Farmacologia mecanismo de ação, Dissertações de Mestrado de Farmácia. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
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milka-costa24 de agosto de 2017

Farmacologia mecanismo de ação, Dissertações de Mestrado de Farmácia. Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DO ARAGUAIA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

BACHARELADO EM FARMÁCIA

CASOS CLÍNICOS – FARMACOLOGIA II

Adriene Nery da Silva e Milka Costa Pontes

Barra do Garças - MT

Agosto de 2016

Caso Clínico Estabilizadores Do Humor

1

Mary R., de 27 anos de idade, é uma funcionária que procura o seu médico, o Dr. Lee,

devido a uma perda de peso de 8 kg ocorrida nos últimos 2 meses. A Sra. R lamenta-se de que

vem sendo atormentada por sentimentos quase constantes de tristeza e por uma sensação de

desamparo e inadequação no trabalho. Sente-se tão mal que não consegue ter uma boa noite

de sono há mais de um mês. Não sente mais prazer na vida e, recentemente, ficou assustada

quando sua mente foi invadida por pensamentos suicidas. A Sra. R confessa ao Dr. Lee que

ela já se sentiu assim há algum tempo, mas que isso passou. O Dr. Lee interroga a Sra. R

sobre o seu padrão de sono, apetite, capacidade de concentração, nível de energia, humor,

nível de interesse e sentimentos de culpa. Faz perguntas específicas sobre os pensamentos

suicidas, em particular se ela arquitetou algum plano específico e se já alguma vez tentou

suicídio. O Dr. Lee explica à Sra. R que ela tem transtorno depressivo maior, provavelmente

causado por um desequilíbrio químico no cérebro, e prescreve o antidepressivo fluoxetina.

Duas semanas depois, a Sra. R telefona para dizer que o medicamento não está surtindo

efeito. O Dr. Lee a incentiva a continuar tomando o remédio e, depois de mais 2 semanas, a

Sra. R começa a sentir-se melhor. Não se sente mais triste nem abatida; os sentimentos de

desamparo e de inadequação que antes a atormentavam diminuíram. De fato, ao retornar ao

médico 6 semanas depois, declara estar se sentindo muito melhor. Não sente mais a necessidade de tanto sono, e está sempre com muita energia. Agora, está convencida de que

ela é a pessoa mais inteligente da companhia. Acrescenta orgulhosamente a seu médico que

ela há pouco tempo comprou um novo carro esporte e fez muitas compras. O Dr. Lee explica

à Sra. R que ela pode estar tendo um episódio maníaco e, após consultar um psiquiatra,

prescreve lítio e diminui a dose de fluoxetina. A Sra. R hesita em tomar a nova medicação,

argumentando que está se sentindo muito bem e que está preocupada com os efeitos

colaterais do lítio.

1. Em que difere um episódio depressivo do estado de sentir-se ocasionalmente triste?

Depressão é a diminuição do humor fora da normalidade, acontece por um período mais

prolongado (semanas, meses e até anos), já sentir-se ocasionalmente triste é passageira dura

um dia ou alguns dias. A tristeza e um sentimento normal do ser humano, ocorre devido a

certas perdas, como perda de emprego, de algum ente querido, problemas do cotidiano,

sempre tem um motivo, também não altera o sono apetite e não afeta o trabalho, sempre

melhora com estímulos positivos. Depressão há um sentimento de culpa, desamparo,

isolamento social, perda de interesse por várias atividades, insônia e pensamentos sobre a

2

morte, falta de apetite e afeta totalmente a vida social, no trabalho e entre outros, ocorre sem

motivo e piora com o tempo.

2. Como a fluoxetina atua?

A fluoxetina pertence aos antidepressivos tricíclicos, que possuem a função de inibir a

recaptação da norepinefrina (NE) e da Serotonina (5HT) na fenda sináptica, através do

bloqueio de transportadores dessa receptação, aumentando o humor e diminuindo a depressão.

A fluoxetina está dentro dos Antidepressivos inibidores Seletivos da Recaptação de

Serotonina (ISRSs). Esses ISRSs inibem de forma potente a recaptação da serotonina,

resultando na potencialização da neurotransmissão serotonérgica. Fluoxetina possui

metabólito de ação prolongada e farmacologicamente ativo.

3. Por que existe uma demora no início do efeito terapêutico da fluoxetina?

Isso ocorre porque o efeito imediato é o bloqueio da bomba de recaptação de serotonina

amentando assim a quantidade desse neurotransmissor na área somatodendrítica. Só que para

sofrer ação terapêutica é necessário a serotonina nos terminais axônicos, e é onde o aumento

da mesma é mais tardio.

A principal teoria aceita para explicar tal demora é a da subsensibilização dos receptores

pós-sinápticos. O aumento dos níveis de neurotransmissores por inibição da MAO ou bloqueio das bombas de recaptura de monoaminas resulta nesta subsensibilização, cuja

resolução se correlaciona com o início da melhora clínica.

4. O que causou a hipomania da Sra. R? Por que é necessário tratar o transtorno

afetivo bipolar se a paciente “sente-se bem”?

O tratamento com antidepressivos está relacionado com essa hipomania, ao tomar a

fluoxetina ela consequentemente irá afetar, o tônus serotoninérgico, pois está envolvida com

os efeitos fisiológicos. O medicamento que causa a depressão faz com que ocorra um

aumento da serotonina, esse aumento faz com que ocorra alteração contraria no humor,

causando hipomania. Deve ser tratado, pois as concentrações de serotonina podem aumentar

drasticamente, alterando o humor, causando outro tipo de transtorno.

5. Que preocupações específicas poderiam ter a Sra. R sobre os efeitos adversos do

lítio?

Náuseas, vômitos, diarreia, tremor, fraqueza, confusão, ganho de peso. Poliúria

(secreção aldosterona (retenção de Na+)), o tratamento prolongado pode causar danos renais,

hipotireoidismo (inibição da ação tirotrofina, ganho de peso.). E uma super dosagem aguda

pode causar confusão mental, convulsão, arritmias cardíacas.

3

REFERENCIAS

MORENO, Ricardo Alberto; MORENO, Doris Hupfeld; SOARES, Márcia Britto de

Macedo. Psicofarmacologia de antidepressivos. Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 21, p.

24-40, 1999.

DE SOUZA, Bruno Pinatti Ferreira. Manejo de sintomas ansiosos no início do

tratamento com inibidores seletivos de recaptação de serotonina e vantagens da associação

inicial com cloxazolam. RBM rev. bras. med, v. 69, n. supl. 5, 2012.

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