Doenças prevalentes na infância -enfermagem, Notas de estudo de Administração Empresarial

Doenças prevalentes na infância -enfermagem, Notas de estudo de Administração Empresarial

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Doenças mais comuns na infância
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ESCOLA DE ENFERMAGEM ALBERT EISTEIN

ENFERMAGEM MATERNO INFANTIL II MÓDULO V NOÇÕES SOBRE DOENÇAS

PREVALENTES NA INFÂNCIA

1.O contato da família com o serviço de saúde/Cuidados de Enfermagem

ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM A CRIANÇA

 Anotação 1 O contato da criança e sua família com o serviço de saúde poderão

ocorrer na Unidade de Saúde ou através da realização de visita domiciliar.

 Procura espontânea pela Unidade de Saúde:

No caso de procura espontânea pela Unidade de Saúde, qualquer

integrante da equipe deve estar apto para acolher a criança e sua família.

Acolher é assumir uma postura de escuta e responsabilização,

gerando vínculos e compromissos que norteiam as intervenções, diminuindo

assim sofrimento e promovendo saúde .

O profissional deve procurar entender e sentir quais as necessidades

da criança e sua família naquele momento:

 o que o motivou para a vinda ao serviço?  O que ele busca?  É possível atendê-lo?  Quais as prioridades em seu atendimento?  É necessário direcioná-lo para outro ponto do sistema?  Encaminhá-lo a outro serviço?

2. Agendamento pela maternidade:

Para facilitar e assegurar o acesso do recém-nascido à UBS e/ou

PSF, o agendamento da primeira consulta deverá ser feito pela maternidade

onde a criança nasceu, sendo indicado à mãe, no momento da alta, qual a

UBS a que deverá se dirigir.

3.Visita domiciliar:

Tem como objetivo facilitar o acesso precoce aos serviços de saúde

em momentos de maior vulnerabilidade e necessidade de apoio que uma

família vivencia. É importante que o profissional entenda que antes de tudo,

deverá estar apto para escutar e compreender quais são os sentimentos, as

dúvidas e as necessidades da família naquele momento. É importante

também poder observar e identificar outras situações que precisem ser

melhor trabalhadas pelo profissional que irá atender a criança em consulta

posterior na Unidade. Considera-se fundamental orientar sobre

amamentação, alimentação, vacinas, cuidados com a criança, sempre

levando em consideração a realidade de cada família. A visita domiciliar

deverá ser registrada no prontuário da família.

3.3 Apresenta sinais de perigo?

Anotação 3

Embora o enfoque principal seja a atenção à saúde da criança de baixo

risco, julga-se importante que toda a equipe de saúde saiba identificar

sinais de gravidade. Uma criança que apresenta sinais de perigo deve ser

avaliada pronta e cuidadosamente e receber atendimento médico imediato

sempre que necessário. Dependendo da situação,

necessitará ser encaminhada para atendimento hospitalar.

SINAIS DE PERIGO:

Criança de 1 semana a 2 meses:

- não consegue beber ou mamar

- vomita tudo que ingere

- apresentou convulsões

- está letárgica ou inconsciente

- respiração rápida (> 60 mrm)

- movimentando-se menos que o normal

- febre (temperatura de 37,5º C ou mais) ou temperatura

baixa (< 35,5º C)

- tiragem subcostal, batimentos de asas do nariz

- cianose ou palidez importante

- gemidos

- fontanela abaulada

- secreção purulenta do ouvido

- umbigo hiperemiado (área mais extensa) e/ou com

secreção purulenta

- pústulas (muitas e extensas) na pele

- irritabilidade

- dor à manipulação

- diarreia

Criança de 2 meses – 5 anos:

- não consegue beber ou mamar

- vomita tudo que ingere

- apresenta convulsões

- está letárgica ou inconsciente

- apresenta tiragem subcostal, batimentos de asas do nariz ou estridor em

repouso

- dificuldade respiratória, sibilância - cianose ou palidez importante

- edema

- desidratação grave (olhos fundos, não consegue beber ou bebe muito mal,

sinal da prega presente)

- febre acompanhada de rigidez de nuca, petéquias, abaulamento de

fontanela ou qualquer outro sinal de perigo

- com dor e/ou secreção no ouvido acompanhada(s)

de tumefação dolorosa ao toque atrás da orelha

(mastoidite)

- dor intensa

Obs.: crianças com história de traumatismos importantes, queimaduras,

ingestão de substâncias tóxicas e de medicamentos também devem ser

prontamente avaliadas. Ver Orientações sobre prevenção de lesões não

intencionais - 3.8.h

3.4 Verificar Teste do Pezinho e Vacinas -

1. Anotação 5

Independente do serviço onde a criança será acompanhada, a equipe deverá

oferecer o teste do pezinho e vacinação. O Programa Nacional de Triagem

Neonatal, consiste na dosagem sangüínea de fenilalanina (PKU), TSH e

hemoglobinas. Esta testagem permite a detecção, logo após o nascimento,

da fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito e hemoglobinopatias, doenças

que podem ser tratadas, prevenindo o retardo mental que podem ocasionar.

Há evidências que deve ser realizado rastreamento para PKU.7-9 [Nível V]

O teste do pezinho constitui-se num teste de triagem inicial. Quando

apresenta valores suspeitos, deve ser complementado por outros exames

laboratoriais para confirmação diagnóstica. Deverá ser feito a partir do 3°

dia de vida do recém-nascido e quando já ocorreu uma injesta adequada de

proteínas, podendo-se analisar com maior segurança o metabolismo da

fenilalanina evitando-se o falso resultado normal (falso negativo para PKU).

Além disso, a dosagem de TSH nas 1as 48 horas pode levar a um aumento

de falsos positivos. O exame deve ser realizado preferencialmente até o 70°

dia de vida. No entanto, em nosso meio, aceita-se que seja coletado até o

300° dia, devido às dificuldades de comparecimento do recém- nascido ao

serviço básico de saúde na primeira semana de vida. Recomendamos

consultar o protocolo específico do teste do pezinho para maiores

informações. A vacinação é considerada atualmente a principal estratégia na

prevenção de doenças infecciosas. A repercussão das vacinas na

morbimortalidade das doenças imunopreviníveis pode ser observada em

todos os países, independente de seu grau de desenvolvimento.

3.6 Agendar consulta

 Anotação 8 Garantir acesso facilitado para o agendamento de consulta da criança,

por qualquer pessoa da família, mediante a apresentação do Cartão da

Criança ou documento que a identifique (DN, certidão de nascimento,

carteira do posto ou cartão SUS).

- Se houver disponibilidade a consulta deverá ser realizada no mesmo dia

por médico ou enfermeiro;

- registrar na agenda eletrônica: data, horário e profissional que fará o

atendimento;

- entregar comprovante escrito do agendamento, com informações acima

para o familiar da criança;

- observar calendário proposto de consultas com equipe saúde, conforme

idade da criança.

Para facilitar e assegurar o acesso do recém nascido à UBS, está

sendo implantado o

agendamento da primeira consulta diretamente pela maternidade como já é

rotina em relação à consulta da puérpera.

As evidências mostram que as consultas no primeiro ano de vida, para

crianças de baixo risco, devem acontecer da seguinte maneira: no primeiro

mês, aos 2, 4, 6, 9 e 12 meses. A partir do primeiro consultas no primeiro

ano de vida, incluindo uma consulta até os 15 dias e outra no primeiro mês.

Não recomenda a consulta dos 15 meses totalizando apenas duas

consultas no segundo ano.

Sugerimos realizar duas consultas no primeiro mês, sendo que o ideal

é que a primeira consulta ocorra dos 7 aos 10 dias de vida para diminuir o

risco de desmame precoce, detectar situações de vulnerabilidade próprias

desse período (depressão puerperal, dificuldades no manejo do recém-

nascido, entre outras) e para assegurar o vínculo com o serviço.

As consultas posteriores deverão ser realizadas aos 2,4, 6, 9 e 12

meses. Outras consultas poderão ser necessárias ou oferecidas levando em

conta critérios de

risco específicos de cada criança e a capacidade instalada do serviço.

Em relação as consultas do segundo ano (15, 18 e 24 meses),

reforçamos a importância da consulta dos 15 meses já que é o momento da

realização do primeiro reforço da vacina tríplice bacteriana e poliomielite.

Após o segundo ano de vida as consultas devem ser anuais. A criança

deverá ter assegurado sua consulta subsequente previamente agendada na

consulta anterior.

ANOTAÇÃO 9/NO CASO DE ENCAMINHAR PARA O HOSPITAL

IDENTIFICAR OS TRATAMENTOS PARA OS DOENTES QUE NÃO

PRECISAM SER REFERIDOS COM URGÊNCIA AO HOSPITAL

Nesta seção seu facilitador apresentará os exemplos e lhe mostrará como

usar o verso do

Formulário de Registro:

• Dobrar a coluna CLASSIFICAR do Formulário de Registro de modo que possa

vê-la enquanto olha no verso do formulário.

• Olhar o quadro AVALIAR E CLASSIFICAR para encontrar os tratamentos que

são necessários para cada uma das classificações da criança.

• Fazer uma lista com tratamentos necessários no verso do Formulário de

Registro.

ANEMIA: uma criança com palidez palmar deverá começar o tratamento com

ferro para a anemia Porém, se existir risco de malária, a criança com

palidez deverá ser investigada para malária, ainda que não tenha febre. Caso

a criança tenha 1 ano de idade ou mais e não tenha recebido ainda uma dose

de mebendazol nos últimos 6 meses, também deverá receber uma dose de

mebendazol contra possível ancilóstomos ou tricocéfalos.

IDENTIFICAR O TRATAMENTO URGENTE ANTES DE REFERIR AO

HOSPITAL

Quando uma criança precisa ser referida com urgência ao hospital,

você deve identificar e começar a administrar rapidamente os tratamentos

para essa criança.

AVALIAR E CLASSIFICAR Você determinará a primeira dose dos medicamentos antes de referir ao

hospital.

_ Administrar um antibiótico recomendado.

_ Administrar um antimalárico injetável para a malária grave, somente após

confirmação por meio do teste de gota espessa.

_ Administrar vitamina A.

_ Tratar a criança para prevenir a hipoglicemia (para isso deve dar leite

materno, leite ou água açucarada, como se descreve no quadro TRATAR).

_ Administrar um antimalárico por via oral de acordo com as normas do M.S.

_ Administrar antitérmico/analgésico para a febre alta (38,5ºC ou mais) ou

dor de acordo medicação prescrita.

_ Dar solução de SRO para que a mãe possa oferecer goles frequentes

durante o trajeto para o hospital.

Os quatro primeiros tratamentos citados são urgentes porque podem

prevenir sérias consequências,como meningite bacteriana, a malária

cerebral ou a lesão cerebral por hipoglicemia. Os demais tratamentos da

lista também são importantes para evitar que a doença piore.

Não adie a referência ao hospital para administrar tratamentos que não são

urgentes como, por exemplo, a limpeza do ouvido com mechas ou o

tratamento de administração de ferro por via oral. Caso seja necessário

imunizar a criança, não o faça antes de referir ao hospital. Deixe que o

pessoal do hospital determine quando deve fazê-lo. Assim, você evitará a

demora no referimento ao hospital.

DOENÇAS MAIS COMUNS DA INFÂNCIA

1-Afta:

Definição: É um dos tipos mais frequentes de estomatite. Podendo ser

causada por acidez bucal, alergia ou infecção, e ainda por vírus que

permanecem no organismo e que atacam em certas ocasiões , no caso de

baixa imunidade.

Duração: As aftas duram, em geral, de 4 a 7 dias, e desaparecem.

Casos, mais raros, podem infeccionar-se, causando uma ulceração.

Sintomas

• pequenos pontos ou ulcerações branco-amareladas na boca, facilmente percebidos.

• dolorosos, durante a mastigação principalmente, e fazem a criança recusar alimentar-se.

Tratamento :

Medicação específica, não existe pois na maioria das vezes as aftas

são provocadas por vírus.

O que podemos fazer: é pulverizá-las com um pouco de bicarbonato de

sódio e anestesina.

Mitos : o contrário do que muitas pessoas pensam os laxantes não

resolvem a patologia e deixam a criança, que já esta comendo pouco, ainda

mais enfraquecida.

Cuidados para orientar a mãe ou responsável:

A mãe não deve forçar o menor a comer, mas deve oferecer líquidos

frios e alimentos gelados, como sorvetes. Deve evitar os líquidos ácidos e

os alimentos muito salgados aumentam a dor.

Prevenção – Orientar a mãe para a manter boa higiene bucal da criança,

escovando os dentes após as refeições e evitando colocar as mãos ou

objetos na boca.

2-Amigdalite / Adenoidite

São inflamações nas massas de tecido linfoide localizadas na parte

posterior da garganta (amígdalas) e na região posterior das fossas nasais

(adenoides). Desenvolvem-se rapidamente e continuam grandes até ao 6 ou

7 anos de idade. Regredir até o fim da puberdade.

Nos primeiros anos, a criança tem grande predisposição para contrair

infecções na região da rinofaringe. São muitos comuns nestes menores : os

resfriados, amigdalites, adenoidites e laringites, que podem aparecer

isoladas ou combinadas, e duram em geral de 3 a 5 dias. Porém podem ser

mais frequentes em crianças que moram em casa frias e úmidas, é mais

difícil em climas quentes.

Sintomas :

• amígdalas ficam vermelhas, determinadas vezes com alguns pontinhos amarelos, e podem aumentar bastante de tamanho

• febre, prostração,

• inflamação dos gânglios da mandíbula e no pescoço,

• diarreias e vômitos.

• Obs.: As amigdalites e as adenoidites agudas se ocorrerem com diversas crises podem cronificar. As amigdalites e adenoidites

crônicas em geral afetam crianças maiores de 3 anos, e debilitam o

organismo e causam deformação da arcada dentária e dos maxilares.

• Outros sintomas

• mau hálito ( Halitose)quase permanente e o costume de dormir de boca aberta.

Tratamento :

Em geral orienta-se aos responsáveis como usar a prescrição médica

adequadamente, em geral são receitados medicamentos como aspirinas

para baixar a febre, soro fisiológico para desobstruir as narinas, e

determinadas vezes antibióticos e outros .

Orientar o uso de soro oral no caso de diarreia e vômitos intensos,

tome os cuidados necessários para prevenir a desidratação.

3-Pneumonia e broncopneumonia

São infecções das vias aéreas superiores.

Na pneumonia, o foco de infecção é o pulmão; na broncopneumonia, os

bronquíolos terminais e o tecido pulmonar

Causas: Em geral por bactérias comuns que vivem normalmente na mucosa

do nariz e na boca e são responsáveis por resfriados e amigdalites.

As bactérias só atingem o pulmão quando em condições favoráveis,

isto é baixa imunidade, um organismo debilitado pela desnutrição ou por

infecções prolongadas. Os bebês são vulneráveis à pneumonia e à

broncopneumonia pois os ramos de seus brônquios são muito curtos e

passam um tempo maior deitados o que faz o muco infectado desça para o

pulmão, podem ainda serem provocadas por vírus, mas em casos raros.

Sintomas :

• Hiperpirexia ,(Pneumonia);

• A broncopneumonia

• febre leve,;

• perda de apetite,

• tosse,

• dores abdominal

• diarreia.

• O desenvolvimento das duas patologias , em geral não são muito diferentes com: febre (40°C), palidez, cianose, tosse

forte e constante e dispneia.

Tratamento :

As crianças com até 2 anos de idade geralmente vão para o hospital,

se agravarem , pois podem necessitar de tenda de oxigênio; as maiores de 2

anos internação em casos graves.

O tratamento com antibioticoterapia. Em geral, a criança costuma

melhorar bastante nos primeiros 3 dias de tratamento e depois de 2

semanas a cura.

Prevenção : Tratar todas as infecções das vias aéreas superiores

adequadamente, tais como resfriados, amigdalites e laringites, a fim de

evitar que cheguem aos pulmões e os brônquios.

4-Ancilostomíase

Vulgarmente chamada : amarelão, opilação, anemia tropical ou

ancilostomose, é comum nas zonas rurais. A doença é causada por vermes

com tamanho médio de 1 cm, que penetram no organismo e prendem-se nas

paredes do intestino através de dentes ou placas cortantes.

Transmissão: O processo de transmissão se inicia quando uma pessoa

contaminada expele, junto com as fezes os ovos dos vermes. Com o calor e

a umidade os ovos tem sua condição ideal e se desenvolvem,

transformando-se em larvas que vão invadir o corpo de outras pessoas

através da pele ou de alimentos infectados .

Sintomas :

Prurido, sensação de formigamento ou pequenas lesões na pele, em grande

quantidade nos pés. Dentro do organismo, as larvas invadem a corrente

sanguínea e migram para o pulmão, causando a tosse.

Tratamento : O amarelão exige cuidados médicos, dieta alimentar rica em

sais de ferro e uso de anti-helmínticos – estes medicamentos necessitam de

controle rigoroso tem ação tóxica. Quando a anemia é intensa pode ser

indicada a transfusão de sangue.

Prevenção : Manter as crianças calçadas nas regiões de condições sanitárias

deficientes.

Anemia

Patologia ocasionada pela queda da proporção de glóbulos vermelhos

(hemácias) ou de hemoglobina no sangue. Temos vários tipos de anemia,

mas a mais comum é a causada pela deficiência de ferro no organismo - a

chamada anemia ferropriva. O ferro é elemento indispensável na composição

dos glóbulos vermelhos, responsáveis pela oxigenação dos tecidos do corpo.

O déficit de ferro é em geral provocado por erros alimentares. A mãe

transmite para o feto quantidade de ferro suficientes para os primeiros 3 ou

4 meses de vida do bebê. A partir daí, o organismo infantil precisa suprir

sua necessidade de ferro por meio da ingestão diária de carne, gema de

ovo, alguns legumes e cereais enriquecidos. O leite é muito pobre em ferro;

portanto, se a alimentação for exclusivamente a base de leite materno,

quando prolongada, pode levar à anemia. A diminuição do nível de ferro do

organismo pode ser provocada ainda por infecções crônicas (amigdalite e

adenoidite, exemplificando), por diarreias frequentes ou pelas doença que

acarretam perda crônica de sangue, como o amarelão, alguns casos

particulares de anemia ferropriva: os que aparecem em crianças prematuras

ou em gêmeos, que não receberam do organismo da mãe a quantidade

suficiente de ferro nos primeiros meses de vida.

Sintomas : A característica marcante da anemia é a descoloração dos lábios,

das gengivas, do interior da boca, das pálpebras e da pele. Ela é

acompanhada ainda por inapetência e apatia. O emagrecimento não está

associado a anemia, crianças de peso normal ou obesas podem estar

anêmicas.

Tratamento : Ingestão de ferro por via oral.

Se a necessidade de ferro é provocada por outras doenças, faz-se

necessário combate-las. Os casos mais graves de anemia podem exigir

transfusão de sangue.

Prevenção : Alimentação rica e variada evita a anemia. No caso de

prematuros e gemelares, a profilaxia é feita com o ferro em medicamentos

desde as primeiras semanas de vida.

Cuidados essenciais para a ANEMIA GRAVE Uma criança com anemia grave está em perigo de insuficiência

cardíaca. Se a hemoglobina estiver igual ou inferior a 5g/dl, referir para

fazer transfusão de papa de hemácia (10 ml/kg peso). Se a hemoglobina for

superior a 5g/dl, seguir os itens abaixo:

1. Dar ferro por via oral orientado pelo médico e ou a Enfermeira.

2. Pensar em malária, em área de alto e baixo risco ou quando a criança

estiver em área de risco nos últimos 30 dias.

Se o resultado da lâmina for positivo, trate a criança com antimalárico,

segundo o quadro como tratar malária. Também dê mebendazol se

ancilostomose ou tricocéfalos forem problemas na região e se a criança não

tiver tomado nos últimos 6 meses.

3. Alimentar a criança

Dê bons alimentos complementares, alimentos de origem animal e vegetais

folhosos de cor verde escuro.

4. Dar antitérmicos se houver febre

Ascaridíase

A ascaridíase ou ascaríase é um tipo de verminose provocada pelos

áscaris (lombriga). Existe uma relação entre ascaridíase e alimentação, já

que o verme, em forma de ovo, invade o organismo através de alimentos,

água e objetos contaminados. Pelo fato de os ovos secos flutuarem no ar e

se depositarem nos objetos ou alimentos, a difusão da ascaridíase é muito

maior. Ocorrem casos de infestação maciça com eliminação de 150 a 200

vermes por uma única pessoa. Ao ingerir, o ovo vai direto para o intestino,

onde as larvas eclodem, penetram na circulação sanguínea, instalam-se por

alguns dias no pulmão, e migram até a laringite e a faringe, podendo ou não

ser expelidas pela tosse. Determinados casos, a tosse é muito forte,

semelhante à da bronquite, asma ou broncopneumonia. caso não expelidas,

as larvas instalam-se no intestino delgado e desenvolvem-se de forma

parasitária: provocando o enfraquecimento da criança.

Sintomas : Ao instalar-se no intestino delgado, os vermes produzem cólicas

e diarreia. Ao serem eliminados com as fezes, o seu reconhecimento é

bastante fácil: são muito grandes (o macho mede de 15 a 25 centímetros, e

a fêmea, de 35 a 40 centímetros).

Tratamento : A terapia é realizada com vermífugos, a critério médico. Este

deve acompanhar a evolução da doença, pois eventualmente os vermes

enrolam-se e causam obstrução intestinal. Caso ocorra tal fato, a criança

apresenta distensão abdominal, vomita e para de eliminar gazes e fezes. É

necessário, então, atendimento de emergência.

Prevenção : Dar à criança somente água fervida ou filtrada, alimentos

preferencialmente cozidos ou muito bem lavados. Ë bom também habituá-lo

a lavar as mãos antes das refeições e após a evacuação.

Asma

Pode ser causada por alergia a substâncias que penetram pela via

respiratória (poeira, pólen de plantas, pêlos de tapetes ou animais, penas,

inseticidas, fumaças etc.), por alergia a determinados alimentos, por fatores

hereditários ou psicológicos.

Sintomas : Roncos,estertores e sibilância, tosse, catarro e taquipneia, são as

manifestações de asma. É marcada por crises, mais frequentes à noite, em

que a criança apresenta intensa sudorese, empalidece, dispneia e fica,

algumas vezes, com as veias do pescoço saltadas. Em determinados casos,

a crise assume uma forma contínua, mas menos intensa, que pode durar dias

ou até semanas, e levar a criança ao "estado de mal asmático".

Tratamento :É muito difícil determinar exatamente o que está causando a

doença, a primeira providência é tentar controlar os possíveis agentes

provocadores da crise. Desta forma, o quarto da criança deve ser simples

objetos que acumulem poeira, como tapetes, cortinas e bichinhos de pelúcia.

O quarto receber a luz solar, de modo a impedir a umidade das paredes, que

irão favorecer a proliferação de fungos e a infecção das vias aéreas.

Crianças mais sensíveis ou que tenham familiares propensos a alergias,

devem ter o cuidado na introdução de novos alimentos, especialmente

aqueles a que sua genitora, tenha demostrado ser sensível. A criança deve

ser receber atendimento médico e acompanhamento também. Os

medicamentos em geral utilizados são aqueles que aliviam a obstrução dos

brônquios, e sua prescrição deve ser controlado, para evitar uma dose

excessiva(superdosagem). A terapia medicamentosa não cura, a doença

normalmente persiste até a puberdade, podendo desaparecer ou atenuar-se

depois. A criança necessita de cuidados , observação dos fatores que lhe

causem alergias.

PREVENÇÃO DA ASMA E DOS FATORES DESENCADEANTES

Cuidados em Casa (principalmente no quarto da criança):

• evitar fumaça de cigarro, mofo, poeira, animais domésticos;

• bichinhos de pelúcia, objetos que acumulem poeira;

• produtos com cheiro forte, tais como perfumes, talcos, inseticidas e

produtos de limpeza; o colchão e o travesseiro devem ser cobertos com

plástico. Se não for possível, colocá-los no sol uma vez por semana. Trocar

a roupa de cama duas vezes por semana; quando lavá-las, secar as roupas

ao sol e passá-las com ferro bem quente; e

• a limpeza da casa deverá ser feita somente com pano úmido ou aspirador.

Não usar vassoura, pano seco ou espanador.

Cuidados no Dia-a-Dia:

• evitar fumaça de cigarro, de fogões de lenha ou de derivados de petróleo;

• não limitar atividade física;

• lidar com os aspectos emocionais; e • manter o aleitamento materno nos

primeiros 6 meses de vida.

Cuidados individuais:

• manter acompanhamento médico periódico.

Bichas

Usado no popular aos parasitos do intestino. Os nomes científicos são: o

áscaris (ou lombriga), é usado de maneira indiscriminada para nomear

qualquer verme. Ascaridíase, Ancilostomíase, Estrongiloidose, Giardíase, Oxiurose e Teníase.

Bicho geográfico

Chamado no popular de "bicho-de-praia" e dermatite serpiginosa,

esta patologia provoca uma protuberância na pele. É ocasionada pela

penetração na pele de larvas de uma parasita presente nas excretas(fezes)

de animais infectados, como o cão e o gato. As larvas procuram um

ambiente muito propício de desenvolvimento nas areias úmidas e quentes,

tanto da praia quanto da margem de rios.

Sintomas : Ao invadirem a pele humana, as larvas marcam ocasionando uma

mancha vermelha ou uma bolinha bem pequena. Após alguns dias de

incubação, “passeiam” pela camada superficial da pele, fazendo uma linha

tortuosa, semelhante ao contorno de um mapa. No ponto final da linha

aparece geralmente uma pequena bolha, onde está localizado o parasita.

Quando entram várias larvas, as linhas multiplicam-se e fica difícil localiza-

las.

Tratamento : É feito com medicamentos prescritos pelo médico. É inútil

tentar retirar as larvas com agulhas, pois normalmente elas estão adiante do

canal visível.

Prevenção : Evitar, na medida do possível, o contato direto do corpo humano

com a areia, deitando ou sentando a criança sempre em cima de toalhas ou

esteiras. Não deixar a criança nua na praia, pois as aberturas do ânus e dos

órgãos genitais favorecem a entrada das larvas.

Blefarite

É uma doença dos olhos caracterizada pelo surgimento nos cílios de

um material parecida às caspas, e pelo avermelhamento das bordas das

pálpebras. Causas mais comuns desta patologia não são conhecidas.

Geralmente ela é crônica, a criança acometida tem crises constantes.

Sintomas : Caspas nos cílios, outros sintomas da blefarite são uma sensação

de irritabilidade nos olhos, um pouco de incômodo para movimentá-los e a

queda dos cílios. Em geral os cílios voltam a crescer mas, se houver

complicações da doença, eles podem cair permanentemente ou renascer

voltados para dentro do olho.

Tratamento : A terapia é realizada em cima de algumas medidas de

profilaxia evitam infecções ou agravamento da doença. A primeira é

remover periodicamente as caspas com algodão embebido em água morna.

Terapia com colírios e pomadas por indicação médica para evitar a invasão

de bactérias. A consulta médica com o especialista é indispensável.

Estomatite

Conhecida também como comissurite, ou boqueira por aparecer nas

comissuras labiais (canto da boca). A boqueira é originada por invasão de

bactérias que podem ser transmitidas pela mão ou por objetos colocados na

boca. Ataca principalmente crianças em idade escolar com deficiência de

vitamina B2.

Sintomas : Surgimento de pequenas inflamações na boca. Como geralmente

dói bastante, a criança fica com receio de comer.

Tratamento : Consiste em aplicar soluções de iodo, de nitrato de prata a 1%

ou de violeta genciana a 1% nos locais da inflamação. Em casos em que seu

aparecimento é mais frequente, convém ainda combater a deficiência de

vitaminas, com o uso da vitamina B2 na quantidade indicada pelo médico.

Prevenção : Manter rigorosa higiene da boca.

Bronquite

Inflamação dos brônquios, ocasionado por geralmente por invasão de

vírus ou por complicação de outras doenças, como tuberculose, sarampo,

resfriado ou qualquer infecção das vias aéreas. Classificação da bronquite: a

aguda, que se desenvolve rapidamente, de modo geral após infecções das

vias aéreas superiores; e a crônica, que evolui lentamente e se repete com

frequência, sobretudo no inverno e na primavera. Geralmente, a bronquite

crônica está associada a uma alergia, e em alguns desses casos a criança

não consegue se ver livre de certos sintomas, mesmo que não esteja

passando por uma das fases mais agudas da doença.

Sintomas : tosse e o aumento da secreção mucosa dos brônquios (catarro),

que pode resultar em roncos e sibilos. Pode vir ou não ser acompanhada de

febre.

Cobreiro -Herpes zoster- cutânea

É um tipo de erupção cutânea provocada pelo vírus herpes-zoster. A

doença pode aparecer em qualquer idade, mas é rara em criança menor de

10 anos. A baixa incidência deve-se ao fato de que a primeira manifestação

do vírus é a catapora (varicela), e não o cobreiro.

Sintomas : As vesículas provocadas pela patologia são menores que as da

catapora, e aparecem dispostas em faixas que formam um trajeto dos

nervos, principalmente nas regiões dorsal e lombar. Dias antes de surgir a

erupção o doente costuma sentir uma espécie de choque elétrico,

queimação, formigamento ou picada, por causa do comprometimento dos

nervos. Após alguns dias da saída da erupção, as vesículas ficam cobertas

por uma crosta que se solta espontaneamente. Além do tórax, os herpes

podem acometer os olhos, o aparelho genital, o abdome e, mais dificilmente,

as mucosas.

Conjuntivite

Inflamação da conjuntiva (membrana mucosa que forra aparte externa

do globo ocular e a parte interna das pálpebras). Tem diversas causas e

variar muito de intensidade. As formas mais simples são causadas por

poeira, fumaça, febre ou vícios de refração; outras são provocadas pela ação

de bactérias e são altamente contagiosas.

Sintomas : sensação de ardor nos olhos, intolerância à luz (fotofobia),

coceira(prurido), embaçamento e formação de uma secreção que faz com

que a criança acorde com as pálpebras grudadas. A variabilidade destes

sintomas é conforme a causa da doença. Em geral os dois olhos são

atingidos concomitantemente.

Tratamento : Pode ser tratadas com aplicação de água fria e limpeza com

água boricada.

Constipação

Constipação ou obstipação são designações para prisão de ventre ou

intestino preso. As causas da constipação podem ser físicas ou psíquicas, ou

as duas. As causas físicas, encontradas nesta patologia são fraqueza dos

músculos do intestino, estados gerais de fraqueza, raquitismo, anemia,

convalescença, falta de exercícios ou simplesmente inadequações

alimentares. Nas causa psíquicas, temos os problemas relacionados ao

treinamento de controle das fezes e os estados de ansiedade e

agressividade. Algumas constipação causadas por fatores físicos podem

piorar por razões psicológicas. A criança pode apresentar sintomas que

passa a ficar também ansiosa em relação às suas evacuações, e começa a

resistir a todos os tratamentos, ou a usar o subterfúgio de "prender" as

fezes para receber mais atenção, em geral a razão psicológica é ocasionada

pela mãe que fica ansiosa e a criança começa a ficar também.

Tratamento

Evitar purgativos salinos,laxantes,lavagens e supositórios: são métodos

antinaturais e podem criar reflexo condicionado contrário, fazendo com que

a criança retenha as fezes ao sentir as contrações do intestino. É

aconselhável o uso moderado de preparados à base de óleo mineral, na dose

de uma colher de sobremesa ou até uma colher de sopa, à noite, antes de

deitar. Deve-se evitar de usá-los por muito tempo, pois podem perturbar a

absorção dos alimentos .Esses medicamentos devem ser prescritos pelo

médico.

Corrimento vaginal

Pode ser ralo e persistente ou espesso e abundante. Em geral é

sintoma de infecção por bactérias ou germes comuns, e não deve ser

motivos de grande preocupações, desde que o médico seja consultado logo.

Em geral, os germes são adquiridos pelo contato em locais infectados, como

banheiros públicos, terra ou areia. As recém-nascidas e lactentes muitas

vezes apresentam um corrimento branco que pode manchar a fralda.

Geralmente, trata-se apenas de uma eliminação natural de secreção, e o seu

exame bacteriológico vai revelar a presença de germes que em geral são

encontráveis na vagina. A criança deve ser prescrita pelo Médico.

Prevenção : higiene adequada dos órgãos genitais.

Desidratação

Doença grave, representa uma ameaça à vida em criança pequenas, e

deve ser tratada exclusivamente por médico. A desidratação resulta

principalmente devido ao vômito e da diarreia, aliados à falta de oferta de

água à criança e à transpiração excessiva. Durante o verão o perigo da

desidratação aumenta, nesta idade a capacidade digestiva da criança é

menor. O calor faz com que haja a multiplicação das bactérias, a

contaminação dos alimentos é mais frequente neste período, e isso

infecções gastrointestinais.

Sintomas : à medida que o caso vai se agravando. A criança apresenta olhos

fundos e secos, palidez cutâneo-mucosa acentuada, diminuição eliminação

de urina, secura na boca e na pele, fontanela baixa (no caso dos bebês) e

perda da elasticidade normal da pele -Ao beliscarmos de leve a criança

notamos que as pregas demoram mais para desaparecer. Caso a criança não

recebe cuidados imediatos, a circulação do sangue torna-se deficitária e

pode ocorrer anóxia, o que pode afetar o sistema nervoso. Podendo ocorrer

alteração no comportamento do doente indo da irritabilidade e sono muito

agitado à prostração e inconsciência.

Tratamento : Na suspeita de desidratação, é indispensável procurar

imediatamente socorro médico, pois na fase inicial, com acompanhamento do médico.

Desnutrição :

Desvio nutritivo, resultante da ausência, na dieta da criança, de um ou mais

elementos essenciais a seu crescimento.

Sintomas : Atraso no crescimento e no desenvolvimento, diminuição das

atividades físicas e mentais, alteração da cor e do aspecto dos cabelos

(ficam mais claros, frágeis e secos, caindo com facilidade), falta ou excesso

de apetite e problemas gastrointestinais. Em casos mais graves, a pele pode

ser afetada, tornando-se áspera, sem brilho e cor regiões despigmentadas;

as linhas da pele acentuam-se e sofrem ligeira descamação.

Tratamento : A terapia da desnutrição é longa e complicada, e consiste em

corrigir os erros alimentares, e em combater as outras doenças provocadas

pela desnutrição.

Diabete

A diabete é uma patologia de origem hereditária ocasionada por

ausência ou insuficiência de insulina - um hormônio fabricado pelo pâncreas,

e responsável pela absorção do açúcar e sua transformação em energia. Em

geral, a diabete ocorre na idade adulta ou na velhice, mas pode aparecer na

infância, na maioria da vezes desencadeada por uma infecção aguda. É na

infância que apresenta maior gravidade e necessita ser tratada de imediato.

Sintomas : A criança perde peso( anorexia), sente muita sede,(polidipsia)

urina em excesso,(polaciúria) dia e noite, a pele ressecada, sobretudo na

região genital, e os pelos aumentam(hipertricose), pode sentir muita fome,

(polifagia) O tratamento quando não é iniciado logo, podem surgir

complicações, como a acidose - a criança fica com a bocheche corada, os

lábios vermelhos, hálito de acetona, e apresenta sonolência, dores

abdominais e náuseas.

Tratamento :é feito satisfatoriamente com aplicações de doses diárias de

insulina, na quantidade suficiente para regularizar as taxas de glicose no

sangue, e com dieta e exercícios indicados pelo médico., e medicamento

hipoglicemiantes.

Diarreia

Muito comum em crianças, a diarreia surge numa série de situações, o

que obriga o médico a procurar outros dados para formar um diagnóstico.

Pode ser causada por infecção intestinal (geralmente com hiperpirexia,

vômitos, cólicas, fezes líquidas e visguentas e com catarro), por infecções

em outros órgãos (infecções respiratórias, urinárias ou do ouvido), por

alimentos deteriorados, por verminoses, por defeitos congênitos, por

intolerância a determinados alimentos ou por distúrbios emocionais (medo,

por exemplo).

Tratamento : O tratamento da diarreia é feito de acordo com a causa da

doença. O responsável pela criança deve informar o número de evacuações,

consistência das fezes, estado geral da criança, presença ou não de sangue

nas fezes etc.

Logo ao aparecerem os primeiros sintomas, oferecer a criança

bastante líquido, com frequência e em pequenas reduzidas, para evitar que o

quadro evolua para uma desidratação.

Cuidados essenciais para a DIARRÉIA PERSISTENTE GRAVE 1. Tratar a desidratação usando o plano de líquidos apropriado

2. Recomendar à mãe como dar alimentação a uma criança com diarréia

persistente

Veja a coluna do quadro ACONSELHAR A MÃE OU O ACOMPANHANTE.

Para as crianças com menos

de 6 meses, o aleitamento materno exclusivo é muito importante. Caso a

mãe tenha deixado de dar o peito,

ajude-a a reiniciar a amamentação (ou peça ajuda de alguém que saiba como

dar recomendações para que

recomece a amamentar).

3. Administrar vitaminas e sais minerais

Dê suplementos de vitaminas e de sais minerais todos os dias durante duas

semanas. Uso de polivitamínicos

que contenham também sais minerais, que incluam pelo menos o dobro da

quantidade diária

recomendada de fosfato, vitamina A, zinco magnésio, ferro e cobre. Se, a

criança apresentar DESNUTRIÇÃO

GRAVE, não administre ferro nas primeiras duas semanas de tratamento.

Identificar e encaminhar para tratar a infecção

Algumas crianças com DIARRÉIA PERSISTENTE têm infecções, tais como

pneumonia, septicemia, infecção das vias urinárias, infecção de ouvido,

disenteria, e amebíase. Estas infecções requerem tratamento específico com

antibióticos. DAR LÍQUIDOS ADICIONAIS PARA A DIARRÉIA E

CONTINUAR A ALIMENTAÇÃO/CUIDADOS A SEREM ORIENTADOS

Você aprendeu a avaliar uma criança com diarreia, a classificar a

desidratação e selecionar um dos seguintes planos de tratamento:

Plano A - Tratar a Diarreia em Casa

Plano B - Tratar a Desidratação com SRO

Plano C - Tratar Rapidamente a Desidratação Grave

Os três planos proporcionam líquidos para repor água e sais minerais

perdidos por causa da diarreia.

Uma forma excelente tanto de reidratar como para prevenir a desidratação,

em uma criança, é dar-lhe:

 uma solução a base de sais de reidratação oral (SRO). Deve-se administrar na criança uma solução por via IV exclusivamente nos

casos de DESIDRATAÇÃO GRAVE,receitado pelo médico.

Os únicos tipos de diarreia que devem ser combatidos com antibióticos são

a diarreia com DESIDRATAÇÃO GRAVE, quando há cólera na região, e a

DISENTERIA com comprometimento do estado geral3.

Os antibióticos para a cólera e a DISENTERIA são descritos nas seções 1.1

e 6.5.

Agora você aprenderá a administrar os Planos A, B e C.

PLANO A: TRATAR A DIARRÉIA EM CASA

Nesta seção se descreve o PLANO A para o tratamento de uma criança que

tem diarreia, porém

SEM DESIDRATAÇÃO. As três regras de tratamento em casa são:

1. DAR LÍQUIDOS ADICIONAIS (tanto quanto a criança consiga aceitar)

2. CONTINUAR A ALIMENTAÇÃO

3. QUANDO RETORNAR

DAR LÍQUIDOS ADICIONAIS PARA A DIARRÉIA E CONTINUAR A

ALIMENTAÇÃO

Você aprendeu a avaliar uma criança com diarreia, a classificar a

desidratação e selecionar um dos

seguintes planos de tratamento:

Plano A - Tratar a Diarreia em Casa

Plano B - Tratar a Desidratação com SRO

Plano C - Tratar Rapidamente a Desidratação Grave

Os três planos proporcionam líquidos para repor água e sais minerais

perdidos por causa da diarreia.

Uma forma excelente tanto de reidratar como para prevenir a desidratação,

em uma criança, é dar-lhe uma solução a base de sais de reidratação oral

(SRO). Deve-se administrar na criança uma solução por via IV

exclusivamente nos casos de DESIDRATAÇÃO GRAVE.

Os únicos tipos de diarreia que devem ser combatidos com

antibióticos são a diarreia com DESIDRATAÇÃO GRAVE, quando há cólera

na região, e a DISENTERIA com comprometimento do estado geral.

Agora você aprenderá a administrar os Planos A, B e C.

PLANO A: TRATAR A DIARRÉIA EM CASA

Nesta seção se descreve o PLANO A para o tratamento de uma criança que

tem diarreia, porém SEM DESIDRATAÇÃO. As três regras de tratamento em

casa são:

1. DAR LÍQUIDOS ADICIONAIS (tanto quanto a criança consiga aceitar)

2. CONTINUAR A ALIMENTAÇÃO

3. QUANDO RETORNAR

DIZER À MÃE A:

• Dar à criança tanto líquido quanto esta possa aceitar. O propósito de dar

líquidos extras é repor os líquidos perdidos durante a diarreia e, assim,

prevenir a desidratação. A medida mais importante é dar mais líquidos do

que de costume, tão logo a diarreia inicie;

• Dar o peito à criança com frequência e durante mais tempo por vez.

Explique-lhe também que deve dar outros líquidos. A solução de SRO é um

dos vários líquidos que se recomenda para prevenir a desidratação em

casa.

Caso uma criança se alimente exclusivamente de leite materno, é importante

que seja dado o peito a essa criança com mais freqüência do que de

costume. Dê-lhe também solução de SRO. Para as crianças

doentes menores de 4 meses, alimentadas exclusivamente com leite

materno, primeiro ofereça-lhes o peito e depois SRO.

Se a criança não estiver em regime exclusivo de leite materno, dê-lhe um

ou mais dos seguintes líquidos:

• solução de SRO;

• líquidos elaborados com alimentos; e

• líquidos caseiros (soro caseiro, água, etc.).

Na maioria dos casos, uma criança que não está desidratada, na realidade,

não necessita da solução

de SRO. Dê-lhe líquidos adicionais preparados com alimentos, como, por

exemplo, sopa, água de arroz,

iogurte e água pura (de preferência junto com os alimentos).

O Plano A prevê duas situações em que a mãe deve administrar a solução de

SRO em casa:

1. A criança foi tratada com o Plano B ou C durante esta visita. Em outras palavras, a criança foi reidratada. Esta criança deve beber a solução de SRO

para evitar que volte a se desidratar.

2. A criança não pode retornar ao serviço de saúde caso a diarréia piore. Por exemplo, a família vive muito longe ou a mãe tem um emprego ao qual ela

não pode faltar.

_ ENSINAR A MÃE COMO PREPARAR A MISTURA E DAR SRO À CRIANÇA.

ENTREGAR-LHE 1 PACOTE DE SRO PARA UTILIZAR EM CASA, SE

NECESSÁRIO.

Quando você der SRO para a mãe, mostre-lhe como misturar a solução de

SRO e dá-la ao seu filho. Peça à mãe que pratique enquanto você observa.

Os passos para fazer a solução de SRO são:

• Lave as mãos com água e sabão.

• Esvazie todo o pó de um pacote em um recipiente limpo.

• Use qualquer recipiente disponível, como um frasco, um copo ou uma

garrafa.

• Meça 1 litro de água pura (ou a quantidade correta para o pacote que

estiver usando). É melhor ferver e esfriar a água; porém, se não for

possível, use a água pura mais limpa que tiver.

• Coloque a água em um recipiente. Misture bem até que o pó se dissolva

completamente.

• Explique à mãe que ela deve preparar a solução de SRO todos os dias, em

um recipiente limpo, deve manter o recipiente coberto e jogar fora o que

restou da solução do dia anterior.

• Dê à mãe um pacote de SRO para usar em casa.

MOSTRAR À MÃE QUANTO LÍQUIDO ELA DEVE OFERECER À CRIANÇA

ALÉM DO

QUE ESTA ESTÁ ACOSTUMADA A INGERIR:

Explique à mãe que seu filho deve beber os mesmos líquidos que bebe

diariamente, porém deve tomar quantidades de líquidos extras. Mostre-lhe

quanto líquido extra ela deve dar depois de cada evacuação diarreica: • Até 1 ano 50 a 100 ml depois de cada evacuação aquosa

• 1 ano ou mais 100 a 200 ml depois de cada evacuação aquosa

Explique à mãe que a diarreia deve cessar logo. A solução de SRO não

deterá a diarreia. O benefício da solução de SRO é o de repor líquidos e sais

minerais que a criança perde na diarreia, o que impede que a doença da

criança se agrave.

Instrua a mãe a:

• Dar à criança goles frequentes, usando um copo ou uma colher. Use uma

colher para dar líquido a uma criança pequena;

• Caso a criança vomite, esperar 10 minutos antes de dar-lhe mais líquido.

A seguir, dê o líquido, porém mais lentamente;

• Continuar dando quantidades extras de líquidos até que a diarreia termine.

PLANO B: TRATAR A DESIDRATAÇÃO COM SRO

Nesta seção é descrito o Plano B para o tratamento de uma criança

quando esta tem diarreia com DESIDRATAÇÃO.

O Plano B inclui um período inicial de tratamento no serviço de saúde

que dura 4 horas. Durante as 4 horas, a mãe dá lentamente uma quantidade

recomendada de solução de SRO. A mãe oferece SRO em colheradas ou

goles. É conveniente haver um lugar para Terapia de Reidratação Oral

(TRO) em seu serviço de saúde. Veja o Anexo B, caso necessite organizar

um local para TRO. Agora estude o Plano B. Uma criança cujo problema

grave foi classificado como DESIDRATAÇÃO necessita ser enviada

urgentemente ao hospital5. Não reidrate a criança antes de ela ser referida.

Dê rapidamente à mãe um pouco de SRO. Mostre-lhe como dar goles

frequentes à criança no trajeto para o hospital.

Se uma criança que tem DESIDRATAÇÃO necessita de tratamento para

outros problemas, você deverá começar a tratar primeiro a desidratação.

Depois de 4 horas, reavalie e classifique a criança usando o quadro

AVALIAR E CLASSIFICAR. Caso não haja sinais de desidratação, administre

o Plano A. Todavia, se ainda houver desidratação, repita o Plano B. Caso a

criança agora tenha DESIDRATAÇÃO GRAVE, deve sera administrado o

Plano C.

PLANO C: TRATAR RAPIDAMENTE A DESIDRATAÇÃO GRAVE

As crianças gravemente desidratadas necessitam repor água e sais minerais

rapidamente. Geralmente se administra líquidos por via intravenosa (IV)

com este fim.

O tratamento de reidratação mediante líquidos por via IV ou usando uma

sonda nasogástrica é recomendado apenas para as crianças com

DESIDRATAÇÃO GRAVE.

O tratamento das crianças com desidratação grave depende:

• do tipo de equipamento disponível em seu serviço de saúde, no centro de

saúde ou no hospital próximo;

• da capacitação que você está recebendo;

• se a criança é capaz de beber.

Para aprender como tratar uma criança gravemente desidratada de acordo

com o administrar líquidos IV em seu serviço de saúde e; _ o tratamento IV

está disponível em outro serviço de saúde ou hospital no qual se possa

chegar em 30 minutos.

Disenteria amebiana

Provocada por um protozoário - a ameba - no intestino as amebas passam a

reproduzir-se com velocidade. Quando chegam ao intestino grosso,

penetram na sua parede, formando ulcerações.

Sintomas : Na fase inicial de contaminação, a criança apresenta distúrbios

gastrointestinais comuns a outras verminoses, e o diagnóstico é feito pelo

exame de fezes. Quando o quadro se complica é que surge a disenteria: a

criança evacua várias vezes por dia (em geral menos de10 vezes), com

grande quantidade de sangue e muco nas fezes, e dor ao evacuar. Pode ou

não ter febre.

Tratamento : à base de medicamentos e dieta especial orientada pelo

médico ou nutricionista. A desidratação pode ser tratada em casa mesmo.

Dependendo da idade ou das condições da criança, o médico poderá solicitar

internamento.

Prevenção : Oferecer sempre líquidos à criança, especialmente no verão, evitar os excessos de agasalhos e tomar todos os cuidados para impedir a

ingestão de alimentos deteriorados ou contaminados. Outra providencia é

alterar a alimentação em caso de diarreia e vômitos.

Fimose

Alteração congênita. A fimose ocorre quando o prepúcio (pele que

reveste o pênis) tem uma abertura muito estreita, impedindo que a glande

(extremidade do pênis) possa passar e projetar-se para fora. Fazendo com

que resíduos de urina fiquem retidos no prepúcio, podendo causar irritação,

infecções nas vias urinárias ou dificuldade de micção. Na 1ª infância em

geral a glande não fica totalmente exposta, pois sua base está ainda ligada

ao prepúcio por uma fina membrana, porém, essa membrana cede de

maneira progressiva e espontânea, até liberar a glande inteira, na grande

maioria dos casos.

Sintomas : Irritação ou inflamação no prepúcio e retenção urinária.

Tratamento : Recorre-se à circuncisão, uma cirurgia simples, que consiste

em cortar um pedaço de pele para descobrir a glande. Apenas motivos

religiosos justificam circuncidar os bebês como medida profilática, pois a

exposição precoce do meato urinário pode irritá-lo e provocar seu

estreitamento.

Furunculose

Estado infeccioso da derme causado por bactérias que agridem as

raízes capilares e as glândulas sebáceas. Aparecem uma série de furúnculos

que se espalham por todo o corpo, contendo pus e tecido morto em seu

interior. É diferente do antraz, que se caracteriza por vários furúnculos na

mesma região, a furunculose manifesta-se com maior frequência em

crianças desnutridas, com deficiência imunológica ou diabéticas, mais

suscetíveis a infecções.

Tratamento : É feito com medicamentos receitados pelo médico, além de

analgésicos. A infecção começa a reduzir quando o pus é expelido, mas

nunca se deve espremer o furúnculo, pois o mal pode se alastrar.

Prevenção : Combater focos infecciosos (dentes, garganta etc.), oferecer

dieta pobre em gordura e açúcar e nunca limpar a pele da criança com

substâncias oleosas e irritantes.

Impetigo

Infecção da pele causada por uma bactéria, é altamente contagiosa.

Ocorre com mais frequência em crianças cuja higiene não é feita

corretamente. O impetigo bolhoso é produzido por um estreptococo e pode

aparecer em recém-nascidos, contagiados no berçário, ou em crianças

maiores, contagiadas geralmente em balneários .

Sintomas : A forma de impetigo varia muito. Nas crianças maiores,

caracteriza-se pelo aparecimento, em geral no rosto, de nódulos com uma

ponta esbranquiçada ou amarelada. Esses caroços espalham-se por todo o

corpo, provocam prurido e rompem-se, soltando um líquido purulento. São,

então, substituídos por uma crosta espessa e úmida, de cor castanha. Nos

recém-nascidos, o impetigo aparece inicialmente em regiões úmidas, como

as virilhas, as axilas e a parte inferior do abdome, em forma de pequenas

pústulas, que se rompem facilmente e, em vez da crosta, deixam apenas

uma área avermelhada e brilhante. No impetigo chamado, em vez de

pequenas pústulas, formam-se bolhas de 5 a 10 milímetros de diâmetro,

cheias de líquido claro.

Tratamento : O impetigo deve ser tratado com muito cuidado, sob vigilância

médica. O medicamento normalmente consiste em antibióticos e líquidos

anti-sépticos para limpar as feridas e impedir a proliferação. Orienta-se

deixar as feridas livres do contato de roupas, para a aceleração do processo

de cura. No caso de recém-nascidos, a genitora poderá proceder ao

rompimento as pústulas com algodão, tendo o cuidado para que o líquido não

contaminar outras partes da pele.

Prevenção : As roupas da criança devem ser muito bem lavadas e, de

preferencia, fervidas. As roupas do recém-nascido devem ser lavadas e

guardadas separadamente das do resto da família.

OBS: AS OUTRAS DOENÇAS QUE CONHECEMOS SÃO PREVENÍVEIS POR VACINA HEPATITE,COQUELUCHE,DIFTERIA,FEBRE

AMARELA,MENINGITE,TUBERCULOSE, ENTRE OUTRAS.

MALÁRIA : A malária é uma doença infecciosa potencialmente grave, causada por parasitas (protozoários do gênero Plasmodium) que são transmitidos de uma pessoa para outra pela picada de mosquitos do gênero

Anopheles. Não existe vacina para Malária.

Transmissão :A malária, em condições naturais, é transmitida por fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. A transmissão é mais comum no interior das habitações, em áreas rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas

urbanas principalmente na periferia. Estes mosquitos tem maior atividade

durante a noite, do crepúsculo ao amanhecer e, geralmente picam no

interior das habitações.

A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium. Quatro espécies podem produzir a infecção - Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. O P. ovale ocorre apenas na África e, raramente, no Pacífico Ocidental. O P. falciparum é o que causa a malária mais grave, podendo ser fatal. O risco maior de aquisição de malária é no interior das habitações, embora a transmissão também possa ocorrer ao ar livre.

Como os Plasmodium estão presentes na circulação sanguínea durante a infecção, a transmissão da malária também pode ocorrer a partir de transfusões de sangue, de transplantes de órgãos, da utilização

compartilhada de seringas por usuários de drogas endovenosas ou da

gestante para o filho (malária congênita) antes ou durante o parto.

Medidas de proteção individual

O risco de malária depende do itinerário e da duração da viagem. Não existem vacinas disponíveis contra a malária. Para estar o mais protegido possível, o viajante deve estar informado sobre os riscos de aquisição da

doença, empregar medidas de proteção adequadas e estar ciente que todos os métodos de prevenção podem falhar.

A transmissão de malária ocorre em áreas que, em geral, também são de risco potencial para febre amarela – atualiza-se a vacina a cada dez anos Devem ser adotadas, portanto, medidas de proteção contra infecções

transmitidas por insetos, que são iguais da febre amarela e o dengue. A transmissão dessas doenças pode acontecer ao ar livre ou no interior das

habitações.

O viajante deve usar roupas impregnadas com inseticidas à base de permetrina ou deltametrina e, sempre que possível, calças e camisas de

manga comprida. Nas áreas expostas do corpo deve utilizar repelentes (em hipótese alguma empregar inseticidas na pele) contra insetos à base de dietiltoluamida (DEET), sempre observando a concentração máxima para

crianças (10%) e para adultos (50%).

Deve procurar locais para ficar que disponham de ar condicionado,

com telas protetoras contra mosquitos, ou utilizar mosquiteiros impregnados

com permetrina e inseticida em aerosol nos locais onde for dormir. Não existe comprovação da eficácia do uso de vitaminas do complexo B ou de pílulas de alho na profilaxia da malária (ou qualquer outra doença transmitida por vetores).

O uso de medicamentos (quimioprofilaxia) está indicado para pessoas

que se dirigem para áreas de transmissão, principalmente se vão ficar sem

acesso aos Serviços de Saúde. O emprego de medicamentos profiláticos não

deve ser feito sem prescrição médica especializada, evitando a resistência

medicamentosa.

Drogas como a cloroquina e a mefloquina, podem ter efeitos colaterais importantes ou serem ineficazes, se tomadas em doses e por

períodos inadequados. Os efeitos colaterais da cloroquina pode piorar os

sintomas de psoríase, e ocorre resistência do Plasmodium falciparum a essa droga na maioria das áreas de transmissão. A mefloquina, uma opção para

áreas onde ocorre resistência à cloroquina, não pode ser utilizada por

crianças com peso menor do que cinco quilos e durante o primeiro trimestre

de gravidez. Está contra-indicada em pessoas com antecedentes de

epilepsia, distúrbios psiquiátricos, alterações de condução cardíaca

(arritmias), em uso de beta-bloqueadores ou que exerçam atividades que

necessitem coordenação e discriminação espacial (como pilotos de avião). A

quimioprofilaxia deve em geral ser iniciada uma semana antes da entrada

em área de transmissão, para a detecção de possíveis efeitos colaterais, e

mantida por quatro semanas após o retorno. Pode-se proceder a utilização de medicamentos profiláticos, lembrando que, a quimioprofilaxia pode prolongar o período de incubação da malária por muitos meses. Antes de iniciar o tratamento deverá ser feito o exame da gota espessa, para

diagnóstico diferencial com outras patologias tais como : Dengue.

Manifestações :

O desenvolvimento das manifestações da malária, em geral, ocorre entre 9 e 40 dias (período de incubação) após a picada de um mosquito

infectado, dependendo da espécie de Plasmodium. No entanto, surgir meses ou, eventualmente anos, depois da saída de uma área de transmissão de

malária.

As manifestações iniciais são febre, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. A confirmação do diagnóstico em um

indivíduo com suspeita de malária é uma emergência médica e um teste laboratorial adequado deve ser realizado o mais rápido possível. O exame

padrão para a confirmação do diagnóstico de malária é a visualização dos parasitas em lâminas de sangue periférico (distensão ou gota espessa)

preparadas com a utilização de um corante (como o Giemsa).

O intervalo de tempo entre a colheita de sangue e a observação ao

microscópio é de cerca de 20 minutos para a distensão e de 1 hora e 20

minutos para a gota espessa.

O retardo do tratamento ou a terapêutica direcionada para a espécie

de Plasmodium incorreta pode ter consequências graves.

A malária, quando não for diagnosticada de maneira correta e prontamente tratada, pode evoluir com anemia, icterícia (olhos amarelados,

semelhante às hepatites e à leptospirose) e, a infecção pelo Plasmodium falciparum, pode resultar em funcionamento inadequado de órgãos vitais (rins, pulmões e cérebro) e levar ao coma e à morte.

Grávidas e crianças estão sob risco maior de desenvolver formas graves de

malária.

ESQUEMAS DE TRATAMENTO DE MALÁRIA:

TABELA DE RELAÇÃO PESO /ALTURA ATÉ OS 6 ANOS CRIANÇA

NORMAL

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Manual do AIDPI-2004 site:s Centro de Informação em Saúde para Viajantes (UFRJ) www.reocities.com.

muito bom . Uma forma simples , mas esclareceu as ideias
Adorei o trabalho, pois elucidou de forma bem simples principais patologias infantis.
sobre a tabela de pontos.
Não entendi os pontos, da onde tirou os pontos
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