Fabricação Mecânica - Introdução, Notas de aula de Engenharia Mecânica
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Fabricação Mecânica - Introdução, Notas de aula de Engenharia Mecânica

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3500 – FABRICAÇÃO MECÂNICA

Universidade Estadual de Maringá

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA - 2007

Prof. Dr. Norival Ferreira dos Santos Neto

2 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáEmenta

• Normalização • Ajustes • Tolerâncias dimensionais • Tolerâncias geométricas • Rugosidade • Metrologia industrial

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3 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáProdução x Produto

• Produção é o conjunto de processos utilizados para se fazer um produto.

• Produto é o resultado final da produção ou do conjunto dos processos.

Produção ou Conjunto dos

Processos INSUMOS PRODUTO

• Processo é o conjunto de atividades relacionadas, utilizadas para se fazer partes do produto. A somatória dos processos compõe a produção.

4 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáAtividades

• Atividades = atividades que agregam valor + atividades que não agregam valor – Atividades que agregam valor: usinagem, pintura,

conformação, etc. – Atividades que não agregam valor: inspeção,

embalagem, etc.

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5 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáPlanejamento do processo

– Sistema de apoio à produção – Concilia o fornecimento com a demanda – Garante que os recursos estejam disponíveis na

quantidade adequada, no momento adequado e no nível de qualidade adequado, respeitando os limites de capacidade e custo da operação

– Controla a produção

Planejamento do processo = PCP

6 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáFluxo Produtivo

• Vertical: toda a produção de todas as partes é de propriedade da empresa, ou seja, ela produz tudo. Exemplo: a Fordilândia tinha este objetivo. Hoje em dia algumas empresas ainda utilizam este tipo de fluxo como a ROMI.

• Horizontal: existe uma especialização em relação ao modelo vertical, ou seja, a empresa fica com apenas parte da produção. Exemplo: sistema modular aplicado na fábrica de caminhões da Volkswagen em Rezende.

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7 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáManufatura: Linha do Tempo

1876 Nicholas Otto e Gottlieb Daimler aperfeiçoam o motor de combustão interna de 4 cilindros a gasolina

1880 Primeiros carros produzidos artesanalmente 1903 Henry Ford funda a Ford Motor Company 1908 Henry Ford inicia a produção em massa do modelo T

(mass production) 1911 Henry M. Leland introduz o conceito de peças

intercambiáveis na indústria automobilística 1921 A General Motors Co. com Alfred Sloan introduz a

diferenciação nos seus carros 1960 Taiichi Ohno introduz os conceitos de produção

enxuta na Toyota (lean production) 1970 Primeiras máquinas comandadas numericamente

8 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáProdução Artesanal

• Mão-de-obra especializada: somente especialistas trabalhavam na montagem

• Máquina-ferramenta: generalizada • Volumes baixos de produção (< 1000/ano) • Confiabilidade baixa (protótipo) • Custos de inovação tecnológica proibitivos • Alto custo final para o cliente

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9 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáProdução em Massa

• Mão-de-obra intercambiável • Organização vertical centralizada: em 1915 foi

construída a Higland Park (Fordilandia) com mais de 7.000 empregados onde se produzia desde as chapas de aço até o carro montado

• Ferramentas especializadas e inflexíveis • Alto volume de produção (em 1923 foram

produzidos 2,1 milhões de unidades do Ford T) • Baixo custo para o cliente (automóvel custava

US$ 290 comparado com US$ 1.550 na produção artesanal)

10 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáFundação da Ford Motor Company

Ford modelo A – Primeiro carro produzido pela Ford (artesanal)

Primeiro carro produzido por Henry Ford (1896)

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11 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáLinha de produção de Ford

• Com a introdução da linha de produção os tempos de produção caíram de 12 horas e 8 minutos para 1 hora e 33 minutos

Linha de montagem do Ford T Ford T

12 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáIntercambiabilidade

• Definição: possibilidade de se montar peças em um conjunto mecânico sem que seja necessário nenhum ajuste ou usinagem secundários.

• Conceito começou a ser utilizado em 1776 na França, na construção de armas

• Porém a sua ampla utilização somente se deu no início do século XX (1904 – grande incêndio de Baltimore)

• A garantia da intercambiabilidade de peças só pôde ser obtida através da normalização técnica

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13 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáNormalização Técnica

É a maneira de organizar as atividades pela criação e utilização de regras, visando contribuir para o desenvolvimento econômico e social

NORMALIZAÇÃO

14 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáNormalização Técnica

• Em 1906 foi criado o primeiro organismo internacional de normalização: IEC (International Electrotechnical Commission)

• Em 1946 foi criada a ISO (International Organization for Standardization)

• ISO = do grego igual, igual para todos os países. Associação mundial integrada por organismos nacionais de normalização (ABNT, DIN, ANSI, JIS...) contando com uma entidade representativa por país

• Extremamente necessária em um mercado altamente globalizado

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15 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

1. NÍVEL INTERNACIONAL: ISO

2. NÍVEL REGIONAL : CEN COPANT CMN

3. NÍVEL NACIONAL: DIN ABNT

4. NÍVEL ASSOCIAÇÃO: ASTM

5. NÍVEL EMPRESA: PETROBRÁS KRUPP

NORMAS RESULTANTES DA COOPERAÇÃO E ACORDOS NTRE GRANDE NÚMERO DE NAÇÕES INDEPENDENTES, COM INTERESSES COMUNS E VISANDO AO EMPREGO MUNDIAL .

NORMAS QUE REPRESENTAM OS INTERESSES QUE BENEFICIA VÁRIAS NAÇÕES INDEPENDENTES, DE U MESMO CONTINENTE OU POR UMA ASSOCIAÇÃO REGIONAL DE NORMAS .NORMAS EDITADAS P UMA ORGANIZAÇÃO

NACIONAL DE NORMAS, RECONHECIDA COMO AUTORIDADE PARA TORNÁ-LAS PÚBLICAS, APÓS VERIFICAÇÃO DO CONSENSO ENTRE OS INTERESSES DO GOVERNO, INDÚSTRIAS, CONSUMIDORES E COMUNIDADE CIENTÍFICA DE UM PAÍS.

Níveis de Normalização

16 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS

ÓRGÃO RESPONSÁVEL PELA NORMALIZAÇÃO TÉCNICA DO PAÍS, FUNDADA EM 1940

ENTIDADE PRIVADA, SEM FINS LUCRATIVOS, RECONHECIDA COMO FORO NACIONAL DE NORMALIZAÇÃO

REPRESENTANTE NO BRASIL DAS ENTIDADES DE NORMALIZAÇÃO INTERNACIONAL ISO E IEC

Este procedimento está fora das normas

O que é a ABNT?

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17 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

1921 LABORATÓRIO DE ENSAIOS DE MATERIAIS – ESCOLA POLITÉCNICA DA USP (DEU ORIGEM AO IPT)

1927 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSAIOS DE MATERIAIS

1937 e 1938 REUNIÕES DA ABEM

1940 TERCEIRA REUNIÃO DA ABEM, ONDE FORAM LANÇADAS AS BASES DA ABNT

Início da ABNT

18 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

A ABNT possui atualmente 47 comitês e 02 O.N.S. (Dados de 16/10/2001), entre os quais:

AERONÁUTICA E ESPAÇOCB - 08

METRÔ-FERROVIÁRIOCB - 06

AUTOMOTIVOCB - 05

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS MEC.CB - 04

ELETRICIDADECB - 03

CONSTRUÇÃO CIVILCB - 02

MINERAÇÃO E METALURGIACB - 01 ÁREACOMITÊ

Comitês e ONS

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19 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

ANÁLISES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO IN VITROCB - 36

GESTÃO AMBIENTALCB – 38

ÁREAS LIMPAS E CONTROLADASCB - 46

TECNOLOGIA ALIMENTARCB - 30

SIDERURGIACB - 28

ODONTO MÉDICO HOSPITALARCB - 26

QUALIDADECB - 25

SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOCB - 24

COMPUTADORES E PROC. DE DADOSCB - 21

REFRATÁRIOSCB - 19

TRANSPORTES E TRÁFEGOCB - 16

QUÍMICACB - 10

Comitês da ABNT

20 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

1. A SOCIEDADE MANIFESTA A NECESSIDADE DE UMA NORMA

2. O COMITÊ BRASILEIRO (CB) OU ONS ANALISA E INCLUI NO SEU PROGRAMA DE NORMALIZAÇÃO SETORIAL (PNS)

3. É CRIADA UMA COMISSÃO DE ESTUDO (CE) COM A PARTICIPAÇÃO VOLUNTÁRIA DOS DIVERSOS SEGMENTOS DA SOCIEDADE

4. A COMISSÃO DE ESTUDOS (CE) ELABORA UM PROJETO DE NORMA, COM BASE NO CONSENSO DOS SEUS PARTICIPANTES

Elaboração de uma norma ABNT

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21 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

5. O PROJETO DE NORMA É SUBMETIDO À VOTAÇÃO NACIONAL ENTRE OS ASSOCIADOS DA ABNT E DEMAIS INTERESSADOS

6. AS SUGESTÕES RECEBIDAS APÓS A VOTAÇÃO NACIONAL SÃO ANALISADAS PELA COMISSÃO DE ESTUDO (CE), APÓS O QUE É APROVADA COMO NORMA BRASILEIRA

7. A NORMA BRASILEIRA É IMPRESSA, PODENDO SER ADQUIRIDA NOS DIVERSOS POSTOS DE VENDA DA ABNT

Elaboração de uma norma ABNT

22 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de Maringá

CE – COMUNIDADE EUROPÉIA = CERCA DE 80.000 NORMAS

ISO – CERCA DE 13.000 NORMAS

ANSI (USA) – CERCA DE 35.000 NORMAS

ABNT – CERCA DE 8.500 NORMAS

AMN – CERCA DE 400 NORMAS (700 EM PREPARAÇÃO).

DADOS DE 10/2001

Dados Importantes

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23 Prof. Dr. Norival Neto

Universidade Estadual de MaringáNormalização Técnica

• Conseqüências da normalização: – Redução do número de itens fabricados – Redução dos custos de fabricação – Redução do número de ferramentas – Redução do número de procedimentos de

fabricação. • As normas e o conceito de intercambiabilidade

garantem a existência de um mercado global.

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