Farmacologia, Notas de aula de Enfermagem
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Farmacologia, Notas de aula de Enfermagem

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Farmacologia e Farmacocinetica
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Apresentação do PowerPoint

1

Prof. Dr. Luiz Henrique Amarante

• Farmacêutico-Bioquímico • Especialista em Toxicologia

• Ph.D. em Farmacologia e Fisiologia

BIBLIOGRAFIA

BRUNTON, Laurence L.; LAZO, John S.; PARKER, Keith L. As bases farmacológicas da terapêutica. 11. ed. São Paulo: McGraw-Hill Interamericana, 2007.

DALE, M. M.; RANG, H. P.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J. Farmacologia. 6. ed. São Paulo: Elsevier, 2007.

KATZUNG, Bertram G. Farmacologia Básica & Clínica. 10. ed. São Paulo: McGraw-Hill Interamericana, 2008.

Portal Amarante: www.amaranteconsultoria.com.br

INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA

FARMACOCINÉTICA Estuda a interação dos

compostos químicos

com os sistemas vivos

FARMACOLOGIA

Prof. Dr. Luiz H. Amarante

SISTEMA VIVO

 Organela Celular

 Um órgão ou Tecido

 Sistema Orgânico

 Espécie Animal ou Vegetal

Jamais é estático

Integra-se ao meio externo,

alterando ou sendo alterado

por este meio Prof. Dr. Luiz H. Amarante

COMPOSTOS QUÍMICOS

Exógenos:

 Molécula bem definida (AAS)

 Mistura de substâncias (antigripais)

 Extratos de plantas (chás)

 Alimentos (nutracêuticos )

Endógenos:

 Hormônios

 HCl gástrico

 Neurotransmissores Prof. Dr. Luiz H. Amarante

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Compostos

Químicos

+

Sistemas Vivos

Efeitos Benéficos

Efeitos Deletérios

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EFEITOS BENÉFICOS

 Cura (farmacoterapia)

 Prevenção (Profilaxia)

 Diagnóstico

 Anovulatórios

Cosméticos

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EFEITOS DELETÉRIOS

(Tóxicos)

Estudados pela Toxicologia

 Forense

 Ocupacional

 Social

 De medicamentos

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FARMACOLOGIA

 Farmacognosia

 Farmacotécnica

 Farmacocinética

 Farmacodinâmica

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Estuda a droga em seu estado natural

 Matéria Prima

 Fitoterapia

FARMACOGNOSIA

FARMACOTÉCNICA

Estuda as técnicas de

produção de medicamentos

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FARMACOCINÉTICA

Estuda o comportamento

da droga no organismo

 Absorção

 Distribuição

 Biotransformação

 Excreção

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FARMACODINÂMICA

Estuda as alterações causadas

no organismo pelas drogas

Farmacocinética: o que o organismo faz com a droga

Farmacodinâmica: o que a droga faz com o organismo

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TERMOS USUAIS

EM FARMACOLOGIA

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DROGA

Qualquer substância

ou conjunto de substâncias químicas,

capaz de interagir com o sistema vivo

provocando alterações

somáticas e/ou funcionais,

benéficas ou deletérias (maléficas)

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FÁRMACO

Droga com estrutura química

bem definida com

ação BENÉFICA ao sistema vivo

MEDICAMENTO

Fármaco quando utilizado com fins

 Terapêuticos

 Profiláticos

 Diagnósticos

 Anovulatórios Prof. Dr. Luiz H. Amarante

AGENTE TÓXICO

Droga com estrutura química

bem definida com

ação MALÉFICA ao sistema vivo

VENENO

Droga com ação maléfica

ao sistema vivo, produzida por animais

ou plantas e inoculada em humanos ou

em animais acidentalmente Prof. Dr. Luiz H. Amarante

ESPECIALIDADE FARMACÊUTICA

Preparo industrial de um ou mais fármacos

(princípio ativo)

com outros componentes (adjuvantes),

tais como:

Veículo, edulcorantes, conservantes,

estabilizantes, antioxidantes

Comercializado embalado e com

um nome próprio

O medicamento vendido em drogarias

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REMÉDIO

Qualquer dispositivo ou (terapia),

inclusive o medicamento,

que sirva para tratar o doente.

 Massagem

 Clima agradável

 Intervenção cirúrgica

 Psicoterapia

 Desabafo

 Farmacoterapia

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DROGA ÓRFÃ

Droga para doenças raras

(atinge menos de 200.000 pessoas)

ou do terceiro mundo,

não transformada em forma utilizável devido aos

custos que não serão reembolsados.

Droga órfã Doença não tratada

= Paciente Órfão do sistema de saúde

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“Toda substância é um veneno.

Não há uma que não seja.

A diferença entre

um remédio e um veneno é a

DOSE utilizada”

(Paracelsus, 1493-1541)

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FORMAS FARMACÊUTICAS

Apresentação física do medicamento,

com seus adjuvantes

 Comprimido

 Drágea

 Xarope

 Pomada

A escolha da forma farmacêutica depende

das características do paciente e da doença

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Para Uso Interno – Via Oral

Pós

Granulados

Sólidos Pílulas Aglomerados Pastilhas

Comprimidos

Cápsulas

Drágeas

Soluções

Xaropes

Líquidos Elixires Colutórios

Emulsões

Suspensões Prof. Dr. Luiz H. Amarante

Para Uso Externo

Cutâneo (tópico)

Pomadas, cremes, ungüentos, pastas, loções

Transvaginal

Óvulos, comprimidos, geléias

Retal

Supositórios

Oftalmológicos e Otorrinolaringológicos

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Para Uso Parenteral

Grandes Volumes Nutrição Parenteral

Soros

Pequenos Volumes Ampolas

Contrastes radiológicos

Pellets (intradérmicos)

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FORMAS FARMACÊUTICAS ESPECIAIS

Com revestimento entérico

Protege a droga do suco gástrico

e o epitélio gástrico da droga

Liberação contínua

Para que drogas que são rapidamente

metabolizadas e excretadas. Os níveis sangüíneos

são mantidos por mais tempo

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VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE DROGAS

A escolha da via depende de:

 Tipo de Ação Desejada

 Local

 Sistêmica

 Rapidez de Ação Desejada

 Natureza do Medicamento

 Voláteis: Pulmonar

 Cáusticos: IV

 Resistência ao Suco Gástrico: Insulina

 Insolúveis: Parenteral Prof. Dr. Luiz H. Amarante

 Vias Enterais Oral

Retal

 Vias Parenterais

Subcutânea (SC)

Intravenosa (IV)

Intradérmica

Intrarterial

Intracardíaca

Intra-raquidiana

Peridural

Intraperitoneal

Intrapleural

Intra-articular

 Vias Transmucosas

Sublingual

Conjuntival

Rinofaríngea

Traqueobronquiolar

Alveolar

Genitourinária

 Vias Transcutâneas

 Vias Acidentais Feridas

Cáries Dentárias

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ABSORÇÃO

DROGAS

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ABSORÇÃO DE DROGAS

Absorção é a passagem de substâncias

do local de administração para a circulação sanguínea.

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Quando a via de administração é

intravenosa ou intra-arterial, logicamente, não se observa o fenômeno de absorção, pois a molécula da droga é injetada

diretamente na circulação sangüínea

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Para serem absorvidas, as moléculas das drogas

atravessam membranas biológicas:

 Epitélio Estratificado da Pele

 Epitélio Pulmonar

 Epitélio do TGI

e, por fim, o Endotélio Capilar

e isto ocorre pelos mecanismos de já citados

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MECANISMOS DE TRANSPORTE ATRAVÉS DE MEMBRANAS

Endocitose  macromoléculas

Poros aquosos  água

Transporte ativo  absorção intestinal

Difusão facilitada insulina

Difusão lipídica  subst. lipossolúveis

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LOCAIS DE ABSORÇÃO DE DROGAS

Depende da Forma Farmacêutica e Via de Administração da Droga:

Pela pele e mucosas Uso tópico, sublingual, transvaginal, oftalmol., otorrinolaringológico

Pelo Trato Respiratório  Inalantes

Pelo TGI  Uso oral, retal

Regiões SC e IM  Injetáveis

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ABSORÇÃO PELA PELE E MUCOSAS

Medicamentos de uso:

 Tópico

 Transdérmico

 Transvaginal

 Sublingual

 Otorrinolaringológico

 Oftalmológico

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7

ABSORÇÃO ATRAVÉS DA PELE

Pele

Órgão formado por múltiplas camadas de tecidos QUERATINIZADOS

Tipos

 Transepidérmica e Transfolicular

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MUCOSAS

Genitourinária

Conjuntiva Peritônio

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ABSORÇÃO PELA PELE E MUCOSAS

Permeabilidade

 Relativamente impermeáveis à maioria dos íons e substâncias hidrossolúveis

 Permeáveis a substâncias lipossolúveis

 Permeáveis a substâncias de elevado coeficiente de partição óleo/água

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ABSORÇÃO PELA PELE E MUCOSAS

Cuidados Especiais

 Cosméticos e fármacos de uso tópico podem exercer ação SISTÊMICA.

 Contato com solventes orgânicos aumenta a absorção de drogas pela pele e mucosas

 Ferimentos em pele e mucosas aumentam a absorção de drogas

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ABSORÇÃO PELA PELE E MUCOSAS

Vasoconstrição Local, diminui a absorção

Hidratação Prolongada, aumenta a absorção

Sabões, aumentam a absorção, por alterar a

estrutura da queratina (de alfa para beta)

Solventes Orgânicos, aumentam a absorção,

por removerem camada lipoproteica,

tornando a pele mais permeável

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ABSORÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO

 Excelente via de entrada de substâncias tóxicas

Tem pouca importância como via de administração de medicamentos, apesar da rápida transferência da droga do ar alveolar para a corrente sanguínea (absorção)

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ABSORÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO

Limitações

Partículas maiores que 5 m são retidas na região nasofaríngea

e removidas por processos mecânicos de limpeza do nariz

ou pelo espirro

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ABSORÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO

Limitações

Partículas menores que 5 m são retidas na região traqueobronquiolar

e eliminadas pelo muco

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ABSORÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO

Gases e Substâncias Voláteis

 Substâncias hidrossolúveis são parcialmente retidas pela

mucosa nasal (água)

 Substâncias lipossolúveis são melhores absorvidas

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ABSORÇÃO PELA VIA RESPIRATÓRIA

Coeficiente de Partição Ar Alveolar/Sangue (K)

 Depende da lipossolubilidade da substância

K = Solubilidade no Ar Alveolar

Solubilidade no Sangue

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ABSORÇÃO PELA VIA RESPIRATÓRIA

K baixo

Boa solubilidade no sangue (hidrossolúvel)

K alto

Pouca solubilidade no sangue (lipossolúvel)

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ABSORÇÃO PELA VIA RESPIRATÓRIA

K baixo  hidrossolúvel

Saturação sanguínea lenta

Portanto: Distribuição lenta aos compartimentos periféricos

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ABSORÇÃO PELA VIA RESPIRATÓRIA

Relação entre Frequência Cardíaca (FC) e Frequência Respiratória (FR):

K baixo:

Aumento na FR aumenta-se a absorção

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ABSORÇÃO SUBCUTÂNEA

E INTRAMUSCULAR

 Absorção direta pelos vasos sanguíneos e linfáticos

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ABSORÇÃO SUBCUTÂNEA

E INTRAMUSCULAR

Mecanismo:

 difusão lipídica

 poros aquosos

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ABSORÇÃO SUBCUTÂNEA

E INTRAMUSCULAR

Interferentes:

 Coef. Óleo/Água

 Peso Molecular

 Fluxo Sanguíneo

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ABSORÇÃO PELO TGI

É a via de administração de medicamentos mais usada

Importante na ingestão acidental ou intencional de agentes tóxicos

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ABSORÇÃO PELO TGI

Fatores que favorecem a absorção:

 Microvilosidades Intestinais

 Boa Irrigação Sanguínea

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ABSORÇÃO PELO TGI

Fatores que favorecem a absorção:

Ciclo Entero-Hepático

Reabsorção de substâncias já excretadas com a bile, na forma conjugada, em

contato com microrganismos intestinais são degradadas e voltam à forma

absorvível

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ABSORÇÃO PELO TGI

Fatores que alteram a absorção:

pH e pK

Ácidos: bem absorvidos no estômago

Bases: Mal absorvidas no estômago

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ABSORÇÃO PELO TGI

Fatores que dificultam a absorção:

Motilidade Gastrintestinal

Maior Motilidade = menor absorção

Menor Tempo Esvaziamento Gástrico = melhor aborção no intestino delgado

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ABSORÇÃO PELO TGI

Fatores que dificultam a absorção:

Presença de alimentos no TGI

 Alimentos aumentam a motilidade, portanto, diminuem a absorção

 Íons metálicos complexam-se com os fármacos e diminuem sua absorção (tetraciclina na presença de cálcio)

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EFEITO DE PRIMEIRA PASSAGEM

Drogas absorvidas no TGI,

antes de serem distribuídas,

sofrem inativação (ou ativação)

pelas enzimas hepáticas

Exceções:

 Mucosa Bucal

 Mucosa Retal

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Absorção pela Mucosa Bucal

 Via Transmucosa

 Sem Efeito de Primeira Passagem

 Sem Inativação do Suco Gástrico

 Rica Vascularização

 Absorção Muito Rápida

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Absorção pela Mucosa Retal

 Sem Efeito de Primeira Passagem

 Sem Inativação do Suco Gástrico

 Pacientes inconscientes ou vomitando

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Absorção pela Mucosa Gástrica

 Pouco usual

  velocidade esvaziamento absorção

 Baixo pH favorece absorção ácidos

Acidez gástrica degrada drogas

(revestimento entérico)

 Boa absorção de álcool

(não-eletrólito de pequeno tamanho) Prof. Dr. Luiz H. Amarante

Absorção pela Mucosa do Intestino Delgado

Principal Superfície de Absorção do TGI

Dobras e Vilosidades = 200 m2

pH varia de ácido a levemente alcalino

  velocidade esvaziamento GÁSTRICO

aumenta a absorção no ID

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BIODISPONIBILIDADE

DAS DROGAS

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BIODISPONIBILIDADE SISTÊMICA

Fração da droga inalterada que chega

à circulação sistêmica após

sua administração, por qualquer via

 Biodisponibilidade IV = 100%

 Biodisponibilidade VO < 100%

 Nem toda a droga é absorvida

 Degradação Gástrica

 Efeito de Primeira Passagem

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BIODISPONIBILIDADE BIOFÁSICA

“Um Conceito Mais Amplo”

É a quantidade de droga disponível

na biofase (local de ação)

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A BIODISPONIBILIDADE DEPENDE:

Forma Farmacêutica

Características do Paciente

Ingestão conjunta com alimentos

Via de Administração

IV > IM > SC > Retal > Oral

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FORMA FARMACÊUTICA

Via Oral

Sólidos X Líquidos

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Características do Paciente

Motilidade TGI

Tempo de Esvaziamento Gástrico

Lesões no Estômago

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ALIMENTOS X BIODISPONIBILIDADE

BIODISPONIBILIDADE DE UM FÁRMACO EM RELAÇÃO

À VIA DE ADMNISTRAÇÃO E INGESTÃO DE

ALIMENTOS

0

20

40

60

80

100

120

IV VO 4 Horas VO 1 Hora VO O horas

A U

C r e l a t i v a

dose antes do café da manhã

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0

10

20

30

40

50

1 2 3 4 5 6 7

TEMPO (horas)

C O

N C

E N

T R

A Ç

à O

S É

R IC

A

(m ic

ro g ra

m a

s )

Via Administração X Biodisponibilidade

IV

VO

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BIOEQUIVALÊNCIA

Um mesmo medicamento, em

diferentes formas farmacêuticas,

(OU IGUAIS)

pode apresentar diferentes

biodisponibilidades

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AVALIAÇÃO DA BIODISPONIBILIDADE

OBJETIVO:

Avaliar quanto de determinada droga

é absorvida pelo paciente.

Avaliar a bioequivalência de

formulações farmacêuticas

Relaciona-se uma formulação de referência

administrada VO ou IV, colhendo-se

amostras de sangue ou urina

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AVALIAÇÃO DA DISPONIBILIDADE

0

10

20

30

40

50

60

70

1 2 3 4 5 6 7 8 9

TEMPO

C O

N C

E N

T R

A Ç

à O

S É

R IC

A cpm

AUC

Biodispon.

Taxa de Absorção

ABS cont

(Absorção não

excede a eliminação)

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DISTRIBUIÇÃO

DROGAS Prof. Dr. Luiz H. Amarante

DISTRIBUIÇÃO DE DROGAS

É a transferência da droga do plasma (compartimento central)

para outros órgãos, tecidos

e líquidos corporais (compartimentos periféricos)

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DISTRIBUIÇÃO DE DROGAS

Depende:

 Vascularização do órgão/tecido

 Grau de ligação à Proteínas Plasmáticas

 pK da Substância X pH do meio (Solubilidade)

 Barreiras Biológicas

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IRRIGAÇÃO DO ÓRGÃO OU TECIDO

Inicialmente órgãos e tecidos mais irrigados recebem maior

quantidade de drogas

MAS:

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14

Órgãos e tecidos menos irrigados,

apesar de receberem menores quantidades de drogas,

têm maior capacidade de retenção da droga,

desde que tenham boa afinidade a ela

Ex.: Chumbo

 2 horas após administração: 50 % Fígado

 30 dias: 90 % do que permanece no

organismo está depositado nos ossos

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LIGAÇÃO AS PROTEÍNAS PLASMÁTICAS

Dissolvida no Plasma

 Distribuição

 Ação

Ligada as Proteínas do Plasma

(Receptores Passivos)

 INATIVAS, desligam-se

a medida em que a parte

livre é utilizada

DROGAS

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PROTEÍNAS PLASMÁTICAS

 Albumina

 Globulinas

 Hemoglobina

LIGAÇÃO

 Afinidade entre a droga e a proteína

 Concentração sanguínea da droga

 Concentração da proteína no plasma

 Reversíveis (Wan der Waals, Pontes H)

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DESLOCAMENTO DA LIGAÇÃO

Competição Farmacológica

Uma droga desloca a ligação de outra, de menor

afinidade, que fica livre para agir no organismo,

até níveis tóxicos.

Exemplo: Fenilbutazona desloca a ligação

de anticoagulantes cumarínicos

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LIGAÇÃO AS PROTEÍNAS E METAIS

NOS TECIDOS

Favorece o acúmulo da droga em tecidos e órgãos

DDT  Tecido Adiposo

 Cloroquina  Tecido Hepático ( até 700 > Sangue)

 Tetraciclina, Flúor e Chumbo  Tecido Adiposo

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Enquanto estiver ligada

as proteínas plasmáticas as drogas:

 São Inativas

 Não São Metabolizadas

 Têm o Clearance Renal Diminuído

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HEPARINA CONCENTRA-SE NO

PLASMA PORQUE A MOLÉCULA É

GRANDE DEMAIS PARA ATRAVESSAR

O ENDOTÉLIO VASCULAR

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SOLUBILIDADE DA DROGA

Hidrossolúveis

Concentram-se no plasma e líquido intersticial.

Muitas não penetram no SNC

Lipossolúveis

São melhor distribuídas

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BARREIRAS BIOLÓGICAS

 Barreira Hematoencefálica

 Antimicrobianos

 Hipnóticos, Antidepressivos

 Barreira Placentária

 Pouco eficiente

 Pode metabolizar as drogas

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VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO

Volume Real de Distribuição

Volume Aparente de Distribuição (Vd)

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VOLUME REAL DE DISTRIBUIÇÃO

0,55 l/Kg peso

É o volume total de líquido corpóreo,

no qual as drogas irão de distribuir

Líquido Extracelular

(Plasmático + Intersticial) 12 litros

Líquido Intracelular 28 litros

TOTAL 40 litros

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VOLUME DE DISTRIBUIÇÃO APARENTE

(Vd)

É o volume no qual a droga teria que se

dissolver, a fim de atingir a mesma concentração

em que ela se encontra no plasma sangüíneo,

após ser distribuída

Descreve a relação entre a

quantidade da droga no corpo inteiro e a

quantidade existente no plasma

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16

O Volume Aparente de Distribuição é expresso

em litros em relação ao peso do corpo

EXEMPLOS

Droga

Furosemida

Penicilina G

Procainamida

Nortriptilina

Vd (l/Kg)

0,1

0,3

2

20

Alto Vd = droga com alta concentração tecidual

Baixo Vd = droga com alta concentração plasmática

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Um mesmo medicamento, nas mesmas doses

pode provocar diferentes respostas terapêuticas

em pacientes diferentes

Vd depende

Características físico-químicas da droga

Características individuais dos pacientes

Exemplo:

Insuficiência Cardíaca

Perfusão Sangüínea

VD

Concentração Plasmática

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ELIMINAÇÃO

DROGAS

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ELIMINAÇÃO DAS DROGAS

Eliminação é o desaparecimento da droga do organismo.

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A eliminação compreende

Dois processos:

 EXCREÇÃO

 BIOTRANSFORMAÇÃO (metabolismo)

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EXCREÇÃO

A droga pode ser excretada

com a mesma estrutura química em que foi

absorvida ou após ser biotransformada

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VIAS DE EXCREÇÃO

Urina Bile

Fezes Ar Expirado

Leite

Suor Muco Nasal

Saliva Lágrima Outras

Secreções

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EXCREÇÃO

A excreção depende das características físico-químicas

da molécula da droga

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EXCREÇÃO

Substâncias Lipossolúveis:

 Facilmente absorvidas

 Dificuldade na excreção

 São Reabsorvidas

 Acumulam-se

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EXCREÇÃO

Portanto, para facilitar sua excreção a

droga deve ser:

 Polar

 Hidrossolúvel

 Ionizada no pH do meio

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Como ocorre, então, a

excreção de drogas apolares,

lipossolúveis ?

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BIOTRANSFORMAÇÃO

(Metabolização)

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BIOTRANSFORMAÇÃO

OBJETIVO:

Facilitar A Excreção de Drogas Apolares, Lipossolúveis,

Transformando-as em Substâncias Polares e Hidrossolúveis

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BIOTRANSFORMAÇÃO

É toda alteração na estrutura química

da droga, devido a sua interação com o

organismo. Compreende uma série de

reações químicas, em etapas

sucessivas, que a transforma em

metabólitos com atividade

farmacológica (bioativas) ou em

metabólitos inativos.

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ELIMINAÇÃO

 EXCREÇÃO: A Substância é Expulsa do Organismo

 BIOTRANSFORMAÇÃO: A Substância Sofre Alterações Químicas,

Mas Seus Metabólitos Permanecem No Organismo.

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EXCREÇÃO

Principais Vias de Excreção:

 RENAL (Urinária)

 GASTRINTESTINAL (Fecal)

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EXCREÇÃO RENAL

Mecanismos de Formação da Urina:

 Filtração Glomerular  Reabsorção Tubular  Secreção Tubular

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EXCREÇÃO RENAL

FILTRAÇÃO:

· Independe da Solubilidade e/ou Polaridade da Droga

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19

FILTRAÇÃO:

Poros Capilares Glomerulares = 70nm

Permite a filtração de todos os

constituintes do sangue, EXCETO:

 Elementos Figurados

 Macromoléculas Proteicas

 Drogas Ligadas as Proteínas

Plasmáticas

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REABSORÇÃO TUBULAR

APÓS A FILTRAÇÃO

 Subst. Hidrossolúveis Excretadas com a urina

 Subst. Lipossolúveis e Peq. PM Reabsorvidas voltando à circulação

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REABSORÇÃO TUBULAR

X

pH URINÁRIO

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Plasma (pH 7,4)

Urina (pH 5 a 7)

AAS molecular

AAS 99%

ionizado

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Alcalinização da Urina

Plasma (pH 7,4)

Urina (pH > 7)

AAS molecular

AAS 99%

ionizado

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SECREÇÃO TUBULAR ATIVA

É A PASSAGEM DE SUBST. DO

SANGUE DIRETAMENTE PARA A

URINA, NOS TUBULOS PROXIMAIS.

Ex.: Penicilina com probenicida

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EXCREÇÃO BILIAR

Algumas Substâncias Metabolizadas no

Fígado Concentram-se na Vesícula Biliar

e, Juntamente com a Bile, são

Transportadas para o Duodeno e

Eliminadas pelas Fezes

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CICLO ENTERO-HEPÁTICO

Substâncias já Excretadas com a Bile,

em contato com Microorganismos

Intestinais, são Degradadas e Voltam à

Forma Absorvível, diminuindo sua

Excreção Fecal

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BIOTRANSFORMAÇÃO

Prof. Dr. Luiz H. Amarante

BIOTRANSFORMAÇÃO

É toda alteração na estrutura química

da droga, devido a sua interação com

o organismo, compreendendo uma série

de reações químicas, em etapas

sucessivas, que a transforma em

metabólitos com atividade

farmacológica (bioativa) ou em

metabólitos inativos

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OBJETIVO DA BIOTRANSFORMAÇÃO

FACILITAR A EXCREÇÃO DE

DROGAS APOLARES, LIPOFÍLICAS,

TRANSFORMANDO-AS EM

SUBSTÂNCIAS POLARES E

HIDROSSOLÚVEIS

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BIOTRANSFORMAÇÃO

LOCAIS:

FÍGADO

BIOTRANSFORMAÇÃO HEPÁTICA

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Biotransformação Extra-Hepática:

Pulmões

Rins

Pele e Mucosas

Intestino (Flora

Microbiota)

Placenta

Medula Óssea

Sangue, etc.

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A

BIOTRANSFORMAÇÃO

É UM FENÔMENO

MODULADO POR

ENZIMAS

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Enzimas na Biotransformação

 Enzimas Microssomais

Retículo Endoplasmático

 Enzimas Não-Microssomais

Lisossomas, Mitocôndrias e Plasma

 Enzimas da Flora Intestinal

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Principal Enzima na

Biotransformação

CITOCROMO P-450

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CITOCROMO P-450

Hemeproteína enzimática

microssomal com um átomo de ferro

( Fe 3+

) em seu núcleo.

É a mais importante das enzimas

responsáveis pela fase I da

biotransformação

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CITOCROMO P-450

Juntamente com o NADPH Citocromo P-450 Redutase e o Citocromo b5,

forma o Sistema Oxidase de Função

Mista, ou Sistema Monooxidase

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FASES DA BIOTRANSFORMAÇÃO

FASE I Fase Não-Sintética

FASE II Sintética

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REAÇÕES DA FASE I

São Reações que Modificam as Drogas

pela Introdução ou Retirada de

Radicais em suas Estruturas

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REAÇÕES DA FASE I

TIPOS:

Oxidação (é a mais importante) Redução Hidrólise

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OXIDAÇÃO

Catalisada principalmente pelo

Sistema P-450, é a mais importante

das reações não-sintéticas

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OXIDAÇÃO

Processa-se por mecanismo de

hidroxilação, ou seja, introdução de

oxigênio ativado na molécula da

droga

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REAÇÕES DA FASE II

Nesta fase ocorrem reações de

conjugação ou síntese, nas quais as

moléculas das drogas são complexadas

com outras moléculas endógenas,

formando conjugados polares e

hidrossolúveis, bioativos ou não, que

serão mais facilmente excretados

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23

CONJUGAÇÕES MAIS

IMPORTANTES

 GLICURONILAÇÃO

 SULFATAÇÃO

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GLICURONILAÇÃO

Conjugação com Ácido Glicurônico

(UDPGA)

Excreção pela bile (via fecal)

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SULFATAÇÃO

Conjugação com Ácido Sulfúrico (PAPS)

Excreção pela Urina

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OUTRAS CONJUGAÇÕES

 Metilação

 Acetilação

 Conjugação com a Glutationa

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FATORES QUE MODIFICAM A

BIOTRANSFORMAÇÃO

Espécie e Raça

Fatores Genéticos

Sexo

Fatores Internos

Idade

Estado Nutricional

Estado Patológico

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SEXO

 Pouco importante em humanos

 Importante em ratos e camundongos

 Uso de anovulatórios pela mulher pode alterar a biotransformação

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IDADE

Fetos e RN

Produção enzimática diminuída

(imaturidade anabólica)

Idosos

Produção enzimática diminuída

(falência do metabolismo)

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ESTADO NUTRICIONAL

A desnutrição leva à deficiência

da produção de enzimas, com a

diminuição da biotransformação

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ESTADO PATOLÓGICO

Doenças Hepáticas

Diminui a Biotransformação, porque

diminui a síntese enzimática

Doenças Cardiovasculares

Há diminuição do fluxo sanguíneo

hepático, com consequente diminuição da

concentração de drogas no fígado para ser

biotransformada

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FATORES QUE MODIFICAM A

BIOTRANSFORMAÇÃO

Indução Enzimática

Fatores Externos

Inibição Enzimática

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INDUÇÃO ENZIMÁTICA

A biotransformação é acelerada por

substâncias exógenas, que estimulam a

síntese enzimática

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Exemplos de substâncias indutoras da

Biotransformação

Hormônios Esteroídicos

Inseticidas Clorados Barbitúricos

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INIBIÇÃO ENZIMÁTICA

A biotransformação é reduzida por

substâncias exógenas, que inibem a

síntese enzimática ou competem com

os substratos pelas enzimas

responsáveis pela biotransformação

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Exemplos de Substâncias

que Sofrem Inibição Enzimática

Colinesterases e MAO

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EFEITO DO ÁLCOOL

SOBRE A BIOTRANSFORMAÇÃO

Ingestão Aguda

Diminui a biotransformação das drogas

por competição pelas enzimas do sistema

P-450

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Consumo Continuado

Aumenta a biotransformação das

drogas por indução da síntese de

enzimas hepáticas

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Hepatopatias Alcoólicas

Esteatose, Cirrose, e Câncer

devido ao uso abusivo de álcool,

diminui a função hepática,

com diminuição da biotransformação

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