Desenho tecnico, Manual de Engenharia de Desenho e Gráficos. Universidade do Porto
osmar_luis
osmar_luis8 de dezembro de 2015

Desenho tecnico, Manual de Engenharia de Desenho e Gráficos. Universidade do Porto

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DESENHO TECNICO
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O desenho como linguagem é uma ferramenta im-

portante para a comunicação de informações, de forma

imediata ou detalhada. A todo momento apresentam-se na

prática exemplos de sua uti l ização, como placas de

sinalização, diagramas de funcionamento de aparelhos

eletrodomésticos ou design de móveis; aspectos tão

arraigados do nosso cotidiano que muitas vezes passam

desapercebidos.

O cultivo da capacidade de interpretação e repre-

sentação de desenhos bi ou tridimensionais, desde as fases

iniciais do aprendizado, é uma forma de desenvolver não só

a criatividade e coordenação motora, mas igualmente o

raciocínio e, ainda, apurar a aptidão para comunicação

em diferentes aspectos.

Atendendo à meta principal de apresentar de for-

ma direcionada e objetiva as informações relativas ao

ensino de desenho na área técnica, este livro foi fun-

damentado de maneira a permitir que o conhecimento

seja construído sobre bases sólidas, ao invés de ser ape-

nas transmitido mecanicamente. Dentro desta perspectiva,

a abordagem para o ensino do desenho técnico é feita

sob a ótica da geometria descritiva - em seus aspectos

básicos - levando o estudante a uma compreensão

maior da origem e desenvolvimento da representação

gráfica de elementos ou processos técnicos.

Cabe ressaltar ainda que a tendência atual de

ut i l ização crescente de programas de computação

gráfica, em especial os de CAD (Computer Aided Design),

não exclui o aprendizado básico da representação, ao

contrário, o estudante deve dar um passo além e buscar o

fundamento do desenho técnico, encontrado na geometria

descritiva, a qual torna-se ainda mais importante por sua

identificação com a forma de representação tridimensional

(modelagem) adotada por estes mesmos programas.

O melhor profissional será aquele que souber utilizar seus

conhecimentos para resolução de problemas que o exercício

de sua atividade lhe apresenta.

Este trabalho foi inicialmente desenvolvido para

atender às necessidades da prática do ensino de desenho

nos cursos da educação profissional de nível técnico, que

apresentam características e peculiaridades próprias e

carecem de bibliografias abrangentes atualizadas. Desta

forma, são fornecidos conceitos teóricos sobre a

representação gráfica - de acordo com as normas aplicáveis

pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) -

para os cursos técnicos de diversas áreas profissionais.

MATERIAL PARA DESENHO

A execução de um bom desenho de-

pende de diversos fatores, como sólidos

conhecimentos teóricos, material de boa

qualidade e o uso de técnicas adequadas

para utilização deste material.

Neste capítulo, será indicada a relação

do material básico necessário para a con-

fecção do desenho. Existem outros, aqui

não relacionados, usados para desenhos ou

operações específicas, como o desenho a

nanquim.

RELAÇÃO DO MATERIAL

> Prancheta - mesa apropriada para a execução de desenhos.

> Régua paralela ou "T" - régua de grande comprimento, sem graduação, destinada a traçar linhas retas horizontais; a régua "T"

pode também traçar retas inclinadas ou verticais.

> Escalímetro - régua de secção triangular com graduações em escala (ver capítulo sobre escalas) para marcação de medidas.

> Esquadros - par de réguas em forma de triângulo, preferenci- almente sem graduação, para traçar retas em diversos ângulos; são

usados em conjunto com a régua paralela ou "T".

ESCALÍMETRO

ângulos de 30°, 60º e 90°

ângulos de 45° e 90°

PAR DE ESQUADROS

> Compasso - instrumento para traçar circunferências.

> Lápis ou lapiseira - variam de acordo com a espessura e

dureza do grafite. Os da série B (ex.: B, 2B) são mais macios e

produzem traços mais largos, os da série H (ex,: H, 2H) são mais

duros e produzem traços mais estreitos os intermediários são HB e F.

A escolha do grafite depende da habilidade e experiência do dese-

nhista, de acordo com o tipo de traço e acabamento desejado no

desenho. A espessura do grafite para lapiseira deve ser também es-

colhida em função de seu uso, 0.5 ou 0.3 para traços estreitos, 0.7

ou 0.9 para traços largos.

> Borrachas - a única recomendação é que sejam borrachas

apropriadas para desenho, brancas e macias.

> Papel - a escolha do papel varia com o tipo de desenho a

executar, para o desenho técnico é em geral liso, branco e opaco.

> Material complementar - flanela, fita adesiva, lixa, escova

para desenho.

> Gabaritos - réguas vazadas com diferentes formas para execução

de figuras repetidas ou de difícil execução (ex.: elipses, circunferências,

mobiliário, setas etc) .

> Transferidor - régua graduada em forma de circunferência

ou semicircunferência usada para marcar medidas angulares.

USO DOS ESQUADROS E RÉGUA PARALELA OU RÉGUA "T "

Os esquadros são utilizados para:

1. Traçar retas ligando dois ppntos quaisquer.

2. Traçar retas com ângulos definidos, com o auxílio da régua paralela ou do segundo esquadro.

3, Traçar retas verticais com o auxílio da régua parale- la.

4. Traçar retas paralelas em qualquer direção.

5. Traçar retas perpendiculares em qualquer direção.

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RECOMENDAÇÕES GERAIS

> 0 material de desenho deve estar sempre limpo.

> Verificar as condições do material e do papel antes do início

do desenho.

> Estabelecer uma distribuição racional do material sobre a

mesa de desenho, para facilitar sua utilização; a mesa deve ficar o

mais livre possível.

> Cuidar da limpeza do material, do papel e da mesa, também

durante a execução do desenho, retirando partículas de borracha e

apontando o grafite longe da mesa.

> Fixar a folha de papel sobre a mesa, com fita adesiva, cui-

dando para não invadir as margens da folha.

> Usar a aresta superior da régua paralela ou "T" para desenhar.

> Usar o escalímetro apenas para marcar medidas, não tra-

çando linhas com ele.

> Proteger a parte concluída do desenho para não sujar.

> Não apoiar objetos sobre o desenho que possam vir a danificá-

lo ou sujá-lo.

> Retirar a fita adesiva com cuidado, de dentro para fora, para

não danificara folha.

> Limpar a mesa ao terminar o trabalho.

3

_ P A D R O N I Z A Ç Ã O E

N O R M A T I Z A Ç Ã O

Toda representação gráfica, principalmente a de desenho téc-

nico, deve ser executada dentro de padrões e regras estabelecidos

e de conhecimento geral, que permitam seu entendimento por todos

que os utilizarem. Tais padronizações e regras são desenvolvidas e

estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técni-

cas), de acordo com a ISO (International Organization for

Standardization), atendendo às necessidades de intercâmbio de

tecnologia entre os países.

Existem diversas normas relativas ao desenho, algumas gerais e

outras específicas de cada área de conhecimento (arquitetura, ele-

trônica, etc) . Neste livro serão abordadas apenas as normas refe-

rentes ao desenho técnico básico, comum a todas as áreas.

Além deste capítulo inicial, serão apresentadas outras normas

ao longo do livro, conforme sua utilização se faça necessária.

1 FOLHA DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES

As características dimensionais das folhas em branco e pré-

impressas a serem aplicadas em todos os desenhos técnicos são

padronizadas.

Os formatos das folhas recomendadas para desenho técnico

são os da série A normatizados pela ABNT. São os formatos basea-

dos em um retângulo de área igual a 1 m2 e lados medindo 1189 mm

x 841 mm. Deste formato básico, designado por AO (A zero), deri-

va-se a série A, através de bipartição, conforme a figura.

As folhas de desenho acima do

padrão A4 (210 x 297 mm) devem ser

dobradas para facilitar o arquivamento.

O tamanho final de todos os formatos é

o A4, e a forma de dobragem é dada

nas figuras a seguir.

11

A margem esquerda de 25 mm é destinada à perfuração ou coloca-

ção de grampos para arquivamento.

A legenda deve ficar sempre na parte externa ao final do dobra-

mento, de forma a facilitar sua leitura.

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LEGENDA

A legenda é o espaço destinado à colocação de informações

sobre o desenho. Deve conter seu número, título, origem, data, es-

cala, profissional responsável pelo desenho, conteúdo e demais

informações pertinentes. Sua altura pode variar, apenas sua largura é

especificada pela norma, como:

AO eAl - 175 mm

A2 , A3 e A4 - 178 mm

No total, o espaço reservado para a legenda somado à margem

direita sempre resultará em um módulo de 185 mm.

O espaço vertical acima da legenda deve ser reservado para ou-

tras informações, como convenções específicas, tabelas ou notas

sobre o desenho. Este espaço pode ser mudado, por conveniência,

para a parte horizontal ao lado da legenda.

13

CALIGRAFIA TÉCNICA

A caligrafia usada nos desenhos técnicos é definida pela ABNT; e

deve respeitar alguns requisitos básicos, como ser bem legível, de

rápida execução e proporcional ao desenho. Pode ser executada à

mão-livre ou com auxílio de normógrafo (mais usado no desenho a

nanquim).

O modelo de caligrafia técnica é apresentado abaixo.

Na execução da cal igrafia técnica, alguns itens devem ser

observados:

> Linhas de guia - linhas necessárias para manter as letras e

números com a mesma altura ou mesma inclinação, devem ser execu-

tadas com traço contínuo e estreito.

14

> Altura das letras - é baseada na altura das letras maiúsculas,

sendo o mínimo de 2,5 mm, com dimensões proporcionais, conforme o

quadro e o exemplo a seguir:

A tabela acima é uma simplificação da apresentada pela norma

técnica; as distâncias entre letras ou palavras são, em geral, realiza-

das visualmente, sem medidas, mas de modo uniforme. Para melhorar

o efeito visual em alguns casos a distância entre os caracteres deve

ser alterada, como entre as letras LA, TV ou LT.

A altura das letras e algarismos é escolhida de acordo com a

importância do texto que será escrito; para títulos, tamanhos maio-

res (7 ou 10 mm), para observações e notas, tamanhos menores

(geralmente 3 mm).

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APLICAÇÃO E TIPOS DE LINHA

A diferenciação entre os elementos de um desenho é dada pela

espessura e tipo das linhas utilizadas. De modo geral, sua espessura

é definida pela prática para cada elemento, com pouca variação,

dependendo ainda do tipo de desenho e importância do detalhe.

Deve-se respeitar as seguintes recomendações gerais:

> A espessura e o espaçamento das linhas proporcionais à escala

do desenho.

> A espessura de linhas estabelecida para uso em um desenho

mantém-se em todo ele, assim como em pranchas complementares.

Os tipos de linha com seu uso são:

Larga - contornos e arestas visíveis.

Estreita - linhas auxiliares, de cota, de cha-

mada, hachuras.

Larga - contornos e arestas não visíveis.

Larga - para superfícies com indicação

especial.

Estreita - linhas de centro, eixos de simetria,

trajetórias.

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Traço e dois pontos estreita - limite

de peças móveis, centros de gravida-

de, detalhes situados antes do plano

de corte.

Traço ponto estreita com espes-

samento nas extremidades e nas

mudanças de direção - localização de

planos de corte.

Contínua em ziguezague e estreita -

linha de interrupção.

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NOÇÕES DE PROJEÇÃO

Neste capítulo serão estudadas as informações básicas sobre

desenho projetivo, do qual se origina o desenho técnico. Estas infor-

mações incluem desde a definição dos elementos necessários à

projeção, até o estudo de projeção de sólidos, que está diretamente

relacionado ao desenho técnico.

PROJEÇÃO

Pro je ta r significa representar graficamente, em um plano, uma

figura localizada no espaço.

• Elementos

Os elementos para projetar são:

> (P) - centro de projeção, pólo ou vértice.

> Triângulo (A) (B) (C) - figura plana no espaço, a ser projetada.

> (a ) - plano de projeção.

> ( P ) ( A ) , ( P ) ( B ) , (P ) (C) - raios projetantes.

> Triângulo ABC - projeção do triângulo (A)(B)(C) sobre o

plano (a).

21

• Tipos de projeção

> Projeção cônica ou central - o centro de projeção está a

uma distância finita do plano de projeção (exemplo dado anterior-

mente) e os raios projetantes são divergentes.

> Projeção cilíndrica ou paralela - o centro de projeção está

a uma distância infinita do plano de projeção e os raios projetantes

são paralelos entre si. A Projeção Cilíndrica pode ser:

• Oblíqua: os raios projetantes formam com o plano de

projeção um ângulo diferente de 90°.

• Ortogonal: os raios projetantes formam com o plano de

projeção um ângulo de 90°.

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