Ewa roteiro, Manual de Engenharia de Produção. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
paula_cipriano
paula_cipriano3 de junho de 2016

Ewa roteiro, Manual de Engenharia de Produção. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS Departamento de Engenharia de Produção

Grupo Ergo&Ação

ANÁLISE ERGONOMICA DO POSTO DE TRABALHO (Ergonomic Workplace Analysis)

Este manual é uma tradução autorizada, para fins acadêmicos, de: Ergonomic Workplace Analysis Editors: Mauno Ahonem, Martti and Tuulikki Kuorinka ISBN 951-801-674-7 - Ergonomics Section FINNISH ISNTITUTE OF OCCUPATIONAL HEALTH Topeliuksenkatu 41 a A - SF-00250 Helsinki - Finland Tradução: Coordenação: João Alberto Camarotto Equipe: Mônica T. S. M. Bernardino, Renata Vasconcelos, Rogério Leite Souza, Leandro Furlan e Daniel Fontolan.

UFSCar – DEP

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Prefácio O sucesso na melhoria dos locais de trabalho requer a colaboração entre designers, profissionais da saúde do trabalho e trabalhadores. A aplicação superficial de regras tradicionais pelos designers ou aquelas de controle de atividades, aplicadas pelos profissionais de saúde do trabalho, ficam aquém do desejado para postos de trabalho seguros, saudáveis e produtivos. A colaboração efetiva requer ferramentas que formem a base para um entendimento comum da situação do trabalho. Este MANUAL foi planejado para servir como tal ferramenta. Este MANUAL tem sido usado para outros propósitos também. Por ter uma estrutura sistemática, ele pode ser usado para checar a qualidade das melhorias feitas em um posto de trabalho ou nas tarefas. Ele permite também a comparação de diferentes postos com o mesmo tipo de atividade. E ainda pode ser usado como um arquivo de informações sobre o posto de trabalho, como fonte de informação para contratação de pessoal, etc... Ou seja, fornece material informativo sobre o posto de trabalho, para ser usado desde o trabalhador até o designer. Pressupostos A base teórica do MANUAL situa-se na fisiologia do trabalho, biomecânica ocupacional, aspectos psicológicos, higiene ocupacional e em um modelo participativo da organização do trabalho. Alguns destes itens representam recomendações gerais e objetivas para um trabalho sadio e seguro. O MANUAL é usado para uma análise detalhada, após os problemas ergonômicos serem superficialmente identificados. Sua estrutura e conteúdo fazem com que seu uso seja mais conveniente em trabalhos manuais e atividades que envolvam movimentação manual de materiais. Itens O local de trabalho é analisado de acordo com quatorze itens escolhidos por dois critérios. Primeiro, cada item deve representar fatores nos quais a saúde, a segurança e a produtividade do posto de trabalho possam ser projetadas e realizadas. Segundo, os itens devem ser quantificáveis. Fatores importantes podem não estar incluídos nos quatorze itens escolhidos, por não estarem adequadamente estruturados e classificados, ou por não possuírem bases teóricas consensuais. É possível para o usuário adicionar ou retirar itens de acordo com suas competências e necessidades. Instruções de uso Como este MANUAL é utilizado? A base da análise ergonômica é a descrição sistemática e cuidadosa das tarefas ou do posto de trabalho. Observações e entrevistas são usadas para se obter as informações necessárias. Em alguns casos são necessários aparelhos simples de medição. Em um posto de trabalho, a análise se processa de acordo com os três passos seguintes: 1. O analista define e delimita a tarefa a ser analisada. A análise deve ser a respeito da tarefa ou do

local do trabalho. Geralmente a tarefa é dividida em sub-tarefas, que são analisadas separadamente. São necessárias análises em separado para cada uma das sub-tarefas caso estas sejam muito diferentes.

2. A tarefa é descrita. Para isto, o analista faz uma lista de operações e desenha um esboço do posto de trabalho.

3. O analista apresenta ao operador a descrição das tarefas e, em conjunto, redefinem a lista de tarefas, aproximando-a do trabalho real.

4. Com um desenho claro das tarefas e das atividades do operador, o analista pode prosseguir com a análise ergonômica item por item, usando este livreto como guia.

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O analista classifica os vários fatores em uma escala, geralmente de 1 a 5. O valor 1 é dado quando a situação apresenta o menor desvio em relação a condição ótima, ou geralmente aceitável, para as condições e arranjo espacial do trabalho. Os valores 4 e 5 indicam que a condição de trabalho ou o ambiente podem eventualmente causar danos a saúde dos trabalhadores. Atenção especial deve ser dada ao ambiente e às condições de trabalho em questão. Forma de avaliação As classificações são reunidas em um formulário de avaliação, e juntas constituem a avaliação global ou o perfil da tarefa em questão. No perfil, o analista pode listar sugestões para melhorias, baseado nos resultados das análises. As escalas dos itens não são comparativas. Por exemplo, o valor 5 para o item “contatos pessoais” não deve ter o mesmo peso em relação ao valor 5 para o item “ruído”. Mas no perfil final, o valor 5 deve chamar atenção especial para o ambiente de trabalho. Relevância da Análise Tarefas que requerem habilidades manuais e movimentação manual de materiais têm sido o alvo principal da análise, mas a análise também pode ser usada em outros tipos de tarefas. Em alguns casos a relevância de cada item deve ser avaliada cuidadosamente. Um item pode ser irrelevante para uma dada tarefa. Por exemplo, o item “repetitividade” pode não ser relevante quando se analisa o trabalho de um motorista. A tarefa pode ser diversificada e o conteúdo do trabalho abrangente, de forma que o uso da escala pode não ter sentido. Em alguns casos a descrição verbal é mais adequada. Se o analista decide que a maioria dos itens não é relevante para a análise, ele pode preferir usar análises mais específicas. Treinamento Apesar de ser estruturado, o uso do MANUAL pode requerer treinamento e experiência. O tempo de duração da análise varia de acordo com o grau de experiência do analista e com a complexidade das tarefas. Esta análise pode variar desde quinze minutos, para uma tarefa simples com um analista experiente, até doze horas, para uma tarefa complexa com um novato. Julgamento do trabalhador O analista entrevista e anota a avaliação subjetiva do trabalhador como bom (++), regular (+), ruim (-) e muito ruim (--). Se o julgamento do trabalhador for muito diferente da classificação do analista, a situação de trabalho deve ser analisada mais detalhadamente. Alerta Na tradução deste MANUAL foram necessárias algumas adaptações de texto e de apresentação dos quadros com a finalidade de melhor orientar o usuário. Os tradutores assumem total responsabilidade pelas mudanças, que acreditamos não tenha prejudicado o conteúdo do texto.

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SUMÁRIO

ROTEIRO DO POSTO E TAREFAS EXECUTADAS - EXEMPLO 4

DESCRIÇÃO DO POSTO DE TRABALHO ANALISADO 5

1 – ÁREA DE TRABALHO 6

1.1 - Área horizontal 6

1.2 – Alturas de trabalho 7

1.3 – Visão 8

1.4 – Espaço para as pernas 9

1.5 – Assento 10

1.6 – Ferramentas Manuais e outros equipamentos e utensílios 10

2 - ATIVIDADE FÍSICA GERAL 12

3 – LEVANTAMENTO DE CARGAS 13

4 – POSTURAS DE TRABALHO E MOVIMENTOS 14

5 - RISCO DE ACIDENTE17

6 - CONTEÚDO DO TRABALHO 19

7 - RESTRIÇÕES NO TRABALHO 20

8 - COMUNICAÇÃO ENTRE TRABALHADORES E CONTATOS PESSOAIS 21

9 - TOMADA DE DECISÃO 22

10 – REPETITIVIDADE DO TRABALHO 23

11 – ATENÇÃO 24

12 – ILUMINAÇÃO 25

13 - AMBIENTE TÉRMICO 26

14 – RUÍDO 27

ANÁLISE ERGONOMICA DO POSTO DE TRABALHO – RESUMO 28

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EXEMPLO DESCRIÇÃO DO POSTO DE TRABALHO E TAREFAS EXECUTADAS

Exemplo de descrição de um posto de trabalho, com auxílio de fotografia e desenho em escala.

1 -Faça um desenho esquemático do posto representando os espaços, equipamentos, materiais e ferramentas utilizadas. Faça a descrição e o desenho do posto em conjunto com o operador de tal forma que o resultado seja o mais próximo da representação que o operador faz de seu posto de trabalho.

2 -Em conjunto com o operador, defina o trabalho do posto, sua finalidade dentro do processo de produção da unidade, objetivos, requisitos técnicos e de qualidade.

3 -Observe atentamente o trabalho do operador no posto durante um período de tempo suficiente para que ocorra um ciclo de tarefas ou que as principais tarefas ocorram (situações onde é difícil estabelecer um ciclo fechado de tarefas ou com ciclo muito longos).

4 -Descreva a seqüência de tarefas realizadas no posto de trabalho utilizando-se de uma simbologia básica e monte um fluxograma das tarefas.

5 -Aplique cada prancha (variável do posto) separadamente explicando seu conteúdo, objetivo e forma de análise para o operador. Analista e operador, em conjunto, decidem qual a alternativa mais próxima da situação real, depois o operador avalia os fatores favoráveis e desfavoráveis da variável e finalmente emite sue julgamento

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DESCRIÇÃO DO POSTO DE TRABALHO ANALISADO Desenho esquemático Definição do posto (objetivos, requisitos técnicos e de qualidade) Fluxograma das tarefas (use simbologia técnica)

(transformação) (inspeção) (Transporte) (armazenagem)

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1 – ÁREA DE TRABALHO 1.1 - Área horizontal

Todos os materiais, ferramentas e equipamentos devem estar situados na superfície de trabalho, como recomendado abaixo: Área 1: área usual de trabalho.

Área 2: atividades leves, pegar materiais.

Área 3: atividades não freqüentes, utilizada somente quando a área 2 estiver totalmente preenchida

Os controles devem ser colocados de acordo com o alcance natural do trabalhador, que é de

aproximadamente 65 cm para homens e 58 cm para mulheres, medidos a partir de seus ombros.

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1.2 – Alturas de trabalho nível do cotovelo = altura do cotovelo com o braço em posição relaxada

Se o trabalho inclui diferentes necessidades (por exemplo, a manutenção de uma posição ou

a combinação de diferentes tarefas), a altura de trabalho é determinada pela tarefa de maior demanda.

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1.3 – Visão Distância visual A distância visual deve ser proporcional ao tamanho do objeto de trabalho: um objeto pequeno requer uma distância menor e uma superfície de trabalho mais alta. Os objetos que são comparados continuamente em uma distância visual fixa (menor que um metro), devem estar situados a uma mesma distância visual.

grande demanda

visual (montagem de

pequenas peças)

alguma demanda visual

(costura, desenho)

demanda visual normal

(leitura, operação de torno mecânico)

pequena demanda visual

(embalamento)

Ângulo de visão O objeto de maior freqüência de observação deve ser centralizado em frente ao trabalhador. O ângulo de visão recomendado (medido a partir da linha horizontal da visão) varia entre 15° e 45°, dependendo da postura de trabalho.

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1.4 – Espaço para as pernas Durante o trabalho sentado deve haver espaço suficiente entre a parte de baixo da bancada de trabalho e o assento, para permitir movimentos das pernas. O espaço recomendado para as pernas é de 60 cm. A profundidade ao nível do joelho deve ter no mínimo 45 cm e, ao nível do piso, 65 cm. Durante o trabalho em pé, o espaço para os dedos do pé deve ter no mínimo 15 cm de profundidade e de altura. Recomenda-se que o espaço livre atrás do trabalhador seja de, no mínimo, 90 cm, desde de que objetos grandes não sejam manuseados.

Trabalho em pé

Trabalho sentado

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1.5 – Assento

Assentos usados por diversas pessoas devem ser facilmente ajustáveis. A necessidade de cadeiras com rodinhas, apoio para a coluna cervical ou para os braços, dependem do tipo de trabalho a ser realizado. Para o trabalho em pé, um banco alto ou um apoio lombar deve estar disponível para uso temporário. 1.6 – Ferramentas Manuais e outros equipamentos e utensílios O tamanho, formato, peso e textura do material das ferramentas manuais devem permitir uma boa preensão e serem fáceis de manusear. O uso de ferramentas manuais não deve requerer força excessiva. Vibrações e ruídos devem ser os menores possíveis.

“Outros equipamentos” incluem, por exemplo, instalações, componentes, equipamentos de proteção individual, controles e dispositivos de elevação e movimentação, que devem ser avaliados de acordo com seu uso.

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AVALIAÇÃO DOS ESPAÇOS DE TRABALHO

1 O espaço de trabalho segue as recomendações ou é inteiramente ajustável pelo trabalhador.

2 Existem limitações em atender às recomendações; entretanto, as posturas e movimentos de trabalho estão adequadas às necessidades da tarefa.

3 Nem todas as recomendações são seguidas: as posturas e movimentos de trabalho são, portanto, inadequadas.

4 Há grandes desvios em relação aos padrões recomendados. A organização do espaço de trabalho força o trabalhador a usar posturas de trabalho ruins e tensas, bem como movimentos inadequados.

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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2 - ATIVIDADE FÍSICA GERAL “A atividade física geral” é determinada pela duração do trabalho, pelos métodos e equipamentos que requerem esforço físico. Esses parâmetros podem estar num patamar ideal, acima ou abaixo desta referência. A qualidade das atividades físicas gerais é determinada pela relação entre a possibilidade do trabalhador regular a carga física e a possibilidade desta carga ser regulada pelo método de produção, ou ainda, pela situação em que o trabalho é feito. Roteiro de análise: • Determine, por observação do trabalho, por entrevista com o trabalhador e com a chefia imediata

do setor, se a quantidade de atividade física necessária é grande, ótima ou pequena. Grande atividade física é necessária, por exemplo, na agricultura e no trabalho de estivadores. A carga recai sobre os sistemas respiratório e circulatório. A atividade física pequena pode ser encontrada no trabalho fragmentado ou de inspeção.

4 A atividade depende inteiramente dos métodos de produção ou da organização do trabalho. O trabalho é razoavelmente pesado ou pesado, as pausas durante o trabalho não têm sido levadas em consideração. Ocorrem altos picos de carga de trabalho.

3 A atividade depende dos métodos de produção ou da organização do trabalho. O risco de um esforço excessivo devido a picos de carga de trabalho é relativamente freqüente.

2 A atividade depende, em parte, dos métodos de produção ou da organização do trabalho. Os picos de carga de trabalho ocorrem com alguma freqüência, mas eles não produzem um risco de esforço excessivo.

1 A atividade física é inteiramente determinada pelo trabalhador; os fatores causadores dos picos de carga de trabalho não acontecem.

1 A atividade física é inteiramente regulada pelo trabalhador. Os espaços de trabalho, equipamentos e métodos não geram restrições de movimentos.

2 Os espaços de trabalho, equipamentos e métodos permitem a realização de movimentos adequados.

3 Os espaços de trabalho, equipamentos e métodos limitam os movimentos de trabalho. As possibilidades de movimentos ocorrem durante as pausas de trabalho.

4 Os espaços de trabalho, equipamentos e métodos restringem os movimentos de trabalho ao mínimo. As atividades durante as pausas de trabalho nem sempre são possíveis.

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

GRANDE

APROPRIADO

LEVE

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3 – LEVANTAMENTO DE CARGAS

O esforço requerido pelo levantamento é dado pelo peso da carga, a distância horizontal entre a carga e o corpo e a altura da elevação. Os valores apresentados na tabela foram estabelecidos para condições adequadas de levantamento. Em outras palavras, a pessoa que realiza a elevação utiliza as duas mãos para conseguir uma boa pega, diretamente em frente ao corpo, em uma superfície não escorregadia. A tarefa será avaliada como mais difícil, em relação aos valores indicados na tabela. São consideradas condições inadequadas de elevação, aquelas que ocorrem com elevação de peso acima dos ombros e as que ocorrem várias vezes por minuto. Neste caso, a tarefa será avaliada como mais difícil do que os valores indicados na tabela. Roteiro para medições • Confira a altura na qual a elevação ocorre:

Em uma "altura de elevação normal", a elevação ascendente ou a elevação descendente estão compreendidas em uma região entre a altura do ombro e a altura dos dedos das mãos na postura ereta. Em uma "altura de elevação baixa", a elevação ascendente ou descendente encontra-se na região abaixo da altura das mãos. Neste caso, haverá agachamento.

• Peso da carga. Faça a estimativa do stress de acordo com a carga elevada que é mais pesada. • Meça a distância horizontal entre as mãos e a linha média do corpo. • Escolha, na tabela abaixo, a altura da elevação correspondente. Anote a distância das mãos e vá

para baixo na coluna, para anotar o peso da carga. Anote o resultado.

Classificação do levantamento de carga

1 A carga pode ser facilmente elevada Altura de elevação normal Elevação com agachamento Distância das mãos em relação ao corpo, cm Distância das mãos em relação ao corpo, cm

<30 30-50 50-70 >70 <30 30-50 50-70 >70 carga, Kg carga, Kg

2 Abaixo de 18 Abaixo de 10 Abaixo de 8 Abaixo de 6 2 Abaixo de 13 Abaixo de 8 Abaixo de 5 Abaixo de 4 3 18-34 10-19 8-13 6-11 3 13-23 8-13 5-9 4-7 4 35-55 20-30 14-21 12-18 4 24-35 14-21 10-15 8-13 5 Acima de 55 Acima de 30 Acima de 21 Acima de 18 5 Acima de 35 Acima de 21 Acima de 15 Acima de 13

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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4 – POSTURAS DE TRABALHO E MOVIMENTOS

As posturas de trabalho referem-se às posições do pescoço, braços, costas, quadris e pernas durante o trabalho. Os movimentos de trabalho são os movimentos do corpo exigidos pelo trabalho. Roteiro de análise • Determine as posturas de trabalho e os movimentos separadamente para pescoço-ombro,

cotovelo-punho, costas e quadril-pernas. A análise é feita a partir da postura e dos movimentos de maior dificuldade. O resultado final é o pior valor desses quatro resultados parciais.

• O tempo usado para manter a postura afeta a carga de stress de uma situação. O valor resultante é incrementado de um nível, se a mesma postura for sustentada por mais da metade da jornada, e decresce um nível se a mesma postura for mantida não mais que uma hora.

Classificação das posturas de trabalho e movimentos (pescoço-ombro)

1 Livre e relaxado.

2 Em uma postura natural, mas limitada pelo trabalho.

3 Tenso devido ao trabalho.

4 Rotação ou inclinação de cabeça e/ou elevação dos braços acima do nível dos ombros.

5 Pescoço inclinado para trás, com uma demanda de força grande para os braços.

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Classificação das posturas de trabalho e movimentos (cotovelo-punho)

1 Em uma postura natural e/ou bem suportada, em uma posição sentada ou em pé.

2 Braços em uma posição determinada pelo trabalho, algumas vezes levemente tensos.

3 Braços tensos e/ou articulações em postura extrema.

4 Braços mantidos em contração estática e/ou repetição do mesmo movimento continuamente.

5 Grande demanda de força para os braços, a eles realizam movimentos rápidos.

Classificação das posturas de trabalho e movimentos (costas)

1 Em uma postura natural e/ou bem suportada, em uma posição sentada ou em pé.

2 Em uma posição adequada, mas limitada pelo trabalho.

3 Inclinado e/ou pouco suportado.

4 Inclinado, com rotação e sem apoio.

5 Em uma postura prejudicial durante o trabalho pesado.

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Classificação das posturas de trabalho e movimentos (quadril-pernas)

1 Em uma posição livre que pode ser mudada voluntariamente, realizada durante o trabalho sentado.

2 Em uma postura adequada, mas limitada pelo trabalho.

3 Pouco suportada, ou realizada inadequadamente em pé.

4 Em pé, em um dos pés ou de joelhos, ou numa posição estática.

5 Em uma postura prejudicial durante o trabalho pesado.

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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5 - RISCO DE ACIDENTE

Risco de acidente se refere a qualquer possibilidade de lesão aguda ou intoxicação causada pela exposição ao trabalho durante uma jornada. É determinado por meio da possibilidade do acidente ocorrer e sua severidade. Roteiro de análise • Familiarize-se com as estatísticas de acidente no posto de trabalho e entreviste o pessoal da

segurança do trabalho. Pode-se também usar a lista de riscos abaixo, que ajudará a determinar se há risco de acidente.

• Avalie a possibilidade de ocorrência de um acidente e sua severidade, e escolha a classificação correspondente.

Análise de risco Existe um risco de acidente se uma ou mais das questões seguintes forem respondidas positivamente: Riscos mecânicos 1- Pode uma superfície, estrutura ou parte móvel da máquina, uma parte da mobília ou um equipamento causar explosão, ferida ou queda? 2- Podem os movimentos de deslocamento horizontal ou vertical e de rotação de máquinas, material ou outros equipamentos causar acidente? 3- Podem objetos em movimento ou aerodispersóides causar acidente? 4- Pode a ausência de corrimão, para-peitos, pisos escorregadios ou desarrumação causar quedas? Riscos causados por falha de design 5- Podem os controles ou visores causar acidentes por terem sido mal projetados e não atenderem as características humanas? 6- Pode um dispositivo de acionamento, a falta de um dispositivo de segurança ou um travamento causar acidente ? Riscos relacionados à atividade do trabalhador 7- Pode uma situação de trabalho que ocorre com uma realização de grande esforço ou postura e movimentos inadequados causar acidente? 8- Pode a sobrecarga nas habilidades de percepção e atenção causar acidente (prestar especial atenção em fatores como o uso de equipamento de proteção pessoal, ruído, iluminação, temperatura, dentre outros, que podem afetar a percepção do trabalhador)? Riscos relacionados à energia e utilidades 9- A carga ou fluxo de eletricidade, ar comprimido ou gás, podem causar acidente? 10- A temperatura pode causar incêndio ou explosão? 11- Os agentes químicos podem causar acidente?

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Risco de acidente é: Pequeno Se o trabalhador pode evitar acidentes empregando procedimentos normais de segurança. Ocorre não mais de um acidente a cada cinco anos. Médio Se o trabalhador evita o acidente seguindo instruções especiais e sendo mais cuidadoso e vigilante que o usual. Pode ocorrer um acidente por ano. Grande Se o trabalhador evita o acidente sendo extremamente cuidadoso e seguindo exatamente os regulamentos de segurança. O risco é aparente, e um acidente pode ocorrer a cada três meses. Muito grande Se o trabalhador somente pode evitar o acidente seguindo estritamente e precisamente os regulamentos de segurança. Pode ocorrer um acidente por mês. A severidade do acidente é: Leve Se causa não mais de um dia de afastamento Pequena Se causa menos de uma semana de afastamento Grave Se causa um mês de afastamento Gravíssima Se causa pelo menos seis meses de afastamento ou incapacidade permanente.

Risco Severidade pequeno médio grande Muito grande

Leve 1 2 2 3 Pequena 2 2 3 4 Grave 2 3 4 5 Gravíssima 3 4 5 5

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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6 - CONTEÚDO DO TRABALHO

O conteúdo do trabalho é determinado pelo número e qualidade das tarefas individuais inclusas nas atividades do trabalho.

Roteiro de análise • Avaliar se trabalho inclui planejamento e preparação,

inspeção do produto e correção, manutenção e gerenciamento de materiais, além da tarefa original.

• Usar a descrição do trabalho, se possível com o tempo requerido para as tarefas individuais como uma ajuda para a análise. O tempo necessário para o planejamento afeta a classificação.

• Leve em consideração o fato de que o planejamento, a execução e a inspeção podem ocorrer simultaneamente nas tarefas, demandando alto nível de habilidades.

• Quanto melhor a descrição do conteúdo do trabalho, melhor a classificação.

1 O trabalhador planeja e executa todo o trabalho, inspeciona e corrige o produto ou resultado e também executa tarefas que envolvem reparo e gerenciamento de materiais. 2 3 O trabalhador executa apenas uma parte do trabalho. 4 5 O trabalhador é responsável por uma tarefa simples ou apenas uma operação.

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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7 - RESTRIÇÕES NO TRABALHO No trabalho restrito, as condições de execução limitam os movimentos do trabalhador e a liberdade de escolher quando e como fazer o trabalho. Roteiro de análise • Avalie a limitação da tarefa, determinando se a

organização do trabalho ou suas condições limitam a atividade do trabalhador ou sua liberdade de escolher o tempo de executar a tarefa.

• trabalhador pode ser limitado pela maneira que uma máquina ou mecanismo é usado ou pela necessidade de continuidade do processo. Ele também pode ser limitado pelo fato de que, em uma etapa particular do trabalho, outros trabalhadores determinam o tempo de execução ou a forma de trabalho.

• Se o trabalho é feito em grupo, leve em consideração as possibilidades do grupo regular as limitações de cada trabalhador.

1 As exigências das máquinas, processos, métodos de produção não limitam o trabalho. 2 3 Há ocasionalmente certas limitações no trabalho e exige um certo tempo de concentração. 4 5 O trabalho é completamente limitado por máquinas, processos ou trabalho em grupo.

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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8 - COMUNICAÇÃO ENTRE TRABALHADORES E CONTATOS PESSOAIS Refere-se às oportunidades que os trabalhadores têm de comunicação sobre o trabalho com seus superiores ou colegas. Roteiro de análise • Determine o grau de isolamento avaliando as

oportunidades diretas e indiretas de comunicação com outros trabalhadores ou superiores. A comunicação visual não é suficiente para eliminar o isolamento quando, por exemplo, há muito ruído no local de trabalho.

1 Existe uma preocupação em fazer com que a comunicação e os contatos entre os trabalhadores sejam possíveis. 2 3 A comunicação é possível durante o dia de trabalho, mas ela é claramente limitada pela localização do posto, presença de ruído ou necessidade de concentração. 4 5 A comunicação e o contato são completamente limitados durante o turno de trabalho. Por exemplo, o trabalhador trabalha sozinho, à distância ou está isolado.

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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9 - TOMADA DE DECISÃO A dificuldade de tomada de decisões é influenciada pelo grau de disponibilidade de informação e do risco envolvido na decisão. Roteiro de análise • Determine a complexidade de conexão entre a

disponibilidade de informação e a ação do trabalhador; • A conexão deve ser simples e clara como quando a

informação recebida é composta apenas de um indicador. Por exemplo, uma luz piscando é a informação para desligar uma máquina;

• A conexão pode também ser complicada, requerer a formação de uma atividade modelo e a comparação entre ações alternativas.

1 O trabalho é composto por tarefas que tem informações claras e não ambíguas. 2 O trabalho é composto por tarefas que incluem informações, de forma que a comparação entre possíveis alternativas seja feita e a escolha dos modelos de atividade seja fácil. 3

O trabalho é composto por tarefas complicadas com várias alternativas de solução, sem possibilidade de comparação. É necessário que o trabalhador monitore seus próprios resultados.

4 O trabalhador tem que fazer muitas escolhas sem informações suficientemente claras, para basear sua escolha. Uma decisão errada cria a necessidade de correção da atividade e do produto, ou cria sérios riscos pessoais.

5 O trabalho envolve vários conjuntos de instruções, visores ou máquinas, e as informações podem conter erros. Uma decisão errada pode ocasionar risco de acidente, parada na produção ou perda de material

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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10 – REPETITIVIDADE DO TRABALHO A repetitividade do trabalho é determinada pela duração média de um ciclo repetitivo de trabalho repetitivo, sendo medida do começo ao fim deste ciclo. A repetitividade pode ser avaliada somente naqueles trabalhos em que a tarefa é continuamente repetida, relativamente do mesmo modo. Este tipo de trabalho é encontrado na produção seriada ou, por exemplo, em tarefas de empacotamento e embalamento. Roteiro de análise • Avalie a repetitividade, determinando a duração do

ciclo repetitivo. Determine a duração medindo as tarefas que são inteiramente ou quase inteiramente iguais, do começo de um ciclo para o começo do próximo.

DURAÇÃO DE UM CICLO

1 acima de 30 minutos 2 de 10 a 30 minutos 3 de 5 a 10 minutos 4 de 30 segundos a 5 minutos 5 abaixo de 30 segundos

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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11 – ATENÇÃO Atenção compreende todo o cuidado e observação que um trabalhador deve dar para seu trabalho, instrumentos, máquinas, visores, processos, etc. A demanda de atenção é avaliada pela relação entre a duração da observação e o grau de atenção necessário. Roteiro de análise • Determine a atenção demandada pelo trabalho, a partir do

tempo que o trabalhador leva para realizar a observação e o grau de atenção requerido.

• Determine a duração de um período de tempo em observação alerta, em relação ao tempo completo do ciclo.

• Determine o grau de atenção, pela estimativa da atenção envolvida na tarefa, comparando-a com exemplos dados.

• O nível de atenção demandada pelo trabalho é a média das classificações.

Período de observação: % da duração do ciclo

1 menor que 30% 2 de 30 a 60% 3 de 60 a 80% 4 maior que 80%

Demanda por atenção:

Atenção demandada Exemplos:

Industria Metal trabalho de escritório

1 Superficial manuseio de materiais carimbar papéis 2 Médio posicionar um elemento com um padrão datilografar 3 Grande trabalho de montagem revisão de provas 4 Muito grande usar instrumentos de ajuste e mensuração desenhar mapas

classificação do analista: julgamento do trabalhador: + + + – – –

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