Guia de Aves Mata Atlantica, Notas de estudo de Engenharia Florestal
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Guia de Aves Mata Atlantica, Notas de estudo de Engenharia Florestal

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Descrição
A Mata Atlântica é uma das regiões com maior biodiversidade do mundo e também é muito rica em aves. Sua avifauna inclui mais de 600 espécies, das quais cerca de 160 são endêmicas, isto é, não existem em nenhum outro tipo de ambiente no mundo. As aves têm relações importantes com a natureza.
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Guia de aves Mata Atlântica Paulista Serra do Mar • Serra de ParanapiacabaGuide to the Birds of São Paulo’s Atlantic Forest

Com este guia, o WWF-Brasil e a Fundação Florestal do Estado de São Paulo esperam incentivar a prática da observação de aves na bela região da Serra do Mar e Serra de Paranapiacaba. A obra foi pensada para aju- dar todos os observadores, iniciantes ou mais experientes, a descobrir e desfrutar a riqueza multicolorida das aves dessas áreas protegidas.

WWF-Brazil and the São Paulo State Forestry Foundation hope this guide will encourage birdwatching in the beautiful region of Serra do Mar and Serra de Paranapiacaba. It is designed to help all birdwatchers, whether beginners or veterans, to discover and savor the multicolored wealth of bird life in these protected areas.

Guia de aves Mata Atlântica Paulista Serra do Mar • Serra de ParanapiacabaGuide to the Birds of São Paulo’s Atlantic Forest

Com este guia, o WWF-Brasil e a Fundação Florestal do Estado de São Paulo esperam incentivar a prática da observação de aves na bela região da Serra do Mar e Serra de Paranapiacaba. A obra foi pensada para aju- dar todos os observadores, iniciantes ou mais experientes, a descobrir e desfrutar a riqueza multicolorida das aves dessas áreas protegidas.

WWF-Brazil and the São Paulo State Forestry Foundation hope this guide will encourage birdwatching in the beautiful region of Serra do Mar and Serra de Paranapiacaba. It is designed to help all birdwatchers, whether beginners or veterans, to discover and savor the multicolored wealth of bird life in these protected areas.

MG

PR

SP

RJ

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15 16 17 18 19

32313029272624 2523222120 28

13 14

Legenda Caption

Remanescentes Mata Atlântica em 2008 Atlantic Forest remnants, 2008

Unidade de Conservação Protected Area

1000 50 Km

Laboratório de Ecologia da Paisagem Março 2010 • WBR09114

1 PE Turístico do Alto do Ribeira • PETAR

2 APA Quilombos do Médio Ribeira

3 PE Intervales

4 EE Xituê

5 PE Carlos Botelho

6 APA Serra do Mar

7 PE Jurupará

8 PE Jaraguá

9 PE Alberto Löfgren

10 APA Haras São Bernardo

11 APA Parque e Fazenda do Carmo

12 APA Mata do Iguatemi

13 PE Cantareira

14 EE Itapeti

15 PE Xixová-Japuí

16 PE Serra do Mar

17 PE Ilha Bela

18 PE Ilha Anchieta

19 EE Bananal

20 PE Caverna do Diabo

21 RDS Barreiro Anhemas

22 RDS Pinheirinho

23 APA Rio Pardinho e Rio Vermelho

24 RDS Quilombos Barra do Turvo

25 PE Rio Turvo

26 APA Planalto do Turvo

27 APA Cajati

28 RDS Lavras

29 PE Ilha do Cardoso

30 PE Campina do Encantado

31 EE de Chauás

32 EE Juréia-Itatins

49°W50°W 22

°S 23

°S 24

°S 25

°S 48°W 46°W47°W 45°W

SerraS do Mar e de ParanaPiacaba Unidades de Conservação Protected Areas

Guia de Aves • Mata Atlântica Paulista Serra do Mar e Serra de Paranapiacaba

Guide to the Birds of São Paulo’s Atlantic Forest Serra do Mar and Serra de Paranapiacaba

Fa b

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Secretaria-Geral Chief Executive Officer

Superintendência de Conservação de Programas Regionais Conservation Director for Regional Programs

Coordenação do Programa Mata Atlântica Atlantic Forest Program Coordinator

Coordenação de Comunicação Communications Coordinator

Secretário de Estado State Secretary

Presidência President

Diretoria Executiva Executive Director

Denise Hamú

Cláudio Maretti

Luciana Lopes Simões

Denise Oliveira

Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo

Paulo Nogueira Neto

José Amaral Wagner Neto

WWF-Brasil • WWF-Brazil

secretaria do Meio aMBiente do estado de são Paulo • São Paulo State environmental Secretariat

Fundação Florestal • ForeStry Foundation

Ficha catalográfica

G943g Guia de Aves Mata Atlântica paulista – Serra do Mar e Serra de Paranapiacaba / Coordenação Geral: Luciana Lopes Simões WWF Brasil, São Paulo, 1ª edição, 2010.

132p.;il; 17cm.

1. Avifauna – Mata Atlântica - Brasil 2. Ecoturismo 3. Ornitologia – Observação de aves 4. Unidades de Conservação I. WWF-Brasil II. Fundação Florestal do Estado de São Paulo III. Título

CDU 598.2=134.3=111 ISBN 978-85-86440-35-9

Guia de aves Mata Atlântica Paulista Serra do Mar • Serra de ParanapiacabaGuide to the Birds of São Paulo’s Atlantic Forest

1ª edição • WWF-Brasil • São Paulo (SP) • 2010

1st Edition • WWF-Brazil • São Paulo (SP) • 2010

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Realização Produced by

WWF-Brasil – Programa Mata Atlântica

WWF-Brazil – Atlantic Forest Program

Parceria técnica Technical Partner

Fundação Florestal do Estado de São Paulo

São Paulo State Forestry Foundation

Apoio Support

HSBC

Coordenação geral General Coordinator

Luciana Lopes Simões

WWF-Brasil

Pesquisa e texto Research and Text

Martha Argel

Coordenação técnica Technical Coordinators

Angélica Midori Sugieda e Katia Pisciotta

Fundação Florestal do Estado de São Paulo

São Paulo State Forestry Foundation

Alexsander Zamorano Antunes

Instituto Florestal

The Forestry Institute

Colaboração técnica Technical Collaborators

Katia Cury, Pedro Antônio Almeida Júnior, Luis Avelino

Ribeiro, Evelyne Nayara Moreira, Andressa Alencar

Tradução para o inglês English Translation

Anthony Doyle

Revisão Português Portuguese revision

Denise Oliveira e Tauana Brandão

Revisão Inglês English revision

Sarah Hutchison and Peter Denton

WWF-UK

Foto da capa Cover photo

João Quental

Supervisão Editorial Editorial Supervisor

Heloisa d’Arcanchy

Design e diagramação Design and Layout

Márcio Duarte • M10 Design

Impressão Printing

Athalaia Gráfica e Editora Ltda.

Impresso em papel reciclado Printed on recycled paper

5

Sumário Table of contents

Agradecimentos Acknowledgements 8

Apresentação Introduction 9

Observação de aves How to birdwatch 13

1 Macuco Tinamus solitarius Solitary Tinamou 18

2 Gavião-carijó Rupornis magnirostris Roadside Hawk 20

3 Gavião-pega-macaco Spizaetus tyrannus Black Hawk-eagle 22

4 Jacu-guaçu Penelope obscura Dusky-legged Guan 24

5 Jacutinga Aburria jacutinga Black-fronted Piping-guan 26

6 Pomba-amargosa Patagioenas plumbea Plumbeous Pigeon 28

7 Tiriba Pyrrhura frontalis Maroon-bellied Parakeet 30

8 Periquito-verde Brotogeris tirica Plain Parakeet 32

9 Sabiá-cica Triclaria malachitacea Blue-bellied Parrot 34

10 Alma-de-gato Piaya cayana Squirrel Cuckoo 36

11 Murucututu-pequeno Pulsatrix koeniswaldiana Tawny-browed Owl 38

12 Urutau Nyctibius griseus Grey Potoo 40

13 Beija-flor-de-fronte-violeta Thalurania glaucopis Violet-capped Woodnymph 42

14 Surucuá-variado Trogon surrucura Surucua Trogon 44

6

15 Juruva Baryphthengus ruficapillus Rufous-capped Motmot 46

16 Araçari-banana Pteroglossus bailloni Saffron Toucanet 48

17 Tucano-de-bico-verde Ramphastos dicolorus Red-breasted Toucan 50

18 Pica-pau-de-cara-canela Dryocopus galeatus Helmeted Woodpecker 52

19 João-velho Celeus flavescens Blond-crested Woodpecker 54

20 Benedito Melanerpes flavifrons Yellow-fronted Woodpecker 56

21 Arapaçu-de-bico-torto Campylorhamphus falcularius Black-billed Scythebill 58

22 Pichororé Synallaxis ruficapilla Rufous-capped Spinetail 60

23 Limpa-folha-coroado Philydor atricapillus Black-capped Foliage-gleaner 62

24 João-porca Lochmias nematura Sharp-tailed Streamcreeper 64

25 Choca-da-taquara Biatas nigropectus White-bearded Antshrike 66

26 Trovoada Drymophila ferruginea Ferrugineous Antbird 68

27 Olho-de-fogo Pyriglena leucoptera White-shouldered Fire-eye 70

28 Corocochó Carpornis cucullata Hooded Berryeater 72

29 Pavó Pyroderus scutatus Red-ruffed Fruitcrow 74

30 Araponga Procnias nudicollis Bare-throated Bellbird 76

31 Tangará Chirophixia caudata Swallow-tailed Manakin 78

32 Tangarazinho Ilicura militaris Pin-tailed Manakin 80

33 Viuvinha Colonia colonus Long-tailed Tyrant 82

7

34 Bentevi Pitangus sulphuratus Great Kiskadee 84

35 Capitão-de-saíra Attila rufus Grey-hooded Attila 86

36 Maria-leque-do-sudeste Onychorhynchus swainsoni Atlantic Royal Flycatcher 88

37 Patinho Platyrinchus mystaceus White-throated Spadebill 90

38 Andorinha-grande Progne chalybea Grey-breasted Martin 92

39 Sabiá-una Turdus flavipes Yellow-legged Thrush 94

40 Guaxe Cacicus haemorrhous Red-rumped Cacique 96

41 Cambacica Coereba flaveola Bananaquit 98

42 Saí-azul Dacnis cayana Blue Dacnis 100

43 Sete-cores Tangara seledon Green-headed Tanager 102

44 Saíra-de-lenço Tangara cyanocephala Red-necked Tanager 104

45 Sanhaço-cinza Thraupis sayaca Sayaca Tanager 106

46 Trinca-ferro Saltator similis Green-winged Saltator 108

47 Pichochó Sporophila frontalis Buffy-fronted Seedeater 110

48 Tico-tico Zonotrichia capensis Rufous-collared Sparrow 112

Para saber mais Find out more 114

Saiba quem está protegendo nossas aves! Know who’s protecting our birds! 114

Lista das espécies registradas na região List of species registered in the region 117

Bibliografia Bibliography 132

8

Agradecimentos

Ao Instituto Florestal de São Paulo, em especial a seu diretor Rodrigo Antonio Braga Victor e ao ornitólogo Alexsander Zamorano Antunes; ao WWF-UK, WWF- US e HSBC; a David Wege, da Birdlife Reino Unido; à pesquisadora Martha Argel; aos fotógrafos Adriano Gambarini, Cláudia Komesu, Dimitri Matoszko, Fabio Colombini, Guilherme Gallo Ortiz, Haroldo Palo Jr., João Quental, Luiz Ribenboim, Octavio Campos Salles, Rafael Fortes, Rudimar Narciso Cipriani e Zig Koch, pelo apoio para a realização desta publicação.

Acknowledgements

We should like to thank the Sao Paulo Forestry Institute especially the director Rodrigo Antonio Braga Victor and the ornithologist Alexsander Zamorano Antunes; to teams of WWF-UK, WWF-US and HSBC; David Wege, from Birdlife UK, the researcher Martha Argel, the photographers Adriano Gambarini, Cláudia Komesu, Dimitri Matoszko, Fabio Colombini, Guilherme Gallo Ortiz, Haroldo Palo Jr., João Quental, Luiz Ribenboim, Octavio Campos Salles, Rafael Fortes, Rudimar Narciso Cipriani and Zig Koch, for their support to make this publication possible.

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Apresentação

Em mais de quatro séculos de história, o Estado de São Paulo perdeu boa parte de sua vegetação nativa, constituída sobretudo por Mata Atlântica, Cerrado e vegetações costeiras.

Atualmente, grande parte do que restou de sua mata nativa está protegida em unidades de conservação, sob responsabilidade da Secretaria Estadual do Meio Am- biente. A Fundação Florestal é o órgão responsável pela administração da maioria das unidades de conservação, entre elas os parques estaduais, áreas privilegiadas para atividades de ecoturismo, como a observação de aves. Chamada em inglês de birdwatching, essa atividade vem se tornando cada vez mais popular no Brasil.

A Mata Atlântica é uma das regiões com maior bio- diversidade do mundo e também é muito rica em aves. Sua avifauna inclui mais de 600 espécies, das quais cerca de 160 são endêmicas, isto é, não existem em nenhum outro tipo de ambiente no mundo.

As aves têm relações importantes com a natureza. Espécies que comem frutos transportam as sementes e contribuem para a dispersão das plantas. Outras têm papel destacado na polinização de flores, como os beija-flores.

Elas ainda participam da cadeia alimentar, sendo predadoras ou presas.

Introduction

Over the last four centuries the state of São Paulo has lost much of its native vegetation, largely consisting of Atlantic Forest, brushland and coastal vegetation.

Today, much of what remains of this native forest is protected in special areas managed by the State Environmental Secretariat. The São Paulo Forestry Foundation is responsible for administering the majority of protected areas, some of which are classified as state parks. These are prime areas for ecotourism activities, including birdwatching – a hobby that’s becoming increasingly popular in Brazil.

The Atlantic Forest is one of the most biodiversity- rich regions in the world, particularly in terms of birdlife. Of the 600 or so species of bird found here, 160 are endemic – that is, they occur nowhere else in the world.

Birds maintain an important relationship with na- ture. Species that feed on fruit transport the seeds and help with plant dispersal. Others, such as the hummingbird, play a pivotal role in flower pollination. As both hunters and prey, birds also form a link in the food chain.

The survival of many forest-dwelling species de- pends on the preservation of the natural environment. Landscapes altered by human activities may exhibit rich birdlife, but this will largely consist of species that

10

A sobrevivência de muitas espécies típicas de florestas depende da conservação do ambiente natural. Áreas alteradas pelo ser humano podem ter uma avifauna rica, mas formada somente por espécies mais resistentes à presença e à ação humana. Aves mais exigentes, que precisam de ambientes intactos, desaparecem com a degradação ambiental. Para essas espécies, muitas vezes ameaçadas de extinção, a existência de unidades de conservação é de importância vital.

Este guia se refere às aves que vivem em ambien- tes serranos como florestas de encostas, topos de morros e campos de altitude; eventualmente podem ocorrer em cotas mais baixas. As unidades que pro- tegem esses tipos de ambientes estão localizadas nas Serras do Mar e de Paranapiacaba, bem como em outras áreas serranas do Estado de São Paulo, como a Serra da Cantareira e o Maciço da Juréia. A região abriga o maior trecho contínuo de Mata Atlântica em todo o Brasil. Existem aí 32 unidades de conservação, onde as aves podem ser encontradas, dependendo do tipo de ambiente e de seu estado de conservação e recuperação.

O quadro a seguir traz a listagem completa das uni dades de conservação abrangidas neste guia. Você pode localizá-las no mapa impresso no verso da capa. A lista das espécies de aves registradas nessas uni- dades encontra-se nas páginas finais da publicação.

have proved more resistant to human presence and interference. More demanding species, which need intact natural surroundings, disappear in the wake of environmental degradation. For these species, many of which are threatened with extinction, protected areas are vitally important.

This guide covers species found in montane regions, such as forest cover on mountainsides, mountaintops and elevated plains. The areas that protect these type of environment are located in the Mar and Paranapia- caba mountain ranges and in other mountainous areas throughout São Paulo state, such as the Cantareira mountains and the Juréia massif. The region is home to the largest continuous swathe of Atlantic Forest in Brazil and contains 32 protected areas in which the birdlife varies, depending on the stage of forest growth and changing environmental conditions.

The box below provides a complete list of the pro- tected areas covered by this guide. You can find them on the map located in the back of the book cover. A list of the bird species registered in these areas can be found at the end of the book.

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Unidades de Conservação da Serra do Mar e Paranapiacaba Protected Areas in Serra do Mar and Paranapiacaba

APA Cajati Cajati EPA

APA Haras São Bernardo Haras São Bernardo EPA

APA Mata do Iguatemi Mata do Iguatemi EPA

APA Parque e Fazenda do Carmo Carmo Park and Farm EPA

APA Planalto do Turvo Planalto do Turvo EPA

APA Quilombos do Médio Ribeira Quilombos do Médio Ribeira EPA

APA Rio Pardinho e Rio Vermelho Rio Pardinho and Rio Vermelho EPA

APA Serra do Mar Serra do Mar EPA

EE Bananal Bananal Ecological Station

EE de Chauás Chauás Ecological Station

EE Itapeti Itapeti Ecological Station

EE Juréia-Itatins Juréia-Itatins Ecological Station

EE Xituê Xituê Ecological Station

APA Área de Proteção Ambiental

EE Estação Ecológica

PE Parque Estadual

RDS Reserva de Desenvolvimento Sustentável

EPA Environmental Protection Area

SP State Park

SDR Sustainable Development Reserve

12

PE Alberto Löfgren Alberto Löfgren SP

PE Campina do Encantado Campina do Encantado SP

PE Cantareira Cantareira SP

PE Carlos Botelho Carlos Botelho SP

PE Caverna do Diabo Caverna do Diabo SP

PE Ilha Anchieta Ilha Anchieta SP

PE Ilhabela Ilhabela SP

PE Ilha do Cardoso Ilha do Cardoso SP

PE Intervales Intervales SP

PE Jaraguá Jaraguá SP

PE Jurupará Jurupará SP

PE Rio Turvo Rio Turvo SP

PE Serra do Mar Serra do Mar SP

PE Turístico do Alto do Ribeira Turístico do Alto do Ribeira SP

PE Xixová-Japuí Xixová-Japuí SP

RDS Barreiro Anhemas Barreiro Anhemas SDR

RDS Lavras Lavras SDR

RDS Pinheirinho Pinheirinho SDR

RDS Quilombos Barra do Turvo Quilombos Barra do Turvo SDR

13

Observação de aves

O turismo de observação de aves é uma atividade de baixo impacto no meio ambiente, pois é feito sempre em grupos pequenos e requer o máximo de cons- ciência ambiental e de respeito dos praticantes à área visitada. A necessidade de profissionais capacitados para receber e atender esses turistas gera empregos e traz renda para as comunidades locais. Por tudo isso, a prática do turismo de observação de aves está sempre ligada a uma economia sustentável e harmoniosa com o meio natural, e é considerada a forma ideal de uso público em áreas protegidas, no mundo todo.

Por que observar aves? Os cientistas observam aves para entender melhor seu comportamento e sua relação com o ambiente, mas a maior parte dos observadores de aves (chamados em inglês de birdwatchers ou birders) faz isso porque aprecia a sua beleza, por achá-las interessantes e porque se diverte procurando espécies ainda não vistas.

Quem pode observar? Qualquer um pode observar aves. As pessoas observam aves nos lugares onde

How to birdwatch

Birdwatching is an activity that has a low environ- mental impact. It is best done in small groups whose success depends on keen environmental awareness and respect for the visited area. The need to have trained professionals to receive and accompany birdwatching tourists generates employment and income for the local communities – so this form of

tourism is inherently linked with a sustainable economy in harmony with nature, and is an

ideal way for the public to enjoy protected areas worldwide.

Why birdwatch? Scientists observe birds in the wild in order to better understand their behavior and relation- ship with the environment, but most

birdwatchers do it just to appreciate their beauty and because they find birds

interesting and enjoy looking for species they haven’t seen before.

Who can birdwatch? Anyone can birdwatch. Bird- watchers can either travel in search of new species or pursue their hobby from close to home. Many make precise and detailed notes that can prove of great help to scientists.

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14

moram ou viajam em busca de novas espécies. Muitos mantêm anotações detalhadas e precisas e podem até colaborar com os cientistas.

Quando observar? Em geral, o melhor horário vai do nascer do sol ao meio da manhã, pois é quando as aves estão mais ativas, cantando e buscando alimento. A melhor época do ano para observar a maioria das espécies são os meses de setembro e outubro, início da estação reprodutiva.

Que equipamento usar? Os binóculos permitem ver as aves com mais detalhes; prefira os que aumentam de 7 a 10 vezes a imagem. Registre suas observações em uma caderneta, anotando espécies, dia e local. Se não reconhece alguma ave, faça uma descrição e desenhos, que podem ser bem simples, para identificá-la depois. Ao final deste livro, há uma lista das espécies de aves de ambiente serrano registradas nas unidades de conservação, e você pode assinalar as espécies que já viu.

Onde observar? Uma boa dica é procurar as aves na borda da mata, em plantas com frutos ou flores, e em comedouros. É difícil vê-las entre a folhagem densa da floresta. Fique de olho no topo de árvores mortas na beira da mata, onde várias aves pousam.

When to birdwatch? Generally, dawn to midday is the best time to birdwatch, because that’s when birds are most active as they sing and forage for food. The best time of year for observing most species is September and October, the beginning of the breeding season.

What equipment should be used? Binoculars – es- pecially those with 7 to 10 times magnification – allow you to observe birds in greater detail. Record your sightings in a jotter, noting the species, date and loca- tion. If you don’t recognize a bird, make a description and simple sketches to help later identification. At the end of this guide, you’ll find a list of montane species registered in the protected areas so you can tick off those you’ve seen.

Where to birdwatch In the forest it can be difficult to see birds through the foliage. A good tip is to birdwatch on the forest edge, near fruit and flower-bearing trees and at feeding stations. Keep an eye on the tops of dead trees at the edge of the woods, too, where many species are to be found. And scan the sky, because many birds of prey like to glide in circles.

How to make a sighting Walk very slowly along trails, staying alert to movements, colors and sounds. In the Atlantic Forest, you will hear birds a lot more than you’ll

15

E olhe também o céu, pois vários gaviões gostam de planar em círculos.

Como fazer observações? Caminhe devagar pelas trilhas, atento a movimentos, cores e sons. Na Mata Atlântica, você vai ouvir muito mais do que ver as aves. Ouça com atenção e tente aprender suas vozes. Não grite, fale alto ou faça movimentos bruscos; isso assusta as aves e dificulta a observação. Uma dica importante: aproveite as horas vagas para folhear este manual, examinando as fotos e os detalhes de cada ave, assim será mais fácil reconhecê-las em campo. Nos parques, os guias e monitores podem ajudá-lo a encontrar e identificar mais espécies.

Alguns cuidados • Sempre saia acompanhado, sobretudo em locais que

não conhece. Se sair sozinho, informe alguém aonde vai e a que horas volta. Se houver sinal de telefonia, leve o celular ligado e carregado. Não esqueça os documentos de identidade!

• Não pisoteie a vegetação e não pegue plantas, pedras, galhos e outros itens da natureza nos locais que visita.

• Use boné ou chapéu, repelente contra insetos e protetor solar. Também é bom usar calças compridas e camisa de manga longa, como proteção contra arranhões e picadas de insetos, bem como calçados adequados, em especial botas de caminhada. Se necessário, leve

actually see them. Listen carefully and try to distinguish between different birdsong. Never shout, speak loudly or make sudden movements: this frightens the birds and makes spotting them more difficult. An important tip: use your free time to leaf through this guide, studying the photos and the details for each bird: that way, they’ll be easier to recognize out in the field. In parks, guides and wardens might be able to help you spot and identify more species.

Some do’s and don’ts • Always go out with a companion, especially when

you don’t know the area. If you do go out alone, make sure someone knows where you’ll be and what time to expect you back. If there is cell phone coverage, keep your phone on and the battery charged. Don’t forget to bring your ID!

• Don’t stamp on the vegetation or damage the plantlife, and don’t take home plants, stones, twigs or any other natural “souvenirs”.

• Wear a cap or hat and make sure you have insect repellent and sunblock. It’s also good to wear full- length trousers and long-sleeved shirts as protection against scratches and insect bites. Good footwear, such as walking boots, is another essential. If ne- cessary, take along a jacket, raincoat and umbrella.

• Carry a bottle of water in your backpack and, if you plan to stay out all day, something to eat, too.

16

agasalho, capa e guarda-chuva. • Leve na mochila uma garrafa de água; se vai ficar

fora o dia todo, leve um lanche. • Traga seu lixo de volta. • Não fume nas trilhas. • Não leve seu animal de estimação ao parque, ele

pode transmitir ou contrair doenças e ainda perturbar o ambiente.

• Mantenha-se sempre com seu grupo e nunca caminhe fora das trilhas. Perder-se na mata pode ser perigoso!

Ajude a proteger as aves • Não tenha aves silvestres em gaiolas, nem estimule

sua captura e comercialização. Em vez disso, pratique e divulgue a observação de aves.

• Preserve o ambiente em áreas verdes próximas de onde você vive. Respeite a vegetação nativa: não desmate nem construa em locais vegetados, não jogue lixo ou entulho e nem ponha fogo. Peça a co- laboração de familiares e amigos.

• Crie “refúgios” para as aves no jardim de casa, na varanda do apartamento e até na calçada de sua rua. Plante árvores e arbustos cujos frutos ou flores servem de alimento para aves, ou em cuja folhagem elas possam se abrigar e se aninhar. Instale comedouros com frutas ou sementes, porém os alimentos devem ser frescos e servidos todos os dias, como também

“banheirinhas” com água limpa (trocadas diariamente).

• Take your trash home with you. • Don’t smoke on the trails. • Don’t take your pet with you – it might transmit or

contract an illness and disturb the environment. • Stay with your group and don’t stray from the trails.

Getting lost in the woods can be dangerous!

Help protect birds • Don’t keep wild birds in cages or encourage their

capture and sale. Practice and promote birdwatching instead.

• Preserve the greenery in the area where you live. Respect the native vegetation: don’t clear trees and undergrowth or build where vegetation abounds. Don’t scatter or burn litter or debris. Ask family and friends to collaborate.

• Create “refuges” for birds in your garden, apartment balcony or even on the footpath of your street. Plant trees and shrubs that bear fruit, berries or flowers for food and that provide foliage for nesting and shelter. Hang bird feeders and fill them with fruit or seeds – but make sure they’re fresh and replaced every day. You can also hang freshwater bird baths (with daily water changes).

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Aves das Serras do Mar e de Paranapiacaba Bird’s of Serra do Mar and Serra de Paranapiacaba

Espécies ameaçadas

de acordo com:

UICN União Internacional para a

Conservação da Natureza

BR Brasil

SP Estado de São Paulo

Categorias

CR Em perigo crítico

EN Em perigo

NT Quase ameaçada

VU Vulnerável

Legenda

fêmea

macho

Bird listed as an endangered

species according to:

IUCN International Union for

Conservation of Nature

BR Brazil

SP São Paulo State

Categories

CR Critically endangered

EN Endangered

NT Near threatened

VU Vulnerable

Caption

female

male

A nomenclatura científica

segue a indicação do Comitê

Brasileiro de Registros

Ornitológicos de 2009.

1 Árvores mais altas da mata Forest canopy

2 Média altura dentro da mata Mid-height woodland

3 Arbustos dentro da mata Undergrowth

4 Solo da mata e vegetação rasteira Forest floor

5 Borda da mata Forest edge

6 Sobrevoando Circling above

7 Árvores isoladas e ambientes abertos Isolated trees, open areas

8 Proximidade humana By human settlements

9 Rios e outros corpos d’água Riversides

1

2

3 4

5

6

7 8

9

The scientific nomenclature follows

the recom mendations of the Brazilian

Committee for Ornithological

Cataloguing issued in 2009.

18

Ambientes de ocorrência da espécie

O r d e m Tinamiformes

F a m í l i a Tinamidae

O u t r O s n O m e s não há

t a m a n h O 43-53 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Tinamiformes

F a m i ly Tinamidae

Other pOpular names none

s i z e 43-53 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina

1 Macuco Tinamus solitarius Solitary Tinamou

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

aMeaçado • threatened • sP 2008 (Vu); iucn 2009 (nt)

Fa bi

o C

ol om

bi ni

Onde pode ser visto Where to spot this bird

19

O macuco vive em áreas de mata extensa, pre- ferindo o chão das florestas maduras. Hoje em dia está restrito a áreas de relevo mais acidentado, de difícil acesso. Mais ouvido do que visto, dá um assobio melodioso e sonoro, em geral de manhãzinha e no fim da tarde. Às vezes é visto percorrendo trilhas tranquilas.

Come sementes, frutos e insetos, que pega no chão da mata. Passa a noite empoleirado em galhos. É solitário na maior parte do ano, mas é visto em casais na época de cria.

Raro, devido à pressão da caça e à destruição da floresta, suas populações reduziram-se drasticamente ou desapareceram em áreas desprotegidas.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ra napiacaba • Pode cantar o ano todo, mas em algumas localidades canta apenas de agosto a janeiro.

Pai exemplar • O macho do macuco cuida sozi- nho das tarefas da reprodução. No chão da mata, ele constrói o ninho onde a fêmea põe até seis belíssimos ovos azul-turquesa. Além de chocar os ovos, o pai cuida dos filhotes, que deixam o ninho logo que nascem.

The Solitary Tinamou inhabits extensive and den- sely wooded areas, preferring the low-growing mature forest and rougher, harder-to-reach terrain. More often heard than seen, it makes a melodious whistle, usually in the early morning and late afternoon. It can some- times be spotted on quieter trails.

The Solitary Tinamou eats mostly seeds, fruit and insects, which it picks from the forest floor. It spends the night perched among branches. Solitary throughout most of the year, it is most often seen in pairs during the breeding season.

Rare due to pressures from hunting and deforesta- tion, Solitary Tinamou populations have plummeted and even disappeared in unprotected areas.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • In some places calls will be issued all year round, while in others only between August and January.

Model father • The male Solitary Tinamou tends the young alone. Having built a nest on the forest floor, in which the female lays up to six turquoise- blue eggs, the male then incubates them and cares for the chicks for the brief period before they leave the nest.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Fa bi

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ol om

bi ni

O r d e m Falconiformes

F a m í l i a Accipitridae

O u t r O s n O m e s indaié, gavião-pega-pinto, pinhéu

t a m a n h O 33-41 cm ( maior que o )

d i s t r i b u i ç ã O do México ao Paraguai e Argentina, incluindo todo o Brasil

O r d e r Falconiformes

F a m i ly Accipitridae

Other pOpular names indaié, gavião-pega-pinto, pinhéu

s i z e 33-41 cm ( larger than the )

r a n g e from Mexico to Paraguay and Argentina, including all of Brazil

2 Gavião-carijó Rupornis magnirostris Roadside Hawk

Onde pode ser visto Where to spot this bird

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Um dos gaviões mais comuns no Estado de São Paulo, vive em bordas de mata e em qualquer am- biente aberto com árvores. Pousa em locais expostos, como o alto de árvores e postes de luz, e também plana a grande altura, em círculos amplos. Em voo, é reconhecido pela mancha cor de ferrugem na asa.

Come insetos grandes e vertebrados, em especial aves e lagartixas. Faz seu ninho – uma plataforma volumosa de gravetos e capim seco – no topo de ár- vores altas.

Grita bastante; pousado, dá um qui ééé! agudo e áspero e, ao planar, dá um quiquiquiquiqué!, quiqui- quiquiqué!

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Muito comum em toda a região. Fácil de ver na borda da mata, ao longo de estradas e nas sedes das unidades de conservação.

Um predador urbano • O gavião-carijó é uma das poucas aves de rapina presentes em cida- des brasileiras. Para estabelecer-se, porém, ele requer a presença de grandes árvores frondosas. Assim como ele, muitas outras aves dependem de arborização farta para sobreviver em cidades.

This is one of the most common hawks in São Paulo state, often seen on the forest edge or in any open area with tree cover. It lands on exposed perches, such as treetops and lampposts, and likes to glide in wide circles at high altitudes. In flight, this species can be recognized by the rusty-colored patch on the underwing.

It eats large insects and vertebrates, especially birds and small lizards. It makes its nest – a voluminous plat- form of branches and dry grass – high up in tall trees.

A frequent crier, it will emit a sharp and grating qui eee! when perched and a quiquiquiquiqué! quiquiquiqui- qué! while in flight.

Points of interest about the species in the Mar and Pa ranapiacaba mountain ranges • Very common throughout the region; readily spotted on the forest edge, on the roadside and near buildings and other installations in protected areas.

An urban predator • The Roadside Hawk is one of the few birds of prey found in Brazilian cities. But in order to settle, it needs large branchy trees. Like many other birds, this hawk depends on ample tree cover to survive in cities.

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

O r d e m Falconiformes

F a m í l i a Accipitridae

O u t r O s n O m e s caturi, papa-macaco, apacanim

t a m a n h O 58-72 cm ( maior que o )

d i s t r i b u i ç ã O do México à Argentina, incluindo todo o Brasil

O r d e r Falconiformes

F a m i ly Accipitridae

Other pOpular names caturi, papa-macaco, apacanim

s i z e 58-72 cm ( larger than the )

r a n g e from Mexico to Argentina, including all of Brazil

aMeaçado no estado de são Paulo • threatened • sP2008 (Vu)

3 Gavião-pega-macaco Spizaetus tyrannus Black Hawk-eagle Fa

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23

O imponente gavião-pega-macaco vive em regiões bem florestadas, e no Estado de São Paulo habita so bretudo áreas serranas.

Caça nas copas das árvores, predando mamíferos, aves e répteis. Para localizar a presa, sobrevoa a mata ou fica à espreita, pousado em um poleiro. Em voo, dá um assobio fino e penetrante.

O ninho é uma grande plataforma de gravetos, feita nas árvores mais altas da mata. O casal cuida junto do filhote por alguns meses. Ainda é comum em matas extensas, mas desapareceu de vastas regiões devido à destruição da floresta.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Avistamento pouco comum e im- previsível, em geral quando sobrevoa a mata.

Poderoso, mas nem tanto • Apesar do nome, o gavião-pega-macaco não caça grandes primatas, embora possa capturar espécies menores, como saguis e filhotes de macacos de maior porte.

The imposing Black Hawk-eagle lives in densely forested areas and, in São Paulo, tends to favor moun- tainous terrain.

It hunts among the treetops, preying on mammals, birds and reptiles. To locate its prey, it will circle above the woodland or spy from its perch. It makes a shrill and penetrating whistling sound while in flight.

Its nest is a large platform made from sticks built in the tallest trees in the woodland. Male and female raise their young together for several months. Though the Black Hawk-eagle is still common in large forests, it has disappeared over a wide area due to deforestation.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Sightings are rare and sporadic and are normally of individuals circling above the trees.

Powerful, but not that much... • Despite its Brazil- ian name (the Monkey-catching Hawk), the Black Hawk-eagle doesn’t actually hunt primates, though it will take smaller species such as marmosets, and juveniles from larger species.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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F- B

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O r d e m Galliformes

F a m í l i a Cracidae

O u t r O n O m e jacuaçu

t a m a n h O 68-75 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste e sul do Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai e Bolívia

O r d e r Galliformes

F a m i ly Cracidae

Other pOpular name jacuaçu

s i z e 68-75 cm

r a n g e South and southeast Brazil, Paraguay, Argentina, Uruguay and Bolivia

4 Jacu-guaçu Penelope obscura Dusky-legged Guan

aMeaçado • threatened • sP 2008 (nt)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

25

Uma das maiores aves na região, o jacu-guaçu vive em matas e capoeirões, saindo para roças e po- mares vizinhos. Os casais ou bandinhos percorrem a copa das árvores ou andam pelo chão. Se assustado, o bando foge com estardalhaço, dando gritos roucos.

Alimenta-se de frutos silvestres, entre eles os coquinhos da palmeira juçara (Euterpe edulis), cujos caroços regurgita, ajudando a espalhá-los. Faz o ninho, uma tigela de gravetos forrada com folhas, oculto na vegetação emaranhada, a uns três metros de altura. Os dois a quatro ovos são chocados por aproxima- damente 28 dias.

Está ameaçado não só pela destruição de seu ambiente, mas também pela pressão de caça.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Comum onde não é caçado, fre- quenta as sedes de várias unidades de conservação, onde come frutos silvestres ou cultivados.

Um visitante de peso • Em locais onde está a sal vo da perseguição por caçadores, o jacu-guaçu torna-se bem manso. Destemido, ele deixa a proteção da mata e aventura-se nos arredores de habitações humanas, em busca de alimento.

One of the largest birds in the region, the Dusky- legged Guan lives in forest and brushland, though it will make forays into nearby plantations and orchards to forage. Pairs or flocks can be seen perched in tree boughs or walking on the ground. If frightened, the flock will disperse in a loud squawking ruckus.

The Dusky-legged Guan eats wild fruit, including that of the jussara palm (Euterpe edulis), regurgitating the pips and serving as a seed disperser. Its nest, a leaf- lined twig bowl, is built a three meters above ground under cover of thick vegetation. Two to four eggs are incubated for 28 days.

This species is endangered due to habitat loss and overhunting.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Numerous where not hunted, it can be seen in various protected areas, where it eats wild and orchard-grown fruit.

A heavyweight visitor • In places where it’s untroubled by hunters, the Dusky-legged Guan can become very tame and sociable, leaving the protection of the forest to venture into human settlements in search of food.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Zi g

K oc

h

O r d e m Galliformes

F a m í l i a Cracidae

O u t r O s n O m e s não há

t a m a n h O 64-74 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai, Argentina

O r d e r Galliformes

F a m i ly Cracidae

Other pOpular names none

s i z e 64-74 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay and Argentina

5 Jacutinga Aburria jacutinga Black-fronted Piping-guan

aMeaçado • threatened • sP 2008(cr), Brasil2003 (en), iucn 2009 (en)

Onde pode ser vista Where to spot this bird

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Vive em matas bem preservadas e capoeiras vi - zinhas, em grupos com até seis aves, caminhando pelos galhos ou dando voos curtos. Alimenta-se de frutos silvestres e insetos. O ninho é feito no alto das árvores.

Os filhotes já nascem capazes de seguir os pais por todo lado.

Comum no passado, a maior parte de seu ambiente foi desmatada nos últimos séculos e hoje só existe em áreas protegidas. Além do desmatamento, é ameaçada pela caça intensa.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa - ranapiacaba • Pode ser vista em palmiteiros, à beira de estradas em unidades de conservação. Os parques Intervales, Carlos Botelho, Turístico do Alto do Ribeira e Ilhabela são os principais redutos da espécie. Na Serra do Mar talvez faça migrações altitudinais, isto é, subindo e descendo a serra, seguindo a frutificação de certas plantas.

À beira da extinção • Alvo predileto dos caça- dores por sua carne, a jacutinga é tão mansa que bandos inteiros podem ser dizimados de uma vez. Naturalmente escassa, a sua sobrevivência depende de amplas áreas de mata bem protegida.

This species lives in well-preserved forest and near by brushland in groups of up to six, which will spend most of the time walking among the branches or flying in short bursts. It eats wild fruit and insects.

It nests high in the trees and chicks hatch already able to follow their parents wherever they go.

Once abundant, most of this now threatened species’ habitat has been destroyed by deforestation. With the added pressure of intense hunting, the Black-fronted Piping-guan is now only found in protected areas.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • In protected areas, it can be seen in palm trees along the roadside. The Intervales, Carlos Botelho, Turístico do Alto do Ribeira and Ilhabela parks are its main havens. In Serra do Mar, the species may migrate from higher to lower altitudes, according to the fructification of certain plants.

On the brink of extinction • A favorite target for hunters because of its meat, the Black-fronted Piping-guan is so tame that whole flocks can be decimated at a stroke. Naturally rare, its survival depends on ample swathes of protected forest.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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6 Pomba-amargosa Patagioenas plumbea Plumbeous Pigeon

O r d e m Columbiformes

F a m í l i a Columbidae

O u t r O s n O m e s pomba-preta, caçoroba, picaçu, pomba-verdadeira

t a m a n h O 30-34 cm

d i s t r i b u i ç ã O da Colômbia e Venezuela até o sul do Brasil (ausente no Nordeste)

O r d e r Columbiformes

F a m i ly Columbidae

Other pOpular names pomba-preta, caçoroba, picaçu, pomba-verdadeira

s i z e 30-34 cm

r a n g e from Colombia and Venezuela down to southern Brazil (though absent in the northeast)

Onde pode ser vista Where to spot this bird

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Vive oculta nas copas frondosas da mata alta, sozinha ou em casal. Voa em meio ao dossel, isto é, no alto da mata, raramente acima delas, e quase nunca pousa em locais expostos. Assim, é mais fácil ouvir seu canto, que parece dizer “um só fico-u”, do que vê-la.

Tem biologia mal conhecida e quase nada se sabe sobre sua reprodução. Come frutos e sementes, que colhe no dossel da mata.

É afetada pelo desmatamento e não sobrevive em manchas de mata isolada. Além disso, é muito visada por caçadores.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • Canta entre setembro e fevereiro. Parece descer para terras baixas no inverno, talvez em busca de alimento. Assim, a existência de matas extensas e contínuas é importante para sua sobrevivência.

Tiro ao alvo • Foram os caçadores que deram à pomba-amargosa seu nome. Dizem eles que, numa dada época do ano, a ave come alguns frutos que tornam sua carne amarga. Mas nem por isso deixam de abatê-la, reduzindo ainda mais as populações já afetadas pelo desmatamento.

The Plumbeous Pigeon lives concealed in the leafy cover of tall forests, either alone or in pairs. It flies within the canopy, though rarely above it, and almost never lands in exposed places. It’s more common to hear its song – which seems to say um só fico-u (only one remained) – than to see it.

Little is known about its biology and almost nothing about its reproduction. It eats fruit and seeds plucked from the forest canopy. Seriously affected by deforesta- tion, it’s now found only in pockets of isolated forest. To make matters worse, it’s a target for hunters.

Points of interest about the species in the Mar and Pa ranapiacaba mountain ranges • Calls are heard between September and February. It appears to winter in the lowlands in search of more available food, which indicates that continuous forest cover is essential for its survival.

Pigeon-shooting • The local name Pomba-amar- gosa (bitter pigeon) was given by hunters, who alleged that the bird’s meat took on a bitter taste at a certain time of year because of changes in its fruit diet. This, however, did not stop them killing it in large numbers, causing populations already affected by deforestation to dwindle still further.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Zi g

K oc

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O r d e m Psittaciformes

F a m í l i a Psittacidae

O u t r O n O m e tiriva

t a m a n h O 24-28 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai, Argentina, Uruguai

O r d e r Psittaciformes

F a m i ly Psittacidae

Other pOpular name tiriva

s i z e 24-28 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina, Uruguay

7 Tiriba Pyrrhura frontalis Maroon-bellied Parakeet

Onde pode ser vista Where to spot this bird

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É fácil reconhecer a tiriba pela mancha averme- lhada que tem na barriga. Habitante da mata, vive em bandinhos com até uma dúzia de indivíduos, que voam velozmente em formação cerrada. Podem frequentar pomares e viver em áreas arborizadas nas cidades.

Pousa na copa das árvores para comer as se- mentes de frutos verdes e a polpa de frutos maduros, silvestres ou cultivados, como pinhões de araucária, milho, flores e néctar.

Aninha em ocos de árvores. A fêmea põe de cinco a oito ovos, que choca sozinha, por cerca de 25 dias. Mais tarde, o macho participa na alimentação dos filhotes.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • É a espécie de periquito mais comum na região, fácil de ver em várias sedes de unidades de conservação.

Cadê? • O bando de tiribas, barulhento ao voar em meio às copas das árvores, parece sumir como por mágica assim que pousa. Como outros periquitos, a tiriba faz um silêncio quase absoluto ao se alimentar, protegida pela camuflagem que a plumagem verde proporciona.

As the name suggests, the Maroon-bellied Parakeet is easily recognized by the reddish-brown patch on its belly. The species is a forest-dweller that lives in groups of up to 12, speeding across the tree ca- no py in a jagged formation. It’s sometimes found in orchards and even urban areas with good tree cover. The Maroon-billed Parakeet will land in treetops to eat the seeds of ripening fruit and the pulp of mature fruit, whether wild or grown. It also eats pine cones, corn, flowers and nectar. It nests in hollow trees, where the female lays five to eight eggs, which she incubates alone for roughly 25 days. The male helps feed the young once hatched.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • One of the more common of the Psittacidae, it is frequently seen in pro tected areas.

Where’d they go? • Maroon-bellied Parakeet flocks, though noisy when flying above the tree canopy, seem to disappear without trace as soon as they land. Like other parrots, these birds feed in near-absolute silence, camouflaged by their green plumage.

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Ambientes de ocorrência da espécie

H ar

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P al

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O r d e m Psittaciformes

F a m í l i a Psittacidae

O u t r O s n O m e s tuim, maritaca, periquito-rico

t a m a n h O 23-24,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil

O r d e r Psittaciformes

F a m i ly Psittacidae

Other pOpular names tuim, maritaca, periquito-rico

s i z e 23-24.5 cm

r a n g e Eastern Brazil

8 Periquito-verde Brotogeris tirica Plain Parakeet Endêmico ao Brasil e à Mata Atlântica Endemic to Brazil and the Atlantic Forest

Onde pode ser visto Where to spot this bird

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De hábitos flexíveis e capaz de tolerar mudanças ambientais, o periquito-verde vive nas matas e em áreas abertas. Em bandinhos, que voam com grande algazarra e podem se juntar onde há farto alimento, como em áreas com árvores frutíferas.

Come sementes e polpa de frutos e toma néctar. Ao se alimentar, move-se devagar ao longo dos galhos, caminhando de um lado para outro em vez de voar, e deixando cair uma chuva de restos, como polpa e cascas de frutos. Faz o ninho dentro de ocos fundos, que escava em troncos de palmeiras.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, é fácil de ver nas sedes das unidades de conservação, onde os bandos vêm se alimentar em árvores frutíferas, muitas vezes cultivadas.

Vizinho emplumado • Por seus hábitos versáteis, o periquito-verde consegue viver em grandes cida- des. Em São Paulo, onde é chamado de maritaca, sente-se tão à vontade que pousa sobre muros, visita comedouros para comer grãos e frutas, e até faz ninho sob o telhado de casas.

With flexible habits and the ability to tolerate changes of environment, the Plain Parakeet is found in forests and open areas. It lives in flocks that make a loud ruckus as they fly and may congregate in places with abundant food, such as groups of fruit trees. It eats seeds, fruit pulp and nectar. When feeding, the Plain Parakeet will move slowly along the branches, waddling from one side to the other instead of flying, and leaving a rain of rind and pulp scraps in its wake. It nests inside deep hollows dug into palm trunks.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Widespread and easy to see in protected areas, where flocks can be observed feeding in fruit trees, whether wild or purpose-grown.

Feathered neighbor • The Plain Parakeet is highly adaptable and can live in large cities. In São Paulo, where it’s called the maritaca, it feels perfectly at home perched on walls and visiting bird feeders for grain and fruit. It has even been known to nest on roof tiles.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Psittaciformes

F a m í l i a Psittacidae

O u t r O n O m e sabiaci

t a m a n h O 28-29 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, talvez na Argentina

O r d e r Psittaciformes

F a m i ly Psittacidae

Other pOpular name sabiaci

s i z e 28-29 cm

r a n g e Eastern Brazil and maybe Argentina

9 Sabiá-cica Triclaria malachitacea Blue-bellied Parrot Endêmico ao Brasil e à Mata Atlântica Endemic to Brazil and the Atlantic Forest

aMeaçado • threatened • sP 2008 (Vu), iucn 2009 (nt)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

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Em geral incomum, presente em baixas densi- dades, vivendo nas matas de encostas da serra e no litoral. Tem plumagem verde, com barriga azul no macho.

Alimenta-se de frutos silvestres (como os coquinhos da palmeira juçara) e pode sair da mata para se alimentar. Vive em casal e reproduz-se de agosto a fevereiro. Faz ninho em ocos altos de árvores (a uns três metros de altura), especialmente em palmeiras. Muito territorial, os ninhos ficam bem afastados entre si.

Em voo, dá gritos estridentes “kri-kri-kri”, como os de um periquito, mas seu canto é melodioso. Está ameaçado pelo desmatamento e pela degradação ambiental, além de ser cobiçado para cativeiro, como os outros papagaios.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • Comum, canta o ano todo e pode ser visto de maio a junho, alimentando-se de sementes de carrapicho.

O papagaio cantor • Ao contrário do que o nome popular sugere, o sabiá-cica é uma espécie de papagaio, não um sabiá. O nome vem de seu canto melodioso e suave, que lembra o do sabiá- coleira (Turdus albicollis). O sabiá-cica é muito mais ouvido do que visto.

This mostly rare bird occurs in low-density po pu- lations in escarpment and coastal forests. The plumage is green, though males have a blue patch on the belly. It eats wild fruit (jussara palm fruit) and may stray from the forest in search of food. Blue-bellied Parrots live in pairs and reproduce between August and February. The nest is made in cavities in the upper trunk of trees three meters above ground, especially jussara palms. Highly territorial, nests are kept well apart. It emits a strident kri-kri-kri as it flies, its call being similar to that of the parakeet, though more melodic. This species is threatened by deforestation and habitat degradation and, like other parrots, is a prize catch for the cage- bird trade.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Very common, is- suing calls all year round, though most easily observed during June, when it feeds on marigold seeds.

The singing parrot • Though known in Brazil as sa biá-cica, this is not a song-thrush at all, but a parrot. The name comes from its soft, melodious song, reminiscent of the White-throated Thrush (Turdus albicollis). The Blue-bellied Parrot is more often heard than seen.

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Onde pode ser vista Where to spot this bird

O r d e m Cuculiformes

F a m í l i a Cuculidae

O u t r O s n O m e s rabilongo, chincoã, rabo-de-palha

t a m a n h O 41-55 cm

d i s t r i b u i ç ã O do México à Argentina e Uruguai, incluindo todo o Brasil

O r d e r Cuculiformes

F a m i ly Cuculidae

Other pOpular names rabilongo, chincoã, rabo-de-palha

s i z e 41-55 cm

r a n g e from Mexico down to Argentina and Uruguay, including all of Brazil

10 Alma-de-gato Piaya cayana Squirrel Cuckoo H

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Grande e vistosa, a alma-de-gato vive em qual- quer ambiente arborizado, até em cidades. Percorre com agilidade a copa das árvores, em geral sozinha. Em voo, intercala planeios de cauda aberta com al- gumas batidas de asa.

Come sobretudo lagartas e taturanas. No ritual de acasalamento, o macho dá uma lagarta à fêmea. O ninho é uma plataforma de gravetos e folhas, onde são postos dois ou três ovos. O casal reveza-se no choco e depois partilha o cuidado aos filhotes.

Difícil de ver, é mais fácil ouvir seus gritos fortes e penetrantes. Dá um uit! uit! uit! repetido e um pi-cuá anasalado. Na primavera, início da época de cria, canta o dia todo.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Avistado com maior frequência nas sedes das unidades de conservação.

Discreta e misteriosa • Mesmo sendo grande, com cauda mais longa que o próprio corpo, a alma-de-gato desliza furtiva entre a folhagem e consegue passar despercebida. Esse compor- tamento, e também um chamado que lembra o miado de um gato, inspiraram seu nome popular.

A large, eye-catching bird, the Squirrel Cuckoo can live in any tree-covered environment, even in cities. It scurries ably among the tree canopy, usually alone, and in flight it likes to alternate slow wing-beats with spells of fan-tailed gliding.

It feeds mainly on small lizards and caterpillars. Dur- ing the mating ritual, the male will present the female with a gecko. The nest is a platform made from sticks and leaves, where the female lays two or three eggs. The pair takes turns incubating the eggs and shares the chick rearing.

Though hard to spot, this species’ loud, penetrat- ing call – a weet! weet! weet! and nasal pi-kwa – is frequently heard. It will sing all day long during the spring mating season.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Widespread and easy to spot in protected areas.

Discreet and mysterious • Though large and with a tail longer than its body length, the Squirrel Cuckoo manages to go unnoticed, slipping furtively through the foliage. This stealthy behavior, coupled with its meow-like call, earned the bird its popular Brazilian moniker.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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O r d e m Strigiformes

F a m í l i a Strigidae

O u t r O s n O m e s murucututu-de-barriga-amarela, coruja-de-garganta-branca

t a m a n h O 40,5-44 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai, Argentina

O r d e r Strigiformes

F a m i ly Strigidae

Other pOpular names murucututu-de-barriga-amarela, coruja-de-garganta-branca

s i z e 40.5-44 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay and Argentina

11 Murucututu-pequeno Pulsatrix koeniswaldiana Tawny-browed Owl

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

Onde pode ser visto Where to spot this bird

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O murucututu-pequeno é considerado raro, mas talvez seja mais comum do que se pensa, apenas passando despercebido. Noturno, vive no dossel, inclusive de araucária, sobretudo em regiões serranas.

Sua biologia é mal conhecida. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e grandes insetos. Cria em ocos de árvores, colocando dois ovos que são incubados por cinco semanas.

A espécie deve ser melhor estudada e monitorada, não só por conta da extensiva destruição de seu hábitat, como por ser tão pouco conhecida, sem que se saiba qual sua real situação em termos de conservação.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • Rara, vive em áreas fechadas, inclusive em araucárias. Pode ser ouvida de outubro a fevereiro.

Um mundo de sons, sem cores • Em suas caçadas noturnas, as corujas guiam-se pela audição muitís- simo acurada, que lhes permite localizar e capturar as presas, às vezes sem sequer vê-las. Incapazes de enxergar na escuridão total, de dia têm boa visão, mas não conseguem distinguir bem as cores.

The Tawny-browed Owl is considered rare, though given its shy nature, it may be less so than commonly thought. This nocturnal bird lives in the boughs of trees such as the araucaria, mainly in mountain regions.

Little is known about its biology, except that it feeds on small mammals and large insects and broods in tree hollows, laying two eggs that are incubated for five weeks.

This species warrants closer study and monitor- ing, especially given the widespread destruction of its habitat and the fact that so little is known about the bird and its real conservation status.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Rare. Lives in closed forest, including araucaria. Its call can be heard from October to February.

A colorless world of sounds • On their nocturnal hunting forays, owls navigate by their extremely keen hearing, which enables them to seize their prey without even seeing it. Though unable to see in the pitch of night and colorblind during the day, this species has otherwise fairly good eyesight.

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O r d e m Caprimulgiformes

F a m í l i a Nyctibiidae

O u t r O s n O m e s urutágua, mãe-da-lua

t a m a n h O 33-40,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O da Costa Rica à Bolívia, Argentina e Uruguai, incluindo todo o Brasil

O r d e r Caprimulgiformes

F a m i ly Nyctibiidae

Other pOpular names urutágua, mãe-da-lua

s i z e 33-40.5 cm

r a n g e from Costa Rica to Bolivia, Argentina and Uruguay, including all of Brazil

12 Urutau Nyctibius griseus Grey Potoo

Onde pode ser visto Where to spot this bird

41

O urutau vive em borda de mata, capoeira e áreas abertas com árvores. Passa o dia imóvel, camuflado com o galho onde pousa. Muito territorial, cada uru- tau usa por anos seguidos seus poleiros favoritos. À noite, o olho reflete lanternas e faróis com um brilho incandescente.

No crepúsculo e ao amanhecer, parte de galhos expostos para pegar insetos voadores. A boca muito ampla é adaptada para capturas em voo. Choca um ovo por vez, colocado na ponta de um galho vertical quebrado. Os pais cuidam do filhote nesse ninho incomum por aproximadamente dois meses.

Mais ouvido do que visto, seu grito assustador parece um lamento humano.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, pode ser visto ou ouvido nas sedes das unidades de conservação.

O olho que tudo vê • De dia, o urutau mantém fe chados os olhos enormes, que poderiam estragar sua camuflagem. Na pálpebra superior de cada olho, porém, há duas pregas, formando fendas que lhe permitem ver movimentos, mesmo de olho fechado. É o “olho mágico” do urutau.

The Grey Potoo lives on the forest edge, in brush- land and open areas with some tree cover. During the day it remains still and camouflaged on its perch. Highly territorial, each Grey Potoo will use the same roosts for years on end. At night, its eyes reflect lamp and torchlight with a glowering incandescence. At dawn and dusk it will leave its perch in search of flying insects. Its enormous mouth is adapted for in-flight capture. The female lays a single egg, which is placed on the tip of a broken vertical branch. Both parents will tend their single chick in this most unusual nest for approximately two months.

More often heard than seen, its harrowing cry sounds like a human lament.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Widespread. Can be seen or heard around buildings and other installa- tions in protected areas.

The eye that sees all • By day, the Grey Potoo keeps its enormous eyes closed, as they could ruin its camouflage. However, the upper eyelid has a pair of small notches that allow the bird to follow movements even when its eyes are closed. It’s the ‘magic eye’ of the Grey Potoo.

42

Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Apodiformes

F a m í l i a Trochilidae

O u t r O n O m e beija-flor-de-testa-roxa

t a m a n h O 10-12 cm; 8-11 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Apodiformes

F a m i ly Trochilidae

Other pOpular name beija-flor-de-testa-roxa

s i z e 10-12 cm; 8-11 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina

13 Beija-flor-de-fronte-violeta Thalurania glaucopis Violet-capped Woodnymph

Onde pode ser visto Where to spot this bird

43

O beija-flor-de-fronte-violeta vive em capoeiras, plantações, jardins e sub-bosques, isto é, na vegetação mais baixa das matas. Só o macho tem a cauda longa e o alto da cabeça azul-metálicos.

Visita flores para tomar néctar, tanto em arbustos como em árvores, e também captura insetinhos e aranhas. Na zona rural, pode frequentar garrafinhas de água açucarada.

Constrói o ninho sobre um galho ou forquilha, a pouca altura. Possui o formato de tigela bem firme, feita de paina e outros materiais macios, forrada por fora com liquens e escamas de samambaias. A fêmea põe dois ovos brancos, que choca por 15 dias.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, pode alimentar-se em flores de plantas ornamentais nas sedes de algumas unidades de conservação.

Os donos do pedaço • Os machos de inúmeros beija-flores, como o beija-flor-de-fronte-violeta, defendem com vigor as plantas floridas onde tomam néctar. Eles excluem do território outros machos, e também outras aves nectarívoras, mas permitem a presença de fêmeas de sua espécie.

The Violet-capped Woodnymph, a species of hummingbird, is found in brushland, plantations, gar- dens and in forest undergrowth. Only the male has the trademark long tail and metallic-blue head cap. It visits flowers to draw nectar, both in bushes and trees, and will capture small insects and spiders. In rural areas, this species will also drink from dispensers of sweetened water.

Its nest is generally built on a low branch or tree fork and is a sturdy cup-like structure made from kapok and softer materials, with ferns and lichens for external cladding. The female lays two white eggs which are incubated for 15 days.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • This common bird will feed from ornamental flowers near buildings and other installations in some protected areas.

Staked territories • Male hummingbirds, including the Violet-capped Woodnymph, staunchly defend the flower patches from which they draw nectar, expelling all other males and nectarivorous birds from their territories. Only the females of their own species are allowed to stay.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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O r d e m Trogoniformes

F a m í l i a Trogonidae

O u t r O s n O m e s surucuá-de-peito-azul, surucuá-de-barriga-vermelha

t a m a n h O 26-29 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Trogoniformes

F a m i ly Trogonidae

Other pOpular names surucuá-de-peito-azul, surucuá-de-barriga-vermelha

s i z e 26-29 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina

14 Surucuá-variado Trogon surrucura Surucua Trogon

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

45

Habita matas, inclusive de araucária, e capoei- rões. Visto sozinho ou em casal, é manso e permite a aproximação. A cor da barriga, tanto do macho como da fêmea, varia regionalmente: em São Paulo e no Sul é vermelha, e do Rio de Janeiro para o Norte é alaranjada.

Come insetos, aranhas e frutos; regurgita as se- mentes maiores. O casal escava o ninho em troncos de árvores mortas em decomposição e cupinzeiros. Põe os ovos no fundo do buraco, sem nenhuma forração, e ambos participam da incubação. Os filhotes saem do ninho com 14-15 dias.

Na época de cria, o macho canta sem parar, uma série melodiosa de pios aflautados, cada vez mais intensos, que ressoa na mata.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, é visto com frequência em trilhas na mata.

O predador paciente • O surucuá-variado pode passar muito tempo pousado em um galho, den- tro da mata, vigiando em volta. Ao detectar um inseto voador, voa de repente, captura-o e volta ao poleiro. Durante a espera fica tão imóvel que, apesar de colorido, é difícil notar sua presença.

The Surucua Trogon lives in forests, including arau- caria, and brushland. This bird, which can be seen alone or in pairs, is quite tame and will allow itself to be approached. Belly color in both males and females varies regionally, being red in São Paulo and further south, and orangey in Rio de Janeiro and further north.

This species eats insects, spiders and fruit, spitting out the larger pips. The pair will furrow a nest in a tree trunk or a termite mound. The eggs are placed at the bottom of the cavity, with no padding, and the male and female both share the incubation. Chicks leave the nest after 14 or 15 days.

During the breeding season, the male will sing non- stop, issuing a melodious crescendo of flute-like whistles that resonate throughout the woodland.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; often seen on forest trails.

A patient predator • The Surucua Trogon will stay perched on a branch for a long time, surveying its surroundings. As soon as it detects a flying insect, it will burst into flight, capture its quarry and return to its perch. It remains so still as it sits in wait that it will often go undetected, despite its color.

46

O r d e m Coraciiformes

F a m í l i a Momotidae

O u t r O s n O m e s birivão, juruba, jeruva

t a m a n h O 35-46 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Coraciiformes

F a m i ly Momotidae

Other pOpular names birivão, juruba, jeruva

s i z e 35-46 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina

15 Juruva Baryphthengus ruficapillus Rufous-capped Motmot Lu

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Onde pode ser vista Where to spot this bird

47

Vive sozinha ou em casal, a baixa e média altura, no interior da mata densa, sendo mais ativa ao ama- nhecer e ao anoitecer. Fica longos períodos pousada, às vezes em galhos baixos, imóvel exceto pela cauda, que mexe sem cessar, para os lados ou de trás para a frente.

Come insetos e larvas, moluscos terrestres, pequenos vertebrados, às vezes frutos. Pega as presas sobre a vegetação ou no chão. Pode juntar-se a bandos mistos (várias espécies de aves).

O casal cria em barrancos, usando tocas de outros animais ou escavando uma galeria com até dois metros. Ambos revezam-se para chocar os dois a três ovos e cuidar dos filhotes.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Razoavelmente comum, pode ser vista o ano todo, ao longo de trilhas nas unidades de conservação. Ouvida de setembro a fevereiro.

O barítono tímido • Mais ouvida que vista, a juruva tem voz grave, lembrando muito a de uma coruja. Ela prefere cantar nos horários de meia luz, mas às vezes é ouvida ao longo do dia inteiro, sobretudo quando o tempo está chuvoso e nublado, ou nos trechos mais escuros da mata.

The Rufous-capped Motmot lives alone or in pairs at medium tree-height in the thick of dense forest. It is most active at dawn and dusk. This species often spends long periods perched on low branches, where it will stay motionless except for its tail, which it flicks incessantly from side to side and up and down.

It eats insects and larvae, slugs, small vertebrates and sometimes fruit. It hunts above the undergrowth, but will also pick from the ground. Sometimes it con- gregates as a mixed flock.

The pair will dig a gallery up to two meters long in animal burrows, where they take turns incubating their two or three eggs and tending the brood.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Fairly common, observable all year round on the trails in protected ar- eas. Its call is heard from September through February.

The shy baritone • More often seen than heard, the Rufous-capped Motmot has a deep, owl-like voice. It prefers to sing during twilight hours, but can sometimes be heard all day long, especially on cloudy, rainy days or in the darker folds of the forest.

48

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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O r d e m Piciformes

F a m í l i a Ramphastidae

O u t r O n O m e tucano-saíra (P. E. Jurupará)

t a m a n h O 35 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Piciformes

F a m i ly Ramphastidae

Other pOpular name tucano-saíra

s i z e 35 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

16 Araçari-banana Pteroglossus bailloni Saffron Toucanet

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

aMeaçado • threatened • sP 2008 (Vu), iucn 2009 (nt)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

49

O araçari-banana habita matas em regiões serra- nas, preferindo encostas ao longo de córregos, e não é comum em nenhum lugar. Vive em casal ou em bandinho, que no fim da tarde reúne-se em cavidades para pernoitar.

Come frutos e também flores, folhas e insetos. Pode predar ovos e filhotes de outras aves. Alimenta-se em árvores altas, mas pode descer até arbustos em bus- ca de comida. Pouco se sabe sobre sua reprodução. Aninha em ocos de árvores altas, como nos ninhos va zios de pica-paus.

Encontrado sobretudo em áreas protegidas, está ameaçado por desmatamento, captura ilegal e caça.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • De presença imprevisível, pode ser visto em palmitais e embaúbas ao longo de estradas, principalmente dentro das unidades de conservação.

Sem casa própria • Por seu tamanho, o araçari- banana necessita de ocos de árvores espaçosos para aninhar. Em áreas com exploração madeireira, a derrubada de árvores maiores e mais velhas resulta em menos locais adequados para sua reprodução e a espécie escasseia ou desaparece.

The Saffron Toucanet lives in montane forest re- gions, preferring streamside slopes, and is not populous anywhere. It lives in pairs or small flocks that gather in cavities in the evening to spend the night.

It eats fruit, flowers, leaves and insects, and may feed on other birds’ eggs and chicks. It forages in the upper forest strata, but will also descend to shrubs and undergrowth in search of food. Little is known about its reproduction. This species builds its nest in hollows of tall trees, sometimes taking over empty woodpecker nests.

It’s most often found in protected areas, and is threatened by deforestation, illegal capture and hunting.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Unpredictable presence, but the Saffron Toucanet can sometimes be spotted in roadside stands of palmheart and im bauba, especially in protected areas.

No home of its own • Because of its size, the Saf- fron Toucanet needs spacey hollows in which to nest. In harvest woodland, the felling of older and larger trees has left this species with no adequate breeding grounds, thus forcing it to the brink of disappearance.

50

O r d e m Piciformes

F a m í l i a Ramphastidae

O u t r O s

n O m e s

tucano-de-papo-amarelo, tucano-grande

t a m a n h O 42-52 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Piciformes

F a m i ly Ramphastidae

Other pOpular

names

tucano-de-papo-amarelo, tucano-grande

s i z e 42-52 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

17 Tucano-de-bico-verde Ramphastos dicolorus Red-breasted Toucan H

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

51

Este belo tucano vive em pares ou bandos, que per correm o dossel da mata e aparecem em áreas aber tas próximas.

Alimenta-se sobretudo de frutos (como da palmeira juçara), e também come filhotes de aves. O casal ocupa ocos de árvores, que muitas vezes amplia, e põe os ovos direto na madeira, sem qualquer forra- ção. Ambos revezam-se para chocar. Pousa no topo de árvores para cantar um “reenh... reenh...” rouco e lento, ouvido de longe.

Sua área de ocorrência reduziu-se muito com a destruição da Mata Atlântica. Ainda é caçado pela carne ou perseguido por comer frutos cultivados.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Não é difícil de ver, ao longo de estradas e nas sedes de várias unidades de conser- vação. Visita palmitais para alimentar-se dos frutos.

As aparências enganam... • Apesar de parecer pesado, o bico do tucano-de-bico-verde é bem leve, com uma estrutura interna porosa como uma esponja, mas muito resistente. Com ele, a ave pode alcançar frutos na ponta de galhos finos, que não aguentariam seu peso.

This beautiful toucan lives in pairs or flocks that roam the canopy and venture into surrounding open areas.

It feeds mainly on the fruit of the jussara palm, but will also prey on chicks. It nests in tree hollows which are sometimes enlarged, and eggs are laid directly onto the wood, with no padding. The male and female take turns incubating the eggs.

This species will perch on the tops of trees and is- sue a slow, gruff reenh... reenh..., which can be heard from a distance. Atlantic Forest depletion has greatly reduced its numbers – a situation exacerbated by hunting and killing to protect orchards.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Not difficult to see on roadsides and near buildings and other installations in protected areas, particularly when feeding off the fruits in palmheart stands.

Appearances deceive... • Though it may look heavy, the Green-billed Toucan is actually very light, with an internal structure as porous as a sponge, but far more resistant. This allows it to reach fruit on thin branches that would normally not be able to support a bird its size.

52

Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Piciformes

F a m í l i a Picidae

O u t r O n O m e pica-pau-de-cara-amarela

t a m a n h O 27-29 cm

d i s t r i b u i ç ã O sul do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Piciformes

F a m i ly Picidae

Other pOpular name pica-pau-de-cara-amarela

s i z e 27-29 cm

r a n g e South Brazil, Paraguay, Argentina

18 Pica-pau-de-cara-canela Dryocopus galeatus Helmeted Woodpecker

aMeaçado • threatened • sP 2008 (en), Brasil 2003 (Vu), iucn 2009 (Vu)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

53

Sozinho ou em casal, habita matas extensas, on - de frequenta alturas médias e a borda; pode viver em matas isoladas e áreas abertas nos arredores das florestas.

Alimenta-se de larvas de insetos que vivem sob a casca de galhos e troncos, removendo-as com bicadas ou enfiando o bico sob ela. A reprodução é mal conhecida. Em setembro e outubro, escava ocos em árvores para aninhar, e a estação de cria deve ir até fevereiro.

Seu principal reduto são as matas de Misiones, na Argentina.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, pode ser vista em várias unidades de conservação.

Na dele • O pica-pau-de-cara-canela já era uma raridade no século XIX, e desde então ficou ainda mais escasso, devido à destruição das matas onde vivia. Hoje em dia os cientistas crêem que pode ser menos raro do que se temia, sendo difícil de detectar por ser muito discreto.

Alone or in pairs, this species inhabits the middle storey and edges of large forest swathes, though it can also be found in fragments and open areas nearby.

It feeds on insect larvae found under the bark of branches, which it pecks away or lifts with its beak. Little is known about its reproduction. In September and October, it digs cavities into trees in order to build its nest. The breeding season extends through to February.

Its main redoubts are the Misiones forests of Argentina.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Commonly seen in various protected areas.

Shy and discreet • The Helmeted Woodpecker was already a rarity in the 19th century, and has become even more scarce since, due to the destruction of its home forests. However, scientists now believe it may be less rare than previously thought, because it’s difficult to spot and highly discreet.

54

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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O r d e m Piciformes

F a m í l i a Picidae

O u t r O s n O m e s maria-velha, pica-pau-de-cabeça-amarela

t a m a n h O 28-30 cm

d i s t r i b u i ç ã O Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Piciformes

F a m i ly Picidae

Other pOpular names maria-velha, pica-pau-de-cabeça-amarela

s i z e 28-30 cm

r a n g e Brazil, Paraguay, Argentina

19 João-velho Celeus flavescens Blond-crested Woodpecker

Jo ão

Q ue

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

55

O joão-velho é um pica-pau vistoso, habitante de matas e capoeiras, que pode visitar pomares nas vizinhanças. Visto sozinho ou em casal, em geral a alguma altura, ocasionalmente pode descer até mesmo ao chão em busca de alimento.

Alimenta-se de insetos, como formigas, larvas, cupins e besouros; sua dieta também inclui frutos. Ingere inteiros os de menor tamanho, como os da caapororoca; bica seguidamente os frutos maiores, como os da embaúba, arrancando pedaços de polpa.

Sua biologia reprodutiva é mal conhecida; sabe-se apenas que faz ninho em ocos de árvores.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, é fácil de observar, tanto ao redor das sedes das unidades de conservação como em trilhas e estradas que atravessam a mata.

Cardápio variado • Todas as 50 espécies brasilei- ras de pica-paus têm o hábito de perfurar madeira ou casca em busca de presas animais. Muitos de nossos pica-paus, entre eles o joão-velho e o benedito, comem também frutos, tanto silvestres como cultivados, e podem dispersar suas sementes.

The Blond-crested Woodpecker is a pretty bird that dwells in woodland and brushland while also visiting neighboring orchards. Seen alone or in pairs, usually at a fair height, it will occasionally visit the lower reaches and even the ground in search of food.

It feeds on insects such as ants, larvae, woodworm and beetles, though its diet also includes fruit. Smaller fruit, such as caapororoca, are eaten whole, while larger varieties, such as the embauba, will be picked at for their pulp.

The Blond-crested Woodpecker’s reproductive biology is largely unknown, other than that it nests in tree hollows.

Points of interest about the species in the Mar and Pa- ranapiacaba mountain ranges • Common and easily spotted in protected areas, both around buildings and other installations, and along trails and forest roads.

A varied menu • All 50 Brazilian species of woodpecker have the habit of pecking through wood and bark in search of food. However, many woodpeckers, including the blond-crested and yellow-fronted varieties, also eat wild and cultivated fruit, and serve as seed scatterers.

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O r d e m Piciformes

F a m í l i a Picidae

O u t r O s n O m e s benedito-de-testa-amarela, pica-pau-do-mato-virgem

t a m a n h O 17-22 cm

d i s t r i b u i ç ã O Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Piciformes

F a m i ly Picidae

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benedito-de-testa-amarela, pica-pau-do-mato-virgem

s i z e 17-22 cm

r a n g e Brazil, Paraguay, Argentina

20 Benedito Melanerpes flavifrons Yellow-fronted Woodpecker Fa

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

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O benedito destaca-se entre os pica-paus por seu colorido vistoso. Vive em matas e capoeiras, fre- quentando roças, palmitais, jardins e pomares próximos.

Além de insetos e aranhas, sua dieta inclui frutos silvestres e cultivados, que come tanto em árvores como em arbustos. Tem o hábito de estocar comida em furinhos no tronco de árvores, naturais ou que ele mesmo perfura. Aninha dentro de ocos. Mesmo quando já voam, os filhotes ainda são cuidados pelos pais e voltam ao ninho para dormir.

Dá vários chamados, entre os quais um grito forte e ríspido, beneditô, que originou o nome popular.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa - ranapiacaba • Comum, é fácil de observar nas uni- dades de conservação, inclusive próximo às sedes, onde podem visitar plantas frutíferas.

O enturmado • O benedito, um dos pica-paus mais coloridos do Brasil, é muito sociável. Vive em grupinhos, cujos integrantes passam a noite juntos e fazem ninho perto uns dos outros. Ao procriar, o casal pode ter a ajuda de outros indivíduos para alimentar e proteger os filhotes.

The Yellow-fronted Woodpecker stands out among its fellows thanks to its stunning colors. It lives in woodland and brushland, though it will also visit nearby plantations, palmheart stands, gardens and orchards.

In addition to insects and spiders, its diet includes wild and orchard fruit, which it will eat from trees or shrubs. It has the habit of stockpiling food in little holes in tree trunks, whether naturally-made or pecked out for the purpose. This species nests in cavities and hol- lows. Even after learning to fly, chicks continue to be tended by the parents and return to the nest to sleep.

The Yellow-fronted Woodpecker has a variety of calls, including the strong, harsh cry from which it takes its popular Brazilian name (benedito).

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common and eas- ily spotted in protected areas; even around buildings, where it can be spotted visiting fruit-bearing plants.

The sociable one • The benedito, one of the most colorful woodpeckers in Brazil, is highly sociable. It lives and sleeps in small groups, with members building their nests in close proximity to one another. During breeding, neighbors will often help each other protect and feed the brood.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Dendrocolaptidae

O u t r O n O m e gurizão (P.E. Jurupará)

t a m a n h O 24-28 cm (6,5 cm de bico)

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Dendrocolaptidae

Other pOpular name gurizão

s i z e 24-28 cm (6.5cm beak)

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

21 Arapaçu-de-bico-torto Campylorhamphus falcularius Black-billed Scythebill

Onde pode ser visto Where to spot this bird

59

Escasso na maior parte de sua distribuição, ha- bita mata e capoeirão. Sozinho ou em casal, percorre troncos, galhos e hastes de taquaras, no sub-bosque a meia altura. Ao subir por troncos, usa a cauda como apoio, como os pica-paus. Pode juntar-se a bandos que vivem no alto da mata.

Come insetos, larvas e aranhas. O ninho, feito den tro de ocos de árvore, é um amontoado de lascas de madeira ou casca de árvores, às vezes recoberto com folhas. Põe dois ovos brancos.

Sensível à perturbação humana, desaparece de áreas desmatadas ou degradadas. Hoje em dia só existe em fragmentos florestais mais extensos.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa - ranapiacaba • É mais provável vê-lo nas estradas e pode ser ouvido em taquarais.

Onde nenhuma outra ave chega • Ao se alimentar, o arapaçu-de-bico-torto enfia o bico longuíssimo até a testa, em ocos e fendas de galhos, nas

“janelinhas” retangulares que os roedores abrem em bambus e entre bromélias e outras plantas que crescem sobre as árvores.

Rare throughout most of its range, this species lives in wood and brushland. Either alone or in pairs, it forages among trunks, branches and bamboo shafts, undergrowth and mid-level woodland. It uses its tail as support when climbing trunks, much like a woodpecker. It may form mixed flocks when in the canopy.

It eats insects, larvae and spiders. The nest, which is made in hollows or cavities, consists of chipped bark or wood, sometimes padded with leaves. The female lays two white eggs.

Sensitive to human disturbance, this species is disappearing in deforested or degraded areas. It’s now found only in larger forest fragments.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Most likely to be spotted from the roadside. Its call can be heard in bamboo thickets.

Where no other bird can reach • When feeding, the Black-billed Scythebill will stick its long beak into cavities and cracks in branches, the rectangular ‘windows’ rodents open in bamboo shafts, and in between bromeliads and other epiphytic plants.

60

Ambientes de ocorrência da espécieG

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Furnariidae

O u t r O s n O m e s não há

t a m a n h O 13-17 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Furnariidae

Other pOpular names none

s i z e 13-17 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

22 Pichororé Synallaxis ruficapilla Rufous-capped Spinetail

Onde pode ser visto Where to spot this bird

61

O pichororé é uma avezinha tímida, habitante do sub-bosque denso de matas que estão crescendo. Não sai para áreas abertas.

Sua biologia é pouco conhecida. Alimenta-se de vários insetos, aranhas e outros invertebrados. Vive em casais, que buscam suas presas em meio à folhagem emaranhada de moitas, touceiras e trepadeiras. Às vezes junta-se a outras aves, formando bandos mistos. Só voa em último caso, lançando-se num voo baixo para a folhagem densa mais próxima.

Difícil de ver, é pouco conhecido pelas pessoas. Em geral, sua presença é percebida apenas pelo canto simples, repetido e áspero, que originou o nome popular.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa - ranapiacaba • Pode ser visto na beira da mata e ao longo de trilhas.

Lar, doce lar • O ninho do pichororé, volumoso e fechado, fica oculto entre emaranhados de folhas e trepadeiras, em geral no sub-bosque. Por uma pequena entrada, a ave chega ao interior forrado de folhas verdes, macias e aromáticas, onde choca os ovos e cria os filhotes.

The Rufous-capped Spinetail is a shy little bird that inhabits thick, low-growing herbaceous secondary wood and brushland, never venturing out into the open.

Little is known of its biology other than that it feeds on insects and other invertebrates. It lives in pairs and forages among the tangled foliage of shrubs, tree shoots and vines. This spinetail will sometimes mingle with other birds and form mixed flocks. It only takes to flight if really necessary, flying low into the nearest thicket.

Difficult to spot, this bird is not widely known. In general, its presence is only noted through its simple call, which is coarse and repeated – hence its popular Brazilian name pichororé.

Points of interest about the species in the Mar and Pa ranapiacaba mountain ranges • Common; can be seen on the forest edge and along trails.

Home, sweet home • The Rufous-capped Spine- tail’s nest, which is large and closed, is hidden among a tangle of leaves and vines, usually in low-growing woodland. Through a small opening, the bird enters the nest, which is lined with soft, green, fragrant leaves. Eggs are laid and chicks raised inside this cozy home.

62

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Furnariidae

O u t r O s n O m e s não há

t a m a n h O 16-17,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Furnariidae

Other pOpular names none

s i z e 16-17.5 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

23 Limpa-folha-coroado Philydor atricapillus Black-capped Foliage-gleaner

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

Onde pode ser visto Where to spot this bird

63

Habitante de matas, capoeirões e extensos ta- quarais nativos, o limpa-folha-coroado é pouco conhecido da maioria das pessoas, pois fica sempre escondido, em meio à ramagem.

Alimenta-se de grande variedade de invertebrados, que incluem mariposas, besouros, aranhas, baratas e formigas.

Para criar, escava uma galeria em um barranco no interior da mata. Numa câmara no fundo, faz o ninho, uma tigela rasa e compacta, de matéria vegetal flexível, onde põe os ovos.

Suas populações têm declinado devido à destruição das matas, embora consiga sobreviver em fragmentos isolados.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Pode ser visto junto com outros fur nariídeos, arapaçus e traupídeos, a média altura, no interior da mata.

Em ritmo de fast-food • O limpa-folha-coroado percorre a folhagem da mata movendo-se sem cessar, quase sempre em bandos mistos com outros insetívoros. Irrequieto, durante sua busca por presas agarra-se à casca dos troncos, fuça em fendas e folhas mortas e assume posições acrobáticas.

This species lives in forest, brushland and large na tive bamboo stands. This Foliage-gleaner is not widely known, as it sticks to the tree canopy, ensconced among the branches.

It feeds on a wide variety of invertebrates including moths, beetles, spiders, cockroaches and ants.

In order to breed it will tunnel into an embankment in the thick of the forest. It lays its eggs in a compact, shal- low bowl-like nest made from flexible vegetal material.

Populations have declined due to deforestation, though the species has managed to survive in isolated fragments.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; often seen alongside other ovenbirds, woodcreepers and tanagers in the middle of the forest.

A fast-food feeder • The Black-capped Foliage- gleaner hurries through the foliage, usually in mixed flocks. This restless bird clings to the tree bark as it rummages in cracks and among dead leaves in search of prey, often assuming acrobatic positions.

64

Ambientes de ocorrência da espécie

H ar

ol do

P al

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.

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Furnariidae

O u t r O s n O m e s capitão-da-porcaria, presidente- da-porcaria, tiriri, macuquinho

t a m a n h O 13-16 cm

d i s t r i b u i ç ã O Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai; também Panamá e Andes

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Furnariidae

Other pOpular names capitão-da-porcaria, presidente- da-porcaria, tiriri, macuquinho

s i z e 13-16 cm

r a n g e Brazil, Paraguay, Argentina and Uruguay; also Panama and the Andes

24 João-porca Lochmias nematura Sharp-tailed Streamcreeper

Onde pode ser visto Where to spot this bird

65

Discreto, o joão-porca vive em ambientes som- brea dos e escuros, na margem de água corrente, em meio à mata das regiões montanhosas. Sozinho ou em casal, passa o tempo fuçando na terra molhada e revirando com o bico folhas e gravetos, que pode lançar longe.

Alimenta-se de insetos, inclusive aquáticos. Faz ninho no fundo de longas galerias com até um metro de extensão, que escava em barrancos à beira d’água.

É detectado sobretudo por seu canto agudo e po ten te adaptado para ser ouvido acima do barulho da água.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • Comum, pode ser visto na margem de córregos e trilhas e nas proximidades das sedes das unidades de conservação.

O presidente da porcaria • O joão-porca é um dos poucos pássaros do Brasil adaptados a viver à beira d’água. Embora não nade ou mergulhe, procura alimento no barro, em pedras cobertas de musgo e até na água rasa. Por vasculhar a lama de chiqueiros e saídas de esgoto, ganhou nomes populares curiosos.

A discreet bird, the Sharp-tailed Streamcreeper lives in shaded, dark patches of montane forest, and prefers watercourses. Alone or in a pair, it spends the day rummaging through leaves and twigs on the damp ground, sometimes flinging forest litter long distances with its beak.

It feeds on insects, including aquatic varieties. It nests down the back of long galleries (up to a meter long!) dug into waterside embankments.

This species is detected first and foremost by its sharp, powerful call, which it has adapted to be heard over the gurgling water.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; can be seen on the banks of streams and along trails near buildings and other installations in protected areas.

The king of swill • The joão-porca is one of the few Brazilian birds adapted to life on the water’s edge. Though it neither swims nor dives, it forages for food in the mud, among moss-slimed stones, and even in the shallows. Its habit of rummaging through pigswill and around sewage outflows has earned it some curious popular names.

66

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thamnophilidae

O u t r O n O m e papo-branco

t a m a n h O 17-18 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thamnophilidae

Other pOpular name papo-branco

s i z e 17-18 cm

r a n g e Southeast Brazil, Argentina

25 Choca-da-taquara Biatas nigropectus White-bearded Antshrike

Endêmica à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

aMeaçada • threatened • sP 2008 (en), Brasil 2003 (Vu), iucn 2009 (Vu)

Onde pode ser vista Where to spot this bird

67

Rara em toda sua distribuição, habita taquarais em meio a matas serranas, nos quais se alimenta e cria. Vive em casal, às vezes com bandos mistos. Macho e fêmea têm aparência bem diferente.

Come insetos e aranhas, que pega a baixa e média altura, em locais sombreados. O ninho, uma tigela rasa feita de talos e folhas de taquara, é construído pelo casal, a uns sete ou oito metros de altura.

Por sua raridade e pelo ambiente onde vive, é difícil de ver. A destruição e fragmentação da Mata Atlântica reduziram muito suas populações.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • O contínuo florestal no sul da re- gião é um dos principais redutos da espécie. A dica é procurá-la em taquarais ao longo de estradas e trilhas.

Rara e exigente • De ocorrência restrita a taquarais nativos em meio à mata, a choca-da-taquara tem populações fragmentadas e pequenas, por conta da distribuição descontínua desse tipo de ambiente. Mesmo em matas extensas e bem preservadas, é uma ave rara e difícil de ver.

Rare across its entire range, this species inhabits bamboo stands deep in mountain forests, where it feeds and breeds. It lives in pairs, though can also be seen in mixed flocks. The male and female look very different.

It eats insects and spiders, which it catches in sha- ded forest areas. Its nest, a shallow bowl made from bamboo stalks and leaves, is built by the pair seven or eight meters above ground.

Given its rarity in its native environment, this bird is difficult to spot. Atlantic Forest destruction and frag- mentation have considerably diminished its populations.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Swathes of unbro- ken forest in the south are its main redoubts. A good tip is to search for it along the edge of bamboo stands and roadways/trails.

Rare and demanding • Restricted to native bamboo stands in the depths of the forest, the White-bearded Antshrike survives in small populations, largely due to its fragmented habitat. Even in extensive, well- preserved forests, this is a rare bird, difficult to spot.

68

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thamnophilidae

O u t r O n O m e dituí

t a m a n h O 12-15 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thamnophilidae

Other pOpular name dituí

s i z e 12-15 cm

r a n g e Southeast Brazil

26 Trovoada Drymophila ferruginea Ferrugineous Antbird Endêmico ao Brasil e à Mata Atlântica Endemic to Brazil and the Atlantic Forest

Onde pode ser visto Where to spot this bird

69

Habita as matas de regiões serranas, preferindo taquarais nativos. Vive em casais, no sub-bosque denso de bordas e pequenas clareiras naturais. Às vezes é visto na copa das árvores, a meia-altura. Pode juntar-se a bandos mistos.

Come insetos, que caça ativamente, vasculhando galhos e fuçando entre folhas secas. Cria de outubro a fevereiro. O ninho, pendente, é feito com musgo, em meio ao sub-bosque.

Fácil de observar, é detectado primeiro pela voz. O macho dá um “tit-tiuí!”, seguido por um “dituí-dituí” da fêmea.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Comum nas matas preservadas, é ouvido o ano todo e é fácil de ver nas unidades de conservação, ao longo de trilhas e estradas, sobretudo em taquarais.

A grande família • A família dos Tamnofilídeos, à qual pertence o trovoada, é uma das mais ricas do Brasil, com 175 espécies. Restrita às Américas do Sul e Central, inclui várias espécies em risco de extinção, ameaçadas sobretudo pela destruição dos ambientes florestais onde vivem.

The Ferruginous Antbird inhabits montane forest areas, preferring native bamboo stands. This species lives in pairs, generally in thick low-growing woodland on the forest edge or in natural clearings. It is some- times seen at medium height in the tree boughs and occasionally in mixed flocks.

It eats insects, which it hunts continuously as it rum- mages in branches and among dried leaves. It breeds from October through February. Its nest, made from moss, hangs from the low-lying brush.

Easy to spot, this bird can be located by its call. The male issues a tit-tiui, followed by the female’s ditui-ditui.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common in pre- served forest, its call can be heard all year round. This bird is easy to spot in protected areas, usually along trails and roadsides, but mostly in bamboo stands.

A big family • Thamnophilidae, the family to which the Ferruginous Antbird belongs, is one of the richest in Brazil, consisting of some 175 species. Restricted to South and Central America, it includes many endangered species, the main threat being the destruction of their forest environment.

70

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thamnophilidae

O u t r O s n O m e s formigueiro, papa-formiga, papa-taoca-do-sul

t a m a n h O 16-19,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thamnophilidae

Other pOpular names formigueiro, papa-formiga, papa-taoca-do-sul

s i z e 16-19.5 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina

27 Olho-de-fogo Pyriglena leucoptera White-shouldered Fire-eye

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

Jo ão

Q ue

nt al

Onde pode ser visto Where to spot this bird

71

Sempre em casal, o olho-de-fogo percorre o sub- bosque de matas e capoeiras, em lugares de vege- tação densa.

Alimenta-se de insetos e aranhas, às vezes de la- gartixas. O ninho é uma esfera de folhas secas e raízes, com uma entrada lateral, e fica oculto na folhagem baixa. O casal reveza-se para chocar os dois ovos e cuidar dos filhotes.

O canto é uma série de assobios fortes e pene- trantes, um tanto descendente.

A espécie é afetada pelos desmatamentos, mas sobrevive em matas alteradas e pode colonizar euca- liptais com sub-bosque nativo.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa - ranapiacaba • Pouco tímido, é fácil vê-lo em trilhas através da mata, junto com bandos mistos. É mais fácil detectá-lo pela voz, ouvida com muita frequência.

A ave e as formigas • O olho-de-fogo é um se- guidor de correições, imensas colunas de formigas que percorrem a mata, atacando os animais que cruzam seu caminho. Junto com várias outras aves, o olho-de-fogo especializou-se na captura de presas que fogem à passagem da correição.

Always seen in pairs, the Fire-eye frequents thick low-growing wood and brushland. It feeds on insects and spiders, though it will also take small lizards. Its nest is a sphere of dry leaves and roots with a side entrance, and is generally hidden among low foliage. The pair takes turns in incubating the two eggs and raising the chicks.

This species’ call is a somewhat decrescent series of shrill, strong whistles.

Affected by deforestation, the Fire-eye survives in altered forest environments and has been known to colonize eucalyptus stands with native low-growing vegetation.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Not particularly shy, this bird can be seen along forest trails, often in mixed flocks. More readily detected by its frequent call.

The bird and the ants • This Fire-eye follows mas- sive columns of legionary ants as they make their way through the forest, attacking whatever animals they come across. Like various other species, the Fire-eye specializes in capturing prey that attempts to flee the ant column.

72

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Cotingidae

O u t r O n O m e cavalo-afrouxou

t a m a n h O 22,5-23 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Cotingidae

Other pOpular name cavalo-afrouxou

s i z e 22.5-23 cm

r a n g e Southeast Brazil

28 Corocochó Carpornis cucullata Hooded Berryeater Endêmico ao Brasil e à Mata Atlântica Endemic to Brazil and the Atlantic Forest

aMeaçado • threatened • iucn 2009 (nt)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

73

Sozinho ou em casal, vive no interior da mata pre servada, a meia altura, logo abaixo das copas. Passa muito tempo pousado bem ereto e imóvel.

Alimenta-se de frutos, inclusive da palmeira juçara, e sua biologia é pouco conhecida. Parece ser escasso em toda sua distribuição, mas a escassez talvez seja aparente, por seu comportamento discreto.

Na época quente (setembro a março) canta o tempo todo e é muito mais ouvido do que visto.

Suas populações estão ameaçadas pelo desma- tamento e pela fragmentação da floresta.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • Comum no contínuo florestal da porção sul, mas difícil de ver. A dica é prestar atenção nas árvores em frutificação, ao longo de trilhas e estradas.

A voz da mata • O canto do corocochó é uma das vozes típicas das Serras do Mar e Paranapiacaba. Sobretudo na primavera e no verão, vários machos pousam mais ou menos próximos, no dossel da floresta, e por horas a fio repetem seu canto, um assobio forte, “coró-cochó!”, ouvido muito longe.

Alone or in pairs, the Hooded Berryeater lives in the thick of the preserved forest, usually in the middle strata just under the canopy. It spends much of its time still and erect on its perch.

It feeds on fruit, including jussara palm, and its biology is something of a mystery. This species appears to be rare across its entire range, though this apparent scarcity may be exaggerated by the bird’s discreet behavior.

It sings throughout the hot season (September to March) and is more often heard than seen.

It is threatened by deforestation and forest frag- mentation.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common in the unbroken forests of the south, but difficult to see. One tip is to focus on fruit-bearing trees along forest trails and roadsides.

The voice of the forest • The Hooded Berryeater’s song is one of the most typical sounds of the Mar and Paranapiacaba mountain ranges. In spring and summer, various males will perch close to one another in the canopy and issue their call for hours on end – a strong whistling coró-cochó! that can be heard over long distances.

74

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Cotingidae

O u t r O s n O m e s pavão-do-mato, pavãozinho

t a m a n h O 38-46 cm; 35,5-43 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai, Argentina; também no norte da América do Sul

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Cotingidae

Other pOpular names pavão-do-mato, pavãozinho

s i z e 38-46 cm; 35.5-43 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina; also in northern South America

29 Pavó Pyroderus scutatus Red-ruffed Fruitcrow

aMeaçado • threatened • são Paulo 2008 (Vu)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

75

Solitário e discreto, vive na mata e raramente pou - sa em locais abertos; às vezes aparece em jardins e pomares.

Come frutos, tanto silvestres (como os da palmeira juçara) quanto cultivados, e também insetos grandes.

Na época do acasalamento, sete a oito machos reúnem-se pela manhã em arenas, conhecidas como

“cemas”, e fazem exibições. Inflam o papo vermelho, sacodem a cabeça e emitem um som como o de um mugido poderoso e pro fundo, que pode ser ouvido a mais de dois quilômetros de distância. Fora isso, é silencioso.

A espécie está ameaçada pelo desmatamento, tráfico de animais e caça. Não sobrevive em matas alteradas.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Ainda é comum nas matas exten- sas e preservadas. A melhor forma de vê-lo é prestar atenção às árvores em frutificação.

Fugindo do inverno • No sudeste do país, o pa- vó faz migrações altitudinais: ao chegar o frio, ele desce as serras rumo a regiões mais baixas e quentes, voltando a subir quando esquenta de novo. Supõe-se que desloque-se em busca de frutos, que ficam escassos durante o inverno frio e seco.

Solitary and discreet, this bird lives in the forest and will rarely appear in open areas, though it can so- metimes be seen in gardens and orchards.

It eats fruit, both wild (jussara palm) and cultivated, as well as large insects.

During the breeding season, seven or eight males will gather in morning groups to put on a kind of show, swelling their red throats and shaking their heads while issuing a deep, powerful moo that can be heard up to two kilometers away. Other than during these exhibi- tions, the bird is generally quiet.

Threatened by deforestation, trafficking and hunt- ing, this species does not survive in altered forest en viron ments.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Still common in extensive, well-preserved forest. The best way to spot this bird is to focus on fruit-bearing trees.

Fleeing the winter • In southeast Brazil, this species migrates over short distances from higher to lower altitudes. In winter, it heads for lower, warmer slopes in search of fruits, climbing again when the weather warms. It migrates in search of fruit, scarce during the cold, dry winter.

76

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Cotingidae

O u t r O s n O m e s garaponga, guiraponga, ferreiro, ferrador

t a m a n h O 27-31 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Cotingidae

Other pOpular names garaponga, guiraponga, ferreiro, ferrador

s i z e 27-31 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina

30 Araponga Procnias nudicollis Bare-throated Bellbird

Endêmica à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

aMeaçada • threatened • sP 2008 (Vu), iucn 2009 (Vu)

Onde pode ser vista Where to spot this bird

77

Uma das aves mais famosas do Brasil. Difícil de ver, costuma ficar pousada, imóvel, no dossel da ma- ta. No frio, deixa as serras rumo a áreas baixas, mais quentes.

Come frutos e cospe as sementes grandes, atuando em sua dispersão. Pouco se sabe sobre sua repro- dução. A fêmea faz o ninho, uma tigela rasa e frouxa, no alto das árvores, às vezes escondido entre plantas epífitas. Alimenta os filhotes com frutos.

Na primavera, o macho canta sem parar, por vezes oculto no dossel.

Desapareceu de vastas áreas devido ao desmata- mento e à captura intensa para gaiola.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum nas matas, sobretudo no sul da região (em especial de agosto a maio).

Voz prodigiosa • O grito da araponga, uma das vozes mais potentes entre as aves do mundo, lembra uma martelada numa barra de aço. É tão forte que pode ferir o ouvido de quem esteja perto demais. Só o macho canta, levando até três anos para aperfeiçoar sua voz tão característica.

One of the most famous birds in Brazil yet hard to spot, the bellbird likes to stay perched and still in the treetops. In cold weather, it leaves the mountains for the warmer lowlands.

It eats fruit and spits out the seeds, thus serving as a seed scatterer. Little is known about its reproduction. The female builds her nest, a shallow, loose-set cup, in the treetops, sometimes under cover of epiphytic plants (sometimes called air plants). The young are fed on fruit.

The male sings incessantly through the spring, often from a hidden perch in the tree boughs.

This species has disappeared from large territories due to deforestation and capture for the cage-bird trade.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common in the forest, especially in the south, between August and May.

Prodigious voice • The Bare-throated Bellbird’s voice is one of the most powerful among all the world’s birds, sounding somewhat like a hammer beating a steel bar. Its cry is so loud that it can damage the eardrums of those who happen to be too close. Only the male sings, and it can take up to three years to perfect this unique call.

78

Ambientes de ocorrência da espécie

Zi g

K oc

h

Z ig

K oc

h

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Pipridae

O u t r O s n O m e s dançador, dançarino

t a m a n h O 14,5-17 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Pipridae

Other pOpular names dançador, dançarino

s i z e 14.5-17 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

31 Tangará Chirophixia caudata Swallow-tailed Manakin

Onde pode ser visto Where to spot this bird

79

O tangará é comum no sub-bosque e bordas de ma tas e capoeiras, alimentando-se de frutos, às vezes de insetos.

Macho e fêmea são bem diferentes entre si: ele é colorido (preto, azul e vermelho) e ela é toda verde. Ela cuida sozinha das tarefas da reprodução. Faz o ninho, uma cestinha rala de fibras vegetais, numa forquilha a baixa altura, em geral entre ramagens pendentes sobre riachos. Também choca os ovos e cria os filhotes.

É mais ouvido do que visto, embora não seja difícil de observar. Seu chamado, “tchorío”, é emitido com muita frequência.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Comum, pode ser ouvido ou visto nos arredores das sedes das unidades de conservação e ao longo de caminhos e trilhas. Os machos dançam de agosto a janeiro.

Dançarinos talentosos • Os tangarás machos fazem verdadeiros concursos de dança para im- pressionar a fêmea: pousados em fila num galho diante dela, cada um salta no ar, paira um instante e voa para o fim da fila, dando vez ao próximo. A fêmea escolhe um deles para acasalar-se.

The Swallow-tailed Manakin is common in low- growing woodland and on the edge of forest and brushland, where it feeds on fruit and occasional insects.

The male and female are very different: the former being black, blue and red, and the latter being entirely green. The female tends the young alone. She builds her nest, a shallow basket of vegetal fibers, in a low- slung branch fork, preferably overhanging a stream. She incubates the eggs and raises the chicks by herself.

This bird is more often heard than seen, though it’s not difficult to observe. Its tchorio call is a frequent forest sound.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; can be heard and seen near buildings and other installations in protected areas and along walkways and trails. The males dance from August to January.

Talented dancers • Male Swallow-tailed Manakins put on an extraordinary dance contest to impress the females: perched in a row along a branch, they will jump into the air in turns, hover for a moment, then fly to the end of the line. The female chooses her mate from this dancing line-up.

80

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Pipridae

O u t r O n O m e estalador

t a m a n h O 11-12,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Pipridae

Other pOpular name estalador

s i z e 11-12.5 cm

r a n g e Southeast Brazil

32 Tangarazinho Ilicura militaris Pin-tailed Manakin

Endêmico ao BrasilEndemic to Brazil

Onde pode ser visto Where to spot this bird

81

O tangarazinho vive em matas e capoeira de re giões serranas, no chão, a meia altura e em bordas. É visto sozinho, em geral enquanto se alimenta de frutos em árvores e arbustos; come também insetos.

Como nas outras espécies da família, o macho faz exibições de acasalamento elaboradas, e só a fêmea cuida das tarefas ligadas à reprodução. O ninho é uma cestinha rala, construída a uns quatro metros de altura.

A espécie tem sofrido acentuado declínio, por conta da destruição e degradação da Mata Atlântica.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Pouco comum, vive sobretudo na porção sul da região. Pode ser visto ao longo de es- tradas, alimentando-se em moitas de pixirica (Miconia) com frutos.

Apresentação solitária • Assim como o tangará, seu parente tangarazinho é um exímio dançarino. Cada macho exibe-se sozinho, indo e vindo ao longo de um galho, em voos velozes por cima da fêmea, pousada no centro do palco. Nesses voos, as asas produzem estalos secos e fortes.

The Pin-tailed Manakin occurs in montane forest and brushland, in low-growing and mid-height woodland and on the forest edge. This species is usually seen alone while feeding in fruit trees and shrubs.

As with its cousin Manakins, the male puts on an elaborate mating dance while the female takes care of the reproduction-related tasks. The nest is a shallow basket placed some four meters above the ground.

This species is in sharp decline due to Atlantic For- est destruction and degradation.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Scarce, though with a greater presence in the south. It can be spot- ted in fruit-bearing glory bushes (Miconia) along the forest edge.

A one-man show • Like its swallow-tailed cousin, the Pin-tailed Manakin is a top-notch dancer. Each male puts on a one-man show, to-ing and fro-ing on a long branch, and flitting above the female in short bursts of flight as she watches from her perch center-stage. During these exhibitions, its wings make strong, dry snapping sounds.

82

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Tyrannidae

O u t r O s n O m e s não há

t a m a n h O 23-28 cm (incluindo a cauda de 9-10 cm), 18-22 cm

d i s t r i b u i ç ã O Brasil e países limítrofes, salvo Uruguai; também norte da América do Sul

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Tyrannidae

Other pOpular names none

s i z e 23-28 cm (including a 9-10cm tail), 18-22 cm

r a n g e Brazil and bordering countries, except Uruguay, and in northern South America

33 Viuvinha Colonia colonus Long-tailed Tyrant

Onde pode ser vista Where to spot this bird

83

Inconfundível e chamativa, a viuvinha vive em ca sal, às vezes grupinhos familiares, em mata, capo- eira e bordas.

Seus alimentos principais são insetos voadores, como besouros, abelhas e vespas.

Aninha em buracos de troncos e galhos, como ocos naturais ou ninhos antigos de pica-paus. Reveste o fundo da cavidade com uma espessa camada de raízes finas, talos de folhas e pedaços de epífitas, plantas que vivem sobre as árvores. A fêmea põe de dois a três ovos, que incuba sozinha. O macho participa na criação dos filhotes.

Seu chamado mais ouvido é um “uiu” suave e melancólico, bem característico.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa- ranapiacaba • Comum, sendo vista ao longo de estra- das e em algumas sedes de unidades de conservação.

Lar, doce lar • A viuvinha passa o dia pousada em um galho seco, bem elevado e exposto, na beira da mata. Daí, levanta voo para capturar insetos alados, retornando depois ao ponto de partida. Cada ave tem seu poleiro favorito, onde é vista pousada durante todo o ano.

Unmistakable and attractive, the Long-tailed Tyrant lives in pairs and occasionally in small family groups. It inhabits forests, brushland and the forest edge.

It prefers to feed on flying insects, such as beetles, bees and wasps.

It nests in holes in tree trunks and branches, whether natural hollows or abandoned woodpecker nests. It lines the floor of the cavity with a thick layer of fine roots, leaf stems and tufts of air plants. The female lays two or three eggs, which she incubates alone. The male helps raise the chicks.

Its most commonly-heard call is a very characteristic gentle, melancholy uiu.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; often seen along roadsides and near buildings and other installations in protected areas.

Home bird • The Long-tailed Tyrant will spend the day perched on a dry branch, high above ground and with an open view, normally on the edge of the forest. From this perch it will take flight to capture winged insects and return to its perch. Each bird has its favorite roost, where it can be seen all year round.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Tyrannidae

O u t r O s n O m e s bentevi-de-coroa, triste-vida

t a m a n h O 21-26 cm

d i s t r i b u i ç ã O do sul dos EUA à Argentina, incluindo todo o Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Tyrannidae

Other pOpular names bentevi-de-coroa, triste-vida

s i z e 21-26 cm

r a n g e from the southern US to Argentina, including all of Brazil

34 Bentevi Pitangus sulphuratus Great Kiskadee

Onde pode ser visto Where to spot this bird

85

Muito conhecido por ser comum, fácil de ver e bonito, o bentevi é agitado e barulhento. Alimenta-se de insetos e frutos; come também lagartixas, filhotes de aves, restos de comida humana e o que houver disponível.

Faz ninho no topo de árvores altas. É uma grande bola de capim, gravetos e raízes finas, que o casal leva quase um mês para construir. Durante o choco dos ovos e a criação dos filhotes, o casal protege o ninho gritando muito e atacando possíveis predadores.

O canto característico ben-tivi!, originou o nome popular. Para cantar, pousa em locais expostos, como no alto de árvores ou de postes, chamando a atenção.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, fácil de ver e de ouvir nas sedes de unidades de conservação.

Topando o que pintar • O bentevi, uma das aves mais populares do Brasil, é muito adaptável e vive em praticamente qualquer tipo de ambiente, in- clusive criados pelo ser humano. Capaz de mudar seu comportamento para explorar novas situações, muda a dieta e inclui o que estiver disponível.

This very well-known bird is widespread, easy to see and very pretty. The Great Kiskadee is an agitated, noisy bird that feeds on insects and fruit, though it will also eat small lizards, chicks of other bird species, human leftovers and anything else that happens to be around.

It builds its nest at the top of tall trees. The nest is basically a large ball of grass, twigs and slender roots, and takes about a month to build. While incubating their eggs and raising the chicks, the pair will protect the nest by crying out and attacking possible predators.

It takes its popular Brazilian name from its famous call – ben-tivi!, which sounds remarkably like “Saw ya!” in Portuguese. The bird will perch in exposed areas such as tree tops and posts in order to sing, thus brin ging a lot of attention to itself.

Points of interest about the species in the Mar and Pa- ranapiacaba mountain ranges • Common; easy to spot near buildings and other installations in protected areas.

Come what may • The Great Kiskadee is one of the most popular Brazilian birds. Highly adapt- able, it can be found in most environments. It can readily adapt to new situations and can alter its diet accordingly.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Tyrannidae

O u t r O s n O m e s tinguá-açu, tinguaçu-de-cabeça-cinza

t a m a n h O 20-22 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Tyrannidae

Other pOpular names tinguá-açu, tinguaçu-de-cabeça-cinza

s i z e 20-22 cm

r a n g e Southeast Brazil

35 Capitão-de-saíra Attila rufus Grey-hooded Attila

Endêmico ao BrasilEndemic to Brazil

Onde pode ser visto Where to spot this bird

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Sozinho ou em casal, vive na mata, do sub-bos- que ao dossel, em geral perto d’água. Quando nervoso, move a cauda devagar para diante e agita-a, sem abri-la.

A dieta, bem variada, inclui insetos, anfíbios e frutos silvestres. Captura as presas em voo (como borboletas) ou no chão (formigas). Há pouca informação sobre sua reprodução; faz um ninho volumoso, dentro de ocos de árvores ou tocas em barrancos de rios.

É um gritador vigoroso, mais detectado por sua voz, uma sequência ascendente e curta de assobios, com uma nota descendente no final.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, sobretudo na porção sul. É fácil de ver ou ouvir em trilhas em meio à mata.

Dieta perigosa • O capitão-de-saíra tem o bico rodeado por cerdas, que são penas modificadas, com aparência de pelos. Longas e rígidas, acredita- se que tenham por função proteger os olhos da ave contra o bater de asas, as pernas espinhosas ou os pelos urticantes de suas presas.

Alone or in pairs, this bird lives in the fo rest from the low-growing brush to the canopy, usually near the water’s edge. When alarmed, it will slowly spike and shake its tail, though without opening it.

Its diet is varied and includes insects, amphibians and wild fruit. It captures its prey in mid-flight (butterflies, for example) or on the ground (ants). Little is known about its reproduction other than that it prepares a large nest in tree hollows or in warrens dug into riverside embankments.

It is a vigorous screamer, issuing a crescendo of short whistles, with an abrupt drop at the end.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common, espe- cially in southern areas. It’s easy to hear and see along deep forest trails.

Dangerous diet • The Grey-hooded Attila has bristles around its beak. These look like hairs, though they are really modified feathers. Long and stiff, they are believed to protect the bird’s eyes against the beating wings, spiny legs and other barbs of its prey.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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P al

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Tyrannidae

O u t r O s n O m e s maria-leque, papa-mosca-real

t a m a n h O 16-17,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Tyrannidae

Other pOpular names maria-leque, papa-mosca-real

s i z e 16-17.5 cm

r a n g e Southeast Brazil

36 Maria-leque-do-sudeste Onychorhynchus swainsoni Atlantic Royal Flycatcher

Endêmico ao BrasilEndemic to Brazil

aMeaçado • threatened • são Paulo 2008 (Vu); iucn 2009 (Vu)

Onde pode ser vista Where to spot this bird

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Discreta, a maria-leque vive no sub-bosque de matas e capoeirões, perto de córregos com densa vegetação marginal.

Come insetos, alimentando-se a baixa altura, so- zinho ou em casal. Fica pousada, imóvel, por longos períodos, dá um voo curto para capturar a presa e retorna ao poleiro antes de comê-la.

O ninho, construído sobre riachos sombreados, é feito de musgo, folhas secas e fibras vegetais, e à primeira vista parece um amontoado de folhas enros- cadas em teias.

Está ameaçada pelo desmatamento e pela degra- dação e fragmentação da mata.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Rara, está presente sobretudo no sul da região. Pode ser vista ao longo de estradas e trilhas na mata.

Espetáculo intrigante • É raro ver a maria-leque de crista aberta, pois o pássaro só a exibe ao sentir-se ameaçado. Nessa situação, ele expande totalmente o leque colorido, abre bem o bico e move a cabeça para os lados, devagar. Não se sabe ao certo a finalidade dessa exibição impressionante.

This discreet bird lives in low-growing forests and brushland with streams and thick waterside vegetation.

It eats insects, which it snatches from the low branches, and lives alone or in pairs. It will remain perched and still for long periods, interspersed with occasional bursts of flight to capture prey, which it eats once safely back on its perch.

Its nest, which overhangs shaded streams, is made from moss, dried leaves and vegetal fiber. At first sight, it can easily be mistaken for leaves caught in a spider’s web.

This species is threatened by deforestation and forest degradation and fragmentation.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Rare, with higher concentrations in the south. Can be glimpsed along roadsides or forest trails.

An intriguing spectacle • Catching this bird with its crest fanned is a rare sight. It only happens when threatened. It fans out its colored crest, throws its beak wide open and slowly shakes its head side to side. It is not known what this impressive show achieves.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Tyrannidae

O u t r O s n O m e s patinho-de-garganta-branca, bico-chato, boca-larga

t a m a n h O 9-10,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste e sul do Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina, Venezuela, Colômbia e América Central

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Tyrannidae

Other pOpular names patinho-de-garganta-branca, bico-chato, boca-larga

s i z e 9-10.5 cm

r a n g e Eastern and southern Brazil, Bolivia, Paraguay, Argentina, Venezuela, Colombia and Central America

37 Patinho Platyrinchus mystaceus White-throated Spadebill

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

Onde pode ser visto Where to spot this bird

91

Este passarinho miúdo e rabicó vive em matas e capoeirões, habitando o chão denso e emaranhados da borda, em geral perto de córregos.

Alimenta-se de insetos, aranhas e outros invertebrados. Sozinho ou em casal, costuma ficar pousado e imóvel, por longos períodos, precipitando-se de repente para capturar alguma presa ou mudar de poleiro.

Seu ninho é uma tigelinha, apoiada numa forquilha de ramos finos, bem perto do chão da mata; é revestido por fora com folhas mortas de taquarinha, colocadas uma a uma. Por dentro é forrado com crina vegetal e teias de aranha. A postura é de dois ovos.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, é fácil de ver ao longo de trilhas e estradas que atravessam a mata.

Pequenas joias ocultas • A Mata Atlântica abriga diversas aves interessantes, tão difíceis de detectar que só os especialistas as conhecem. Muitas, como o patinho, vivem no sub-bosque denso e desa- parecem se as pessoas “limpam” a mata, tirando a vegetação baixa e deixando apenas as árvores.

This tiny and short-tailed bird lives in forest and woodland, preferring low-growing cover or waterside thickets, especially on the banks of streams.

It feeds on insects, spiders and other invertebrates. Seen either alone or in pairs, the White-throated Spadebill will perch motionless for long periods, only to burst into flight either to catch prey or change its perch.

Its nest is a little bowl clad with dead bamboo leaves set into the fork of thin branches just above the forest floor. The nest is lined with agave fibers and spider’s webs. The female lays two eggs.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common and easy to spot along forest trails and roads.

Little hidden jewels • The Atlantic Forest is home to many interesting birds, some so hard to find that only specialists know about them. Many, such as the White-throated Spadebill, live in thick woodland and disappear when the undergrowth is cleared by man.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Hirundinidae

O u t r O s n O m e s andorinha-doméstica-grande, andorinha-guaçu, andorinhão

t a m a n h O 16-20 cm

d i s t r i b u i ç ã O do México à Argentina, incluindo todo o Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Hirundinidae

Other pOpular names andorinha-doméstica-grande, andorinha-guaçu, andorinhão

s i z e 16-20 cm

r a n g e from Mexico to Argentina, including all of Brazil

38 Andorinha-grande Progne chalybea Grey-breasted Martin

Onde pode ser vista Where to spot this bird

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É a maior andorinha do Brasil. Vive em áreas aber- tas e no entorno de habitações humanas. Sozinha ou em pequenos grupos, come insetos alados durante o voo.

Faz ninho em buracos em barrancos, sob beirais de casas e telhados e em ninhos abandonados de joão-de-barro. Vários casais podem aninhar próximos e chegam a formar grandes colônias.

Ao pernoitar em árvores em área urbana, milhares de indivíduos podem juntar-se e sobrevoar a cidade ao escurecer, até descerem em massa para os poleiros, com manobras sincronizadas e espetaculares.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, ocorre em toda a região. Cria nas sedes de várias unidades de conservação.

Viajantes de longa distância • Em abril, as an- do rinhas-grandes que habitam o sul do Brasil (incluindo parte do Estado de São Paulo) migram para o norte, fugindo do frio, e chegam à Ama- zônia. Elas retornam para o sul em agosto, com a volta do calor, já preparando-se para a estação reprodutiva.

The largest martin in Brazil is found in open areas around human settlements. This bird, which can be seen alone or in groups, eats winged insects during flight. It nests in holes dug into embankments, under the eaves of houses and in tiled roofs, as well as in abandoned red ovenbird nests. Many pairs may nest in close proximity, creating large colonies.

Thousands of individuals can be seen sleeping in trees in urban areas or flying over the city in flocks at nightfall before descending in unison to roost, in spec- tacular demonstrations of synchronized flight.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common throughout the region. Breeds at the bases of various protected areas.

Long-distance travelers • In April, the large mar- tins that inhabit southern Brazil (including part of São Paulo state) migrate north and winter in the Amazon to escape the cold. They fly south again in August when the warm weather returns, just in time for breeding.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Turdidae

O u t r O s n O m e s sabiá-preta, sabiá-preto

t a m a n h O 19-24 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste do Brasil, Paraguai, Argentina; também no norte da América do Sul

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Turdidae

Other pOpular names sabiá-preta, sabiá-preto

s i z e 19-24 cm

r a n g e Eastern Brazil, Paraguay, Argentina; also northern South America

39 Sabiá-una Turdus flavipes Yellow-legged Thrush

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

95

Morador da copa das árvores, o sabiá-una vive na bor da e nas copas de matas e capoeirões e desce pouco ao solo.

Em geral é visto ao visitar plantas em frutificação, inclusive em pomares. Alimenta-se de frutos, tanto silvestres como cultivados, e de insetos.

Constrói o ninho em barrancos ou paredões ro- chosos. É uma tigela rasa feita com raízes e barro, revestida com musgo por fora e com raízes finas por dentro. Põe dois ovos azul-claros ou esverdeados, com manchas cor-de-vinho.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Comum, nos meses frios migra do alto da serra para as áreas mais baixas, na planície litorânea. É um dos principais consumidores dos frutos da palmeira juçara.

Haja fôlego! • É mais comum ouvir do que ver o sabiá-una, que vive oculto na copa das árvores altas da mata. É o macho quem canta, uma me- lodia agradável e variada, cheia de notas agudas e até desafinadas. Às vezes ele canta por longos períodos, sem intervalos, e parece incansável.

This essentially tree-based bird can be found along the edge and in the canopy of forests and brushland, only rarely descending to ground level.

It is generally seen while visiting fruit-bearing plants, sometimes even in orchards. It feeds on wild and cul- tivated fruit and on insects. It nests in embankments and rocky slopes and steeps.

Its nest is a shallow bowl made from roots and mud, padded with moss on the outside and lined internally with slender roots. The female lays two light blue or greenish eggs with wine-colored spots.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; migrates from the mountains to the coastal lowlands in winter. One of the biggest consumers of jussara palm fruit.

Fine lungs! • It’s more common to hear the Yellow- legged Thrush than to see it, as it lives in the tops of tall trees. The apparently tireless male sings for lengthy periods without stopping. Its call is a pleas- ant and varied melody, full of high and sometimes warbled notes.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Icteridae

O u t r O s n O m e s japira, japiim-do-mato, japujuba, japuíra

t a m a n h O 27-29,5 cm, 21,5-24 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai, Argentina; há outra população na Amazônia

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Icteridae

Other pOpular names japira, japiim-do-mato, japujuba, japuíra

s i z e 27-29.5 cm, 21.5-24 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina; another population is found in the Amazon

40 Guaxe Cacicus haemorrhous Red-rumped Cacique

Onde pode ser visto Where to spot this bird

97

O guaxe é um pássaro grande, agitado e chama- tivo, fácil de detectar onde existe. Habita a mata, em grandes bandos barulhentos que se deslocam através do dossel ou pouco acima dele. O macho é maior e mais robusto do que a fêmea.

Alimenta-se no dossel da mata e a dieta inclui insetos e outros invertebrados, frutos, flores e néctar. Ao comer frutos maiores, pode segurá-los com os pés. A fêmea sozinha constrói o ninho e cuida dos filhotes.

Tem várias vozes fortes e variadas, entre as quais um chamado rouco que deu origem ao nome popular.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, frequenta as sedes de várias unidades de conservação. Suas colônias são vistas com facilidade.

Condomínio seguro • Os ninhos do guaxe são bolsas longas que pendem dos galhos de árvores altas, formando colônias (com até 50 ninhos!). Às vezes a colônia rodeia um vespeiro ou colmeia de abelhas; os insetos talvez afastem moscas para- sitas, o que confere proteção aos filhotes da ave.

The Red-rumped Cacique is a large, restless and alluring bird that’s easy to detect. It lives in large, noisy flocks in the forest, flying within or just above the canopy. The male is larger and more robust than the female.

It feeds among the tree tops and its diet includes insects and other invertebrates, fruit, flowers and nectar. When it eats larger fruit it will sometimes hold it down with its feet. The female builds the nest and tends the young alone.

Among its strong and varied vocalizations is the hoarse call from which it takes its popular name – guaxe.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; frequents the area around buildings ans other installations in many protected areas. Its colonies can be easily spotted.

Safe condo • The Red-rumped Cacique’s nest is a long sack-like structure that hangs from the branches of tall trees, sometimes in colonies of up to 50 nests. These colonies are occasionally built around a wasp’s nest or a beehive, which are thought to ward off parasitic flies and therefore protect the young.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Coerebidae

O u t r O s n O m e s bananinha (P.E. Jurupará), mariquita, caga-sebo, sebinho, papa-banana

t a m a n h O 11 cm

d i s t r i b u i ç ã O do México à Argentina, incluindo o Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Coerebidae

Other pOpular names bananinha, mariquita, caga- sebo, sebinho, papa-banana

s i z e 11 cm

r a n g e from Mexico to Argentina, including Brazil

41 Cambacica Coereba flaveola Bananaquit

Onde pode ser vista Where to spot this bird

99

A pequena cambacica é uma ave simpática e muito comum, habitante de qualquer área onde haja árvores, inclusive cidades. Em geral é vista sozinha. Em locais com abundância de flores, vários indivíduos podem juntar-se, mas sem se organizarem em bandos.

Alimenta-se sobretudo de néctar de flores e também de frutos, insetos e aranhas.

Usando capim seco, faz um ninho esférico com uma pequena entrada que leva à câmara interna. Aí a fêmea põe de dois a três ovos, que choca por 12 a 13 dias. A ave constrói também um ninho menor, menos caprichado, que usa para passar a noite.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa - ranapiacaba • Comum, é fácil vê-la nas sedes das unidades de conservação, visitando flores de plantas ornamentais como hibisco, malvavisco e grevílea.

Uma velha conhecida • Quem curte observar aves já conhece a simpática cambacica, que visita flores e garrafinhas de água açucarada nos jardins de todo o Estado de São Paulo. Ela não paira como os beija-flores e para alimentar-se faz verdadeiras acrobacias, como pendurar-se de ponta-cabeça.

The little Bananaquit is a friendly and very common bird that will live wherever there are trees, even in cities. Generally seen alone, many individuals may congregate where there are abundant flowers, though not neces- sarily forming flocks.

It mainly feeds on flower nectar, but will also savor fruit, insects and spiders.

Its nest is a spherical chamber with a single entrance, made from dried grass. The female lays two or three eggs, which she incubates for 12 or 13 days. This bird will also build a smaller, less well-finished nest in which to spend the night.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; easy to spot when visiting the flowers of ornamental plants such as the hibiscus, malvaviscus and grevilleas.

An old friend • Anyone who likes birdwatching will know the Bananaquit pretty well, as it’s commonly seen buzzing around flowers and sweetened water dispensers in gardens throughout São Paulo state. Unlike hummingbirds, the Bananaquit doesn’t hover, so it has to pull off some daring aerobatics in order to feed, sometimes even dangling upside down.

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Ambientes de ocorrência da espécie

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thraupidae

O u t r O s n O m e s não há

t a m a n h O 12,5-13,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O da América Central ao sul do Brasil, ao Paraguai e à Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thraupidae

Other pOpular names none

s i z e 12.5-13.5 cm

r a n g e from Central America to the south of Brazil, Paraguay and Argentina

42 Saí-azul Dacnis cayana Blue Dacnis

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Onde pode ser visto Where to spot this bird

101

O saí-azul vive na borda da mata e em capoeiras e capoeirinhas, e costuma frequentar pomares e jardins nas vizinhanças. Em casais ou em grupinhos familiares, percorre a copa das árvores, descendo até arbustos para se alimentar.

Sua dieta variada inclui frutos silvestres e insetos. Também suga néctar, enfiando o bico na base de flores nativas ou cultivadas. Visita bebedouros de beija-flor, onde se agarra às flores de plástico para tomar água.

Pode associar-se a outros pássaros comedores de frutos, como saíras e outras espécies de saís, formando bandos mistos.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Comum, é fácil de ver nas sedes das unidades de conservação, em especial em plantas ornamentais floridas, como hibisco, malvavisco e grevílea.

Disfarce cauteloso • Como acontece com várias espécies de aves, só o macho da saíra-azul tem plumagem chamativa, enquanto a fêmea é quase toda verde. O colorido mais discreto é protetor e diminui o risco de detecção por predadores enquanto ela está no ninho, chocando os ovos.

The Blue Dacnis lives along the edge of forest and brushland and will often frequent orchards and gardens in the surrounding area. This species lives in pairs or small family flocks and generally inhabits tree boughs, though it will descend to the bushes to feed.

Its diet is varied and includes wild fruit, insects and nectar from native and planted flowers. It will visit the water dispensers hung out for hummingbirds, clinging to the little plastic flowers in order to drink.

It may form mixed flocks with other fruit-eating birds such as blackbirds and other tanagers.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; easy to spot visiting the flowers of ornamental plants such as the hibiscus, malvaviscus and grevilleas.

Careful disguise • As with various bird species, only the male Blue Dacnis has attention-grabbing plumage, while the female is almost entirely green. This more discreet coloration is a protective device, as it reduces the risk of detection by predators while she incubates eggs in her nest.

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Ambientes de ocorrência da espécie

H ar

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P al

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thraupidae

O u t r O s n O m e s saíra-de-bando, saí-de-sete-cores

t a m a n h O 13,5-15 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai, Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thraupidae

Other pOpular names saíra-de-bando, saí-de-sete-cores

s i z e 13.5-15 cm

r a n g e Southeast Brazil Paraguay, Argentina

43 Sete-cores Tangara seledon Green-headed Tanager

Endêmico à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest 0

Onde pode ser visto Where to spot this bird

103

Habita matas e capoeiras e visita clareiras, roças com árvores isoladas e jardins. Forma grupinhos com até dez integrantes, nos quais os machos adultos destacam-se pelo colorido mais vivo.

Come frutos, silvestres e cultivados, e insetos. Frequenta comedouros com frutas.

O ninho, muito bem escondido na folhagem, é uma tigela funda e caprichada, feita de ervas, raízes finas e folhas secas. A fêmea põe três ovos, brancos com manchas castanhas.

Em muitos locais ainda é numeroso, mas desapa- receu de vastas áreas devido à destruição da Mata Atlântica. É perseguido como ave de gaiola.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum o ano todo. É visto nas sedes de várias unidades de conservação e ao longo de trilhas e estradas.

Companheiros e convivas • É comum ver o sete-cores associado com outras espécies de saíras, formando bandos mistos que percorrem a mata. Juntas, as aves vasculham a folhagem em busca de alimento, que podem ser insetos ou frutos. Uma de suas companhias mais assíduas é a saíra-de-lenço.

This species lives in forest and brushwood, but will visit clearings, plantations with isolated trees, and gardens. It forms groups of up to 10, in which the adult males stand out with their vivid colors.

This species eats insects and wild and cultivated fruit. It will eat from feeders stocked with fruit.

The nest, well hidden among the foliage, is a deep and well-crafted bowl made from herbs, fine roots and dry leaves. The female lays three eggs, which are white with brownish spots.

Though still numerous in many places, this species is disappearing in vast territories due to Atlantic Forest destruction. It is also a sought-after cage-bird.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common all year round. Can be seen near buildings and other installations in various protected areas and along trails and roads.

A sociable companion • The Green-headed Tana- ger is often seen hanging out with other tanagers in mixed foraging flocks. Together, the birds rum- mage through the foliage in search of insects or fruit. One of its most frequent companions is the Red-necked Tanager.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

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O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thraupidae

O u t r O s n O m e s saíra-militar, saí-militar

t a m a n h O 13 cm

d i s t r i b u i ç ã O Brasil, Paraguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thraupidae

Other pOpular names saíra-militar, saí-militar

s i z e 13 cm

r a n g e Brazil, Paraguay and Argentina

44 Saíra-de-lenço Tangara cyanocephala Red-necked Tanager

Endêmica à Mata Atlântica Endemic to the Atlantic Forest

Onde pode ser vista Where to spot this bird

105

Uma das saíras mais bonitas da Mata Atlântica, a saíra-de-lenço vive em matas e capoeiras, e visita jardins, roças abandonadas e pomares vizinhos; a fêmea tem colorido mais pálido do que o macho.

Em pares ou grupinhos, percorre as copas, alimen- tando-se sobretudo de frutos, e também de insetos e aranhas. Procura alimento ativamente, em geral bem no alto das árvores: examina sob os galhos, de cabeça para baixo, em busca de presas. Desce para procurar frutos em moitas.

Sabe-se pouco sobre sua reprodução. A fêmea põe três ovos, que choca sozinha por 12 a 13 dias. Ambos os pais alimentam os filhotes, com insetos e frutos.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • Comum, é vista inclusive nas sedes de unidades de conservação, em geral em bandos mistos com outras saíras..

Uma festa para os olhos • Assim como o sete- cores, a saíra-de-lenço pertence ao gênero Tangara, um grupo de pássaros tropicais muito coloridos e vistosos. São extremamente diversificados: existem 22 espécies no Brasil.

One of the most beautiful of the Atlantic Forest tanagers, the Red-necked Tanager lives in forest and brushland, though it will visit neighboring gardens, abandoned plantations and orchards. The female is not as vividly colored as the male.

In pairs or small groups, this bird can be seen foraging among tree boughs, looking for fruit, insects and spiders. It is an active forager, mostly among the higher branches, which it will examine closely while hanging upside down. It is often seen descending to the bushes in search of fruit.

Little is known about its reproduction, other than that the female lays three eggs, which she incubates alone for 12 or 13 days. Both parents feed the chicks with insects and fruit.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; often seen in mixed flocks near buildings and other installa- tions in protected areas.

A feast for the eyes • Like its green-capped cousin, the Red-necked Tanager belongs to a line of colorful and eye-catching tropical birds. Tanagers are extremely diversified, with 22 species found throughout Brazil.

106

Ambientes de ocorrência da espécie

Zi g

K oc

h

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thraupidae

O u t r O s n O m e s assanhaço, sanhaço-cinzento, saí-açu, sanhaçu-azul

t a m a n h O 16,5-18 cm

d i s t r i b u i ç ã O Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thraupidae

Other pOpular names assanhaço, sanhaço-cinzento, saí-açu, sanhaçu-azul

s i z e 16.5-18 cm

r a n g e Brazil, Bolivia, Paraguay, Uruguay and Argentina

45 Sanhaço-cinza Thraupis sayaca Sayaca Tanager

Onde pode ser visto Where to spot this bird

107

Apesar do nome, sob a luz do sol a plumagem do sanhaço-cinza adquire um belo tom azul. Muito ativo, está sempre piando, cantando e voando de um galho a outro e é fácil perceber sua presença. Vive quase em qualquer ambiente, natural ou humano, exceto na mata fechada.

Alimenta-se de frutos, insetos, néctar e pétalas de flores. Visita pomares e comedouros para comer frutas, inclusive em áreas urbanas.

O casal constrói junto o ninho, uma cestinha bem elaborada, feita com materiais macios como paina e musgos, onde a fêmea põe três ovos. Os filhotes são criados e protegidos pelo casal.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Paranapiacaba • É muito comum, inclusive nas sedes das unidades de conservação, onde visita árvores frutíferas.

O pássaro que planta • Ao comer frutos, o sanhaço-cinza aproveita a polpa e elimina intactas as sementes, muitas vezes longe da planta-mãe. Com isso, promove sua dispersão. Por ser comum em diversos ambientes, é um importante dispersor de sementes no Estado de São Paulo.

Despite its Brazilian name – Sanhaço-cinza (Grey Tanager) – this bird’s plumage takes on a pretty blue hue in the sunlight. A very active bird, its call is constantly heard as it flits from branch to branch, so its presence is easy to detect. It can be found in practically any environment except thick, closed forest.

It eats fruit, insects, nectar and flower petals and will visit orchards and bird feeders, even in urban areas.

The pair build the nest, which is an elaborate bas- ket made from soft material such as kapok and moss. The female lays three eggs. The young are raised and protected by both parents.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Very common, even near buildings and other installations in protected areas, where it can be seen in fruit trees.

The bird that plants • When it eats fruit, the Sayaca Tanager will consume the pulp while eliminating the seeds, often some distance away from the mother plant. In so doing it helps with seed dispersal. As it is common in a range of environments, it is one of the most important seed scatterers in the state of São Paulo.

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Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Thraupidae

O u t r O s n O m e s pixorrolê, titicão, pixarro

t a m a n h O 20-22 cm

d i s t r i b u i ç ã O leste e sul do Brasil e países limítrofes

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Thraupidae

Other pOpular names pixorrolê, titicão, pixarro

s i z e 20-22 cm

r a n g e Eastern and southern Brazil and bordering countries

46 Trinca-ferro Saltator similis Green-winged Saltator

Onde pode ser visto Where to spot this bird

109

Geralmente em casal, o trinca-ferro é um habitan- te discreto do dossel de matas e capoeirões, sendo detectado sobretudo pelo canto curto e melodioso, composto por três a cinco notas assobiadas.

É um dos poucos pássaros cuja dieta inclui folhas; come também frutos, silvestres ou cultivados, e cap- tura cupins voadores. Em pomares e jardins vizinhos a matas, visita comedouros com frutas.

A fêmea põe ovos lustrosos, de fundo azul- esverdeado com uma coroazinha de riscos e pontos pretos numa das pontas.

É reconhecido pelo bico muito grosso e pela gar- ganta branca com lados pretos.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Pouco comum, é mais ouvido de setembro a março. É mais fácil vê-lo em capoeirões e bordas de mata.

Infelizmente, bom cantor • Por seu canto curto e melodioso, o trinca-ferro é popular como ave de gaiola, sendo cobiçado por comerciantes ilegais e colecionadores de aves. Felizmente, é comum e tem ampla distribuição geográfica, mas é uma das espécies mais apreendidas nas ações de combate ao tráfico de animais silvestres.

Generally seen in pairs, the Green-winged Sa lta tor is a discreet inhabitant of the tree canopy in forests and woodland. It is primarily detected by its short, melodi- ous song of three to five whistled notes.

This is one of the few birds whose diet includes leaves, though it will also eat wild and cultivated fruit and winged termites. In nearby orchards and gardens, it will visit bird feeders with fruit. The female lays shiny eggs, greenish-blue in color, with a crown of black scratches and dots.

It is easily recognized by its thick beak and white throat with black flanks.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Not common; more often heard from September through March. Best seen in brushland and on the forest edge.

An unfortunately good singer • Because of its short, melodious song, the Green-winged Saltator is a popular fixture in the cage-bird trade, being a favorite among illegal traders and collectors. Luckily, the bird is common across an ample geographic range, but it’s one of the species most often en- countered during anti-smuggling operations.

110

Ambientes de ocorrência da espécie

Jo ão

Q ue

nt al

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Emberizidae

O u t r O s n O m e s chanchão, estalador, pichochó-estrela

t a m a n h O 12,5-13,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O sudeste do Brasil, Paraguai, Argentina

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Emberizidae

Other pOpular names chanchão, estalador, pichochó-estrela

s i z e 12.5-13.5 cm

r a n g e Southeast Brazil, Paraguay, Argentina

47 Pichochó Sporophila frontalis Buffy-fronted Seedeater

aMeaçado • threatened • sP 2008 (cr), Brasil 2003 (Vu), iucn 2009 (Vu)

Onde pode ser visto Where to spot this bird

111

De ocorrência localizada e presença imprevisível, vive em vegetação arbustiva na borda de mata e em clareiras naturais, em áreas serranas, sempre na proximidade de taquarais nativos. Seu canto é um açoitar penetrante, muito forte, e o seu nome po pular

– pichochó – imita o som que produz. Fragmentos florestais isolados não garantem sua

sobrevivência, que requer extensas áreas contínuas de mata intacta. As populações têm-se reduzido não só pela destruição e fragmentação da mata, como pela captura ilegal como ave de gaiola.

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • No sul da região, a frutificação de taquarais atrai uma quantidade imensa de pichochós, para áreas onde antes estavam totalmente ausentes. O ambiente fica tomado pelo canto dos machos, que vocalizam o tempo todo.

O nômade da floresta • A frutificação das taquaras, de cujas sementes o pichochó se alimenta, é um evento raro. A ave percorre grandes extensões de mata em busca dos taquarais com frutos. A fragmentação da floresta e o isolamento dos taquarais ameaçam a sobrevivência da espécie.

With localized and erratic distribution, this species lives in shrubby vegetation on the forest edge and in natural clearings in mountainous regions, always close to native bamboo stands. Its call is whippishly shrill, as can be judged from its Brazilian name – Pichochó.

Isolated forest fragments are not enough to ensure its survival, as this species needs continuous extensions of intact forest. Populations have reduced significantly due to deforestation, forest fragmentation and illegal capture by the cage-bird trade.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • In the southern portion of the region, blooming bamboo stands attract huge numbers of Buffy-fronted Seedeaters. Whole stands resonate with the males’ constant call.

Forest nomad • Bamboo blossoming is a rare occurrence. The Buffy-fronted Seedeater feeds on these seeds and will cover large distances in search of fruit-bearing bamboo. Forest fragmentation and the isolation of bamboo stands is threatening the survival of this species.

112

Onde pode ser visto Where to spot this bird

O r d e m Passeriformes

F a m í l i a Emberizidae

O u t r O n O m e titica

t a m a n h O 14,5-15,5 cm

d i s t r i b u i ç ã O do México à Argentina e Chile, incluindo todo o Brasil

O r d e r Passeriformes

F a m i ly Emberizidae

Other pOpular names titica

s i z e 14.5-15.5 cm

r a n g e from Mexico to Argentina and Chile, including all of Brazil

48 Tico-tico Zonotrichia capensis Rufous-collared Sparrow Jo

ão Q

ue nt

al

Onde pode ser visto Where to spot this bird

113

Uma das aves mais populares do Brasil, o tico- ti co vive quase em qualquer ambiente, exceto o interior de matas primárias.

Sozinho ou em casal, passa boa parte do tempo saltitando pelo chão, em áreas abertas e comendo sementes e insetos. Visita comedouros com grãos, como milho quebrado e arroz.

Seu ninho é uma tigelinha de palha, feita sob moitas ou touceiras de capim, às vezes em vasos de samam- baia. Os jovens têm o peito e a barriga manchados com tons mais escuros.

Seu canto, delicado e suave, varia de uma região a outra. 

Particularidades da espécie nas serras do Mar e Pa ranapiacaba • Comum, pode ser visto nas sedes de unidades de conservação e em áreas abertas, o ano todo.

Passarinho urbano • O popular tico-tico sobre- vive bem em ambientes alterados, e é comum na proximidade humana. Nas cidades, ocorre sobretudo em áreas verdes com gramados. Em anos recentes, porém, desapareceu de muitos bairros residenciais, por exemplo em São Paulo, sem que se saiba o motivo.

One of the most popular birds in Brazil, the Ru fous- collared Sparrow can live in pretty much any environ- ment except the depths of primary forest.

Alone or in pairs, it spends much of its time skipping across the ground in open areas, pecking at seeds and insects. This species can also be seen at bird feeders stocked with grain such as crushed corn and rice.

Its nest is a straw bowl built under bushes or grassy shrubs, and sometimes in fern pots. The young have a dark dappled breast.

Its delicate, gentle song varies from region to region.

Points of interest about the species in the Mar and Paranapiacaba mountain ranges • Common; often seen near buildings and other installations in protected and open areas, all year round.

Urban bird • The popular crown sparrow survives well in altered environments, and is not shy toward humans. In cities, this species can be seen flying over greenery and lawns. However, in recent years, for unknown reasons, the bird has disappeared from various residential neighborhoods, particularly in São Paulo.

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Para saber mais

Há vários livros muito úteis para quem quer conhecer melhor as aves do Brasil. Algumas sugestões seguem abaixo. Helmut Sick, 1997. Ornitologia brasileira. Rio de Janeiro,

Nova Fronteira. É o livro mais importante sobre as aves brasileiras.

Martha Argel e Carlos Meira, 2005. Voando pelo Brasil. Florianópolis, Cuca Fresca. Livro infantil ilustrado, que trata dos ambientes brasileiros e suas aves típicas.

Pedro Develey e Edson Endrigo, 2004. Guia de cam- po: aves da Grande São Paulo. São Paulo, Aves e Fotos. Com fotos, permite identificar as espécies de São Paulo e arredores.

Tomas Sigrist, Guia de Campo Avifauna Brasileira, 2009. AvisBrasilis. Com ilustrações, inclui todas as aves do Brasil.

Saiba quem está protegendo nossas aves! Conheça várias organizações que ajudam a preservar as aves e seus ambientes. • WWF-Brasil – organização não governamental dedi-

cada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. www.wwf.org.br

Find out more

There are many good books that will help you learn more about the birds of Brazil. Below are some suggestions: Helmut Sick, 1993. Birds in Brazil: A Natural History.

Princeton University Press. The most important book on Brazilian birds.

Martha Argel and Carlos Meira, 2005. Voando pelo Brasil. Florianópolis, Cuca Fresca. An illustrated children’s book that deals with Brazil’s environment and typical birds.

Pedro Develey and Edson Endrigo, 2004. Guia de campo: aves da Grande São Paulo. São Paulo, Aves e Fotos. With photos to help the reader identify species from São Paulo and surrounding areas.

Tomas Sigrist, Guia de Campo Avifauna Brasileira, 2009. AvisBrasilis. With illustrations of every bird species in Brazil.

Know who’s protecting our birds! Below are some of the organizations helping to preserve our birds and their environment. • WWF-Brazil – a non-governmental organization com-

mitted to the conservation of nature and to harmonizing human activity with biodiversity conservation while promoting the rational use of resources for the benefit of the citizens of today and of generations to come.

• Fundação Florestal – linked to the Environmental

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• Fundação Florestal do Estado de São Paulo – vincu- lada à Secretaria de Meio Ambiente, tem por objetivo contribuir para a conservação, manejo e ampliação das florestas de proteção e produção do Estado de São Paulo. www.fflorestal.sp.gov.br.

• Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo – órgão estadual destinado a promover a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental, coordenando e integrando atividades de defesa do meio ambiente. www.ambiente.sp.gov.br.

• Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodi- versidade (ICMBio) – órgão federal cuja missão é administrar as unidades de conservação federais. http://www.icmbio.gov.br.

• Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – órgão federal que fiscaliza o cumprimento das leis ambientais e o uso dos recursos naturais. www.ibama.gov.br.

• Polícia Ambiental – organização integrante da Polí- cia Militar, que atua na preservação ambiental, por meio de ações de fiscalização e controle, operando também programas de educação ambiental. www. pmambientalbrasil.org.br.

• Wildlife Conservation Society (WCS-Brasil) – organiza- ção não governamental cuja missão é a conservação da fauna silvestre e de áreas naturais, enfrentando problemas críticos por meio de soluções científicas, baseadas em pesquisas de campo. www.wcs.org.br.

Secretariat, the organization’s goal is to contribute to the conservation, management and expansion of pro- tected and productive forests in the State of São Paulo.

• Environmental Secretariat for the State of São Paulo – the state government organization responsible for preserving, improving and conserving environmental quality by coordinating and integrating environmental protection actions.

• ICMBio – the federal organization in charge of ma- naging federal protected areas.

• Ibama – the federal organization that monitors com- pliance with environmental law and the proper use of natural resources.

• The Environmental Police – a branch of the Military Police that works toward environmental preservation by monitoring and control operations and adminis- tering environmental education programs.

• WCS-Brazil – a non-governmental organization with a mission to use scientific, fieldwork-based solutions to preserve wildlife and areas at critical risk.

• BirdLife/SAVE – a non-governmental organization whose goal is to promote the conservation of bird species, habitats and biodiversity in general through the sustainable use of natural resources.

• SOS Mata Atlântica – a non-governmental organization whose mission is to protect remaining swathes of Atlantic Forest and conserve their natural, historical and cultural heritage through sustainable development.

116

• BirdLife/Save – organização não governamental cuja missão é promover a conservação das aves, de seus hábitats e da biodiversidade em geral, trabalhando com as pessoas para o uso sustentável dos recursos naturais. www.savebrasil.org.br.

• SOS Mata Atlântica – organização não governamental cuja missão é proteger os remanescentes da Mata Atlântica e conservar seus patrimônios natural, histórico e cultural, por meio do desenvolvimento sustentado. www.sosmatatlantica.org.br.

• Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas) – organização não governamental, sem fins lucrativos, que combate o tráfico de animais silvestres. www.renctas.org.br.

• Centro de Estudos Ornitológicos – organização não governamental, cujos objetivos são a observação e estudo de aves silvestres, bem como sua conserva- ção e a educação ambiental. www.ib.usp.br/ceo.

• Instituto Florestal – vinculado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, atua nas áreas de pesquisa e de proteção do patrimônio natural e cultural. www.iflorestal.sp.gov.br.

• Renctas – a not-for-profit, non-governmental orga- nization that combats the trafficking of wild animals.

• Center for Ornithological Studies – a non-governmental organization with the dual aim of observing, studying and conserving wild birds, and of furthering environ- mental education.

• The Forestry Institute – an organization connected to the São Paulo State Environmental Secretariat that is committed to research and the protection of the state’s natural and cultural heritage.

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Lista das espécies registradas na região A seguir, lista das espécies de aves registradas nas unidades de conservação da Serra do Mar e da Serra de Paranapiacaba, de acordo com os planos de manejo concluídos ou em estágio avançado de elaboração.

List of species registered in the region Below is a list of bird species registered in drafted or near-completed management plans for the Serra do Mar and Serra de Paranapiacaba protected areas.

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Tinamiformes Tinamidae Tinamus solitarius macuco Solitary Tinamou Crypturellus obsoletus inhambuguaçu Brown Tinamou

Crypturellus noctivagus jaó-do-sul Yellow-legged Tinamou

Crypturellus tataupa inhambu-chintã Tataupa Tinamou

Anseriformes Anatidae Amazonetta brasiliensis pé-vermelho Brazilian Teal

Galliformes Cracidae Penelope superciliaris jacupemba Rusty-margined Guan

Penelope obscura jacuaçu Dusky-legged Guan

Aburria jacutinga jacutinga Black-fronted Piping-guan

Odontophoridae Odontophorus capueira uru Spot-winged Wood-quail

Podicipediformes Podicipedidae Tachybaptus dominicus mergulhão-pequeno Least Grebe

Pelecaniformes Phalacrocoracidae Phalacrocorax brasilianus biguá Neotropic Cormorant

Anhingidae Anhinga anhinga biguatinga Anhinga

Fregatidae Fregata magnificens tesourão Magnificent Frigatebird

Ciconiiformes Ardeidae Tigrisoma lineatum socó-boi Rufescent Tiger-heron

Tigrisoma fasciatum socó-boi-escuro Fasciated Tiger-heron

Ixobrychus exilis socoí-vermelho Least Bittern

Nycticorax nycticorax savacu Black-crowned Night-heron

Butorides striata socozinho Striated Heron

Ardea alba garça-branca-grande Great Egret

Syrigma sibilatrix maria-faceira Whistling Heron

Pilherodius pileatus garça-real Capped Heron

Egretta thula garça-branca-pequena Snowy Egret

Cathartiformes Cathartidae Cathartes aura urubu-de-cabeça-vermelha Turkey Vulture

118

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Cathartiformes Cathartidae Coragyps atratus urubu-de-cabeça-preta Black Vulture

Falconiformes Pandionidae Pandion haliaetus águia-pescadora Osprey

Accipitridae Leptodon cayanensis gavião-de-cabeça-cinza Grey-headed Kite

Chondrohierax uncinatus caracoleiro Hook-billed Kite

Elanoides forficatus gavião-tesoura American Swallow-tailed Kite

Elanus leucurus gavião-peneira White-tailed Kite

Accipiter poliogaster tauató-pintado Grey-bellied Hawk

Accipiter superciliosus gavião-miudinho Tiny Hawk

Accipiter striatus gavião-miúdo Sharp-shinned Hawk

Accipiter bicolor gavião-bombachinha-grande Bicoloured Hawk

Harpagus diodon gavião-bombachinha Rufous-thighed Kite

Ictinia plumbea sovi Plumbeous Kite

Geranospiza caerulescens gavião-pernilongo Crane Hawk

Amadonastur lacernulatus gavião-pombo-pequeno White-necked Hawk

Pseudastur polionotus gavião-pombo-grande Mantled Hawk

Urubitinga urubitinga gavião-preto Great Black-hawk

Buteo leucorrhous gavião-de-sobre-branco White-rumped Hawk

Buteo magnirostris gavião-carijó Roadside Hawk

Buteo albicaudatus gavião-de-rabo-branco White-tailed Hawk

Buteo brachyurus gavião-de-cauda-curta Short-tailed Hawk

Morphnus guianensis uiraçu-falso Crested Eagle

Harpia harpyja gavião-real Harpy Eagle

Spizaetus tyrannus gavião-pega-macaco Black Hawk-eagle

Spizaetus ornatus gavião-de-penacho Ornate Hawk-eagle

Falconidae Caracara plancus caracará Southern Caracara

Milvago chimachima carrapateiro Yellow-headed Caracara

Herpetotheres cachinnans acauã Laughing Falcon

Micrastur ruficollis falcão-caburé Barred Forest-falcon

Micrastur semitorquatus falcão-relógio Collared Forest-falcon

Falco sparverius quiriquiri American Kestrel

Falco femoralis falcão-de-coleira Aplomado Falcon

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Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Gruiformes Aramidae Aramus guarauna carão Limpkin

Rallidae Aramides cajanea saracura-três-potes Grey-necked Wood-rail

Aramides saracura saracura-do-mato Slaty-breasted Wood-rail

Amaurolimnas concolor saracura-lisa Uniform Crake

Laterallus melanophaius sanã-parda Rufous-sided Crake

Laterallus leucopyrrhus sanã-vermelha Red-and-white Crake

Porzana albicollis sanã-carijó Ash-throated Crake

Pardirallus nigricans saracura-sanã Blackish Rail

Gallinula chloropus frango-d'água-comum Common Moorhen

Porphyrio martinica frango-d'água-azul Yellow-legged Gallinule

Cariamidae Cariama cristata seriema Red-legged Seriema

Charadriiformes Charadriidae Vanellus chilensis quero-quero Southern Lapwing

Scolopacidae Gallinago paraguaiae narceja South American Snipe

Jacanidae Jacana jacana jaçanã Wattled Jacana

Columbiformes Columbidae Columbina talpacoti rolinha-roxa Ruddy Ground-dove

Claravis pretiosa pararu-azul Blue Ground-dove

Claravis godefrida pararu-espelho Purple-winged Ground-dove

Patagioenas picazuro pombão Picazuro Pigeon

Patagioenas cayennensis pomba-galega Pale-vented Pigeon

Patagioenas plumbea pomba-amargosa Plumbeous Pigeon

Zenaida auriculata pomba-de-bando Eared Dove

Leptotila verreauxi juriti-pupu White-tipped Dove

Leptotila rufaxilla juriti-gemedeira Grey-fronted Dove

Geotrygon montana pariri Ruddy Quail-Dove

Psittaciformes Psittacidae Aratinga leucophthalma periquitão-maracanã White-eyed Parakeet

Pyrrhura frontalis tiriba-de-testa-vermelha Maroon-bellied Parakeet

Forpus xanthopterygius tuim Blue-winged Parrotlet

Brotogeris tirica periquito-rico Plain Parakeet

Touit melanonotus apuim-de-costas-pretas Brown-backed Parrotlet

Pionopsitta pileata cuiú-cuiú Pileated Parrot

Pionus maximiliani maitaca-verde Scaly-headed Parrot

120

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Psittaciformes Psittacidae Amazona vinacea papagaio-de-peito-roxo Vinaceous Amazon

Amazona farinosa papagaio-moleiro Mealy Amazon

Amazona brasiliensis papagaio-de-cara-roxa Red-tailed Amazon

Amazona amazonica curica Orange-winged Amazon

Amazona rhodocorytha chauá Red-browed Amazon

Triclaria malachitacea sabiá-cica Blue-bellied Parrot

Cuculiformes Cuculidae Piaya cayana alma-de-gato Squirrel Cuckoo

Coccyzus melacoryphus papa-lagarta-acanelado Dark-billed Cuckoo

Crotophaga ani anu-preto Smooth-billed Ani

Guira guira anu-branco Guira Cuckoo

Tapera naevia saci Striped Cuckoo

Dromococcyx pavoninus peixe-frito-pavonino Pavonine Cuckoo

Strigiformes Tytonidae Tyto alba coruja-da-igreja Barn Owl

Strigidae Megascops choliba corujinha-do-mato Tropical Screech-owl

Megascops atricapilla corujinha-sapo Black-capped Screech-owl

Pulsatrix koeniswaldiana murucututu-de-barriga-amarela Tawny-browed Owl

Strix hylophila coruja-listrada Rusty-barred Owl

Strix virgata coruja-do-mato Mottled Owl

Glaucidium minutissimum caburé-miudinho Least Pygmy-owl

Glaucidium brasilianum caburé Ferruginous Pygmy-owl

Athene cunicularia coruja-buraqueira Burrowing Owl

Aegolius harrisii caburé-acanelado Buff-fronted Owl

Caprimulgiformes Nyctibiidae Nyctibius aethereus mãe-da-lua-parda Long-tailed Potoo

Nyctibius griseus mãe-da-lua Grey Potoo

Caprimulgidae Lurocalis semitorquatus tuju Short-tailed Nighthawk

Nyctidromus albicollis bacurau Common Pauraque

Nyctiphrynus ocellatus bacurau-ocelado Ocellated Poorwill

Caprimulgus sericocaudatus bacurau-rabo-de-seda Silky-tailed Nightjar

Hydropsalis torquata bacurau-tesoura Scissor-tailed Nightjar

Macropsalis forcipata bacurau-tesoura-gigante Long-trained Nightjar

Apodiformes Apodidae Cypseloides fumigatus taperuçu-preto Sooty Swift

121

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Apodiformes Apodidae Cypseloides senex taperuçu-velho Great Dusky Swift

Streptoprocne zonaris taperuçu-de-coleira-branca White-collared Swift

Streptoprocne biscutata taperuçu-de-coleira-falha Biscutate Swift

Chaetura cinereiventris andorinhão-de-sobre-cinzento Grey-rumped Swift

Chaetura meridionalis andorinhão-do-temporal Sick's Swift

Panyptila cayennensis andorinhão-estofador Lesser Swallow-tailed Swift

Trochilidae Ramphodon naevius beija-flor-rajado Saw-billed Hermit

Glaucis hirsutus balança-rabo-de-bico-torto Rufous-breasted Hermit

Phaethornis squalidus rabo-branco-pequeno Dusky-throated Hermit

Phaethornis ruber rabo-branco-rubro Reddish Hermit

Phaethornis pretrei rabo-branco-acanelado Planalto Hermit

Phaethornis eurynome rabo-branco-de-garganta-rajada Scale-throated Hermit

Eupetomena macroura beija-flor-tesoura Swallow-tailed Hummingbird

Aphantochroa cirrochloris beija-flor-cinza Sombre Hummingbird

Florisuga fusca beija-flor-preto Black Jacobin

Colibri serrirostris beija-flor-de-orelha-violeta White-vented Violet-ear

Anthracothorax nigricollis beija-flor-de-veste-preta Black-throated Mango

Stephanoxis lalandi beija-flor-de-topete Plovercrest

Lophornis magnificus topetinho-vermelho Frilled Coquette

Lophornis chalybeus topetinho-verde Festive Coquette

Chlorostilbon lucidus besourinho-de-bico-vermelho Glittering-bellied Emerald

Thalurania glaucopis beija-flor-de-fronte-violeta Violet-capped Woodnymph

Hylocharis cyanus beija-flor-roxo White-chinned Sapphire

Leucochloris albicollis beija-flor-de-papo-branco White-throated Hummingbird

Polytmus guainumbi beija-flor-de-bico-curvo White-tailed Goldenthroat

Amazilia versicolor beija-flor-de-banda-branca Versicoloured Emerald

Amazilia fimbriata beija-flor-de-garganta-verde Glittering-throated Emerald

Amazilia lactea beija-flor-de-peito-azul Sapphire-spangled Emerald

Clytolaema rubricauda beija-flor-rubi Brazilian Ruby

Heliothryx auritus beija-flor-de-bochecha-azul Black-eared Fairy

Heliomaster squamosus bico-reto-de-banda-branca Stripe-breasted Starthroat

122

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Apodiformes Trochilidae Calliphlox amethystina estrelinha-ametista Amethyst Woodstar

Trogoniformes Trogonidae Trogon viridis surucuá-grande-de-barriga-amarela White-tailed Trogon

Trogon surrucura surucuá-variado Surucua Trogon

Trogon rufus surucuá-de-barriga-amarela Black-throated Trogon

Coraciiformes Alcedinidae Megaceryle torquata martim-pescador-grande Ringed Kingfisher

Chloroceryle amazona martim-pescador-verde Amazon Kingfisher

Chloroceryle aenea martinho American Pygmy Kingfisher

Chloroceryle americana martim-pescador-pequeno Green Kingfisher

Chloroceryle inda martim-pescador-da-mata Green-and-rufous Kingfisher

Momotidae Baryphthengus ruficapillus juruva-verde Rufous-capped Motmot

Galbuliformes Galbulidae Galbula ruficauda ariramba-de-cauda-ruiva Rufous-tailed Jacamar

Notharchus swainsoni macuru-de-barriga-castanha Buff-bellied Puffbird

Malacoptila striata barbudo-rajado Crescent-chested Puffbird

Nonnula rubecula macuru Rusty-breasted Nunlet

Piciformes Ramphastidae Ramphastos vitellinus tucano-de-bico-preto Channel-billed Toucan

Ramphastos dicolorus tucano-de-bico-verde Red-breasted Toucan

Selenidera maculirostris araçari-poca Spot-billed Toucanet

Pteroglossus bailloni araçari-banana Saffron Toucanet

Pteroglossus aracari araçari-de-bico-branco Black-necked Aracari

Picidae Picumnus cirratus pica-pau-anão-barrado White-barred Piculet

Picumnus temminckii pica-pau-anão-de-coleira Ochre-collared Piculet

Melanerpes candidus birro, pica-pau-branco White Woodpecker

Melanerpes flavifrons benedito-de-testa-amarela Yellow-fronted Woodpecker

Veniliornis spilogaster picapauzinho-verde-carijó White-spotted Woodpecker

Piculus flavigula pica-pau-bufador Yellow-throated Woodpecker

Piculus aurulentus pica-pau-dourado White-browed Woodpecker

Colaptes melanochloros pica-pau-verde-barrado Green-barred Woodpecker

Colaptes campestris pica-pau-do-campo Campo Flicker

Celeus flavescens pica-pau-de-cabeça-amarela Blond-crested Woodpecker

Dryocopus galeatus pica-pau-de-cara-canela Helmeted Woodpecker

Dryocopus lineatus pica-pau-de-banda-branca Lineated Woodpecker

123

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Piciformes Picidae Campephilus robustus pica-pau-rei Robust Woodpecker

Passeriformes Thamnophilidae Hypoedaleus guttatus chocão-carijó Spot-backed Antshrike

Batara cinerea matracão Giant Antshrike

Mackenziaena leachii borralhara-assobiadora Large-tailed Antshrike

Mackenziaena severa borralhara Tufted Antshrike

Biatas nigropectus papo-branco White-bearded Antshrike

Thamnophilus doliatus choca-barrada Barred Antshrike

Thamnophilus ruficapillus choca-de-chapéu-vermelho Rufous-capped Antshrike

Thamnophilus caerulescens choca-da-mata Variable Antshrike

Dysithamnus stictothorax choquinha-de-peito-pintado Spot-breasted Antvireo

Dysithamnus mentalis choquinha-lisa Plain Antvireo

Dysithamnus xanthopterus choquinha-de-asa-ferrugem Rufous-backed Antvireo

Myrmotherula gularis choquinha-de-garganta-pintada Star-throated Antwren

Myrmotherula minor choquinha-pequena Salvadori's Antwren

Myrmotherula unicolor choquinha-cinzenta Unicoloured Antwren

Drymophila ferruginea trovoada Ferruginous Antbird

Drymophila rubricollis trovoada-de-bertoni Bertoni's Antbird

Drymophila genei choquinha-da-serra Rufous-tailed Antbird

Drymophila ochropyga choquinha-de-dorso-vermelho Ochre-rumped Antbird

Drymophila malura choquinha-carijó Dusky-tailed Antbird

Drymophila squamata pintadinho Scaled Antbird

Terenura maculata zidedê Streak-capped Antwren

Pyriglena leucoptera papa-taoca-do-sul White-shouldered Fire-eye

Myrmeciza squamosa papa-formiga-de-grota Squamate Antbird

Conopophagidae Conopophaga lineata chupa-dente Rufous Gnateater

Conopophaga melanops cuspidor-de-máscara-preta Black-cheeked Gnateater

Grallariidae Grallaria varia tovacuçu Variegated Antpitta

Hylopezus nattereri pinto-do-mato Speckle-breasted Antpitta

Rhinocryptidae Psilorhamphus guttatus tapaculo-pintado Spotted Bamboowren

Merulaxis ater entufado Slaty Bristlefront

Eleoscytalopus indigoticus macuquinho White-breasted Tapaculo

124

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Rhinocryptidae Scytalopus notorius tapaculo-do-espinhaço Mouse-coloured Tapaculo

Formicariidae Formicarius colma galinha-do-mato Rufous-capped Antthrush

Chamaeza campanisona tovaca-campainha Short-tailed Antthrush

Chamaeza meruloides tovaca-cantadora Such's Antthrush

Chamaeza ruficauda tovaca-de-rabo-vermelho Rufous-tailed Antthrush

Scleruridae Sclerurus mexicanus vira-folha-de-peito-vermelho Tawny-throated Leaftosser

Sclerurus scansor vira-folha Rufous-breasted Leaftosser

Dendrocolaptidae Dendrocincla turdina arapaçu-liso Thrush-like Woodcreeper

Sittasomus griseicapillus arapaçu-verde Olivaceous Woodcreeper

Xiphocolaptes albicollis arapaçu-de-garganta-branca White-throated Woodcreeper

Dendrocolaptes platyrostris arapaçu-grande Planalto Woodcreeper

Xiphorhynchus fuscus arapaçu-rajado Lesser Woodcreeper

Lepidocolaptes falcinellus arapaçu-escamado-do-sul Scalloped Woodcreeper

Campylorhamphus falcularius arapaçu-de-bico-torto Black-billed Scythebill

Furnariidae Furnarius rufus joão-de-barro Rufous Hornero

Leptasthenura setaria grimpeiro Araucaria Tit-spinetail

Synallaxis ruficapilla pichororé Rufous-capped Spinetail

Synallaxis cinerascens pi-puí Grey-bellied Spinetail

Synallaxis frontalis petrim Sooty-fronted Spinetail

Synallaxis spixi joão-teneném Spix's Spinetail

Cranioleuca obsoleta arredio-oliváceo Olive Spinetail

Cranioleuca pallida arredio-pálido Pallid Spinetail

Certhiaxis cinnamomeus curutié Yellow-chinned Spinetail

Phacellodomus

erythrophthalmus

joão-botina-da-mata Red-eyed Thornbird

Phacellodomus ferrugineigula joão-botina-do-brejo Orange-eyed Thornbird

Anabacerthia amaurotis limpa-folha-miúdo White-browed Foliage-gleaner

Syndactyla rufosuperciliata trepador-quiete Buff-browed Foliage-gleaner

Philydor lichtensteini limpa-folha-ocráceo Ochre-breasted Foliage-gleaner

Philydor atricapillus limpa-folha-coroado Black-capped Foliage-gleaner

Philydor rufum limpa-folha-de-testa-baia Buff-fronted Foliage-gleaner

125

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Furnariidae Anabazenops fuscus trepador-coleira White-collared Foliage-gleaner

Cichlocolaptes leucophrus trepador-sobrancelha Pale-browed Treehunter

Automolus leucophthalmus barranqueiro-de-olho-branco White-eyed Foliage-gleaner

Lochmias nematura joão-porca Sharp-tailed Streamcreeper

Heliobletus contaminatus trepadorzinho Sharp-billed Treehunter

Xenops minutus bico-virado-miúdo Plain Xenops

Xenops rutilans bico-virado-carijó Streaked Xenops

Tyrannidae Mionectes rufiventris abre-asa-de-cabeça-cinza Grey-hooded Flycatcher

Leptopogon amaurocephalus cabeçudo Sepia-capped Flycatcher

Hemitriccus diops olho-falso Drab-breasted Bamboo-tyrant

Hemitriccus obsoletus catraca Brown-breasted Bamboo-tyrant

Hemitriccus orbitatus tiririzinho-do-mato Eye-ringed Tody-tyrant

Hemitriccus nidipendulus tachuri-campainha Hangnest Tody-tyrant

Hemitriccus furcatus papa-moscas-estrela Fork-tailed Pygmy-tyrant

Myiornis auricularis miudinho Eared Pygmy-tyrant

Poecilotriccus plumbeiceps tororó Ochre-faced Tody-flycatcher

Todirostrum poliocephalum teque-teque Yellow-lored Tody-flycatcher

Todirostrum cinereum ferreirinho-relógio Common Tody-flycatcher

Phyllomyias burmeisteri piolhinho-chiador Rough-legged Tyrannulet

Phyllomyias virescens piolhinho-verdoso Greenish Trannulet

Phyllomyias fasciatus piolhinho Planalto Tyrannulet

Phyllomyias griseocapilla piolhinho-serrano Grey-capped Tyrannulet

Myiopagis caniceps guaracava-cinzenta Grey Elaenia

Elaenia flavogaster guaracava-de-barriga-amarela Yellow-bellied Elaenia

Elaenia parvirostris guaracava-de-bico-curto Small-billed Elaenia

Elaenia mesoleuca tuque Olivaceous Elaenia

Elaenia obscura tucão Highland Elaenia

Camptostoma obsoletum risadinha Southern Beardless-tyrannulet

Serpophaga nigricans joão-pobre Sooty Tyrannulet

Serpophaga subcristata alegrinho White-crested Tyrannulet

Capsiempis flaveola marianinha-amarela Yellow Tyrannulet

126

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Tyrannidae Phylloscartes eximius barbudinho Southern Bristle-tyrant

Phylloscartes ventralis borboletinha-do-mato Mottle-cheeked Tyrannulet

Phylloscartes paulista não-pode-parar Sao Paulo Tyrannulet

Phylloscartes oustaleti papa-moscas-de-olheiras Oustalet's Tyrannulet

Phylloscartes difficilis estalinho Serra do Mar Tyrannulet

Phylloscartes sylviolus maria-pequena Bay-ringed Tyrannulet

Tolmomyias sulphurescens bico-chato-de-orelha-preta Yellow-olive Flycatcher

Platyrinchus mystaceus patinho White-throated Spadebill

Platyrinchus leucoryphus patinho-gigante Russet-winged Spadebill

Onychorhynchus swainsoni maria-leque-do-sudeste Atlantic Royal Flycatcher

Myiophobus fasciatus filipe Bran-coloured Flycatcher

Myiobius barbatus assanhadinho Bearded Flycatcher

Myiobius atricaudus assanhadinho-de-cauda-preta Black-tailed Flycatcher

Hirundinea ferruginea gibão-de-couro Cliff Flycatcher

Lathrotriccus euleri enferrujado Euler's Flycatcher

Cnemotriccus fuscatus guaracavuçu Fuscous Flycatcher

Contopus cooperi piui-boreal Olive-sided Flycatcher

Contopus cinereus papa-moscas-cinzento Tropical Peewee

Pyrocephalus rubinus príncipe Vermilion Flycatcher

Knipolegus cyanirostris maria-preta-de-bico-azulado Blue-billed Black-tyrant

Knipolegus lophotes maria-preta-de-penacho Crested Black-tyrant

Knipolegus nigerrimus maria-preta-de-garganta-vermelha Velvety Black-tyrant

Satrapa icterophrys suiriri-pequeno Yellow-browed Tyrant

Xolmis cinereus primavera Grey Monjita

Xolmis velatus noivinha-branca White-rumped Monjita

Gubernetes yetapa tesoura-do-brejo Streamer-tailed Tyrant

Muscipipra vetula tesoura-cinzenta Shear-tailed Grey-tyrant

Fluvicola nengeta lavadeira-mascarada Masked Water-tyrant

Colonia colonus viuvinha Long-tailed Tyrant

Machetornis rixosa suiriri-cavaleiro Cattle Tyrant

Legatus leucophaius bem-te-vi-pirata Piratic Flycatcher

127

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Tyrannidae Myiozetetes similis bentevizinho-de-penacho-vermelho Social Flycatcher

Pitangus sulphuratus bem-te-vi Great Kiskadee

Philohydor lictor bentevizinho-do-brejo Lesser Kiskadee

Conopias trivirgatus bem-te-vi-pequeno Three-striped Flycatcher

Myiodynastes maculatus bem-te-vi-rajado Streaked Flycatcher

Megarynchus pitangua neinei Boat-billed Flycatcher

Empidonomus varius peitica Variegated Flycatcher

Tyrannus melancholicus suiriri Tropical Kingbird

Tyrannus savana tesourinha Fork-tailed Flycatcher

Rhytipterna simplex vissiá Greyish Mourner

Sirystes sibilator gritador Sirystes

Myiarchus swainsoni irré Swainson's Flycatcher

Myiarchus ferox maria-cavaleira Short-crested Flycatcher

Ramphotrigon megacephalum maria-cabeçuda Large-headed Flatbill

Attila phoenicurus capitão-castanho Rufous-tailed Attila

Attila rufus capitão-de-saíra Grey-hooded Attila

Cotingidae Phibalura flavirostris tesourinha-da-mata Swallow-tailed Cotinga

Carpornis cucullata corocochó Hooded Berryeater

Carpornis melanocephala sabiá-pimenta Black-headed Berryeater

Procnias nudicollis araponga Bare-throated Bellbird

Tijuca atra saudade Black-and-gold Cotinga

Lipaugus lanioides tropeiro-da-serra Cinnamon-vented Piha

Pyroderus scutatus pavó Red-ruffed Fruitcrow

Pipridae Neopelma chrysolophum fruxu Serra do Mar Tyrant-manakin

Piprites chloris papinho-amarelo Wing-barred Piprites

Piprites pileata caneleirinho-de-chapéu-preto Black-capped Piprites

Ilicura militaris tangarazinho Pin-tailed Manakin

Manacus manacus rendeira White-bearded Manakin

Chiroxiphia caudata tangará Swallow-tailed Manakin

Tityridae Oxyruncus cristatus araponga-do-horto Sharpbill

Schiffornis virescens flautim Greenish Schiffornis

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Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Tityridae Laniisoma elegans chibante Shrike-like Cotinga

Iodopleura pipra anambezinho Buff-throated Purpletuft

Tityra inquisitor anambé-branco-de-bochecha-parda Black-crowned Tityra

Tityra cayana anambé-branco-de-rabo-preto Black-tailed Tityra

Pachyramphus viridis caneleiro-verde Green-backed Becard

Pachyramphus castaneus caneleiro Chestnut-crowned Becard

Pachyramphus polychopterus caneleiro-preto White-winged Becard

Pachyramphus marginatus caneleiro-bordado Black-capped Becard

Pachyramphus validus caneleiro-de-chapéu-preto Crested Becard

Vireonidae Cyclarhis gujanensis pitiguari Rufous-browed Peppershrike

Vireo olivaceus juruviara Red-eyed Vireo

Hylophilus poicilotis verdinho-coroado Rufous-crowned Greenlet

Hylophilus thoracicus vite-vite Lemon-chested Greenlet

Corvidae Cyanocorax caeruleus gralha-azul Azure Jay

Hirundinidae Pygochelidon cyanoleuca andorinha-pequena-de-casa Blue-and-white Swallow

Atticora tibialis calcinha-branca White-thighed Swallow

Stelgidopteryx ruficollis andorinha-serradora Southern Rough-winged Swallow

Progne tapera andorinha-do-campo Brown-chested Martin

Progne chalybea andorinha-doméstica-grande Grey-breasted Martin

Tachycineta albiventer andorinha-do-rio White-winged Swallow

Tachycineta leucorrhoa andorinha-de-sobre-branco White-rumped Swallow

Petrochelidon pyrrhonota andorinha-de-dorso-acanelado Cliff Swallow

Troglodytidae Troglodytes musculus corruíra Southern House-wren

Cantorchilus longirostris garrinchão-de-bico-grande Long-billed Wren

Donacobiidae Donacobius atricapilla japacanim Black-capped Donacobius

Polioptilidae Ramphocaenus melanurus bico-assovelado Long-billed Gnatwren

Turdidae Turdus flavipes sabiá-una Yellow-legged Thrush

Turdus rufiventris sabiá-laranjeira Rufous-bellied Thrush

Turdus leucomelas sabiá-barranco Pale-breasted Thrush

Turdus amaurochalinus sabiá-poca Creamy-bellied Thrush

Turdus subalaris sabiá-ferreiro Eastern Slaty-thrush

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Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Turdidae Turdus albicollis sabiá-coleira White-necked Thrush

Mimidae Mimus saturninus sabiá-do-campo Chalk-browed Mockingbird

Motacillidae Anthus lutescens caminheiro-zumbidor Yellowish Pipit

Anthus hellmayri caminheiro-de-barriga-acanelada Hellmayr's Pipit

Coerebidae Coereba flaveola cambacica Bananaquit

Thraupidae Saltator fuliginosus pimentão Black-throated Grosbeak

Saltator similis trinca-ferro-verdadeiro Green-winged Saltator

Saltator maxillosus bico-grosso Thick-billed Saltator

Orchesticus abeillei sanhaçu-pardo Brown Tanager

Schistochlamys ruficapillus bico-de-veludo Cinnamon Tanager

Cissopis leverianus tietinga Magpie Tanager

Orthogonys chloricterus catirumbava Olive-green Tanager

Thlypopsis sordida saí-canário Orange-headed Tanager

Pyrrhocoma ruficeps cabecinha-castanha Chestnut-headed Tanager

Trichothraupis melanops tiê-de-topete Black-goggled Tanager

Tachyphonus cristatus tiê-galo Flame-crested Tanager

Tachyphonus coronatus tiê-preto Ruby-crowned Tanager

Ramphocelus bresilius tiê-sangue Brazilian Tanager

Thraupis sayaca sanhaçu-cinzento Sayaca Tanager

Thraupis cyanoptera sanhaçu-de-encontro-azul Azure-shouldered Tanager

Thraupis ornata sanhaçu-de-encontro-amarelo Golden-chevroned Tanager

Thraupis palmarum sanhaçu-do-coqueiro Palm Tanager

Stephanophorus diadematus sanhaçu-frade Diademed Tanager

Pipraeidea melanonota saíra-viúva Fawn-breasted Tanager

Tangara seledon saíra-sete-cores Green-headed Tanager

Tangara cyanocephala saíra-militar Red-necked Tanager

Tangara desmaresti saíra-lagarta Brassy-breasted Tanager

Tangara cyanoventris saíra-douradinha Gilt-edged Tanager

Tangara cayana saíra-amarela Burnished-buff Tanager

Tangara peruviana saíra-sapucaia Black-backed Tanager

Tangara preciosa saíra-preciosa Chestnut-backed Tanager

130

Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Thraupidae Tersina viridis saí-andorinha Swallow Tanager

Dacnis nigripes saí-de-pernas-pretas Black-legged Dacnis

Dacnis cayana saí-azul Blue Dacnis

Chlorophanes spiza saí-verde Green Honeycreeper

Hemithraupis ruficapilla saíra-ferrugem Rufous-headed Tanager

Conirostrum speciosum figuinha-de-rabo-castanho Chestnut-vented Conebill

Ammodramus humeralis tico-tico-do-campo Grassland Sparrow

Haplospiza unicolor cigarra-bambu Uniform Finch

Donacospiza albifrons tico-tico-do-banhado Long-tailed Reed-finch

Poospiza lateralis quete Red-rumped Warbling-finch

Poospiza cabanisi tico-tico-da-taquara Grey-throated Warbling-finch

Sicalis flaveola canário-da-terra-verdadeiro Saffron Finch

Emberizoides herbicola canário-do-campo Wedge-tailed Grass-finch

Volatinia jacarina tiziu Blue-black Grassquit

Sporophila frontalis pixoxó Buffy-fronted Seedeater

Sporophila falcirostris cigarra-verdadeira Temminck's Seedeater

Sporophila lineola bigodinho Lined Seedeater

Sporophila caerulescens coleirinho Double-collared Seedeater

Sporophila angolensis curió Chestnut-bellied Seed-finch

Tiaris fuliginosus cigarra-do-coqueiro Sooty Grassquit

Cyanoloxia moesta negrinho-do-mato Blackish-blue Seedeater

Cyanoloxia brissonii azulão Ultramarine Grosbeak

Cyanoloxia glaucocaerulea azulinho Glaucous-blue Grosbeak

Parulidae Parula pitiayumi mariquita Tropical Parula

Dendroica striata mariquita-de-perna-clara Blackpoll Warbler

Geothlypis aequinoctialis pia-cobra Masked Yellowthroat

Basileuterus culicivorus pula-pula Golden-crowned Warbler

Basileuterus hypoleucus pula-pula-de-barriga-branca White-bellied Warbler

Basileuterus leucoblepharus pula-pula-assobiador White-browed Warbler

Phaeothlypis rivularis pula-pula-ribeirinho Neotropical River Warbler

Icteridae Psarocolius decumanus japu Crested Oropendola

Cacicus chrysopterus tecelão Golden-winged Cacique

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Ordem Order Família Family Nome científico Latin name Nome em português English name

Passeriformes Icteridae Cacicus haemorrhous guaxe Red-rumped Cacique

Icterus cayanensis encontro Epaulet Oriole

Gnorimopsar chopi graúna Chopi Blackbird

Pseudoleistes guirahuro chopim-do-brejo Yellow-rumped Marshbird

Molothrus oryzivorus iraúna-grande Giant Cowbird

Molothrus bonariensis vira-bosta Shiny Cowbird

Fringillidae Sporagra magellanica pintassilgo Hooded Siskin

Euphonia chlorotica fim-fim Purple-throated Euphonia

Euphonia violacea gaturamo-verdadeiro Violaceous Euphonia

Euphonia chalybea cais-cais Green-throated Euphonia

Euphonia cyanocephala gaturamo-rei Golden-rumped Euphonia

Euphonia pectoralis ferro-velho Chestnut-bellied Euphonia

Chlorophonia cyanea bandeirinha Blue-naped Chlorophonia

Estrildidae Estrilda astrild bico-de-lacre Common Waxbill

Passeridae Passer domesticus pardal House Sparrow

Fontes: listas de aves constantes nos planos de manejo das seguintes unidades de conservação: PE da Serra do Mar, PE intervales, PE Car- los Botelho, PE Turístico do Alto Ribeira, PE da Cantareira, EE Juréia- Itatins, PE Jurupará, PE Campina do Encantado, PE Alberto Löfgren. Esta lista oferece ao leitor uma amostra representativa das espécies e do conjunto das famílias de aves que comprovadamente ocorrem no alto das serras do Mar e Paranapiacaba.

Soucers: management plans of the following State Parks: Serra do Mar SP, intervales SP, Carlos Botelho SP, Turísitco do Alto Ribeira SP, Cantareira SP, Juréia-Itatins Ecological Station, Juru- pará SP, Campina do Encantado SP, Alberto Löfgren SP. Above is a comprehensive list of the bird species that have been docu- mented in the higher parts of Serra do Mar and Paranapiacaba mountain ranges.

132

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O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e de promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atu- ação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

WWF-Brazil is a Brazilian non-governmental organi- zation dedicated to the conservation of nature aiming to harmonize human activity with biodiversity conservation and to promote the rational use of natural resources for the benefit of current and future generations. WWF- Brazil was created in 1996 in Brasilia and has several projects all over the country and is part of the Inter- national Network Environmental Organization WWF, which works in more than 100 countries and counts on the support of around 5 million people worldwide, including associates and volunteers.

WWF-Brasil SHIS EQ QL 6/8 Conjunto E CEP 71620-430 Brasília-DF, Brasil Tel: 55 (61) 3364 7400 ∙ Fax: 55 (61) 3364 7474

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