Enfermagem do Trabalho, Notas de estudo de Enfermagem
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Enfermagem do Trabalho, Notas de estudo de Enfermagem

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Perguntas e Respostas Segurança e Saúde no trabalho
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SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO:

O objetivo do Programa Segurança e Saúde no Trabalho é proteger a vida, promover a segurança e saúde do trabalhado

1º - QUE É ACIDENTE DE TRABALHO ? De acordo com o artigo 19 da lei 8.213, publicada em 24 de julho de 1991, a definição de acidente de trabalho é: o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa,ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente". Essa lesão pode provocar a morte, perda ou redução da capacidade para o trabalho. A lesão pode ser caracterizada

apenas pela redução da função de determinado órgão ou segmento do organismo, como os membros.

Além disso, considera-se como acidente de trabalho: • Acidente que ocorre durante o trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho;

• Doença profissional que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinado trabalho; • Doença do trabalho, a qual é adquirida ou desencadeada pelas condições em que a função é

exercida. Importante ressaltar, que os acidentes sofridos pelos trabalhadores, no horário e local de trabalho, devidos a agressões, sabotagens ou atos de terrorismo praticados por terceiros ou colegas de trabalho, também são

considerados acidentes de trabalho. Também aqueles acidentes sofridos fora do local e horário de trabalho, desde que o trabalhador esteja executando ordens ou serviços sob a autoridade da empresa. Outra situação seria o

acidente que ocorre durante viagens a serviço, mesmo que seja com fins de estudo, desde que financiada pela empresa.

Os acidentes de trabalho são caracterizados em dois tipos:

1. Acidente Típico: é aquele decorrente da característica da atividade profissional que o indivíduo exerce. 2. Acidente de Trajeto: aquele que ocorre no trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, e

vice-versa.

3. Doença Profissional ou do Trabalho: doença que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinada função, característica de um emprego específico.

De acordo com dados do governo, os acidentes típicos são responsáveis por cerca de 84% dos acidentes de trabalho, sendo que os de trajeto e as doenças profissionais ou do trabalho perfazem os demais 16%. Ao analisarmos

o número de acidentes de trabalho registrados ao longo dos anos, especialmente no período entre 1997 e 2002, observamos uma tendência à queda, porém o número de acidentes ainda é considerado elevado. Quanto ao ramo de

atividade, os setores de transformação e de serviços são os que mais registram casos de acidentes de trabalho.

Caracterização Para que o acidente seja considerado como "acidente de trabalho", é essencial que um perito estabeleça uma

relação entre o acidente e a lesão provocada. Nessa situação, o médico perito decidirá se o indivíduo pode voltar ao exercício de sua função ou se necessitará de afastamento permanente ou temporário do emprego.

A empresa contratante tem o dever de fazer uma comunicação do acidente de trabalho até o primeiro dia útil após o acontecimento, independentemente se o trabalhador foi ou não afastado do trabalho. Em caso de morte, essa comunicação deve ser imediata. O não cumprimento dessas determinações pode levar à punição da empresa

mediante o pagamento de multa.

A comunicação que a empresa deve realizar é feita mediante a emissão de um documento especial, chamado de ‘"Comunicação de Acidentes de Trabalho", mais conhecido pela sigla CAT. Esse documento é encaminhado aos

órgãos competentes.

Auxílio-Acidente O auxílio-acidente é um benefício concedido pelo Ministério da Previdência Social, ao trabalhador que sofreu um

acidente de trabalho e ficou com seqüelas que reduzem a sua capacidade para o trabalho. Os trabalhadores que têm direito a esse benefício são: (1) o trabalhador empregado; (2) o trabalhador avulso; e (3) o segurado especial. Não

têm direito a esse benefício o empregado doméstico, o contribuinte individual (autônomo) e o contribuinte facultativo.

Esse benefício é concedido aos trabalhadores que estavam recebendo o auxílio-doença, o qual é pago aos trabalhadores que estão impossibilitados de exercer sua função trabalhista por período superior a 15 dias. Os

primeiros 15 dias de afastamento são remunerados pela empresa, e a partir daí é pago pelo Ministério da Previdência. Quando o trabalhador tem condições de exercer suas funções, mesmo doente, o benefício não é

concedido. A concessão desse benefício não exige que o trabalhador tenha um período mínimo de contribuição, e o mesmo deixa de ser pago quando o trabalhador recupera a capacidade e retorna ao trabalho, ou então quando o

paciente solicita aposentadoria por invalidez, fazendo-se a troca de benefícios.

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O auxílio-acidente é concedido ao trabalhador (pertencente aos grupos já citados) que apresenta instalação definitiva de lesões, decorrentes de acidente de trabalho, que o impedem de voltar a trabalhar. Esse benefício é de caráter indenizatório, podendo ser acumulado com outros benefícios que não a aposentadoria. Quando o trabalhador se

aposenta, o benefício deixa de ser pago. O pagamento do auxílio-acidente é iniciado logo que o auxílio doença deixa de ser fornecido, e seu valor é equivalente a 50% do salário utilizado no cálculo do auxílio-doença, corrigido até o

mês anterior ao do início do pagamento do auxílio-acidente.

Prevenção Na maioria das vezes, os acidentes de trabalho são evitáveis com a prática de medidas simples, como o uso de

equipamentos de proteção individual, os quais devem ser fornecidos pelas empresas. Infelizmente, observamos que grande parte dos trabalhadores não faz uso desses equipamentos, especialmente no ramo da construção civil, no

qual são registrados grande número de acidentes.

2º - QUE É DOENÇA OCUPACIONAL ? É designação de várias doenças que causam alterações na saúde do trabalhador, comumente provocadas por vários

fatores relacionados com os ambiente de trabalho.

• Doenças da pele • Doenças respiratória

A mesma normalmente é adquirida quando um trabalhador é exposto acima do limite permitido por lei a agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, sem proteção compatível com o risco envolvido. Esta proteção pode ser

na forma Equipamento de proteção coletiva (EPC) ou Equipamento de proteção individual (EPI).

3º - QUE É DOENÇA DO TRABALHO ? Doença do trabalho é definida legalmente como a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em

que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.... (Lei n. 8.213, de 24/07/91). Para fins legais e previdenciários, as doenças do trabalho são equiparadas aos acidentes do trabalho e gozam de todas as

prerrogativas deste último, que, em linhas gerais, resumem-se na estabilidade mínima de 12 meses após a alta do INSS, e o direito à manutenção do depósito do FGTS durante o período de afastamento (auxílio doença por acidente

do trabalho – B91). A caracterização da doença do trabalho é tarefa bastante árdua tanto para o médico do trabalho, por falta de

evidências ou de condições para buscá-las, quanto para o trabalhador doente, que muitas vezes percorre verdadeira via sacra, na tentativa de ter seu direito reconhecido.

Essas dificuldades esbarram na lógica do interesse econômico, por parte das empresas empregadoras, às quais estão com freqüência, vinculados, direta ou indiretamente, os médicos do trabalho.

4º - QUE É ACIDENTE DE TRAJETO ?

acidente de trajeto se dá em função da ida e vinda do trabalhador a empresa, sendo este religiosamente seguido, sem desviá-lo em hipótese alguma.

5º - QUE É ACIDENTE FATAL ?

Quando provoca a morte do trabalhador.

ACIDENTE GRAVE ?

Quando provoca lesões incapacitando o trabalhador.

6º - QUE É SESMT ?

Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT é um serviço brasileiro tem por finalidade a promoção da saúde e a proteção da integridade do trabalhador no seu labor, orientando medidas de

controle dos riscos ambientais. O SESMT é um serviço regulamentado, no Brasil, pela Norma regulamentadora 4 - NR-4 do Ministério do Trabalho e

Emprego - MTE, de acordo com a Lei no 6.514/78 da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, com os

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decretos que determinaram o cumprimento das Convenções 148 e 155 da Organização Internacional do Trabalho – OIT.

Sua composição pode variar de acordo com o previsto no Quadro I da NR-4, tendo como profissionais: médico do trabalho, enfermeiro do trabalho, técnico de enfermagem do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho

e técnico de segurança do trabalho.

7º - que é cipa ? Regida pela Lei nº 6.514 de 22/12/77 e regulamentada pela NR-5 do Ministério do Trabalho, a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA foi aprovada pela portaria nº 3.214 de 08/06/76, publicada no D.O.U. de 29/12/94 e

modificada em 15/02/95. A CIPA é uma comissão composta por representantes do empregador e dos empregados, e tem como missão a

preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores e de todos aqueles que interagem com a empresa. A PUC, através do seu Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho e da CIPA, tem dedicado especial atenção aos problemas de Medicina e Segurança do Trabalho. Boa parte desses esforços concentram-se na conscientização dos

funcionários, em todos os níveis.

Sem essa conscientização, o esforço do Serviço de Segurança e da CIPA esbarram em dificuldades intransponíveis. A Segurança do Trabalho começa no trabalhador. Daí a necessidade de informá-lo e treiná-lo através de cursos,

palestras e textos elucidativos.

8º - QUE É SIPAT ? SIPAT - SEMANA INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO

É uma semana voltada à prevenção, tanto no que diz respeito a acidentes do trabalho quanto a doenças ocupacionais. É uma das atividades obrigatórias para todas as Comissões Internas de

Prevenção de Acidentes do Trabalho, devendo ser realizada com freqüência anual. A Legislação da SIPAT está prevista na Portaria nº 3.214, NR-5, item 5.16 “Atribuições da CIPA

- letra O: “Promover, anualmente, em conjunto com o Serviço Especializado em Segurança e Medicina do

Trabalho (SESMT), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho –SIPAT”. OBJETIVOS

Orientar e conscientizar os funcionários da SUA EMPRESA sobre a importância da prevenção de acidentes e doenças no ambiente do trabalho;

Fazer com que os funcionários resgatem valores esquecidos pelo corre- corre do dia-a-dia, ou seja, não só tenham idéia de segurança, mas que também pratiquem segurança.

Na SIPAT, os assuntos relacionados com saúde e segurança do trabalho são evidenciados, buscando a efetiva participação dos funcionários envolvendo, também, os diretores, gerentes e familiares se

possível. Ela não deve ser vista como mero cumprimento da legislação, mas sim como a continuidade dos

trabalhos voltados para a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, onde a lucratividade está na promoção da saúde, aumento da produtividade e na valorização da vida.

9º - QUAL O PAPEL DA CIPA ?

um trabalho preventivo em empresas, voltado à melhoria das condições ambientais do trabalho e do meio ambiente. Os setores de maior risco de uma empresa devem estar representados na CIPA. Por isso, espera-se que todos os

membros dessa Comissão se conscientizem da importância de identificar os riscos existentes nos locais de trabalho e de sugerir medidas preventivas. Não basta participar das reuniões mensais. A contribuição mais valiosa é dada no

dia-a-dia, e nos trabalho de verificação e levantamento de campo.

10º - QUAIS AS EMPRESAS QUE DEVEM CONSTITUIR CIPA ?

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As empresas privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregados regidos pela ConsoIidação das Leis do Trabalho - CLT ficam obrigados a organizar e manter em funcionamento, por

estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA 1. O que é a CIPA?

Resp.: A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), é uma comissão de empregados eleitos pelos funcionários e empregados indicados pelo empregador, em número de acordo com o total de empregados da

empresa, e de seu grau de risco, em função da atividade econômica.

2. Qual o seu objetivo?. Resp.: A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), tem como objetivo a prevenção de acidentes de

trabalho e doenças ocupacionais, decorrente das condições ambientais do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a prevenção da vida e preservação da saúde do trabalhador

3. Qual a fundamentação legal, ordinária e específica que dá embasamento jurídico à cipa Resp.: A NR-05: CIPA tem a sua existência assegurada, em termos de legislação ordinária, através dos artigos 163 a

165 da CLT, in verbis: “Art. 163. Será obrigatório a constituição de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), de conformidade com instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nos estabelecimentos ou locais de obras nelas

especificadas.” Parágrafo único: O Ministério do Trabalho e Emprego regulamentará as atribuições, a composição e o funcionamento

das CIPAs. Art. 164. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados, de acordo com os critérios

que vierem a ser adotados na regulamentação de que trata o parágrafo único do artigo anterior. § 1º Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serão por eles designados.

§ 2.º Os representantes existência da NR-05: CIPA? dos empregados, titulares e suplentes, serão eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente

de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados. § 3.º O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de 1 (um) ano, permitida uma reeleição.

§ 4.º O disposto no parágrafo anterior não se aplicará ao membro suplente que, durante o seu mandato tenha participado de menos da metade do número de reuniões da CIPA.

§ 5.º O empregador designará, anualmente, dentre os seus representantes, o Presidente da CIPA, e os empregados elegerão, dentre eles, o vice-presidente.

Art. 165 – Os titulares da representação dos empregados nas CIPAs não poderão sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal que não se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro.

Parágrafo único: Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em caso de reclamação à Justiça do trabalho, comprovar a existência de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar

o empregado.

4. Quais as atividades principais da CIPA? Resp.: O objetivo da CIPA, obviamente, é a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, a exemplo do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – SESMT, sendo que a diferença básica entre

esses dois órgãos internos da empresa reside no fato de que o SESMT é composto exclusivamente por profissionais especialistas em segurança e saúde no trabalho, enquanto a CIPA é uma comissão partidária constituída por

empregados normalmente leigos em prevenção de acidentes. O desenvolvimento das ações preventivas por parte da CIPA consiste, basicamente, em observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos, discutir os acidentes ocorridos, solicitando

medidas que previnam acidentes semelhantes e, ainda, orientar, os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes.

5. Que empresas ou estabelecimentos estão legalmente obrigados a organizar a CIPA? Resp.: As empresas privadas, públicas e órgãos governamentais que possuem empregados devem constituir CIPA,

por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgão da administração direta e indireta, cooperativas, bem como outras instruções que admitam

trabalhadores como empregados.

6. Como deve proceder a empresa que estiver legalmente desobrigada de possuir Comissão Interna de Prevenção de Acidentes?

Resp.: Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I da NR – 05, a empresa deverá designar obrigatoriamente um responsável pelo cumprimento dos objetivos prevencionistas, ou seja, deverá atuar como cipeiro, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.

Importante ressaltar que o dito empregado, por não ter sido eleito pelos empregados, posto que livremente indicado

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pelo empregador, não é beneficiado pela estabilidade provisória constitucional de que cogita a alínea “a” do inciso II do artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da “Carta Magna”.

7. É possível a redução do número de membros da CIPA?

Resp.: Após organizada e protocolizada na Delegacia Regional do Trabalho, a CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido, bem como não poderá ser desativada pelo empregador antes do término do mandato de

seus membros, ainda que haja redução do número de empregados da empresa, salvo no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.

8. Quais as atribuições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes? Resp.: Dispõe a nova NR –05 que são Atribuições da CIPA:

a) identificar os riscos dos locais e os processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos ambientais, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do Serviço Especializado em Engenharia de

Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT; b) elaborar um plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no

trabalho, identificados nos levantamentos ou inspeções nos diversos setores da empresa; c) participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção necessárias, bem como da

avaliação das prioridades de ação tanto prevencionistas , como intervencionistas nos locais de trabalho; d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações

que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores, por caracterizar-se como situações de riscos passíveis de causar acidentes do trabalho, e ou doenças ocupacionais;

e) realizar, a cada reunião ordinária mensal, uma avaliação do cumprimento das metas propostas fixadas em seu plano de trabalho, e discutir as situações de risco que foram identificadas, observar as providências que foram

tomadas, visando a minimização, ou mesmo a neutralização destes; f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho, através de cursos, cartazes,

palestras e seminários. g) participar, com o SESMT, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no

ambiente e processos de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores; h) requerer ao SESMT, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e

iminente à segurança e saúde dos trabalhadores; i) colaborar no desenvolvimento e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO

– e do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA – PCA – Programa de Conservação Auditiva e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho;

j) divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho;

k) participar, em conjunto com o SESMT, ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;

l) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores;

m) requisitar à empresa as cópias das Comunicações de Acidentes do Trabalho – CAT – emitidas; n) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho –

SIPAT; o) participar, anualmente, em conjunto com o SESMT e a empresa, de Campanhas de Prevenção da AIDS.

9. Qual a atribuição específica do empregador em relação ao funcionamento da CIPA? Resp.: Dispõe a nova NR-05 que compete ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios necessários

ao efetivo desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas de cipeiros constantes do plano de trabalho prevencionista.

10. Quais as atribuições dos empregados em relação a Comissão Prevencionista?

Resp.: Estipula a atual Quinta norma regulamentadora que compete aos empregados: a) participar da eleição de seus representantes;

b) colaborar com a gestão da CIPA; c) indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situação de riscos e apresentação sugestões para melhoria das

condições de trabalho; d) observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações quanto a prevenção de acidentes e doenças

decorrentes do trabalho.

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11º - QUAL A DIFERENÇA ENTRE CIPA E SIPAT ?

12º - QUE É CAT ?

É um formulário próprio CAT - Comunicação de Acidente de Trabalho, que pode ser adquirido em papelarias, nas Agências da Previdência Social, ou por meio da Internet.

A CAT deverá ser feita pela empresa, ou na falta desta o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico assistente ou qualquer autoridade pública.

É obrigatória a emissão da CAT relativa ao acidente de trabalho ou doença profissional, a fim de que o trabalhador (segurado) possa receber o benefício de AT - Acidente do Trabalho ou DO - Doença Ocupacional.

O prazo para emissão da CAT é até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato.

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ Secretaria de Estado da Administração Divisão de Medicina e Saúde Ocupacional Comunicação de Acidente do Trabalho -

Servidor Estatutário

(Preencher datilografado ou em letra de forma)

1. Identificação do funcionário

Nome:_______________________________________________________________________________________

RG.________________ Idade:____________ Sexo:________________ Estado Civil: _______________________

Cargo:______________________________________ Categoria Funcional: ( ) Efetivo ( ) Cargo em Comissão

Função Exercida:______________________________________________________________________________

Endereço Residencial:__________________________________________________________________________

Bairro:__________________________________________________Telefone Residencial:___________________

CEP.:____________________ Município:__________________________________________________________

2. Formação Escolar ( ) 1. Analfabeto ( ) 5. 2º Grau Incompleto ( ) 2. Alfabetizado ( ) 6. 2º Grau Completo

( ) 3. 1º Grau Incompleto ( ) 7. Superior ( ) 4. 1º Grau Completo ( ) 8. Pós-graduação

3. Identificação do Órgão

Órgão / Unidade Admin.:________________________________________________________________________

Município:____________________________________________________Telefone:________________________

4. Informações sobre o Acidente 5. Tipo do Acidente

Data do Acidente:____/____/____. Hora do Acidente: ____:____ h.

Número de horas trabalhadas até o acidente: ____:____ horas

( ) 1. Com afastamento ( ) 2. Sem Afastamento ( ) 3. Com Óbito ( ) 1. Com Lesão ( ) 2. Sem Lesão

( ) 1. Típico ( no Trabalho )

( ) 2. Trajeto (Deslocamento: casa p/ trabalho; Trabalho p/ casa)

( ) 3. Doença Profissional ( competência exclusiva da DIMS)

6. Descrição do Acidente

(Preenchimento obrigatório pelo SESMT ou Chefia imediata)

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____________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________

____________________

Parte(s) do corpo atingida(s)

( ) 1. Cabeça (exceto olhos) ( ) 5. Mãos

( ) 2. Olhos ( ) 6. Membros inferiores

( ) 3. Tronco ( ) 7. Sistemas e aparelhos

( ) 4. Membros superiores (exceto mãos) ( ) 8. Múltiplas partes

A Comunicação de Acidente de Trabalho deve ser encaminhada a DIMS no prazo máximo de 24 horas

7. Laudo de Exame Médico

Serviço Médico:________________________________________________________ Data:____/____/____ Hora:____:____

Descrição da(s) Lesão(ões):_______________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Diagnóstico provável:___________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________________________

Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) Lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso ?

( ) SIM ( ) NÃO

Há correlação entre a natureza, grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teriam provocado ? ( ) SIM ( ) NÃO

Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado. ( ) Hospitalar ( ) Ambulatorial

Deverá o acidentado, durante o tratamento, afastar-se do trabalho ? ( ) SIM ( ) NÃO

Condições patológicas preexistentes ao acidente:______________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Observações:_________________________________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Localidade:_________________________________________________________________________ Data:____/____/____.

______________________________________________________________

Médico Assistente ( assinatura e carimbo )

8. De uso exclusivo da DIMS

Investigação do Acidente ( Codificado )

( ) Natureza do Acidente ( ) Causa da Lesão ( ) Natureza da Lesão ( ) Parte do corpo atingida

Observações:_________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________

Testemunhas do Acidente

Nome:_______________________________________________Assinatura:_______________________________

Endereço:____________________________________________________________________________________

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Nome:_______________________________________________Assinatura:_______________________________

Endereço:____________________________________________________________________________________

Chefia Imediata: Data:_____/_____/_____

Nome:________________________________________

Assinatura:

Carimbo

Declaro serem verdadeiras todas as informações aqui prestadas,

assumindo total responsabilidade pelas mesmas.

____________________________________________

Assinatura do Servidor

SECRETARIA DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO DIVISÃO DE MEDICINA E SAÚDE OCUPACIONAL

MANUAL PARA

PREENCHIMENTO DE

COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

- C A T -

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( FUNCIONÁRIO ESTATUTÁRIO )

1) Identificação do Funcionário: Preenchimento obrigatório de todos os campos indicados na CAT.

2) Formação Escolar: Preenchimento da formação escolar do acidentado.

3) Identificação do Órgão:Preenchimento dos dados referentes ao local de trabalho do acidentado. Ex. Órgão / unidade administrativa:

SEAD / DIMS; UEM / H.U.

IAPAR / E. E. Morretes

4) Informações sobre o Acidente:

Data do Acidente: preencher com a data da ocorrência do acidente, (dia, mês e ano);

Hora do Acidente: preencher com o horário da ocorrência do acidente, (em horas e minutos);

Número de Horas Trabalhadas até o Acidente: preencher com o número de horas trabalhadas pelo servidor, desde o início da jornada de trabalho até a ocorrência do acidente. Em caso de turno ou plantão, considerar o

início do plantão. Em caso de acidente de trajeto, colocar 00:00, quando o servidor se acidentar no deslocamento casa / trabalho.

Com Lesão / Sem Lesão: Preencher "sem lesão" em caso de acidente ocorrido somente com perdas materiais ou perda de tempo.

Preencher "com lesão" quando o servidor sofrer alguma lesão física, independente da gravidade.

Com Afastamento / Sem Afastamento: Preencher "com afastamento" quando o servidor necessitar de licença médica. Preencher "sem afastamento" quando a lesão for sem gravidade e o servidor não necessitar de licença médica. Estes campos poderão ser preenchidos pela DIMS, quando não houver conclusão da DIMS/JIPM (se é

caso, ou não de licença médica) até o momento do preenchimento da CAT.

Com Óbito: Preencher quando o servidor falecer em conseqüência do acidente. (Enviar em anexo Xerox da Certidão de óbito do acidentado).

5) Tipo do Acidente:

Típico: acidentes comumente ocorridos no local e horário de trabalho

Trajeto: acidentes ocorridos: em deslocamento casa p / trabalho; trabalho p / casa.

Doença Profissional: para caracterização de doença profissional é necessário parecer conclusivo da DIMS, a qual ira providenciar a abertura da CAT.

6) Descrição do Acidente: preenchimento obrigatório pela chefia imediata ou SESMT, descrevendo o acidente de maneira resumida, porém que permita ser compreendido por qualquer pessoa que o leia. Deverá ser explicitada

a atividade desempenhada no momento do acidente.

Parte(s) do Corpo Atingida(s) : é a parte do corpo que sofreu a lesão. Poderá ser identificada até duas partes do corpo; além disso, marcar "Múltiplas partes".

1. Cabeça: quando a lesão atinge apenas a cabeça, excetuando-se os olhos. 2 . Olhos: quando a lesão atinge somente os olhos. 3. Tronco: quando a lesão atinge somente o tronco.

4. Membros Superiores: quando a lesão atinge apenas o(s) braço(s) ou o(s) antebraço(s), excetuando-se as mãos.

5. Mãos: quando a lesão atinge somente a(s) mão(s). 6. Membros Inferiores: quando a lesão atinge somente o(s) membro(s) inferior(es), isto é, coxa(s), joelho(s),

perna(s) e pé(s). 7. Sistemas e Aparelhos: quando a lesão atinge sistemas ou aparelhos como, sistema nervoso, aparelho

digestivo, aparelho circulatório, etc. 8. Múltiplas Partes: quando a lesão atinge mais de duas partes do corpo.

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7) Laudo de Exame Médico: Deverá ser preenchido pelo médico Assistente que prestou atendimento ao acidentado, sempre que houver ou não afastamento para tratamento.

8) Investigação de Acidentes: Este campo é de uso exclusivo da DIMS, onde será feito a investigação do acidente ocorrido e codificado para a inclusão dos dados em sistema informatizado para emissão de estatísticas de

Acidentes.

9) Testemunhas do Acidente: Verificar sempre se houve testemunhas do acidente ocorrido e identificá-las nos campos reservados para este fim na CAT.

Não serão aceitas as Comunicações de Acidentes de Trabalho - CAT que vierem incompletas, fora do prazo legal e rasuradas.

A CAT deverá ser encaminhada à DIMS ou JIPM, no prazo de até 24 horas da ocorrência do acidente.

Em caso de dúvidas, ligue: Divisão de Medicina e Saúde Ocupacional - DIMS.

Setor de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho Fone/Fax: 342-2996

13º - QUE É PCMAT ? Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção

O Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção - PCMAT, é regulamentado pela norma regulamentadora 18 no item 18.3.

• Todo estabelecimento com mais de 20 (vinte) trabalhadores, deve ter um PCMAT elaborado e implementado. A falta deste implicará nas penalidades previstas na legislação que poderão variar

de multa até a paralisação das atividades do estabelecimento em questão.

• O PCMAT deve ser elaborado e executado por profissional legalmente habilitado. • O proprietário do estabelecimento e seus contratados são responsáveis pela implementação do

PCMAT.

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14º -QUE É MAPA DE RISCO ? Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho. Tais fatores têm origem nos diversos

elementos do processo de trabalho (materiais, equipamentos, instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização do trabalho (arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, postura de trabalho, jornada

de trabalho, turnos de trabalho, treinamento, etc.)

15º- QUAIS AS CORES USADAS NO MAPA DE RISCO ?

Mapa de Risco Simplificado de uma Instalação Industrial

16º - Cores Usadas no Mapa de Riscos e suas indicações

3. Tabela Descritiva dos Riscos

TIPO DE RISCO Químico

Físico Biológico

Ergonômico Mecânico

COR Vermelho

Verde Marrom Amarelo

Azul

Agentes Causadores Fumos metálicos

e vapores Ruído e ou som

muito alto Microorganismos

(Vírus, bactérias, protozoários) Má postura do corpo em relação ao posto

de trabalho Equipamentos inadequados, defeituosos ou inexistentes

Gases asfixiantes H, He, N eCO2

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Oscilações e vibrações mecânicas Lixo hospitalar, doméstico e de animais

Trabalho estafante e ou excessivo

Máquinas e equipamento sem Proteção e ou manutenção

Pinturas e névoas em geral

Ar rarefeito e ou vácuo

Esgoto, sujeira, dejetos

Falta de Orientação e treinamento

Risco de queda de nível, lesões por impacto de objetos

Solventes (em especial os voláteis)

Pressões elevadas Objetos contaminados

Jornada dupla e ou trabalho sem pausas Mau planejamento

do lay-out e ou do espaço físico

Ácidos, bases, sais, álcoois, éters, etc

Frio e ou calor Contágio pelo ar

e ou insetos Movimentos repetitivos

Cargas e transportes em geral

Reações químicas Radiação

Picadas de animais (cães, insetos, repteis, roedores, aracnídeos, etc) Equipamentos inadequadoe e

não ergonômicos Risco de fogo,

detonação de explosivos, quedas de objetos

Ingestão de produtos durante pipetagem Aerodispersóides

no ambiente (poeiras de vegetais e minerais)

Alergias, intoxicações e quiemaduras causadas por vegetais Fatores psicologicos

(não gosta do trabalho, pressão do chefe, etc) Risco de choque elétrico

(correte contínua e alternada)

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17º -Que é PPRA ? R: PPRA é a sigla de Programa de Prevenção de Riscos Ambientais. Esse programa está estabelecido em uma das Normas Regulamentadoras (NR-9) da CLT- Consolidação das Leis Trabalhistas, sendo a sua redação inicial dada

pela Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994, da Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho, do Ministério do Trabalho.

a) Qual o objetivo do PPRA ? R: Estabelecer uma metodologia de ação que garanta a preservação da saúde e integridade dos trabalhadores frente

aos riscos dos ambientes de trabalho. b) Quais são os riscos ambientais ?

R: Para efeitos do PPRA, os riscos ambientais são os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são

capazes de causar danos à saúde dos trabalhadores. c) Na prática, que agentes de riscos são esses ? resp. a pergunta /36/37/38

R: Agentes físicos: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e radiações não ionizantes.

Agentes químicos: poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, absorvidos pelo organismo humano por via respiratória, através da pele ou por ingestão.

Agentes biológicos: bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros. d) Quem está obrigado a fazer o PPRA?

R: A elaboração e implementação do PPRA é obrigatória para todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Não importa, nesse caso, o grau de risco ou a quantidade de empregados. Assim,

tanto um condomínio, uma loja ou uma planta industrial, todos estão obrigados a ter um PPRA, cada um com sua característica e complexidade diferentes.

e) Quem deve elaborar o PPRA? (Pergunt. Nº 21) R: A princípio o próprio Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho - SEESMT da empresa ou instituição. Caso o empregador esteja desobrigado pela legislação de manter um serviço próprio, ele

deverá contratar uma empresa ou profissional para elaborar, implementar, acompanhar e avaliar o PPRA. A Norma Regulamentadora não especifica qual é o profissional, porém as atribuições estabelecidas para a gerência do PPRA

nos mostram que ele deverá estar sob a coordenação de um Engenheiro de Segurança do Trabalho ou de um Técnico de Segurança do Trabalho, dependendo das características da empresa ou estabelecimento (As atribuições

dos Engenheiros de Segurança do Trabalho estão na Resolução nº359 do CONFEA, de 31 de julho de 1991). f) A CIPA pode elaborar o PPRA?

R: Não. A CIPA pode e deve participar da elaboração do PPRA, discutindo-o em suas reuniões, propondo idéias e auxiliando na sua implementação. Entretanto, o PPRA é uma obrigação legal do empregador e por isso deve ser de

sua iniciativa e responsabilidade direta. g)O PPRA se resume a um documento que deverá ser apresentado à fiscalização do Ministério do Trabalho ?

R: Não. O PPRA é um programa de ação contínua, não é apenas um documento. O documento-base, previsto na estrutura do PPRA, e que deve estar à disposição da fiscalização, é um roteiro das ações a serem empreeendidas

para atingir as metas do Programa. Em resumo, se houver um excelente documento-base mas as medidas não estiverem sendo implementadas e avaliadas, o PPRA, na verdade, não existirá.

h) O que deve ser feito primeiro, o PPRA ou o PCMSO ? R: Sendo programas de caráter permanente, eles devem coexistir nas empresas e instituições, com as fases de

implementação articuladas. No primeiro ano, entretanto, o PPRA deverá estar na frente para servir de subsídio ao PCMSO. Observe a "letra da lei": NR-7, ítem 7.2.4 - O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos

riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR."

i) O PPRA e o PCMSO abrangem todas as exigências legais e garantem a segurança e saúde dos trabalhadores ?

R: Não, de forma alguma. Veja, de novo, a "letra da lei": NR-9, ítem 9.1.3 - O PPRA é parte integrante do conjunto mais amplo das iniciativas da empresa no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores,

devendo estar articulado com o disposto nas demais NR, em especial com o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO previsto na NR-7."

Universidade Federal da Paraíba

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Superintendência de Recursos Humanos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em

Medicina do Trabalho – SESMT -

Formulário para elaboração do Laudo de Avaliação Ambiental com vista à concessão dos adicionais de Insalubridade/Periculosidade

NOME: SIAPE: CARGO:

LOTAÇÃO: FUNÇÃO: Tipo de Adicional

*R-Rotineiramente, V-Às vezes, RR-Raramente [ ] Insalubridade [ ] Periculosidade **D-Diariamente, S-Semanalmente, M-Mensalmente Tipo de Solicitação

( ) Concessão ( ) Revisão ( ) Reimplantação

I - Declaração do Servidor

Descrição das Atividades

(Mês e Ano de início)

Freqüência de Execução* Local ou Setor onde desenvolve as atividades

Tempo em horas das Atividades**

R V RR Quant. Horas

Freqüência

D S M

II - CARGA HORÁRIA SEMANAL DE TRABALHO (SE PROFESSOR) Anexar Plano de Trabalho Departamental:

Nome das Disciplinas: QUANTIDADE Carga Horária das Disciplinas Turmas Horas por turma

Turmas Horas por turma

Turmas Horas por turma

III – ATIVIDADES EM AMBIENTES INTERNOS Sala de Aula Oficina Hospital

Laboratórios Barcos Biotério Outros

NOMEAR OS AMBIENTES:

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IV – ATIVIDADES EM AMBIENTES EXTERNOS Céu aberto Casa de Vegetação Estábulo Lavouras

Embarcações Açudes Matas Viveiros

Estuários Rios Mar aberto Outros

NOMEAR OS AMBIENTES:

V – Nas atividades apresentadas e desenvolvidas no seu trabalho na UFPB, ocorre em contato habitual e permanente com os agentes agressivos abaixo relacionados ?

RESPONDA: SIM NÃO Agente Biológico

Agente Químico

Agente Físico

Agente Ergonômico

AGENTE BIOLÓGICO: Descrever se no seu trabalho diário há contato com agentes biológicos nocivos, pacientes, animais ou vegetais, materiais contaminados provenientes dos mesmos (sangue, fluidos, secreção, fezes, urinas, fungos,

bactérias, vírus..) bem como contato com objetos, ferramentas ou utensílios.

AGENTES QUÍMICOS: Descreva seu trabalho diário (Resumo)

Nomes das substancias químicas utilizadas, nome comercial – composição:

Características Tóxicas das substancias Químicas Citadas:

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AGENTE FÍSICOS: Descrever seu trabalho diário (Resumo)

.

Eletricidade

Ruído Contínuo Impacto

Umidade

Desconforto térmico Calor Frio

Iluminação Inadequada

Ventilação Inadequada

Irradiações Ionizantes Não Ionizantes

Outros

AGENTES ERGONÔMICOS: SIM NÃO

Movimentos Repetitivos

Posturas Inadequadas

Mobiliário Inadequado

Outros especifique

VI – O contato com as condições, agentes, substancias, etc. se dá de forma Direta Indireta Permanente Eventual Manual Por aspiração

VII – Equipamento de Proteção Coletiva (E.P.C.) EXISTE: SIM NÃO DESCREVA:

VIII – Equipamento de Proteção individual (E.P.I) de seu uso: EXISTE: SIM NÃO DESCREVA:

Luvas Batas

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IX – Medidas Administrativas (M.A) EXISTE: SIM NÃO DESCREVA:

.

.

X – Na inexistência do uso do EPC, EPI e MA, sugira medidas de proteção para a melhoria de seus postos de trabalho.

ATENÇÃO: As informações acima são responsabilidade do requerente. Serão validadas pela Chefia Imediata e Diretoria, como co- responsáveis, de acordo com:

Decreto nº 97.458 de 15/01/89 que regulamenta a concessão dos Adicionais de Periculosidade e Insalubridade. No seu artigo 9º: “Incorrem em responsabilidade administrativa civil e penal dos peritos e dirigentes que concederem ou

autorizarem o pagamento dos adicionais em desacordo com o Decreto”.-

Portaria Normativa nº 01/2001-GR – O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessará com a eliminação do risco a sua saúde ou integridade física.

Obs.: O SESMT deverá ser informado se houver afastamento do servidor de seu local de trabalho, mudança na natureza do trabalho ou alterações no ambiente de trabalho ou ainda quando eliminado os agentes agressivos que caracterizam a

insalubridade, também quando necessitar uma revisão geral.

DATA: Requerente:

As informações acima são verdadeiras: De acordo:

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CHEFE IMEDIATO DIRETOR

PARA USO EXCLUSIVO DO SESMT ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________________

DATA: / /

22º - QUE É EPI? Equipamentos de Proteção Individual

23º - QUE SÃO NORMAS REGULAMENTADORAS E QUANTAS SÃO? São normas relativas à segurança e medicina do trabalho, aprovadas pela Portaria no 3.214, de 8 de junho de 1978

e que devem, obrigatoriamente, ser cumpridas pelas empresas privadas e públicas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho-CLT.

Sendo 33 NR Urbanas e 05 NRR (Rurais) 24º - QUE É DOENÇA PROFISSIONAL?

A doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a

determinada atividade, constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e da

Previdência Social

25º -QUE É DOENÇA DO TRABALHO?

A doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, desde que constante da relação elaborada pelo Ministério do

Trabalho e Emprego e da Previdência Social. Não são consideradas como doença do trabalho: a doença degenerativa, a inerente a grupo etário, a que não produz incapacidade laborativa, a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região onde ela se desenvolva e salvo se comprovado que resultou de exposição ou contato

direto determinado pela natureza do trabalho.

26º - Que é HIDRARGIRISMO

Intoxicação pelo mercúrio; hidrargiria.

27º - Que é SATURNISMO?

Intoxicação aguda ou crônica por chumbo ou por algum de seus sais; plumbismo. — O saturnismo, freqüente nos operários que lidam com sais de chumbo (alvaiade etc.), manifesta-se pelas cólicas de chumbo ou

saturninas, que sobrevêm bruscamente após distúrbio digestivo 28º - Que é PNEUMOCONIOSE ?

Nome genérico das doenças causadas pela presença de poeira ou partículas sólidas no aparelho respiratório.

29º - QUE É BENZOALISMO?

(benzol+ismo) Intoxicação pelos vapores de benzol.

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30º - QUE É SILICOSE?

Medicina Doença resultante da inalação da poeira da sílica que se fixa nos pulmões (afeta especialmente os mineiros). (A silicose manifesta-se pela transformação fibrosa do pulmão, cujos sintomas se assemelham

aos da tuberculose.)

31º - QUE É ASBESTOSE ?

Medicina Doença resultante da inalação da poeira da sílica que se fixa nos pulmões (afeta especialmente os mineiros). (A silicose manifesta-se pela transformação fibrosa do pulmão, cujos sintomas se assemelham

aos da tuberculose.)

32º - RISCOS ERGONOMICOS?

cos ergonômicos são os fatores que podem afetar a integridade física ou mental do trabalhador, proporcionando-lhe desconforto ou doença.

São considerados riscos ergonômicos: esforço físico, levantamento de peso, postura inadequada, controle rígido de produtividade, situação de estresse, trabalhos em período noturno, jornada de trabalho prolongada, monotonia e

repetitividade, imposição de rotina intensa. Os riscos ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar sérios danos à saúde do

trabalhador porque produzem alterações no organismo e estado emocional, comprometendo sua produtividade, saúde e segurança, tais como: LER/DORT, cansaço físico, dores musculares, hipertensão arterial, alteração do sono,

diabetes, doenças nervosas, taquicardia, doenças do aparelho digestivo (gastrite e úlcera), tensão, ansiedade, problemas de coluna, etc.

Para evitar que estes riscos comprometam as atividades e a saúde do trabalhador, é necessário um ajuste entre as condições de trabalho e o homem sob os aspectos de praticidade, conforto físico e psíquico por meio de: melhoria no

processo de trabalho, melhores condições no local de trabalho, modernização de máquinas e equipamentos, melhoria no relacionamento entre as pessoas, alteração no ritmo de trabalho, ferramentas adequadas, postura

adequada, etc.

33º - Quais as obrigações do empregador em relação os EPis ? Cabe ao empregador quanto ao EPI :

adquirir o adequado ao risco de cada atividade; exigir seu uso;

fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

Artigo 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamentos de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa

proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.

34º - Quais as obrigações do empregado? Cabe ao empregado quanto ao EPI:

usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; responsabilizar-se pela guarda e conservação;

comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

35º - Quais as obrigações do fabricante em relação os Epi’s? O fabricante nacional ou o importador deverá:

cadastrar-se, , junto ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; solicitar a emissão do CA,

solicitar a renovação do CA, , quando vencido o prazo de validade estipulado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde do trabalho;

requerer novo CA, , quando houver alteração das especificações do equipamento aprovado; responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu origem ao Certificado de Aprovação - CA;

comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA; comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho quaisquer alterações dos

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dados cadastrais fornecidos; comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional, orientando sua utilização, manutenção, restrição e

demais referências ao seu uso; fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e,

providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do SINMETRO, quando for o caso.

36º - Pode o empregador cobrar pelo fornecimento do Epi’s? Sim, cabe ao trabalhador, cobrar do patrão o fornecimento dos mesmos, o que trará com certeza não só ganhos

para o empregado, mais também para o empregador.

37º - Quando o empregado não é obrigado a usar um Epi? _____________________________________________________________________________________ _____________________________________________________________________________________

__________ 38º - Qual o telefone do corpo de bombeiro de tua cidade?

Número do corpo de bombeiro 193

39º - Que material que deve conter a caixa de primeiros socorros?

RELAÇÃO DE MATERIAIS NA CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS.

Devido as necessidades e obedecendo a legislação vigente (NR31), venho através desta fornecer a VSª informações básicas sobre prestação de Primeiros Socorros e uso dos materiais abaixo relacionados, lembrando que seu uso será apenas em casos de urgências.

1º - Esparadrapo F 0 E 0 destinado a contenção de curativos em geral.

2º - Soro FisiológicoF 0 E 0 ( 0,9% - 250 ml ) Antiséptico para limpeza de ferimentos e lavagem dos olhos.

3º - Atadura Crepe 15cm F 0 E 0 destinada para tipóia imobilização de membros, contenção de pequenas hemorragias externas.

4º - Luva Cirúrgica F 0 E 0 No caso de acidente para preservar sua integridade física use-as.

5º - Bandaid F 0 E 0 Usado para cobrir ferimentos superficiais de pequenas gravidades após estarem devidamente limpos.

6º - Compressas de Gases com 06 unidades F 0 E 0 São usados para curativos tais como: tampão ocular, contenção de pequenos sangramentos até o encaminhamento a unidade Ambulatória ou Hospitalar.

7º - Bandalém - Segue instruções na embalagem

8º - Tesoura pequena s/ponta - Uso somente para fins de atendimento de 1º socorros.

PRESTAÇÃO DE 1ºs SOCORROS

Chamam de PRIMEIROS SOCORROS os cuidados imediatos e provisórios prestados enquanto se aguarda o atendimento médico.

Deve estar baseado numa rápida avaliação de situação, o que indicará ao socorrista suas prioridades. Essa avaliação deve ser feita por meio de técnicas como a Observação, a palpação e o

diálogo.

OBSERVAÇÃO: A observação pode revelar-nos vários fatos:

* Alteração ou ausência da respiração, - * Hemorragias externas, * Deformidades diferente da pele, - * Coloração diferente da pele, * Presença de suor intenso, - * Inquietação, - * Expressão de dor.

PALPAÇÃO: Pela palpação do corpo da vitima podemos constatar a presença ou ausência de vários elementos:

* Batimentos cardíacos, - * Fraturas, - * Pele Úmida, - * Temperatura alta e baixa, - * Mãos e Pés frios.

DIÁLOGO: A tentativa de diálogo com a vitima nos permite várias avaliações:

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* Nível de consciência, - * Sensação e localização da dor, * Incapacidade de mover o corpo ou parte dele, - * Perda da sensibilidade em alguma parte do corpo.

AÇÃO DO SOCORRISTA: Uma vez definida e analisada uma situação, a ação do socorrista deve, de acordo com as necessidades, ser dirigida para:

* Restabelecer a respiração e os batimentos cardíacos, - * Controlar hemorragias, * Prevenir o estado de choque, - * Verificar a presença de lesões menos graves e tratá-las, * Preparar a vitima para remoção segura, - * Providenciar transporte e tratamento médico imediato.

Para se poder prestar um atendimento rápido e eficaz, são necessários materiais como gaze esterilizada, pano limpo etc., que nem sempre estão disponíveis.

Por isso, uma das qualidades do socorrista é a capacidade rápida de raciocínio e improvisação. Ele tem de lançar mão do que dispuser no momento: Um galho de árvore - para fazer uma tala para imobilizar membros fraturados um paletó e alguns paus para fazer uma padiola etc.

É importante que o socorrista tenha iniciativa e uma certa liderança ao atuar junto á vitima. Mas é preciso lembrar que sua tarefa restringe- se a prestar os primeiros socorros. Em outras palavras:

Não se deve fazer mais do que o rigorosamente essencial enquanto se providencie e se aguarda auxilio médico. O objetivo do primeiro atendimento à vitima é procurar mantê-la viva e protegida contra novos e maiores riscos enquanto o atendimento médico não chega.

As situações de emergência são quase sempre imprevisíveis. Podem variar de um simples corte até uma parada cardíaca, caso em que a vitima corre perigo de vida. Num caso grave, a atitude do socorrista pode significar a vida ou a morte da pessoa socorrida.

Uma providência importante é evitar o pânico, afastando os curiosos das proximidades da vitima e facilitando os trabalhos de atendimento de emergência com a chegada do auxilio médico, a liderança das ações de socorro passa a ser do Médico ou da Enfermagem.

A partir desse momento, o socorrista deve colocar-se à disposição do atendimento médico, dando-lhe as informações de que dispõe.

40º - Quais são os sinais vitais ?

Os primeiros minutos que se sucedem a todo acidente, principalmente nos casos mais graves, são importantíssimos para a garantia de vida da vítima, principalmente se forem bem aproveitados pelo Socorrista.

As chances de sobrevivência diminuem drasticamente para as vítimas de trauma que não recebem cuidados médicos especiais dentro de uma hora após o acidente.

Se o acidentado tiver a sorte de ter um Socorrista por perto, que possa prestar-lhe os Primeiros Socorros, aumentam as suas chances de recuperação.

Da parte de quem presta o auxílio, há uma verdadeira corrida contra o tempo, onde os seus conhecimentos técnicos (de primeiros socorros) têm de ser praticados com rapidez e eficiência. O autocontrole é fundamental pois, sem ele, atitudes irresponsáveis podem por em risco a vida do paciente e a sua própria. Dentre tantas providências que se fazem necessárias nesses casos, o Socorrista

deve ter bem clara em sua mente, aquelas realmente produtivas.

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A sequência lógica a ser seguida pelo Socorrista, na maioria das situações de acidentes, pode ser resumida nas cinco (5) etapas seguintes:

Primeiros Socorros Entrevista

Sinais Vitais Exame da Cabeça-aos-pés e Transporte do acidentado.

1 - Primeiros Socorros É importante que se conheçam os mecanismos da injúria. Certas lesões são "comuns" a certos tipos de

acidentes: fraturas são associadas a quedas e colisões; queimaduras são frequentes em incêndios e explosões; perfurações dos tecidos

face (pálida ou rubra ?) lábios (azuis ou descolorados ?)

pulso (rápido ou fraco ?) respiração (ofegante ou quase inexistente ?)

outras. Quanto ao

NÍVEL DE CONSCIÊNCIA da vítima, verificar:

A = alerta (acordado) F = fala

D = dorI = inconsciente (não responde)

2 - Entrevista Se no local do acidente, estiverem outras pessoas (além do acidentado

e do Socorrista), é importante que se obtenha(m) dela(s) as informações e a ajuda de que necessita, para o melhor atendimento da

vítima. As informações a serem obtidas pelo Socorrista nesta "entrevista"

rápida podem estar relacionadas a: Causas e hora do acidente

Conhecimento ou parentesco da vítima Indicação de antídotos e endereços úteis

Idade, hábitos, doenças e remédios usados pelo acidentado Conhecimento prévio de Primeiros Socorros

etc.

A ajuda que se pode obter dos "curiosos" presentes, diz respeito a: Transporte do acidentado

Saída à procura de auxílio e/ou de materiais Captura do animal peçonhento que causou o acidente

Direção da viatura de socorro (no caso de carro particular) etc.

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3 - Sinais Vitais Sinais vitais são indicativos do funcionamento normal do organismo e diz respeito a:

3.1 - pulso 3.2 - respiração

3.3 - pressão arterial 3.4 - temperatura corporal 3.5 - nível de consciência

3.6 - dilatação das pupilas 3.7 - cor da pele.

3.1 - PULSO

O que se chama comumente de "pulso" está associado às pulsações ou às batidas do coração, impulsionando o sangue pelas artérias, e que podem ser sentidas ao posicionarmos as pontas dos dedos em

locais estratégicos do corpo. Esses locais são apontados, nas figuras acima e ao lado: As pulsações devem ser contadas durante 30 segundos, e o resultado multiplicado por 2, para se determinar

o número de batidas por minuto. Ou, como mostra o texto da figura acima, contam-se os batimentos durante 15 segundos e multiplica-se por 4.

A interpretação deste resultado, nos adultos, é mostrada na tabela a seguir:

BATIMENTOS CARDÍACOS EM ADULTOS (No./min)

NÚMERO INTERPRETAÇÃO 60 a 80 Normal

< 60 Lento (bradicardia) >= 100 Rápido (taquicardia)

100 - 150 Emergência (acidentado) > 150 Procurar Médico rápido

Como regra geral, sempre que os batimentos cardíacos forem menores que 50 ou maiores que 120 por minuto, algo seriamente errado está acontecendo com o paciente. É possível que haja a necessidade de se proceder à massagem cárdio- respiratória e à respiração

boca-a-boca.

3.2 - RESPIRAÇÃO

A respiração, na prática, é o conjunto de 2 movimentos normais dos pulmões e músculos do peito: 1 - inspiração (entrada de ar pela boca/nariz); e 2 - expiração (saída de ar, pelas mesmas vias respiratórias).

Nota-se a respiração pelo arfar (movimento de sobe e desce do peito) ritimado do indivíduo. A respiração normal e alterada, é mostrada na tabela abaixo:

RESPIRAÇÃO EM ADULTOS (No./min) NÚMERO INTERPRETAÇÃO

12 -20 Normal <10 >28 Séria emergência

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3.3 - PRESSÃO ARTERIAL

A pressão arterial é a força com que o coração bombeia o sangue para as artérias. É medida (por Médicos e Enfermeiros), por meio do aparelho de pressão (almofada inflável, com manômetro, em volta do braço), em unidades de milímetros de mercúrio.

A pressão arterial é dada por 2 números: 12 por 8 é a normal (ou 120 mmHg para a alta, máxima ou sistólica e 80 mmHg para a baixa, mínima ou diastólica --- na linguagem dos

Médicos). Problemas muito sérios podem acontecer se a pressão atinge os valores da tabela abaixo:

PRESSÃO ARTERIAL ANORMAL (mmHg)

MÁXIMA MÍNIMA > 180 > 104 < 90 < 60

ma forma expedita de calcular o que deveria ser a pressão máxima normal de adultos até 40 anos de idade é mostrada abaixo: HOMENS = idade + 100. Exemplo: 36 anos + 100 = 136 mmHg = pressão 14, aproximadamente. MULHERES = idade + 90. Exemplo: 36 anos + 90 = 126 mmHg = pressão 13, aproximadamente.

3.4 - TEMPERATURA CORPORAL A temperatura corporal é medida em termômetros (de mercúrio ou digitais) colocados, durante

alguns minutos, com a extremidade que contem o bulbo (no primeiro caso) nas axilas ou na boca do paciente.

A temperatura corporal normal é 36,8oC. A partir de 37,5oC já se configura a febre. Normalmente, as temperaturas elevadas, indicam algum tipo de infecção no organismo.

3.5 - NÍVEL DE CONSCIÊNCIA Alguns traumas provocados por acidentes, podem alterar o nível de consciência do indivíduo.

A verificação desse nível pode ser checada do seguinte modo:

A = Alerta. Se o acidentado estiver alerta (ou acordado), provavelmente não deve ter sido alterado o seu nível de consciência.

F = Fala. Deve-se procurar fazer perguntas ao acidentado, neste caso, para saber se sua fala foi afetada e qual o seu nível de consciência.

D = Dor. Um terceiro estágio do nível de consciência, ainda mais grave, é quando o acidentado não fala, mas geme de dor.

N = Não fala. Este é o caso extremo ou o mais perigoso. Possivelmente o paciente está desacordado (desmaiado) ou em estado de coma.

3.6 - DILATAÇÃO DAS PUPILAS A dilatação das pupilas (ou da menina dos olhos) é uma reação normal do organismo à diminuição

da luz incidente no globo ocular. Quando a intensidade luminosa aumenta, ela se contrai. Alterações nesse mecanismo são provocadas por certas lesões, como por exemplo, as do crâneo.

O Socorrista deve observar, inicialmente, se os diâmetros ou as aberturas das pupilas são iguais nos dois olhos. Em seguida, com uma lanterninha, verificar se elas se contraem com a incidência do

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foco.

3.7 - COR DA PELE Alterações na cor da pele, normalmente rosada nas pessoas de cor branca, podem ser usadas para

diagnosticar certos tipos de acidentes. Senão vejamos: a) Cor vermelha: pressão alta, ataque cardíaco, álcool, queimaduras, sol excessivo, doença

infecciosa, CO2, etc. b) Cor branca: choque, ataque cardíaco, anemia, distúrbios emocionais, desmaio, etc. c) Cor azul: asfixia (sufocação), hipóxia (falta de oxigênio), dispnéia, ataque cardíaco,

envenenamento, etc. d) Cor amarela: doença do fígado.

e) Cor preta e azul: derramamento de sangue abaixo da superfície da pele.

4 - Exame da Cabeça-aos-pés Uma vez verificados os sinais vitais, o Socorrista deve proceder a um exame minucioso do

acidentado, literalmente da cabeça aos pés. Neste exame:

4.1 - OLHE: para possíveis descolorações da pele, deformidades, penetrações, ferimentos, aberturas no pescoço e qualquer movimento anormal do tórax.

4.2 - OUÇA: mudanças no ritmo da respiração, sons estranhos ao respirar e ruídos de ossos quebrados.

4.3 - CHEIRE: odores estranhos vindos do corpo do paciente, hálito e roupas. 4.4 - SINTA: as deformações, flacidez, pulsações, endurecimentos ou maciez anormais, espasmos e

temperatura da pele.

5 - Transporte do Acidentado O transporte do acidentado, dependendo do tipo de acidente, dispensa até algumas das 4 etapas

anteriores, ou seja, se o caso for muito grave, deve ser providenciado de imediato. Muito cuidado deve ser dado ao ferido com suspeita de fratura da coluna cervical pois, neste caso,

movimentos indevidos podem agravar a lesão. As várias técnicas de imobilização dos membros, aconselhado antes do transporte dos acidentados

e o melhor meio de conduzir o paciente ao Hospital, são mostrados no Capítulo deste trabalho relativo aos FERIMENTOS.

Alguns métodos de transporte são mostrados a seguir:

41º - Que é insolação?

42º - Quais os sintomas da insolação ?

INSOLAÇÃO

Devido à ação direta dos raios solares sobre o indivíduo (na rua, na praia, no camo etc.)

INTERMAÇÃO

Devido à ação do calor sobre o indivíduo em locais abrigados do sol (nas fundições, padarias, caldeiras, etc.

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COMO SE MANIFESTAM DE MANEIRA BRUSCA COM:

Intensa falta de ar - às vezes a vítima parece sufocada, com a respiração acelerada e difícil

A vítima cai, desacordada e pálida

Temperatura do corpo elevada

Extremidades arroxeadas

DE MANEIRA LENTA COM:

Dor de cabeça

Enjôo

Tonteiras

Rosto Avermelhado

Pele quente e seca

Não há suor

Pulso rápido

Temperatura do corpo elevada

CHAME UM PROFISSIONAL DE SAÚDE OU PROVIDENCIE O TRANSPORTE DA VÍTIMA PARA UM HOSPITAL IMEDIATAMENTE.

ENQUANTO AGUARDA, APLIQUE COM RAPIDEZ AS SEGUINTES MEDIDAS:

Remova a vítima para um lugar fresco e arejado

Tire suas roupas

Coloque a vítima deitada com a cabeça elevada

Refresque-lhe o corpo por meio de banho

Envolva a cabeça em toalhas ou panos embebidos em água fria renovadas com freqüência

Se disponível, ponha saco de gelo na cabeça

Coloque-a sob ventiladores ou em um ambiente refrigerado

TODO E QUALQUER SOCORRO À VÍTIMA DE INSOLAÇÃO E INTERNAÇÃO É NO SENTIDO DE BAIXAR A TEMPERATURA DO CORPO DE MODO PROGRESSIVO.

43º - Quais as sinais clínicos que caracterizam uma fratura ?

Dor ou grande sensibilidade em um osso ou articulação _ Incapacidade de movimentar a parte afetada além de adormecimento ou formigamento da região.

_ Inchaço e pele arroxeada, acompanhada de deformação do membro.

Em caso de fratura, o primeiro socorro consiste apenas em impedir o deslocamento das partes quebradas, evitando maiores danos.

Existem 2 tipos de fraturas:

FECHADAS: Quando o osso se quebrou, mas a pele não foi perfurada. EXPOSTAS: Quando o osso está quebrado e a pele rompida.

Deve-se desconfiar de fratura sempre que a parte suspeita não possua aparência ou função normais ou quando haja dor no local atingido, incapacidade de movimentar o membro, posição anormal do mesmo ou, ainda, sensação de atrito no local suspeito.

A) FRATURAS FECHADAS: Coloque o membro acidentado em posição tão natural quanto possível, SEM DESCONFORTO para a vítima.

- Imobilize a fratura, movimentando o menos possível.

Ponha talas sustentando o membro atingido. As talas deverão ter comprimento suficiente para ultrapassar as juntas acima e abaixo da fratura. Qualquer material rígido pode ser empregado, como: tala, tábua, estaca, papelão, vareta de metal ou mesmo uma revista grossa ou um jornal grosso e dobrado. Use panos ou outro material macio para alcochoar as talas, a fim de evitar danos à pele. As talas devem ser amarradas com ataduras, ou tiras de pano não muito apertado, em no mínimo, quatro pontos:

ABAIXO da junta, ABAIXO da fratura

ACIMA da junta, ACIMA da fratura

Outro recurso no caso de fratura de perna é amarrar a perna quebrada na outra, desde que sã, tendo o cuidado de colocar entre ambas um lençol ou manta dobrados.

B) FRATURAS EXPOSTAS:

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Coloque uma gaze, um lenço ou um pano limpo sobre o ferimento

Fixe firmemente o curativo no lugar, utilizando uma bandagem forte - gravata, tira de roupa, cinto etc.

No caso de hemorragia grave, siga as instruções da página de hemorragia

Mantenha a vítima deitada

Aplique talas, conforme descrito para as fraturas fechadas, sem tentar puxar o membro ou fazê-lo voltar a sua posição natural

Transporte a vítima somente após imobilizar a parte fraturada

Chame ou leve o paciente a um médico ou a um hospital, de carro ou de ambulância, tão logo a fratura seja imobilizada.

NÃO DESLOQUE OU ARRASTE A VÍTIMA ATÉ QUE A REGIÃO SUSPEITA DE FRATURA TENHA SIDO IMOBILIZADA, A MENOS QUE A VÍTIMA SE ENCONTRE EM IMINENTE PERIGO.

ESMAGAMENTO

Hemorragia

Fratura

Em caso de amputação, coloque a parte seccionada dentro de um saco plástico que não tenha sido usado. Acondicione o saco com a parte amputada em uma vasilha com gelo e ENVIE COM A VÍTIMA para um hospital.

Luxações ou Deslocamentos Toda vez que os ossos de uma articulação ou junta saírem de seu lugar, proceda como no caso de fraturas fechadas.

Coloque o braço em uma tipóia quando houver luxação do ombro, do cotovelo ou do punho

ENTORSES

Trate como se houvesse fratura

Imobilize a parte afetada

Aplique gelo e compressas frias

NÃO APLIQUE NADA QUENTE SOBRE A PARTE AFETADA DURANTE 24 HORAS NO MÍNIMO. O CALOR AUMENTARIA A DOR E A INCHAÇÃO.

COMO COLOCAR TALAS DE IMOBILIZAÇÃO: O correto tratamento de uma luxação ou de uma entorse exige atendimento médico

44º - Como proceder em caso de hemorragia? Manter o local em plano mais elevado que o coração

_ Pressionar o local por cerca de 10 minutos, comprimindo com um pano limpo.

_ Em seguida, cobrir com gaze e prender com atadura.

45º - O que fazer em caso de parada cardíaca? Sinais:

Ausência de pulsação; - Acentuada palidez;

- Pele e lábios arroxeados; - Pupilas dilatadas.

Procedimentos: - Deite a vítima de costas sobre superfície rígida; - Ajoelhe - se ao seu lado; - Coloque suas mãos sobre postas na metade inferior do externo; - Pressione com firmeza o externo comprimindo o coração de encontro a

coluna vertebral; - Descomprima em seguida ; - Repita a manobra cerca de 60 (sessenta) vezes por minuto, até restabelecer os batimentos.

46 – O que fazer em caso de obstrução das vias áreas ou garganta? A pulsação normal em adultos é entre 60 e 80 batimentos cardíacos por minuto; nas crianças, entre 80 e 100. Para

contar, coloque a ponta dos dedos no punho da vítima: • Pulso fraco e rápido pode significar estado de choque;

• Ausência de pulso pode indicar parada cardíaca: inicie imediatamente a reanimação cardiopulmonar (RCP). Verifique a Respiração

Normalmente um adulto respira cerca de 17 vezes por minuto. • Respiração rápida e superficial pode indicar estado de choque;

• Respiração profunda e penosa pode significar obstrução das vias respiratórias ou doença cardíaca: desobstrua

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imediatamente as vias respiratórias da vítima; • Respiração com eliminação de sangue pela boca ou pelo nariz e tosse pode indicar dano nos pulmões por fratura

de costelas. Estado das Pupilas ("meninas dos olhos"):

A análise das pupilas pode indicar: • Contraídas - vício de drogas ou doenças que afetam o sistema nervoso central;

• Dilatadas - estado de relaxamento e inconsciência ou por ataque cardíaco ou envenenamento por drogas, álcool ou solvente;

• Desiguais - denunciam traumatismo craniano. A Cor da Pele Revela Sinais

A coloração da pele pode indicar indícios: • Avermelhada - início de envenenamento por monóxido de carbono ou traumatismo craniano;

• Vermelhidão seguida de arroxeamento - intoxicação por gás; • Azulada ou arroxeada - queda de oxigenação no sangue, risco de paradas cardíacas e respiratórias, casos de

obstrução das vias aéreas e alguns tipos de envenenamento; • Pálida ou acinzentada - circulação insuficiente ou estados de choque e doenças cardíacas.

A Temperatura do Corpo Ao medir a temperatura nas axilas, quando abaixo de 36ºC, pode indicar estado de choque, hemorragias, exposição

prolongada ao frio. Se for mais alta que 37,5ºC, pode ser decorrência de febre ou de exposição a calor excessivo. Capacidade de Movimentação

• Paralisia de um dos lados do corpo, inclusive da face, pode indicar hemorragia cerebral ou intoxicação por drogas; • Paralisia das pernas pode indicar fratura de coluna abaixo do pescoço;

• Paralisia de braços e pernas pode denunciar fratura de coluna ao Verifique Também

1. Estado de consciência: Pergunte à vítima o seu nome, onde está, qual o dia da semana, etc. Respostas erradas podem significar traumatismo craniano e envenenamento.

2. Reação à dor: A incapacidade de movimentos geralmente está associada à insensibilidade à dor; queixa de formigamento nas extremidades pode significar trauma na coluna.

Diferença entre Paradas Respiratória e Cardíaca Sinais de Parada Respiratória:

• Inconsciência • Peito Imóvel

• Ausência de saída de ar pelas vias aéreas • Lábios e unhas azuladas

Sinais de Parada Cardíaca: • Inconsciência

• Ausência de pulsação e de ausculta de batimentos cardíacos • Palidez excessiva

• Lábios, unhas e mãos arroxeadas RCP - Reanimação Cardiopulmonar

Estes são os procedimentos a serem seguidos no caso de parada cardíaca: • Colocar a vítima deitada sobre superfície dura

• Posicione-se ao lado da vítima • Coloque as mãos sobrepostas no terço inferior do osso esterno (localizado no tórax)

• Fazer compressão sobre o osso com os seus braços esticados • Faça 60 compressões por minuto

Tratando-se de parada cardiorrespiratória: • Faça 10-15 compressões alternando com 2 respirações boca a boca

Controle o pulso carótido (pulsação percebida no pescoço) e movimentos respiratórios. Pare somente se estes sinais forem restabelecidos.

Prioridade no Socorro No caso de mais de uma vítima, socorra primeiramente os casos mais graves como:

• atendido não consegue respirar; • paradas cardíacas;

• perda descontrolada de sangue; • traumas no crânio e na coluna vertebral;

• envenenamentos; •complicações diabéticas;

• problemas cardíacos;

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• peito e abdome abertos; • estado de choque.

Obedecendo essa ordem de prioridades, seguem-se em casos de queimaduras ou fraturas múltiplas, fratura simples, ferimentos de menor importância e óbito.

O que Fazer após o Socorro de Urgência?Para impedir o agravamento do estado de uma vítima já restabelecida:

1. Aguarde o atendimento médico no local. Só transporte a vítima se absolutamente necessário ou se ela estiver em condições de saúde que não inspirem qualquer preocupação;

2. Mantenha a vítima deitada de costas e com a cabeça de lado, mesmo que ela tenha voltado a si; 3. Mesmo que a vítima aparente estar bem, obrigue-a a receber tratamento especializado;

4. Conte ao médico sinais observados na vítima para ajudá-lo em tratamento posterio

Respiração A respiração é crítica para a sobrevivência do organismo, e garanti-la é o ponto fundamental de qualquer

procedimento de primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis em no máximo 6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é quase certa.

Para verificar a respiração, flexione a cabeça da vítima para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, e ao mesmo tempo observe o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela boca e narinas da

vítima. Veja se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório.

Se não há movimentos respiratórios, isso indica que houve parada respiratória.

Abertura das vias respiratórias(AÉREAS) O primeiro procedimento é verificar se há obstrução das vias aéreas do paciente.

Para isso, deixe o queixo da vítima levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os dedos, remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses, dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos.

Os movimentos do pescoço devem ser limitados, e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar danos irreparáveis.

Respiração artificial É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração que deve ser ministrado imediatamente, em todos

os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca.

Asfixia/sufocação Dependendo da gravidade da asfixia, os sintomas podem ir desde um estado de agitação, palidez, dilatação das

pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência com paragem respiratória e cianose(tonalidade azulada) da face e extremidades(dedos dos pés e mãos).

O que deve fazer: Se a asfixia for devido a um corpo estranho deve (numa criança pequena):

• Se o objeto estiver no nariz, pedir à criança para se assoar com força, comprimindo com o dedo a narina contrária;

• Se for na garganta, abrir a boca e tentar extrair o objeto, se este ainda estiver visível usando o dedo indicador em gancho ou uma pinça, com cuidado para não empurrar o objeto;

• Colocar a criança de cabeça para baixo. Sacudi-la e bater-lhe a meio das costas, entre as omoplatas, com a mão aberta.

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Show! muito bom!
Muito bom, tecnica de segurança do trabalho.
Exelente, pós enfermagen do trabalho.
Exelente, cursando oitavo semestre enfermagem, e pós graduaçao em enfermagem do trabalho.
muito bom
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