Especificação Técnica - Escavação e Carga de Material, Notas de estudo de Urbanismo
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Especificação Técnica - Escavação e Carga de Material, Notas de estudo de Urbanismo

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ESCAVAÇÃO E CARGA DE MATERIAL
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CÓDIGO REV. ET-DE-Q00/002 A

EMISSÃO FOLHA

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA mar/2006 1 de 11

Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte – DER/SP – mantido o texto original e não acrescentando qualquer tipo de propaganda comercial.

TÍTULO

ESCAVAÇÃO E CARGA DE MATERIAL ÓRGÃO

DIRETORIA DE ENGENHARIA PALAVRAS-CHAVE

Escavação. Cortes. Carga. APROVAÇÃO PROCESSO

PR 010969/18/DE/2006 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

DERSA - DESENVOLVIMENTO RODOVIÁRIO S.A. ET-Q0/016. Cortes. São Paulo, 1997.

OBSERVAÇÕES

REVISÃO DATA DISCRIMINAÇÃO

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ÍNDICE 1 OBJETIVO.....................................................................................................................................3

2 DEFINIÇÃO ..................................................................................................................................3

3 MATERIAIS ..................................................................................................................................3

3.1 Materiais de 1ª Categoria: ..........................................................................................................3

3.2 Materiais de 2ª Categoria: ..........................................................................................................4

3.3 Materiais de 3ª Categoria: ..........................................................................................................4

3.4 Solo Mole ou Material Brejoso ..................................................................................................4

4 EQUIPAMENTOS.........................................................................................................................4

5 EXECUÇÃO ..................................................................................................................................5

6 CONTROLE...................................................................................................................................8

6.1 Geométrico .................................................................................................................................8

7 ACEITAÇÃO.................................................................................................................................8

8 CONTROLE AMBIENTAL..........................................................................................................8

9 CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO..........................................................................10

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1 OBJETIVO

Definir os critérios que orientam a execução, aceitação, e medição dos serviços de escava- ções e carga e, remoção de materiais de primeira, segunda e terceira categorias, em obras rodoviárias sob a jurisdição do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo – DER/SP.

2 DEFINIÇÃO

Escavação e carga de material consiste-se nas operações de remoção do material constituin- te do terreno nos locais onde a implantação da geometria projetada requer a sua remoção, ou escavação de áreas de empréstimo de material, incluindo a carga e o transporte dos materiais para seu destino final: aterro ou depósito de materiais de excedentes.

As operações de escavação e carga compreendem:

a) escavação e carga do material em áreas de corte até o greide de terraplenagem; b) escavação e carga de material em áreas de corte situadas abaixo do greide de terra-

plenagem no caso em que o subleito é constituído por materiais impróprios, na espes- sura fixada em projeto ou pela fiscalização;

c) escavação e carga de material de degraus ou arrasamentos nos alargamentos de ater- ros existentes;

d) escavação e carga de material de degrau em terrenos de fundação fortemente inclina- dos;

e) escavação e carga de material, quando houver necessidade de remoção da camada vegetal, em profundidades superiores a 20 cm;

f) escavação e carga de materiais de área de empréstimos; g) escavação com equipamento convencional de terraplenagem, destinados à alteração

de cursos d’água objetivando eliminar travessias ou posicioná-las de forma mais con- veniente em relação ao traçado, os assim chamados corta rios.

3 MATERIAIS

Os materiais ocorrentes no cortes devem ser classificados em conformidade com as seguin- tes definições:

3.1 Materiais de 1ª Categoria:

Compreendem os solos em geral, de natureza residual ou sedimentar e seixos rolados ou não com diâmetro máximo de 0,15 cm.

Em geral todos os materiais são escavados por tratores escavo-transportadores de pneus, empurrados por tratores esteiras de peso compatível ou por escavadeiras hidráulicas.

Sua escavação não exige o emprego de explosivo.

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3.2 Materiais de 2ª Categoria:

Compreendem os materiais com resistência ao desmonte mecânico inferior ao da rocha sã, piçarras, isto é, material granular formado geralmente por fragmentos de rocha alterada ou fraturada: saibros, ou seja, material composto geralmente por areia e silte proveniente da al- teração da rocha, argilas e rochas alteradas, cuja extração se processa por combinação de métodos que obriguem a utilização contínua e indispensável de equipamento de escarifica- ção, constituído por trator de esteira escarificador de somente um dente - ripper, de dimen- sões adequadas.

Pode, eventualmente, ser necessário o uso de explosivos.

Estão incluídos nesta classificação os blocos de rocha com volume inferior a 2,0 m³ e os matacões ou pedras de diâmetro médio compreendido ente 0,15 m e 1,0 m.

Os materiais de 2ª categoria são classificados em:

a) 2ª categoria com ripper: aplica-se quando houver predominância acentuada do em- prego de ripper;

b) 2ª categoria com explosivos: aplica-se quando houver predominância acentuada do emprego de explosivos.

3.3 Materiais de 3ª Categoria:

Compreendem a rocha sã, matacões maciços, blocos e rochas fraturadas de volume superior a 2,0 m³ que só possam ser extraídos após a redução em blocos menores, exigindo o uso contínuo de explosivos, ou outros materiais e dispositivos para desagregação da rocha.

3.4 Solo Mole ou Material Brejoso

Compreendem os solos que não apresentam em seu estado natural, capacidade de suporte para apoio direto dos equipamentos de escavação. Sua escavação somente é possível com escavadeiras apoiadas fora da área de remoção, isto é, em aterros ou estivas colocadas para propiciar suporte adequado ao equipamento.

Esta classificação abrange solos localizados acima e abaixo do nível d’água, com teor de umidade elevado.

4 EQUIPAMENTOS

Antes do início da execução dos serviços todos os equipamentos devem ser examinados e aprovados pelo DER/SP.

A seleção de equipamentos deve obedecer às seguintes indicações:

a) escavação em materiais de 1ª categoria: tratores de esteiras equipados com lâmina, escavo-transportador ou escavadores conjugados, caminhões basculantes, pás carre- gadeiras, motoniveladoras e escavadeiras hidráulica, tratores para operação de push;

b) escavação em materiais de 2ª categoria: tratores de esteiras equipados com ripper, es-

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carificador pesado, motoniveladora, escavadores conjugados, caminhões basculantes, pás carregadeiras, motoniveladoras e escavadeiras hidráulica; compressores e perfura- trizes;

c) escavação em materiais de 3ª categoria: compressores de ar, perfuratrizes pneumáti- cas ou elétricas, tratores equipados com lâmina, escavadores conjugados com trans- portadores; caminhões basculantes e pás carregadeiras;

d) escavação solos brejosos, inclusive execução de corta-rios com emprego de escava- deiras de arraste, dragline, complementado por outros equipamentos citados nas alí- neas anteriores.

Para execução dos serviços de escavação deve-se utilizar para complementar os equipamen- tos destinados à manutenção de caminhos de serviços, áreas de trabalho e esgotamento das águas das cavas de remoção. Tais atividades devem ser previstas pela executante para oti- mização e garantia da qualidade dos trabalhos.

5 EXECUÇÃO

Todas as escavações devem ser executadas nas larguras e com a inclinação dos taludes indi- cados no projeto.

A operação de escavação deve ser precedida dos serviços de desmatamento, destocamento e limpeza.

A escavação dos cortes deve obedecer aos elementos técnicos fornecidos pelo projeto de ter- raplenagem e nas notas de serviço. O desenvolvimento dos trabalhos deve otimizar a utili- zação adequada, ou rejeição dos materiais extraídos. Apenas são transportados para consti- tuição dos aterros, os materiais que pela classificação e caracterização efetuados nos cortes, sejam compatíveis com as especificações de execução dos aterros, em conformidade com o projeto.

Constatada a conveniência técnica e econômica de reserva de materiais escavados em cor- tes, para execução de camadas superficiais da plataforma, é recomendável o depósito dos re- feridos materiais em locais indicados pela fiscalização para sua oportuna utilização.

Em situações em que o nível de água situe-se acima da cota do greide de terraplenagem, os taludes apresentem teor de umidade elevado, é necessário que se execute a drenagem ade- quada, com a instalação de um sistema de drenos profundos ou drenos sub-horizontais. A quantidade, posicionamento, diâmetro e comprimentos destes drenos devem ser executados de acordo com o projeto.

Imediatamente após a conclusão da execução dos drenos, deve ser iniciada a execução do aterro de proteção de taludes de corte, utilizando-se solo solo superficial, argilo-arenoso, a- reno-argiloso laterizado ou aqueles indicados no projeto. Sempre que possível os materiais para proteção devem ser provenientes de cortes vizinhos ou de áreas de empréstimos indica- dos em projeto ou pela fiscalização.

Quando a escavação atingir o greide de terraplenagem, e os solos do subleito forem inade- quados, isto é, constituídos por solos de expansão maior que 2% , possuírem baixa capaci-

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dade de suporte ou orgânicos, é necessário o rebaixamento do greide de terraplenagem na espessura estabelecida em projeto, ou de 60 cm no mínimo, ou a definida pela fiscalização, nos casos não previstos em projeto.

As espessuras e as características dos materiais constituintes das camadas de aterro, devem estar em conformidade com a especificação ET-DE-Q004, aterro e, com as determinações de projeto.

Os taludes ao final das escavações devem possuir a geometria indicada em projeto e super- fície desempenada. Somente devem ser efetuadas alterações de inclinação caso novos dados geotécnicos justifiquem a alteração da inclinação, ou quando ocorrerem escorregamentos durante a execução. O talude deve apresentar a superfície desempenada, obtida pelos equi- pamentos de escavação.

As cristas de corte e entradas dos taludes devem ser arredondadas e as banquetas, sempre que possível, devem possuir concordância com terreno natural, o que pode envolver escava- ções não previstas em projeto, cabendo a fiscalização autorizar estas escavações adicionais.

Os taludes em que houver diferentes inclinações, a concordância deve ser contínua, e execu- tada de modo evitar a formação de elevações e depressões.

Nas áreas de transição de aterros para corte, deve ser executada a escavação e remoção de 0,60 m abaixo da cota de terraplenagem, na área de corte, na extensão mínima de 2,0 m. O material escavado deve ser substituído por materiais com as mesmas características dos 0,60 m da camada final de aterro.

SEÇÃO LONGITUDINAL

2,00 m

Figura 1

Quando as escavações necessitarem da utilização de explosivos, para desmonte de material de 3ª categoria, a utilização de explosivos deve ser executada de acordo com projeto especi- fico para cada caso.

As escavações em locais que apresentarem material rochoso devem atender as seguintes e- xigências:

a) quando a escavação atingir o greide de terraplenagem, mas apresentar saliências pro-

Greide de Terraplenagem

Corte

Aterro

1,0 m

0,6 m

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venientes da retirada de blocos rochosos, as depressões devem ser preenchidas com material britado, tomando-se o cuidado de drenar essas depressões;

b) não devem ser admitidos saliências superiores a 0,10 m, nem depressões superiores a 0,30 m em relação ao plano definido pela superfície de corte;

c) não é permitida a existência de blocos de rocha em taludes que coloque a segurança dos usuários em risco.

Durante a execução dos cortes deve ser implantados, simultaneamente, os dispositivos de drenagem superficial, drenos sub-horizontais e elementos de proteção de talude, indicadas no projeto.

Não devem ser permitidos materiais soltos provenientes de limpeza ou escavação nas pro- ximidades das linhas de off-set’s dos cortes.

Os corta-rios, caso ocorram, devem ser tratados em conformidade com o projeto.

Desde o início das obras até seu recebimento definitivo, as escavações já executadas ou em execução devem ser protegidas contra a ação erosiva das águas e mantidas em condição que assegurem drenagem eficiente.

Durante a execução, o executante é responsável pela manutenção dos caminhos de serviço sem ônus ao contratante.

Todos os danos ou prejuízos que porventura ocorram em propriedades lindeiras, durante a execução dos serviços são de responsabilidade exclusiva do executante.

5.1 Escavação de Material Solo Mole ou Material Brejoso

Em locais de terreno alagado, toda área de escavação, sempre que possível, deve ser previ- amente drenada antes das operações de escavação carga do material.

A água da área deve ser removida por meio de valetas de drenagem, drenos de talvegue, bombeamento ou qualquer outro processo com eficácia comprovada e que seja economica- mente viável, estes processos devem estar especificados no projeto ou serem indicados pela fiscalização.

Quando for executada abertura de valas, para drenagem da água, a escavação deve ser exe- cutada, preferencialmente, de jusante para montante.

Quando as paredes das valas apresentarem instabilidade, a fiscalização deve determinar o seu preenchimento com material inerte, envolvido ou não por manta filtrante, ou a constru- ção de dreno de talvegue.

Em locais cuja a inclinação do terreno não permitam a drenagem da área por gravidade, de- ve ser executado poço de captação, para o qual devem ser conduzidas as água por meio de valetas ou drenos de talvegue, para posterior esgotamento da água do poço por meio de bombeamento.

A presença de água durante a escavação, exceto quando autorizada pela fiscalização, só é

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permitida no caso de dragagem.

O material escavado deve ser transportado para fora da faixa de construção e depositado em local indicado pelo projeto ou pela fiscalização, de modo que não interfira com a construção da rodovia. A deposição do material deve obedecer a ET-DE-Q00/007 – Depósito de Mate- riais Excedentes.

6 CONTROLE

6.1 Geométrico

Os levantamentos topográficos devem apontar se a altura e a largura da plataforma nos cor- tes atendem à seção transversal especificada no projeto.

Os taludes em corte devem apresentar, após operações de terraplenagem, a inclinação indi- cada no projeto. As verificações devem ser realizadas, pela executante e pela fiscalização, desde o início e até o término das escavações, de modo a permitir as que sejam executadas correções, sempre que houver necessidade.

O acabamento da plataforma resultante deve atender à conformação da seção transversal in- dicada no projeto.

As tolerâncias admitidas para acabamento dos taludes e plataforma de terraplenagem são seguintes:

a) variação de altura máxima, para eixos e bordas, escavação em solo: ± 0,05 m; b) variação de altura máxima, para eixos e bordas, escavação em rocha: ± 0,10 m; c) variação máxima de largura de + 0,20 m para cada semiplataforma não se admitindo

variação negativa.

7 ACEITAÇÃO

Os serviços são aceitos e passives de medição desde que sejam executados de acordo com esta especificação e o controle geométrico esteja dentro da faixa de tolerância permitida.

Os serviços rejeitados devem ser corrigidos ou complementados.

8 CONTROLE AMBIENTAL

Nas operações de escavação é exigida a adoção dos seguintes procedimentos.

Nas áreas de cortes:

a) evitar o quanto possível o trânsito dos equipamentos e veículos de serviço fora das áreas de trabalho; evitar o excesso de carregamentos dos veículos e controlar a velo- cidade usada;

b) aspergir água permanentemente nos trechos poeirentos, principalmente nas passagens por áreas habitadas;

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c) o revestimento vegetal dos taludes, quando previsto, deve ser executado imediata- mente após a execução dos corte;

d) implantar, caso necessário, sistema de drenagem provisório e de controle de proces- sos erosivos, como carreamento.

Nas áreas de empréstimo:

a) a empresa executante deve licenciar a área de empréstimo, localizada fora da faixa de domínio, junto ao órgão ambiental responsável, antes do início de qualquer ativi- dade na área;

b) o desmatamento, destocamento e limpeza, devem ser executados de acordo com ET- Q00-001, dentro do limite da área licenciada, e o material retirado deve ser estocado de forma que, após a exploração do empréstimo, o solo orgânico possa ser reutilizado na recuperação da área;

c) não é permitida a queima da vegetação removida; d) deve ser evitada a localização de empréstimo em áreas com restrições ambientais e de

boa aptidão agrícola;

e) não devem ser explorados empréstimos em áreas legalmente protegidas tais como: re- servas ecológicas ou florestais, de preservação cultural, ou mesmos em suas proximi- dades;

f) o tráfego de equipamentos e veículos de serviço deve ser controlado para evitar a im- plantação de vias ou trilhas desnecessárias;

g) as áreas de empréstimo devem ser mantidas, durante sua exploração, conveniente- mente drenadas de modo a evitar o acúmulo das águas, bem como os efeitos da ero- são;

h) a exploração deve se dar de acordo com o projeto aprovado pela fiscalização e licen- ciado ambientalmente; qualquer alteração deve ser objeto de complementação do li- cenciamento ambiental;

i) imediatamente após o término da sua exploração, a área deve ser recuperada, consi- derando no mínimo:

- a reconformação da topografia de modo a não provocar pontos de alagamentos, e a não permitir a formação de sulcos erosivos, além de buscar restabelecer a con- formação conforme o entorno da área;

- a implantação de sistema de drenagem que complemente a atividade acima, auxi- liando no escoamento das águas de modo a complementar a função de reconfor- mação topográfica da área. Deve-se buscar ao máximo a utilização de canaleta coberta com grama em placa.

j) a cobertura com grama em placas ou hidrosseameadura nos taludes e platôs forma- dos. Antes de iniciar a regeneração, a camada superior do solo, estocada na fase de limpeza, deve ser espalhada no platô.

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9 CRITÉRIOS DE MEDIÇÃO E PAGAMENTO

9.1 Escavação e Carga de Material

A escavação e carga de material são medidas e pagas por metro cúbico (m³) do volume es- cavado, medido no corte.

A medição dos serviços executados é realizada da seguinte forma:

a) a área da seção transversal a ser considerada, para cálculo e medição do volume esca- vado, é a da seção transversal medida após a escavação;

b) o volume das escavações não previstas em projeto, mas autorizadas pela fiscalização, é obtido através da seção medida após a escavação;

c) os materiais escavados são classificados em conformidade com o descrito no item 3 desta especificação;

d) quando ocorrerem, em uma região, materiais de categorias diferentes, os volumes de- vem ser medidos para cada categoria, e se não for possível definir, na cava, horizon- tes ou linhas de separação entre os materiais, é feita a classificação em porcentagens dos volumes:

- os volumes de blocos, matacões ou fragmentos de rocha maiores 0,5 m, isolados uns dos outros, são calculados considerando sua forma geométrica;

- blocos de dimensões menores que 0,50 m são amontoados e o volume do monte é obtido considerando sua forma geométrica e dimensões aproximadas, o total de espaços vazios no monte admitido é de 40%;

- no caso dos blocos de dimensões menores que 0,50 m misturados com material de outra categoria, o volume de cada material é obtido com base na avaliação da composição percentual da mistura

e) é objeto de medição a escavação e carga de material estocado, para posterior utiliza- ção, cujo o volume é determinado através da seção transversal medida no corte, após a escavação

9.2 Transporte de Material Escavado

A unidade de transporte de material escavado é o metro cúbico pela distância de transporte. A distância de transporte é a menor distância real entre os centros de gravidade de corte e aterro ou depósito de materiais excedentes, considerando o percurso de ida e volta.

A menor fração a ser considerada para efeito de medição é de 10 dam (100m).

Não é objeto de medição o transporte de terra vegetal brejosa, quando a distância de trans- porte for inferior a 5 decâmetros; e de qualquer categoria quando a distância de transporte for inferior ou igual a 1 decâmetro.

9.3 Pagamento

Os serviços executados e medidos da forma descrita são pagos de acordo com os seus res- pectivos preços contratuais, que variam de acordo com a natureza do material escavado.

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Nos preços unitários estão inclusos: mãos de obra necessária para execução dos serviços, com encargos socais, BDI, todos os equipamentos e recursos utilizados na execução dos serviços de escavação, carga e transporte do material.

No preço unitário para execução de escavação de materiais de 3ª categoria, estão inclusos: as operações de execução do plano de fogo, perfurações, fornecimento e colocação dos ex- plosivos, bem como cordel, espoleta, detonadores e todos os demais procedimentos relativos à segurança, isolamento do perímetro afetado pelas detonações e seu respectivo abafamento através de quaisquer materiais. Após as detonações, estão inclusos o término da desagrega- ção e a carga do material nos veículos transportadores.

Está incluso ainda no preço unitário, o pré fissuramento para a conformação dos taludes de acordo com as solicitações de projetos. No caso de escavações em locais de região urbana ou de outras interferências, estão inclusos também os cuidados necessários para evitar os riscos de projeção dos fragmentos e propagação das vibrações sonoras e, deslocamentos de ar.

A drenagem da área é paga indiretamente por intermédio de bombeamento de vala.

DESIGNAÇÃO UNIDADE

22.02.01 – Escavação e carga de material de 1ª ou 2ª categoria m³

22.02.02 – Escavação e carga de material de 2ª categoria com ripper m³

22.02.03 – Escavação e carga de material de 2ª categoria com explosivo m³

22.02.04 – Escavação e carga de material de 3ª categoria m³

22.02.05 – Escavação e carga solo mole sob lâmina d’água. m³

22.02.06.01 – Carga de material estocado m³

22.03.01 – Transporte de material escavado de 1ª ou 2ª categorias até 1 km m³ x km

22.03.02 – Transporte de material escavado de 1ª ou 2ª categorias até 2 km m³ x km

22.03.03 – Transporte de material escavado de 1ª ou 2ª categorias até 5 km m³ x km

22.03.04 – Transporte de material escavado de 1ª ou 2ª categorias até 10 km m³ x km

22.03.05 – Transporte de material escavado de 1ª ou 2ª categorias até 15 km m³ x km

22.03.06 – Transporte de material escavado de 1ª ou 2ª categorias além de 15 km m³x km

22.03.07 – Transporte de material escavado de 3ª categorias até 1 km m³ x km

22.03.08 – Transporte de material escavado de 3ª categorias além de 1 km m³ x km

22.03.09 – Transporte de solo mole até 2 km m³ x km

22.03.10 – Transporte de solo mole além de 2 km m³ x km

22.03.11 – Transporte de material de limpeza até 1 km m³ x km

22.03.12 – Transporte de material de limpeza além de 1 km m³ x km

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