Gênero e tradução: Anne Hébert em foco, Slides de Teorias da Tradução. Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
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minori_senketsu24 de Novembro de 2015

Gênero e tradução: Anne Hébert em foco, Slides de Teorias da Tradução. Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa

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Seminário embasado no artigo Gênero e tradução: a escritora quebequense Anne Hébert em foco, de Lílian V. Porto e Ofir B. de Aguiar.
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Gênero e tradução: a escritora quebequense Anne Hébert em foco

Lílian Virgínia Porto Ofir Bergemann de Aguiar

GÊNERO E TRADUÇÃO: A ESCRITORA QUEBEQUENSE ANNE HÉBERT EM FOCO Introdução Grande Noirceur Centre Anne Hébert Obras traduzidas para o português Hébert pelo Viés Feminista Hébert e a Tradução Feminista no Canadá Problemas de Gênero em duas traduções do romance hebertiniano Kamouraska Palavras finais

Discussão entre Hébert e Frank Scott sobre a

tradução de Le Tombeau des

rois dois erros de tradução em Kamouraska.

Importância de Anne Hébert para

o despertar da tradução feminista

no Canadá.

INTRODUÇ ÃO

Crítica à situação oprimida

da mulher

Relações familiares conflituosa

s

Clausura interior

Desejo de libertação

Revolta e violência das personagens

Tratamento dado ao universo feminino

La Grande Noirceur 1944 - 1959

Maurice Duplessis Maurice Duplessis foi eleito Premier da província do Quebec em 1944 -1959. Membro do partido dos Conservadores, contava com o forte apoio da Igreja Católica. O período em que esteve no poder ficou conhecido como La Grande Noirceur devido a sua liderança ditatória e opressora.

Centre Anne Hébert

Obras hebertinianas traduzidas para o português

A máscara da inocência

Os gansos selvagens de Bassan

A Gaiola de Ferro

Hébert pelo viés feminista

Em Anne Hébert, há um leque de personagens femininas de todas as idades e classes sociais, mulheres e meninas que não parecem satisfeitas com o destino que lhes reserva uma sociedade baseada em princípios tradicionais que as excluem de toda forma de acesso à cultura e à liberdade de decisão.

Sua obra é apontada como imprescindível para se estudar a representação da mulher na literatura quebequense.

Em novo contexto social – final dos anos 80 e desenrolar dos 90, que assinala o rápido desenvolvimento dos estudos feministas no Quebec – a obra de Hébert suscita leituras à luz dessa nova configuração no plano literário. Depreendem-se dessas leituras a riqueza e a complexidade de uma obra que, ao ser examinada pelo viés feminista, coloca em evidência um texto que denuncia, através da força das palavras e da poesia, uma condição feminina oprimida.

Não se vê explicitada uma reivindicação dos direitos de mulheres, o que a vincularia à literatura engajada. Mas ao explorar o universo feminino, Hébert chama a atenção para problemas ligados à construção social do masculino e do feminino, no sentido de observar o que um dado contexto social e cultural destina aos homens e às mulheres.

Les fous de Bassan: o questionamento dos papéis que homens e mulheres assumem na sociedade e o modo pelo qual se estabelece a relação de poder entre ambos.

Hébert e a tradução feminista no Canadá

A tradução do poema hebertiano Le tombeau des rois, realizada por Frank Scott despertou pela primeira vez no Canadá uma discussão sobre gênero em tradução. Esse fato suscitou o interesse subsequente por parte da crítica feminista em torno da obra de Anne Hébert. Foi a própria Anne quem chamou a atenção de seu tradutor para um aspecto que ocultava o feminino na tradução desse poema.

Le tombeau des rois:

[...] En quel songe Cette enfant fut-elle liée par la cheville Pareille à une esclave fascinée?

Na primeira tradução de Scott lê-se:

In what dream Was this child tied by the ankle Like a fascinated slave?

A tradução não assinala que a criança é uma menina, o que é indicado em francês por cette enfant, esclave fanscinée, liée. Lembramos que a adição da letra “e” constitui a marca do feminino quando colocado no final de adjetivos (fascinée = fascinada) e do particípio passado dos verbos (liée = ligada), e que cette é o adjetivo demonstrativo referente ao feminino, correspondente a “esta” ou “essa”.

O poema refere-se, portanto, a uma menina e reforça uma leitura de que se trata de um estupro ritual. O que está em cena é uma jovem que desce ao túmulo dos reis e é violentada pela mão pesada da morte remetendo a um passado patriarcal. Aqui, um fragmento do poema, na tradução de Hanciau:

“Ávidos da fonte fraterna do mal em mim; / Eles me deitam e me bebem; / Sete vezes, conheço o torno dos ossos; / E a mão seca que procura o coração para parti-lo”

O estupro ritual é sugerido sobretudo por “Eles me deitam e me bebem”.

Após a intervenção de Anne Hébert, Scott resolveu o problema de gênero no trecho citado acima substituindo the ankle (o tornozelo) por her ankle (o tornozelo dela).

Este exemplo foi evocado por vários críticos e toda essa discussão entre Hébert e Scott em torno da tradução do poema mencionado (incluindo a versão original em francês e a tradução de Scott para o inglês) foi publicada em Dialogue sur la traduction.

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