Esportes Coletivos, Futsal, Handebol, Basquete, Voleibol + Atletismo, Notas de estudo de Educação Física
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Microsoft Word - Esportes Coletivos 2009 _Simples_

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 1

Esportes Coletivos

Futsal Handebol Basquetebol

Voleibol Atletismo

Prof. Douglas Flesch Cygainski

2009

História do Futsal

O futebol de salão tem duas versões sobre o seu surgimento, como em outros

esportes há divergências quanto a

começou a ser jogado por volta de 1940 por freqüentadores da Associação Cristã de Moços

(ACM), em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol

livres para poderem jogar e ent

basquete e hóquei. No início, jogavam

mas logo definiram o número de cinco jogadores para cada equipe. As bolas usadas eram de

serragem, crina vegetal, ou de cortiça granulada, mas apresentavam o problema de saltarem

muito e freqüentemente saiam da quadra de jogo, então tiveram seu tamanho diminuído e

seu peso aumentado, por este fato o futebol de salão foi chamado o ‘’esporte da bola

pesada''.

Tem uma versão que seja a mais provável, o futebol da salão foi inventado em 1934

na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, no Uruguai, pelo professor Juan Carlos

Ceriani, que chamou este novo esporte de ‘’indoor

Campeonatos Mundiais

Ano

1982

1985

1988

1989

1992

1996

2000

2004

2008

Futsal x Futebol de Salão: organização da FIFUSA (federação de futebol de salão). Após 1989 a FIFA passou a orga e redigir as regras deste jogo, agora chamado de futsal.

Esportes Coletivos

FUTSAL

sua invenção. Há uma versão que o futebol de salão

ão começaram a jogar suas ''peladas'' nas quadras de

-se com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe,

-foot-ball''.

de Futsal

País Sede Campeão

Brasil Brasil

Espanha Brasil

Austrália Paraguai

Holanda Brasil

Hong Kong Brasil

Espanha Brasil

Guatemala Espanha

Taiwan Espanha

Brasil Brasil

Até 1989 o futsal era chamado de futebol de

– Douglas Flesch Cygainski 2

Vice Campeão

Paraguai

Espanha

Brasil

Holanda

Estados Unidos

Espanha

Brasil

Itália

Espanha

salão, e era de nizar

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 3

Fundamentos

Voser (2002) define técnica como sendo todo gesto ou movimento realizado pelo atleta que

lhe permite dar continuidade e desenvolvimento ao jogo, as técnicas esportivas do futsal

são: passe, domínio, condução, chute, drible, finta, marcação, cabeceio.

Passe: É a ação de interligar-se com os integrantes de uma equipe, é o fundamento técnico

mais importante e que mais acontece, pode sair um passe com a cabeça, com o peito, a

coxa, o ombro. O passe pode ser classificado, de acordo com:

a) Distância: curto (até 4m), médio (de 4m a 10m), longo (acima de 10m)

b) Trajetória: rasteiro, meia altura, parabólico

c) Execução: interna, externa, bico, solado, dorso

d) Espaço de Jogo: lateral, diagonal, paralelo

e) Passes de Habilidades: coxa, peito, cabeça, calcanhar, ombro, etc.

Domínio: Ação consciente que ocorre a partir do recebimento da bola, muitas vezes

entregue por um companheiro de equipe, em mantê-la sob controle e, assim, poder

realizar movimentos técnicos a fim de dar seqüência à jogada. Essa ação poderá ser feita

com qualquer parte do corpo, exceto com aquelas não permitidas pela regra.

Condução: É o movimento de levar a bola próximo aos pés, de maneira que ela esteja

sempre ao alcance do condutor.

Chute: Ação de golpear a bola parada ou em movimento visando desvia-la ou dar-lhe

trajetória, é o fundamento que precede o gol.

Drible: Trata-se de uma série de movimentos e ações que culmina com a superação

do adversário e a seqüência da jogada com a posse da bola. A principal diferença entre o

drible e a finta reside no fato de que no primeiro há o controle da bola, enquanto no

segundo a bola não está presente.

Finta: É uma ação de inteligência motora e cognitiva que ocorre no espaço e no tempo

apropriado. Seu objetivo maior é o de levar o adversário a pensar que quem faz a finta irá

para um lugar quando este vai para outro.

Marcação: Trata-se da ação de evitar que o adversário recebe a bola ou, quando este a

possui, impedir ou dificultar suas ações técnicas de condução, passe, chute ou drible.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 4

Cabeceio: É a ação de golpear a bola com a cabeça.

Sistema e Tática: Qual a diferença?

Sistema Tática

Trata-se do modo como são posicionados

os jogadores em quadra

É a maneira pela qual se aplicam os

sistemas de combinar o jogo de ataque e

de defesa, explorar as deficiências e

neutralizar potencialidades em busca da

vitória.

Exemplos de Sistemas

Tipos de Marcação

Individual: tem como objetivo executar a marcação direta de um adversário. Há dois tipos:

pressão parcial e pressão total.

Zona: marcação em um determinado espaço ou setor da quadra de jogo.

Mista: é a combinação das ações de marcação individual e por zona.

Jogadores

Goleiro (G) Fixo (F)

Ala (A)

Pivô (P)

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 5

Principais Regras

Quadra de Jogo

a) Comprimento: 42m (máximo), 25m (mínimo)

b) Largura: 25m (máximo), 15m (mínimo)

c) Área de meta: raio de 6m

d) Penalidade máxima: 6m

e) Tiro livre sem barreira: 10m

f) Circulo central: raio de 3m

g) Metas (goleiras): 3m x 2m

Número e Substituições dos Atletas

a) Iniciar uma partida: cinco atletas

b) Ficar em quadra: três atletas

c) Máximo no banco de reservas: sete atletas

d) O número de substituições é ilimitada, deve-se fazer sempre uma substituição na

zona de substituição.

Equipamentos Necessários

a) Tênis sem trava, meias, calção, camisas com números

b) Os goleiros devem apresentar camisas de cores diferentes dos demais jogadores.

Duração da Partida e Pedidos de Tempo

a) Dois tempos de 20 minutos cada com 10 minutos de intervalo, cada vez que

houver uma paralisação (saída de bola, falta, etc) o tempo cronometrado é

paralisado.

b) Cada treinador pode pedir apenas um tempo de um minuto por período.

Saída de Centro

Na saída de centro a bola sempre deve ser rolada para frente, vale o gol direto. O time

que rolar a bola para trás, será penalizado com um tiro livre indireto do mesmo local.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 6

Infrações (faltas)

a) Faltas Técnicas: dar ou ter intenção de dar pontapé, calçar, bater, empurrar,

obstruir intencionalmente, trancar e outros do gênero. Tendo como punição uma

falta pessoal e coletiva. O atleta que cometer 5 faltas técnicas ou pessoais,

será desclassificado da partida, sendo substituído por outro jogador.

b) Faltas Pessoais: o goleiro segurar a bola por mais de quatro segundos, demorar

mais que quatro segundos para a cobrança de uma falta ou quatro segundos com

a bola dentro da área de defesa. Outras formas de faltas pessoais é o bi-toque,

tocar na bola sem algum equipamento (principalmente tênis). Tendo como

punição uma falta pessoal e coletiva. Será punido a equipe infratora, com a

cobrança de um TIRO LIVRE INDIRETO a ser executado pelo adversário, no local

onde ocorreu a infração. Se cometida dentro da área de meta do infrator, o

tiro deverá ser executado sobre a linha da área, no local mais próximo da

infração.

c) Faltas Disciplinares: quando o atleta ou comissão técnica comete atos de

indisciplina verbal ou atitudes anti-desportivas. Tendo como punição uma

advertência ou até mesmo uma expulsão e após a quinta falta tiro livre sem

barreira.

Cartões

a) Amarelo: advertência

b) Vermelho: expulsão (dois minutos ou tomar um gol)

Tiros Livres (direto e indireto)

a) Faltas com barreira (5 metros até a quinta falta, a partir da sexta falta, tiro livre

da linha dos 10 metros, ou mais próximo, sem barreira).

b) O executor do tiro livre de 10m deverá obrigatoriamente chutar a bola em

direção a meta, com a intenção de assinalar um tento (gol), sendo proibido o

passe para outro jogador de sua equipe.

c) Se um atleta recuar a bola (tiro livre direto ou indireto) para o goleiro e esta

entra diretamente no gol, deverá ser marcado um arremesso de canto a favor da

equipe adversária.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 7

Penalidade Máxima

Faltas dentro da área (distância 6 metros e o goleiro deve permanecer na linha do gol), o

executante não é obrigado a chutar a bola em direção à meta, podendo passar a bola

para outro companheiro.

Tiro de Meta e Ações do Goleiro

a) O goleiro deve cobrar o tiro de meta somente com a mão.

b) Para devolver a bola para o goleiro, a bola deve ultrapassar o meio da quadra,

bater no adversário ou sair pela lateral (se acontecer alguma destas

infrações, será concedido um arremesso lateral para a equipe adversária). O

goleiro só poderá pegar a bola recuada com a mão se atrasada pelo seu

companheiro com parte acima do joelho (coxa, peito, cabeça).

c) O goleiro utilizara os pés na quadra de defesa por quatro segundos, na quadra de

ataque o tempo é livre, na sua área, quatro segundos com as mãos ou os pés.

d) Não será válido o tento assinalado diretamente de arremesso de meta tocando

ou não no goleiro.

Arremesso Lateral

a) A bola deve estar em cima da linha.

b) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra sua própria meta, e a bola tocar em

qualquer jogador e entrar no gol, o tento será válido. Se penetrar diretamente o

gol não será válido, será cobrado tiro de canto em favor da equipe adversária.

c) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra a meta adversária, e a bola tocar em

qualquer jogador e entrar no gol, o tento será válido. Se penetrar diretamente o

gol não será válido, será cobrado, será cobrado arremesso de meta em favor da

equipe adversária.

Arremesso de Canto

a) Vale gol direto, dentro do semi círculo.

b) Não vale gol contra, tocando ou não no goleiro, a partida será reiniciada com um

arremesso de canto em favor da equipe adversária.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 8

Quadra de Jogo

FONTE: http://www.futsaldobrasil.com.br/2009/cbfs/regras.php

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 9

HANDEBOL

História do Handebol

O Handebol não foi criado ou inventado, a bola é sem dúvida um dos instrumentos

desportivos mais antigos do mundo e vem cativando o homem há milênios. O jogo de

Urânia, praticado na antiga Grécia com uma bola do tamanho de uma maçã, usando as mãos

mas sem balizas, é citado por Homero na Odisséia.

Também os Romanos, segundo Cláudio Galeno (130-200 d.C), conheciam um jogo

praticado com as mãos, o Harpastum. Mesmo durante a idade média, eram os jogos com

bola praticados como lazer por rapazes e moças. Na França, Rabelais (1494-1533 d.C) citava

uma espécie de handebol (esprés jouaiant â la balle, à la paume). No ano de 1848, o

professor dinamarquês Holger Nielsen criou, no Instituto de Ortrup, um jogo

denominado Haandbold, determinando suas regras. Na mesma época, os tchecos

conheciam um jogo semelhante denominado Hazena. Fala-se também de um jogo similar na

Irlanda e no El Balon do uruguaio Gualberto Valetta, como precursores do handebol.

Todavia o Handebol, como se joga hoje, foi introduzido na Alemanha, como

Raftball. Quem o levou para o campo, em 1912, foi o alemão Hirschmann, então

Secretário da Federação lnternacional de Futebol.

O período da I Grande Guerra (1915-1918) foi decisivo para o desenvolvimento do

jogo, quando um professor de ginástica, o berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre

para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do Torball, e quando os homens

começaram a praticá-lo, o campo foi aumentado para as medidas do futebol.

Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz reformulou o Torball, alterando seu nome

para Handball com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para o jogo com

11 jogadores. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça, além da

Alemanha. Em 1920, o diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tornou

o jogo desporto oficial.

A divulgação na Europa deste novo desporto não foi difícil, visto que Karl Schelenz

era professor na então famosa Universidade de Berlim onde seus alunos, principalmente os

estrangeiros, difundiram as regras então propostas para vários países.

Por sua vez, existia na Tchecoslováquia desde 1892 um jogo praticado num campo de

45m x 30m e com 7 jogadores que também era jogado com as mãos e o gol era feito em

balizas de 3m x 2m. Este jogo, o Hazena, segundo os livros, foi regulamentado pelo Professor

Kristof Antonin, porém, somente em 1921 suas regras foram publicadas e divulgadas

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 10

por toda a Europa. Mas, foi o Handebol jogado no campo de futebol, que chamamos de

Handebol de Campo, que teve maior popularização, tanto que foi incluído nos Jogos

Olímpicos de Berlim em 1936.

Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de jogo, com as

dificuldades do rigoroso inverno, muitos meses de frio e neve, o Handebol de Campo foi

paulatinamente sendo substituído pelo Hazena que passou a ser o Handebol a 7,

chamado de Handebol de Salão, que mostrou-se mais veloz e atrativo. Em 1972, nos Jogos

Olímpicos de Munique (Alemanha), o Handebol (não mais era necessário o

complemento "de salão") foi incluído na categoria masculina, reafirmou-se em Montreal

(Canadá) em 1976 (masculino e feminino) e não mais parou de crescer.

O Handebol no Brasil

Após a I Grande Guerra Mundial, um grande número de imigrantes alemães vieram

para o Brasil estabelecendo-se na região sul por conta das semelhanças climáticas. Dessa

forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a cultura, tradição folclórica e por

extensão as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas, dentre os quais o

então Handebol de Campo. Foi em São Paulo que ele teve seu maior desenvolvimento,

principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940 foi fundada a Federação Paulista de

Handebol, tendo como seu primeiro presidente Otto Schemelling.

O Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954 quando a Federação

Paulista de Handebol instituiu o I Torneio Aberto de Handebol que foi jogado em campo

improvisado ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros, campo esse

demarcado com cal (40m x 20m e balizas de madeira 3m x2m).

Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou de tal

maneira que a Confederação Brasileira de Desportos – CBD, órgão que congregava os

desportos amadores a nível nacional, criou um departamento de Handebol possibilitando

assim a organização de torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias

masculina e feminina.

Contudo, a grande difusão do Handebol em todos os estados adveio com a sua

inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em Belo Horizonte em julho de 1971

como também nos Jogos Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza em julho de 1972.

Como ilustração, nos JEB's/72 o Handebol teve a participação de aproximadamente 10

equipes femininas e 12 masculinas, já em 1973 nos IV JEB's em Maceió tivemos cerca de 16

equipes femininas e 20 masculinas. A atual Confederação Brasileira de Handebol - CBHb foi

fundada em 1º de junho de 1979, tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro

Presidente foi o professor Jamil André.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 11

Fundamentos

Os fundamentos técnicos individuais e coletivos dos jogadores de linha do handebol são:

Passe, Arremesso, Finta, Recepção, Progressão, Drible.

Passe: É a ação de entregar a bola ao companheiro de equipe. Trata-se de uma ação técnica

de extrema importância. É o fundamento mais importante do handebol sob o ponto de vista

de que é a partir de passes corretos que acontecerão os demais fundamentos.

a) objetivo: dar seqüência ao jogo, progressão, preparação do ataque ou contra-ataque

b) classificação quanto à distância: curtos (até 10m), médios (até 15m), longos (acima de

15m)

c) classificação quanto à trajetória: direto, picado (quicado), parabólico

Arremesso: É a ação de impulsionar a bola em direção ao gol. Este é o objetivo máximo de

um jogo de handebol, os demais fundamentos serão os que estarão em direção a este

fundamento.

a) objetivo: fazer o gol

b) classificação quanto à distância:

6 metros geralmente feito até em menores distâncias, quando o

jogador se projeta para o interior da área.

7 metros equivalente ao pênalti do futebol

9 metros ou mais praticado na maioria das vezes por jogadores fortes

c) classificação quanto à mecânica corporal: de ombro, com queda, com giro, com salto e

inclinação, etc.

Finta: É a ação consciente de ludibriar o adversário com ou sem a posse de bola, acontece

ainda, simultaneamente ao passe ou quando há a ameaça do arremesso a gol.

objetivo: ludibriar o adversário com o propósito de conseguir espaço para arremessar,

passar ou dar seqüência à jogada.

Recepção: É o ato de receber e controlar ou dominar a bola. Poderá ser feita com uma ou

com as duas mãos, em movimento ou parado.

a) objetivo: dar continuidade ao jogo

b) técnica: deve-se dominar a bola usando as mãos côncavas, em forma de concha, em

seguida deverá estar predisposto a ações rápidas e definitivas.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 12

Progressão: É a ação individual ou coletiva (2x2, 3x3 ou todos da equipe) de progredir com a

bola

a) objetivo: dar o ritmo ao jogo com propósitos de ataque ou contra-ataque

b) classificação: poderá ser realizado de modo individual, duplas, trios, quartetos, com

toda a equipe

Drible: É o ato de superar o adversário com a posse de bola, tanto no ataque como na

defesa. Sua prática se dá a partir do controle da bola com sucessivos quiques da bola ao

solo.

a) objetivos: superar o adversário e assim conseguir uma melhor posição para o

arremesso, o passe ou a progressão.

Sistema e Tática

Sistema Tática

É a forma de dispor (posicionar) os jogadores em quadra, podendo ser no

ataque ou na defesa.

É a maneira pela qual são postos em ação os sistemas adotados em um jogo, tanto na defesa como no ataque, com a

intenção de superar o adversário.

Sistema Defensivo no Handebol

É a maneira de coordenar as individualidades defensivas em conjunto.

Tipos de defesa

Individual: pode ser em toda a quadra, meia quadra ou próxima aos nove metros.

Zona: cada jogador defende em um determinado espaço.

Mista (combinado): é a fusão da defesa individual com a defesa mista.

Respeitando-se uma disposição gráfica e linear, as linhas de defesa podem ser

apresentadas das seguintes maneiras:

Sistema Ofensivo

Da mesma maneira que os sistemas de defesa, estes sistemas de ataque t

possuem suas vantagens, desvantagens e aplicabilidade, podendo ser classificado da

seguinte maneira:

Posicional: rápida circulação da bola, cada jogador ocupa a sua posição característica,

quem circula é a bola.

Circulação: os atletas deve

posições e de passes rápidos.

Combinado: caraterizado pela mistura do posicional e do circulação, alguns jogadores

permanecem em suas posições características enquanto os outros circulam,

principalmente próximo à área de 6 metros.

Esportes Coletivos

rão estar em constante movimentação, com troca de

– Douglas Flesch Cygainski 13

ambém

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 14

Jogadores

As posições dos jogadores de handebol são:

Goleiro (7)

Armador central (3)

Armador (ou meias) direito e esquerdo (5 e 2)

Pivô (4)

Extremas (ou pontas) direita e esquerda (6 e 1)

Principais Regras

Quadra

a) Tamanho: 40m x 20m

b) Gol: 3m x 2m

c) Área de gol: 6m de raio

d) Linha do tiro livre: 9m de raio

e) Tiro de 7 metros: marca de 7m do gol

f) Linha de delimitação do goleiro para cobrança de 7m: marca de 4m do gol

Duração da Partida

a) A duração normal da partida para todas as equipes com jogadores de idade igual

ou acima de 16 anos, é de 2 tempos de 30 minutos. O intervalo de jogo é de 10

minutos.

b) A duração normal da partida para equipes de jovens é 2x25 minutos no grupo de

idade entre 12 e 16 anos e 2x20 minutos no grupo de idade entre 08 e 12 anos,

em ambos os casos o intervalo de meio tempo é de 10 minutos.

c) No handebol o tempo de jogo é corrido. O tempo só para com a sinalização do

time-out por parte do árbitro, os árbitros decidem por quanto tempo e quando, o

tempo de jogo tem de ser interrompido.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 15

Bola H1, H2, H3

a) H3: 58-60 cm e 425-475g: para homens e equipes masculinas jovens (acima de

16anos)

b) H2: 54-56 cm e 325-375g: para mulheres, equipes femininas jovens (acima de 14

anos) e equipes masculinas jovens (entre 12 e 16 anos)

c) H1: 50-52 cm e 290-330g: para equipes femininas jovens (entre 8 e 14 anos) e

equipes masculinas jovens (entre 8 e 12 anos).

Equipes e Substituições

a) Time completo: 14 jogadores

b) Time para início da partida: 7 jogadores (6 de quadra e 1 goleiro)

c) Uma equipe deve ter no mínimo 5 jogadores na quadra no começo do jogo.

d) Durante o jogo a equipe pode ficar com menos que 5 jogadores em quadra.

e) As substituições devem ser feitas, respeitando o local destinado a elas e o jogador

que vai entrar em quadra deve esperar a saída do jogador a ser substituído.

f) Se o jogador que vai entrar em quadra não esperar a saída do jogador a ser

substituído, este, o jogador que entrou prematuramente em quadra, será

excluído do jogo por dois minutos. O jogador que deveria ser substituído também

deve sair da quadra, ou seja, a equipe ficará com um jogador a menos por 2

minutos.

g) No handebol oficial, podem ser feitas quantas substituições forem necessárias ao

longo do jogo.

O Goleiro

a) Dentro da sua área de gol o goleiro pode defender a bola, com qualquer parte do

seu corpo.

b) O goleiro pode deslocar-se dentro da área de gol, de posse de bola, sem

nenhuma restrição. Ele não pode retardar o jogo, após o apito do árbitro, o

goleiro deverá colocar a bola em jogo em no máximo três segundos.

c) É permitido, deixar a área de gol, sem a bola e jogar no campo de jogo. Neste

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 16

caso, fica submetido às regras de jogo dos jogadores de campo.

d) Não é permitido o goleiro sair da área de gol com a posse de bola ou retornar da

área de jogo para a área de gol com a posse da mesma.

e) Não é permitido lançar intencionalmente a bola, já controlada, para fora pela

linha de fundo.

f) Não é permitido tocar ou pegar a bola que se encontra, parada ou rolando

no solo, fora da área de gol, enquanto ele próprio se encontra dentro da área de

gol.

Tiro de Saída

a) No começo do jogo, o tiro de saída é executado pela equipe que ganhou o sorteio

e escolheu começar com a posse de bola. O adversário tem o direito de escolher

o lado da quadra.

b) Após um gol ter sido marcado, o jogo é recomeçado por um tiro de saída,

executado pela equipe que sofreu o gol. O tiro de saída é sempre precedido por

um apito, deve ser executado dentro de 3 segundos e com uma tolerância lateral

de cerca de 1,5 metros do centro da linha central.

c) O jogador executante do tiro de saída deve ter um pé em cima da linha central

até que a bola tenha deixado sua mão. Os companheiros de equipe do

executante, não estão autorizados a cruzar a linha central antes do apito.

d) No momento do tiro de saída, para começar cada meio período, todos os

jogadores devem estar na sua própria meia quadra.

e) Entretanto, após um gol ser marcado, durante a partida, a equipe que fez o

gol pode permanecer em ambas as metades da quadra de jogo.

f) Os jogadores da equipe adversária devem estar a no mínimo 3 metros de

distância do jogador executante do tiro de saída.

Tiro Lateral

a) O tiro lateral é ordenado assim que a bola ultrapassar completamente a linha

lateral.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 17

b) O executante do tiro de lateral deverá manter, pelo menos, um pé sobre a linha

lateral até que a bola tenha saído de sua mão.

c) Um tiro de lateral é concedido quando a bola tocar o teto ou objeto fixado sobre

a quadra, neste caso o tiro deverá ser cobrado no ponto mais próximo em relação

ao ponto onde a bola tocou o teto ou o objeto fixado.

d) A execução do tiro de lateral é feito sem a necessidade do sinal de apito do

árbitro.

e) O tiro lateral é executado do ponto onde a bola cruzou a linha lateral.

f) Se a bola ultrapassou a linha de fundo, após tocar em um jogador de defesa o tiro

lateral é cobrado na interseção da linha lateral com a linha de fundo.

g) Enquanto o tiro lateral está sendo executado, os adversários não podem estar a

menos de três metros do executante, porém os defensores sempre estarão

autorizados a permanecerem no lado de fora da sua linha da área de gol,

mesmo se a distância entre e o executante for inferior a 3 metros.

Tiro de 7 metros

a) Um tiro de sete metros é ordenado nos seguintes casos:

• Fazer fracassar uma clara chance de gol, de forma irregular, em qualquer parte da área de jogo. • Quando um jogador defensor invade sua própria área de gol, a fim de obter vantagem

sobre o jogador atacante que está com a posse da bola.

• Quando houver um apito não autorizado no momento de uma clara chance de gol.

b) Se um jogador atacante marcar um gol apesar da interferência ilegal dos

defensores, então não há razão para assinalar um tiro de 7 metros.

c) O goleiro deve respeitar a sua linha de limitação (linha de 4 metros), durante o

tiro de sete metros.

d) Quando concederem um tiro de 7 metros, os árbitros podem sinalizar um

time-out, mas somente se houver um atraso substancial.

e) O jogador que executar o tiro de sete metros deve posicionar-se atrás da linha de

7 metros, não mais distante do que 1 metro desta linha. Depois do apito do

árbitro, o executante não poderá tocar nem ultrapassar a linha de sete metros,

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 18

antes que a bola tenha deixado a sua mão, uma parte do pé do jogador executor

deverá estar em permanente contato com o solo.

f) Para a cobrança do tiro de 7 metros, todos os jogadores, exceto o cobrador, têm

que estar fora da linha do tiro livre. Os adversários devem estar fora da linha do

tiro livre e a no mínimo 3 metros da bola. O tiro de 7 metros deverá ser

executado dentro de 3 segundos após o apito do árbitro.

Punições: advertência, exclusão, desqualificação, expulsão

Advertência: cartão amarelo, uma advertência deve ser dada:

a) Faltas que vão além do tipo de infração que normalmente ocorre na disputa

pela bola (atitude antidesportiva).

b) A um único jogador, não deve ser dado mais do que uma advertência, e a uma

equipe não deve ser dada mais do que 3 advertências.

c) A um jogador que já teve uma exclusão por 2 minutos, não deveria ser

subseqüentemente dado uma advertência. Não mais do que uma advertência

deveria ser dada aos oficiais de equipe.

Exclusão: 2 minutos sem o jogador punido: uma exclusão deve ser dada:

a) Atitude antidesportiva repetida

b) A partir da terceira advertência da equipe

c) Falta de substituição ou entrada ilegal na quadra

d) Por não soltar ou colocar a bola no solo quando da marcação de tiro livre

contra a equipe que esta em posse de bola

e) A terceira exclusão ao mesmo jogador sempre conduzirá a uma desqualificação.

Desqualificação: cartão vermelho (o jogador desqualificado deve sair da quadra não

podendo mais retornar a ela, podendo ser substituído após 2 minutos), uma

desqualificação deve ser dada:

a) Por causa da terceira exclusão para o mesmo jogador

b) Por faltas que coloquem em perigo a saúde do adversário

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 19

c) Por conduta antidesportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe,

dentro ou fora da quadra

d) Por causa de uma terceira exclusão para o mesmo jogador. Toda desqualificação

deve ser precedida por um time-out, que deve ser assinalado pelo árbitro.

e) Não deve haver maiores conseqüências, em relação à desqualificação, após o

término do jogo.

Expulsão: a equipe joga com 1 a menos até o final da partida, uma expulsão deve ser

dada: Quando um jogador é culpado de uma agressão durante o tempo de jogo, dentro

ou fora da quadra de jogo. Toda expulsão deve ser precedida por um time-out, que deve

ser assinalado pelo árbitro. Uma expulsão deve ser explanada pelos árbitros no relatório

de jogo para as autoridades competentes.

O manejo da bola e o jogo passivo

a) É permitido dar no máximo três passos com a bola na mão

b) É permitido segurar a bola por no máximo três segundos.

c) É permitido atirar, agarrar, parar, empurrar ou bater a bola, usando mãos

(abertas ou fechadas), braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos.

d) É permitido receber a bola, dar três passos com a mesma na mão, driblá-la e

então dar mais três passos e então passar ou arremessar a bola.

e) É permitido mover a bola de uma mão para a outra.

f) Driblar ou rolar a bola com ambas as mãos alternadamente é permitido.

g) Durante o drible o contato da mão deve ser por cima da bola, nunca pelo

lado ou por baixo da mesma.

h) Não é permitido depois que a bola foi controlada, tocá-la mais de uma vez.

i) Não é permitido tocar na bola com as pernas, abaixo do joelho, exceto

quando a bola foi atirada no jogador por um adversário.

j) O jogo continua se a bola toca um árbitro na quadra.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 20

k) Se um jogador com a bola se movimenta para fora da quadra de jogo com um ou

ambos os pés (e a bola ainda está dentro da quadra), por exemplo, passar ao

redor de um jogador defensor, isto deverá conduzir a um tiro livre para o

adversário.

l) Não é permitido manter a bola em posse da equipe sem fazer uma tentativa

reconhecível de ataque ou arremesso a baliza. Não é permitido atrasar

repetidamente a execução de um tiro de saída, tiro livre, tiro lateral ou tiro de

meta. Isto será considera como JOGO PASSIVO, que será penalizado com um tiro

livre contra a equipe de posse de bola.

Tiro de Meta

a) Um tiro de meta é assinalado quando: o goleiro controlou a bola na área de gol; a

bola cruza a linha de fundo, depois de ter sido tocada por último pelo goleiro ou

pelo jogador da equipe adversária; um jogador da equipe adversária entrou na

área de gol no momento de um arremesso; um jogador da equipe adversária,

sem a bola, invadiu a área de gol buscando obter vantagem; um jogador da

equipe adversária tocou a bola quando ela estava rolando ou parada no solo

dentro da área de gol.

b) Quando o goleiro na execução de uma defesa a sua baliza desvia a bola para a

linha de fundo é marcado um tiro de meta a seu favor.

c) O tiro de meta é executado pelo goleiro, sem o apito do árbitro, de dentro da sua

área de gol.

Tiro Livre

a) O tiro livre é marcado em qualquer situação de falta simples dentro da área

de jogo. (No handebol não há limite de faltas).

b) O tiro livre é executado sem nenhum sinal de apito do árbitro, e, em princípio, no

local onde a falta foi cometida.

c) Se este local esta situado entre a linha da área de gol e a de tiro livre da equipe

que cometeu a infração, o tiro livre concedido à equipe atacante é executado

no local mais próximo imediatamente fora da linha de tiro livre (9 metros).

d) Os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou cruzar a linha de tiro

livre dos adversários antes que o tiro livre seja executado.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 21

e) Quando da execução de um tiro livre, os jogadores adversários deverão manter

uma distância mínima de 3 metros do jogador executor.

f) Os árbitros devem dar continuidade ao jogo, adiando uma interrupção prematura

do jogo, para sinalizar um tiro livre.

g) Se houver uma decisão de tiro livre contra a equipe que está em posse de bola ,

então o jogador que tem a bola neste momento deve soltá-la ou colocá-la

imediatamente no solo no ponto onde ele está.

h) Tiros livres sinalizados por conta de jogo passivo devem ser executados do lugar

onde a bola estava quando o jogo foi interrompido.

i) Um tiro livre também é usado como jeito de reiniciar o jogo em certas

situações onde o jogo é interrompido: se uma equipe está em posse de bola no

momento da interrupção, esta deve manter a posse; se nenhuma equipe está em

posse de bola, então a equipe que a detinha por último deverá tê-la em posse

de novo.

Instruções para a execução dos Tiros

a) Durante a execução, exceto no caso de tiro de meta, o executante deve ter uma

parte de um pé em constante contato com o solo até que a bola seja liberada. O

outro pé pode ser apoiado e levantado repetidamente.

b) Um gol pode ser marcado diretamente de qualquer tiro.

c) Se for necessário o apito do árbitro, depois do apito, o executante deve

jogar a bola dentro de 3 segundos.

d) Após a cobrança do tiro o jogador executor não poderá mais encostar na bola

antes que esta tenha tocado outro jogador ou a baliza.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 22

Quadra de Jogo

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 23

BASQUETEBOL

História do Basquetebol

Em 1891, o longo e rigoroso inverno de Massachussets (EUA) tornava impossível a

prática de esportes ao ar livre. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se

restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam

aos alunos.

Foi então que Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College,

colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM),

convocou o professor canadense James Naismith, de 30 anos, e

confiou-lhe uma missão: pensar em algum tipo de jogo sem violência

que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse

também ser praticado no verão em áreas abertas. Depois de

algumas reuniões com outros professores de educação física da

região, James Naismith chegou a pensar em desistir da missão. Mas seu espírito

empreendedor o impedia. Refletindo bastante, chegou à conclusão de que o jogo deveria ter

um alvo fixo, com algum grau de dificuldade. Sem dúvida, deveria ser jogado com uma bola,

maior que a de futebol, que quicasse com regularidade. Mas o jogo não poderia ser tão

agressivo quanto o futebol americano, para evitar conflitos entre os alunos, e deveria ter um

sentido coletivo.

Havia um outro problema: se a bola fosse jogada com os pés, a possibilidade de

choque ainda existiria. Naismith decidiu então que o jogo deveria ser jogado com as mãos,

mas a bola não poderia ficar retida por muito tempo e nem ser batida com o punho fechado,

para evitar socos acidentais nas disputas de lances.

A preocupação seguinte do professor era quanto ao alvo que deveria ser atingido

pela bola. Imaginou primeiramente colocá-lo no chão, mas já havia outros esportes assim,

como o hóquei e o futebol. A solução surgiu como um relâmpago: o alvo deveria ficar a

3,05m de altura, onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria capaz de parar a bola

que fosse arremessada para o alvo.

Tamanha altura também dava um certo grau de

dificuldade ao jogo, como Naismith desejava desde o início. Mas

qual seria o melhor local para fixar o alvo? Como ele seria?

Encontrando o zelador do colégio, Naismith perguntou se ele

não dispunha de duas caixas com abertura de cerca de 8

polegadas quadradas (45,72 cm). O zelador foi ao depósito

e voltou trazendo dois velhos cestos de pêssego. Com um

martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 24

superior de duas pilastras, que ele pensava ter mais de 3m, uma em cada lado do ginásio.

Mediu a altura. Exatos 3,05m, altura esta que permanece até hoje. Nascia a cesta de

basquete. James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte, contendo

13 itens. Elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de

uma hora. O criativo professor levou as regras para a aula, afixando-as num dos quadros de

aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as

instruções e organizar as equipes.

Havia 18 alunos na aula. Naismith selecionou dois capitães (Eugene Libby e

Duncan Patton) e pediu-lhes que escolhesse os lados da quadra e seus companheiros de

equipe. Escolheu dois dos jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do

primeiro jogo de basquete. Curioso, no entanto, é que nem Naismith nem seus alunos

tomaram o cuidado de registrar esta data, de modo que não se pode afirmar com precisão

em que dia o primeiro jogo de basquete foi realizado. Sabe-se apenas que foi em

dezembro de 1891, pouco antes do Natal.

Como esperado, o primeiro jogo foi marcado por muitas faltas, que eram

punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra até que a próxima cesta fosse

feita. Outra limitação dizia respeito à própria cesta: a cada vez que um arremesso era

convertido, um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola. A solução

encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida

continuação do jogo.

A primeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls

(Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola

de futebol. As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut,

em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a

Narraganset Machine & Co. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele

pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta

simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair

livremente após a conversão dos arremessos. Em 1895, as tabelas foram oficialmente

introduzidas. c não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que

inventará.

Seu momento de glória veio quando o basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos

de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas

Olimpíadas. Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no

mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 25

O Basquetebol no Brasil

Em 1896, através do professor norte-americano Auguste Farnham Shaw, do

colégio Mackenzie da cidade de São Paulo, chegou ao Brasil a primeira bola (já oficial) de

basquetebol. As alunas desse colégio foram as primeiras a praticar a nova modalidade.

Nesse mesmo ano, o esporte já era reconhecido como profissional nos EUA, a partir da

fundação da Liga Nacional de Basquetebol.

Pelo fato de este ter sido praticado e aceito primeiro entre as mulheres, o professor

Shaw teve algumas dificuldades para convencer os homens a praticar o basquetebol que,

também, disputava com o futebol a preferência da época. Conforme alguns autores, o Brasil

foi o quinto país do mundo e o primeiro da América do Sul a conhecer o basquetebol.

Fundamentos

Controle do Corpo, Controle da Bola, Drible, Passe e Recepção, Arremesso, Rebote.

Controle do Corpo: É a capacidade de controlar o corpo para realizar movimentos e gestos

específicos do esporte, exigidos pela própria dinâmica do jogo.

Tipos:

a) Fintas: são movimentos de corpo na tentativa de enganar a ação do defensor

b) Parada Brusca: interrupção do deslocamento de um atacante para dificultar a ação da

defesa

c) Giro: é o movimento realizado com as pernas no sentido de se livrar de um defensor

d) Outros gestos ainda são executados de maneira natural e não necessitam de técnica

específica para a sua realização: Corrida para frente, para trás e lateralmente; Corridas

com mudança de direção; Saídas rápidas; Saltos (com impulsão de ambas ou com

apenas uma das pernas)

Controle da bola: Trata-se da habilidade de dominar a bola em relação aos aspectos de

espaço, tempo e percepção do oponente, resumidamente, é a capacidade de manusear a

bola nas diversas situações do jogo.

Tipos:

a) Modo de segurar a bola

b) Modo de receber a bola

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 26

Principais Erros do Fundamento - Controle da Bola

a) apoiar a bola na palma das mãos

b) segurar a bola com a ponta dos dedos

c) segurar a bola somente pela sua parte superior, juntando os polegares

d) abrir demasiadamente os cotovelos

e) afastar a bola do corpo, desprotegendo-a

f) esperar que a bola chegue, em vez de ir ao seu encontro

g) receber a bola com uma das mãos e não segurar posteriormente, com as duas mãos

h) não estender os braços, mantendo-os muito próximos do corpo, o que dificulta o passe

e a recepção.

Drible: O drible é um fundamento de ataque com a bola, é a forma pela qual o jogador se

desloca pela quadra com a sua posse, o drible é o ato de bater na bola, impulsionando-a

contra o solo com uma das mãos.

Tipos:

a) Alto (Velocidade): utilizado quando o jogador se desloca em velocidade ou quando não

está sendo marcado de perto.

b) Baixo (Proteção): utilizado quando o jogador recebe uma marcação próxima e há uma

necessidade de uma maior proteção da bola.

c) Com mudança de direção: utilizado quando for preciso fintar um adversário e colocar-se

em melhores condições de arremessar ou passar. (pela frente do corpo, com giro, por

entre as pernas e por trás do corpo)

Principais Erros do Fundamento – Drible

a) driblar com ambas as mãos ao mesmo tempo

b) olhar para a bola ou para o solo

c) conduzir ou bater na bola, em vez de impulsioná-la contra o solo

d) na proteção da bola, colocar à frente a perna correspondente à mão do drible

e) em deslocamento, driblar com a bola bem à frente do corpo e acima da linha da cintura

dificultando o deslocamento

Passe: O passe é um fundamento de ataque que consiste em enviar uma bola de um jogador

a outro, podendo o jogador utilizar, para este fim, muitas formas diferentes de movimento.

O passe é também considerado a forma mais rápida de se avançar da zona de defesa para a

zona de ataque.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 27

Os passes podem ser classificados de acordo:

a) Distância:

Curto: até 5 metros

Médio: acima de 5 até 10 metros

Longo: acima dos 10 metros

b) Forma:

De ombro, com uma ou duas mãos, de peito, quicado, por cima da cabeça, de gancho, pelas

costas, por entre as pernas, por baixo, etc...

Principais Erros do Fundamento – Passe

a) abrir demasiadamente os cotovelos ou manter muito próximos do corpo

b) unir as pernas, prejudicando o equilíbrio

c) lançar a bola fora da linha de recebimento do companheiro

d) lançar a bola muito antes do posicionamento do companheiro

e) lançar a bola muito próxima do companheiro, dificultando o seu recebimento

f) segurar a bola atrás da cabeça ou da linha do ombro

g) colocar à frente a perna correspondente à mão do passe

h) segurar a bola somente com uma das mãos, não lhe dando o necessário apoio e

proteção

Recepção: É o ato ou ação de receber e controlar a bola a fim de dar seqüência à jogada

Arremesso: O arremesso é um fundamento de ataque com bola, realizado com o objetivo de

se conseguir a cesta

Tipos:

a) Arremesso com uma das mãos com apoio

b) Arremesso com salto (jump)

c) Arremesso de bandeja

d) Arremesso de gancho

Principais Erros do Fundamento – Arremesso

Bandeja:

a) não calcular corretamente o local de impulsão, colocando-se muito distante ou muito

próximo da cesta

b) executar mais que dois tempos rítmicos, cometendo uma violação (andada)

c) não obedecer à simetria entre membros superiores e inferiores. Ex.: arremessar com a

mão direita e elevar o joelho da perna esquerda

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 28

Rebote: Em um jogo de basquetebol, toda vez que houver uma tentativa de arremesso

os jogadores deverão posicionar-se de tal forma que, se a cesta não for convertida, eles

estarão em condições de conseguir a posse da bola. Portanto, o ato de recuperar a bola após

um arremesso não-convertido é denominado rebote.

Tipos:

a) Rebote de defesa (defensivo)

b) Rebote de ataque (ofensivo)

Principais Erros do Fundamento – Rebote

a) colocar-se muito embaixo da cesta

b) não se colocar na região mais próxima à cesta, onde normalmente ocorrem os rebotes

c) não sincronizar o salto com o ressalto da bola no aro ou na tabela

d) conseguindo a posse da bola, não protege-la devidamente, deixando que um

adversário tenha facilidade em recupera-la.

Ataque vende ingressos,

Defesa ganha jogos.

Rebotes ganham campeonatos.

Pat Summitt

Aspectos Táticos

Sistema de Defesa e Sistema de Ataque

Sistema de Defesa

Os sistemas de defesa são ações táticas coletivas que objetivam um melhor rendimento

defensivo, podem ser classificados em:

a) individual

b) zona

c) sob pressão

d) mista

e) combinada

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 29

Defesa Individual: É o sistema que tem como principal característica a situação de um

contra um, ou seja, cada defensor marca um atacante determinado.

Vantagens Desvantagens

dificulta passes e arremessos de meia e longa distância

facilita as penetrações à cesta, proporcionando os arremessos de curta

distância

exige do defensor a correta execução dos fundamentos individuais de defesa

pode provocar um grande número de faltas pessoais

define responsabilidades exige um certo grau de preparação física

Defesa por Zona: É o sistema que tem como característica a marcação por áreas e o

deslocamento dos defensores nessas áreas. Esse deslocamento é determinado pela

movimentação da bola.

Tipos: 2.1.2 1.2.2 1.3.1 2.3 3.2 2.2.1

Vantagens Desvantagens

propicia o posicionamento dos defensores em regiões, de acordo com a estatura dos

jogadores

poderá provocar indecisão na marcação do(s) atacante(s) posicionado(s) naquela

determinada área

facilita o rebote de defesa facilita a troca de passes

facilita as saídas para o contra-ataque facilita arremessos de média e longa distância

dificulta o jogo próximo à cesta necessita de muito entrosamento entre defensores para a execução das coberturas

facilita a volta organizada para a defesa, devido ao posicionamento pré-determinado

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 30

Defesa Sob Pressão: Tem como principal característica a situação de dois defensores

marcando um atacante e a agressividade. Este tipo de defesa requer dos defensores muita

condição física para suportar o ritmo de marcação a ser imposto para surpreender o

adversário e tentar mudar o ritmo de jogo. Além de suas próprias características, utiliza-se

também de conceitos e características de outras defesas, ou seja, a pressão pode ser

individual e por zona.

Vantagens Desvantagens

a possibilidade de fazer com que o adversário altere seu ritmo de jogo, em

função da agressividade da defesa

o ataque pode utilizar de forma eficiente os atacantes que momentaneamente estejam

sem marcação, situação provocada pelo fato da defesa realizar 2 em 1

o fator surpresa, que pode levar os atacantes a cometerem erros e/ou violações

maior possibilidade de cometer faltas pessoais

forçar o ataque a realizar passes e/ou arremessos precipitados

aumentar as possibilidades de recuperação de bola pela defesa

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 31

Defesa Mista: É o tipo de defesa no qual se utilizam dois sistemas simultaneamente em um

mesmo ataque. Exemplo: um defensor marca um determinado atacante individualmente e

os demais defensores marcam por zona.

Vantagens Desvantagens

faz com que o adversário tenha que se adaptar à defesa, com movimentações de

ataque que nem sempre são treinadas

desguarnece a área restritiva em função da retirada de um defensor, que realiza uma

marcação especial

altera o ritmo de jogo do adversário exige maior atenção com relação à movimentação da bola e das coberturas

dificulta a ação do principal atacante da equipe adversária

Defesa Combinada: É o sistema de defesa que se utiliza de dois ou mais sistemas distintos

em momentos diferentes do ataque. Requer muito entrosamento entre os jogadores,

pois qualquer desatenção ou falha poderá provocar uma situação ideal para que o ataque

converta uma cesta.

Vantagens Desvantagens

alterando a movimentação, a defesa acaba confundindo o ataque, que poderá perder

tempo para se reorganizar

é necessário grande entrosamento entre os defensores para que não ocorram falhas, prejudicando todo o sistema defensivo

Sistema de Ataque

Os sistemas de ataque são movimentações táticas coletivas que têm como objetivo

principal a obtenção da cesta. É importante definir os nomes e funções das posições que um

jogador pode desempenhar no ataque. Existem três posições que são distribuídas em função

das características físicas e técnicas dos atacantes: Armador, Pivô e Lateral (ala).

Posição/Características Fisicamente Tecnicamente

Armador

normalmente o armador

é o mais baixo e o mais

rápido da equipe

Deve passar e driblar bem, ter uma

boa visão de jogo, deve decidir o

momento exato de passar ou

arremessar a bola na cesta.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 32

Pivô

o pivô deve ser alto e

forte

Deve saber fintar e girar, ter um

bom assremesso de curta distância

(jump e gancho) e boa noção de

posicionamento para rebote

ofensivo.

Lateral ou Ala

pode ser um jogador de

estatura média e que não

pode ser muito lento

Deverá ter um bom arremesso de

média distância, boa noção de

rebote.

Classificação dos Sistemas de Ataque

Os sistemas de ataque NÃO apresentam uma clara definição em sua classificação. Isto deve-

se especialmente à multiplicidade de opções que se apresentam na elaboração de um

ataque.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 33

Principais Regras

1.Quadra

a) A quadra de jogo terá dimensões de 28m (comprimento) x 15m (largura).

b) As federações nacionais tem autoridade para aprovar, para suas competições, quadras

de jogo já existentes com dimensões mínimas de 26m x 14m.

2.Equipes

a) As equipes serão compostas por 5 jogadores cada (em jogo), mais 7 suplentes.

b) O jogo não pode começar se uma das equipes não estiver em quadra com 5 jogadores

prontos para jogar.

c) Uma equipe perderá por número insuficiente de jogadores, se durante a partida, a

equipe tiver menos que dois jogadores em quadra prontos para jogar.

3.Inicio do Jogo

O jogo começa com um lançamento da bola ao ar, pelo árbitro, entre dois jogadores

adversários no circulo central.

4.Duração do Jogo

Tempo total do Jogo: 40m

1º Tempo: 20’’ I: 15’’ 2º Tempo: 20’’

1P: 10’’ I: 2’’ 2P: 10’’ I: 15’’ 3P: 10’’ I: 2’ 4P: 10’’

O cronômetro só avança quando a bola se encontra em jogo.

5.Reposição da bola em jogo

Depois da marcação de uma falta, o jogo recomeça por um lançamento fora das linhas

laterais, exceto no caso de lances livres. Após a marcação de ponto, o jogo prossegue com

um passe realizado atrás da linha do campo da equipe que defende.

6.Como jogar a bola

A bola só pode ser jogada com as mãos, não é permitido andar com a bola ou provocar

contato com os pés ou pernas, bater na bola com o punho fechado também é proibido.

7.Pontuação

a) 1 ponto: lance livre

b) 2 pontos: uma cesta da área de dois pontos

c) 3 pontos: uma cesta da área de três pontos (atrás da linha de 6,15m)

8.Empate

Se o placar estiver empatad

tempos extras de 5 minutos forem necessários para desempatar.

9.Três, cinco, oito e vinte e quatro segundos

3 segundos

Um jogador não pode ficar na área restri

que

da bola

5 segundos Um jogador marcado de perto deve passar, arremessar ou driblar a

8 segundos

Sempre

defesa, sua equipe deve fazer com que a bola chegue a sua zona de

24 segundos Sempre que um jogador ganhar o controle de uma bola em quadra,

sua

10.Zona de defesa

A bola vai para a zona de defesa da equipe quando:

a) Ela toca na zona de defesa

b) Ela toca um jogador que tenha parte de seu corpo em contato com a zona de defesa

11.Bola pressa

Considera-se bola presa quando dois ou mais adversários tiverem uma ou ambas as mãos

sobre a bola, ficando presa. A posse da bola será da equipe que tiver a seta a seu favor.

12.Lance livre

Os jogadores nas posições de rebote do lance

livre ocuparão espaços em posições

Esportes Coletivos

o no final do quarto período, a partida continuará com quantos

tiva do adversário por mais

três segundos consecutivos enquanto sua equipe tem o controle

na quadra de ataque e o cronômetro de jogo estiver ligado.

bola dentro de cinco segundos.

que um jogador ganha o controle da bola em sua zona de

ataque dentro de oito segundos.

equipe deverá tentar um arremesso para a cesta dentro 24

segundos.

alternadas.

– Douglas Flesch Cygainski 34

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 35

13.Faltas

Falta pessoal

Uma falta pessoal é o contato faltoso com um adversário: segurar, bloquear, empurrar.

a) Se a falta for cometida em um jogador que não está no ato do arremesso: A partida

será reiniciada com uma reposição de bola no ponto mais próximo da infração (fora da

quadra de jogo)

b) Se a falta for cometida em um jogador no ato do arremesso, a este jogador será

concedido o número de lance(s) livre(s) como segue:

- Se o arremesso para a cesta é convertido, a cesta contará e um lance livre adicional será

concedido.

- Se o arremesso da área dos dois pontos não for convertido, dois lances livres serão

concedidos.

- Se o arremesso da área dos três pontos não for convertido, três lances livres serão

concedidos.

Falta dupla: Uma falta dupla é uma situação em que dois adversários cometem faltas

pessoais, um contra o outro aproximadamente ao mesmo tempo.

Falta antidesportiva: Uma falta antidesportiva é uma falta de jogador com contato que, no

julgamento oficial, não é uma tentativa legítima de jogar a bola diretamente, dentro do

espirito e intenções da regra.

Falta desqualificante: Uma falta desqualificante é um comportamento antidesportivo

flagrante de um jogador. O jogador será desqualificado da partida se contra ele forem

marcadas duas faltas antidesportivas.

Falta técnica: É uma falta de um jogador que não envolve contato, que seja de

natureza de comportamento.

14.Cinco faltas de um jogador

Um jogador que tenha cometido cinco faltas pessoais e/ou técnicas, será informado pelo

árbitro e terá que deixar a partida imediatamente.

15.Faltas da Equipe

Uma equipe está em situação de penalidade de falta quando tenha cometido 4 faltas

coletivas em um período. Depois da quarta falta, todas as faltas serão com lances livres.

Esportes Coletivos

Quadra de Jogo

– Douglas Flesch Cygainski 36

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 37

VOLEIBOL

História do Voleibol

O vôlei foi criado em 1895, pelo americano William G.

Morgan, então diretor de educação física da Associação Cristã de

Moços (ACM) na cidade de Holyoke, em Massachusetts, nos

Estados Unidos. O primeiro nome deste esporte que viria se tornar

um dos maiores do mundo foi mintonette.

Naquela época, o esporte da moda era o basquetebol, criado

apenas quatro anos antes, mas que tivera um rápida difusão. Era,

no entanto, um jogo muito cansativo para pessoas de idade. Por

sugestão do pastor Lawrence Rinder, Morgan idealizou um jogo menos fatigante para os

associados mais velhos da ACM e colocou uma rede semelhante à de tênis, a uma altura de

1,98m sobre a qual uma câmara de bola de basquete era batida, surgindo assim o jogo de

vôlei.

A primeira bola usada era muito pesada e, por isso, Morgan solicitou à firma A.G.

Spalding & Brothers a fabricação de uma bola para o referido esporte. No início, o

mintonette ficou restrito à cidade de Holyoke e ao ginásio onde Morgan era diretor. Um ano

mais tarde, numa conferência no Springfield's College, entre diretores de educação física dos

EUA, duas equipes de Holyoke fizeram uma demonstração e assim o jogo começou a se

difundir por Springfield e outras cidades de Massachussetts e Nova Inglaterra.

Em Springfield, o Dr. A.T. Halstead sugeriu que o seu nome fosse trocado para volley

ball, tendo em vista que a idéia básica do jogo era jogar a bola de um lado para outro, por

sobre a rede, com as mãos. Em 1896, foi publicado o primeiro artigo sobre o volley ball,

escrito por J.Y. Cameron na edição do "Physical Education" na cidade de Búfalo, Nova

Iorque. Este artigo trazia um pequeno resumo sobre o jogo e de suas regras de maneira

geral. No ano seguinte, estas regras foram incluídas oficialmente no primeiro handbook

oficial da Liga Atlética da Associação Cristã de Moços da América do Norte.

A primeira quadra de Voleibol tinha as seguintes medidas: 15,24m de comprimento

por 7,62m de largura. A rede tinha a largura de 0,61m. O comprimento era de 8,235m,

sendo a altura de 1,98m (do chão ao bordo superior). A bola era feita de uma câmara de

borracha coberta de couro ou lona de cor clara e tinha por circunferência de 63,7cm a

68,6cm e seu peso era de 252g a 336g.

O volley ball foi rapidamente ganhando novos adeptos, crescendo vertiginosamente

no cenário mundial ao decorrer dos anos. Em 1900, o esporte chegou ao Canadá

(primeiro país fora dos Estados Unidos), sendo posteriormente desenvolvido em outros

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 38

países, como na China, Japão (1908), Filipinas (1910), México entre outros países

europeus, asiáticos, africanos e sul americanos.

Na América do Sul, o primeiro país a conhecer o volley ball foi o Peru, em 1910,

através de uma missão governamental que tinha a finalidade de organizar a educação

primária do país. O primeiro campeonato sul-americano foi patrocinado pela Confederação

Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball e aconteceu

no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre 12 e 22 de setembro de 1951, sendo

campeão o Brasil, no masculino e no feminino.

A Federação Internacional de Volley Ball (FIVB) foi fundada em 20 de abril de 1947,

em Paris, sendo seu primeiro presidente o francês Paul Libaud e tendo como fundadores os

seguintes países: Brasil, Egito, França, Holanda, Hungria, Itália, Polônia, Portugal, Romênia,

Tchecoslováquia, Iugoslávia, Estados Unidos e Uruguai.

O primeiro campeonato mundial foi disputado em Praga, na Tchecoslováquia, em

1949, vencido pela Rússia. Em setembro de 1962, no Congresso de Sofia, o volley ball foi

admitido comoesporte olímpico e a sua primeira disputa foi na Olimpíada de Tóquio, em

1964, com a presença de 10 países no masculino - Japão, Romênia, Rússia,

Tchecoslováquia, Bulgária, Hungria, Holanda, Estados Unidos, Coréia do Sul e Brasil. O

primeiro campeão olímpico de volley ball masculino foi a Rússia; a Tchecoslováquia foi a vice

e a medalha de bronze ficou com o Japão. No feminino, o campeão foi o Japão, ficando a

Rússia em segundo e a Polônia em terceiro.

O criador do volley ball, Willian Morgan, conhecido pelo apelido de "armário",

devido ao seu porte físico, morreu em 27 de dezembro de 1942, aos 72 anos de idade.

Fundamentos

Os fundamentos são partes básicas que compõe o jogo como um todo, segundo a

Federação Internacional de Voleibol (FIVB), o esporte apresenta seis fundamentos: Saque,

Recepção, Levantamento, Ataque, Bloqueio, Defesa.

Saque: É o fundamento que inicia a jogada (rally). O saque coloca a bola em situação de jogo

pelo jogador da posição 1 e é considerado como sendo uma ação ofensiva.

a) é classificado como principio de ataque

b) inicialmente destinava-se apenas a colocar a bola em jogo

c) é iniciador do jogo e de uma cadeia de ações vantajosas para a equipe que o executa

d) com o saque, começa o jogo ofensivo

e) em partidas entre equipes de nível próximo, pode ser decisivo

f) regra: após o apito do árbitro, o jogador terá no máximo 8 segundos para realizar o

saque.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 39

Recepção: É uma ação em que o jogador tentará receber o saque efetuando um passe para

o levantador. É considerado um principio de defesa.

a) é um dos fundamentos decisivos para a elaboração da tática do time

b) exige uma segurança e correta execução, caso contrário não será possível armar um

bom ataque

c) na preparação para a recepção, atenção e paciência são fundamentais quando o

adversário encontra-se pronto para sacar

d) erros resultam em pontos para o adversário

e) a possibilidade de recepção de toque obrigará armações mais próximas a rede

Levantamento: É o passe que antecede o ataque. Para a escola russa, é a ‘’alma do ataque’’

a) o levantador deve ter máxima precisão com grande variedade de jogadas

b) a maior ou menor habilidade dos levantadores define o próprio sistema de jogo de uma

equipe

Ataque: É o fundamento que finaliza a jogada, é uma ação terminal, empregada

freqüentemente e que influência decisivamente no resultado do jogo. O fundamento do

ataque tem por objetivo primordial golpear a bola para a quadra adversária na tentativa de

vencer o bloqueio e a defesa adversária. Para que isso ocorra, o atacante deverá ter

capacidade para atacar a bola com força e velocidade, bem como variá-la de modo que a

trajetória de ataque atinja velocidades diferentes.

a) principal fundamento de ataque

b) exige domínio, força, velocidade e precisão

c) é considerado de difícil execução e de difícil aprendizagem

Bloqueio: É a tentativa de interceptar a bola vinda da quadra contrária atacada sobre a rede

por um jogador de ataque. O bloqueio é a primeira das linhas de defesa contra o

ataque adversário, servindo também para orientar a defesa de quadra. Também é

chamada como a primeira tentativa de defesa de uma equipe.

a) é um principio de defesa

b) apareceu no inicio da década de 1920 e foi usado somente com um jogador (simples),

até o final dos anos 30, quando evoluiu para o duplo

c) sua introdução provocou diversas mudanças no voleibol, principalmente as de ordem

tática

d) é a base de toda defesa e o ponto de partida para o sistema defensivo

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 40

Defesa: A defesa é uma ação que objetiva recuperar bolas vindas do ataque adversário que

ultrapassam o bloqueio criando condições para o contra-ataque.

a) é um dos fundamentos mais difíceis, exige concentração, coragem, agilidade

b) as defesas e suas quedas imprimem a dinâmica e o espirito de luta do voleibol

Principais Regras

a) deve-se enviar a bola acima da rede, com o intuito de fazer cair na superfície da área da

equipe adversária, como também evitar que a outra equipe possa fazê-lo. Cada equipe

tem direito a três toques para o retorno da bola, além do contato do bloqueio

b) a bola é colocada em jogo com um saque: o sacador golpeia a bola, enviando-a por cima

da rede para a quadra adversária. A equipe que ganha o rally marca um ponto e o

direito de sacar novamente

c) uma equipe pode ser composta, no máximo, por 12 jogadores, um técnico, um

assistente técnico, um preparador físico e um médico

d) um dos jogadores, exceto o libero, é o capitão da equipe e, como tal, deve estar

indicado na súmula do jogo

e) as camisas dos jogadores devem ser numeradas de 1 a 18

f) se a equipe que saca, vence um rally, ela ganha um ponto e continua sacando

g) se a equipe receptora do saque vence um rally, ela marcará um ponto e deverá fazer a

rotação de seus jogadores e executar o próximo saque

h) um set (exceto o 5 set) é ganho pela equipe que primeiro atingir 25 pontos, com uma

vantagem mínima de dois pontos em relação à equipe adversária. Em caso de empate

em 24 ponto, o jogo continua, até que dois pontos de vantagem sejam conquistados

(26-24, 27-25...)

i) a equipe vencedora é aquela que ganha três sets

j) no caso de ocorrer um empate de sets (2x2), o set decisivo (5 set) será jogado com uma

contagem de 15 pontos, vencendo a equipe que tiver uma vantagem mínima de dois

pontos

k) para cada equipe, são permitidas, no máximo, seis substituições em cada set. Um ou

mais jogadores podem ser substituídos no mesmo momento

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 41

l) em cada set, um jogador da formação inicial pode deixar o jogo e retornar, somente

uma vez, para a mesma posição inicial

m) um jogador substituto pode entrar no jogo somente uma vez em cada set, no lugar de

um outro jogador da formação inicial, mas ele só poderá ser substituído pelo mesmo

jogador a quem substituiu.

n) um jogador expulso ou desqualificado deve ser substituído respeitando os

procedimentos de uma substituição normal. Caso isso não seja possível , a equipe é

declarada incompleta

o) é proibido bloquear o saque da equipe adversária

p) após cada set, as equipes trocam de lado na quadra, exceto no 5 set

q) o libero não pode sacar, bloquear ou participar de uma tentativa de bloqueio

r) cartões:

- amarelo: perda do rally (um ponto para o adversário)

- vermelho: expulsão do set

- amarelo e vermelho juntos: desqualificação (expulsão do jogo)

Sistemas Táticos Ofensivos

Sistema 6x0

Todos os jogadores são atacantes e levantadores, que estiver no centro é o levantador

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 42

Sistema 4x2

Sistema 6x2 (4x2 com infiltração) Sistema 5x1

Posições

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 43

Quadra de Jogo

Corridas

Conceito: É uma sucessão de saltos com progressão horizontal. Possui uma fase aérea maior

ou menor dependendo da velocidade de progressão. Os sucessivos impulsos fazem com que

qualquer elemento ao progredir horizontalmente observe seu contato com o solo, ou seja,

quanto maior a velocidade menor será o contato do calcanhar com o solo. Partindo da

posição estática, com pés unidos poderemos avaliar toda a performance técnica de um

indivíduo.

Ao caminhar observamos que em primeiro lugar realizamos o deslocamento do

centro de gravidade provocado por vários grupos musculares. Este sistema provoca

sucessivos apoios dos pés sobre o solo de maneira alternada, porém em nenhum momento

ocorre a perda do contato

O ciclo de deslocamento na caminhada é realizado por calcanhar, planta do pé e

ponta dos pés. A medida em que se aumenta a velocidade desta caminhada aumenta

também o ciclo de contatos com o solo. Quanto mais rápida a caminhada mais rapida

se passará à fase da corrida. A acentuada posição do calcanhar, na caminhada, passa na

corrida lenta a ter menor projeção.

Ao realizarmos uma corrida lenta ocorre o contato de todo o pé com o solo (pé

chapado). À medida que aumentamos a velocidade d

o contato do calcanhar com o solo. O ciclo da fase aérea entra em ação, provocado pela

série de impulsos gerados pela ponta do pé.

Nas provas de velocidade, por exemplo, a utilização da ponta dos pés é grande. A

freqüência das passadas deverá ser intensa.

Ângulo do Corpo: O ângulo em que o corpo se coloca durante a

corrida é uma característica natural porque à medida que o

corredor acelera a passada, corpo começa a se inclinar à frente, em

uma tomada natural de equilí

inclinação do corpo, deve-

reta, formada pela que está atrás (perna de apoio posterior), o

tronco e a cabeça. Na maioria dos casos, isso ocorre quando os

olhos enfocam um ponto a cer

cabeça posicionada corretamente, fazendo com que o corpo

adquira automaticamente o ângulo desejado.

Esportes Coletivos

ATLETISMO

com o mesmo.

esta corrida perdemos gradativamente

brio. Para encontrar o ponto ideal da

se mantê-lo no conjunto em uma linha

ta distância na pista, o que coloca a

– Douglas Flesch Cygainski 44

-se

mente

Movimento dos Braços:

tronco. Sua ação consiste em balanceam

flexionando-se em um ângulo de mais ou menos 90º. A ação dos braços é de muita

importância, a ponto de alguns corredores declararem, em certas situações (falta de

condições ideais nas pernas), que finalizara

braços.Durante a movimentação dos braços, as mãos devem estar totalmente descontraídas

e voltadas para baixo.Os braços são os maiores equilibradores do corpo e também

responsáveis pela coordenação.

Colocação dos Pés: A colocação do pé no solo, ao realizar os apoios nas passadas, depende

muito do estilo próprio do corredor. Nas corridas de meio

apoiar-se primeiramente sobre o metatarso. (a) Já nas provas mais longas coloca

a parte anterior do pé e depois a parte lateral externa (b), sendo que o calcanhar aproxima

se mais do solo em comparação com as corridas de velocidade, onde o calcanhar fica mais

elevado (predomina a ponta do pé), (c), porque a inclinação do corpo é mais ace

aumentar o impulso de deslocamento.

Em todos os casos, os pés devem ser colocados paralelamente um ao outro, apontados para

frente.

Movimentação das Pernas

deixa o solo após a extensão total da perna. Nas provas mais longas, as pernas executam um

movimento pendular, com elevação não muito acentuada do calcanhar da perna de trás. Já

nas provas de velocidade o movimento é circular, havendo uma flexão mais acentuada da

perna traseira que provoca uma aproximação maior do calcanhar junto à parte posterior da

coxa e, conseqüentemente, faz com que o joelho se eleve mais para cima e para frente, no

momento em que essa perna vai à frente para realizar o apoio seguinte.

Esportes Coletivos

Os braços devem movimentar-se lateralmente em relação ao

ento rítmico, partindo da articulação do ombro e

m determinadas provas correndo com os

-fundo, por exemplo, o pé deverá

: Ao realizar a passada, o pé responsável pelo apoio posterior só

– Douglas Flesch Cygainski 45

-se primeiro

-

ntuada para

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 46

Análise das Provas

100 m rasos

A largada é realizada no início da reta principal de uma pista de atletismo. Cada atleta

ocupa uma raia, no qual lhe coube através de sorteio. O atleta deverá percorrer os 100m

em sua raia. Será desclassificado se percorrer os 100m na raia que não lhe pertence, quer

seja na direita ou esquerda. Em provas oficiais, todos os atletas devem sair em blocos de

partida.

200 m rasos

A largada é realizada no início da 2a curva, ou seja, na metade de uma pista oficial. Como

nos 100m rasos, cada atleta deverá ocupar uma raia, portanto com diferente

escalonamento. O atleta que correr na raia 1 será seu ponto de partida exatamente nos 200

metros. O atleta da raia 2 deverá largar um pouco mais à frente que o atleta da raia 1. O

atleta da raia 3 à frente da raia 2, assim por diante. Pois é preciso haver uma compensação,

isto é, todos deverão correr exatamente 200 metros. Os atletas deverão permanecer em

sua respectiva raia até o fim da prova, sob pena de desclassificação.

400 m rasos

A largada é realizada no início da 1a curva. Com os mesmos princípios dos 200 metros rasos,

os atletas deverão sair escalonados, para que todos percorram 400 metros em sua

respectiva raia, até o fim da prova. Não poderá haver invasão da raia adversária.

800 m rasos

Dependendo do número de participantes, deveremos ou não realizar a prova com

escalonamento. Se o número de atletas for pequeno, poderemos ter uma prova com

largada em pista livre, isto é, todos os atletas atrás de uma linha curva estabelecida pela

direção da prova. Para isto, os atletas não precisarão ocupar raias determinadas. A chegada

também será livre, não obedecendo raia alguma. Se a prova for realizada com

escalonamento, os atletas deverão sair cada um em sua raia, percorrendo, para tal,

somente os primeiros 100 metros da prova dentro da mesma, podendo, logo após, utilizar-

se da pista livre. Logicamente, o escalonamento será feito de maneira que cada atleta

percorra os 800 metros em igualdade com os demais concorrentes. A largada é realizada

sem os blocos de partida. O motivo de escalonamento é em virtude de evitar-se o choque

de atletas em início de uma curva.

A largada é feita em pista livre (linha curva). Não há escalonamento. A saída é no fim da 1

reta, atrás de uma linha curva estabelecida pela direção da prova. Em pista de 400 metros

serão 300 metros mais 3 voltas completas.

Critério idêntico aos 1.500 metros rasos. Largada no fim da 1

Mesmo local dos 2.000 metros rasos. A

pela direção da prova. São realizados 200 metros, mais 12 voltas completas.

São 25 voltas completas. A largada é dada no mesmo local dos 800 metros rasos, sem

escalonamento, atrás de uma

Corrida com Obstáculos: As distâncias padrão serão 2.000 m e 3.000 m. Haverá 28 saltos

sobre obstáculos e 7 sobre o fosso de água na prova de 3.000 m e 18 saltos sobre obstáculos

e 5 sobre o fosso de água na prova de 2.000 m. Na prova de 3.000 m haverá 5 saltos por

volta completa, sendo a passagem do fosso o quarto dos mesmos. Os obstáculos estarão

distribuídos de forma regular, quer dizer, a distância entre elas será aproximadamente a

quinta parte do comprimento normal de uma volta (80m). Na corrida de 3.000 m com

obstáculos, a distância da saída ao começo da primeira volta não deve incluir nenhum salto,

devendo ser removidos os obstáculos até que os competidores tenham iniciado a primeira

volta. Os obstáculos devem ter 0,914 m de altura e pelo menos 3,96 m de largura. Para as

provas femininas, os obstáculos terão 0,762 m de altura e 3,96 m de largura.

Esportes Coletivos

1.500 m rasos

5.000 m rasos a reta início da 2

largada será atrás de uma linha curva determinada

10.000 m rasos

linha curva estabelecida pela direção da prova. Pista livre.

– Douglas Flesch Cygainski 47

a

a curva.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 48

Corrida com Barreiras: A corrida com barreiras consiste em cobrir um determinado

percurso, passando sobre barreiras colocadas na pista. A característica principal do

barreirista é a velocidade completada pela perfeita transposição das barreiras. Outra

qualidade importante é a flexibilidade dos quadris, o que permitirá maior facilidade na

ultrapassagem das barreiras.

Para facilitar o estudo da técnica da corrida, podemos dividir a corrida nas seguintes fases:

a)Partida

A corrida com barreira exige grande velocidade. A partida usada será a baixa (com blocos de

partida). Os autênticos barreiristas devem trabalhar a distância até a primeira barreira tão a

fundo que possam passa-la de olhos vendados, se necessário. No momento do tiro, deve

colocar-se em posição normal mais rapidamente que o velocista. O tronco deve estar na

posição mais ereta aos 8 ou 10 metros da saída. Nos 110 metros com barreiras, da partida

até atingir a primeira barreira serão dadas 7 ou 8 passadas.

Cada atleta tem mais facilidade em elevar, em primeiro lugar, determinada perna, para

ultrapassar a barreira. Chamamos esta perna que se eleva primeiro de “perna de

abordagem”, e a outra de “perna de impulsão”. O ideal é sete passadas até o momento para

elevar a perna de abordagem. Muitas vezes a posição dos blocos de partida não permite que

o atleta atinja a primeira barreira com a perna que tem mais facilidade para aborda-la. Nesse

caso, é mais aconselhável que se mude a posição das pernas nos blocos de partida do que

mudar a perna de abordagem.

b)Abordagem

Quando o atleta não tem idéia de qual é sua perna de abordagem e visamos prepará-lo para

uma corrida de 400m (em que há passagem nas curvas), devemos treiná-lo para que faça a

abordagem com a perna esquerda, pois nas curvas o corpo estará inclinado para a esquerda,

e a perna direita, que passa flexionada sobre a barreira, irá faz-lo com mais facilidade. A

perna de abordagem, no entanto, deverá sempre ser a que o atleta tiver mais facilidade de

elevar em primeiro lugar para ultrapassar a barreira.

O atleta deve procurar dar a impulsão sempre de uma mesma distância da barreira. Esta

varia para cada atleta, mas podemos dizer que uma distância média de 2 metros é a

recomendável. A perna de abordagem deve elevar-se semiflexionada, com a ponta do pé

para cima.

Principais Erros

a) Elevar a perna descrevendo um arco lateral, ocasionando desequilíbrio e perda da

velocidade.

b) Elevação da perna totalmente estendida, com o pé em extensão, pois isto resultará num

choque violento, quando o pé tocar o solo.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 49

c) A perna de impulsão só deixará o solo depois de totalmente estendida. Isto evita que o

atleta de um salto, ocasionando perda de velocidade. A barreira deve ser passada e não

saltada.

c)Passagem sobre a barreira

A perna de abordagem deve iniciar o movimento descendente a uns vinte centímetros antes

da barreira, somente assim o pé de abordagem poderá apoiar-se no solo próximo à barreira,

permitindo que o centro de gravidade do atleta fique à frente desse pé, o que possibilitará a

corrida sem perda da velocidade. A parte inferior da coxa da perna de abordagem deverá

passar o mais próximo possível da barreira.

A perna de impulsão, após deixar o solo, deverá ser flexionada. Depois de passar

sobre a barreira, a perna de impulsão deverá ser puxada rapidamente para frente até o pé

tocar o solo.

O tronco deverá ser flexionado para passar sobre a barreira. Isto por dois motivos:

a) imprimir maior velocidade ao corpo durante a passagem e

b) facilitar a passagem da perna de impulsão, pois o tronco flexionado, a perna se eleva

com mais facilidade.

d)Apoio após a passagem

O pé da perna de abordagem deverá tocar o solo próximo à barreira, após a sua

ultrapassagem. Essa distância é de aproximadamente 1,50m. O pé deve tocar o solo pela

planta, perna semiflexionada e o centro de gravidade deverá estar à frente do pé da perna

de abordagem.

Após o apoio no solo, o braço não deverá ser puxado rapidamente para trás, a fim de

não desequilibrar o atleta, deverá continuar no movimento natural de corrida.

e)Corrida entre as barreiras

A corrida entre as barreiras deve ser feita com passadas largas, porém não exageradas, para

não ocorrer a perda do equilíbrio.

Nas corridas de 100 e 100m deverão ser dadas três passadas entre as barreiras, e nas

corridas de 400m, quinze. O movimento de braços é normal, igual o das corridas de

velocidade, sendo aconselhável amplia-lo um pouco mais.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 50

f)Corrida final:

A primeira passada após a última barreira deve ser executada como foi para as anteriores.

Depois disso, o atleta reunirá todas as forças a fim de passar pela linha de chegada, com o

máximo de velocidade possível.

110 m com barreiras (prova masculina)

Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 110 m. As

barreiras devem ter 1,067 m de altura.A distância da linha de saída até a primeira barreira

será de 13,72 m, a distância entre as barreiras será de 9,14 m e a distância da última

barreira à linha de chegada será de 14,02 m.

100 m com barreiras (prova feminina)

Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 100 m. As

barreiras devem ter 0,838 m de altura. A distância da linha de saída até a primeira barreira

será de 13 m, a distância entre as barreiras será de 9,5 m e a distância da última barreira à

linha de chegada será de 10,5m.

400 m com barreiras (prova masculina e feminina)

Consiste em passar 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 400 m. As barreiras

devem ter 0,914 m de altura (masculino) e 0,762 m de altura (feminino). Para ambas as

provas, a distância da linha de saída à primeira barreira será de 45 m. A distância entre as

barreiras será de 35 m e a distância da última barreira à linha de chegada será de 40 m.

Nas provas com barreiras se um competidor passar seu pé ou perna abaixo do plano

horizontal da parte superior de alguma barreira, no momento da passagem, ou ultrapassar

uma barreira fora de sua raia, ou se na opinião do Árbitro Geral derruba-a deliberadamente

com o pé ou mão será desclassificado.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 51

Revezamentos

Revezamento 4x100m: A largada é dada no mesmo local dos 400 m rasos. Cada equipe

possui 4 atletas, dispostos nos 4 pontos distantes da posta. O 1º atleta de cada equipe,

colocando no local de largada, em bloco de partida, com um bastão numa das mãos. Ao tiro

de largada deverá correr e entregar ao 2º atleta de sua equipe (entrega somente dentro da

zona de passagem). O 2º atleta de posse do bastão entregará ao 3º de sua equipe e este ao

4º último atleta da equipe. A zona de passagem do bastão tem 20 metros, sendo

desclassificada a equipe que realizar uma passagem de bastão fora da zona. Não deverá

haver invasão de raia por qualquer equipe, e nem prejudicar equipes adversárias durante a

passagem de bastão.

A corrida de revezamento consiste em percorrer uma certa distância por etapas,

sendo cada etapa percorrida por um corredor. Cada equipe é composta por quatro

corredores, sendo que cada um deles percorre uma distância semelhante (100 ou 400

metros), conduzindo um bastão. Esse bastão é conduzido de mão em mão entre todos os

componentes da equipe. Daí a denominação de corrida de revezamento, devido a troca

realizada entre os corredores, a qual é feita dentro da zona de passagem, constituída de um

espaço de 20m situado dentro da raia.

No caso do revezamento 4x100m, em que cada corredor corre a distância de 100m, a

zona de passagem é marcada 10m antes e 10m depois de cada 100m que constituem cada

uma das etapas da prova. Portanto, a primeira zona tem seu início aos 90m e o final nos

110m. A segunda se inicia ao 190m e finaliza nos 210m e a terceira com início nos 290m e

final nos 310m, formando, desta maneira, o conjunto de três zonas de passagem, sendo que

o quarto corredor da equipe apenas recebe o bastão e o conduz até o final.

Como é necessário que as trocas sejam efetuadas em velocidade (4x100), existe um

espaço de 10m antes do início da zona de passagem, denominado zona opcional, onde o

corredor que recebe o bastão se coloca em posição de espera do companheiro que traz o

bastão.

Essa zona tem por objetivo permitir ao corretor receptor do bastão iniciar a sua

corrida com antecedência, a fim de entrar na zona de passagem em alta veloci

igualar à velocidade do companheiro que está chegando.

Antes da zona opcional (10 a 15 pés), faz

ponto de partida para o receptor do bastão iniciar sua corrida e não olha mais para trás,

porque, a partir desse instante, toda a ação realizada pelos dois corredores é automática,

obtida através de treinamento, até que o bastão seja passado de um corredor para outro.

O corredor que vai receber o bastão deve se colocar no começo da zona opcional, numa

posição favorável para executar sua ação. Para isso, existem duas maneiras de

posicionamento:

a)Saída alta:

O corredor se coloca em pé, ligeiramente

inclinado para frente, com as pernas

afastadas, tendo o peso do corpo sobre a

perna da frente. A cabeça deve estar

voltada para trás, com o olhar dirigido ao

companheiro que vem ao seu encontro.

b)Saída Semi-agachada:

É a posição de espera em que o corredor,

postado no início da zona opcional, se

coloca na posição de três apoios, com as

pernas em afastamento e a mão c

ao pé da frente apoiada no chão. O olhar

deve estar voltado para trás, do lado

oposto à mão que está apoiada,

observando o companheiro que se

aproxima. O braço livre é colocado atrás,

em posição normal de corrida.

Passagem não visual ou às cega

velocidade intensa (4x100), e (4x200) e nela o receptor, após iniciar a corrida, não olha para

o bastão, a fim de não perder velocidade com o movimento de cabeça, sendo assim, a maior

responsabilidade da passagem está com o entregador.

Esportes Coletivos

-se uma marca na pista, que serve como

ontrária

s: A passagem não visual é empregada nos revezamentos de

– Douglas Flesch Cygainski 52

dade, para

Passagem visual: A passagem visual é empregada nos revezamentos de 4x400m e maiores,

em virtude de o atleta que vai entregar o bastão já vir cansado e ter o recebedor de olhar o

entregador e arrancar o bastão de sua m

passagem está com o receptor, pois este se encontra descansado, ao passo que o

entregador chegará esgotado.

Tipos ou Estilos da Passagem do Bastão

a)Francês ou Descendente

Neste estilo o corredor que vai receb

de posse do bastão, estende para trás um dos braços, previamente determinado, colocando

a palma da mão voltada para cima e com os dedos unidos, à exceção do polegar, que se

afasta dos demais, colocando

conduz o bastão coloca-o, através de um movimento de cima para baixo, e pela extremidade

livre do mesmo, na mão do receptor, que o agarra rapidamente, coloca o braço em posição

de corrida, dando prosseguimento à corrida. A vantagem deste estilo está no fato de que a

maneira como o bastão é colocado sobre a mão do companheiro possibilita um espaço livre

maior, o que facilita a entrega seguinte.

b)Alemão ou Ascendente:

Para receber o bastão, o cor

palma da mão voltada para o companheiro que se aproxima, tendo os dedos unidos, com

exceção do polegar, que deve estar voltado para baixo, em direção ao solo. Dessa forma, o

bastão é colocado em sua mão através de um movimento de baixo para cima, executado

pelo companheiro que faz a passagem. Daí a denominação de passagem ascendente, devido

à trajetória de elevação do bastão para ser colocado na mão do corredor receptor.

Esportes Coletivos

ão. Nesse caso, a maior responsabilidade da

er o bastão, ao ouvir o sinal do companheiro que está

-se em posição de recepção. Nesse momento, o corredor que

redor coloca o braço de ação semiflexionado para trás, com a

– Douglas Flesch Cygainski 53

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 54

O inconveniente deste estilo reside no perigo de o bastão cair da mão, uma vez que a

mão receptora deve se unir ou ficar muito próxima à mão do companheiro que faz a

entrega, a fim de não faltar espaço no bastão nas passagens seguintes, isto é, a metade

anterior do bastão precisa ficar livre.

Métodos para o Desenvolvimento do Revezamento

Além dos estilos e tipos de passagem do bastão, um outro procedimento a ser

levado em consideração, visando o melhor rendimento na corrida, diz respeito aos métodos

empregados para o desenvolvimento de todo o conjunto dos revezamentos a serem

efetuados no transcorrer da prova.

Esses métodos, que completam o mecanismo das corridas de revezamento, dizem

respeito à maneira pela qual o bastão deve ser conduzido durante a trajetória da corrida, ou

seja, a mão na qual o bastão deve ser transportado. Para isso, são utilizados dois métodos, o

uniforme e o alternado.

a)Método Uniforme

Caracterizado pela troca de mãos, porque o corredor recebe o bastão em uma das mãos e

imediatamente passa-o para a outra. Ex.: o primeiro corredor parte com o bastão na mão

direita e entrega-o ao segundo em sua mão esquerda; este, imediatamente, troca o bastão

de mão, passando-o à direita, para prosseguir a corrida; e assim sucessivamente, de forma

que os quatro corredores realizam suas etapas da corrida conduzindo o bastão na mão

direita, realizando, portanto, uma ação uniforme.

Considerando que existe uma pequena perda de tempo e uma ligeira influência

negativa na ação da corrida, esse método já não é o mais indicado.

b)Método Alternado

Neste método não existe a troca de mãos; o bastão é transportado na mesma mão que o

recebeu e, por este motivo, torna-se necessário adotar algumas medidas para a disposição

de cada um dos componentes da equipe dentro da pista.

Assim, o corredor que transporta o bastão na mão direita corre pelo lado interno da

sua baliza e o que recebe já está postado no lado externo da baliza, por onde fará a sua

corrida, uma vez que o bastão será depositado em sua mão esquerda.

No conjunto todo, pela ordem, o primeiro corredor leva e passa o bastão com a sua

mão direita, correndo pelo lado interno da pista; o segundo corredor recebe, leva e passa o

bastão com sua mão esquerda, correndo pelo lado externo da baliza; o terceiro recebe,

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 55

transporta e passa o bastão com a sua mão direita, correndo pelo lado interno e, finalmente,

o quarto e último componente da equipe recebe o bastão em sua mão esquerda e o

mantém na mesma durante toda a corrida, até ultrapassar a linha de chegada, fechando,

assim, o revezamento.

Disso se conclui que os revezamentos foram realizados alternadamente – direita,

esquerda, direita, esquerda, razão pela qual esse método se denomina alternado.

Disposição dos Corredores na Pista

Para a seleção dos elementos, que deverão formar uma única unidade, em que cada

um dos atletas integrante deve estar totalmente adequado a sua função, levamos em

consideração as características individuais de cada um, nas quais se observa o seguinte:

Não há um princípio fixo que determine a disposição dos corredores na pista para o

revezamento para sabermos qual será colocado em 1o lugar ou em último, teremos que

considerar uma série de fatores, a saber:

a) Quais os homens mais velozes: normalmente, os dois mais velozes são colocados em 1o

e 4o lugares, sendo o 4o (último), o mais veloz deles, para fazer a chegada.

b) Qual o homem que tem partida mais rápida – deverá ser colocado em 1o lugar, pois o

primeiro da equipe é o único que emprega a partida baixa.

c) Qual o melhor finalista – naturalmente será colocado na última posição (4o).

d) Qual o mais combativo – normalmente, é colocado na 3a posição, a fim de recuperar

terreno porventura perdido pelos 1o e 2o corredores.

e) Quais as duplas que melhor se entendem deveremos distribuir os homens de maneira

que os que melhor se entendam façam a passagem de um para o outro.

f) Quais os homens mais hábeis na passagem – esses deverão ser colocados na 2a e 3a

posições, pois são eles que fazem recebimento e passagem do bastão, ao passo que o 1o

só faz entrega e o último só faz recebimento.

g) Quais os homens que melhor ocorrem na curva – de acordo com o tipo de revezamento

a ser disputado e com a pista onde será realizada a competição, deveremos distribuir os

homens de maneira que só corram nas curvas os que o fazem melhor.

h) Estratégia no dia da competição: é um fator importantíssimo para o treinador, o qual

deverá tentar obter, antes da corrida, indicações seguras sobre o estado físico e de

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 56

treinamento de seus adversários. Deverá ser evitado o “entrar no escuro”. Uma boa

disposição tática dos corredores poderá, em igualdade de condições, levar a vitória.

Técnicos e treinadores chegaram à conclusão de que a disposição normal dos corredores

para o revezamento de 4x100 metros, considerando como fator principal a velocidade dos

corredores, é a seguinte: 2o, 4o, 3o e 1o, isto é, o mais veloz em último lugar, o

imediatamente abaixo em 1o lugar e os outros nas posições intermediárias.

Levamos em consideração as características individuais de cada um, nas quais se observa o

seguinte:

O primeiro corredor: Corre uma distância maior com o bastão em relação aos demais

companheiros. Preferivelmente, deve ser um bom corredor de curva porque a sua etapa de

corrida é composta da primeira curva da pista. E, finalmente, deve ser um grande largador,

por sele ele o elemento encarregado de sair do bloco de partida – portanto, o iniciante da

corrida.

O segundo corredor: Sua velocidade deve ser combinada com a do primeiro corredor, ou

seja, sua velocidade inicial deve estar relacionada com a velocidade final do primeiro

homem. Deve ter uma reação bastante rápida para iniciar a sua corrida no momento em que

seu companheiro passa pelo handcap, para que sua partida seja bastante segura. Precisa

dominar perfeitamente o revezamento, uma vez que vai receber e passar o bastão logo a

seguir. E deve ser um bom corredor de reta e muito potente porque, juntamente com o

terceiro corredor, é o elemento que corre maior distância entre os componentes da equipe

(cerca de 126m aproximadamente).

O terceiro corredor: Tal como o primeiro corredor, deve ser um excelente corredor de

curva; as demais características são idênticas ao segundo corredor.

O quarto corredor: Entre todos os componentes da equipe, é aquele que corre a menor

distância com o bastão na mão, por ser o último corredor, cuja etapa termina na linha de

chegada da prova. Precisa estar bem entrosado com o terceiro corredor e dominar

perfeitamente a recepção do bastão, não tendo necessariamente de ser um bom entregador

porque não realiza esta ação, uma vez que é finalizador. Normalmente, é o melhor velocista

da equipe porque será o elemento que deverá manter uma possível vantagem conseguida

por seus companheiros, ou mesmo tirar ou descontar um possível retardamento,

ocasionado por alguma deficiência.

Com essas considerações, torna-se possível concluir que cada um dos quatro

componentes da equipe deve possuir certas características individuais, de acordo com as

exigências da prova, e que cada uma dessas exigências deve ser muito treinada para se

atingir a maior perfeição. Outro fator que deve ser levado em consideração, por ser também

de grande importância é que, após formada a equipe, deve

ordem ou disposição dos corredores porque o perfeito entrosamento e sincronismo entre

todos os elementos é difícil de ser conseguido com total perfeição e as constantes mudanças

viriam a comprometer ainda mais a unidade da equipe.

Revezamento 4x400m: Largada no local dos 400 m rasos. Equipe de 4 atletas. Haverá

balizamento de 500 m, isto o 1º da equipe correm e

vez, correrá somente 100 m em sua raia, podendo, logo após, utilizar a pista livre. O 3º atleta

já em pista livre entregará ao 4º e último atleta, devendo este chegar com o bastão,

ultrapassando a linha de chegada

A principal característica desse tipo de revezamento é que, contrariamente aos

revezamentos rápidos, a troca entre os corredores não se realiza com tanta velocidade,

devido ao cansaço com que cada um d

produzindo relativo débito de oxigênio e falta de forças suficientes para que seja imprimido

um ritmo mais veloz no final da corrida.

se faz através da passagem visual.

Outro Tipo de Passagem do Bastão

com os dedos da mão dirigidos ao companheiro que vai fazer a entrega. Desta maneira, o

bastão em posição vertical é passado através de um movimento de trás pa

fosse de encontro com a mão do receptor.

Para este tipo de passagem, é necessário que a mão do receptor esteja mais elevada

em comparação com os dois tipos anteriores, devendo o braço se postar paralelamente ao

solo; em virtude das cara

apontada para cima, deve ser a mesma após ser realizada a passagem; por isso, ao agarrar o

bastão, o receptor deve faze

Para o revezamento

no mesmo local onde se inicia e também termina a prova. Uma vez que não é necessária a

Esportes Coletivos

-se manter sempre a mesma

m sua raia a entrega ao 2º. Este, por sua

e, posteriormente, entregar o mesmo ao juiz da prova.

os corredores termina a sua etapa de corrida,

Por esses motivos, a entrega do bastão nesta prova

: O braço do receptor é levado para trás em extensão,

cterísticas da ação. A extremidade livre do bastão, que fica

-lo junto à mão do companheiro que o entrega.

4x400m, existe apenas uma zona de passagem, que está situada

– Douglas Flesch Cygainski 57

ra frente, como se

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 58

realização da troca em alta velocidade, torna-se possível utilizar vários métodos de

revezamento.

Arremessos e Lançamentos

Arremesso de Peso

De todas as especialidades dentro do atletismo, o arremesso de peso é, sem dúvida,

a mais praticada. A razão de tal popularidade deve-se ao fato de que é fácil empurrar um

implemento esférico, de peso sustentável, proporcional à força, dentro de suas faixas

etárias.

Qualquer elemento que se disponha a praticar o arremesso de peso vai em busca de

marcas que possam se aproximar dos grandes campeões. Para isto, se entregam a rígidos

treinamentos, aprimorando cada vez mais uma técnica apurada, sem que haja qualquer

desperdício de força energética.

Os especialistas desta prova são caracterizados por serem de estrutura elevada,

chegando a 1,95m de altura, com envergadura acentuada. São rápidos e fortes.

Quanto à velocidade dos arremessadores, nota-se que estes têm, em média, nos

100m rasos de 11,7s e 11,9s. Possuem coordenação motora acentuada que lhes permite

assimilar rapidamente as instruções a que lhes forem transmitidas. As valências físicas mais

acentuadas dos arremessadores são: VELOCIDADE, FORÇA, COORDENAÇÃO.

Na história dos arremessos, sabe-se que em 1883, LAMBRECHT, da Grã Bretanha,

arremessou o peso a uma distância de 13,10m. Os arremessadores são altos e fortes, surgia

então o primeiro gigante, era RALPH ROSE (recorde mundial em 1909, com marca de

15,54m) tendo a estatura de 2,06m e 125kg de peso. Os atletas recordistas eram geralmente

pesados (acima de 100kg), sendo que os Estados Unidos se caracterizou por grande número

de recordistas mundiais.

Prova disto é que surgia um grande atleta de nome PERRY O´BRIEN. Já aos 18 anos,

O´BRIEN despertava a atenção dos técnicos. Treinava com o técnico JESSE MORTENSEN, de

manhã e tarde, utilizando a musculação como princípio básico de suas marcas excepcionais.

Antes de Perry O´brien, o grande arremessador era JAMES FUCHS, que utilizava uma

técnica ortodoxa (com deslocamento lateral sem cruzada de pernas). Fuchs quebrou,

durante um ano, quatro vezes o recorde mundial. O´brien, já na época de Fuchs, se

destacava como júnior.

De 1953 a 1956 O´Brien venceu todas as competições em que participava. Em 1959

surgia DALLAS LONG nesta disputa, igualando o recorde de O´Brien (com a marca de

19,25m). O´Brien não deixava por menos e quebraria novamente o recorde mundial com a

marca de 19,30m para, em 1960, Dallas Long supera

A verdade era o seguinte: até 1950, os arremessadores se utilizavam do “estilo

ortodoxo”, tendo Fuchs como recordista mundial de 1949 a 1952. Em 1953, O´Brien tirava

de Fuchs o recorde mundial detendo

época Long já utilizava a técnica de O´Brien. Porém, este ano de 1959, novamente quebrava

o recorde, passando O´Brien para a história, como o arremessador de todos os tempos que

quebraria maior número de recordes mundiais.

O primeiro atleta a superar a marca de 20m foi BILL NIEDER, dos EUA, com marca de

20,06m em 1960. Na década de 80 surgia mais um estilo: ESPANHOL, que tinha a

característica do giro do arremesso de disco. Este es

arremessadores de disco por questões de adaptações à especialidade.

Perry O´Brien

Ortodoxo

Espanhol

Masculino

Feminino

O peso se agarra de distintas maneiras, segundo cada atleta, pois depende do tamanho da

mão e da força da mão e dedos. O mais correto é segura

colocando-o na base dos mesmos, sem que toque a palma da mão. Observar que o punho

deve estar flexionado para trás. A mão que tem o implemento deve estar junto à clavícula ou

Esportes Coletivos

-lo na disputa com a marca de 19,38m.

-o até 1959, quando Long quebrou a hegemonia. Nesta

tilo é aplicado justamente pelos

Estilos dos Arremessos

com deslocamento de costas

com deslocamento lateral

com giro do arremesso de disco

Pesos

7,260 kg

4 kg

Quando se iniciar os ensinamentos do

arremesso de peso, deve-se levar em consideração

a utilização deste implemento com os pesos de

2kg, 3kg ou 4kg, pois com pesos leves o

aprendizado é de fácil assimilação. Deve

também, utilizar o estilo ORTODOXO nesta fase

inicial para, posteriormente, ensinar o estilo PERRY

O´BRIEN.

-lo com os

– Douglas Flesch Cygainski 59

-se,

dedos afastados,

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 60

queixo. O cotovelo alto ou baixo. A força final do punho, mão e dedos na função reversível é

por demais importante para a execução de um bom arremesso.

Técnica Perry O´Brien – com deslocamento de costas

Início: De costas para o setor, de pé, o peso do corpo no pé direito, pé esquerdo mais atrás

(fig. 1). Peso posicionado abaixo do maxilar, muito próximo ou até encostado no pescoço,

cotovelo do membro arremessador bem aberto. Inicia-se o troco enquanto ergue-se o

membro inferior esquerdo para fins de equilíbrio - posição de balança (fig. 2). Após, há uma

flexão do joelho direito e do quadril e joelho esquerdo, aproximando os dois joelhos –

posição agrupada (fig. 3/4)

Deslocamento: O deslocamento é iniciado pelo desequilíbrio inicial do corpo para trás (fig.

4/5); a seguir, há uma ação de extensão do joelho e quadril esquerdos (que “puxará” o

corpo), simultânea à extensão do joelho direito (fig. 5/7). O deslocamento deve ser junto ao

solo (por isso o termo mais adequado seria deslizamento) e a perna esquerda não deve ser

lançada para cima e sim para trás, rasante.

Duplo Apoio: O pé direito vai assentar no centro do círculo, pela planta e em um ângulo de

cerca de 90 a 120 graus com o sentido do arremesso. O pé esquerdo, quase que

simultaneamente, deve chegar ao solo, pela parte anterior, junto ao anteparo, ligeiramente

à esquerda da linha central do círculo. O tronco continua virado para a parte posterior do

círculo (olhar para um ponto situado a alguns metros atrás do mesmo) e está em flexão e

torção. Ao final do deslocamento o peso do corpo está sobre a perna direita, se o peso

chegasse a cair, deveria atingir o solo a uma certa distância do pé direito (fig. 9).

Fase final: Esta fase inicia-se pela ação do membro inferior direito (o arremesso inicia-se

com a flexão plantar do tornozelo direito) combinado com uma rotação da pélvis e do tronco

(fig. 12/15). O lado direito do corpo, em conseqüência destes movimentos, roda para frente

e para cima, na direção do arremesso. O membro inferior esquerdo deve efetuar uma ação

de contenção e alavanca. Ao final, há uma completa extensão dos membros inferiores, com

os pés ficando apontados para a direção do arremesso (fig. 16). A ação do membro superior

direito consiste em uma adução horizontal da articulação do ombro, seguida de uma

extensão de cotovelo e uma vigorosa ação final de flexão da articulação do punho (quebra

de punho) e da flexão das articulações dos dedos (a palma da mão deve estar virada para o

lado ao final do arremesso (fig. 13/16). Durante todo o arremesso, o cotovelo do membro

arremessador deve estar aberto (apontando para o lado), deve vir atrás do peso e a mão

deve estar com o polegar apontando para baixo. O membro superior esquerdo, flexionado

no cotovelo, contribui para efetuar a rotação do tronco mas cessa seu movimento

abruptamente, quando o peito do atleta já está voltado frontalmente para a frente do setor,

contribuindo, assim, para incrementar a velocidade de saída do implemento (fig. 15/16).

Reversão: Para evitar-se a saída do círculo, efetua

consiste em a perna esquerda di

(fig. 16/17), o que leva a uma fase aérea e uma subseqüente flexão do joelho direito e

abaixamento do tronco, o que contribui para um abaixamento do centro de gravidade,

evitando o desequilíbrio para fora do círculo.

Lançamento de Dardo

O lançamento de dardo é, sem dúvida, a mais bonita das provas existentes no

atletismo moderno. Desde os tempos dos “homens das cavernas”, este implemento, hoje

sofisticado, era utilizado para a caça de anim

implemento era utilizado para vários fins, entre eles o da procura da caça para

sobrevivência, como também como arma nas grandes guerras entre os povos nórdicos.

Índios também passaram a utilizar este implemento na

A maneira como era utilizado o dardo não diferiu muito da atual. A técnica

empregada para se lançar tal implemento foi aperfeiçoada de tal maneira, a fim de que se

pudesse utilizar o maior aproveitamento possível da força energética num movimento

retilíneo no plano vertical e parabólico no plano horizontal.

Esportes Coletivos

-se uma movimentação de pernas, que

rigir-se para trás, com a perna direita colocando

ais. Na medida em que o tempo passava, o

pesca.

– Douglas Flesch Cygainski 61

-se à frente

A ação de lançar ou arremessar algum implemento nos lembra a forma de como

atiramos pedra. É um movimento que parece ser natural ainda que adaptado às

características do instrumento utilizado. Se

de lançar este implemento nos coloca mais perto de nossos antepassados.

Como lançador de dardo, é preciso ter velocidade, coordenação, agilidade e força.

Não há necessidade específica de serem muito altos. Notad

onde atletas são bastante diferentes de outros arremessadores (peso, disco e martelo).

Durante muito tempo esta especialidade foi praticada pelos nórdicos; os nomes de

Myrra, Pentilla, Jarvinen, Nikkanen e Nikinnen figuravam sem

mundo e candidatos ao título olímpico.

Com a evolução das marcas, acima de 100m, a Federação Internacional de Atletismo

Amador – FIAA, em assembléia de seus filiados, resolveu, através de nova regra, modificar a

estrutura deste implemento, deslocando o centro de gravidade para mais a frente da

empunhadura, fazendo com que o mesmo, em sua trajetória retilínea (vertical) alterasse a

trajetória parabólica (horizontal), pois quando atingisse a maior amplitude de seu percurso,

descesse mais rapidamente, voltando, com isto, ao visual antigo, ou seja, o de “cravar no

solo”.

a)Forma correta de empunhar o dardo:

Qualquer que seja o estilo utilizado, deverá permitir que os dedos da mão e o punho atuem

descontraidamente sobre a empunhadeira d

vôo, tanto vertical como horizontal deverá oferecer à mão uma posição que permita utilizar

uma concentração de forças para lançar o projétil. Existem vários métodos para esta

finalidade e vamos descrever aqueles

Método finlandês: É considerado o método mais forte. Consiste em segurar o dardo, de

forma que o dedo indicador se coloque estendido na parte de trás do encordoamento, com

uma pequena flexão da falange distal para a latera

torno dela. Os dedos polegar e médio são colocados no início da empunhadura,

contornando a mesma, tendo as extremidades quase unidas. Esses dois dedos são

praticamente os responsáveis pela transmissão da força ao da

dardo no lançamento. Os demais dedos, anular e mínimo, são colocados normalmente sobre

a empunhadura (figura abaixo).

Esportes Coletivos

m dúvida nenhuma, poderemos notar que o ato

amente é uma especialidade

pre entre os melhores do

e corda; o domínio do dardo em seu plano de

mais comumente mais utilizados.

l, em contato com a haste do dardo ou em

rdo: são eles que empurram o

– Douglas Flesch Cygainski 62

Notamos que a principal característica deste método de empunhar o dardo está

exatamente relacionada com a

trajetória do arremesso, proporcionando também maior rotação ao dardo quando está no

ar.

Método normal ou americano

dardo é pressionado pelos dedos indicador e polegar no início da empunhadeira, e os

demais dedos se colocam bem firmes, porém descontraidamente sobre a corda, como

vemos na figura abaixo.

b)A corrida preparatória

A corrida é dividida em duas partes. A primeira começa n

marca intermediária. Nesta fase, o dardo é conduzido sobre o ombro, mais ou menos na

altura da cabeça e paralelo ao solo. O objetivo desta fase é dar ao atleta a velocidade ideal,

que será transportada para o dardo no momen

A segunda parte é aquela que caracteriza o estilo utilizado pelo atleta

Bud Held, americano com salto, etc

(cinco, no finlandês). Esta parte da corrida é mu

maior ou menor sucesso do arremesso, no aspecto técnico.

c)Extensão da corrida:

Deve ser suficiente para se conseguir com ela o impulso necessário para um bom arremesso.

O excesso de velocidade tem que ser freado

nada se aproveita e pode colocar muito a perder.

d)O arremesso propriamente dito:

Esta fase está interligada com as anteriores e seu sucesso depende totalmente da boa

realização das precedentes. Assim, se a mão

esquerdo colocado devidamente, o dardo poderá ser levado sem esforço à linha de ação,

por cima do ombro. Com isso, se impõe ao cotovelo um mínimo de tensão, reduzindo

consideravelmente as possibilidades de u

amplia a sua alavanca, aumentando a força do arremesso.

Esportes Coletivos

posição do dedo indicador, que tem por objetivo melhorar a

: É o mais utilizado por ser de mais fácil adaptação. Aqui, o

a posição de partida e vai até a

to em que ele for arremessado.

-, cujo número de passadas depende do estilo praticado

ito importante, porque é dela que depende o

lentamente, tornando-

direita for levada corretamente para trás e o pé

ma contusão. Além disso, essa posição do braço

– Douglas Flesch Cygainski 63

– finlandês,

se inútil, porque dele

e)Ação final e troca de pés ou reversão:

Como foi visto, na fase do arremesso propriamente dito o peso do corpo passa para a perna

da frente no momento em que o dardo é arremessado, em conseqüência do bloqueio da

velocidade da corrida, devido ao passo cruzado. Esta ação resulta em um desequilíbrio do

corpo para frente próximo ao anteparo final do corredor de arremessos, que não pode ser

tocado e nem ultrapassado pelo atleta, que será punido com uma falta que anula a

tentativa.

Para que isto não se verifique, o arremessador deve realizar uma troca da perna que

está atrás pela frente e com muita rapidez, a fim de bloquear esse movimento do corpo em

desequilíbrio à frente, colocando

deixar o corredor pelo espaço permitido. A esta ação nós chamamos reversão ou troca de

pés.

Masculino

Feminino

Lançamento de Disco

O lançamento de disco é sem dúvida o mais clássico e antigo de todos que figuram no

atletismo. Desde a antiguidade, era costume lançar

passou às Olimpíadas, substituindo

desiguais em peso e diâmetro. O gesto de lançar disco tem

ou até mesmo em estátuas.

Dentro da era moderna do atletismo, foi o primeiro lançamento que se praticou,

seguido mais tarde pelos outros três (peso, dardo

Esportes Coletivos

-o em uma posição parada e estável, para em seguida

Pesos e Medidas

800g e 2,70m

600g e 2,40m

-se escudos de guerra, gesto este que

-se os escudos por discos de pedra de caracte

-se perpetuado através de figuras

e martelo). A forma como se lançava este

– Douglas Flesch Cygainski 64

rísticas

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 65

implemento também era diferente da atual. Acontece que ao passar dos anos, a técnica de

se lançar o disco apresentou avanços que pudessem tirar maior proveito dos movimentos

baseando-se nas leis da física.

A forma que hoje é utilizada, permite o aproveitamento da força centrífuga

horizontal aplicada, de dentro de um círculo, com velocidade progressiva, obtendo-se maior

possibilidade às grandes distâncias. O aprimoramento da técnica com giros (rotações) faz

com que atletas tenham que se dedicar horas e horas diárias em seus treinamentos, a fim de

que movimentos circulares possam ser realmente aproveitados no lançamento.

O recorde tem melhorado muito e hoje quase todos os lançadores empregam a

técnica americana adotada pela primeira vez pelo norte americano FORTUNE GORDIEN.

Pode-se dizer que os lançadores de disco são menos rápidos que os arremessadores de

peso, pois tem a necessidade de se utilizar de movimentos circulares. (rítmicos).

Lançadores de disco devem dedicar-se única e exclusivamente para a prova.

Houveram épocas que arremessadores de peso lançavam discos, porém, atualmente, são

casos raros.

Existe uma grande preocupação para com os movimentos dos membros inferiores,

dentro do círculo, pois se não houver estabilidade na base não haverá bom lançamento. Pelo

simples fato de que os movimentos circulares podem tirar o equilíbrio de um atleta, os

mesmos devem ser executados de forma progressiva.

É importante que um lançador de disco tenha as seguintes características: Grande

envergadura, ritmo, velocidade e força. Os membros longos permitem maior raio de giro,

em conseqüência a velocidade periférica gerada no giro tem que ser maior e portanto

aumentando a força centrífuga. É também muito importante que um atleta tenha sua mão

grande, pois com isto consegue controlar mais o disco durante seus movimentos circulares.

Um atleta com mão pequena tem grandes dificuldades para controlar o disco, pois durante

os movimentos circulares, se preocupa mais com o disco do que a base, que são os membros

inferiores, em deslocamento. De 24 ou 25 centímetros é a distância do dedo medial ao início

do punho, para que um lançador possa se destacar. Dedos robustos contribuem para que

um lançamento possa ser adequado devido à finalização desta ação, que dá ao disco o

equilíbrio necessário. A média dos grandes lançadores ultrapassa aos 100kg e 1,90m de

altura. Com isto podem atingir facilmente os 56m.

Estilos (técnicas):

Ortodoxo lateral (de lado para o setor de queda do implemento) com giro.

Americano de costas para o setor de queda do implemento (com giro).

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 66

Pesos

Masculino 2 Kg

Feminino 1 Kg

Técnica: A técnica do lançamento do disco se baseia integralmente no aproveitamento da

força centrífuga que gera o atleta ao efetuar um giro e meio (volta e meia) dentro de um

círculo. Esta técnica, como se tem dito, foi posta em prática com grande êxito pelo

americano GORDILN e a partir deste momento não tem cessado de ser corrigida e

aperfeiçoada. O lançador inicia o movimento de costas para o setor de queda do

implemento, realizando um passo intermediário (salto rasante) somando assim a força

centrífuga gerada no giro, o impulso linear para frente, seguindo o eixo do círculo.

O lançamento do disco, como todos do atletismo, é um movimento continuado e sem

pausas, com iniciação lenta, acelerando progressivamente até atingir a ação final que é a

explosão.

Posição Inicial: A posição inicial que um atleta adota ao entrar no círculo é a seguinte:

pernas afastadas com distância igual ou maior do que a largura dos ombros (de costas para o

setor de queda do implemento) e disco na mão de lançamento. Neste momento, o centro de

gravidade está no meio (entre as pernas) da posição inicial (perpendicular ao solo).

Pode-se ou não iniciar alguns movimentos de preparação ao lançamento. Estes

movimentos, quando feitos ou executados são para iniciar o giro no círculo e ao impulso

inicial para a realização do giro. Estes movimentos são denominados de balanceados. As

pernas flexionarão quando for realizado no balanceio a rotação do tronco, como também o

pé contrário a mão de lançamento terá alteração no seu movimento (rotação sobre a ponta

do pé). O braço de lançamento vai para trás da linha dos ombros e o braço livre cruzará

ligeiramente a frente do corpo.

Execução da primeira fase – rotação do tronco: Após ter o lançador executado alguns

balanceios, existe uma transferência do centro de gravidade passando os apoios da perna

direita para a perna esquerda semi flexionada. Quando a perna direita se desprende do solo

tendo terminado seu trabalho de impulsão, passando o apoio do corpo para a perna

esquerda, o braço de lançamento deve continuar atrás da linha dos ombros. O giro deverá

ocorrer sobre o pé esquerdo.

No momento deste giro sobre o pé esquerdo, o corpo fica ligeiramente inclinado

para o centro do círculo ou o eixo de rotação.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 67

A posição de queda do pé direito ao final do 1o giro deverá ser na ponta do pé, pois a

partir deste momento deverá ser também iniciado outra rotação.

É fundamental que o atleta não esteja com as pernas estendidas durante os giros. Os

contatos para a finalização dos pés direito e esquerdo deverão ter o menor espaço de tempo

possível, no centro do círculo.

Execução da segunda fase – fase de entrada de quadril para lançamento: A posição que um

atleta deve estar é a mesma de como se estivesse lançando sem deslocamento, ou seja, pé

direito no centro do círculo, perna ou pé esquerdo quase encostado no aro do lado

esquerdo do alinhamento de lançamento (fazer uma divisão do círculo com giz). Braço de

lançamento atrás da linha dos ombros. Braço livre flexionado com a cabeça voltada para o

punho ou cotovelo livre (toalha torcida). Neste momento existe predominância de apoio

sobre a perna de impulso (no centro do círculo).

Observar atentamente que a cabeça é o eixo das rotações e é ela que mantém o

equilíbrio do corpo durante toda a execução do lançamento.

A perna direita executa o impulso (perna semi-flexionada) para a entrada de quadris.

Cabeça que anteriormente olhava para o punho livre (mais ou menos para baixo) inicia sua

elevação, realizando o enquadramento dos quadris (adiantamento do Centro de Gravidade).

Quando o corpo está se voltando para frente ou para o setor de queda do

implemento, o braço livre flexionado entre mais rapidamente para trás. O braço de

lançamento também continua atrás da linha dos ombros. Existe a transmissão de apoios. Da

perna direita para a esquerda, com entrada de quadris acentuada e rosto com o olhar

voltado para cima. Nesta finalização é necessário maior velocidade no braço de lançamento,

ou seja, execução de maior velocidade no percurso do braço até a saída do disco da mão. O

braço de lançamento deve estar estendido. A ação dos dedos polegar e indicador,

principalmente, são fundamentais para um bom lançamento. São eles que darão maior

equilíbrio ao disco.

A busca da perna de lançamento para próximo à livre é fundamental para todo

enquadramento do corpo no lançamento.

Reversão: Nada mais é do que a troca de apoios, ou seja, da esquerda para a direita em

salto, ocorrendo também a inversão da posição da entrada de quadris, ou seja,

retardamento do centro de gravidade, a fim de que um atleta possa controlar suas faltas nos

lançamentos.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 68

Lançamento Martelo

O martelo é composto por cabeça, cabo e empunhadura, obtendo um peso total

mínimo de 7,260Kg no masculino e 4Kg no feminino.

Pesos

Masculino 7,260 kg

Feminino 4 kg

A cabeça deve ser de ferro maciço ou de outro metal que não seja mais macio que o latão ou um invólucro de qualquer um desses metais, cheio de chumbo ou outro material

sólido. De forma esférica, deverá ter um diâmetro mínimo de 110mm, para homens, e

95mm para mulheres. O cabo deve ser inteiriço, com alças de conexão nas extremidades, de

arame de aço para molas, com diâmetro mínimo de 3mm, sem que possa esticar-se

sensivelmente durante a realização do lançamento. A empunhadura reta em forma de

triangulo, com comprimento de 115m, deve ser sólida e rígida sem qualquer tipo de conexão

articulada, mas conectada ao cabo.

Salto em altura

Tesoura Rolo Ventral Fosbury Flop

Fases do salto em altura

a) Corrida de impulso

b) Impulsão

c) Elevação ou suspensão

d) Passagem pela barra ou transposição

e) Queda ou aterrissagem

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 69

a)Tesoura

É uma técnica bastante simples, por isso mesmo interessante para ser adotada para

iniciantes, muito fácil de ser trabalhada nas aulas de Educação Física escolar e em escolinhas

de esporte. Seu gesto natural, de fácil compreensão de sem duvida muito seguro, são

fatores que contribuem a seu favor. Basicamente o atleta, após a corrida e a batida, deve

transpor a barra na posição sentado e a queda pode acontecer da mesma forma ou em pé.

O que torna essa técnica pouco eficaz para as grandes competições é que o atleta

precisa erguer grande parte do corpo acima da barra para passá-la, dificultando a

transposição, no entanto outros fatores são vantajosos como:

a) a simplicidade na demonstração

b) compreensão e assimilação

c) a área de queda não precisa ser especial

d) a possibilidade de se trabalhar em qualquer ambiente.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 70

b)Rolo Ventral

Através da transformação proporcionadas por Valery Brumel, o salto em altura ganhou

novas dimensões e no curso de um estafante treinamento desenvolveu um meio eficaz de

converter em elevação vertical o rápido ímpeto horizontal. Partindo de um ângulo de 30

graus, Brumel corria 15,24m, dando três ou quatro breve passos preliminares, seguindo de

sete poderosas e rápidas passadas, até a impulsão e , através de um exaustivo treinamento

de força e prática constante, para conseguir aproveitar melhor a impulsão, elevou-se à

imortalidade dentro do atletismo.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 71

c)Fosbury Flop

No dia em que Richard Fosbury ultrapassou a barra elevada a 2,24m para estabelecer em

1968 um novo recorde olimpico, deu-se início a uma revolução no salto em altura, que

rapidamente se estendeu por todos os cantos do globo. Seu estilo heterodoxo, considerado

realmente perigoso naquela época, em poucos anos consagrou-se como o método mais

avançado em saltos.

Nesse dia, o que mais despertou atenção daqueles que presenciaram o salto foi a

corrida de impulso feito em forma circular. Devido a esta corrida em linha curva, o saltador é

impelido para a parte externa da curva ao longo da qual está se movendo. O saltador é, pois,

submetido à ação da força centrífuga, que ele mesmo gera, e que vai desfrutar no momento

do salto, no instante em que ela é máxima. Parece que o aproveitamento da força centrífuga

durante o salto representa na verdade, a novidade dessa técnica.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 72

Saídas e Chegadas

Posições de Largada Baixa: Ao comando do árbitro de partida, os atletas assumirão as

posições de largada. Após ajustarem seus blocos individualmente, os atletas realizam várias

largadas para aquecimento da prova. Após ajustarem seus blocos individualmente, os atletas

realizam largadas para aquecimento da prova. Se algum atleta estiver com agasalho e quiser

retira-lo, poderá faze-lo quando do apito do árbitro de partida. Atletas colocados na posição

de pé, atrás de seus blocos esperam a chamada de entrada nos mesmos.

- Árbitro: “Aos seus lugares!”: Os atletas tomam a posição de 5 apoios (mãos, joelhos e pés).

Enquanto algum estiver se mexendo, o árbitro não dirá o comando seguinte. Se houver

demora de algum atleta, o árbitro solicita aos atletas “última forma”, isto é, todos os atletas

deverão sair de suas posições. O árbitro adverte o atleta que está demorando para assumir

sua posição.

Iniciada novamente a chamada de “aos seus lugares”, atletas, após assumirem suas

posições ouvem do árbitro a chamada de: “prontos”. Na posição de prontos os atletas

elevam seus quadris ficando em 4 apoios. Um atleta terá direito a somente uma saída em

falso. Se fizer duas saídas em falso, será desclassificado da prova.

Na prática, quando um ou mais competidores cometerem uma saída falsa, os outros,

instintivamente, tendem a segui-lo e, teoricamente, qualquer competidor que assim proceda

também comete uma saída falsa. Entretanto, o árbitro de partida deve advertir somente

aquele ou aqueles que, na sua opinião, foram os responsáveis pela saída falsa. Isso pode

resultar em que mais de um competidor seja advertido. Se a saída falsa não for devida,

qualquer competidor, não deve ser feita nenhuma advertência.

Vozes de comando do árbitro para provas até 400 metros:

Às suas marcas lll Prontos III Tiro de partida

* Para falsas, usa-se o apito.

Vozes de comando do árbitro para provas acima de 400 metros.

As suas marcas III Tiro de partida

As provas de utilizam o bloco de partida são:

100m e c/ barreiras, 200m rasos, 400m rasos e com barreiras, 110m com barreiras, 4x10m

rev. (1o atleta) e 4 x 400m rev. (1o atleta), 4 x 200m (1o atleta).

Bloco de Partida (Taco de Partida)

Utilizado pelos atletas para apoios nas provas de velocidade.

Esportes Coletivos

– Douglas Flesch Cygainski 73

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 74

Referências

Futsal Polígrafo do professor Otavio Balzano (Disciplina de Esportes Coletivos I – Unilasalle) Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006.

Confederação Brasileira de Futsal: www.futsaldobrasil.com.br Federação Gaúcha de Futsal: www.futsalrs.com.br

Handebol Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006.

CBHB - Confederação Brasileira de Handebol: WWW.cbhb.mundozero.com.br

Basquetebol Ferreira, AEX, De Rose, D. Basquetebol: técnicas e táticas: uma abordagem didático-

pedagógica. São Paulo: EPU, 1987. Tenroller, CA. Métodos e planos para o ensino dos esportes. Canoas: Ed. Ulbra, 2006.

Confederação Brasileira de Basketball: www.cbb.com.br Federação Gaúcha de Basketball: www.basquetegaucho.com.br

Voleibol Santini, J. Voleibol escolar: da iniciação ao treinamento. Canoas: Ed. Ulbra, 2007.

CBV - Confederação Brasileira de Voleibol: www.cbv.com.br

Atletismo Fernandes, JL. Atletismo: os saltos. 2ª edição. São Paulo: EPU, 2003.

Fernandes, JL. Atletismo: lançamentos e arremessos. 2ª edição. São Paulo: EPU, 2003. Matthiesen, SQ. Atletismo: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

Polígrafo do professor Marco Aurélio Cornelius (Disciplina Esportes Individuais I – Unilasalle) CBAt - Confederação Brasileira de Atletismo: www.cbat.org.br

nada a ver com oq eu pedi
foi otimo pra mim esse material
na epoca do futebol lá na china, eles chutavam os cranios dos inimigos derrotados e depois disso, surgiu a primeira bola que era de couro mas ao passar dos anos a bola entrou na moda até hoje não só o futebol mas há um monte de esportes que emvolvem a bola como basebol,tenis,malabares e etc etc
nao achei o que eu queria
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