Desenho técnico introdução, Projetos de Desenho Técnico. Universidade Federal da Bahia (UFBA)
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Desenho técnico introdução, Projetos de Desenho Técnico. Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Uma apostila que explica os passos essenciais dentro do desenho técnico.
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APOSTILA DE DESENHO TÉCNICO

CURSO: Engenharia Madeireira – CD029MD PROFESSOR: Márcio Fontana Catapan, Dr. Eng. ALUNO: ___________________________________________________________

CURITIBA / 2015

APOSTILA DE DESENHO TÉCNICO

Prof. Márcio F. Catapan, Dr. Eng.

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A arte de representar um objeto ou fazer sua leitura por meio do desenho técnico é

tão importante quanto à execução de uma tarefa, pois é o desenho que fornece todas as

informações precisas e necessárias para a construção de uma peça.

Visando abordar a maioria dos assuntos relativos ao desenho técnico de forma

sucinta, porém completa em um curso de 80 horas, esta apostila foi elaborada. A

experiência de mais de 15 anos nesta área, capacitou o professor a construir um material

que propiciasse tal dinâmica de aprendizagem.

Para isto, esta primeira apostila foi dividida no conteúdo de introdução ao Desenho

Técnico e Desenho à mão livre, onde abordará os conceitos básicos para o seu

entendimento.

Na primeira parte, dentro do escopo do curso e respeitando as limitações de tempo

disponível para o ensino de desenho técnico dento de um curso de Engenharia Mecânica,

praticamente todos os conhecimentos básicos necessários para a realização de um

desenho serão abordados.

Na segunda parte/apostila, os conhecimentos adquiridos na primeira são aplicados

para a realização de desenhos bidimensionais e com instrumentos. Essa parte consiste

basicamente no aprendizado do uso de instrumentos para aplicação dos conhecimentos de

desenho técnico da primeira parte do curso.

A terceira parte, que constituirá o segundo semestre, será utilizado um Software de

CAD.

Se você trabalhar com dedicação, conseguirá atingir todos os objetivos propostos

em ambas as partes.

Bom trabalho!

Prof. Márcio Catapan

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Prof. Márcio F. Catapan, Dr. Eng.

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1. INTRODUÇÃO

1.1. ETIMOLOGIA

O português desenho é um substantivo deverbal do verbo desenhar, que remonta

ao latim designare, “marcar, notar, traçar, desenhar; indicar, designar; dispor, ordenar,

regular, imaginar”, étimo do italiano desegnare. O português desenhar (e desenho) é

modernamente só “traçar (e traçado) com linhas e afins”.

Desenho é qualquer representação gráfica – colorida ou não – de formas. Desenho

é a expressão gráfica da forma, não se pode desenhar sem conhecer as formas a serem

representadas.

Hieróglifos Desenho Primitivo Arte Moderna

Planta Baixa Perspectiva Exata Desenho técnico

O desenho é a forma de comunicação mais importante, depois da palavra, o

desenho serve à propaganda, ao humorismo, à arquitetura, à expressão gráfica da

palavra, etc..

É um erro se considerar o desenho como uma cópia de formas, pois ele pode

representar a imaginação de uma forma não existente (ficção científica): afinal, pode-se

considerar desenho tudo aquilo que a mão humana traduz quando quer exprimir uma

idéia mesmo que não o consiga.

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Desenho Industrial – tradução da expressão inglesa industrial design – significa

tradicionalmente o desenho, o projeto de objetos ou de sistemas de objetos

industrializados normalmente fruídos na existência cotidiana, no lar, no trabalho, no lazer:

do relógio de pulso, aos talheres, da bicicleta ao automóvel, do trem ao avião, dos

eletrodomésticos aos instrumentos de escritório, dos móveis aos barcos, das ferramentas

manuais à máquinas operatrizes. Todos esses objetos estão fundamentados num

momento projetivo – de desenho criador – e num momento iterativo – de produção em

série e mecanizada.

Assim, Desenho Técnico Mecânico é o projeto da forma de objetos destinados à

fabricação de objetos em série. O Projetista Mecânico (Mechanical Designer) é responsável

pela forma dos produtos da sua empresa e sociedade; por isso deve considerar no seu

trabalho a complexidade de relações entre produto, máquinas/equipamentos e ambiente,

produto e usuário, isto é, fatores tecnológicos, econômicos, sociais e culturais do

ambiente.

1.2. CONCEITO

O que é Desenho Técnico?

O desenho técnico, como citado anteriormente, é uma linguagem gráfica utilizada

na indústria. Para que esta linguagem seja entendida no mundo inteiro, existe uma série

de regras internacionais que compõem as normas gerais de desenho técnico, cuja

regulamentação no Brasil é feita pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

É derivado da Geometria descritiva, que é a ciência que tem por objetivo

representar no plano (folha de desenho, quadro, etc.) os objetos tridimensionais,

permitindo desta forma a resolução de infinitos problemas envolvendo qualquer tipo de

poliedro, no plano do papel.

O desenho técnico é um desenho operativo, ou seja, após sua confecção segue-se

uma operação de fabricação e/ou montagem. Desta forma, para fabricarmos ou

montarmos qualquer tipo de equipamento ou construção civil, em todas as áreas da

indústria, sempre precisaremos de um desenho técnico.

1.3. FINALIDADE

Ao iniciar o estudo de Desenho Técnico, você está empreendendo uma experiência

educacional gratificante que terá real valor em sua futura profissão. Quando você tiver se

tornado perito nesse estudo, terá a seu dispor um método de comunicação usado em

todas as áreas da indústria técnica, uma linguagem sem igual para a descrição acurada de

objetos sólidos.

O desenho técnico é um dos mais importantes ramos de estudo em uma escola

técnica, porque é à base de todos os projetos e subseqüentes fabricações. Todo estudante

técnico deve saber fazer e ler desenhos. O desenho é essencial em todos os tipos de

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engenharia prática, e deve ser compreendido por aqueles relacionados com, ou

interessados na indústria técnica. Todos os projetos e instruções para fabricação são

preparados por desenhistas, escritores profissionais da linguagem, mas mesmo alguém

que nunca tenha feito projetos deve ser capaz de lê-los e entendê-los, ou será,

profissionalmente, um leigo.

A nossa finalidade é estudar a linguagem do desenho técnico, de tal maneira que

se possa escrevê-la, de uma maneira clara, a alguém que, familiarizado com este assunto,

possa lê-la prontamente quando escrita por outro alguém para tanto, é preciso conhecer

sua teoria e composição básica e ficar a par das abreviaturas e convenções adotadas.

A finalidade principal do Desenho Técnico é a representação precisa, no plano, das

formas do mundo material e, portanto, tridimensional, de modo a possibilitar a

reconstituição espacial das mesmas.

Essa representação de formas constitui o campo do chamado “desenho projetivo”;

o Desenho Técnico também abrange a representação gráfica de cálculos, leis e dados

estatísticos, por meio de diagramas, ábacos, e nomogramas, que pertencem ao campo do

“desenho não projetivo”.

Por serem seus princípios fundamentalmente os mesmos em todo o mundo, alguém

treinado nestas práticas em uma nação pode prontamente adaptar-se às de uma outra

nação qualquer.

Esta linguagem é completamente gráfica e escrita, e é interpretada pela aquisição

de um conhecimento visual do objeto representado. O êxito de um aluno nesta matéria

será indicado não somente pela sua habilidade na execução, mas também pela sua

capacidade de interpretar linhas e símbolos e visualizá-los claramente no espaço.

1.4. IMPORTÂNCIA

O Desenho Técnico constitui-se no único meio conciso, exato e inequívoco para

comunicar a forma dos objetos; daí a sua importância na tecnologia, face à notória

dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrição da forma, apesar a riqueza de

outras informações que essa linguagem possa veicular.

Diante da complexidade dos problemas relativos aos projetos de Engenharia e

Arquitetura, poderia parecer excessiva a importância atribuída à forma e à sua

representação. Ocorre que a forma não é um acessório nos problemas de tecnologia, mas

faz parte intrínseca dos mesmos.

O Desenho Técnico, ao permitir o tratamento e a elaboração da forma de modo

fácil econômico, participa decisivamente das três fases da solução daqueles problemas.

Essas três fases são:

1º - A busca de conceitos e idéias que pareçam contribuir para a solução.

2º - O exame e análise crítica desses conceitos, quando alguns são escolhidos e

outros rejeitados.

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3º - O desenvolvimento dos conceitos escolhidos, seu aperfeiçoamento final e

comunicação.

Portanto, as aplicações do Desenho Técnico não se limitam à fase final de

comunicação dos projetos de Engenharia e Arquitetura, mas ainda cumpre destacar sua

contribuição fundamental nas fases anteriores, de criação e de análise dos mesmos.

Adicionalmente, face à dificuldade em concebermos estruturas, mecanismos e

movimentos tridimensionais, o Desenho Técnico permite estudá-los e solucioná-los

eficazmente, porque permite a sua representação.

1.5. MODALIDADES DE EXECUÇÃO

É comum associar-se o Desenho Técnico apenas à execução precisa por meio de

instrumentos (régua, compasso, esquadros, etc.), mas ele pode, também ser executado à

mão livre ou por meio de computadores. Cada uma dessas modalidades difere apenas

quanto à maneira de execução, sendo idênticos os seus princípios fundamentais.

Enquanto o “desenho instrumental” é utilizado em desenhos finais, de

apresentação, de cálculos gráficos, de nomogramas, de diagramas, etc., o “esboço à mão

livre” é, por excelência, o desenho do Engenheiro e do Arquiteto, pois possui a rapidez e a

agilidade que permitem acompanhar e implementar a evolução do processo mental.

A presente apostila tem a finalidade de estudar os elementos básicos do Desenho

Técnico Projetivo com enfoque na sua execução à mão livre. Os exercícios propostos

visam não apenas treinar o aluno na execução do esboço à mão livre, mas objetivam,

primordialmente, desenvolver a sua capacidade de visualização tridimensional e de

representação da forma.

1.6. COMO É ELABORADO UM DESENHO TÉCNICO

Às vezes, a elaboração do desenho técnico mecânico envolve o trabalho de vários

profissionais. O profissional que planeja a peça é o engenheiro ou o projetista. Primeiro

ele imagina como a peça deve ser e depois representa suas idéias por meio de um

esboço, isto é, um desenho técnico à mão livre. O esboço serve de base para a elaboração

do desenho preliminar. O desenho preliminar corresponde a uma etapa intermediária do

processo de elaboração do projeto, que ainda pode sofrer alterações.

Depois de aprovado, o desenho que corresponde à solução final do projeto será

executado pelo desenhista técnico. O desenho técnico definitivo, também chamado de

desenho para execução, contém todos os elementos necessários à sua compreensão.

O desenho para execução, que tanto pode ser feito na prancheta como no

computador, deve atender rigorosamente a todas as normas técnicas que dispõem sobre

o assunto.

O desenho técnico mecânico chega pronto às mãos do profissional que vai executar

a peça. Esse profissional deve ler e interpretar o desenho técnico para que possa executar

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a peça. Quando o profissional consegue ler e interpretar corretamente o desenho técnico,

ele é capaz de imaginar exatamente como será a peça, antes mesmo de executá-la. Para

tanto, é necessário conhecer as normas técnicas em que o desenho se baseia e os

princípios de representação da geometria descritiva.

1.7. EXERCÍCIOS

1) O que é Desenho Técnico?

2) Qual é a finalidade do Desenho Técnico?

3) Qual é a importância do Desenho Técnico?

4) Quais são as modalidades de execução de Desenho Técnico?

2. NORMAS PARA DESENHO TÉCNICO – ABNT/DIN

2.1. ENTIDADES NORMALIZADORAS

A seguir temos uma lista das principais entidades de normalização:

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas

ASME – Sociedade Americana de Engenharia Mecânica (American Society of Mechanical

Engeering)

ASTM - Sociedade Americana para Testes e Materiais (American Society for Testing and

Materials)

BS – Normas Britânicas (British Standards)

DIN – Instituto Alemão para Normalização (Deutsches Institut für Normung)

ISO – Organização Internacional para Normalização (International Organization for

Standardization)

JIS – Normas da Indústria Japonesa (Japan Industry Standards)

SAE – Sociedade de Engenharia Automotiva ( Society of Automotive Engeering)

2.2. PRINCIPAIS NORMAS

NBR 10067 – princípios gerais de representação em desenho técnico. A NBR 10067 (ABNT, 1995) fixa a forma de representação aplicada em desenho técnico. Normaliza o método de projeção ortográfica, que pode ser no 1º diedro ou no 3º diedro, a denominação das vistas, a escolha das vistas, vistas especiais, cortes e seções, e generalidades.

NBR 10068 – Folha de desenho Lay-out e dimensões – objetiva padronizar as dimensões das folhas na execução de desenhos técnicos e definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda.

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NBR 10582 – apresentação da folha para desenho técnico – normaliza a distribuição do

espaço da folha de desenho, definindo a área para texto, o espaço para desenho , etc..

NBR 13142 – desenho técnico – dobramento de cópias. Fixa a forma de dobramento de

todos os formatos de folhas de desenho para facilitar a fixação em pastas.

NBR 8402 – execução de caracteres para escrita em desenhos técnicos.

NBR 8403 – aplicação de linhas em desenhos – tipos de linhas – larguras das linhas

NBR 8196 – desenho técnico – emprego de escalas

NBR 12298 – representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico

NBR10126 – cotagem em desenho técnico

NBR 8404 – indicação do estado de superfície em desenhos técnicos

NBR 6158 – sistema de tolerâncias e ajustes

NBR 8993 – representação convencional de partes roscadas em desenho técnico

NBR 6402 – Execução de desenhos técnicos de máquinas e estruturas metálicas

2.3. FORMATOS PADRÕES DE FOLHAS

2.3.1. TAMANHOS DE FOLHAS PADRONIZADAS PELA ISO

O primeiro tamanho é o formato A0 com dimensões de 841 X 1189 mm,

equivalente a 1 m2 de área, sendo que os demais formatos originam-se da bipartição

sucessiva deste, conforme figura abaixo.

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FORMATO

DIMENSÕES

MARGEM COMPRIMENTO

DA LEGENDA

ESPESSURA LINHAS

DAS MARGENS ESQUERDA OUTRAS

A0 841 X 1189 25 10 175 1,4

A1 594 X 841 25 10 175 1,0

A2 420 X 594 25 10 178 0,7

A3 297 X 420 25 10 178 0,5

A4 210 X 297 25 5 178 0,5

Quando da necessidade de utilização de formatos fora dos padrões estabelecidos,

recomenda-se a escolha destes de tal forma que a largura ou o comprimento corresponda

ao múltiplo ou submúltiplo do formato padrão.

2.3.2. QUADROS

Nas dimensões das folhas deve haver um excesso de papel de 10 mm nos quatro

lados e as margens ficam limitadas pelo contorno externo da folha e pelo quadro. O

quadro tem a finalidade de limitar o espaço para o desenho conforme figura abaixo.

As margens são limitadas pelo contorno externo da folha e o quadro. O quadro

limita o espaço para o desenho (Figura abaixo).

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2.3.3. LAYOUT DA FOLHA

2.3.3.1. Espaço para desenho:

- Os desenhos são dispostos na ordem horizontal ou vertical.

- A vista principal é inserida acima e à esquerda, na área para desenho.

2.3.3.2. Espaço para texto:

- Todas as informações necessárias ao entendimento do conteúdo do espaço para

desenho são colocadas no espaço para texto.

- O espaço para texto é colocado à direita ou na margem inferior do padrão de

desenho.

- Quando o espaço para texto é colocado na margem inferior, a altura varia

conforme a natureza do serviço.

- A largura do espaço de texto é igual a da legenda ou no mínimo 100 mm.

- O espaço para texto é separado em colunas com larguras apropriadas de forma

que possível, leve em consideração o dobramento da cópia do padrão de desenho,

conforme padrão A4.

- As seguintes informações devem conter no espaço para texto: explanação

(identificação dos símbolos empregados no desenho), instrução (informações necessárias

à execução do desenho), referência a outros desenhos ou documentos que se façam

necessários, tábua de revisão (histórico da elaboração do desenho com

identificação/assinatura do responsável pela revisão, data, etc).

2.3.3.3. Legendas:

A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos A0, A1, A2, A3, ou ao

longo da largura da folha de desenho no formato A4. As legendas nos desenhos

industriais as informações na legenda podem ser diferentes de uma empresa para outra,

em função das necessidades de cada uma. Este é o espaço destinado à informações

complementares ao desenho como: identificação, número de registro, título, origem,

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escala, datas, assinaturas de execução, verificação e aprovação, número de peças,

quantidades, denominação, material e dimensão em bruto, etc...

Toda folha de desenho deve possuir no canto inferior direito um quadro destinado à legenda. Este quadro deve conter o título do projeto/desenho, nome da empresa, escalas, unidades em que são expressas as informações, número da folha (caso o projeto tenha mais de uma folha), e outras informações necessárias para sua interpretação.

Título: Data: Disciplina/Turma:

2NA Escala: Unidade:

Aluno(a): Disciplina/Turma:

2NA UP 1/1

Figura – Exemplo de legenda

Acima da legenda é construído o quadro de especificações (ou NOTAS), contendo quantidade, denominação do objeto, material, acabamento superficial, entre outros que se julgar necessário.

A legenda deve ter 178 mm de comprimento nos formatos A2, A3 e A4, e 175 mm

nos formatos A0 e A1.

2.3.3.4. Dobragem de Folhas:

Toda folha com formato acima do A4 possui uma forma recomendada de

dobragem. Esta forma visa que o desenho seja armazenado em uma pasta, que possa ser

consultada com facilidade sem necessidade de retirá-la da pasta, e que a legenda estaja

visível com o desenho dobrado.

As ilustrações a seguir mostram a ordem das dobras. Primeiro dobra-se na

horizontal (em “sanfona”), depois na vertical (para trás), terminando a dobra com a parte

da legenda na frente. A dobra no canto superior esquerdo é para evitar de furar a folha na

dobra traseira, possibilitando desdobrar o desenho sem retirar do arquivo.

EE MPP REE SS A X

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Figura - Dobragem de alguns formatos

2.4. LETRAS E ALGARISMOS

A NBR 8402 (ABNT, 1994) normaliza as condições para a escrita usada em Desenhos Técnicos e documentos semelhantes.

Visa à uniformidade, a legibilidade e a adequação à microfilmagem e a outros processos de reprodução.

“A habilidade no traçado das letras só é obtida pela prática contínua e com perseverança. Não é, pois, uma questão de talento artístico ou mesmo de destreza manual”. (SILVA, 1987)

A maneira de segurar o lápis ou lapiseira é o primeiro requisito para o traçado das

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letras. A pressão deve ser firme, mas não deve criar sulcos no papel. Segundo Silva (1987) a distância da ponta do lápis até os dedos deve ser 1/3 do comprimento do lápis, aproximadamente.

Na execução das letras e algarismos podem ser usadas pautas traçadas levemente, com lápis H bem apontado ou lapiseira 0,3mm com grafite H. Estas pautas são constituídas de quatro linhas conforme Figura 12. As distâncias entre estas linhas e entre as letras são apresentadas na Figura 13 e tabela 04 a seguir.

Exemplo de pautas para escrita em Desenho Técnico

Características da forma de escrita Fonte: NBR 8402 (ABNT, 1994)

Tabela – Proporções e dimensões de símbolos gráficos

NBR 8402 (ABNT, 1994)

Características Relação Dimensões (mm)

Altura das Letras Maiúsculas - h (10/10)h 2,5 3,5 5 7 10 14 20

Altura das Letras Minúsculas - c (7/10)h - 2,5 3,5 5 7 10 14

Distância Mínima entre Caracteres - a (2/10)h 0,5 0,7 1 1,4 2 2,8 4

Distância Mínima entre Linhas de Base - b (14/10)h 3,5 5 7 10 14 20 28

Distância Mínima entre Palavras - e (6/10)h 1,5 2,1 3 4,2 6 8,4 12

Largura da Linha – d (1/10)h 0,25 0,35 0,5 0,7 1 1,4 2

A escrita pode ser vertical ou inclinada, em um ângulo de 15º para a direita em relação à vertical.

Caligrafia Técnica

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Forma da escrita vertical

Fonte: NBR 8402 (ABNT, 1994)

Figura – Forma da escrita inclinada

Fonte: NBR 8402 (ABNT, 1994)

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2.5. TIPOS DE LINHAS E SUAS APLICAÇÕES

A NBR 8403 (ABNT, 1984) fixa tipos e o escalonamento de larguras de linhas para uso em desenhos técnicos e documentos semelhantes (Tabela 05 e Figura 16).

A relação entre as larguras de linhas largas e estreita não deve ser inferior a 2. As larguras devem ser escolhidas, conforme o tipo, dimensão, escala e densidade de linhas do desenho, de acordo com o seguinte escalonamento: 0,13; 0,18; 0,25; 0,35; 0,50; 0,70; 1,00; 1,40 e 2,00mm. As larguras de traço 0,13 e 0,18 mm são utilizadas para originais em que a sua reprodução se faz em escala natural.

Figura – Demonstração de alguns tipos de linhas

Figura – Outros exemplo de utilização de linhas Fonte: NBR 8403 (ABNT, 1984)

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LINHA DENOMINAÇÃO APLICAÇÃO GERAL

Contínua larga A1 Contornos Visíveis

A2 Arestas Visíveis

Contínua estreita

B1 Linhas de interseção imaginárias

B2 Linhas de cotas

B3 Linhas auxiliares

B4 Linhas de chamada

B5 Hachuras

B6 Contornos de seções rebatidas na própria vista

B7 Linhas de centro curtas

Contínua estreita a mão

livre (1)

Contínua estreita em

zigue-zague (1)

C1 Limites de vistas ou cortes parciais

ou interrompidas se os limites não coincidir com linhas traço ponto

D1 Esta linha destina-se a desenho confeccionados por máquinas

Tracejada larga (1)

Tracejada estreita (1)

E1 Contornos não visíveis

E2 Arestas não visíveis

F1 Contornos não visíveis

F2 Arestas não visíveis

G

Traço e ponto estreita

(1)

G1 Linhas de centro

G2 Linhas de simetrias

G3 Trajetória

Traço e ponto estreito,

larga nas extremidades

e na mudança de

direção

H1 Planos de corte

Traço e ponto larga

J1 Indicação das linhas ou superfícies com

indicação especial

K

Traço e dois pontos

estreita

K1 Contornos de peças adjacentes

K2 Posição limite de peças móveis

K3 Linhas de centro de gravidade

K4 Cantos antes de formação

K5 Detalhes situados antes do plano do

corte

1. Se existem duas alternativas em um mesmo desenho, só deve ser aplicada uma opção.

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Em muitas situações, ocorrem cruzamentos de linhas visíveis com invisíveis ou com linhas de eixo. Nestas situações, a representação pode ser tornada clara utilizando-se algumas convenções que, embora não normalizadas, podem ser bastante úteis, em particular para a realização e compreensão de esboços. Algumas destas convenções estão normalizadas pela ISO 128-20:1996, mas os programas de CAD normalmente não as utilizam. As convenções para a interseção de linhas são apresentadas na Tabela abaixo (SILVA et al, 2006).

Tabela – Interseção de linhas Fonte: Silva et al, 2006

Descrição Correto Incorreto

Quando uma aresta invisível termina perpen- dicularmente ou angularmente em relação a uma aresta visível, toca a aresta visível.

Se existir uma aresta visível no prolonga- mento de uma aresta invisível, então a aresta invisível não toca a aresta visível.

Quando duas ou mais arestas invisíveis terminam num ponto, devem tocar-se.

Quando uma aresta invisível cruza outra aresta (visível ou invisível), não deve tocá-la.

Quando duas linhas de eixo se interceptam, devem tocar-se.

2.6. ESCALAS

Deve-se sempre que possível, procurar fazer o desenho nas medidas reais da

peça, para transmitir uma idéia melhor de sua grandeza. Para componentes que são

demasiadamente pequenos, precisamos fazer ampliações que permitam a representação

de todos os detalhes conforme norma. No caso inverso, isto é, para peças de grande

tamanho, o desenho deve ter proporções menores, sendo possível assim a sua execução

dentro dos formatos padronizados.

A Norma NBR 8196 OUT / 1983, define que a designação completa de uma

escala deve consistir da palavra "ESCALA", seguida da indicação da relação como segue:

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ESCALA é uma relação que se estabelece entre as dimensões de um objeto em

verdadeira grandeza e aquelas que ele possui em um desenho.

Observações:independente do uso de escalas reduzidas ou ampliadas, a

cotagemsempre é feita com as medidas reais da peça. A escala utilizada sempre

deve ser escrita na legenda.

A escala a ser escolhida para um desenho depende da complexidade do objeto a

ser representado e da finalidade da representação. Em todos os casos, a escala

selecionada deve ser suficientemente grande para permitir uma interpretação fácil e clara

da informação representada. A escala e o tamanho do objeto em questão deverão decidir

o formato da folha. Exemplos de peças em escala.

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A designação completa de uma escala deve consistir na palavra “ESCALA”, seguida

da indicação da relação:

a) ESCALA 1:1, para escala natural;

b) ESCALA X:1, para escala de ampliação (X > 1);

c) ESCALA 1:X, para escala de redução (X > 1).

3 – INSTRUMENTOS DE DESENHO

Pranchetas (mesas para desenho) – construídas com tampo de madeira macia e revestidas com plástico apropriado, comumente verde, por produzir excelente efeito para o descanso dos olhos.

Régua paralela – instrumento adaptável à prancheta, funcionando através de um sistema de roldanas.

Tecnígrafo – instrumento adaptável à prancheta reunindo, num só mecanismo, esquadro, transferidor, régua paralela e escala.

Régua “T” – utilizada sobre a prancheta para traçado de linhas horizontais ou em ângulo, servindo ainda como base para manuseio dos esquadros.

Esquadros – utilizados para traçar linhas, normalmente fornecidos em pares (um de 30º/60º e um de 45º).

Transferidor – instrumento destinado a medir ângulos. Normalmente são fabricados modelos de 180º e 360º.

Escalímetro – utilizada unicamente para medir, não para traçar.

Compasso – utilizado para o traçado de circunferências, possuindo vários modelos (cada qual com a sua função), alguns possuindo acessórios como tira-linhas e alongador para círculos maiores.

Curva francesa – gabarito destinado ao traçado de curvas irregulares.

Gabaritos – fornecidos em diversos tamanhos e modelos para as mais diversas formas (círculos, elipses, específicos para desenhos de engenharia civil, elétrica, etc.)

Lápis ou lapiseira – atualmente as mais utilizadas são as lapiseiras com grafite de 0,5mm e 0,7mm de diâmetro.

Observações:Para a disciplina de Desenho Técnico, são necessários os instrumentos destacados em negrito. Ou seja, Esquadros (um de 30º/60º e um de 45º - sem escala e de acrílico transparente – recomenda-se tamanho de 200mm); Transferidor (simples); Escalímetro (régua boa); Compasso (muito bom – evitar os de plástico simples); Duas Lapiseiras – 1ª com grafite 0,7 para o traçado dos contornos da peça e a 2ª com grafite 0,5 para o traçado linhas auxiliares e de cotas; Borracha branca e macia.

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Materiais Complementares:

Flanela, escova para limpeza, fita adesiva, borrachas e grafites para a reposição.

Grau de dureza dos grafites:

A graduação dos grafites está mostrada na Tabela 1.

Tabela 01 – Grau de dureza dos grafites

9H a 4H 3H, 2H e H F e HB B e 2B 3B, 4B, 5B e 6B

extremamente duros

duros médios macios macios a

extremamente macios

4 – VISTAS ORTOGRÁFICAS

Utilizando o sistema de projeções cilíndricas ortogonais, o matemático francês Gaspard Monge criou a Geometria Descritiva que serviu de base para o Desenho Técnico.

Utilizando dois planos perpendiculares, um horizontal (’) e outro vertical (”), ele dividiu o espaço em quatro partes denominados diedros.

Um objeto colocado em qualquer diedro terá as suas projeções horizontal e vertical (Figura 4.1). Como o objetivo é visualizar o objeto num só plano, o desenho é denominado “épura”, ou planificação do diedro, que consiste na rotação do plano

horizontal, de modo que a parte anterior do ’ coincida com a parte inferior de ”, enquanto o plano vertical permanece imóvel (figura 4.2). A linha determinada pelo encontro dos dois planos é chamada de Linha de Terra (LT).

Figura 4.1 – Representação das projeções de um objeto no 1º e 3º diedros

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Figura 4.2 – Representação das épuras dos objetos da figura anterior

Pode-se citar algumas diferenças entre a Geometria Descritiva e o Desenho Técnico. Na Geometria Descritiva duas projeções são suficientes para representar um objeto, recorrendo raramente ao plano de perfil, isto se deve ao fato de utilizarmos letras na identificação dos vértices e arestas dos objetos representados. Já no Desenho Técnico, esta identificação torna-se impraticável, utilizando-se, normalmente, uma terceira projeção, para definir de modo inequívoco a forma dos objetos. A segunda distinção é encontrada no posicionamento do objeto. Em Desenho Técnico o objeto é colocado com suas faces principais paralelas aos planos de projeção, de modo a obtê-las em verdadeira grandeza (VG) na projeção em que seja paralela. O mesmo não ocorre com a Geometria Descritiva, onde se resolvem problemas de representação com objetos colocados em qualquer posição relativa aos planos de referência.

Define a Norma Técnica Brasileira NBR ISO 10209-2 (2005) que o termo “Representação ortográfica” significa “projeções ortogonais de um objeto posicionado normalmente com suas faces principais paralelas aos planos coordenados, sobre um ou mais planos de projeção, coincidentes ou paralelos aos planos coordenados. Estes planos de projeção são convenientemente rebatidos sobre a folha de desenho, de modo que as posições das vistas do objeto sejam relacionadas entre si“.

As vistas de um objeto habitualmente são obtidas sobre três planos perpendiculares entre si, um vertical, um horizontal e outro de perfil, que definem um triedro tri-retângulo como sistema de referência.

4.1 Diedros

Atualmente, a maioria dos países que utilizam o método de representação por diedros adotam

a projeção ortogonal no 1º diedro. No Brasil, a ABNT recomenda a representação no 1º diedro.

Entretanto, alguns países, como por exemplo os Estados Unidos e o Canadá, representam seus

desenhos técnicos no 3º diedro.

No 1º Diedro o objeto se situa entre o observador e o plano de projeção.

No 3º Diedro o plano de projeção se situa entre o objeto e o observador.

Esses símbolos aparecem no canto inferior direito da folha de papel dos desenhos técnicos,

dentro da Legenda.

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A seguir serão mostradas as diferenças de representações de desenhos em 1º e 3º diedro.

1º Diedro

3º Diedro

4.2 Representação no 1º Diedro

No 1º diedro o objeto está entre o observador e o plano de projeção. Na Figura 4.3, podemos verificar três vistas ortográficas de um mesmo objeto que está disposto de modo a satisfazer a condição de paralelismo de duas faces com os três planos do triedro. Essas três vistas ortográficas habituais, que garantem a univocidade da representação do objeto, são denominadas: vista frontal (VF), vista superior (VS) e vista lateral esquerda (VLE). Planifica-se esta representação rebatendo o plano horizontal e o de perfil sobre o plano vertical.

O sistema de projeção no 1º diedro é conhecido como Método Alemão ou Método Europeu. É adotado pela norma alemã DIN (Deutsches Institut für Normung) e também pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Figura 4.3 – Projeção de um objeto no 1º diedro

Em casos muito esporádicos (de peças complicadas), pode recorrer-se a mais planos de projeção, para representar mais vistas além das habituais (VF, VS VL), correspondendo a envolver a peça em um paralelepípedo de referência (triedro tri- retângulo fechado), que é posteriormente aberto e rebatido. Obtêm-se assim, seis vistas do objeto (Figura 4.4).

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Figura 4.4 – Projeção no 1º diedro

A projeção de um objeto no primeiro diedro corresponde à representação ortográfica compreendendo o arranjo, em torno da vista principal de um objeto, de algumas ou de todas as outras cinco vistas desse objeto. Com relação à vista principal (vista frontal), as demais vistas são organizadas da seguinte maneira: a vista superior (VS) fica abaixo, a vista inferior (VI) fica acima, a vista lateral esquerda (VLE) fica à direita, a vista lateral direita (VLD) fica à esquerda e a vista posterior (VP) fica à direita ou à esquerda, conforme conveniência (Figura 4.5).

Figura 4.5 – Exemplo das seis vistas ortográficas possíveis de uma peça, no 1º diedro.

A projeção horizontal (VS ou VI) fornece a largura e a profundidade, a vertical (VF ou VP) fornece a largura e a altura, e a de perfil (VLD ou VLE) fornece a profundidade e a altura.

Quando a vista oposta a uma habitual for idêntica a esta ou totalmente desprovida de detalhes, não é necessária a sua representação, bastando a vista habitual. No caso de sólidos assimétricos é necessário apresentar as vistas opostas às habituais ou recorrer a outro tipo de representação convencional, como cortes, seções ou vistas auxiliares.

Se o objeto possuir faces inclinadas em relação aos planos do paralelepípedo de referência e é necessário representar a verdadeira grandeza dessas faces, deverão ser utilizados planos de projeção auxiliares, paralelos àquelas faces e rebatidos sobre os planos habituais de referência.

4.3 Representação no 3º Diedro No 3º diedro o plano de projeção está situado entre o observador e o objeto. O

sistema de projeção no 3º diedro (Figura 4.6) é conhecido como Método Americano e é adotado pela norma americana ANSI (American National Standards Institute).

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Figura 4.6 – Projeção de um objeto no 3º diedro

Com relação à vista principal, a vista frontal, as demais vistas são organizadas da seguinte maneira: a vista superior fica acima, a vista inferior fica abaixo, a vista lateral esquerda fica à esquerda, a vista lateral direita fica à direita e a vista posterior fica à direita ou à esquerda, conforme conveniência (Figura 4.7).

Figura 4.7 – Projeção no 3º diedro

A diferença fundamental entre os dois métodos está na posição das vistas (Figura 4.8), sendo a vista frontal a principal. A vista de frente também é chamada de elevação e a superior de planta.

Figura 4.8 – Exemplo das vistas ortográficas no sistema europeu e no sistema americano

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4.4 Obtenção das vistas ortográficas

O objeto é colocado no interior do triedro tri-retângulo para obter suas vistas. A vista de frente deve ser a principal. Esta vista comanda a posição das demais. É conveniente que se faça uma análise do objeto, com o objetivo de escolher a melhor posição para a vista de frente.

A escolha da vista de frente deve ser:

a) Aquela que mostre a forma mais característica do objeto;

b) A que indique a posição de trabalho do objeto, ou seja, como ele é encontrado, isoladamente ou num conjunto;

c) Se os critérios anteriores forem insuficientes, escolhe-se a posição que mostre a maior dimensão do objeto e possibilite o menor número de linhas invisíveis nas outras vistas.

Em Desenho Técnico não se representam nem a linha de terra nem o traço do plano de perfil. Porém, devem ser obedecidas as regras de posicionamento relativo das vistas, decorrentes da teoria de dupla projeção ortogonal e do rebatimento dos planos de referência.

Para obter as vistas de um objeto, inicialmente, são comparadas as dimensões de largura, altura e profundidade, para a escolha da posição vertical ou horizontal do papel. Efetua-se então a representação das vistas necessárias do objeto, de acordo com suas dimensões (Figura 4.9).

Figura 4.9 – Vistas ortográficas de um objeto no 1º diedro

O objeto representado na Figura 4.9 possui uma face que não é paralela a nenhum dos planos de referência, e, portanto, nas suas vistas não aparece a verdadeira grandeza da mesma.

Os objetos, agora, estarão sendo representados apenas no 1º diedro.

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