Finanaças empresariais apostila, Manual de Contabilidade Financeira. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
jalbert.silva
jalbert.silva17 de abril de 2015

Finanaças empresariais apostila, Manual de Contabilidade Financeira. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

PDF (2 MB)
58 páginas
4Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
Apostila de Finanças Empresariais
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 58

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 58 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 58 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 58 pages

baixar o documento

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 58 pages

baixar o documento

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102246/ 1/5

ESTUDANDO: FINANÇAS EMPRESARIAIS

Introdução: Planejamento e Gestão Financeira

PLANEJAMENTO E GESTAO FINANCEIRA

Uma empresa moderna necessita de uma variedade quase  infinita de Ativos Reais para administrar um negócio. Muitos  destes  são  Ativos  Tangíveis: máquinas,  fábricas  e  escritórios.  Outros  são  Ativos  Intangíveis:  experiência técnica,  marcas  registradas  e  patentes.  Entretanto,  para  estarem  disponíveis,  todos  estes  ativos  precisam  ser pagos.

Para  obter  o  dinheiro  necessário  a  empresa  vende  pedaços  de  papel  denominados  Ativos  Financeiros.  Estes pedaços  de  papel  tem  valor  posto  que  representam  direitos  sobre  os  Ativos  Reais  da  empresa.  Os  Ativos Financeiros  incluem  não  apenas  as  ações  da  empresa,  mas  também,  debêntures,  empréstimos  bancários, obrigações de leasing e assim por diante.

Existem nas empresas consideráveis aplicações de recursos financeiros. Em função de diversas circunstâncias, as empresas precisas adotar ações operacionais que exigem grandes volumes de recursos. Assim, por exemplo, em função do mercado onde atuam, de sua capacidade produtiva, da tecnologia, etc., a empresa despende recursos em ações operacionais, por exemplo:

Lançamento de produtos, ou modificações dos existentes.

Implantação de novas unidades de negócios ou filiais.

Ampliação das instalações produtivas, ou substituição de máquinas.

A correta tomada de decisão é, sem dúvida, o que se espera sempre de qualquer administrador, mas é igualmente evidente que na realidade, as decisões poderão ser avaliadas, quanto à sua eficácia e eficiência no futuro, uma vez que  toda  decisão  diz  respeito  às  ações  futuras,  ao  caminho  que  as  empresas  irão  seguir.  O  objetivo  de  todo administrador, ao optar por uma alternativa de ação, é apontar à empresa o caminho a ser seguido e que poderá possibilitar­lhe, a curto, médio ou longo prazo, a maximização dos lucros. Conclusão: Podemos então dizer que é o estudo das Finanças Corporativas que proporciona ao administrador o  ferramental necessário para a  tomada de decisões ótimas no desempenho de sua atividade profissional.

O que é Finanças?

Podemos  definir  finanças  como  a  arte  e  a  ciência  de  administrar  fundos.  Praticamente  todos  os  indivíduos  e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem. A disciplina Finanças ocupa­se do processo, instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos.

A  Administração  Financeira  diz  respeito  às  responsabilidades  do  administrador  financeiro  numa  empresa.  Os administradores financeiros administram ativamente as finanças de todos os tipos de empresas, financeiras ou não financeiras,  privadas  ou  públicas,  grandes  ou  pequenas,  com  ou  sem  fins  lucrativos.  Eles  desempenham  uma variedade de tarefas, tais como orçamento, previsões financeiras, administração do caixa, administração do credito, análise de investimentos e captação de fundos.

Finanças  é,  antes  de  qualquer  coisa,  um  processo  decisório.  Assim,  se  não  houver  nenhuma  decisão  a  tomar podemos  dizer  que  não  há  finanças  a  fazer.  É  comum  uma  pessoa  confundir  finanças  com  atividades  de,  por exemplo, registro de operações financeiras. Operações de registro envolvem dados financeiros, mas estão longe de significarem que a pessoa está lidando com finanças. Para caracterizarmos finanças precisamos ter, na verdade 3 condições:  haver  uma  decisão  a  ser  tomada;  essa  decisão  envolver  dinheiro  e,  por  último,  haver  o  objetivo  de

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102246/ 2/5

criação de riqueza. Assim, por exemplo, se determinada pessoa estivesse  tomando decisões a respeito de como distribuir seu dinheiro para a caridade, ela estaria próxima de fazer finanças, mas não teria como objetivo de seu processo decisório envolvendo dinheiro a criação de riqueza. Portanto, diríamos que tal pessoa não estaria fazendo finanças.

Objetivo de Finanças

Finanças têm o mesmo objetivo da Administração em geral: maximizar a riqueza do proprietário, ou proprietários, da  empresa  ­  se  for  uma  sociedade  por  ações,  poderemos  falar  em  acionista,  ou  acionistas.  É  preciso  que  se compreenda que a empresa só surge devido ao  investimento  feito pelos proprietários. É natural, portanto, que o objetivo  da  empresa  seja  de  criar  riqueza  para  os mesmos.  Sempre  que  este  objetivo  é  desvirtuado  temos  um processo administrativo falho que repercute em prejuízo para toda a sociedade uma vez que desestimula os donos do capital a prosseguirem na tarefa de correrem risco com seu capital e investirem em novos negócios.

Funções da área de finanças

Todas  as  atividades  empresariais  envolvem  recursos,  e,  portanto,  são  conduzidas  para  a  obtenção  de  lucros. Assim, é importante compreender o papel da área de finanças dentro das empresas. Todas as funções financeiras podem  ser  sintetizadas  em  apenas  três.  Pedimos  especial  atenção  para  a  segunda,  que  é  de  longe  a  mais importante.

Análise, planejamento e controle financeiro, garantindo fluxo de caixa positivo.

Consiste em coordenar, monitorar e avaliar  todas as atividades da empresa, por meio de dados financeiros, bem como  determinar  o  volume  de  capital  necessário,  tanto  no  curto  como  no  longo  prazo.  Veremos  que  o  jogo  da empresa é definido principalmente no longo prazo. No entanto o mercado costuma dizer que não existe longo prazo para quem não sobrevive no curto prazo. Existem exemplos recentes de empresas que não tiveram prejuízo nos últimos anos, e que estavam razoavelmente bem até recentemente virem o valor de suas ações despencarem, com a pulverização de bilhões de dólares de riqueza dos acionistas. Qual o motivo? Descuidaram­se do gerenciamento de curto prazo e estão sem caixa para pagamento de suas dívidas. Não basta uma empresa, ou indivíduo, estarem bem economicamente, isto é ter patrimônio. É preciso ter caixa para pagamento das dívidas de curto prazo.

Avaliar os investimentos e investir naqueles que criam riqueza

São  os  projetos  de  longo  prazo  que  geram  riqueza  para  a  empresa.  Estes  projetos  geralmente  oferecem  alta rentabilidade sendo a razão de ser das empresas. No entanto, se projetos forem conduzidos que não tenham sido avaliados corretamente estes podem destruir riqueza. Isto é, proporcionar uma rentabilidade inferior ao necessário para  o  pagamento  dos  recursos  utilizados.  Para  isso  precisaremos  ter  critérios  que  nos  permitam  saber  se  o investimento  é  viável  ou  não.  E  a  esses  critérios  nos  dedicaremos  mais  adiante.  Mas  todos  os  critérios  são baseados em previsões dos fluxos de caixa que faremos sobre o futuro do investimento. Essas previsões poderão variar  com  o  tempo  e  deveremos  manter  os  nossos  modelos  atualizados  com  as  novas  previsões  que  forem surgindo.  Um  outro  tipo  de  previsão  que  terá  também  de  ser  feita  é  do  custo  do  capital  no  período  que  o investimento for analisado, isto também será considerado mais adiante.

Obtenção de recursos necessários nos mercados financeiros

Qualquer  tipo  de  investimentos  necessita  de  recursos  para  ser  realizado.  Esses  recursos  podem  vir  de  agentes financeiros  que  queiram  participar  do  investimento  no  papel  de  sócios,  e  neste  caso  chamamos  os  recursos  de capital próprio. Podem também vir de agentes financiadores de dinheiro ­ na sua grande maioria bancos ­ por um período  limitado,  que  desejam  receber  juros  pelo  empréstimo,  a  esse  tipo  de  capital  chamamos  de  capital  de terceiros.  Fica  claro  então  que  se  a  empresa  não  tiver  recursos  em  caixa  para  a  realização  do  investimento pretendido, ela deverá buscar no mercado financeiro o capital próprio ou capital de terceiros para a viabilização do investimento. E esta será sem dúvida uma das funções da área financeira da empresa. Para compreensão melhor desta função precisamos conhecer um pouco do funcionamento do mercado financeiro, que veremos mais adiante.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102246/ 3/5

Mercado financeiro

Os mercados financeiros fornecem o foro para fornecedores de fundos, tomadores de empréstimos e investidores negociar diretamente. Enquanto os empréstimos e os investimentos das instituições são feitos sem o conhecimento direto dos fornecedores dos fundos (poupadores), no mercado financeiro os fornecedores sabem onde seus fundos são emprestados ou investidos. Os dois mercados financeiros básicos são: o mercado monetário e o mercado de capitais. As transações com instrumento de dívida de curto prazo realizam­se no mercado monetário. Os títulos de longo prazo (títulos de dividas ou ações) são negociados no mercado de capitais.

Mercado Monetário

O mercado monetário origina­se do relacionamento financeiro entre fornecedores de tomadores de crédito. Quando falamos  em mercado monetário  só  estamos  considerando  títulos  de  dívida  de  curto  prazo.  Consideramos  curto prazo títulos cujo vencimento seja em períodos de até um ano. Assim, os empréstimos com vencimento de até um ano  que  pessoas  físicas  e  jurídicas  costumam  fazer  pertencem  ao  chamado  mercado  monetário.  O  mercado monetário  não  é  uma  organização  real  instalada  em  algum  ponto.  A  maioria  das  transações  realizadas  neste mercado é feita com valores mobiliários negociáveis, que são instrumentos de dívida. No mercado monetário não são negociados títulos de propriedade.

Mercado de Capitais

É  comum  a  confusão  entre  mercado  de  capitais  e  mercado  de  ações.  O  mercado  de  capitais  visa  financiar  a empresa no longo prazo. Assim, o mercado de capitais consiste de títulos tanto de dívida quanto de propriedade. Já o  mercado  de  ações  pode  ser  visto  como  um  subconjunto  do  mercado  de  capitais  onde  somente  títulos  de propriedade específicos, chamados de ações, são negociados. Debêntures, por exemplo, são títulos de dívida de longo prazo emitidos pelas empresas que fazem parte do mercado de capitais, mas não fazem parte do mercado de ações. O mercado de capitais possibilita o encontro de compradores de vendedores de diferentes regiões ou perfis, enquanto  lhes  permite  algum  anonimato.  O mercado  competitivo  criado  pelas  bolsas  de  valores  estabelece  um ambiente no qual o preço da ação é continuamente ajustado às mudanças de demanda e oferta. Uma vez que os preços são prontamente disponíveis, as partes  interessadas podem usar essas  informações para tomar melhores decisões  de  compra  e  venda.  Isto  é  especialmente  verdadeiro  para  títulos  que  são  negociados  ativamente  nas principais  bolsas  de  valores,  onde  a  competição  entre  investidores  determina  e  torna  público  preços  tidos  como muito próximos de seu verdadeiro valor. Esse foro de negociação ajuda a assegurar um mercado eficiente, no qual o preço reflete o verdadeiro valor do título.

Identificação do Ativo

Do ponto de vista financeiro os ativos só têm valor pela capacidade dos mesmos de gerarem fluxos de caixa. Ou seja,  de  permitirem  ganhos  em  dinheiro  para  os  seus  detentores.  Como  os  ativos  são  então  avaliados? Primeiramente, é  feita uma projeção dos  fluxos de caixa  futuros esperados pelo ativo e  logo após é calculado o valor presente deste fluxo projetado, utilizando­se uma taxa que denominamos de custo de oportunidade do capital.

Identificação e representação de um ativo

Sempre existe um ativo envolvido numa decisão administrativa. Muitas vezes existem dificuldades para se identificar um ativo, pelo fato de que os ativos podem ser tangíveis ou intangíveis. Exemplo de ativos:

Ativos tangíveis: imóveis, máquinas, valor contábil de uma empresa, etc.

Ativos intangíveis: fundo de comércio, marca®, expertise.

Exemplo:

Representação  Financeira  de  um  investimento  em  um  imóvel  para  aluguel.  Considere  que  você  investiu $100.000,00 para comprar um imóvel comercial o qual você pode alugar por $1.000,00 mensais. Suponha que você

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102246/ 4/5

quer permanecer com este imóvel por 1 ano e depois vende­lo por $120.000,00.

Representação do Ativo (Imóvel):

A  identificação de um ativo qualquer sob a análise  financeira  implica em determinar os  fluxos de caixa que esse ativo pode gerar para seus investidores. O Fluxo de Caixa que interessa para a tomada de decisão administrativa é o  fluxo de caixa operacional,  incremental,  livre após o pagamento de  taxas e  impostos. Então, os ativos passam a ser representados pelos seus fluxos de caixa futuros.

Características do futuro fluxo de recebimentos que são relevantes para a avaliação:

­ Valor (volume) do investimento e dos FCs em $; ­ Timming (datas) dos pagamentos ou recebimentos; ­ Risco e Incerteza do fluxo de pagamentos; ­ Sinal do fluxo de caixa. (entrada ou saída de caixa).

Avaliamos ativos reais da mesma forma que avaliamos ativos financeiros. Ativos (Financeiros ou Reais) devem ser avaliados pelo VP (Valor Presente) de seus futuros fluxos de caixa projetados.

Exemplos de ativos financeiros:

Para  que  possamos  compreender  melhor  o  mercado  financeiro,  precisaremos  antes  falar  dos  chamados  ativos financeiros,  como  uma  das  categorias  de  ativos  mantidos  pelas  empresas.  Os  ativos  mantidos  pelas  empresas podem ser subdivididos em duas principais categorias: ativos reais e ativos financeiros.

Ativos Reais

A melhor maneira  de  compreender  os  ativos  reais  é  dizendo  que  são  aqueles  que  não  são  financeiros.  Talvez exemplos  nos  esclareçam mais:  prédio,  veículo,  equipamento,  patente  ou marca  são  considerados  ativos  reais. Estes  também  costumam  ser  classificados  em  duas  outras  categorias:  ativos  tangíveis  e  ativos  intangíveis. Naturalmente  que  os  nossos  três  primeiros  exemplos,  prédio,  veículo  e  equipamento,  ficam  na  categoria  de tangíveis. Os dois exemplos seguintes ficam na categoria de intangíveis.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102246/ 5/5

Ativos Financeiros

Quando  alguém  assina  um  contrato  em  troca  de  dinheiro,  e  esse  contrato  especifica  como  este  dinheiro  será devolvido  e  remunerado,  dizemos  que  essa  pessoa  ­  física  ou  jurídica  ­  emitiu  um  ativo  financeiro.  Um  ativo financeiro,  portanto,  nada  mais  é  que  um  pedaço  de  papel  (contrato  juridicamente  perfeito)  que  promete pagamentos futuros em troca de recursos recebidos hoje. Um empréstimo é um ativo financeiro, da mesma forma uma  ação  ou  uma  debênture  ­  título  de  dívida  de  longo  prazo  emitido  pelas  empresas.  Por  sua  vez  os  ativos financeiros podem ser classificados em duas grandes categorias: títulos de dívida e títulos de propriedade. A área financeira das empresas  lida principalmente com os chamados ativos financeiros cujos  tipos vamos explorar mais detalhadamente abaixo.

Títulos de Dívida

São  obrigações  contratuais  emitidas  pelas  empresas  através  das  quais  as  mesmas  devem  pagar  os  recursos recebidos, em datas pré­estabelecidas e com pagamento de encargos financeiros. Os títulos de dívida constituem uma  obrigação  que  deve  ser  cumprida  pela  empresa.  Os  títulos  de  dívida  mais  comuns  são  os  empréstimos contraídos pelas empresas  junto aos bancos. Outro  título  também comum é a debênture,  títulos de  longo prazo emitidos pelas empresas e adquiridos pelos participantes do mercado de capitais.

Títulos de Propriedade

São títulos que dão direitos de propriedade sobre a empresa, mas que, no caso da mesma não obter resultados positivos, o  risco do não recebimento de quaisquer benefícios  fica com o proprietário do  título. As empresas não têm qualquer obrigação de recompra desses títulos. As ações são os títulos de propriedade mais comuns emitidos pelas empresas. Existem dois tipos de ações. Ações ordinárias que permitem que o possuidor vote nas assembléias da  empresa.  Ações  preferenciais,  que  não  dão  direitos  a  voto,  apenas  aos  dividendos,  sobre  os  quais  têm preferência no recebimento.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102247/ 1/5

ESTUDANDO: FINANÇAS EMPRESARIAIS

Aspectos considerados em uma Análise Financeira Embora  as  demonstrações  contábeis  representem  um  importante  instrumento  de  análise  financeira,  para entendermos a real situação de uma empresa, devemos ir muito mais além dos números.

Abaixo temos uma relação de informações importantes que devem ser esclarecidas para análise de uma empresa:

O que a empresa faz?

Quem são os proprietários e controladores?

Quem são os administradores e quais suas qualificações (experiência eformação)?

Como é o seu nível de tecnologia?

Qual a previsão de investimentos para os próximos anos e qualresultado esperado com tais investimentos?

Como é a geração de resultado da empresa? É positivo? A expectativapara os próximos anos é de geração de lucro?

A estrutura patrimonial da empresa é sólida? Como é seu nível deendividamento?

Qual o perfil de seus clientes?

Quem são seus concorrentes e qual a posição da empresa em relaçãoa eles?

As empresas preparam os relatórios contábeis para usuários internos e externos, ou seja, para toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso do negócio. Os usuários externos são os maiores consumidores desse tipo de informação, pois essa é a principal forma de compreender como os gerentes das  organizações  levaram  a  cabo  suas  atividades.  De  forma  análoga,  os  usuários  internos  (conselho  de administração,  diretores,  administradores  e  gerentes)  avaliam  a  produtividade  e  a  lucratividade  da  gestão  do negócio por meio da análise dos relatórios contábeis, bem como, comparando­os com os de outras empresas do mercado, são capazes de prever o impacto desses relatórios sobre os usuários externos: a comunidade, o governo, os acionistas, os banqueiros, trabalhadores e propensos investidores.

Os relatórios contábeis têm por fim apresentar informações significativas das atividades da organização. Portanto, compreender  os  significados  dessas  informações  requer  o  entendimento  das  atividades  empresariais  que  os relatórios vão retratar.

De uma forma geral, as principais atividades de uma empresa são: (1) estabelecimento dos objetivos e estratégias; (2)  obter  financiamento;  (3)  realizar  investimento;  (4)  executar  as  operações;  e,  (5)  relatar  suas  atividades comerciais, isto é, seus resultados.

ESTABELECIMENTO DOS OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS

Os  objetivos  de  uma  firma  estabelecem  as  metas  que  serão  atingidas,  isto  é,  os  resultados  que  se  pretende alcançar.  As metas  orientam onde  as  energias  da  organização  serão  despendidas. As  estratégias,  por  sua  vez, relatam como os objetivos serão alcançados. As empresas estabelecem objetivos e estratégias à luz do ambiente econômico, institucional e cultural no qual pretende operar. Por exemplo, podem­se definir objetivos de forma que:

retorno para os acionistas deverão ser 30% do seu investimento;

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102247/ 2/5

ambiente de trabalho para os funcionários seja motivador e criativo; e

os produtos comercializados estejam coerente com as metas e políticas do País.

Os administradores determinam as estratégias para a empresa de uma forma ampla. Por exemplo, a empresa pode focar sua operação:

em um produto ou em multi­produtos;

em ser integrada ou terceirizada;

em ser local ou nacional ou internacional; etc.

As estratégias  são,  também, estabelecidas para  cada unidade de negócio e para  cada produto,  como:  trabalhar num nicho de mercado. Tal  estratégia pode permitir  que a empresa obtenha um preço de  venda  favorável  para seus  produtos,  quando  comparado  com  os  competidores,  permitindo  repassar  aos  compradores  aumento  de custos. De  forma alternativa, os administradores podem escolher produtos com a vantagem competitiva de baixo custo operacional. Esta última posição, normalmente, a margem de lucro, que é a diferença entre o preço de venda e o custo unitário do produto, é pequena.

Para  implementar as estratégias definidas pela alta administração há de se fazer  investimento em equipamentos, prédios, etc. e,  também,  realizar atividades que sejam consoantes com as mesmas. Essas atividades consomem recursos, tais como: salários, força e luz, etc. Todos os investimentos e recursos alocados a atividades são ativos da organização, que para existirem há de se obter financiamento.

COMO OBTER FINANCIAMENTO

Antes  que  a  empresa  execute  as  suas  atividades  operacionais  e  comerciais,  ela  tem  de  obter  recursos  que financiem sua empreitada. As atividades de financiamento envolvem obtenção de fundos de duas fontes principais: acionistas (ou, proprietários) e credores.

ACIONISTAS (ou, PROPRIETÁRIOS):  fornecem fundos para empresa e, em retorno,  recebem alguma evidência de  sua  propriedade.  Quando  a  empresa  é  uma  Sociedade  Anônima  recebem  ações  e  são  denominados  de acionistas; quando é uma empresa Limitada, a participação na sociedade é através de cotas e, neste caso,  são chamados de cotistas. A principal característica dessa fonte de recursos é que a empresa não tem o compromisso de pagar uma quantia previamente estabelecida a esses investidores, assim como não há compromisso de que o pagamento seja em uma determinada data futura. O pagamento a essa categoria de investidores ocorre quando a firma possui  lucro  líquido. O  lucro  líquido é o saldo  remanescente da confrontação da  receita  com as despesas, incluindo no  item de despesas os  impostos e o compromisso de pagamento aos credores. Esse pagamento aos acionistas (ou, proprietários) é conhecido como dividendos.

Naturalmente,  a  riqueza  do  acionista  (ou,  proprietário)  é medida  através  do  valor  da  firma. O  valor  da  empresa significa  a  quantia  que  alguém  poderá  pagar  para  comprar  a  empresa  e  não  é  obtido  pelo  que  se  paga  de dividendos a esses  investidores, mas pela percepção do mercado quanto aos  futuros  lucros  líquidos que a  firma será capaz de obter. O acionista (ou, proprietário) terá sua fortuna mensurada na proporcionalidade das ações ou quotas que possui da entidade.

CREDORES: diferentemente dos acionistas (ou, proprietários), os credores fornecem fundos, mas requerem que a empresa os pague com um determinado valor preestabelecido em uma data específica. Esse valor preestabelecido é conhecido como uma despesa de juros para a firma que capta recursos desta fonte. O compromisso em pagar as despesas  de  juros  continua  até  que  o  pagamento  do  valor  captado  ocorra;  a  denominação  desse  valor  que  se tomou emprestado é conhecido como principal.

A  forma de pagar  o  principal  varia. Existem os empréstimos de  longo prazo,  onde os  credores  requerem que o principal seja pago, por exemplo, em 10 anos. Esses empréstimos, quando realizados por bancos, exigem que o

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102247/ 3/5

principal  seja  pago  ao  longo  desses  10  anos.  Naturalmente,  as  despesas  de  juros  incidem  sobre  o  saldo remanescente  do  principal  que  a  empresa  retém.  Se  a  companhia  emite  debêntures,  o  pagamento  do  principal ocorre em uma data específica no futuro. Debênture é um tipo de empréstimo em que a entidade se compromete a pagar juros predefinidos aos credores, em datas futuras específicas, e o pagamento do principal será pago de uma única vez, numa data  futura especificada. Durante o período de vigência, as debêntures são comercializadas no mercado de capitais.

Além  dos  empréstimos  de  longo  prazo,  como  apresentado  acima,  há  os  de  curto  prazo. O  principal  objetivo  do empréstimo de curto prazo é financiar o capital de giro. Empresas descontam duplicatas, uma operação em que se trocam dívidas de clientes por dinheiro, pagando juros ao banco. Há, também, empréstimo de banco cujos prazos de pagamento do principal e juros, geralmente ocorrem, com 30, 60 e 90 dias. Quando opagamento do principal e dos  juros  ocorre  ao  fim  do  prazo  previamente  estipulado,diz­se  que  os  juros  são  postecipados.  Se,  na  hora  do empréstimo, o banco desconta os  juros,  fornecendo à empresa apenas o valor  líquido, os  juros são classificados como  antecipados.  Neste  caso,  no  pagamento  do  empréstimo,  a  empresa  desembolsará  apenas  o  valor  do principal.

Outra  fonte  importante  de  financiamento  para  as  empresas  são  seus  fornecedores.  Fornecedores  de matérias­ primas são, também, fornecedores de recursos financeiros para a empresa. Eles vendem mercadorias e receberão o dinheiro das vendas 30, 60 ou 90 dias após cada operação. O preço adicionado pelo recebimento a posteriori é um  custo  implícito  do  dinheiro.  Neste  caso,  a mercadoria  tem  o  seu  valor  nominal  acrescido,  isto  é,  como  se  a empresa tivesse adquirido a mesma por um valor maior. Em outras palavras, é como se tivesse feito uma compra mais cara.

Qualquer que seja a empresa ela tem de escolher quais serão as fontes de financiamento: acionistas, empréstimos de longo prazo, empréstimos de curto prazo e fornecedores. A decisão de a quais fontes recorrer e da respectiva proporção ótima, quando comparada com o  total exigido de  financiamento, é uma decisão  financeira, objeto dos cursos de finanças que discursam sobre o assunto. Esses financiamentos são aplicados na organização que, por sua  vez,  têm  de  gerar  recursos  (ou  melhor  expressando,  retorno)  de  forma  a  satisfazer  os  desejos  dos financiadores.

COMO REALIZAR INVESTIMENTOS

Uma vez que a empresa obtenha os financiamentos, ocorrem os investimentos. Esses investimentos são realizados em vários itens, isto é, em ativos necessários à execução das atividades do negócio, que usualmente são:

Terrenos, imóveis e equipamentos. Esses investimentos permitem que a empresa tenha capacidade de produzir e vender seus produtos; que, normalmente, levam­se anos para alcançar o potencial pleno do serviço que se deseja prestar.

Patentes,  licenças  e  outros  contratos,  como  franquia.  Esses  investimentos  permitem  que  a  empresa  opere legalmente em suas atividades comerciais.

Ações ou debêntures de outras firmas. Uma empresa pode adquirir ações de outra firma, tornando­se uma de suas proprietárias,  ou  adquirir  debêntures,  obtendo  um  direito  de  crédito  contra  a  emitente.  Costumeiramente,  essa operação de compra tem por objetivo assegurar o  fornecimento de matérias­primas, ou produtos para vendas ou serviços que são críticos à sua operação.

Estoques.  Para  satisfazer  as  necessidades  dos  consumidores  e  mantê­los  leais  na  aquisição  do  produto,  as empresas  têm de  ter estoques de produtos disponíveis para venda. O volume de compra desses produtos pelos consumidores  tem  demanda  errática,  isto  é,  não  é  constante.  No  caso  de  ocorrer  uma  demanda  superior  à capacidade de disponibilizar o produto para venda, o consumidor pode ser levado a decidir comprar o produto do concorrente. O investimento nesse tipo de estoque tem por fim manter o hábito do consumidor de adquirir o produto da  empresa.  Em  firmas  industriais,  há,  também,  o  investimento  em  estoque  de matérias­primas.  Neste  caso,  o objetivo é evitar  que o processo produtivo pare,  por  falta de matérias­primas em virtude de atraso nas entregas

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102247/ 4/5

pelos fornecedores, ou porque a produção aumentou seu nível de atividade e não se consegue o fornecimento em prazos menores do que o habitual.

Contas a receber de consumidores. Quando a empresa vende seus produtos e não exige que o consumidor pague a  vista,  a  firma  tem  de  financiar  seus  consumidores.  Realizando  tal  investimento,  a  companhia  aumenta  o  seu espectro de vendas; consumidores que deixariam de comprar o produto, por  falta de caixa, antecipam a mesma, seja  pagando  um mês  depois  ou  a  prazo. Assim  sendo,  a  empresa  aumenta  suas  vendas,  seus  lucros  e  a  sua vantagem competitiva perante seus concorrentes.

Caixa ou disponibilidade de caixa em depósito bancário. O  investimento em disponibilidade de caixa é necessário para que a empresa pague suas contas em dia.  Infelizmente, os pagamentos  referentes às vendas aos clientes, nem sempre, condizem com o fluxo de pagamento da empresa seja por adquirirem ativos ou quitar dívidas relativas à  aquisição  de  bens  com  fornecedores  ou  a  empréstimo  bancário  ou  a  impostos  ou  pagamento  de  serviços prestados,  com  salário,  etc.  O  não  pagamento  de  uma  de  suas  dívidas  leva  a  empresa  a  uma  posição  de insolvência de caixa, gerando um descrédito aos  financiadores de sua operação. O  investimento em caixa, como mencionado anteriormente, tem por fim evitar essa insolvência.

Com os investimentos realizados, a empresa executa as suas operações de forma a produzir e comercializar ou só comercializar ou prestar serviços a seus consumidores.

EXECUTAR OPERAÇÕES EMPRESARIAIS

Para  fazer com que o produto ou serviço seja entregue ao cliente e que este  tenha o grau de satisfação que se deseja, a empresa realiza uma série de atividades operacionais. Essas atividades são específicas de cada empresa, daí encontrar o sucesso de uma quando comparada a outra. Contudo de uma forma geral, pode­se afirmar que as empresa possuem as seguintes atividades operacionais:

COMPRA:  o  setor  de  compra  adquire  mercadorias  na  quantidade  e  característica  (ou  tipo)  necessária  à  loja, quando a empresa é retalhista ouvarejista. Em uma fábrica, esse setor compra matérias­primas naquantidade e na especificação necessária à produção.

PRODUÇÃO:  o  setor  de  produção,  em  uma  fábrica,  tem  por  fim  transformar  matérias­primas  em  produtos acabados.  Para  tanto,  há  uma  combinação  de matérias­primas,  com mão  de  obra  e  outros  insumos  requeridos numa manufatura para obter os produtos da empresa.

MARKETING: o setor de marketing é o responsável pela obtenção do cliente, venda e distribuição dos produtos da firma ao consumidor.

ADMINISTRAÇÃO: as atividades administrativas da empresa suportam os setores de compra, produção, marketing e outros setores operacionais. Entre as atividades administrativas há processamento de dados, serviços jurídicos, pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, etc.

Fluxo­ alocação­estrutura de capital: inter­relação

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102247/ 5/5

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102248/ 1/3

ESTUDANDO: FINANÇAS EMPRESARIAIS

Objetivos na Mensuração dos Resultados São vários os objetivos de mensuração do resultado de uma empresa:

Resultado  como  Medida  de  Eficiência  ­  O  resultado  como  medida  de  eficiência  coloca  em  evidência  a administração  do  patrimônio. Os  administradores,  como  gestores  de  recursos  dos  acionistas,  são  extremamente sensíveis aos resultados da empresa, pois a efetividade de suas decisões é julgada através deles.

A  eficiência  global  de  um  negócio  é  avaliada  em  termos  da  quantidade  de  lucro  gerada.  Consequentemente,  o resultado  tende  a  prover  um  padrão  pelo  qual  o  sucesso  é medido. Os  acionistas  avaliam  a  eficiência  de  seus investimentos através do resultado apurado. Assim, a decisão de novos investimentos ou sua manutenção depende do resultado como um padrão pelo qual são tomadas as decisões.

O  resultado  como  medida  de  eficiência  também  é  utilizado  para  definir  incentivos  que  serão  oferecidos  aos dirigentes do patrimônio.

Resultado como Guia para  Investimento Futuro  ­ A  seleção de projetos de  investimento é  feita  em base de estimativas de fluxos monetários futuros. Essas estimativas devem considerar os riscos e a incerteza da decisão de investimento.  De  um  modo  geral,  o  resultado  atual  age  para  influenciar  expectativas  sobre  o  futuro.  Isto  é importante  para  investidores,  que  tem  nos  relatórios  financeiros,  demonstrando  o  resultado  apurado,  a  principal fonte de informação para suportar suas decisões de subscrever mais ações da empresa.

Resultado como um Guia para Concessão de Crédito ­ A habilidade de uma empresa em obter financiamentos depende de seu estado financeiro e suas perspectivas de resultados atuais e futuros. Por isto, instituições de crédito e bancos observam a capacidade da uma empresa em gerar resultados futuros, para reembolsar os empréstimos concedidos, através dos seus níveis atuais de lucratividade.

Resultado como um Guia para Decisões Sócio­econômicas  ­ Muitas decisões  levam em conta os níveis  de renda das empresas. Aumentos de preço crescentes podem ser justificados em termos do aumento dos níveis de renda da população.

Reajustes  de  salários  muitas  vezes  são  discutidos  em  função  dos  lucros  auferidos  pelas  empresas.  Políticas econômicas  governamentais  são  guiadas  pelos  níveis  de  renda das  empresas  como um dos  indicadores  sociais chaves.

Resultado  como  Base  para  Tributação  ­  A  tendência  da  maioria  dos  governos  em  se  apropriar  de  parte significativa  dos  lucros  da  empresa  na  forma  de  tributos  significa  que  a  base  na  qual  imposto  das  empresas  é avaliado é extremamente  importante aos acionistas e administração. A  legislação  tributária especifica o que está sujeito  a  imposto  e  o  que  é  dedutível,  chegando  a  uma medida  de  resultado  sujeito  a  imposto.  As  autoridades tributárias aceitam lucro contábil como a base da qual se avalia o lucro sujeito à tributação.

Resultado  como Manutenção  de  Capital  e  como  um Guia  para  Política  de  Dividendo  ­  A  distinção  entre capital e renda é central ao problema de decidir quanto pode ser distribuído aos acionistas como dividendos. Muito se preocupou com a aplicação do conceito de manutenção de capital, obrigando ao estabelecimento de regras para a medida de lucro passível de distribuição, visando proteger não só os interesses dos investidores, como também dos credores.

No  conceito  de  manutenção  de  capital,  o  resultado  é  o  crescimento  verificado  no  patrimônio,  medido  em  dois momentos distintos, pela determinação do valor dos ativos no início do período e no final deste. Não interessa aos usuários o resultado “Lucros ou Prejuízos”, mas em identificar o crescimento do patrimônio como um todo.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102248/ 2/3

Porém, hoje em dia, uma política de dividendos objetiva estabelecer a proporção do resultado que deveria ser retida e a proporção que deveria ser distribuída. Isto porque as companhias esperam financiar as suas necessidades de investimento com os lucros retidos.

Resultado para Tomada de Decisão  ­ Na verdade, em todas as abordagens de resultados está  implícita a sua função  de  subsidiar  o  usuário  no  processo  decisório.  Aqui,  enfatizamos  a  necessidade  de  se  produzir  relatórios internos para auxiliar a administração na tomada de decisão. Segundo esta abordagem, todas as decisões seriam tomadas  tendo  como  base  os  relatórios  internos  da  entidade.  Interessa  em  especial  à  alta  administração,  aos gerentes  e  chefes  de  setores  da  empresa.  Os  relatórios  são  elaborados  por  área  ou  setor,  incluindo  somente informações pertinentes, ficando a administração com o relatório global, que incluiria todos os relatórios setoriais.

Resultado em Cada Fase do Processo Produtivo ­ A abordagem de resultado operativo leva em consideração as  diversas  fases  do  processo  de  produção  da  entidade.  O  resultado  é  setorizado  e  medido  em  cada  fase  do processo  produtivo.  Essa  abordagem  classifica  as  diversas  fases  do  processo  produtivo  como  sendo  diversas unidades operativas que se relacionam para formar o processo operativo global, que é a entidade em seu todo. A vantagem do conceito de resultado operativo é que ele permite que seja medida a eficiência da gerência em cada uma das fases do processo produtivo, incluindo o planejamento, a produção, a venda e o recebimento.

Conceitos de Resultado para Demonstrações Financeiras ­ A aplicação de diferentes conceitos de avaliação de ativo e mensuração de resultado oferece uma variedade de bases alternativas para preparar relatórios financeiros. Podem­se utilizar os conceitos de custo histórico, valor presente, poder aquisitivo corrente, custo de reposição, valor líquido de realização e custo corrente.

Ao  contrário  do  balanço,  que  representa  uma  fotografia  das  atividades  da  Empresa  em  uma  data  específica,  o demonstrativo de resultados representa uma fotografia das suas atividades durante o período a que se refere. Ou seja, o demonstrativo de resultados do primeiro trimestre traz o resultado acumulado no trimestre (a conta vendas, por exemplo, traz todas as vendas executadas durante todo o trimestre, e não somente no último dia do trimestre).

Outras demonstrações financeiras   Fluxo de caixa

No Brasil a demonstração de fluxo de caixa é conhecida pela sigla DOAR, que significa Demonstração de Origens e  Aplicações de Recursos. Assim, fica fácil entender a utilidade do fluxo de caixa, que serve para identificar a forma na qual a empresa está gerando recursos (origens) e a forma como ela está utilizando esses recursos (aplicações).

Origens de recursos: uma empresa  tem várias origens para os  recursos que possui em caixa. Algumas destas origens  podem  ser  operacionais,  resultado  das  atividades  da  empresa,  esse  é  o  caso,  por  exemplo,  do lucro/prejuízo  líquido do período, da  redução de estoques, do atraso no pagamento de  fornecedores etc. Outras origens podem ser financeiras, como por exemplo, o levantamento de novas dívidas, novos investimentos de capital por parte dos sócios etc.

Aplicações de  recursos: o mesmo  raciocínio  pode  ser  aplicado para  a  forma  com que a  empresa aplica  seus recursos. Uma empresa pode aplicar os seus recursos na sua atividade operacional, o que  inclui, por exemplo, o gasto com a compra de estoques, compra de máquinas, pagamento de fornecedores, aumento das vendas a prazo etc.  Ou  ela  pode  usar  esses  mesmos  recursos  para  fins  financeiros,  como  por  exemplo,  quitação  de  dívidas, pagamento de dividendos aos sócios etc.

Em termos simplificados, pode ser dito que quando as origens, ou seja, os recursos obtidos pela empresa, superam as suas aplicações, o caixa da empresa aumenta. Por outro lado, se a empresa tem aplicações maiores do que as origens em um determinado período de tempo, então nesse mesmo período o seu caixa diminui.

Diferença entre Demonstrativo de Resultados e Fluxo de Caixa

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102248/ 3/3

Mas qual a diferença entre o demonstrativo de resultados e o fluxo de caixa de uma empresa? Afinal, de maneira simplificada, ambos medem o quanto esta empresa recebeu e gastou em um determinado período. A diferença é que, enquanto o demonstrativo de resultados dá uma  idéia do  lucro ou prejuízo da empresa, o  fluxo de caixa dá uma idéia de como esses resultados estão efetivamente refletindo no caixa da empresa.

Assim, a diferença entre eles é composta pelas despesas que não representam desembolso de caixa. Pois é, por mais estranho que pareça a princípio, algumas despesas servem para abater o lucro que a empresa obtém antes do pagamento de impostos (lucro tributável), mas não têm efetivamente um impacto no caixa da empresa.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 1/8

ESTUDANDO: FINANÇAS EMPRESARIAIS

Capital de Giro ­ Indicadores Indicadores de prazos médios

Os Indicadores de Prazos Médios, também conhecidos como índices de atividade, indicam a dinâmica do capital de giro, isto é, quantos dias elas levam para girar durante o exercício. Não devem ser analisados individualmente, mas, sempre, em conjunto.

A  análise  dos  Prazos  Médios  constitui  importante  instrumento  para  se  conhecer  a  política  de  compra  e  venda adotada  pela  empresa.  A  partir  dela,  pode­se  constatar  a  eficiência  com  que  os  recursos  estão  sendo administrados: duplicatas a receber, estoques e fornecedores. Todos os indicadores de prazos médios pressupõem que os valores utilizados como numerador – estoques, clientes e  fornecedores – não sofrem grandes alterações durante  o  exercício,  ou,  caso  necessário,  pode­se  utilizar  dos  valores médios  anuais.  Assim,  por  exemplo,  se  a conta estoques apresenta o valor de $300,00 no Balanço, pressupõe­se que a empresa mantém um estoque médio desse valor durante o exercício. Os prazos médios comumente utilizados são:

Prazo Médio de Pagamento de Compras PMPC

Prazo Médio de Renovação de Estoque PMRE

Prazo Médio de Recebimentos de Vendas PMRV

Ciclo Operacional CO

Ciclo Financeiro CF

Prazo médio de pagamento de compras (pmpc)

O Prazo Médio de Pagamento de Compras exprime o prazo que a empresa vem obtendo de seus  fornecedores para pagamento das compras de matérias­primas e/ ou mercadorias. Assim, podemos dizer que Prazo Médio de Pagamento de Compras é o número de dias que decorre, em média, entre a compra e o respectivo pagamento.

Quanto maior for o PMPC melhor será a situação da empresa, pois estará financiando o seu giro com recursos não onerosos.

Prazo médio de renovação de estoques (pmre)

Exprime o número de dias, em média, em que os estoques são renovados (ou vendidos). Assim, Prazo Médio de Renovação de Estoques é o número de dias que decorrem, em média, entre a compra e a venda, ou seja, a média em  dias  que  os  estoques  ficam  parados  na  empresa.  Considera­se  ideal  que  os  estoques  girem  o mais  rápido possível.

Prazo médio de recebimento de vendas (pmrv)

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 2/8

O Prazo Médio de Recebimento de Vendas exprime o prazo médio de recebimentos das vendas totais da empresa, indicando o  tempo decorrido  entre  a  venda de  seus produtos  e  o  efetivo  ingresso de  recursos. O  ideal  é  que o recebimento das vendas se efetue no menor prazo possível.

Ciclo operacional – CO

O  Ciclo  Operacional  Indica  o  tempo  decorrido  entre  o  momento  em  que  a  empresa  adquire  as  matérias­ primas/mercadorias  e  o  momento  em  que  recebe  o  dinheiro  relativo  às  vendas.  Graficamente,  assim  pode  ser representado:

Ciclo financeiro – CF

Ciclo Financeiro é o tempo decorrido entre o instante do pagamento aos fornecedores pelas mercadorias adquiridas e  o  recebimento  pelas  vendas  efetuadas.  É  o  período  em  que  a  empresa  necessita  ou  não  de  financiamento complementar do seu ciclo operacional.

A diferença entre Ciclo Operacional  (PMRE + PMRV) e o Prazo Médio de Pagamento de Compras  (PMPC) é o Ciclo Financeiro e corresponde ao período de tempo entre o pagamento ao fornecedor e o momento em que a

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 3/8

empresa  recebe  do  cliente  o  dinheiro  das  vendas.  Para  este  período  –  Ciclo  Financeiro,  a  empresa  precisa conseguir financiamento complementar. Normalmente o Ciclo Financeiro é financiado:

­ pelo capital próprio; ­ por recursos de terceiros, onerosos.

A  boa  gestão  empresarial  revela­se  muito  pela  competência  na  administração  dos  prazos  médios,  expressos através do Ciclo Financeiro.

Necessidade de capital de giro – NCG

Capital de giro ­ CDG

O Capital de Giro de uma empresa corresponde aos valores aplicados em seu Ativo Circulante. A empresa compra mercadorias,  estoca,  vende e  recebe. Repetindo  esse  ciclo  permanentemente,  ela mantém o  giro  dos  negócios. Existem, no entanto, diversas utilizações para a terminologia do CDG, dependendo do autor e do conceito abordado.

Utilizamos a expressão CDG para definir o Capital de Giro Líquido. Isto é, o Ativo Circulante ­ recursos aplicados no giro ­ deduzido do Passivo Circulante ­ fontes de recursos para o giro.

Necessidade de capital de giro – NCG

Necessidade  de Capital  de Giro  é  a  diferença  entre  as  aplicações  cíclicas  (Ativo Circulante Cíclico  ­  ACC)  e  as fontes  cíclicas  (Passivo Circulante Cíclico  ­ PCC),  que  se  renovam automaticamente  no  dia­a­dia. As  aplicações cíclicas são valores do Ativo, financiados pela empresa até sua realização. As fontes cíclicas são valores exigíveis, financiados por  terceiros  ligados à área operacional. O  ideal seria que a empresa utilizasse os  financiamentos de terceiros  para  cobrir  suas  aplicações.  Quando  isso  não  acontece,  há  necessidade  de  se  recorrer  a  fontes  não diretamente ligadas à atividade.

O Ativo Circulante Cíclico  compreende as aplicações de  recursos em contas que estejam  relacionadas  com a atividade  de  compra,  transformação  e  venda.  Está  relacionado  com  o  ciclo  operacional  da  empresa (clientes/duplicatas a receber, estoques, adiantamento a fornecedores etc.).

O Passivo Circulante Cíclico compreende  as  contas  que  identificam  os  financiadores  normais  da  atividade  da empresa, constituindo fontes espontâneas de recursos (fornecedores, salários e encargos a pagar, impostos sobre vendas a recolher etc.). 

A análise da Necessidade de Capital de Giro ­ NCG enfoca o ciclo operacional do sistema empresa,  tendo como referencial de pesquisa seus demonstrativos financeiros. A ênfase recai sobre as fontes e aplicações cíclicas.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 4/8

Essas fontes e aplicações estão intimamente ligadas às atividades da empresa e ocorrem de forma espontânea e natural.

Aplicações cíclicas ­ ACC

Aplicações Cíclicas é o somatório das contas:

­ duplicatas a receber ­ menos provisão para devedores duvidosos; ­ estoque ­ matéria­prima, produtos em elaboração e produtos acabado; ­ adiantamentos a fornecedores; ­ mercadorias em trânsito; ­ importações em curso de matéria­prima; ­ despesas antecipadas.

Fontes cíclicas – PCC

Fontes Cíclicas corresponde ao somatório das contas:

­ fornecedores de matéria­prima/mercadorias; ­ salários a pagar; comissões a pagar; ­ encargos sociais a recolher ­ INSS, FGTS; ­ imposto de renda retido na fonte sobre a folha de pagamento; ­ contas a pagar referentes a despesas operacionais: água, luz, aluguel, telefone... ­ adiantamento de clientes; ­ impostos a pagar.

Analisando a diferença entre as aplicações cíclicas e as origens de recursos cíclicos no quadro anterior, têm­se as seguintes situações;

 positiva – significa que a empresa apresenta Necessidade de Capital de Giro, que deverá ser obtido junto a seus proprietários ou junto a terceiros (onerosos).

  negativa  –  significa  que  a  empresa  dispõe  de  sobra  de  recursos  para  o  giro,  que  poderá  ser  destinada  a aplicação no mercado financeiro.

Uma NCG negativa evidencia  situação de  folga  financeira por parte da empresa analisada. Neste  caso,  constitui fonte natural e espontânea de recursos, situação, em principio, favorável. Dizemos em principio porque precisamos conhecer  os  prazos  das  realizações  e  exigibilidades,  articulados  com  os  valores  financeiros.  Uma  empresa  com NCG negativa, salvo sazonalidade, descasamento expressivo entre o que  tem a  receber e o que  te a pagar, ou  expansão das vendas, não necessita de empréstimos onerosos para financiar suas atividades.

Uma NCG positiva  revela  necessidade  de  recursos,  que  podem  ser  obtidos  no  âmbito  da  empresa,  comumente

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 5/8

chamados de autofinanciamento. Quando apresentado o Fluxo de Caixa Operacional, falamos na geração interna de recursos (GIR). Quando a NCG for positiva, a primeira providencia é saber quem está financiando essa parcela. Caso  essa  cobertura  esteja  sendo  financiada  pelo  ST  positivo  a  situação  da  empresa,  em  principio,  revela tranqüilidade. Não sendo possível por esse meio, capitais de terceiros, presumivelmente onerosos, é quem o faz. É chamada onerosa a fonte onde haja capitais de terceiros (sobre os quais incidem juros) bancando a parcela que os créditos  espontâneos  e  a  geração  interna  de  recursos  não  foram  suficientes  para  financiar.  Todavia  existe  um perigo  latente. Os  recursos onerosos devem alavancar de  forma saudável as atividades da empresa. A continua dependência a esse tipo d credito, sem a ocorrência dessa premissa, drena o capital de giro da empresa. Hemorragia financeira continua e crescente debilita CDG (sangue do organismo), patologia que levará o organismo empresarial para o Efeito Tesoura, o qual será visto mais a frente.

Fontes de cobertura da NCG

Vimos anteriormente que a empresa com NCG negativa não necessita de financiamento bancário. Ao contrário, é indicativo de sobra de  recursos para aplicar no mercado  financeiro, caso não  tenha optado por  investimentos no Ativo  Permanente  ou  distribuição  de  lucros.  Quando  a  NCG  é  positiva,  entretanto,  a  empresa  tem  de buscar  recursos  próprios  ou  de  terceiros  (onerosos)  para  complementar  seu  capital  de  giro.  Quando  há  um descontrole no crescimento das fontes onerosas de recursos no curto prazo, temos uma situação conhecida como Efeito Tesoura, que ocorre quando o Saldo de Tesouraria apresenta­se cada vez mais negativo a cada exercício, variando em níveis superiores ao crescimento da NCG.

SALDO DE TESOURARIA

O Saldo Tesouraria é obtido pela diferença entre as contas de Ativo Circulante e de Passivo Circulante que não guardam relação com a atividade operacional da empresa. É a medida de risco, que evidencia situação de aperto ou folga financeira. É revelado pelas equações:

Saldo de Tesouraria positivo significa que a empresa tem disponibilidade de recursos que poderão ficar aplicados no  mercado  financeiro  e  utilizados  a  qualquer  momento,  aproveitando  oportunidades  negociais.  Se  negativo, demonstra dependência de fontes onerosas de recursos de curto prazo.

O Saldo de Tesouraria que, período após período,  se  revele crescentemente negativo evidencia que a empresa caminha para a  insolvência ou overtrade. É  importante observar que o  fato  isolado de o saldo de  tesouraria ser negativo  não  é  preocupante.  Grave  é  a  tendência.  Portanto,  o  Efeito  Tesoura  é  conseqüência  de  Saldo  de Tesouraria (ST) cada vez mais negativo, variando em proporção superior à NCG. A tendência é dada pela relação [ST / NCG], sendo que a NCG deverá ser considerada sem o seu sinal (+/­). O resultado decrescente evidencia que

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 6/8

a empresa recorre, cada vez mais, a empréstimos onerosos de curto prazo.

CAUSAS DO EFEITO TESOURA:

­ crescimento real das vendas a prazo, em percentuais muito elevados, sem correspondente obtenção de prazo de fornecedores; ­ imobilizações com recursos onerosos de curto prazo; ­ prejuízos; ­ distribuição excessiva de lucros; ­ dependência sistemática a empréstimos de curto prazo, com pagamento de altas taxas de juros; ­ ciclo financeiro crescente.

Para melhor avaliar o Efeito Tesoura, deve­se observar o comportamento do  indicador em diversos períodos. O índice [(NCG /vendas) X 360] indica a NCG em dias de venda. Em outras palavras, indica quantos dias a empresa precisa vender (faturar) para obter os recursos complementares necessários ao seu capital de giro (a NCG).

Para melhor compreensão desse assunto, apresentamos, para análise, dois exemplos.

Exemplo 1:

A empresa Y apresenta os seguintes números nos últimos cinco exercícios:

Analisando o gráfico, podemos afirmar:

­ a NCG da empresa está aumentando substancialmente a cada ano; ­ o CDG tem­se mantido estável ­ possivelmente a empresa não está tendo lucro, ou o lucro está sendo distribuído; ­ como a empresa não consegue financiar sua necessidade de capital de giro com as fontes internas de recursos, vem recorrendo cada vez mais a empréstimos bancários, evidenciado pelo ST negativo e decrescente; ­ o ST é negativo e está aumentando proporcionalmente em níveis maiores que a NCG (ST/NCG), confirmando, assim,  o  "Efeito Tesoura". Na prática,  significa que,  se o banco  credor  não  renovar  os empréstimos,  a  empresa quebra imediatamente. Por outro lado, se o banco continuar a rolar suas dívidas, a empresa quebrará do mesmo jeito, dentro de pouco tempo, pois os encargos financeiros provocarão prejuízos cada vez maiores.

A única solução para uma empresa na situação descrita acima é a capitalização ­  injeção de recursos novos dos sócios ­ conjugada com uma completa revisão de prazos e margens de lucro.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 7/8

Exemplo 2:

Agora analisemos o gráfico da empresa Z. Ela apresenta a mesma NCG da empresa Y e também está com o ST cada vez mais negativo.

Uma análise superficial poderia induzir a dizer que a empresa está passando por dificuldade financeira, pois o ST é negativo e a linha da NCG está se distanciando da linha do CDG a cada ano. Ocorre que a relação percentual entre a NCG e o CDG se mantém. Veja no quadro a seguir:

Essa empresa, apesar de apresentar a mesma NCG da empresa Y (exemplo 1) em todos os anos, vem financiando essa necessidade de duas formas: capital de giro (maior parte) e financiamentos bancários. O Saldo de Tesouraria (negativo),  no  entanto,  representa  20%  da  NCG.  Isso  acontece,  normalmente,  em  empresas  que  estão  aumentando  o  volume  de  vendas.  O  endividamento  bancário  financia  um  percentual  das  vendas,  e  o  lucro  da atividade,  que  é  reinvestido,  garante  à  empresa  boa  parte  do  financiamento  necessário.  Admitindo­se  que, repentinamente,  a  empresa  deixe  de  contar  com  o  financiamento  bancário,  bastará  a  ela  fazer  uma  pequena redução nas suas vendas a prazo, para ajustar sua NCG ao CDG disponível.

Tipos de Necessidade de Capital de Giro

Existem  três  tipos  de  NCG:  permanente,  sazonal  e  mista.  O  conhecimento  do  tipo  auxilia  na  identificação  do montante  e  do  período  do  ano  em  que  as  necessidades  financeiras  são  maiores,  ao  tempo  em  que  permitem considerar quais são as  linhas de credito mais apropriadas para a empresa. Por parte do provedor de  recursos, contribui para que este possa dimensionar o prazo de repagamento dos valores concedidos.

Ocorre NCG permanente quando produção e vendas são distribuídas de forma homogênea ao longo do ano. Pode ser positiva ou negativa. Neste segundo caso, sugere sobre de  recursos. Quando positiva, sugere­se a empresa perseguir política de capitalização, especialmente via lucros retidos, objetivando ruptura na perenidade da situação observada.

Ocorrem necessidades sazonais (não­uniformes ao longo do ano) com empresas que fabricam artigos natalinos ou juninos,  com  produtores  rurais,  com  indústrias  de  suco  etc.  Casos  de  NCG  mista  podem  ser  observados  em empresas  que  fabricam  produtos  distintos  com  linhas  de  montagem  segregada  (ovos  de  páscoa  +  fábricas  de bolacha), mas com administracao única.

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102249/ 8/8

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102250/ 1/20

ESTUDANDO: FINANÇAS EMPRESARIAIS

Administração do Capital de Giro

Características do Capital de Giro

O  capital  de  giro  pode  ser  considerado  como  sinônimo  de  ativo  circulante. Caixa,  contas  a  receber,  estoques  e outros  itens  do  ativo  circulante  compõem  o  capital  de  giro.  A  administração  do  capital  de  giro,  geralmente, compreende decisões gerenciais relacionadas com o ativo circulante e de como ele é financiado. A administração do  capital  de  giro  vem  ganhando  importância,  à  medida  que  as  empresas  constatam  que,  aproximadamente, metade do seu investimento está no capital de giro. Algumas características especiais do capital de giro enfatizam sua importância do ponto de vista gerencial.

Vida Curta

Os ativos que compõem o capital  de giro normalmente apresentam um  tempo de vida  inferior  a um ano. Caixa, contas a receber e estoques têm, em geral, um tempo de duração inferior a um ano. Este curto tempo de vida é responsável pelas oscilações no nível de investimento necessário para financiar o capital de giro. Por exemplo, uma empresa constrói uma fábrica: a maior parte do investimento permanecerá fixo, independente do volume de vendas nos próximos anos. Supondo­se que esta fábrica se destina à produção de componentes para automóveis, durante um período de condições econômicas favoráveis, serão necessários investimentos relativamente altos em estoques e contas a receber. Se a atividade econômica e as vendas de automóveis declinarem, a empresa será forçada a reduzir seus investimentos em capital de giro. Outros fatores, além da atividade econômica, provocam oscilações no nível de capital de giro. Problemas com mão­de­obra, escassez de materiais, problemas de transporte, redução no fornecimento de energia e outros afetam as necessidades de capital de giro. O tempo de vida curta e a alta rotação do capital de giro ressaltam sua importância sobre o retorno e o risco.

Facilidade de Transformação em Dinheiro

O  capital  de  giro  também  é  caracterizado  por  sua  “proximidade  de  caixa”  ou  liquidez.  O  estoque  de  produtos acabados, quando vendido, se transforma em contas a receber. Após o recebimento, ele se transforma em caixa. Os componentes do capital de giro normalmente têm alta liquidez e são a principal garantir contra a insolvência: a incapacidade da empresa em pagar pontualmente seus compromissos. Do ponto de vista gerencial, maior liquidez diminui o risco da insolvência. Porém, aumento de liquidez, via aumento do nível de capital de giro, provoca queda na  taxa  de  retorno.  O  equilíbrio  entre  riscos  e  retornos  se  deve  temperar  com  duas  condições  adicionais: proximidade de caixa ou o  tempo necessário para converter o ativo em dinheiro e o preço obtido na conversão. Para  o  caixa,  é  óbvio  que  o  tempo  de  conversão  é  zero  e  a  taxa  de  conversão  é  100%.  Por  outro  lado,  pode demorar  60  dias  para  converter  o  estoque  em  caixa  e  a  empresa  pode  receber  apenas  90%  do  valor  do  seu estoque. Facilidade de transformações em dinheiro, ou liquidez, é outra característica do capital de giro que precisa ser considerada na definição da política relativa à administração do capital de giro.

Falta de Sincronia

O nível de investimento em capital de giro é afetado pelo volume de vendas, política de cobrança. Considere uma vendedora que vende cachorro­quente na porta do estádio. Ela  tem alguma  idéia sobre o número de cachorros­ quentes  que  venderá  e,  como  conseqüência,  preparará  uma  quantidade  apenas  suficiente  para  atender  à demanda;  o  dinheiro  é  recebido  no  ato  da  venda.  Para  ela,  os  padrões  de  produção,  estoques,  vendas  e recebimento são muito bem sincronizados e a administração do capital de giro não  requer maiores cuidados. No entanto, este não é o caso geral de uma empresa. Primeiro, as vendas podem ter características sazonais. Para a maioria das empresas, produção, vendas e recebimento não estão sincronizados. Até certo ponto, a empresa pode tentar eliminar estes problemas de sincronia. Por exemplo, pode produzir somente sob encomenda, eliminando o

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102250/ 2/20

estoque de produtos acabados. Segundo, pode vender unicamente à vista, eliminando as contas a receber. Embora estas  decisões  simplifiquem  a  administração  do  capital  de  giro,  provavelmente  provocam  efeitos  negativos  nas vendas.  Normalmente,  uma  empresa  precisa  ter  estoques  para  atendimento  imediato  e  aceitar  as  práticas  de vendas usuais para o setor; também a falta de sincronia entre os componentes do capital de giro é outro fator que 

Financiamento do Ativo Circulante

A maneira como o capital de giro é  financiado  tem  impacto significativo sobre o  retorno e  risco da empresa. Por exemplo, a empresa A pode financiar todas as suas necessidades de capital de giro com capital próprio. Como a empresa tem um passivo circulante pequeno, o risco de insolvência técnica é reduzido. Por outro lado, a empresa B pode  adotar  uma  postura  agressiva  e  financiar  a  maior  parte  das  suas  necessidades  de  capital  de  giro  com empréstimos a  longo prazo. A capacidade da empresa continuar a atender seus compromissos em dia não é tão grande quanto à da empresa A, entretanto seu retorno sobre o patrimônio  líquido é mais elevado. Uma empresa tem várias opções para  financiar suas necessidades de capital de giro. Algumas dessas opções são discutidas a seguir.

Ajustando o Tempo de Vida do Ativo ao Vencimento da Exigibilidade

Neste  enfoque  da  administração  do  capital  de  giro,  o  ativo  fixo  é  financiado  com  capital  permanente  e  o  ativo circulante é financiado pelo exigível a longo prazo. O investimento fixo aumenta ao longo do tempo e é financiado com capital permanente. 

O ativo  circulante  tem comportamento  sazonal  e  é  financiado por  fornecedores a pagar  e  empréstimos de  curto prazo. À medida que o ativo circulante aumenta ou diminui, os empréstimos a curto prazo aumentam ou diminuem. O ativo circulante vai sendo reduzido até atingir zero. Neste instante, o ativo circulante começa a crescer, atinge um pico, retorna a zero e cresce novamente. De acordo com o crescimento ou redução do ativo circulante, o exigível a curto prazo cresce ou diminui simultaneamente. Uma empresa com uma função de demanda constante e conhecida e  com  um  sistema  de  cobrança  perfeito  adaptar­se­ia  a  tal  modelo.  A  empresa  obtém  economias  de  escala produzindo mais  que  a  demanda  e  formando  estoques. Quando  oestoque  atinge  um  nível  ótimo,  a  produção  é paralisada  temporariamente,  enquantooestoque  vai  sendo  consumido. Esta  situação não é  realística,  pois  supõe perfeitoconhecimento  da  demanda e  perfeito  desempenho das  cobranças. A  situação  também  implica  que,  se  a empresa vende a prazo, então por alguns períodos estará completamente sem estoque (imediatamente antes do ativo circulante se anular). 

Embora na vida real este tipo de situação não ocorra, ele destaca a natureza da administração do capital de giro. Sob condições perfeitas, a empresa pode compatibilizar o tempo de vida dos ativos com o prazo de vencimento das exigibilidades e minimizar o risco e maximizar o retorno. Em condições não perfeitas, não é possível ajustar o tempo de vida dos ativos ao prazo de vencimento das exigibilidades e é preciso considerar outras opções.

Política Conciliadora

Uma apreciação mais  realista, em oposição à situação  ideal apresentada no  item anterior,  leva à constatação de que alguns componentes do ativo circulante  têm caráter permanente. A maioria das empresas está em situação semelhante: para todos os efeitos as necessidades de investimento para financiar parte do seu ativo circulante são permanentes. Assim, a parte permanente do ativo circulante e o ativo fixo podem ser financiados com recursos de longo prazo e a parcela flutuante do ativo circulante pode ser financiada pelo exigível de curto prazo. Esta posição é chamada conciliadora, porque a empresa financia suas necessidades variáveis com exigível de curto prazo, e suas necessidades  de  financiamento  permanente  com  capital  permanente.  Ao  adotar  uma  posição  conciliadora  para financiar  o  ativo  circulante,  somente  a  parcela  variável  é  financiada  por  empréstimos  de  curto  prazo.  O  capital permanente é usado, não apenas para financiar o ativo fixo, mas também para financiar a parcela permanente do ativo  circulante.  A  posição  conciliadora  permite  que  a  empresa  compatibilize  os  prazos  de  vencimento  de  seus empréstimos  de  curto  prazo  com  as  necessidades  variáveis  de  financiamento  do  ativo  circulante.  Em  nenhum momento, a empresa tem recursos ociosos ou tem emergência em captar recursos. Esta opção envolve um risco moderado  associado  a  retornos  moderados.  Uma  empresa  que  deseje  adotar  uma  posição  financeira  mais

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102250/ 3/20

conservadora ou agressiva pode fazê­lo, modificando o posicionamento conciliador, como se segue.

Política Conservadora

Na  posição  conservadora  a  empresa  assegura  a  disponibilidade  de  recursos,  financiando  parte  ou  todo  ativo circulante com capital permanente. Uma empresa muito conservadora  financiaria  todas as suas necessidades de capital  de  giro  com  capital  permanente  –  ela  não  teria  problemas  de  falta  de  recursos mesmo  em  períodos  de aperto  na  liquidez. Na  posição  conservadora,  a  empresa  utiliza  capital  permanente  para  financiar  parte  do  ativo circulante variável. Suas necessidades de empréstimos a curto prazo são mínimas e ocorrem apenas quando o total de ativos é superior ao capital permanente. Durante os períodos em que o investimento em itens do ativo circulante for pequeno, o excesso de caixa será aplicado.

O esquema de financiamento do ativo circulante considerado conservador resulta em menores retornos. Primeiro, em geral o custo do capital permanente é superior ao custo de empréstimos de curto prazo; segundo, a  taxa de retorno dos títulos de  liquidez  imediata é baixa, em comparação com as taxas obtidas nas operações normais da empresa. Ambos os fatores se combinam para proporcionar uma taxa média de retorno baixa.

Política Agressiva

Na posição agressiva, a maior parte do ativo circulante é financiada com recursos de curto prazo, o nível de capital permanente  fica  abaixo  do  total  de  ativos  de  natureza  permanente,  uma  parcela  da  parte  permanente  do  ativo circulante é financiada com empréstimos de curto prazo. Adotando este posicionamento, a empresa aumenta sua rentabilidade, uma vez que grande parte do ativo está sendo financiada com recursos mais baratos. Entretanto, a empresa também aumenta seu risco, pelo crescimento do endividamento a curto prazo. A falta de capacidade em renovar os empréstimos a curto prazo pode levá­lo à falência.

Como Escolher a Melhor Política

Três diferentes opções para a administração do capital de giro  foram apresentadas: conciliadora, conservadora e agressiva. É uma tarefa difícil determinar qual das três é a mais adequada. Se as necessidades de caixa, o regime de cobrança e os níveis de estoque forem conhecidos com precisão, o executivo saberia quanto investir em capital de  giro.  Uma  vez  conhecidas  as  características  dos  fluxos  de  caixa,  é  possível  escolher  o  melhor  perfil  de vencimento para os empréstimos de curto prazo.

Na presença de risco e com fluxos de caixa incertos, o executivo deve procurar o equilíbrio entre risco e retorno. De modo geral, quanto maior o nível de segurança desejado, maior a proteção do ativo  financiado com recursos de longo prazo. Por outro lado, a busca de maiores retornos leva à utilização mais intensiva de empréstimos de curto prazo.

Administração de Caixa

Necessidade da Reserva de Caixa

Três  razões  para  manter  reserva  de  caixa  podem  ser  identificadas:  realizar  transações,  atender  eventuais necessidades e financiar eventual especulação.

REALIZAR TRANSAÇÕES

A empresa precisa de caixa para pagar seus fornecedores, salários, impostos e outros compromissos. Para atender esses  compromissos  operacionais  a  empresa  precisa  ter  caixa.  O  volume  de  recursos  destinado  à  caixa  para atender as necessidades operacionais depende das oscilações nos fluxos de caixa. Quanto mais irregular, maiores as  necessidades  de  caixa  para  executar  as  transações.  As  variações  nos  fluxos  de  caixa  são  afetadas, principalmente, pela flutuação nas vendas, política de crédito dos fornecedores de matérias­primas e características do  setor.  Empresas,  atuando  na  fabricação  e  distribuição  de  bens  de  consumo  como  roupas,  brinquedos,

19/02/2015 Estudando: Finanças Empresariais ­ Cursos Online Grátis | Prime Cursos

https://www.primecursos.com.br/openlesson/10070/102250/ 4/20

cosméticos e móveis, constatam que os padrões sazonais de suas vendas dependem das tendências da moda e do ambiente econômico. Elas sabem que para saldar pontualmente seus compromissos, precisam manter um elevado nível de caixa. Por outro lado, empresas de outros setores podem compatibilizar tão bem suas entradas e saídas de caixa, que não precisam manter reservas tão grandes. Por exemplo, receitas e despesas de companhias telefônicas se mantêm  relativamente estáveis ao  longo do  tempo. Companhias  telefônicas  têm previsões confiáveis de suas necessidades de caixa futuras. Portanto, tendem a manter baixos saldos de caixa.

ATENDER EVENTUAIS NECESSIDADES

Uma empresa pode manter reservas para atender eventuais necessidades de caixa. Empresas com fluxo de caixa muito  voláteis  geralmente  têm  um  nível  de  reservas  superior  ao  necessário  para  realizar  suas  transações.  Este excesso de reserva de caixa é  justificável, pois se destina a atender a saídas excepcionais. A manutenção dessa reserva permite que a empresa enfrente adequadamente eventuais situações em que as saídas sejam maiores que as entradas. Por exemplo, um grande cliente pode não ser capaz de pagar em dia uma fatura, determinando uma queda  nas  entradas  de  caixa.  Sem  uma  reserva  adequada,  a  empresa  poderia  ter  dificuldades  em  pagar  seus próximos compromissos. Outro exemplo, durante um período de intensa atividade econômica, uma empresa pode formar reservas de caixa para enfrentar apertos de liquidez no futuro.

Outras  razões  para  manter  reservas  de  caixa,  como  medida  preventiva,  são  a  antecipação  de  mudanças  na legislação do imposto de renda, que podem exigir maiores saídas de caixa, a antecipação de aumento de vendas etc.

ESPECULAR

Empresas  podem  manter  reservas  de  caixa  com  fins  especulativos.  Nos  últimos  anos,  um  grande  número  de empresas  tem  mantido  reservas  de  caixa  para  utilizá­las  se  uma  oportunidade  de  fusão  ou  incorporação  for identificada.  A  justificativa  para  esta  reserva  é  manter  recursos  para  aproveitar  oportunidades  de  negócios potencialmente rentáveis.

Outras razões que podem levar a empresa a constituir este tipo de reserva são a expansão das instalações durante períodos de maior  atividade econômica e  a  recompra  de  suas  ações ordinárias,  se  o  preço  for  conveniente. De certa  forma, constituir  reservas de caixa para realizar  transações e atender eventuais necessidades é função das oscilações  nos  fluxos  de  caixa  da  empresa.  Reserva  para  especular,  porém,  não  decorre  das  características operacionais da empresa. Ela reflete a decisão gerencial de aproveitar possíveis oportunidades. Uma empresa com um  programa  de  administração  de  caixa  bem  estruturado  pode  gerenciar  eficientemente  suas  reservas  para executar transações e atender eventuais necessidades.

Administração de Caixa

comentários (0)

Até o momento nenhum comentário

Seja o primeiro a comentar!

Esta é apenas uma pré-visualização

3 shown on 58 pages

baixar o documento