo da moda, empresários calçadistas, a

nossa sala do curso superior de gestão na

produção de calçados e sobre tudo a nossas

famílias.

Agradecemos a todos que colaboraram em

especial ao empresário Rubens Pimentel

que mesmo fora do país contribuiu para o

desenvolvimento deste trabalho e ao

professor Mauricio que nos incumbiu para a realização deste trabalho e acima de tudo

a Deus.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Couro de Arraia 17 Figura 2 - Couro de Avestruz 18

Figura 3 - Cores Aplicadas no Couro de Avestruz 18 Figura 4 - Couro da Canela de Avestruz 19 Figura 5 - Manta do Couro da Canela do Avestruz 20 Figura 6 - Couro Belly Leather 20 Figura 7 - Couro de Cobra 20 Figura 8 - Couro de Iguana 21 Figura 9 - Couro de Jacaré 21 Figura 10 - Cores aplicadas no Couro de Jacaré 22 Figura 11 - Cores Aplicadas no Couro Javali 23 Figura 12 - Couro da Pescada Amarela 24 Figura 13 - Couro da Pescada Amarela 25 Figura 14 - Manta do Couro de Rã 25 Figura 15 - Couro de Salmão 26 Figura 16 - Manta do Couro de Tilápia 27 Figura 17 - Tipos de Produtos Fabricados com Couro Exóticos 28

Sumário

Conteúdo

1 Conteúdo.......................................................................................................... 7 2 1 - Objetivo:..................................................................................................... 10 3 2 - Introdução:.................................................................................................. 10 3.1 2.1 - Conservação:............................................................................................ 10 3.1.1 2.1.1 - Resfriamento:........................................................................................ 11 3.1.2 2.1.2 - Congelamento:...................................................................................... 11 3.2 2.2 - Ribeira:..................................................................................................... 11 3.2.1 2.2.1 - Remolho:............................................................................................... 11 3.2.2 2.2.2 - Peles Refrigeradas:................................................................................ 12 3.2.3 2.2.3 - Peles Congeladas:................................................................................. 12 3.2.4 2.2.4 - Peles Sem Processo de Conservação:................................................... 12 3.2.5 2.2.5 - Caleiro:.................................................................................................. 12 3.2.6 2.2.6 - Descarne:............................................................................................... 13 3.2.7 2.2.7 - Desengraxe:........................................................................................... 13 3.2.8 2.2.8 - Desencalagem e Purga:......................................................................... 13 3.2.9 2.2.9 - Píquel:................................................................................................... 14 3.3 2.3 - Curtimento:.............................................................................................. 14 3.3.1 2.3.1 - Curtimento Propriamente Dito:............................................................. 15 3.3.2 2.3.2 - Descanso:.............................................................................................. 15 3.4 2.4 - Acabamento Molhado:............................................................................. 15

3.4.1 2.4.1 - Neutralização:....................................................................................... 15 3.4.2 2.4.2 - Recurtimento:........................................................................................ 16 3.4.3 2.4.3 - Tingimento:........................................................................................... 16 3.5 2.5 - Pré-Acabamento:...................................................................................... 16 3.5.1 2.5.1 - Secagem:............................................................................................... 17 3.5.2 2.5.2 - Amaciamento:....................................................................................... 17 3.5.3 2.5.3 - Acabamento:......................................................................................... 17 4 3 - Tipos de Couros Exóticos:.......................................................................... 17 4.1 3.1 - Arraia:...................................................................................................... 17 4.2 3.2 - Avestruz:................................................................................................... 18 4.2.1 3.2.1 - Canela do Avestruz: ............................................................................. 19 4.2.2 3.2.2 - Manta do Avestruz:............................................................................... 19 4.3 3.3 – Belly Leather:.......................................................................................... 20 4.4 3.4 - Cobra:....................................................................................................... 20 4.5 3.5 - Iguana:...................................................................................................... 21 4.6 3.6 - Jacaré:...................................................................................................... 21 4.7 3.7 - Javali:....................................................................................................... 23 4.8 3.8 - Ovelha:..................................................................................................... 23 4.9 3.9 – Pescada Amarela:.................................................................................... 23 4.9.1 3.9.1 – Manta de Pescada Amarela:................................................................. 24 4.10 3.10 - Pintado:.................................................................................................. 25 4.11 3.11 – Manta de Rã:.......................................................................................... 25 4.12 3.11 – Salmão:.................................................................................................. 26 4.13 3.12 - Tilápia:................................................................................................... 26 4.13.1 .......................................................................................................................... 4.13.2 3.12.1 – Manta de Tilápia:................................................................................ 27 5 4 – Aplicação:................................................................................................... 28 6 5 – Qualidade:.................................................................................................. 28 7 6 – Cuidados Especiais:.................................................................................... 28 8 7 – Resistência:................................................................................................. 29 9 8 – Clipping:..................................................................................................... 29 10 .......................................................................................................................... 11 9 – Considerações Finais:................................................................................. 30 12 10 – Referências Bibliográficas:...................................................................... 30

Resumo

O interesse mundial pela Educação Ambiental decorre da constatação de que o

avanço tecnológico tem sido associado, historicamente, à degradação do Meio Ambiente.

É possível verificar que o desenvolvimento das grandes nações tem ocorrido em

detrimento da preservação ambiental. Se não houver disciplina e racionalização no uso dos

recursos naturais, preocupações com o solo, com o ar, com a água e etc, as próximas

gerações serão afetadas.

Com o desenvolvimento de novos métodos de curtimento que usam exclusivamente

produtos orgânicos. Tais como: polímeros, taninos vegetais, taninos sintéticos, resinas

acrílicas, e outros insumos que deixam o produto final isentos de metais pesados, que mal

utilizados podem agredir o meio ambiente.

A tendência é a migração de todos os curtumes para esse processo, no entanto a

técnica é pouco dominada e as maiorias das indústrias ainda não conseguem processar o bio couro de forma a ficar com o produto final similar ao tratado com metais pesados.

A característica principal é a reintegração do couro à natureza após o término de

sua vida útil

Palavras Chaves:

Curtimento, Couro Exóticos, Bio Leather, Natureza, Vida Útil, Meio Ambiente, Isento de

Metais Pesados, Preservação Ambiental, Recursos Ambientais.

1 - Objetivo:

- Esta pesquisa tem por objetivo identificar os tipos de couros exóticos produzidos para

confecção de calçados e artigos de couros como cintos, bolsas, jóias, carteiras e móveis.

2 - Introdução:

A defesa do meio ambiente, que chegou a assustar empresários em todo o mundo,

quando começou a se popularizar, mostrou-se uma fonte inesgotável de lucro. Um segmento

bastante conhecido é o de reciclagem de materiais, mas há outros caminhos que podem ser

percorridos.

Um curtume de couros exóticos, que produz matéria prima para a fabricação de

sapatos e calçados e artigos de couros como cintos, bolsas, jóias, carteiras e móveis, tem comprador garantido no Brasil e principalmente no exterior. Por utilizar produtos químicos, o

empresário que montar este tipo de indústria, deverá ficar atento ao código ambiental da

região onde o curtume será instalado.

Esta atenção não deve ser vista apenas como uma obrigação legal, mas é também, uma

forma de atrair clientes, pois os compradores deste tipo de produto, em grande parte, usam

couro exóticos de empresas cadastradas no IBAMA curtidos em seus produtos como

alternativa à pele de animais em extinção.

O processo de produção para o curtimento de couros exóticos envolve as seguintes

etapas: conservação, ribeira, curtimento propriamente dito, acabamento molhado, pré-

acabamento e acabamento final.

2.1 - Conservação:

A conservação tem como objetivo evitar a putrefação das peles, minimizando o

desenvolvimento de bactérias e ações enzimáticas. Mas antes de efetuar-se qualquer processo

de conservação deve-se fazer uma lavagem prévia das peles, recortá-las e pré-descarná-las.

O processo de conservação propriamente dito deve ter início até, no máximo, quatro

horas após o abate do animal, respeitando sempre as variações decorrentes das condições

ambientais. A conservação pode ser realizada com o uso de sal, salmoura ou biocidas, ou,

ainda, com o emprego de técnicas como secagem, resfriamento, congelamento e radiação,

entre outras.

Levando-se em consideração o tamanho e a espessura das peles, bem como o tempo

de estocagem, a técnica de conservação mais apropriada para couros exóticos é o

resfriamento, para períodos curtos de armazenamento, ou o congelamento, pra períodos mais

longos. As duas técnicas estão descritas a seguir:

2.1.1 - Resfriamento:

No sistema de conservação por resfriamento, as peles são submetidas a temperaturas

próximas de 0ºC, no interior de geladeiras ou câmaras frias. A estocagem da pele resfriada em

temperaturas que variam entre 4ºC e 6ºC é possível por até uma semana.

2.1.2 - Congelamento:

Na técnica de congelamento, as peles previamente resfriadas são mantidas a

temperaturas de até 30ºC negativos, no interior de congeladores ou freezers. Nestas

condições, as peles podem ser armazenadas durante meses ou, até mesmo, anos.

2.2 - Ribeira:

A ribeira envolve as etapas de limpeza e adequação das peles para receber o

curtimento. As etapas estão resumidamente descritas a seguir:

2.2.1 - Remolho:

O remolho é um processo de limpeza e reumectação das peles e sua condução

constitui fator determinante das etapas posteriores. Para cada situação há um remolho mais

adequado, como se pode verificar pelas próximas explicações:

2.2.2 - Peles Refrigeradas:

As peles são pesadas e colocadas no interior do furlão. Acrescenta-se 200% de água

(sobre o peso das peles) e 0,2% de tensoativos não-iônicos. Roda-se o furlão a uma

velocidade de 4RPM (quatro rotações por minuto), até as peles apresentarem aspecto

totalmente flexível. Depois disto escorre-se o banho (despreza-se a água do interior do furlão,

com o auxílio da tampa gradeada).

2.2.3 - Peles Congeladas:

As peles congeladas devem ser colocadas em um furlão sem movimento, onde se

acrescenta água suficiente para cobri-las. As peles devem permanecer assim até que

apresentarem aspecto relativamente flexível (até descongelarem). Após, acrescenta-se 0,2%

de tensoativos não-iônico e roda-se o furlão a 4RPM (quatro rotações por minuto), por mais

uma ou duas horas, ou até as peles apresentarem aspecto totalmente flexível. Depois disto,

escorre-se o banho.

2.2.4 - Peles Sem Processo de Conservação:

As peles que serão processadas imediatamente após serem retiradas do animal, que

não sofreram processo de conservação alguma, são submetidas a um banho de 200% de água

e 0,2% de tensoativos não-iônico. Roda-se o furlão por uma ou duas horas e escorre-se o

banho.

2.2.5 - Caleiro:

O caleiro tem por objetivo remover a epiderme das peles e as escamas no caso de

peles de peixes, e também promover uma abertura na estrutura fibrosa. As peles remolhadas

passam por um banho com 100% de água, 1,5% de sulfeto de sódio e 0,2% de tensoativos

não-iônicos. O furlão deve rodar durante 10 minutos a cada hora, durante 2 horas. As escamas

que permanecerem após este período devem ser removidas com o auxílio de uma espátula ou

com as “costas” de uma faca.

2.2.6 - Descarne:

O descarne promove a remoção da camada hipodérmica, constituída por tecido

adiposo (gordura), facilitando a penetração, na pele, dos produtos químicos que serão usados

nas etapas posteriores.

Detalhe para o descarne de pele de peixes onde é feito com o auxílio de uma espátula,

ou com as “costas” de uma faca, uma raspagem da gordura e de eventuais restos de carne que

estejam aderidos à pele.

2.2.7 - Desengraxe:

O desengraxe visa eliminar o excesso de gorduras das peles. Para tanto, as peles são submetidas a um banho com 100% de água e 0,5% de agente desengraxante à base de

solventes orgânicos, durante 30 minutos em um furlão em movimento de 4RPM (quatro

rotações por minuto). Após o banho, o líquido deve ser escorrido e as peles bem lavadas.

2.2.8 - Desencalagem e Purga:

A Desencalagem tem o objetivo de remover a alcalinidade conferida às peles durante

o processo de caleiro, a purga visa a limpeza interna das peles. Este processo consiste em

colocar as peles em um banho de 100% de água e 1,5% de agente desencalante. Roda-se o

furlào durante 30 minutos a 8RPM e acrescenta-se 0,07% de purga de alta concentração,

rodando mais 30 minutos. A fim de verificar se o processo está concluído, corta-se um pedaço

de uma das peles.

Este pedaço é escorrido para eliminar o excesso de água, é cortado novamente e, sobre

este corte é aplicada solução de fenolftaleína, que deve permanecer incolor. Caso se

desenvolva uma coloração rosada, deve-se deixar o furlão rodar por mais tempo ou

acrescentar mais agente desencalante, deixando-se rodar mais tempo.

Faz-se novamente o corte com fenolftaleína até que permaneça incolor, depois disto o

banho deve ser escorrido e as peles lavadas.

2.2.9 - Píquel:

O píquel tem como objetivo preparar as fibras colágenas para penetração do agente

curtente. As peles desencaladas e purgadas são colocadas em um banho com 80-100% de

água e 6% de sal. Deixa-se rodar por 10 minutos e, após, com o furlão em movimento

acrescenta-se, pelo funil, 2% de ácido fórmico diluído 1:10 (uma parte de ácido para 10 partes

de água) em três adições com intervalos de 10 minutos (adiciona-se 1/3, aguarda-se 10

minutos, adiciona-se mais 1/3 e assim sucessivamente até adicionar o ácido). Roda-se o furlão

a 8 RPM e, após 2 horas, o processo deve estar concluído.

Para verificar se esta fase foi completada, corta-se um pedaço de uma das peles,

elimina-se o excesso de água, corta-se novamente e aplica-se solução de VBC (verde de

bromocresol), cuja coloração deve permanecer amarela. Caso se apresente uma coloração

esverdeada ou azul, deve-se rodar mais tempo. Ainda persistindo o tom esverdeado ou azul,

acrescenta-se mais ácido fórmico e deixa-se rodar até obter-se a coloração amarela.

Importante:

Ao trabalhar com ácidos deve-se fazer uso de equipamentos de proteção como

luvas, máscaras e óculos de proteção. Para efetuar a diluição descrita neste trabalho

deve-se adicionar o ácido à água e não o contrário.

2.3 - Curtimento:

O curtimento promove a estabilização da proteína colágena, tornando as peles

imputrescíveis.

2.3.1 - Curtimento Propriamente Dito:

O curtimento é a transformação das peles em material estável e que não apodrece. No

mesmo banho de píquel acrescenta-se 8% de agente curtente (combinação de cromo com

tanino sintético). O furlão deve rodar a 8RPM (oito rotações por minuto), durante 1 hora.

Depois disto adiciona-se 1% de agente basificante diluído 1:10(de um pra dez), pelo funil, em

3 adições com intervalos de 10 minutos. Deixa-se rodar por mais 1 hora e verifica-se o pH do

banho com papel indicador universal. Se o pH estiver abaixo de 3,8, deve-se acrescentar mais

basificante até que o pH se estabilize entre 3,8 e 4,0.

Então se deixa rodar por mais 4 horas. Ao final deste tempo, o pH deve permanecer

entre 3,8 e 4,0.

2.3.2 - Descanso:

O descanso tem como objetivo propiciar tempo para que se completem as reações de

curtimento. Retira-se as peles do banho de curtimento e deixa-se que repousem sobre uma

superfície plana por um período de 24 horas.

2.4 - Acabamento Molhado:

O acabamento molhado envolve uma série de operações responsáveis por determinar

as características finais das peles. Estas operações estão descritas a seguir:

2.4.1 - Neutralização:

A neutralização visa eliminar os ácidos livres existentes nas peles. As peles são colocadas no furlão com 100% de água a temperatura de 30ºC e 1,5% de agente neutralizante.

Roda-se o furlão por 40 minutos a velocidade de 8RPM (oito rotações por minuto).

Após este tempo, o pH deve estar entre 4,5 e 5,0. Para verificar o pH da pele, faz-se

um corte e aplica-se solução de VBC (verde de bromocrezol), que de apresentar coloração

azulada. O pH do banho é medido com papel indicador universal e deve ser semelhante ao da

pele, escorre-se o banho e lava-se bem as peles.

2.4.2 - Recurtimento:

O Recurtimento tem como objetivo acentuar ou mesmo modificar as características

obtidas durante o curtimento. As peles são colocadas no furlão em banho com 100% de água

a temperatura de 40ºC com 5% do agente curtente (combinação de cromo com tanino

sintético).

Roda-se o furlão por 40 minutos a 8RPM (oito rotações por minuto). Acrescenta-se,

então, 0,5% de formiato de sódio e roda-se por mais 20 minutos. O pH deve estar em torno de

4,5. Caso esteja abaixo deste valor, devem ser adicionadas pequenas doses de bicarbonato de

sódio diluído 1:10 (um pra dez), pelo funil, até se alcançar o valor de pH ideal, escorre-se o

banho.

2.4.3 - Tingimento:

O tingimento visa conferir coloração às peles. Com as peles já no furlão coloca-se

50% de água e 3% de corante previamente diluído. Deixa-se rodar por 30 minutos e, então,

faz-se um corte em uma das peles a fim de verificar a penetração do corante na espessura das

peles. Se não estiver completamente tingida, deixa-se rodar mais tempo.

Se ainda não for suficiente, acrescenta-se mais corante. Após obter-se um tingimento

total acrescenta-se 100% de água à temperatura de 4ºC e 0,5% de ácido fórmico diluído 1:10 (um pra dez), pelo funil, e deixa-se rodar por mais 20 minutos. O pH final deve estar em torno

de 4,5, então se escorre o banho.

2.5 - Pré-Acabamento:

Esta fase envolve a realização de operações como a secagem e o amaciamento, e visa preparar as peles para receberem o acabamento final.

2.5.1 - Secagem:

A secagem visa eliminar o excesso de água das peles. As peles dever ser penduradas expostas ao ar para que se reduza o teor de umidade das mesmas.

2.5.2 - Amaciamento:

O amaciamento complementa o trabalho feito durante o engraxe, contribuindo para

conferir maciez às peles. Podem-se usar máquinas para determinados tipos de peles e para as

peles de peixes, depois de secas são amaciadas em equipamentos como a roda de amaciar, ou,

na falta desta, podem ser friccionadas contra a quina de uma mesa, desde que esta tenha as

arestas arredondadas.

2.5.3 - Acabamento:

Nesta etapa é conferido às peles seu aspecto definitivo. O acabamento deve ser

conduzido conforme o destino que será dado às peles. Aquelas que serão utilizadas em

artefatos de aparência natural estão prontas para serem comercializadas após o amaciamento.

Para dar brilho às peles podem-se aplicar lacas, com o auxílio de uma pistola. Após a

aplicação da laca, deve-se submeter as peles à ação de uma prensa hidráulica à temperatura de

70ºC e pressão de 120 atm.

3 - Tipos de Couros Exóticos:

3.1 - Arraia:

A pele de arraia tornou-se uma nova tendência da moda no mercado mundial da pele.

Esta pele brinda um toque de classe, estilo e distinção para os acessórios.

Figura - Couro de Arraia

Este tipo de pele oferece inúmeras possibilidades para a criação de seus desenhos

originais de carteiras, bolsas, cintos, sapatos, vestuário e todo o tipo de acessórios.

Seu desenho perolado faz toda a diferença. Não existe nada no mundo de peles

exóticas que se compare a este tipo de couro. Sua durabilidade é outro ponto forte desta pele:

chega a ser 25 vezes mais resistente que o couro bovino.

3.2 - Avestruz:

A pele de avestruz é uma das que representam um grande desafio ao ser tratada, porém

é uma das mais suaves. Esta pele é abundante em óleos e gorduras naturais, evitando que a

pele resseque, quebre ou se torne rígida. Nenhuma outra pele no mundo é tão completa, já que

seu desenho é único.

Devido a tudo isso, a pele de avestruz é uma das mais apreciadas no mundo hoje em

dia. Artigos confeccionados em couro de avestruz são altamente valorizados, e isto se deve à

qualidade da pele e à sua exclusividade.

Figura - Couro de Avestruz

Figura - Cores Aplicadas no Couro de Avestruz

Com sua classe e elegância, a pele de avestruz está presente no mundo da moda há

anos. Este tipo de couro tem uma infinidade de usos, incluindo tapeçaria, calçado, vestuário,

bem como acessórios para a indústria automotiva.

Forma e Textura

Os couros de Avestruz são extremamente macios e resistentes. A Utilização de técnica

exclusiva, livre de metais pesados, que confere ao produto final toque, caimento, maciez e

alvejamento iguais ou superiores aos couros beneficiados pelo curtimento tradicional. Cada

Couro de Avestruz mede aproximadamente 1,45m por 1,28m.

Aplicação

Os couros de Avestruz podem ser usados na fabricação de calças, jaquetas, sapatos,

botas, malas, bolsas, carteiras, no acabamento de móveis e etc.

3.2.1 - Canela do Avestruz:

Os couros de canela de avestruz são macios e resistentes, com uma camada

proeminente de cartilagem na parte frontal que proporciona ao couro aspecto e design único.

Forma e tamanho

Um Couro de canela de avestruz tem aproximadamente 54 centímetros de

comprimento por 18 centímetros de largura (veja a forma na imagem).

Figura - Couro da Canela de Avestruz

Aplicação

Os couros de canela de avestruz são especialmente usados na manufatura de sapatos e

botas. Também é usado em pulseiras de relógio, braceletes e enfeites.

3.2.2 - Manta do Avestruz:

Forma e Textura

As mantas de canela de avestruz, é um produto desenvolvido com o exclusivo

processo de soldagem e possuem a mesma maciez e resistência de um couro de canela

individual. As mantas de canela de avestruz acabada possuem em média 95 centímetros de

comprimento por 58 centímetros de largura.

Figura - Manta do Couro da Canela do Avestruz

Aplicação

As mantas de canela de avestruz são usadas com a mesma finalidade dos couros

individuais de canela, porem com uma área de aproveitamento muito superior.

3.3 – Belly Leather:

Forma e Textura

O Belly Leather, originado do retículo bovino, é um couro de extrema beleza e

possuem relevos com características inigualáveis. Esse material caracteriza-se por apresentar

um uma flor isenta de defeitos, justamente por ser uma parte interna do animal.

Figura - Couro Belly Leather

Aplicação

O Belly Leather é utilizado na produção de bolsas, carteiras e pulseiras, para algumas

aplicações recomenda-se o uso de tecido técnico.

3.4 - Cobra:

As peles de Python Reticulatus são originais devido a seu desenho e tamanho. As medidas mais usadas são de peles de 3 a 4 metros de comprimento e de largura máxima de 25

a 30 cm. São trabalhadas acabamento opaco, brilhante, metalizado, encerado e graxo.

Figura - Couro de Cobra

Figura 1 – Couro

As cores são as mais variadas possíveis, desde da textura natural, em cinza, preto e

branco até os efeitos tie-die com mistura de cores em degradê e trabalhos artesanais. Nas

peles de Python podemos misturar e criar, visando a necessidade de cada cliente.

Tipos de Cortes

As peles de cobra se apresentam de duas formas: cortadas pelo dorso (apresentando as

escamas grandes da esteira locomotora), a qual chamamos BACK CUT, ou cortadas pelo

ventre, sendo FRONT CUT ou BELLY CUT.

3.5 - Iguana:

A pele de Iguana conta com uma extraordinária distinção em estilo e qualidade. Esta

pele brinda versatilidade e elegância aos produtos de pele exótica, tais como pulseiras de

relógios, botas, cintos, carteiras, bolsas, etc.

Figura - Couro de Iguana

No processo de curtimento outorga-lhe brilho e textura incomparáveis. A pele de

Iguana possui um desenho inigualável e é de extrema durabilidade.

Este tipo de pele é tradicionalmente utilizada para a confecção de todos os tipos de

artigos de luxo, nos países mais ricos do mundo.

3.6 - Jacaré:

Forma e Textura:

Os nossos Couros de Jacaré são de grande flexibilidade, extremamente macios e

resistentes. Esse couro tem característica marcante com textura valorizada. Oferecemos as

espécies Jacaré-do-pantanal (Caiman yacare) e Jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris),

cortes em "belly" e "back".

Figura - Couro de Jacaré

Os couros são comercializados por centímetro linear da maior largura na parte da

barriga. Os animais são provenientes de criatórios comerciais e o abatedouro registrado

possuindo o SIF (Serviço de Inspeção Federal).

Os couros de jacaré são provenientes de criações de cativeiro fiscalizadas pelo

IBAMA. Existem três espécies criadas no Brasil para fins comerciais: jacaré-do-Pantanal

(Caiman crocodilus yacare), jacaré-tinga (Caiman crocodilus crocodilus) e jacaré-do-papo-

amarelo (Caiman latirostris).

Figura - Cores aplicadas no Couro de Jacaré

As peles são processadas visando a utilização em bolsas, artefatos, vestuário e

calçados. Os acabamentos são variados, desde os mais utilizados como mate (opaco),

encerado e brilhoso caseina até os mais artesanais com efeitos metálicos, escovados, tie-die,

etc.

As cores variam conforme pedido de cada cliente, indicando a matiz a ser usada ou conforme nossa cartela. Também são utilizadas misturas numa mesma pele (efeito degradê e

pinturas especiais).

Aplicação:

É utilizada nos mais elegantes, sapatos, bolsas, pastas, carteiras e outros artigos.

Tipos de Corte:

O couro de jacaré é apresentado em dois tipos, diferenciando em desenho e forma,

conforme a esfola do animal no abate:

Belly:

Fica salientado o desenho da barriga, região mais macia da pele. Usado para bolsas,

calçados e vestuário. (esfolado pelo dorso)

Horn Back:

Neste corte são evidentes os desenhos das costas e a crista do rabo. Muito usado em

botas estilo cowboy. (esfolado pelo ventre)

A pele de jacaré é cotada por centímetro linear da largura total na região da barriga.

3.7 - Javali:

Estas peles são objeto de uma cuidadosa seleção, mas, apesar desta, costumam ter

marcas e cicatrizes. Esta característica, porém, não diminui seu valor, é natural que existam

cicatrizes neste tipo de couro, e mais ainda, são a prova de sua legitimidade.

Isto deve-se à agressividade deste animal, já que o mesmo ainda encontra-se ainda em

estado selvagem. Espessuras disponíveis: 0,8 mm a 1,6 mm

Figura - Cores Aplicadas no Couro Javali

É um couro de altíssima durabilidade, e mantém suas características, como

flexibilidade e permeabilidade, por muitos e muitos anos. Este tipo de pele tem uma

infinidade de usos, incluindo tapeçaria, calçados, roupas, luvas, etc.

3.8 - Ovelha:

Os produtos fabricados a partir deste couro têm uma beleza especial, por se tornarem

produtos exclusivos, de grande valor estético.

O couro ainda permite a coloração em diversas tonalidades, permitindo a criação de

produtos personalizados com muito mais opções.

3.9 – Pescada Amarela:

Forma e Textura

A pescada amarela é um peixe destinado fundamentalmente à alimentação e, como

subproduto, à comercialização de suas vísceras para a produção de ração. Ainda assim a sua

pele é descartada como subproduto desta cadeia produtiva, com o agravante de gerar poluição

biológica.

Os couros de pescada amarela são macios, resistentes, e possuem um ótimo caimento.

Esse couro tem como característica principal o formato arrepiado de suas lamelas. O

curtimento desta pele e sua utilização na indústria da moda agregam valor a um resíduo que,

de outra forma, seria descartado.

Figura - Couro da Pescada Amarela

Um Couro de pescada tem em média 70 centímetros de comprimento por 15

centímetros de largura, podendo ter variações em suas dimensões, por ser um peixe de

captura.

A captura da pescada amarela se faz de forma consciente e não-predatória, com

respeito às leis ambientais e aos períodos de reprodução da espécie. A pesca é realizada em

mar aberto a 180 milhas da costa, distante de onde ocorre a reprodução da espécie.

O couro da pescada amarela é um couro ecológico por apresentar, em sua fabricação, o uso de tecnologias limpas e a isenção de produtos tóxicos e poluentes.

O processo produtivo é bastante diferente dos processos convencionais pois são

utilizados, no curtimento do couro, taninos vegetais e sintéticos, bem como outros produtos

com baixos teores de materiais poluentes em substituição aos sais de cromo, extremamente

tóxicos e com alto grau de contaminação do meio ambiente.

Aplicação

Os couros de pescada amarela são utilizados na produção de artefatos em geral,

vestuário, sapatos e até decoração de interiores.

3.9.1 – Manta de Pescada Amarela:

Forma e Textura

As Mantas de Pescada são confeccionadas utilizando pescadas individuais e são

usadas na fabricação de diversos artigos, tais como, sandálias, botas, sapatos, pastas, bolsas,

estofamento e até mesmo decoração de interiores.

Figura - Couro da Pescada Amarela

As Mantas de Pescada acabadas possuem o tamanho de 100 centímetros e

comprimento por 60 centímetros de largura.

Aplicação

As Mantas de Pescada são excelentes para a fabricação botas, sapatos, jaquetas,

pastas, bolsas, estofamento e até mesmo na decoração de interiores.

3.10 - Pintado:

O próprio nome já diz o que a sua beleza reflete. Um couro extraordinário, a partir da

pele original de um dos peixes de água doce mais bonito do mundo.

3.11 – Manta de Rã:

Forma e Textura

A manta de couro de Rã possui ótima maciez e um design único. Podem ser usadas

para a fabricação de diversos artigos, tais como, sandálias, botas, pastas, vestuário,

estofamento e outros artigos que só poderiam ser fabricados com couros de grandes

dimensões.

Figura - Manta do Couro de Rã

As mantas de couro de Rã medem 100cm de comprimento por 60cm de largura.

Aplicação

As mantas de couro de Rã podem ser utilizadas na fabricação de peças para vestuário,

sapatos, bolsas, decoração de interiores, pulseiras, entre outros.

3.11 – Salmão:

Forma e Textura

Os couros de salmão individuais são extremamente, macios, resistentes, e possuem um

ótimo caimento. Esse couro tem como característica principal o a homogeneidade nos desenhos de suas lamelas.

Figura - Couro de Salmão

Um Couro de salmão individual tem em média 70cm de comprimento por 14cm de

largura, podendo ter variações em suas dimensões.

Aplicação

Os couros de salmão individual são utilizados na produção de tênis, bolsas artefatos

em geral, vestuário, sapatos e até decoração de interiores.

3.12 - Tilápia:

A Tilápia é um peixe destinado fundamentalmente à alimentação e, como subproduto,

à comercialização de suas vísceras para a produção de ração. Ainda assim a sua pele é

descartada como subproduto desta cadeia produtiva, com o agravante de gerar poluição

biológica.

O curtimento desta pele e sua utilização na indústria da moda agregam valor a um

resíduo que, de outra forma, seria descartado.

Pelo fato da Tilápia ser um peixe cultivado em pequenos criatórios, há a garantia de

serem feitas em ambientes controlados sem interferência na biodiversidade, contrariamente às

práticas de pesca predatória. Além disso, são realizados projetos e ações contínuas de não

agressão ao meio ambiente e de proteção da espécie.

O couro de Tilápia é considerado um couro ecológico por apresentar, em sua

fabricação, o uso de tecnologias limpas e a isenção de produtos tóxicos e poluentes. O

processo produtivo é bastante diferente dos processos convencionais pois são utilizados, no curtimento do couro, taninos vegetais e sintéticos, bem como outros produtos com baixos

teores de materiais poluentes em substituição aos sais de cromo, extremamente tóxicos e com

alto grau de contaminação do meio ambiente.

3.12.1 – Manta de Tilápia:

Forma e Textura

As mantas de Tilápia, são confeccionadas utilizando Tilápias individuais que juntas

proporcionam maior área para a fabricação de diversos artigos, tais como:vestuário, sandálias,

botas, sapatos,pastas, bolsas, estofamento e até mesmo decoração de interiores.

Figura - Manta do Couro de Tilápia

As mantas de Tilápia medem 100 centímetros de comprimento por 60 centímetros de

largura.

Aplicação

A manta de Tilápia pode ser utilizada na fabricação de peças para vestuário, sapatos,

bolsas, decoração de interiores, pulseiras, entre outros.

4 – Aplicação:

Os couros exóticos possuem várias aplicações, são produtos criados por renomados

estilistas de moda e designers de ambientes por todo mundo.

Bolsas Carteiras Jóias Sapatos Femininos e Masculinos Figura - Tipos de Produtos Fabricados com Couro Exóticos

5 – Qualidade:

Todas as peles recebem um tratamento especial que caracterizará as variações no

produto final quanto à sensibilidade ao toque, acabamento e cores. Com isso, o número de opções e aplicações dos couros exóticos é bem maior e permitem diferentes criações.

O processamento do couro se faz a partir de peles selecionadas, provenientes dos

melhores exemplares de cada espécie. A produção se faz desde a entrada da pele até o

controle final do couro.

O produto final é exclusivo, proveniente de animais únicos criados em sua própria

natureza e sujeitos à iteração com o meio ambiente. Portanto, pequenas imperfeições

características deste processo são aceitáveis e até previsíveis.

Os produtos fabricados com couros exóticos e especiais são materiais nobres e devem

ser manuseados de acordo com as instruções de cuidados, de forma que possam manter suas

características originais.

6 – Cuidados Especiais:

• O couro nunca deve ser molhado, nem mesmo com água de chuva, pois sua acidez

pode provocar manchas.

• Cuidado com superfícies ásperas e pontiagudas elas podem danificar o seu artigo.

• Não guardem produtos de couro em lugar úmido ou abafado.

• Não use solventes como acetonas, álcool, água sanitária ou detergente. caso apresente

mofo, passe uma flanela seca e coloque o artigo em lugar arejado.

• Jamais coloque artigos fabricados com couros exóticos ou especiais na máquina de

lavar.

7 – Resistência:

Os pequenos pedaços de couros colados entre si formando um artefato. Soldados por

um processo exclusivo e a finalidade desse material é viabilizar a manufatura de couros com

pequenas áreas, como peixes, rãs, canelas de avestruz e outros.

Por se tratar de um artefato de couro, é recomendado o uso da dublagem com tecidos

técnicos para dar uma melhor resistência ao material, principalmente para a confecção de

produtos que exijam uma maior resistência à tração e ao rasgamento.

8 – Clipping:

Das mais sofisticadas revistas de

moda, passando por revistas de decoração

até mesmo por revistas relacionadas ao

meio rural, os couros exóticos chamam a

atenção por ser um produto novo, que não

agride o meio ambiente e tem um visual

admirável.

Figura 16 – Clipping de moda

9 – Considerações Finais:

A pesquisa deste trabalho tem como objetivo mostrar o curtimento de animais cujas

peles sejam subprodutos, ou seja, que a sua carne seja sempre o seu produto principal, onde o

processo de curtimento de peles de animais são primordialmente aproveitados para a

alimentação.

As rãs, peixes e outros animais que são criados em cativeiros ou capturados no

Oceano, para consumo de suas carnes, sendo suas peles até então consideradas, um

subproduto de potencial ainda não aproveitado. O curtimento dessas peles é basicamente um

trabalho de reciclagem, pois anteriormente ao processo elas eram descartadas.

Com este processo, as peles se transformaram em couros macios, maleáveis,

resistentes e principalmente lucrativos para os criadores.

Estes couros prestam-se à confecções de muitos artefatos, que vão desde à confecção

de bolsas, cintos, sapatos, roupas ( calças, jaquetas e até biquínis) à confecção de bandejas e

móveis em geral.

O "Couro exótico produzido em mantas" mostra-se um estrondoso sucesso, uma vez

que possibilita que se aliem as qualidades de beleza plástica e sofisticação presentes nos

couros exóticos, às condições dimensionais ideais do ponto de vista comercial.

10 – Referências Bibliográficas:

- Pimentel Rubens. Consultor e Diretor da distribuidora Couros Exóticos.

<www.couroexotico.com.br>

- SOUZA, Clayton de.: Resíduos de Peixe Já é Um Bom Negócio, O Estado De São Paulo,São Paulo, 24 out. 2007. Agrícola – Agroindústria, p. 7.

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muito bo! emriqueceu mminhas pesquisas para trabalho de jacaricultura IFPA/PA
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