Enem 2008-comentada, Provas de Matemática
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Enem 2008-comentada, Provas de Matemática

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2_Prova Enem 2008

o anglo

resolve

o Exame Nacional

do Ensino Médio 2008

É trabalho pioneiro. Prestação de serviços com tradição de confiabilidade. Construtivo, procura colaborar com as Bancas Examina- doras em sua tarefa árdua de não cometer injustiças. Didático, mais do que um simples gabarito, auxilia o estudante em seu processo de aprendizagem.

O ENEM-2008 é constituído de uma redação e de 63 ques- tões objetivas, interdisciplinares, envolvendo assuntos de Português, Matemática, Biologia, História, Geografia, Física e Química, abordados ao longo do Ensino Funda- mental e Médio. Essa prova tem por finalidade avaliar modalidades estru- turais de inteligência, demonstradas em 21 habilidades decorrentes de 5 competências fundamentais. Os resultados obtidos pelos alunos poderão ser aprovei- tados para o ingresso em várias faculdades do país.

Matriz de Competências e Habilidades do ENEM

ENEM — Competências As duas partes da prova são estruturadas para avaliar as seguintes competências:

Parte Objetiva I — Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica.

II —Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos his- tórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.

III — Selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.

IV —Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para cons- truir argumentação consistente.

V —Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

Redação I — Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.

II —Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.

III — Selecionar, relacionar e organizar, interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. IV —Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. V —Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos.

ENEM — Habilidades Na parte objetiva da prova, cada uma das habilidades é medida três vezes (três questões por habilidade).

1. Dada a descrição discursiva ou por ilustração de um experimento ou fenômeno, de natureza científica, tecnológica ou social, iden- tificar variáveis relevantes e selecionar os instrumentos necessários para a realização ou interpretação do mesmo.

2. Em um gráfico cartesiano de variável socioeconômica ou técnico-científica, identificar e analisar valores das variáveis, in- tervalos de crescimento ou decréscimo e taxas de variação.

3. Dada uma distribuição estatística de variável social, econômica, física, química ou biológica, traduzir e interpretar as infor- mações disponíveis, ou reorganizá-las, objetivando interpolações ou extrapolações.

4. Dada uma situação-problema, apresentada em uma linguagem de determinada área de conhecimento, relacioná-la com sua for- mulação em outras linguagens ou vice-versa.

5. A partir da leitura de textos literários consagrados e de informações sobre concepções artísticas, estabelecer relações entre eles e seu contexto histórico, social, político ou cultural, inferindo as escolhas dos temas, gêneros discursivos e recursos expressivos dos autores.

6. Com base em um texto, analisar as funções da linguagem, identificar marcas de variantes lingüísticas de natureza sociocul- tural, regional, de registro ou de estilo, e explorar as relações entre as linguagens coloquial e formal.

7. Identificar e caracterizar a conservação e as transformações de energia em diferentes processos de sua geração e uso social, e comparar diferentes recursos e opções energéticas.

8. Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicações ambientais, sociais e econômicas dos processos de uti- lização dos recursos naturais, materiais ou energéticos.

9. Compreender o significado e a importância da água e de seu ciclo para a manutenção da vida, em sua relação com condições so- cioambientais, sabendo quantificar variações de temperatura e mudanças de fase em processos naturais e de intervenção humana.

10. Utilizar e interpretar diferentes escalas de tempo para situar e descrever transformações na atmosfera, biosfera, hidrosfera e litos- fera, origem e evolução da vida, variações populacionais e modificações no espaço geográfico.

11. Diante da diversidade da vida, analisar, do ponto de vista biológico, físico ou químico, padrões comuns nas estruturas e nos processos que garantem a continuidade e a evolução dos seres vivos.

12. Analisar fatores socioeconômicos e ambientais associados ao desenvolvimento, às condições de vida e saúde de populações humanas, por meio da interpretação de diferentes indicadores.

13. Compreender o caráter sistêmico do planeta e reconhecer a importância da biodiversidade para preservação da vida, relacio- nando condições do meio e intervenção humana.

2ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

14. Diante da diversidade de formas geométricas planas e espaciais, presentes na natureza ou imaginadas, caracterizá-las por meio de propriedades, relacionar seus elementos, calcular comprimentos, áreas ou volumes, e utilizar o conhecimento geométrico para leitura, compreensão e ação sobre a realidade.

15. Reconhecer o caráter aleatório de fenômenos naturais ou não e utilizar em situações-problema, processos de contagem, represen- tação de freqüências relativas, construção de espaços amostrais, distribuição e cálculo de probabilidades.

16. Analisar, de forma qualitativa ou quantitativa, situações-problema referentes a perturbações ambientais, identificando fonte, trans- porte e destino dos poluentes, reconhecendo suas transformações; prever efeitos nos ecossistemas e no sistema produtivo e propor formas de intervenção para reduzir e controlar os efeitos da poluição ambiental.

17. Na obtenção e produção de materiais e de insumos energéticos, identificar etapas, calcular rendimentos, taxas e índices, e analisar implicações sociais, econômicas e ambientais.

18. Valorizar a diversidade dos patrimônios etnoculturais e artísticos, identificando-a em suas manifestações e representações em di- ferentes sociedades, épocas e lugares.

19. Confrontar interpretações diversas de situações ou fatos de natureza histórico-geográfica, técnico-científica, artístico-cultural ou do cotidiano, comparando diferentes pontos de vista, identificando os pressupostos de cada interpretação e analisando a validade dos argumentos utilizados.

20. Comparar processos de formação socioeconômica, relacionando-os com seu contexto histórico e geográfico.

21. Dado um conjunto de informações sobre uma realidade histórico-geográfica, contextualizar e ordenar os eventos registrados, compreendendo a importância dos fatores sociais, econômicos, políticos ou culturais.

Saiba como é avaliado o seu desempenho do ENEM O desempenho do participante será avaliado nas duas partes da prova (objetiva e redação), valendo 100 pontos cada uma

delas. O participante receberá duas notas globais, uma para a parte objetiva e outra para a redação. Receberá, também, uma nota e sua interpretação para cada uma das cinco Competências avaliadas, nas duas partes da prova.

O desempenho do participante nas duas partes da prova será interpretado de acordo com as premissas teóricas da Matriz de Competências que se refere às possibilidades totais da cognição humana na fase de desenvolvimento próprio aos participantes do ENEM — jovens e adultos. Esse desempenho será expresso nas seguintes faixas: insuficiente e regular, que corresponde às notas entre 0 a 40 (inclusive); regular a bom, que corresponde às notas entre 40 a 70 (inclusive); e bom a excelente, que corresponde às notas entre 70 a 100.

Modelo de Análise de Desempenho na Parte Objetiva da Prova A nota global na parte objetiva da prova corresponderá à soma dos pontos atribuídos às questões respondidas corretamente

pelo participante. As 63 questões objetivas de múltipla escolha têm o mesmo valor. Assim sendo, para calcular a nota global nesta parte da prova, o participante deverá multiplicar o número de questões respondidas corretamente por 100 (cem), dividindo o resul- tado por 63.

A interpretação dessa nota será estruturada a partir de cada uma das cinco Competências, pelas relações estabelecidas com as respectivas Habilidades e as questões a elas relacionadas, gerando, também, para cada Competência, uma nota de 0 a 100, conforme modelo a seguir.

Competências:

Dominar linguagens (DL) Compreender fenômenos (CF) Enfrentar situações-problema (SP) Construir argumentações (CA) Elaborar propostas (EP)

Habilidades: 1 a 21

1 2 6 7 8

9 10 121314

15 16 17II

CF

I DL

12

4 5 6 11 12

13 14 18

7

V EP

89101112 13

14 16 17

21

IV CA

20 1915 14

13 8 6

19

III SP

1721 16

15 14 12 10

9 7

3 4

11

18 20

21 1 2

3 4 5

3 5

18 19

20

3

3ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Modelo de Análise de Desempenho na Redação Na redação, a nota global será dada pela média aritmética das notas atribuídas a cada uma das cinco Competências. A inter-

pretação dessa nota será estruturada a partir de cada uma das cinco Competências, avaliadas numa escala de 0 (zero) a 100 (cem) pontos, conforme especificado a seguir.

I. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. Na competência I, espera-se que o participante escolha o registro adequado a uma situação formal de produção de texto escrito. Na avaliação, serão considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos na utilização da norma culta em aspectos como: sintaxe de concordância, regência e colocação; pontuação; flexão; ortografia; e adequação de registro demonstrada, no desempenho lingüístico, de acordo com a situação formal de produção exigida.

II. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo. O eixo da competência II reside na compreensão do tema que instaura uma problemática a respeito da qual se pede um texto escrito em prosa do tipo dissertativo-argumentativo. Por meio deste tipo de texto, analisam-se, intepretam-se e relacionam- -se dados, informações e conceitos amplos, tendo-se por objetivo a construção de uma argumentação, em defesa de um ponto de vista.

III. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista. Na competência III, procura-se avaliar como o participante, em uma situação formal de interlocução, seleciona, organiza, relaciona e interpreta os dados, informações e conceitos necessários para defender sua perspectiva sobre o tema proposto.

IV. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação. Na competência IV, avalia-se a utilização de recursos coesivos da modalidade escrita, com vistas à adequada articulação dos argumentos, fatos e opiniões selecionadas para a defesa de um ponto de vista sobre o tema proposto. Serão considerados os mecanismos lingüísticos responsáveis pela construção da argumentação na superfície textual, tais como: coesão referencial; coesão lexical (sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração); e coesão gramatical (uso de conectivos, tempos verbais, pon- tuação, seqüência temporal, relações anafóricas, conectores intervocabulares, intersentenciais, interparágraficos).

V. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos. Na competência V, verifica-se como o participante indicará as possíveis variáveis para solucionar a problemática desenvolvi- da, as propostas de intervenção apresentadas, qual a relação destas com o projeto desenvolvido sobre o tema proposto e a qualidade destas propostas, mais genéricas ou específicas, tendo por base a solidariedade humana e o respeito à diversidade de pontos de vista, eixos de uma sociedade democrática.

OBSERVAÇÃO; A REDAÇÃO SERÁ DESCONSIDERADA SE O PARTICIPANTE NÃO ATENDER AO TEMA PROPOSTO E À ESTRUTURA DE UM TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO.

4ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

ENEM 2008 Exame Nacional do Ensino Médio Ministério da Educação Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira PROVA 3 – ROSA

LEIA ATENTAMENTE AS SEGUINTES INSTRUÇÕES

01. Você deve receber do fiscal o material abaixo: a) este CADERNO, com a proposta de redação e 63 questões objetivas, sem repetições ou falhas; b) 1 CARTÃO-RESPOSTA destinado à marcação das respostas da parte objetiva da prova; c) 1 FOLHA DE REDAÇÃO para desenvolvimento da redação.

02. Verifique se este material está em ordem, se o seu nome e número de inscrição conferem com os que aparecem: a) no CARTÃO-RESPOSTA; b) na FOLHA DE REDAÇÃO; e se a cor de seu CADERNO DE QUESTÕES coincide com a mencionada no alto da capa e nos

rodapés de cada página. Caso contrário, notifique IMEDIATAMENTE o fiscal.

03. Após a conferência, o participante deverá assinar nos espaços próprios a) do CARTÃO-RESPOSTA; e b) da FOLHA DE REDAÇÃO; utilizando, preferivelmente, caneta esferográfica de tinta preta.

04. No CARTÃO-RESPOSTA, a marcação das letras, correspondentes às respostas de sua opção, deve ser feita preenchendo todo o espaço compreendido no círculo, a lápis preto nº 2 ou caneta esferográfica de tinta preta, com um traço contínuo e denso.A LEITO- RA ÓTICA é sensível a marcas escuras. Portanto, preencha os campos de marcação completamente, sem deixar claros.

05. No CARTÃO-RESPOSTA, o participante deverá assinalar também, no espaço próprio, o gabarito correspondente à cor de sua prova (1 – Amarela, 2 – Branca, 3 – Rosa ou 4 – Verde). Se assinalar um gabarito que não corresponda à cor de sua prova ou deixar de assinalá-lo, sua prova objetiva será anulada.

06. Tenha muito cuidado com o CARTÃO-RESPOSTA e com a FOLHA DE REDAÇÃO para não DOBRAR, AMASSAR, ou MANCHAR. O CARTÃO-RESPOSTA e a FOLHA DE REDAÇÃO SOMENTE poderão ser substituídos caso estejam danificados na BARRA DE RECONHECIMENTO PARA LEITURA ÓTICA.

07. Para cada uma das questões são apresentadas 5 alternativas classificadas com as letras (A), (B), (C), (D) e (E); só uma responde adequadamente ao quesito proposto. Você deve assinalar apenas UMA ALTERNATIVA PARA CADA QUESTÃO. A marcação em mais de uma alternativa anula a questão, MESMO QUE UMA DAS RESPOSTAS ESTEJA CORRETA.

08. As questões são identificadas pelo número que se situa acima e à esquerda de seu enunciado.

09. SERÁ EXCLUÍDO DO EXAME o participante que: a) se utilizar, durante a realização da prova, de máquinas e/ou de relógios de calcular, bem como de rádios gravadores, de “head-

phones”, de telefones celulares ou de fontes de consulta de qualquer espécie; b) se ausentar da sala em que se realiza a prova levando consigo o CADERNO DE QUESTÕES e/ou o CARTÃO-

-RESPOSTA e/ou a FOLHA DE REDAÇÃO; c) deixar de assinalar corretamente o gabarito correspondente à cor de sua prova.

10. Reserve os 30 (trinta) minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES NÃO SERÃO LEVADOS EM CONTA.

11. Quando terminar, entregue ao fiscal este CADERNO DE QUESTÕES, o CARTÃO-RESPOSTA, a FOLHA DE REDAÇÃO e ASSINE A LISTA DE PRESENÇA.

12. O TEMPO DISPONÍVEL PARA ESTA PROVA, INCLUINDO A REDAÇÃO, É DE CINCO HORAS. Recomendamos que você não ultrapasse o período de uma hora e meia para elaborar sua redação.

13. Por motivos de segurança, você somente poderá se ausentar do recinto de prova após decorridas 2 horas do início da mesma. Caso permaneça na sala, no mínimo, 4 horas após o início da prova, você poderá levar este CADERNO DE QUESTÕES.

FUNDAÇÃO CESGRANRIO PROVA 3 — ROSA

5ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Texto para as questões 1 e 2

A Ema O surgimento da figura da Ema no céu, ao leste, no

anoitecer, na segunda quinzena de junho, indica o iní- cio do inverno para os índios do sul do Brasil e o come- ço da estação seca para os do norte. É limitada pelas constelações de Escorpião e do Cruzeiro do Sul, ou Cut’uxu. Segundo o mito guarani, o Cut’uxu segura a cabeça da ave para garantir a vida na Terra, porque, se ela se soltar, beberá toda a água do nosso planeta. Os tupis-guaranis utilizam o Cut’uxu para se orientar e de- terminar a duração das noites e as estações do ano.

A ilustração a seguir é uma representação dos cor- pos celestes que constituem a constelação da Ema, na percepção indígena.

Almanaque BRASIL, maio/2007 (com adaptações).

A próxima figura mostra, em campo de visão ampli- ado, como povos de culturas não-indígenas percebem o espaço estelar em que a Ema é vista.

Internet: <geocities.yahoo.com.br> (com adaptações).

Considerando a diversidade cultural focalizada no texto e nas figuras acima, avalie as seguintes afirmativas.

I. A mitologia guarani relaciona a presença da Ema no firmamento às mudanças das estações do ano.

II. Em culturas indígenas e não-indígenas, o Cruzeiro do Sul, ou Cut’uxu, funciona como parâmetro de orientação espacial.

III. Na mitologia guarani, o Cut’uxu tem a importante função de segurar a Ema para que seja preservada a água da Terra.

IV. As três Marias, estrelas da constelação de Órion, compõem a figura da Ema.

É correto apenas o que se afirma em A) I. B) II e III. C) III e IV. D) I, II e III. E) I, II e IV.

A afirmação I é sustentada pelo fragmento “Os tupis-guaranis utilizam o Cut’uxu para se orientar e determinar a duração das noites e as estações do ano”. Demais, para os guaranis, quer sejam índios do norte do Brasil, quer do sul, o surgimento da Ema indica o iní- cio de uma estação, como se vê no primeiro período do texto.

Quanto à afirmação II, está claro que, para as cul- turas indígenas, o Cruzeiro do Sul funciona como parâ- metro de orientação espacial, como se viu em relação à afirmação I. Que para culturas não-indígenas exerça essa mesma função não está explícito no texto, mas faz parte do nosso conhecimento de mundo.

O que se afirma em III está explícito no texto. Que a afirmação IV esteja errada se evidencia pelo

fato de a constelação de Órion não ser mencionada no texto e, conforme se percebe nas ilustrações, nada tem a ver com a figura da Ema.

Resposta: D

Assinale a opção correta a respeito da linguagem empregada no texto A Ema. A) A palavra Cut’uxu é um regionalismo utilizado pelas

populações próximas às aldeias indígenas. B) O autor se expressa em linguagem formal em todos

os períodos do texto. C) A ausência da palavra Ema no início do período “É

limitada (...)” caracteriza registro oral. D) A palavra Cut’uxu está destacada em itálico porque

integra o vocabulário da linguagem informal. E) No texto, predomina a linguagem coloquial porque

ele consta de um almanaque.

Em todos os períodos do texto o autor se expressa em linguagem formal. Não se pode apontar nenhum aspecto da linguagem (vocabulário, morfologia, sin- taxe, pontuação...) em que se tenha usado outra vari- ante diferente da culta. O emprego da palavra Cut’uxu, grafada em itálico, constitui, na verdade, um traço de erudição, já que se trata do nome que os indígenas mencionados dão ao Cruzeiro do Sul.

Resposta: B

Resolução

Questão 2▼▼

Resolução

Questão 1▼▼

7

E VB J IET AP TRA O

Um jornal de circulação nacional publicou a seguinte notícia:

Choveu torrencialmente na madrugada de ontem em Roraima, horas depois de os pajés caiapós Mantii e Kucrit, levados de Mato Grosso pela Funai, terem partici- pado do ritual da dança da chuva, em Boa Vista. A chuva durou três horas em todo o estado e as previsões indicam que continuará pelo menos até amanhã. Com isso, será possível acabar de vez com o incêndio que ontem com- pletou 63 dias e devastou parte das florestas do estado.

Jornal do Brasil, abr./1998 (com adaptações).

Considerando a situação descrita, avalie as afirmativas seguintes.

I. No ritual indígena, a dança da chuva, mais que cons- tituir uma manifestação artística, tem a função de intervir no ciclo da água.

II. A existência da dança da chuva em algumas culturas está relacionada à importância do ciclo da água para a vida.

III. Uma das informações do texto pode ser expressa em linguagem científica da seguinte forma: a dança da chuva seria efetiva se provocasse a precipitação das gotículas de água das nuvens.

É correto o que se afirma em A) I, apenas. D) II e III, apenas. B) III, apenas. E) I, II e III. C) I e II, apenas.

A leitura do fragmento do Jornal do Brasil e o co- nhecimento de mundo permitem dizer que, para os índios, a dança da chuva causa a chuva. Assim, a dança só existe porque os povos indígenas reconhecem a “importância do ciclo da água para a vida”. Se a chuva não fosse importante, não haveria a necessidade de uma dança que a provocasse. Portanto as duas primei- ras proposições estão corretas.

A terceira proposição também está correta. A relação causal sugerida pelo texto entre a chuva e a dança indígena é verdadeira para o pensamento mito- lógico. O pensamento científico não descartaria essa hi- pótese de imediato. Mas só a aceitaria como efetiva sob a condição de que se demonstrasse que existe relação causal entre dança e chuva, ou seja, que o ritual provo- ca precipitação na forma de gotículas de água. Resposta: E

Os ingredientes que compõem uma gotícula de nuvem são o vapor de água e um núcleo de conden- sação de nuvens (NCN). Em torno desse núcleo, que consiste em uma minúscula partícula em suspensão no ar, o vapor de água se condensa, formando uma gotícu- la microscópica, que, devido a uma série de processos físicos, cresce até precipitar-se como chuva.

Na floresta Amazônica, a principal fonte natural de NCN é a própria vegetação. As chuvas de nuvens baixas, na estação chuvosa, devolvem os NCNs, aerossóis, à superfície, praticamente no mesmo lugar em que foram gerados pela floresta. As nuvens altas são carregadas por ventos mais intensos, de altitude, e viajam centenas

de quilômetros de seu local de origem, exportando as partículas contidas no interior das gotas de chuva. Na Amazônia, cuja taxa de precipitação é uma das mais altas do mundo, o ciclo de evaporação e precipitação natural é altamente eficiente.

Com a chegada, em larga escala, dos seres humanos à Amazônia, ao longo dos últimos 30 anos, parte dos ci- clos naturais está sendo alterada. As emissões de po- luentes atmosféricos pelas queimadas, na época da seca, modificam as características físicas e químicas da atmosfe- ra amazônica, provocando o seu aquecimento, com modi- ficação do perfil natural da variação da temperatura com a altura, o que torna mais difícil a formação de nuvens.

Paulo Artaxo et al. O mecanismo da floresta para fazer chover. In: Scientific American Brasil, ano 1, nº- 11, abr. 2003,

p. 38-45 (com adaptações).

Na Amazônia, o ciclo hidrológico depende fundamen- talmente A) da produção de CO2 oriundo da respiração das árvores. B) da evaporação, da transpiração e da liberação de ae-

rossóis que atuam como NCNs. C) das queimadas, que produzem gotículas microscópi-

cas de água, as quais crescem até se precipitarem como chuva.

D) das nuvens de maior altitude, que trazem para a flo- resta NCNs produzidos a centenas de quilômetros de seu local de origem.

E) da intervenção humana, mediante ações que modifi- cam as características físicas e químicas da atmosfera da região.

O ciclo hidrológico natural depende basicamente de: evaporação→ NCN→ condensação→ precipitação.

Resposta: B

O gráfico abaixo mostra a área desmatada da Ama- zônia, em km2, a cada ano, no período de 1988 a 2008.

As informações do gráfico indicam que A) o maior desmatamento ocorreu em 2004. B) a área desmatada foi menor em 1997 que em 2007. C) a área desmatada a cada ano manteve-se constante

entre 1998 e 2001. D) a área desmatada por ano foi maior entre 1994 e

1995 que entre 1997 e 1998. E) o total de área desmatada em 1992, 1993 e 1994 é

maior que 60.000km2.

Fonte: MMA.

km2

30.000

20.000

10.000

0 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 00 01 02 03 04 05 06 07 08 ano

Questão 5▼▼

Resolução

Questão 4▼▼

Resolução

Questão 3▼▼

8ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Do gráfico podemos concluir que: • a área desmatada em 1994 foi maior do que em 1997; • a área desmatada em 1995 foi maior do que em 1998.

Portanto, a área desmatada por ano foi maior entre 1994 e 1995 que entre 1997 e 1998.

Resposta: D

Calcula-se que 78% do desmatamento na Amazônia tenha sido motivado pela pecuária — cerca de 35% do rebanho nacional está na região — e que pelo menos 50 milhões de hectares de pastos são pouco produtivos. Enquanto o custo médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem é de 2 mil reais, o custo para derrubar igual área de floresta é estimado em 800 reais, o que estimula novos desmatamentos. Adicionalmente, madeireiras retiram as árvores de valor comercial que foram abatidas para a criação de pastagens. Os pecuaris- tas sabem que problemas ambientais como esses podem provocar restrições à pecuária nessas áreas, a exemplo do que ocorreu em 2006 com o plantio da soja, o qual, posteriormente, foi proibido em áreas de floresta.

Época, 3/3/2008 e 9/6/2008 (com adaptações).

A partir da situação-problema descrita, conclui-se que A) o desmatamento na Amazônia decorre principalmen-

te da exploração ilegal de árvores de valor comercial. B) um dos problemas que os pecuaristas vêm enfren-

tando na Amazônia é a proibição do plantio de soja. C) a mobilização de máquinas e de força humana torna

o desmatamento mais caro que o aumento da pro- dutividade de pastagens.

D) o superavit comercial decorrente da exportação de carne produzida na Amazônia compensa a possível degradação ambiental.

E) a recuperação de áreas desmatadas e o aumento de produtividade das pastagens podem contribuir para a redução do desmatamento na Amazônia.

De acordo com o texto, é mais alto o custo médio para aumentar a produtividade de 1 hectare de pastagem do que para derrubar uma igual área de floresta. Esse fato estimula o avanço do desmatamento. Então, se o fator econômico não fosse o principal, seria prioritário investir no aumento da produtividade das pastagens, o que desestimularia o desmatamento.

Resposta: E

A Lei Federal nº 9.985/2000, que instituiu o sistema nacional de unidades de conservação, define dois tipos de áreas protegidas. O primeiro, as unidades de prote- ção integral, tem por objetivo preservar a natureza, ad- mitindo-se apenas o uso indireto dos seus recursos na- turais, isto é, aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais. O segundo, as unidades de uso sustentável, tem por função compatibi- lizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos recursos naturais. Nesse caso, permite-se

a exploração do ambiente de maneira a garantir a pe- renidade dos recursos ambientais renováveis e dos pro- cessos ecológicos, mantendo-se a biodiversidade e os de- mais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável. Considerando essas informações, analise a seguinte si- tuação hipotética.

Ao discutir a aplicação de recursos disponíveis para o desenvolvimento de determinada região, organizações civis, universidade e governo resolveram investir na uti- lização de uma unidade de proteção integral, o Parque Nacional do Morro do Pindaré, e de uma unidade de uso sustentável, a Floresta Nacional do Sabiá. Depois das dis- cussões, a equipe resolveu levar adiante três projetos: • o projeto I consiste de pesquisas científicas embasadas

exclusivamente na observação de animais; • o projeto II inclui a construção de uma escola e de um

centro de vivência; • o proejto III promove a organização de uma comu-

nidade extrativista que poderá coletar e explorar comercialmente frutas e sementes nativas.

Nessa situação hipotética, atendendo-se à lei menciona- da acima, é possível desenvolver tanto na unidade de proteção integral quanto na de uso sustentável A) apenas o projeto I. D) apenas os projetos II e III. B) apenas o projeto III. E) todos os três projetos. C) apenas os projetos I e II.

Apenas o projeto I, por sua natureza não invasiva, pode ser desenvolvido tanto na unidade de proteção integral quanto na de uso sustentável.

Resposta: A

As florestas tropicais estão entre os maiores, mais diversos e complexos biomas do planeta. Novos estudos sugerem que elas sejam potentes reguladores do clima, ao provocarem um fluxo de umidade para o interior dos continentes, fazendo com que essas áreas de floresta não sofram variações extremas de temperatura e te- nham umidade suficiente para promover a vida. Um flu- xo puramente físico de umidade do oceano para o con- tinente, em locais onde não há florestas, alcança poucas centenas de quilômetros. Verifica-se, porém, que as chu- vas sobre florestas nativas não dependem da proxi- midade do oceano. Esta evidência aponta para a exis- tência de uma poderosa “bomba biótica de umidade” em lugares como, por exemplo, a bacia amazônica. De- vido à grande e densa área de folhas, as quais são eva- poradores otimizados, essa “bomba” consegue devolver rapidamente a água para o ar, mantendo ciclos de eva- poração e condensação que fazem a umidade chegar a milhares de quilômetros no interior do continente.

A. D. Nobre. Almanaque Brasil Socioambiental. Instituto Socioambiental, 2008, p. 368-9 (com adaptações).

As florestas crescem onde chove, ou chove onde cres- cem as florestas? De acordo com o texto, A) onde chove, há floresta. B) onde a floresta cresce, chove. C) onde há oceano, há floresta. D) apesar da chuva, a floresta cresce. E) no interior do continente, só chove onde há floresta.

Questão 8▼▼

Resolução

Questão 7▼▼

Resolução

Questão 6▼▼ Resolução

9ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

O texto sugere que as florestas são importantes regula- dores do clima, na medida em que mantêm o ciclo hi- drológico natural. Portanto, onde há florestas, há chuva.

Resposta: B

Analisando-se os dados do gráfico acima, que remetem a critérios e objetivos no estabelecimento de unidades de conservação no Brasil, constata-se que A) o equilíbrio entre unidades de conservação de prote-

ção integral e de uso sustentável já atingido garante a preservação presente e futura da Amazônia.

B) as condições de aridez e a pequena diversidade bio- lógica observadas na Caatinga explicam por que a área destinada à proteção integral desse bioma é menor que a dos demais biomas brasileiros.

C) o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa, biomas mais intensamente modificados pela ação humana, apre- sentam proporção maior de unidades de proteção integral que de unidades de uso sustentável.

D) o estabelecimento de unidades de conservação deve ser incentivado para a preservação dos recursos hí- dricos e a manutenção da biodiversidade.

E) a sustentabilidade do Pantanal é inatingível, razão pela qual não foram criadas unidades de uso susten- tável nesse bioma.

O estabelecimento de unidades de conservação é im- portante para a preservação dos recursos hídricos e a manutenção da biodiversidade.

Observação: A questão solicitava que a alternativa corre- ta fosse escolhida em função da análise dos dados do grá- fico. No entanto, tal constatação não decorre, na reali- dade, dessa análise, e sim de conhecimento prévio.

Resposta: D

Um estudo recente feito no Pantanal dá uma boa idéia de como o equilíbrio entre as espécies, na natu- reza, é um verdadeiro quebra-cabeça. As peças do que- bra-cabeça são o tucano-toco, a arara-azul e o manduvi. O tucano-toco é o único pássaro que consegue abrir o fruto e engolir a semente do manduvi, sendo, assim, o principal dispersor de suas sementes. O manduvi, por sua vez, é uma das poucas árvores onde as araras-azuis fazem seus ninhos.

Até aqui, tudo parece bem encaixado, mas... é jus- tamente o tucano-toco o maior predador de ovos de arara-azul — mais da metade dos ovos das araras são predados pelos tucanos. Então, ficamos na seguinte en- cruzilhada: se não há tucanos-toco, os manduvis se extinguem, pois não há dispersão de suas sementes e não surgem novos manduvinhos, e isso afeta as araras- azuis, que não têm onde fazer seus ninhos. Se, por outro lado, há muitos tucanos-toco, eles dispersam as sementes dos manduvis, e as araras-azuis têm muito lugar para fazer seus ninhos, mas seus ovos são muito predados.

Internet: <http://oglobo.globo.com> (com adaptações).

De acordo com a situação descrita, A) o manduvi depende diretamente tanto do tucano-

toco como da arara-azul para sua sobrevivência. B) o tucano-toco, depois de engolir sementes de man-

duvi, digere-as e torna-as inviáveis. C) a conservação da arara-azul exige a redução da po-

pulação de manduvis e o aumento da população de tucanos-toco.

D) a conservação das araras-azuis depende também da conservação dos tucanos-toco, apesar de estes serem predadores daquelas.

E) a derrubada de manduvis em decorrência do des- matamento diminui a disponibilidade de locais para os tucanos fazerem seus ninhos.

De acordo com a situação descrita no texto, a conserva- ção das araras-azuis depende dos manduvis (árvores on- de essas aves nidificam), que, por sua vez, dependem dos tucanos para a dispersão de suas sementes, apesar de os tucanos serem predadores dos ovos das araras-azuis.

Resposta: D

O jogo-da-velha é um jogo popular, originado na Inglaterra. O nome “velha” surgiu do fato de esse jogo ser praticado, à época em que foi criado, por senhoras idosas que tinham dificuldades de visão e não conse- guiam mais bordar. Esse jogo consiste na disputa de dois adversários que, em um tabuleiro 3 × 3, devem conseguir alinhar verticalmente, horizontalmente ou na diagonal, 3 peças de formato idêntico. Cada jogador, após escolher o formato da peça com a qual irá jogar, coloca uma peça por vez, em qualquer casa do tabu- leiro, e passa a vez para o adversário. Vence o primeiro que alinhar 3 peças.

No tabuleiro representado acima, estão registradas as jo- gadas de dois adversários em um dado momento. Observe que uma das peças tem formato de círculo e a outra tem a forma de um xis. Considere as regras do jogo-da-velha e o fato de que, neste momento, é a vez do jogador que utiliza os círculos.

Questão 11▼▼

Resolução

Questão 10▼▼

Resolução

Percentual dos biomas protegidos por unidades de conservação federais - Brasil, 2006

14 12 10 8 6 4 2 0

Amazônia Caatinga Cerrado Mata Atlântica

Pampa Pantanal Brasil

PROTEÇÃO INTEGRALUSO SUSTENTÁVEL

Ministério do Meio Ambiente. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação.

Questão 9▼▼ Resolução

10ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Para garantir a vitória na sua próxima jogada, esse joga- dor pode posicionar a peça no tabuleiro de A) uma só maneira. B) duas maneiras distintas. C) três maneiras distintas. D) quatro maneiras distintas. E) cinco maneiras distintas.

Para garantir a vitória na sua próxima jogada, esse jo- gador deve posicionar a peça em uma das duas casas in- dicadas a seguir:

Logo, esse jogador pode posicionar a peça no tabuleiro de duas maneiras distintas.

Resposta: B

Texto para as questões 12 e 13

1 Torno a ver-vos, ó montes; o destino Aqui me torna a pôr nestes outeiros, Onde um tempo os gabões deixei grosseiros

4 Pelo traje da Corte, rico e fino.

Aqui estou entre Almendro, entre Corino, Os meus fiéis, meus doces companheiros,

7 Vendo correr os míseros vaqueiros Atrás de seu cansado desatino.

Se o bem desta choupana pode tanto, 10 Que chega a ter mais preço, e mais valia

Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,

Aqui descanse a louca fantasia, 13 E o que até agora se tornava em pranto

Se converta em afetos de alegria. Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho.

A poesia dos inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.

Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o momento histórico de sua produção. A) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira

estrofe, são imagens relacionadas à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.

B) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como nú- cleo do poema, revela uma contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da Metrópole e a rusticidade da terra da Co- lônia.

C) O bucolismo presente nas imagens do poema é ele- mento estético do Arcadismo que evidencia a pre- ocupação do poeta árcade em realizar uma repre- sentação literária realista da vida nacional.

D) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da Colônia sobre a Metrópole.

E) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transfor- mação do pranto em alegria.

O eixo temático do poema é apresentado logo na primeira estrofe, com a oposição entre o refinamento da Corte (com seu traje “rico e fino”) e a rusticidade da Colônia (associada a “montes” e “outeiros”). Tal qua- dro pode ser associado às relações entre a metrópole portuguesa e sua colônia em terras americanas. No século XVIII, o luxo da corte lusitana era sustentado pelo ouro que saía do Brasil, o que descontentava parte da elite colonial, interessada em manter a riqueza em suas mãos. Um dos episódios culminantes dessa disputa foi a Conjuração Mineira de 1789, na qual esteve envolvido o poeta Cláudio Manoel da Costa. Em sua obra, essa oposição aparece — entre outras maneiras — na imagem do contraste que se estabelece entre o refinamento artístico europeu e a timidez cultural da colônia.

Os “montes” e “outeiros” referidos na primeira estrofe associam-se à Colônia, e não à Metrópole, como afirma a alternativa A. São elementos que com- põem um cenário construído a partir de um amálgama de elementos da natureza brasileira com aqueles inspi- rados na idealização pastoril de matriz européia, seguindo mais de perto as convenções estéticas árcades do que o desejo de registro “realista” afirmado em C. O atraso em que se encontrava a Colônia não permite falar em uma “relação de vantagem” desta sobre a Metrópole (o que torna a alternativa D errada); nem tampouco se pode dizer que esse atraso encontre expressão, no poema, nos “afetos de alegria” da últi- ma estrofe (invalidando a alternativa E).

Resposta: B

Assinale a opção que apresenta um verso do soneto de Cláudio Manoel da Costa em que o poeta se dirige ao seu interlocutor. A) “Torno a ver-vos, ó montes; o destino” (v.1) B) “Aqui estou entre Almendro, entre Corino,” (v.5) C) “Os meus fiéis, meus doces companheiros,” (v.6) D) “Vendo correr os míseros vaqueiros” (v.7) E) “Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,” (v.11)

Cláudio Manoel da Costa explora em seu soneto uma das constantes temáticas do Arcadismo, estilo lite- rário a que seu nome está associado: trata-se do fugere urbem (fuga da cidade), com a conseqüente apologia dos valores campestres. O eu lírico expressa seu conten- tamento dirigindo-se aos “montes” (verso 1), onde re- encontra a alegria que diz não encontrar no “lisonjeiro encanto” da Cidade.

Resposta: A

Resolução

Questão 13▼▼

Resolução

Questão 12▼▼

Resolução

11ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Dick Browne. O melhor de Hagar, o horrível, v. 2. L&PM pocket, p.55-6 (com adaptações).

Assinale o trecho do diálogo que apresenta um registro informal, ou coloquial, da linguagem. A) “Tá legal, espertinho! Onde é que você esteve?!” B) “E lembre-se: se você disser uma mentira, os seus

chifres cairão!” C) “Estou atrasado porque ajudei uma velhinha a atra-

vessar a rua…” D) “…e ela me deu um anel mágico que me levou a um

tesouro” E) “mas bandidos o roubaram e os persegui até a Etió-

pia, onde um dragão…”

Os três indícios de registro informal ou coloquial são: 1) por está; 2) a palavra legal com o sentido de certo, em ordem,

bem; 3) o diminutivo com valor de intensificação no adjetivo

substantivado espertinho. Resposta: A

A linguagem utilizada pelos chineses há milhares de anos é repleta de símbolos, os ideogramas, que revelam parte da história desse povo. Os ideogramas primitivos são quase um desenho dos objetos representados. Natu- ralmente, esses desenhos alteraram-se com o tempo,

como ilustra a seguinte evolução do ideograma , que significa cavalo e em que estão representados cabeça, cascos e cauda do animal.

Considerando o processo mencionado acima, escolha a seqüência que poderia representar a evolução do ideo- grama chinês para a palavra luta.

A)

B)

C)

D)

E)

A seqüência de ideogramas apresentada na alternativa B mostra a evolução da figura de duas pessoas em luta.

Resposta: B

William James Herschel, coletor do governo inglês, iniciou na Índia seus estudos sobre as impressões digi- tais ao tomar as impressões digitais dos nativos nos con- tratos que firmavam com o governo. Essas impressões serviam de assinatura. Aplicou-as, então, aos registros de falecimentos e usou esse processo nas prisões ingle- sas, na Índia, para reconhecimento dos fugitivos. Henry Faulds, outro inglês, médico de hospital em Tóquio, contribuiu para o estudo da datiloscopia. Examinando impressões digitais em peças de cerâmica pré-histórica japonesa, previu a possibilidade de se descobrir um cri- minoso pela identificação das linhas papilares e preco- nizou uma técnica para a tomada de impressões digi- tais, utilizando-se de uma placa de estanho e de tinta de imprensa.

Internet: <www.fo.usp.br> (com adaptações).

Que tipo de relação orientava os esforços que levaram à descoberta das impressões digitais pelos ingleses e, posteriormente, à sua utilização nos dois países asiáti- cos?

A) De fraternidade, já que ambos visavam aos mesmos fins, ou seja, autenticar contratos.

B) De dominação, já que os nativos puderam identificar os ingleses falecidos com mais facilidade.

C) De controle cultural, já que Faulds usou a técnica para libertar os detidos nas prisões japonesas.

D) De colonizador-colonizado, já que, na Índia, a invenção foi usada em favor dos interesses da coroa inglesa.

E) De médico-paciente, já que Faulds trabalhava em um hospital de Tóquio.

Em meio às práticas imperialistas empreendidas pela Inglaterra na Índia, os ingleses desenvolveram técnicas para preservar seus interesses colonialistas. A alter- nativa correta exemplifica a relação estabelecida entre os dois povos.

Resposta: D

Resolução

Questão 16▼▼

Resolução

Questão 15▼▼

Resolução

Questão 14▼▼

12ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

O sistema de fusos horários foi proposto na Con- ferência Internacional do Meridiano, realizada em Washington, em 1884. Cada fuso corresponde a uma faixa de 15° entre dois meridianos. O meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela linha medi- ana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendo-se, assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas. Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e, para cada fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora. A partir da Lei nº- 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente 3 fusos horá- rios.

Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha está no fuso 2, o estado do Amapá está no fuso 3 e o Acre, no fuso 4.

A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos Olímpi- cos de Verão, fica a leste de Greenwich, no fuso 8. Con- siderando-se que a cerimônia de abertura dos jogos te- nha ocorrido às 20h8min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de 2008, a que horas os brasileiros que mo- ram no estado do Amapá dever ter ligado seus televiso- res para assistir ao início da cerimônia de abertura?

A) 9h8min, do dia 8 de agosto. B) 12h8min, do dia 8 de agosto. C) 15h8min, do dia 8 de agosto. D) 1h8min, do dia 9 de agosto. E) 4h8min, do dia 9 de agosto.

Se o Amapá está no fuso –3 (a oeste de Greenwich) e Pequim no fuso +8 (leste de Greenwich), a diferença entre as duas cidades é de 11 horas. Dessa forma, sub- trai-se do horário de início da abertura das Olimpíadas em Pequim (20h8min do dia 8 de agosto) o número de horas que separam as duas cidades (11 horas, no caso) e chega-se à conclusão de que, no Amapá, os televisores deviam ter sido ligados às 9h8min do dia 8 de agosto.

Resposta: A

Em 2006, foi realizada uma conferência das Nações Unidas em que se discutiu o problema do lixo eletrôni- co, também denominado e-waste. Nessa ocasião, desta- cou-se a necessidade de os países em desenvolvimento serem protegidos das doações nem sempre bem-inten- cionadas dos países mais ricos. Uma vez descartados ou doados, equipamentos eletrônicos chegam a países em desenvolvimento com o rótulo de “mercadorias recon- dicionadas”, mas acabam deteriorando-se em lixões, li- berando chumbo, cádmio, mercúrio e outros materiais tóxicos.

Internet: <g1.globo.com> (com adaptações).

A discussão dos problemas associados ao e-waste leva à conclusão de que: A) os países que se encontram em processo de industri-

alização necessitam de matérias-primas recicladas oriundas dos países mais ricos.

B) o objetivo dos países ricos, ao enviarem mercadorias recondicionadas para os países em desenvolvimento, é o de conquistar mercados consumidores para seus produtos.

C) o avanço rápido do desenvolvimento tecnológico, que torna os produtos obsoletos em pouco tempo, é um fator que deve ser considerado em políticas am- bientais.

D) o excesso de mercadorias recondicionadas enviadas para os países em desenvolvimento é armazenado em lixões apropriados.

E) as mercadorias recondicionadas oriundas de países ricos melhoram muito o padrão de vida da popu- lação dos países em desenvolvimento.

Além do problema da eliminação do lixo tecnológico, também existe o da durabilidade dos produtos. A defa- sagem tecnológica se junta ao desejo de consumir obje- tos melhores e mais modernos, o que leva ao descarte dos antigos, ainda em boas condições de uso (consumis- mo). Esse lixo se torna um problema nos países centrais, e uma forma de eliminá-lo é “recondicioná-lo” para “doação” aos países periféricos.

Resposta: C

A China comprometeu-se a indenizar a Rússia pelo derramamento de benzeno de uma indústria petro- química chinesa no rio Songhua, um afluente do rio Amur, que faz parte da fronteira entre os dois países. O presidente da Agência Federal de Recursos de Água da Rússia garantiu que o benzeno não chegará aos dutos de água potável, mas pediu à população que fervesse a água corrente e evitasse a pesca no rio Amur e seus afluentes. As autoridades locais estão armazenando centenas de toneladas de carvão, já que o mineral é considerado eficaz absorvente de benzeno.

Internet: <jbonline.terra.com.br> (com adaptações).

Levando-se em conta as medidas adotadas para a mini- mização dos danos ao ambiente e à população, é corre- to afirmar que A) o carvão mineral, ao ser colocado na água, reage

com o benzeno, eliminando-o. B) o benzeno é mail volátil que a água e, por isso, é

necessário que esta seja fervida. C) a orientação para se evitar a pesca deve-se à necessi-

dade de preservação dos peixes. D) o benzeno não contaminaria os dutos de água

potável, porque seria decantado naturalmente no fundo do rio.

E) a poluição causada pelo derramamento de benzeno da indústria chinesa ficaria restrita ao rio Songhua.

Questão 19▼▼

Resolução

Questão 18▼▼

Resolução

Questão 17▼▼

13ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

O texto relata que foi pedido à população que fervesse a água corrente. Ao ser fervida, a água contaminada com benzeno fica- ria livre dele, pois este é mais volátil do que a água.

Resposta: B

Usada para dar estabilidade aos navios, a água de lastro acarreta grave problema ambiental: ela introduz indevidamente, no país, espécies indesejáveis do ponto de vista ecológico e sanitário, a exemplo do mexilhão dourado, molusco originário da China. Trazido para o Brasil pelos navios mercantes, o mexilhão dourado foi en- contrado na bacia Paraná-Paraguai em 1991. A dissemina- ção desse molusco e a ausência de predadores para con- ter o crescimento da população de moluscos causaram vá- rios problemas, como o que ocorreu na hidrelétrica de Itaipu, onde o mexilhão alterou a rotina de manutenção das turbinas, acarretando prejuízo de US$ 1 milhão por dia, devido à paralisação do sistema. Uma das estratégias utilizadas para diminuir o problema é acrescentar gás clo- ro à água, o que reduz em cerca de 50% a taxa de re- produção da espécie.

GTÁGUAS, MPF, 4ª- CCR, ano 1, nº- 2, maio/2007 (com adaptações).

De acordo com as informações acima, o despejo da água de lastro A) é ambientalmente benéfico por contribuir para a

seleção natural das espécies e, conseqüentemente, para a evolução delas.

B) trouxe da China um molusco, que passou a compor a flora aquática nativa do lago da hidrelétrica de Itai- pu.

C) causou, na usina de Itaipu, por meio do microrganis- mo invasor, uma redução do suprimento de água pa- ra as turbinas.

D) introduziu uma espécie exógena na bacia Paraná- Paraguai, que se disseminou até ser controlada por seus predadores naturais.

E) motivou a utilização de um agente químico na água como uma das estratégias para diminuir a reprodu- ção do mexilhão dourado.

Conforme afirma o texto, a adição de um agente quí- mico — o gás cloro — à água reduz em cerca de 50% a taxa de reprodução da espécie invasora, diminuindo as- sim o efeito do desequilíbrio ecológico provocado pela água de lastro.

Resposta: E

O tangram é um jogo oriental antigo, uma espécie de quebra-cabeça, constituído de sete peças: 5 triângu- los retângulos e isósceles, 1 paralelogramo e 1 quadra- do. Essas peças são obtidas recortando-se um quadrado de acordo com o esquema da figura 1. Utilizando-se todas as sete peças, é possível representar uma grande diversidade de formas, como as exemplificadas nas figu- ras 2 e 3.

Se o lado AB do hexágono mostrado na figura 2 mede 2cm, então a área da figura 3, que representa uma “ca- sinha”, é igual a

A) 4cm2. B) 8cm2. C) 12cm2. D) 14cm2. E) 16cm2.

Do enunciado temos a figura, cotada em cm:

Então: CE = 2 ⋅ (AB) ∴ CE = 4 = DF

Aplicando o teorema de Pitágoras no triângulo CDF, temos:

a2 + a2 = 42 ∴ a = 2  — 2

Como as figuras 1, 2 e 3 têm áreas iguais, a área pedi- da, em cm2, é igual a (2 

— 2 )2, ou seja, 8.

Resposta: B

A energia geotérmica tem sua origem no núcleo derretido da Terra, onde as temperaturas atingem 4.000ºC. Essa energia é primeiramente produzida pela decomposição de materiais radiativos dentro do planeta. Em fontes geotérmicas, a água, aprisionada em um re- servatório subterrâneo, é aquecida pelas rochas ao redor e fica submetida a altas pressões, podendo atingir tem- peraturas de até 370ºC sem entrar em ebulição. Ao ser li- berada na superfície, à pressão ambiente, ela se vaporiza e se resfria, formando fontes ou gêiseres. O vapor de po- ços geotérmicos é separado da água e é utilizado no fun- cionamento de turbinas para gerar eletricidade. A água quente pode ser utilizada para aquecimento direto ou em usinas de dessalinização.

Roger A. Hinrichs e Merlin Kleinbach. Energia e meio ambiente. Ed. ABDR (com adaptações).

Questão 22▼▼

Figura 1 Figura 2 Figura 3

A

B

C a D

EF

a

2

Resolução

Figura 1 Figura 2 Figura 3

A

B

Questão 21▼▼

Resolução

Questão 20▼▼ Resolução

14ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Depreende-se das informações dadas que as usinas geo- térmicas A) utilizam a mesma fonte primária de energia que as

usinas nucleares, sendo, portanto, semelhantes os riscos decorrentes de ambas.

B) funcionam com base na conversão de energia poten- cial gravitacional em energia térmica.

C) podem aproveitar a energia química transformada em térmica no processo de dessalinização.

D) assemelham-se às usinas nucleares no que diz respei- to à conversão de energia térmica em cinética e, de- pois, em elétrica.

E) transformam inicialmente a energia solar em ener- gia cinética e, depois, em energia térmica.

De acordo com o texto, a energia geotérmica tem ori- gem na decomposição de materiais radiativos dentro do planeta. Essa energia aquece e vaporiza a água, que pode ser utilizada para a movimentação de turbinas elétricas. Esse processo é semelhante ao que ocorre no interior das usinas nucleares, onde a energia liberada na fissão do urânio é empregada na obtenção de vapor d’água, responsável pela movimentação das turbinas elétricas.

Resposta: D

A passagem de uma quantidade adequada de cor- rente elétrica pelo filamento de uma lâmpada deixa-o incandescente, produzindo luz. O gráfico abaixo mostra como a intensidade da luz emitida pela lâmpada está distribuída no espectro eletromagnético, estendendo-se desde a região do ultravioleta (UV) até a região do in- fravermelho.

A eficiência luminosa de uma lâmpada pode ser definida como a razão entre a quantidade de energia emitida na forma de luz visível e a quantidade total de energia gasta para o seu funcionamento. Admitindo-se que es- sas duas quantidades possam ser estimadas, respectiva- mente, pela área abaixo da parte da curva correspon- dente à faixa de luz visível e pela área abaixo de toda a curva, a eficiência luminosa dessa lâmpada seria de aproximadamente

A) 10%. B) 15%. C) 25%. D) 50%. E) 75%.

De acordo com a definição fornecida no enunciado, a eficiência luminosa (η) é dada por:

η =

Vamos admitir que cada quadrado tenha área corres- pondente a uma unidade (1u). As figuras a seguir indicam as áreas A1 e AT estimadas.

Assim, o valor aproximado de η é:

Resposta: C

Diagrama para as questões 24 e 25

O diagrama abaixo representa, de forma esquemá- tica e simplificada, a distribuição da energia provienien- te do Sol sobre a atmosfera e a superfície terrestre. Na área delimitada pela linha tracejada, são destacados al- guns processos envolvidos no fluxo de energia na at- mosfera

Raymong A. Serway e John W. Jewelt. Princípios de Física, v. 2, fig. 18.12 (com adaptações).

energia refletida pela superfície, pelas nuvens

e pelo ar 30%

radiação solar incidente

100%

radiação solar absorvida

diretamente pela

atmosfera 20%

radiação absorvida

pela água e pelo CO2 na atmosfera

14%

energia carregada para cima

pela convecção

6%

energia carregada para cima

na formação de vapor d’água 24%

III IV V

energia irradiada para o

espaço pela superfície

6%

energia irradiada para o espaço pela

atmosfera 64%

IIatmosfera

superfície 50%

I

η η= ∴ ≈

5 19

25%

Comprimento de onda (µm) 0,2

AT 19u

infravermelho (calor)

In te

n si

d ad

e d

a ra

d ia

çã o

0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0

UV visível

Comprimento de onda (µm) 0,2

1u

infravermelho (calor)

In te

n si

d ad

e d

a ra

d ia

çã o

0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0

UV visível

A1 5u

área sob curva na região do espectro visível (A1)

área total sob a curva (AT)

Resolução

Comprimento de onda (µm) 0,2

1

infravermelho (calor)

In te

n si

d ad

e d

a ra

d ia

çã o

0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0

UV visível

Questão 23▼▼

Resolução

15ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

A chuva é o fenômeno natural responsável pela manu- tenção dos níveis adequados de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Esse fenômeno, assim como todo o ciclo hidrológico, depende muito da energia so- lar. Dos processos numerados no diagrama, aquele que se relaciona mais diretamente com o nível dos reserva- tórios de usinas hidrelétricas é o de número A) I. D) IV. B) II. E) V. C) III.

A chuva é formada a partir da condensação do vapor d’água e posterior precipitação. Portanto, o processo que se relaciona mais diretamente com o nível dos re- servatórios é o de número V.

Resposta: E

Com base no diagrama do enunciado, conclui-se que A) a maior parte da radiação incidente sobre o planeta

fica retida na atmosfera. B) a quantidade de energia refletida pelo ar, pelas nu-

vens e pelo solo é superior à absorvida pela superfície. C) a atmosfera absorve 70% da radiação solar incidente

sobre a Terra. D) mais da metade da radiação solar que é absorvida

diretamente pelo solo é devolvida para a atmosfera. E) a quantidade de radiação emitida para o espaço pela

atmosfera é menor que a irradiada para o espaço pe- la superfície.

De acordo com o diagrama, a superfície recebe 50% da energia emitida pelo sol e transfere para a atmosfera 44% da energia emitida pelo sol (processos III, IV e V). Portanto mais da metade da radiação solar que é absor- vida diretamente pelo solo é devolvida para a atmosfera.

Resposta: D

A biodigestão anaeróbica, que se processa na au- sência de ar, permite a obtenção de energia e materiais que podem ser utilizados não só como fertilizante e combustível de veículos, mas também para acionar mo- tores elétricos e aquecer recintos.

O material produzido pelo processo esquematizado na questão e utilizado para geração de energia é o A) biodiesel, obtido a partir da decomposição de maté-

ria orgânica e(ou) por fermentação na presença de oxigênio.

B) metano (CH4), biocombustível utilizado em diferen- tes máquinas.

C) etanol, que, além de ser empregado na geração de energia elétrica, é utilizado como fertilizante.

D) hidrogênio, combustível economicamente mais viá- vel, produzido sem necessidade de oxigênio.

E) metanol, que, além das aplicações mostradas no esquema, é matéria-prima na indústria de bebidas.

O material produzido a partir da biodigestão anaeróbi- ca e utilizado para a geração de energia é o metano (CH4).

Resposta: B

A Lei Federal nº- 11.097/2005 dispõe sobre a intro- dução do biodiesel na matriz energética brasileira e fixa em 5%, em volume, o percentual mínimo obriga- tório a ser adicionado ao óleo diesel vendido ao consu- midor. De acordo com essa lei, biocombustível é “deri- vado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”. A introdução de biocombustíveis na matriz energética brasileira A) colabora na redução dos efeitos da degradação am-

biental global produzida pelo uso de combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo.

B) provoca uma redução de 5% na quantidade de car- bono emitido pelos veículos automotores e colabora no controle do desmatamento.

C) incentiva o setor econômico brasileiro a se adaptar ao uso de uma fonte de energia derivada de uma biomassa inesgotável.

D) aponta para pequena possibilidade de expansão do uso de biocombustíveis, fixado, por lei, em 5% do consumo de derivados do petróleo.

E) diversifica o uso de fontes alternativas de energia que reduzem os impactos da produção do etanol por meio da monocultura da cana-de-açúcar.

Neste início de século, muitos países passaram a ques- tionar intensamente a composição de suas matrizes energéticas. Novos caminhos estão sendo procurados, tendo como meta o uso de fontes renováveis e menos poluentes que as atuais. A introdução obrigatória do biodiesel, por lei federal, na composição da matriz brasileira, como se fez com o álcool no passado, coloca o país na vanguarda em termos de empenho por dimi- nuir a degradação ambiental pelo uso de combustíveis fósseis.

Resposta: A

Resolução

Questão 27▼▼

Resolução

gerador

energia elétrica

aquecedor

veículo

fertilizante

biodigestor anaeróbicolixo orgânico

matéria orgânica descartada

dejetos animais

substratos

Questão 26▼▼

Resolução

Questão 25▼▼

Resolução

Questão 24▼▼

16ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

O potencial brasileiro para gerar energia a partir da biomassa não se limita a uma ampliação do Pró-álcool. O país pode substituir o óleo diesel de petróleo por grande variedade de óleos vegetais e explorar a alta produtivi- dade das florestas tropicais plantadas. Além da produção de celulose, a utilização da biomassa permite a geração de energia elétrica por meio de termelétricas a lenha, carvão vegetal ou gás de madeira, com elevado rendi- mento e baixo custo.

Cerca de 30% do território brasileiro é constituído por terras impróprias para a agricultura, mas aptas à exploração florestal. A utilização de metade dessa área, ou seja, de 120 milhões de hectares, para a formação de florestas energéticas, permitiria produção sustentada do equivalente a cerca de 5 bilhões de barris de petróleo por ano, mais que o dobro do que produz a Arábia Saudita atualmente.

José Walter Bautista Vidal. Desafios Internacionais para o século XXI. Seminário da Comissão de Relações

Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados,

ago./2002 (com adaptações).

Para o Brasil, as vantagens da produção de energia a partir da biomassa incluem A) implantação de florestas energéticas em todas as re-

giões brasileiras com igual custo ambiental e econô- mico.

B) substituição integral, por biodiesel, de todos os com- bustíveis fósseis derivados do petróleo.

C) formação de florestas energéticas em terras impró- prias para a agricultura.

D) importação de biodiesel de países tropicais, em que a produtividade das florestas seja mais alta.

E) regeneração das florestas nativas em biomas modifi- cados pelo homem, como o Cerrado e a Mata Atlân- tica.

Dentre as muitas vantagens da produção de energia a partir da biomassa, no Brasil, conta-se a de se utilizar economicamente parte das terras consideradas impró- prias para a agricultura com a silvicultura. Neste caso, podem-se cultivar espécies voltadas para o uso, como lenha e carvão vegetal — as chamadas florestas energé- ticas —, e assim obter energia a custos menores.

Resposta: C

Um dos insumos energéticos que volta a ser consi- derado como opção para o fornecimento de petróleo é o aproveitamento das reservas de folhelhos pirobetu- minosos, mais conhecidos como xistos pirobetuminosos. As ações iniciais para a exploração de xistos pirobetumi- nosos são anteriores à exploração de petróleo, porém as dificuldades inerentes aos diversos processos, nota- damente os altos custos de mineração e de recuperação de solos minerados, contribuíram para impedir que essa atividade se expandisse.

O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de xisto. O xisto é mais leve que os óleos derivados de pe- tróleo, seu uso não implica investimento na troca de equipamentos e ainda reduz a emissão de particulados pesados, que causam fumaça e fuligem. Por ser fluido em temperatura ambiente, é mais facilmente manusea- do e armazenado.

Internet:<www2.petrobras.com.br> (com adaptações).

A substituição de alguns óleos derivados de petróleo pelo óleo derivado do xisto pode ser conveniente por motivos A) ambientais: a exploração do xisto ocasiona pouca

interferência no solo e no subsolo. B) técnicos: a fluidez do xisto facilita o processo de pro-

dução de óleo, embora seu uso demande troca de equipamentos.

C) econômicos: é baixo o custo da mineração e da pro- dução de xisto.

D) políticos: a importação de xisto, para atender o mer- cado interno, ampliará alianças com outros países.

E) estratégicos: a entrada do xisto no mercado é opor- tuna diante da possibilidade de aumento dos preços do petróleo.

O uso do xisto pirobetuminoso, cujas reservas estão concentradas na região de São Mateus do Sul, no Para- ná, atingiu o auge em meados da década de 1970, duran- te a chamada “crise do petróleo”, quando esse combustí- vel teve seu preço multiplicado no mercado internacio- nal. Hoje, quando o preço do petróleo volta a sofrer eleva- ção exagerada no mercado mundial, volta-se, no Brasil, a defender o uso de alternativas — entre as quais o óleo obtido do xisto pirobetuminoso, que, além de ser bem mais barato que o petróleo, é menos poluente para a atmosfera.

Resposta: E

Texto para as questões 30 e 31

O gráfico a seguir ilustra a evolução do consumo de eletricidade no Brasil, em GWh, em quatro setores de consumo, no período de 1975 a 2005.

Balanço Energético Nacional. Brasília: MME, 2003 (com adaptações)

400

350

300

250

200

150

100 70 50

CONSUMO DE ELETRICIDADE NO BRASIL

outros

industrial

comercial

residencial

400

350

300

250

200

150

100

375

50

19 75

19 78

19 81

19 84

19 87

19 90

19 93

19 96

19 99

20 02

20 05

Resolução

Questão 29▼▼

Resolução

Questão 28▼▼

17ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

A racionalização do uso da eletricidade faz parte dos programas oficiais do governo brasileiro desde 1980. No entanto, houve um período crítico, conhecido como “apagão”, que exigiu mudanças de hábitos da popula- ção brasileira e resultou na maior, mais rápida e signifi- cativa economia de energia. De acordo com o gráfico, conclui-se que o “apagão” ocorreu no biênio. A) 1998-1999. B) 1999-2000. C) 2000-2001. D) 2001-2002. E) 2002-2003.

O gráfico de consumo de energia é crescente até o ano de 2000. Entre 2000 e 2001 há um decréscimo de consu- mo de energia, determinado pela mudança de hábitos da população. Assim, conclui-se que o apagão ocorreu no biênio 2000-2001.

Resposta: C

Observa-se que, de 1975 a 2005, houve aumento quase linear do consumo de energia elétrica. Se essa mesma tendência se mantiver até 2035, o setor energético brasi- leiro deverá preparar-se para suprir uma demanda total aproximada de A) 405GWh. B) 445GWh. C) 680GWh. D) 750GWh. E) 775GWh.

Entre 1975 e 2005, o consumo de energia sofreu um acréscimo de, aproximadamente, 305GWh (de 70GWh para 375GWh). Supondo que nos 30 anos seguintes o acréscimo seja o mesmo, em 2035 o consumo será de, aproximada- mente, 680GWh (375 + 305).

Resposta: C

Uma fonte de energia que não agride o ambiente, é totalmente segura e usa um tipo de matéria-prima in- finita é a energia eólica, que gera eletricidade a partir da força dos ventos. O Brasil é um país privilegiado por ter o tipo de ventilação necessária para produzi-la. To- davia, ela é a menos usada na matriz energética brasi- leira. O Ministério de Minas e Energia estima que as turbinas eólicas produzam apenas 0,25% da energia consumida no país. Isso ocorre porque ela compete com uma usina mais barata e eficiente: a hidrelétrica, que responde por 80% da energia do Brasil. O investimento para se construir uma hidrelétrica é de aproximada- mente US$100 por quilowatt. Os parques eólicos exi- gem investimento de cerca de US$2 mil por quilowatt e

a construção de uma usina nuclear, de aproximada- mente US$6 mil por quilowatt. Instalados os parques, a energia dos ventos é bastante competitiva, custando R$200,00 por megawatt-hora frente a R$150,00 por megawatt-hora das hidrelétricas e a R$600,00 por me- gawatt-hora das termelétricas.

Época. 21/4/2008 (com adaptações).

De acordo com o texto, entre as razões que contribuem para a menor participação da energia eólica na matriz energética brasileira, inclui-se o fato de A) haver, no país, baixa disponibilidade de ventos que

podem gerar energia elétrica. B) o investimento por quilowatt exigido para a constru-

ção de parques eólicos ser de aproximadamente 20 vezes o necessário para a construção de hidrelétricas.

C) o investimento por quilowatt exigido para a cons- trução de parques eólicos ser igual a 1/3 do necessá- rio para a construção de usinas nucleares.

D) o custo médio por megawatt-hora de energia obtida após instalação de parques eólicos ser igual a 1,2 multiplicado pelo custo médio do megawatt-hora obtido das hidrelétricas.

E) o custo médio por megawatt-hora de energia obtida após instalação de parques eólicos ser igual a 1/3 do custo médio do megawatt-hora obtido das termelé- tricas.

Tendo em vista que o país dispõe da energia eólica e que ela, depois de implantado o parque de produção, é bem competitiva, o único empecilho à sua maior utiliza- ção é o investimento por quilowatt exigido para a cons- trução do parque de produção, que é cerca de 20 vezes o necessário para a construção de hidrelétricas.

Resposta: B

A figura abaixo representa o boleto de cobrança da mensalidade de uma escola, referente ao mês de junho de 2008.

Se M(x) é o valor, em reais, da mensalidade a ser paga, em que x é o número de dias em atraso, então A) M(x) = 500 + 0,4x. B) M(x) = 500 + 10x. C) M(x) = 510 + 0,4x. D) M(x) = 510 + 40x. E) M(x) = 500 + 10,4x.

Banco S.A. Pagável em qualquer agência bancária até a data de vencimento Cedente Agência/cód. cedente

Vencimento

Escola de Ensino Médio

30/06/2008

Data documento Nosso número 02/06/2008 Uso do banco (=) Valor documento

Instruções (–) Descontos

Observação: no caso de pagamento em atraso, cobrar multa de R$10,00 mais 40 centavos por dia de atraso. (–) Outras deduções

(+) Mora/Multa

(+) Outros acréscimos

(=) Valor Cobrado

R$500,00

Questão 33▼▼

Resolução

Questão 32▼▼

Resolução

Questão 31▼▼

Resolução

Questão 30▼▼

18ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

De acordo com a instrução do boleto, e sendo M(x) o valor em reais da mensalidade a ser paga — de que x é o número de dias em atraso —, então devemos ter M(x) = 500 + 10 + 0,4x, com x  0. Logo, M(x) = 510 + 0,4x.

Resposta: C

O gráfico acima modela a distância percorrida, em km, por uma pessoa em certo período de tempo. A escala de tempo a ser adotada para o eixo das abscissas de- pende da maneira como essa pessoa se desloca. Qual é a opção que apresenta a melhor associação en- tre meio ou forma de locomoção e unidade de tempo, quando são percorridos 10km? A) carroça — semana B) carro — dia C) caminhada — hora D) bicicleta — minuto E) avião — segundo

A opção que apresenta a melhor associação está na alternativa C, pois uma pessoa caminha, em média, 5 quilômetros por hora.

Resposta: C

Gráfico para as questões 35 e 36

No gráfico a seguir, estão especificados a produção brasileira de café, em toneladas; a área plantada, em hectares (ha); e o rendimento médio do plantio, em kg/ha, no período de 2001 a 2008.

A análise dos dados mostrados no gráfico revela que A) a produção em 2003 foi superior a 2.100.000 tonela-

das de grãos. B) a produção brasileira foi crescente ao longo de todo

o período observado. C) a área plantada decresceu a cada ano no período de

2001 a 2008. D) os aumentos na produção correspondem a aumentos

no rendimento médio do plantio. E) a área plantada em 2007 foi maior que a de 2001.

Do gráfico podemos concluir que os aumentos na pro- dução correspondem a aumentos no rendimento médio do plantio.

Resposta: D

Se a tendência de rendimento observada no gráfico, no período de 2001 a 2008, for mantida nos próximos anos, então o rendimento médio do plantio do café, em 2012, será aproximadamente de A) 500kg/ha. B) 750kg/ha. C) 850kg/ha. D) 950kg/ha. E) 1.250kg/ha.

Observando o período apresentado (2001 2008), notamos que o rendimento médio nos anos pares é de, aproximadamente, 1250kg/ha. Se essa tendência for mantida, então em 2012 deveremos ter aproximada- mente esse valor.

Resposta: E

Jean-Baptiste Debret. Entrudo, 1834.

Na obra Entrudo, de Jean-Baptiste Debret (1768-1848), apresentada acima, A) registram-se cenas da vida íntima dos senhores de

engenho e suas relações com os escravos. B) identifica-se a presença de traços marcantes do mo-

vimento artístico denominado Cubismo.

Questão 37▼▼

Resolução

Questão 36▼▼

Resolução

Questão 35▼▼

3.000.000

2.500.000

2.000.000

1.500.000

1.000.000

500.000

0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Café (em grão) — Brasil

3.000

2.500

2.000

1.500

1.000

500

ár ea

p la

n ta

d a

e p

ro d

u çã

o

ren d

im en

to m

éd io

red. médio (kg/ha)

área plantada (ha)

produção (toneladas)

Resolução

tempo0 1 2

10 km

Questão 34▼▼ Resolução

19ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

C) identificam-se, nas fisionomias, sentimentos de an- gústia e inquietações que revelam as relações confli- tuosas entre senhores e escravos.

D) observa-se a composição harmoniosa e destacam-se as imagens que representam figuras humanas.

E) constata-se que o artista utilizava a técnica do óleo sobre tela, com pinceladas breves e manchas, sem delinear as figuras ou as fisionomias.

Na obra “Entrudo”, do pintor francês Jean-Baptiste Debret, observa-se a presença de figuras humanas, e, sem dúvida, a composição se apresenta muito harmoniosa.

Resposta: D

Os signos visuais, como meios de comunicação, são classificados em categorias de acordo com seus signifi- cados. A categoria denominada indício corresponde aos signos visuais que têm origem em formas ou situa- ções naturais ou casuais, as quais, devido à ocorrência em circunstâncias idênticas, muitas vezes repetidas, in- dicam algo e adquirem significado. Por exemplo, nu- vens negras indicam tempestade.

Com base nesse conceito, escolha a opção que repre- senta um signo da categoria dos indícios.

A)

B)

C)

D)

E)

Na alternativa B, de acordo com a formulação do enun- ciado, temos um indício, uma vez que há uma relação de causalidade, de implicação entre a pegada e a idéia de que alguém passou por lá, pisando na terra. Trata-se da mesma relação de sentido que há entre “nuvens ne- gras” e “tempestade”.

Resposta: B

Exame, 28/9/2007.

Entre os seguintes ditos populares, qual deles melhor corresponde à figura acima? A) Com perseverança, tudo se alcança. B) Cada macaco no seu galho. C) Nem tudo que balança cai. D) Quem tudo quer, tudo perde. E) Deus ajuda quem cedo madruga.

Na charge, a imagem do caracol saltitando em uma cama elástica, com a concha de ponta-cabeça, figurativiza os temas da dificuldade, do esforço e do sucesso. Da fala “o difícil é o começo”, pressupõe-se que, depois do come- ço, as coisas são menos difíceis. Assim, o caracol vai mos- trando sua determinação, uma vez que ele não desiste di- ante das primeiras dificuldades e alcança o objetivo dese- jado. Dessa forma, o ditado que melhor corresponde à imagem é: “Com perseverança, tudo se alcança”.

Resposta: A

O abolicionista Joaquim Nabuco fez um resumo dos fatores que levaram à abolição da escravatura com as se- guintes palavras: “Cinco ações ou concursos diferentes cooperaram para o resultado final: 1º-) o espírito daqueles que criavam a opinião pela idéia, pela palavra, pelo senti- mento, e que a faziam valer por meio do Parlamento, dos meetings [reuniões públicas], da imprensa, do ensino su- perior, do púlpito, dos tribunais; 2º-) a ação coercitiva dos que se propunham a destruir materialmente o formidável aparelho da escravidão, arrebatando os escravos ao po- der dos senhores; 3º-) a ação complementar dos próprios proprietários, que, à medida que o movimento se precipi- tava, iam libertando em massa as suas ‘fábricas’; 4º-) a ação política dos estadistas, representando as concessões do governo; 5º-) a ação da família imperial.”

Joaquim Nabuco. Minha formação. São Paulo: Martin Claret, 2005, p. 144 (com adaptações).

Questão 40▼▼

Resolução

Questão 39▼▼

Resolução

Questão 38▼▼

Resolução

20ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Nesse texto, Joaquim Nabuco afirma que a abolição da escravatura foi o resultado de uma luta A) de idéias, associada a ações contra a organização es-

cravista, com o auxílio de proprietários que liberta- vam seus escravos, de estadistas e da ação da família imperial.

B) de classes, associada a ações contra a organização es- cravista, que foi seguida pela ajuda de proprietários que substituíam os escravos por assalariados, o que provocou a adesão de estadistas e, posteriormente, ações republicanas.

C) partidária, associada a ações contra a organização escravista, com o auxílio de proprietários que muda- vam seu foco de investimento e da ação da família imperial.

D) política, associada a ações contra a organização es- cravista, sabotada por proprietários que buscavam manter o escravismo, por estadistas e pela ação re- publicana contra a realeza.

E) religiosa, associada a ações contra a organização es- cravista, que fora apoiada por proprietários que ha- viam substituído os seus escravos por imigrantes, o que resultou na adesão de estadistas republicanos na luta contra a realeza.

Uma leitura atenta do texto e da alternativa “A” per- mite ver claramente que ela repete as “cinco ações” citadas por Joaquim Nabuco: idéias, ações contra o escravismo, ação dos proprietários, ação de estadistas e ação da família imperial.

Resposta: A

Ao visitar o Egito do seu tempo, o historiador gre- go Heródoto (484-420/30 a.C.) interessou-se por fenô- menos que lhe pareceram incomuns, como as cheias regulares do rio Nilo. A propósito do assunto, escreveu o seguinte:

“Eu queria saber por que o Nilo sobe no começo do verão e subindo continua durante cem dias; por que ele se retrai e a sua corrente baixa, assim que termina esse número de dias, sendo que permanece baixo o inverno inteiro, até um novo verão.

Alguns gregos apresentam explicações para os fe- nômenos do rio Nilo. Eles afirmam que os ventos do no- roeste provocam a subida do rio, ao impedir que suas águas corram para o mar. Não obstante, com certa fre- qüência, esses ventos deixam de soprar, sem que o rio pare de subir da forma habitual. Além disso, se os ven- tos do noroeste produzissem esse efeito, os outros rios que correm na direção contrária aos ventos deveriam apresentar os mesmos efeitos que o Nilo, mesmo porque eles todos são pequenos, de menor corrente.”

Heródoto. História (trad.). livro II, 19-23. Chicago: Encyclopaedia Britannica Inc. 2ª- ed. 1990, p. 52-3 (com adaptações).

Nessa passagem, Heródoto critica a explicação de al- guns gregos para os fenômenos do rio Nilo. De acordo com o texto, julgue as afirmativas abaixo.

I. Para alguns gregos, as cheias do Nilo devem-se ao fato de que suas águas são impedidas de correr para o mar pela força dos ventos do noroeste.

II. O argumento embasado na influência dos ventos do noroeste nas cheias do Nilo sustenta-se no fato de que, quando os ventos param, o rio Nilo não sobe.

III. A explicação de alguns gregos para as cheias do Nilo baseava-se no fato de que fenômeno igual ocorria com rios de menor porte que seguiam na mesma direção dos ventos.

É correto apenas o que se afirma em A) I. D) I e III. B) II. E) II e III. C) I e II.

À luz do texto do historiador Heródoto, somente a afir- mativa I é correta. A afirmativa II, por exemplo, diz que o rio Nilo pára de subir quando os ventos param de soprar; já o texto do historiador diz “… esses ventos deixam de soprar, sem que o rio pare de subir de forma habitual”. Quanto à afirmativa III, de acordo com o texto, os gre- gos somente atribuíam aos ventos as cheias do Nilo, sem compará-las com as dos rios de menor porte.

Resposta: A

Defende-se que a inclusão da carne bovina na dieta é importante, por ser uma excelente fonte de proteí- nas. Por outro lado, pesquisas apontam efeitos prejudi- ciais que a carne bovina traz à saúde, como o risco de doenças cardiovasculares. Devido aos teores de coles- terol e de gordura, há quem decida substituí-la por ou- tros tipos de carne, como a de frango e a suína.

O quadro abaixo apresenta a quantidade de colesterol em diversos tipos de carne crua e cozida.

Revista PRO TESTE, nº- 54, dez/2006 (com adaptações).

Com base nessas informações, avalie as afirmativas a se- guir.

I. O risco de ocorrerem doenças cardiovasculares por ingestões habituais da mesma quantidade de carne é menor se esta for carne branca de frango do que se for toucinho.

II. Uma porção de contrafilé cru, possui, aproximada- mente, 50% de sua massa constituída de colesterol.

III. A retirada da pele de uma porção cozida de carne escura de frango altera a quantidade de colesterol a ser ingerida.

IV. A pequena diferença entre os teores de colesterol encontrados no toucinho cru e no cozido indica que esse tipo de alimento é pobre em água.

Questão 42▼▼

Resolução

Questão 41▼▼

Resolução

21ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

alimento colesterol (mg/100g) cru cozido

carne de frango (branca) sem pele 58 75

carne de frango (escura) sem pele 80 124

pele de frango 104 139

carne suína (bisteca) 49 97

carne suína (toucinho) 54 56

carne bovina (contrafilé) 51 66

carne bovina (músculo) 52 67

É correto apenas o que se afirma em A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV.

A análise da tabela mostra que a carne branca de fran- go contém mais colesterol que o toucinho (frase I, incor- reta). Uma porção de contrafilé cru contém aproxima- damente 51mg de colesterol em 100 gramas, e não 50% de sua massa, como afirma incorretamente a frase II. Resposta: E

Existe uma regra religiosa, aceita pelos praticantes do ju- daísmo e do islamismo, que proíbe o consumo de carne de porco. Estabelecida na Antiguidade, quando os ju- deus viviam em regiões áridas, foi adotada, séculos de- pois, por árabes islamizados, que também eram povos do deserto. Essa regra pode ser entendida como A) uma demonstração de que o islamismo é um ramo

do judaísmo tradicional. B) um indício de que a carne de porco era rejeitada em

toda a Ásia. C) uma certeza de que do judaísmo surgiu o islamismo. D) uma prova de que a carne do porco era largamente

consumida fora das regiões áridas. E) uma crença antiga de que o porco é um animal im-

puro.

Um dos dogmas religiosos do judaísmo e do islamismo proíbe, entre outros hábitos, o consumo da carne de por- co, por ser esse considerado um animal impuro. Esse dog- ma originou-se na Antiguidade e, como observa o texto, foi adotado inicialmente pelo judaísmo e posterior- mente pelo islamismo.

Resposta: E

O índice de massa corpórea (IMC) é uma medida que permite aos médicos fazer uma avaliação preliminar das condições físicas e do risco de uma pessoa desenvol- ver certas doenças, conforme mostra a tabela abaixo.

Internet: <www.somatematica.com.br>.

Considere, as seguintes informações a respeito de João, Maria, Cristina, Antônio e Sérgio.

Os dados das tabelas indicam que:

A) Cristina está dentro dos padrões de normalidade. B) Maria está magra, mas não corre risco de desenvol-

ver doenças. C) João está obeso e o risco de desenvolver doenças é

muito elevado. D) Antônio está com sobrepeso e o risco de desenvolver

doenças é muito elevado. E) Sérgio está com sobrepeso, mas não corre risco de

desenvolver doenças.

Pela análise da tabela, a única alternativa que estabelece uma relação correta entre o indivíduo, seu IMC, sua clas- sificação e risco de doença é aquela que se refere a João.

Resposta: C

Uma pesquisa da ONU estima que, já em 2008, pela primeira vez na história das civilizações, a maioria das pessoas viverá na zona urbana. O gráfico a seguir mos- tra o crescimento da população urbana desde 1950, quando essa população era de 700 milhões de pessoas, e apresenta uma previsão para 2030, baseada em cresci- mento linear no período de 2008 a 2030.

Almanaque Abril, 2008, p. 128 (com adaptações).

5,0

4,0

3,0

2,0

1,0

0

em bilhões de pessoas

1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010 2020 2030

5,0

3,5

2,9

2,3

1,7

1,3 1,0

0,7

Cresce a população urbana no mundo

previsão

Questão 45▼▼ Resolução

Questão 44▼▼

Resolução

Questão 43▼▼

Resolução

22ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

IMC classificação risco de doença

menos de 18,5 magreza elevado

entre 18,5 e 24,9 normalidade baixo

entre 25 e 29,9 sobrepeso elevado

entre 30 e 39,9 obesidade muito elevado

40 ou mais obesidade grave muitíssimo elevado

nome peso (kg) altura (m) IMC

João 113,4 1,80 35

Maria 45 1,50 20

Cristina 48,6 1,80 15

Antônio 63 1,50 28

Sérgio 115,2 1,60 45

De acordo com o gráfico, a população urbana mundial em 2020 corresponderá, aproximadamente, a quantos bilhões de pessoas? A) 4,00. B) 4,10. C) 4,15. D) 4,25. E) 4,50.

No gráfico, observa-se uma linearidade entre 2000 e 2030. Assim, a população urbana mundial em 2020 cor- responderá a aproximadamente:

, ou seja, 4,30

Resposta: D

São Paulo vai se recensear. O governo quer saber quantas pessoas governa. A indagação atingirá a fauna e a flora domesticadas. Bois, mulheres e algodoeiros se- rão reduzidos a números e invertidos em estatísticas. O homem do censo entrará pelos bangalôs, pelas pensões, pelas casas de barro e de cimento armado, pelo sobra- dinho e pelo apartamento, pelo cortiço e pelo hotel, perguntando:

— Quantos são aqui? Pergunta triste, de resto. Um homem dirá: — Aqui havia mulheres e criancinhas. Agora, feliz-

mente, só há pulgas e ratos. E outro: — Amigo, tenho aqui esta mulher, este papagaio,

esta sogra e algumas baratas. Tome nota dos seus no- mes, se quiser. Querendo levar todos, é favor... (...)

E outro: — Dois, cidadão, somos dois. Naturalmente o sr. não

a vê. Mas ela está aqui, está, está! A sua saudade jamais sairá de meu quarto e de meu peito!

Rubem Braga. Para gostar de ler. v. 3. São Paulo: Ática, 1998, p. 32-3 (fragmento).

O fragmento acima, em que há referência a um fato sócio-histórico — o recenseamento —, apresenta carac- terística marcante do gênero crônica ao

A) expressar o tema de forma abstrata, evocando ima- gens e buscando apresentar a idéia de uma coisa por meio de outra.

B) manter-se fiel aos acontecimentos, retratando os personagens em um só tempo e um só espaço.

C) contar história centrada na solução de um enigma, construindo os personagens psicologicamente e re- velando-os pouco a pouco.

D) evocar, de maneira satírica, a vida na cidade, visando transmitir ensinamentos práticos do cotidiano, para manter as pessoas informadas.

E) valer-se de tema do cotidiano como ponto de parti- da para a construção de texto que recebe tratamen- to estético.

Uma das grandes características do gênero “crôni- ca” é comentar fatos do cotidiano, numa linguagem descontraída e informal. No caso da crônica literária, de que é exemplo a de Rubem Braga, fatos do cotidiano — como o recenseamento de São Paulo e outras digres- sões — recebem tratamento estético, na medida em que o texto não se preocupa apenas em transmitir informações, mas sobretudo em apresentá-las artisti- camente, dando uma atenção especial ao modo de dizer as coisas.

Resposta: E

A Peste Negra dizimou boa parte da população européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente pa- ra conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tu- ra escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam- se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos acha- vam que era o fim do mundo.”

Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky.

The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971

(com adaptações).

O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do sé- culo XIV, sugere que

A) o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.

B) a Igreja buscou conter o medo da morte, disseminan- do o saber médico.

C) a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identifi- cáveis.

D) houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.

E) o drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.

O testemunho de Agnolo di Tura menciona o enorme número de mortos e a associação entre a Peste Negra e o fim do mundo. Essa associação expressa, por sua vez, uma visão teocêntrica medieval, na qual diversos fenô- menos simultâneos como surtos de fome, a Guerra dos Cem Anos e a Peste Negra incentivaram a crença no fi- nal dos tempos.

Resposta: A

Resolução

Questão 47▼▼

Resolução

Questão 46▼▼

2 9 2 5 0 2 9

3 ,

, – , + ⋅

Resolução

23ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Figura para as questões 48 e 49

A figura abaixo apresenta dados percentuais que integram os Indicadores Básicos para a Saúde, relativos às principais causas de mortalidade de pessoas do sexo masculino.

Internet: <tabnet.datasus.gov.br> (com adaptações).

Com base nos dados, conclui-se que

A) a proporção de mortes por doenças isquêmicas do coração é maior na faixa etária de 30 a 59 anos que na faixa etária dos 60 anos ou mais.

B) pelo menos 50% das mortes na faixa etária de 15 a 29 anos ocorrem por agressões ou por causas exter- nas de intenção indeterminada.

C) as doenças do aparelho circulatório causam, na faixa etária de 60 anos ou mais, menor número de mortes que as doenças do aparelho respiratório.

D) uma campanha educativa contra o consumo excessi- vo de bebidas alcoólicas teria menor impacto nos indicadores de mortalidade relativos às faixas etárias de 15 a 59 anos que na faixa etária de 60 anos ou mais.

E) o Ministério da Saúde deve atuar preferencialmente no combate e na prevenção de doenças do aparelho respiratório dos indivíduos na faixa etária de 15 a 59 anos.

A análise dos dados apresentados na tabela revela que, realmente, pelo menos 50% das mortes na faixa etária de 15 a 29 anos devem-se a agressões ou causas exter- nas de intenção indeterminada.

Resposta: B

O limite de concentração de álcool etílico no sangue es- tabelecido para os motoristas revela que a nova legisla- ção brasileira de trânsito é uma das mais rígidas do mundo. Apesar dos aspectos polêmicos, a “lei seca” po- de mudar substancialmente os indicadores de mortali- dade, particularmente no que se refere a

A) gripe e pneumonia. B) doenças do aparelho urinário. C) acidentes vasculares cerebrais. D) doenças sexualmente transmissíveis. E) agressões e acidentes de trânsito.

Agressões e acidentes de trânsito estão, freqüentemen- te, relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas.

Resposta: E

Texto para as questões 50 e 51

A vida na rua como ela é

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) realizou, em parceria com a ONU, uma pesquisa nacional sobre a população que vive na rua, tendo sido ouvidas 31.922 pessoas em 71 cidades brasi- leiras. Nesse levantamento, constatou-se que a maioria dessa população sabe ler e escrever (74%), que apenas 15,1% vivem de esmolas e que, entre os moradores de rua que ingressaram no ensino superior, 0,7% se diplo- mou. Outros dados da pesquisa são apresentados nos quadros abaixo.

Istoé, 7/5/2008, p. 21. (com adaptações).

No universo pesquisado, considere que P seja o conjun- to das pessoas que vivem na rua por motivos de alcoo- lismo/drogas e Q seja o conjunto daquelas cujo motivo para viverem na rua é a decepção amorosa.

Questão 50▼▼

Por que vive na rua?

Alcoolismo/drogas 36%

Desemprego

Problemas familiares

Perda de moradia

Decepção amorosa

30%

30%

20%

16%

Escolaridade

Superior completo ou incompleto 1,4% Médio completo ou incompleto

Fundamental completo ou incompleto

Nunca estudaram

7,0%

58,7%

15,1%

Resolução

Questão 49▼▼

Resolução

Questão 48▼▼

Mortalidade proporcional em relação às principais causas (%), no sexo masculino, em faixas etárias

selecionadas. Brasil, 2004. 60 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0

M1 M2 M3 M4 M5

15 a 29 anos

M1 M6 M2 M7 M8 M8 M6 M9 M10 M11

30 a 59 anos 60 anos ou mais

Fonte: Ministério da Saúde/SUS.

Causas externas M1 agressões M2 acidentes de trânsito M3 causas externas de

intenção indeterminada M4 lesões autoprovocadas

voluntariamente M5 afogamentos e submersões

acidentais

Doenças do aparelho respiratório M10 doenças crônicas das vias

aéreas inferiores M11 pneumonia

Doenças do aparelho circulatório

M6 doenças isquêmicas do coração

M8 doenças cardiovasculares

M9 outras doenças cardíacas

Doenças do aparelho digestivo

M7 doenças do fígado

24ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Escolhendo-se ao acaso uma pessoa no grupo pesquisa- do e supondo-se que seja igual a 40% a probabilidade de que essa pessoa faça parte do conjunto P ou do con- junto Q, então a probabilidade de que ela faça parte do conjunto interseção de P e Q é igual a A) 12%. D) 36%. B) 16%. E) 52%. C) 20%.

P(P ∪ Q) = P(P) + P(Q) – P(P ∩ Q) Do enunciado, vem:

40% = 36% + 16% – P(P ∩ Q) ∴ P(P ∩ Q) = 12% Resposta: A

As informações apresentadas no texto são suficientes para se concluir que A) as pessoas que vivem na rua e sobrevivem de esmo-

las são aquelas que nunca estudaram. B) as pessoas que vivem na rua e cursaram o ensino

fundamental, completo ou incompleto, são aquelas que sabem ler e escrever.

C) existem pessoas que declararam mais de um motivo para estarem vivendo na rua.

D) mais da metade das pessoas que vivem na rua e que ingressaram no ensino superior se diplomou.

E) as pessoas que declararam o desemprego como motivo para viver na rua também declararam a decepção amorosa.

A soma das probabilidades de motivos por que uma pessoa vive na rua resulta em mais de 100% (132%). Sendo assim, existem pessoas que declararam mais de um motivo. Resposta: C

Define-se genoma como o conjunto de todo o ma- terial genético de uma espécie, que, na maioria dos ca- sos, são as moléculas de DNA. Durante muito tempo, es- peculou-se sobre a possível relação entre o tamanho do genoma — medido pelo número de pares de bases (pb) —, o número de proteínas produzidas e a complexidade do organismo. As primeiras respostas começam a apare- cer e já deixam claro que essa relação não existe, como mostra a tabela abaixo.

Internet: www.cbs.dtu.dk e <www.ncbi.nlm.nih.gov>.

De acordo com as informações anteriores, A) o conjunto de genes de um organismo define o seu

DNA. B) a produção de proteínas não está vinculada à molé-

cula de DNA. C) o tamanho do genoma não é diretamente proporcio-

nal ao número de proteínas produzidas pelo organis- mo.

D) quanto mais complexo o organismo, maior o tama- nho de seu genoma.

E) genomas com mais de um bilhão de pares de bases são encontrados apenas nos seres vertebrados.

A análise dos dados fornecidos permite perceber que o tamanho do genoma de uma espécie não é diretamente proporcional ao número de proteínas produzidas pelo organismo.

Resposta: C

Durante muito tempo, os cientistas acreditaram que variações anatômicas entre os animais fossem con- seqüência de diferenças significativas entre seus geno- mas. Porém, os projetos de seqüenciamento de genoma revelaram o contrário. Hoje, sabe-se que 99% do geno- ma de um camundongo é igual ao do homem, apesar das notáveis diferenças entre eles. Sabe-se também que os genes ocupam apenas cerca de 1,5% do DNA e que menos de 10% dos genes codificam proteínas que atuam na construção e na definição das formas do cor- po. O restante, possivelmente, constitui DNA não-codi- ficante. Como explicar, então, as diferenças fenotípicas entre as diversas espécies animais? A resposta pode es- tar na região não-codificante do DNA.

S. B. Carroll et al. O jogo da evolução. In: Scientific American Brasil, jun./2008

(com adaptações).

A região não-codificante do DNA pode ser responsável pelas diferenças marcantes no fenótipo porque contém

A) as seqüências de DNA que codificam proteínas res- ponsáveis pela definição das formas do corpo.

B) uma enzima que sintetiza proteínas a partir da se- qüência de aminoácidos que formam o gene.

C) centenas de aminoácidos que compõem a maioria de nossas proteínas.

D) informações que, apesar de não serem traduzidas em seqüências de aminoácidos, interferem no fenó- tipo.

E) os genes associados à formação de estruturas simi- lares às de outras espécies.

As regiões não-codificantes do DNA contém informações que, apesar de não levarem à produção de proteínas (seqüências de aminoácidos), podem interferir na ação gênica e, por extensão, no fenótipo.

Resposta: D

Resolução

Questão 53▼▼

Resolução

Questão 52▼▼

Resolução

Questão 51▼▼

Resolução

25ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

tamanho nº- de espécie nome comum estimado do proteínas

genoma (pb) descritas

Oryza sativa arroz 5.000.000.000 224.181

Mus musculus camundongo 3.454.200.000 249.081

Homo sapiens homem 3.400.000.000 459.114

Rattus rato 2.900.000.000 109.077 norvegicus

Drosophila mosca-da-fruta 180.000.000 86.255 melanogaster

Fractal (do latim fractus, fração, quebrado) — objeto que pode ser dividido em partes que possuem semelhança com o objeto inicial. A geometria fractal, criada no sé- culo XX, estuda as propriedades e o comportamento dos fractais — objetos geométricos formados por repe- tições de padrões similares. O triângulo de Sierpinski, uma das formas elementares da geometria fractal, pode ser obtido por meio dos se- guintes passos:

1. comece com um triângulo equilátero (figura 1); 2. construa um triângulo em que cada lado tenha a

metade do tamanho do lado do triângulo anterior e faça três cópias;

3. posicione essas cópias de maneira que cada triângulo tenha um vértice comum com um dos vértices de ca- da um dos outros dois triângulos, conforme ilustra a figura 2;

4. repita sucessivamente os passos 2 e 3 para cada cópia dos triângulos obtidos no passo 3 (figura 3).

De acordo com o procedimento descrito, a figura 4 da seqüência apresentada acima é

A) D)

B) E)

C)

A P.G. (1, 3, 9 …) de razão 3 pode indicar o número de triângulos “escuros” da seqüência de figuras apresenta- da. Logo, a figura 4 deverá ter 9 ⋅ 3, ou seja, 27 triângu- los “escuros”, o que está indicado na alternativa C. Resposta: C

A figura ao lado mostra um reservatório de água na forma de um cilindro circu- lar reto, com 6m de altura. Quando está completamen- te cheio, o reservatório é suficiente para abastecer, por um dia, 900 casas cujo consumo médio diário é de 500 litros de água. Suponha que, um certo dia, após uma campanha de conscientização do uso da água, os moradores das 900 casas abastecidas por esse reservatório tenham feito economia de 10% no con- sumo de água. Nessa situação,

A) a quantidade de água economizada foi de 4,5m3. B) a altura do nível da água que sobrou no reservató-

rio, no final do dia, foi igual a 60cm. C) a quantidade de água economizada seria suficiente

para abastecer, no máximo, 90 casas cujo consumo diário fosse de 450 litros.

D) os moradores dessas casas economizariam mais de R$200,00, se o custo de 1m3 de água para o consu- midor fosse igual a R$2,50.

E) um reservatório de mesma forma e altura, mas com raio da base 10% menor que o representado, teria água suficiente para abastecer todas as casas.

Em todo cilindro circular reto o volume e a altura são grandezas proporcionais. Logo, se num certo dia após a campanha sobraram no reservatório 10% de sua capacidade, então a altura do nível da água que sobrou foi de 10% de 600cm, ou se- ja, 60cm.

Resposta: B

A contagem de bois

Em cada parada ou pouso, para jantar ou dormir, os bois são contados, tanto na chegada quanto na saí- da. Nesses lugares, há sempre um potreiro, ou seja, de- terminada área de pasto cercada de arame, ou man- gueira, quando a cerca é de madeira. Na porteira de entrada do potreiro, rente à cerca, os peões formam a seringa ou funil, para afinar a fila, e então os bois vão entrando aos poucos na área cercada. Do lado interno, o condutor vai contando; em frente a ele, está o marca- dor, peão que marca as reses. O condutor conta 50 ca- beças e grita: — Talha! O marcador, com o auxílio dos dedos das mãos, vai marcando as talhas. Cada dedo da mão direita corresponde a 1 talha, e da mão esquerda, a 5 talhas. Quando entra o último boi, o marcador diz: — Vinte e cinco talhas! E o condutor completa: — E de- zoito cabeças. Isso significa 1.268 bois.

Boiada, comitivas e seus peões. In: O Estado de São Paulo,

ano VI, ed. 63, 21/12/1952 (com adaptações).

Questão 56▼▼

Resolução

Questão 55▼▼

Figura 1 Figura 2 Figura 3

...

Resolução

Figura 1 Figura 2 Figura 3

...

Questão 54▼▼

26ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

6m

Para contar os 1.268 bois de acordo com o processo descrito no texto, o marcador utilizou A) 20 vezes todos os dedos da mão esquerda. B) 20 vezes todos os dedos da mão direita. C) todos os dedos da mão direita apenas uma vez. D) todos os dedos da mão esquerda apenas uma vez. E) 5 vezes todos os dedos da mão esquerda e 5 vezes

todos os dedos da mão direita.

Como o marcador registrou 25 talhas, e a cada 5 talhas corresponde um dedo da mão esquerda, podemos concluir que o marcador utilizou todos os dedos da mão esquerda uma única vez.

Resposta: D

Um grupo de ecólogos esperava encontrar aumento de tamanho das acácias, árvores preferidas de grandes mamíferos herbívoros africanos, como girafas e elefan- tes, já que a área estudada era cercada para evitar a en- trada desses herbívoros. Para espanto dos cientistas, as acácias pareciam menos viçosas, o que os levou a com- pará-las com outras de duas áreas de savana: uma área na qual os herbívoros circulam livremente e fazem po- das regulares nas acácias, e outra de onde eles foram retirados há 15 anos. O esquema a seguir mostra os re- sultados observados nessas duas áreas.

Internet: <cienciahoje.uol.com.br> (com adaptações).

De acordo com as informações anteriores, A) a presença de populações de grandes mamíferos her-

bívoros provoca o declínio das acácias. B) os hábitos de alimentação constituem um padrão de

comportamento que os herbívoros aprendem pelo uso, mas que esquecem pelo desuso.

C) as formigas da espécie 1 e as acácias mantêm uma relação benéfica para ambas.

D) os besouros e as formigas da espécie 2 contribuem para a sobrevivência das acácias.

E) a relação entre os animais herbívoros, as formigas e as acácias é a mesma que ocorre entre qualquer pre- dador e sua presa.

Pela análise do esquema, percebe-se que as formigas da espécie 1 — que se beneficiam do néctar das acácias —, ao diminuírem as populações das formigas da espécie 2, beneficiam as acácias.

Resposta: C

A velha Totonha de quando em vez batia no enge- nho. E era um acontecimento para a meninada... Que ta- lento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável de falar em nome de todos os persona- gens, sem nenhum dente na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras!

Havia sempre rei e rainha, nos seus contos, e forca e adivinhações. E muito da vida, com as suas maldades e as suas grandezas, a gente encontrava naqueles heróis e naqueles intrigantes, que eram sempre castigados com mortes horríveis! O que fazia a velha Totonha mais curio- sa era a cor local que ela punha nos seus descritivos. Quando ela queria pintar um reino era como se estivesse falando dum engenho fabuloso. Os rios e florestas por onde andavam os seus personagens se pareciam muito com a Paraíba e a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco.

José Lins do Rego. Menino de Engenho. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980, p. 49-51 (com adaptações).

Na construção da personagem “velha Totonha”, é pos- sível identificar traços que revelam marcas do processo de colonização e de civilização do país. Considerando o texto acima, infere-se que a velha Totonha A) tira o seu sustento da produção da literatura, apesar

de suas condições de vida e de trabalho, que denotam que ela enfrenta situação econômica muito adversa.

B) compõe, em suas histórias, narrativas épicas e realis- tas da história do país colonizado, livres da influência de temas e modelos não representativos da reali- dade nacional.

C) retrata, na constituição do espaço dos contos, a civili- zação urbana européia em concomitância com a re- presentação literária de engenhos, rios e florestas do Brasil.

D) aproxima-se, ao incluir elementos fabulosos nos con- tos, do próprio romancista, o qual pretende retratar a realidade brasileira de forma tão grandiosa quanto a européia.

E) imprime marcas da realidade local a suas narrativas, que têm como modelo e origem as fontes da literatu- ra e da cultura européia universalizada.

Questão 58▼▼

Resolução

acácias

presença de herbívorosSIM

NÃO

poda das acácias

acácias sem poda

maior produção de néctar

menor produção de néctar

domínio das formigas da espécie 1, que

dependem do néctar

aumento e domínio de formigas da espécie 2

diminuição de formigas da espécie 2

ataque de besouros e outros insetos

preservação das acácias

enfraquecimento das acácias

Questão 57▼▼

Resolução

27ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

José Lins do Rego, com a “velha Totonha”, compõe uma personagem típica: a contadora de histórias, repre- sentante da cultura de transmissão oral. Tais histórias pertencem ao fabulário tradicional europeu trazido para o Brasil pelos colonizadores e constituem um ele- mento importante no processo de civilização da colô- nia, pois contribuíram para a formação do imaginário da cultura nacional. A memória é o elemento decisivo no exercício dessa atividade, mas a reprodução de histórias importadas de reis e rainhas ou de “Barba- Azul”, como é o caso, sofre rearranjos, de modo que as fórmulas tradicionais, de propriedade coletiva e anôni- ma, mas de origem estrangeira, acomodam-se à “cor local”, como diz o narrador de Menino de engenho: “Os rios e florestas por onde andavam os seus persona- gens se pareciam muito com a Paraíba e a Mata do Rolo. O seu Barba-Azul era um senhor de engenho de Pernambuco.” Assim, a tradição da “cultura européia universalizada”, retrabalhada pela “velha Totonha”, adapta-se ao novo meio ao receber as “marcas da reali- dade local” nordestina.

Resposta: E

Na América inglesa, não houve nenhum processo sistemático de catequese e de conversão dos índios ao cristianismo, apesar de algumas iniciativas nesse senti- do. Brancos e índios confrontaram-se muitas vezes e mantiveram-se separados. Na América portuguesa, a catequese dos índios começou com o próprio processo de colonização, e a mestiçagem teve dimensões signi- ficativas. Tanto na América inglesa quanto na portu- guesa, as populações indígenas foram muito sacrifica- das. Os índios não tinham defesas contra as doenças tra- zidas pelos brancos, foram derrotados pelas armas de fogo destes últimos e, muitas vezes, escravizados.

No processo de colonização das Américas, as popu- lações indígenas da América portuguesa

A) foram submetidas a um processo de doutrinação reli- giosa que não ocorreu com os indígenas da América inglesa.

B) mantiveram sua cultura tão intacta quanto a dos in- dígenas da América inglesa.

C) passaram pelo processo de mestiçagem, que ocorreu amplamente com os indígenas da América inglesa.

D) diferenciaram-se dos indígenas da América inglesa por terem suas terras devolvidas.

E) resistiram, como os indígenas da América inglesa, às doenças trazidas pelos brancos.

Conforme o texto destacado no enunciado desta ques- tão, no Brasil colonial, a população indígena foi subme- tida ao processo de catequese, isto é, a Igreja Católica, especialmente a ordem dos jesuítas, procurou europei- zar o índio, o que não ocorreu na América inglesa.

Resposta: A

O ano de 1954 foi decisivo para Carlos Lacerda. Os que conviveram com ele em 1954, 1955, 1957 (um dos seus momentos intelectuais mais altos, quando o gover- no Juscelino tentou cassar o seu mandato de deputa- do), 1961 e 1964 tinham consciência de que Carlos La- cerda, em uma batalha política ou jornalística, era um trator em ação, era um vendaval desencadeado não se sabe como, mas que era impossível parar fosse pelo mé- todo que fosse. Hélio Fernandes. Carlos Lacerda, a morte antes da missão cumprida. In:

Tribuna da Imprensa, 22/5/2007 (com adaptações).

Com base nas informações do texto acima e em aspec- tos relevantes da história brasileira entre 1954, quando ocorreu o suicídio de Vargas (em grande medida, devi- do à pressão política exercida pelo próprio Lacerda), e 1964, quando um golpe de Estado interrompe a tra- jetória democrática do país, conclui-se que A) a cassação do mandato parlamentar de Lacerda an-

tecedeu a crise que levou Vargas à morte. B) Lacerda e adeptos do getulismo, aparentemente

opositores, expressavam a mesma posição político- ideológica.

C) a implantação do regime militar, em 1964, decorreu da crise surgida com a contestação à posse de Jusce- lino Kubitschek como presidente da República.

D) Carlos Lacerda atingiu o apogeu de sua carreira, tan- to no jornalismo quanto na política, com a instaura- ção do regime militar.

E) Juscelino Kubitschek, na presidência da República, sofreu vigorosa oposição de Carlos Lacerda, contra quem procurou reagir.

O texto proposto enfatiza a atuação política e intelec- tual de Carlos Lacerda no período 1954-1964, fase em que se incluiu o governo Juscelino Kubitschek (1956- 61). A vigorosa oposição de Lacerda, na liderança da UDN, ao regime populista vigente valeu-lhe a ameaça de cassação do mandato, articulada pelo governo fede- ral. A instauração do regime militar em 1964, evento que contou com importante contribuição de Lacerda, marcou o início do seu declínio, celebrado com a suspensão dos seus direitos políticos em 1968.

Resposta: E

Em discurso proferido em 17 de março de 1939, o primeiro-ministro inglês à época, Neville Chamberlain, sustentou sua posição política: “Não necessito defender minhas visitas à Alemanha no outono passado, que alter- nativa existia? Nada do que pudéssemos ter feito, nada do que a França pudesse ter feito, ou mesmo a Rússia, te- ria salvado a Tchecoslováquia da destruição. Mas eu tam- bém tinha outro propósito ao ir até Munique. Era o de prosseguir com a política por vezes chamada de ‘apazi- guamento europeu’, e Hitler repetiu o que já havia dito, ou seja, que os Sudetos, região de população alemã na Tchecoslováquia, eram a sua última ambição territorial na Europa, e que não queria incluir na Alemanha outros po- vos que não os alemães.”

Internet: <www.johndclare.net> (com adaptações).

Questão 61▼▼

Resolução

Questão 60▼▼

Resolução

Questão 59▼▼ Resolução

28ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Sabendo-se que o compromisso assumido por Hitler em 1938, mencionado no texto da questão, foi rompido pelo líder alemão em 1939, infere-se que

A) Hitler ambicionava o controle de mais territórios na Europa além da região dos Sudetos.

B) a aliança entre a Inglaterra, a França e a Rússia po- deria ter salvado a Tchecoslováquia.

C) o rompimento desse compromisso inspirou a política de ‘apaziguamento europeu’.

D) a política de Chamberlain de apaziguar o líder ale- mão era contrária à posição assumida pelas potências aliadas.

E) a forma que Chamberlain escolheu para lidar com o problema dos Sudetos deu origem à destruição da Tchecoslováquia.

O texto afirma literalmente, em suas últimas linhas, que Hitler “(…) não queria incluir na Alemanha outros povos que não os alemães”. O rompimento desse compromisso significou que ele de fato anexou territórios europeus posteriormente.

Comentário: Segundo algumas correntes, a afirmação feita na alternativa E está correta: a política de apazigua- mento de Chamberlain teria facilitado o expansionismo alemão ao evitar um enfrentamento, sendo a Tchecoslo- váquia a primeira vítima da quebra do compromisso de Munique. Todavia, o texto da questão não oferece tais informações, tornando a alternativa inviável.

Resposta: A

Na América do Sul, as Forças Armadas Revolucioná- rias da Colômbia (Farc) lutam, há décadas, para impor um regime de inspiração marxista no país. Hoje, são acusadas de envolvimento com o narcotráfico, o qual supostamente financia suas ações, que incluem ataques diversos, assassinatos e seqüestros.

Na Ásia, a Al Qaeda, criada por Osama bin Laden, defende o fundamentalismo islâmico e vê nos Estados Unidos da América (EUA) e em Israel inimigos podero- sos, os quais deve combater sem trégua. A mais conhe- cida de suas ações terroristas ocorreu em 2001, quando foram atingidos o Pentágono e as torres do World Trade Center.

A partir das informações acima, conclui-se que

A) as ações guerrilheiras e terroristas no mundo con- temporâneo usam métodos idênticos para alcançar os mesmos propósitos.

B) o apoio internacional recebido pelas Farc decorre do desconhecimento, pela maioria das nações, das práti- cas violentas dessa organização.

C) os EUA, mesmo sendo a maior potência do planeta, foram surpreendidos com ataques terroristas que atingiram alvos de grande importância simbólica.

D) as organizações mencionadas identificam-se quanto aos princípios religiosos que defendem.

E) tanto as Farc quanto a Al Qaeda restringem sua atu- ação à área geográfica em que se localizam, respec- tivamente, América do Sul e Ásia.

A única afirmação que não apresenta incoerências com o texto é a da letra C, mas vale ressaltar que os EUA foram surpreendidos apenas com as ações da Al Qaeda. As demais alternativas estão incorretas porque: A) enquanto as Farc praticam assassinatos e seqüestros,

a Al Qaeda promoveu atentados, lançando aviões contra o World Trade Center, nos EUA — portanto os métodos não são idênticos.

B) não se pode deduzir do texto que os narcotrafican- tes que apóiam as Farc desconheçam suas ações.

D) o marxismo não é uma ideologia de caráter religio- so.

E) as ações da Al Qaeda ocorreram nos EUA, longe de sua área geográfica.

Resposta: C

Suponha que o universo tenha 15 bilhões de anos de idade e que toda a sua história seja distribuída ao longo de 1 ano — o calendário cósmico —, de modo que cada segundo corresponda a 475 anos reais e, assim, 24 dias do calendário cósmico equivaleriam a cerca de 1 bilhão de anos reais. Suponha, ainda, que o universo comece em 1º- de janeiro a zero hora no calendário cósmico e o tempo presente esteja em 31 de dezembro às 23h59min59,99s. A escala abaixo traz o período em que ocorreram alguns eventos importantes nesse calendário.

Se a arte rupestre re- presentada ao lado fosse inserida na es- cala, de acordo com o período em que foi produzida, ela deve- ria ser colocada na posição indicada pe- la seta de número A) 1. D) 4. B) 2. E) 5. C) 3.

Sabemos que os desenhos rupestres existem há menos de cem mil anos. Como 1 bilhão de anos corresponde a 24 dias do calendário cósmico, isto é, a menos de 1 mês, podemos concluir que a posição deve ser indicada pela seta de número 5.

Resposta: E

Resolução

origem do universo 1/1

origem do sistema solar

(9/9)

origem de nossa galáxia (24/1) início da vida

na Terra (30/9)

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2 4 5

1 3

Questão 63▼▼

Resolução

Questão 62▼▼

Resolução

29ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

30ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

O texto acima, que focaliza a relevância da região amazônica para o meio ambiente e para a economia brasi- leira, menciona a “máquina de chuva da Amazônia”. Suponha que, para manter essa “máquina de chuva” funcio- nando, tenham sido sugeridas as ações a seguir: 1. suspender completa e imediatamente o desmatamento na Amazônia, que permaneceria proibido até que

fossem identificadas áreas onde se poderia explorar, de maneira sustentável, madeira de florestas nativas; 2. efetuar pagamentos a proprietários de terras para que deixem de desmatar a floresta, utilizando-se recur-

sos financeiros internacionais; 3. aumentar a fiscalização e aplicar pesadas multas àqueles que promoverem desmatamentos não-autorizados.

Escolha uma dessas ações e, a seguir, redija um texto dissertativo, ressaltando as possibilidades e as limi- tações da ação escolhida. Ao desenvolver seu texto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista, sem ferir os direitos humanos.

Observações: • Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa. • O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração. • O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco. • O rascunho pode ser feito na última página deste Caderno. • A redação deve ser passada a limpo na folha própria e escrita a tinta.

OR ÃE DAÇ

P ode parecer que os isótopos de oxigênio e a luta dos seringueiros no Acre tenham pouco em comum.No entanto, ambos estão relacionados ao futuro da Amazônia e a parte significativa da agroindús- tria e da geração de energia elétrica no Brasil.

À época em que Chico Mendes lutava para assegurar o futuro dos seringueiros e da floresta, um dos mais respeitados cientistas brasileiros, Eneas Salati, analisava proporções de isótopos de oxigênio na precipitação pluviométrica amazônica do Atlântico ao Peru. Sua conclusão foi irrefutável: a Amazônia produz a parte maior de sua própria chuva; implicação óbvia desse fenômeno: o excesso de desmatamento pode degradar o ciclo hidrológico.

Hoje, imagens obtidas por sensoriamento remoto mostram que o ciclo hidrológico não apenas é essen- cial para a manutenção da grande floresta, mas também garante parcela significativa da chuva que cai ao sul da Amazônia, em Mato Grosso, São Paulo e até mesmo ao norte da Argentina. Quando a umidade do ciclo, que se desloca em direção ocidental, atinge o paredão dos Andes, parte dela é desviada para o sul. Boa parte da cana-de-açúcar, da soja, de outras safras agroindustriais dessas regiões e parte significativa da gera- ção de energia hidrelétrica dependem da máquina de chuva da Amazônia.

T. Lovejoy e G. Rodrigues. A máquina de chuva da Amazônia. Folha de S.Paulo, 25/7/2007 (com adaptações).

Análise da proposta

A prova de redação propôs que se elaborasse um texto dissertativo em prosa, discutindo estratégias para conter o desmatamento da Amazônia. Ao contrário dos anos anteriores, em que cabia ao estudante elaborar uma proposta de intervenção relacionada ao problema discutido, a própria Banca sugeriu três ações alternativas, para que se argumentasse em defesa de apenas uma, ressaltando suas possibilidades e limitações.

Para isso, a Banca ofereceu como subsídios o fragmento de uma reportagem da Folha de S. Paulo, “A máquina de chuva da Amazônia”, e uma ilustração esquemática do ciclo hidrológico descrito em linguagem verbal, além de outras informações disseminadas nas questões de múltipla escolha. Dados técnicos, como: “proporções de isótopos de oxigênio na precipitação pluviométrica”, não eram decisivos para a compreensão da importância da Amazônia para a manutenção do regime pluviométrico mais ao sul, em que as chuvas são fundamentais para garantir a produtividade do agronegócio e a geração de energia elétrica.

A primeira opção traz como vantagens a firmeza e a clareza da medida, o que evita ambigüidades, facilitando o trabalho dos fiscais. Além disso, com a completa interdição dos desmatamentos, os estudos para a exploração sustentável das riquezas da floresta provavelmente seriam apressados. Cabe ressaltar, como principal limitação, a quase impossibilidade de se garantir uma interrupção absoluta e imediata do desma- tamento na área: a região é imensa, isolada, não há o contingente de fiscais treinados e municiados para im- pedir o progresso da devastação. Também não se pode ignorar que alguns trabalhadores vivem da indústria madeireira, portanto alternativas de sobrevivência econômica precisariam ser oferecidas para permitir o cumprimento da medida. Outra questão relevante é o direito dos proprietários de terras, que poderiam exigir ressarcimento pelos lucros futuros que deixariam de auferir. E isso custaria caro.

A segunda opção tem como vantagem evidente a garantia dos interesses dos proprietários, tornando a preservação da floresta atividade lucrativa, o que dispensaria maiores esforços de fiscalização e de punição. A principal limitação está em viabilizar o acesso aos mencionados “recursos financeiros internacionais” necessá- rios para custear a iniciativa, sem incorrer na perda da soberania brasileira sobre aquele território. O mercado internacional de créditos de carbono, que poderia viabilizar o recolhimento desses recursos, ainda é incipiente e depende de leis alheias à nossa decisão.

A vantagem da terceira ação é não afrontar de modo tão radical o direito de propriedade e o modo de sobrevivência dos trabalhadores que exploram a madeira extraída da floresta. Entre os problemas, está a dificuldade de fiscalização já mencionada, agravada pela dificuldade em distinguir desmatamentos auto- rizados e não autorizados, facilitando, inclusive, a corrupção. Os resultados obtidos com tal medida tendem a ser desencorajadores.

Era de se esperar que o estudante produzisse um texto simples e direto, em que sua opção por uma das ações ficasse evidente, garantindo a clareza de seu posicionamento. Como nos anos anteriores, a proposta explicitou a importância de garantia dos direitos humanos das populações envolvidas na questão.

31ENEM/2008 ANGLO VESTIBULARES

Questões interessantíssimas que necessita de muita reflexão!
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