hidrologia UFRRJ - hidrologia apostila cap1, Notas de estudo de Engenharia Agronômica
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hidrologia UFRRJ - hidrologia apostila cap1, Notas de estudo de Engenharia Agronômica

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HIDROLOGIA

Hidrologia Janeiro/2004

RECURSOS HÍDRICOS CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO À HIDROLOGIA 1.1. Introdução Hidrologia: é a ciência que trata da água na Terra, sua ocorrência, circulação e distribuição, suas propriedades físicas e químicas e sua relação com o meio

ambiente, incluindo sua relação com a vida. (United State Federal Council

Science and Technology).

O início dos estudos de medições de precipitação e vazão, se deu no

século 19, porém após 1950 com o advento do computador as técnicas usadas

em estudos hidrológicos, tiveram um grande avanço.

1.2. Hidrologia Científica Hidrometeorologia: é a parte da hidrologia que trata da água na atmosfera.

Geomorfologia: trata da análise quantitativa das características do relevo de

bacias hidrográficas e sua associação com o escoamento.

Escoamento Superficial: trata do escoamento sobre a superfície da bacia.

Interceptação Vegetal: avalia a interceptação pela cobertura vegetal da bacia

hidrográfica.

Infiltração e Escoamento em Meio Não-Saturado: observação e previsão da

infiltração e escoamento da água no solo.

Escoamento em Rios, Canais e Reservatórios: observação da vazão dos

canais e cursos de água, e do nível dos reservatórios.

Evaporação e Evapotranspiração: perda de água pelas superfícies livres de

rios, lagos e reservatórios, e da evapotranspiração das culturas.

Produção e Transporte de Sedimentos: quantificação da erosão do solo.

Qualidade da Água e Meio Ambiente: trata da quantificação de parâmetros

físicos, químicos e biológicos da água e sua interação com os seus usos na

avaliação do meio ambiente aquático.

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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Hidrologia Janeiro/2004 1.3. Hidrologia Aplicada

Está voltada para os diferentes problemas que envolvem a utilização dos

recursos hídricos, preservação do meio ambiente e ocupação da bacia

hidrográfica.

Áreas de atuação da Hidrologia:

Planejamento e Gerenciamento da Bacia Hidrográfica: planejamento e controle

do uso dos recursos naturais.

Abastecimento de Água: limitação nas regiões áridas e semi-áridas do país.

Drenagem Urbana: cerca de 75% da população vive em área urbana.

Enchentes, produção de sedimentos e problemas de qualidade da água.

Aproveitamento Hidrelétrico: a energia hidrelétrica constitui 92% de toda

energia produzida no país. Depende da disponibilidade de água, da sua

regularização por obras hidráulicas e o impacto das mesmas sobre o meio

ambiente.

Uso do Solo Rural: produção de sedimentos e nutrientes, resultando em perda

do solo fértil e assoreamento dos rios.

Controle de Erosão: medidas de combate a erosão do solo.

Controle da Poluição e Qualidade da Água: tratamento dos despejos

domésticos e industriais e de cargas de pesticidas de uso agrícola.

Irrigação: a produção agrícola em algumas áreas depende essencialmente da

disponibilidade de água.

Navegação.

Recreação e Preservação do Meio Ambiente.

Preservação dos Ecossistemas Aquáticos.

1.4. Estudos Hidrológicos • Baseiam-se em elementos observados e medidos no campo.

• Estabelecimento de postos pluviométricos ou fluviométricos e sua manutenção

ininterrupta são condições necessárias ao estudo hidrológico.

• Projetos de obras futuras são elaboradas com base em elementos do passado.

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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Hidrologia Janeiro/2004 1.5. Importância da Água

A água é um recurso natural indispensável para a sobrevivência do

homem e demais seres vivos no Planeta. É uma substância fundamental para os

ecossistemas da natureza. É importante para as formações hídricas

atmosféricas, influenciando o clima das regiões. No caso do homem, é

responsável por aproximadamente ¾ de sua constituição. Infelizmente, este

recurso natural encontra-se cada vez mais limitado e está sendo exaurido pelas

ações impactantes nas bacias hidrográficas (ações do homem), degradando a

sua qualidade e prejudicando os ecossistemas.

A carência de água pode ser para muitos países um dos fatores limitantes

para o desenvolvimento. Alguns países como Israel, Territórios Palestinos,

Jordânia, Líbia, Malta e Tunísia a escassez de água já atingiu níveis muito

perigosos: existem apenas 500 m3.habitante-1.ano-1, enquanto estima-se que a

necessidade mínima de uma pessoa seja 2000 m3.habitante-1.ano-1. Atualmente

a falta de água atinge severamente 26 países, além dos já citados estão nesta

situação: Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Egito, Argélia, Burundi, Cabo Verde,

Etiópia, Cingapura, Tailândia, Barbados, Hungria, Bélgica, México, Estados

Unidos, França, Espanha e outros. No Brasil, a ocorrência mais freqüente de

seca é no Nordeste e problemas sérios de abastecimento em outras regiões já

são identificados e conhecidos. Alertas de organismos internacionais

mencionam que nos próximos 25 anos, cerca de 3 bilhões de pessoas poderão

viver em regiões com extrema falta de água, inclusive para o próprio consumo.

A idéia que a grande maioria das pessoas possui com relação à água é

que esta é infinitamente abundante e sua renovação é natural. No entanto,

ocupando 71% da superfície do planeta, sabe-se que 97,30% deste total

constitui-se de águas salgadas1, 2,70% são águas doces. Do total de água doce

2,07% estão congeladas em geleiras e calotas polares (água em estado sólido)

e, apenas 0,63% restam de água doce não totalmente aproveitados por

questões de inviabilidade técnica, econômica, financeira e de sustentabilidade

ambiental (Figura 1).

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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Hidrologia Janeiro/2004

ÁguaTerras emersas

29% 71%

Doce 0,63%

Doce (geleiras e calotas) 2,07%

Salgada 97,3%

Figura 1 - Distribuição da água no planeta. Em escala global, estima-se que 1,386 bilhões de km3 de água estejam

disponíveis, porém, a parte de água doce econômica de fácil aproveitamento

para satisfazer as necessidades humanas, é de aproximadamente 14 mil

km3.ano-1 (0,001%). Desde o início da história da humanidade, a demanda de

água é cada vez maior e as tendências das últimas décadas são de excepcional

incremento devido ao aumento populacional e elevação do nível de vida. A

estimativa atual da população mundial é de 6 bilhões. Um número três vezes

maior do que em 1950, porém enquanto a população mundial triplicou o

consumo de água aumentou em seis vezes. A população do país aumentou em

26 anos 137%, passando de 52 milhões de pessoas em 1970 para 123 milhões

em 1996, e para 166,7 milhões em 2000. Já a disponibilidade hídrica, de 105 mil

m-3.habitante-1.ano-1, em 1950, caiu para 28,2 mil m-3.habitante-1.ano-1, em 2000.

A Organização das Nações Unidas, ONU, prevê que, se o descaso com

os recursos hídricos continuar, metade da população mundial não terá acesso à

água limpa a partir de 2025. Hoje, este problema já afeta cerca de 20% da

população do planeta – mais de 1 bilhão de pessoas. Mantendo-se as taxas de

consumo e considerando um crescimento populacional à razão geométrica de

1,6% a.a., o esgotamento da potencialidade de recursos hídricos pode ser

referenciada por volta do ano 2053. Portanto, as disponibilidades hídricas

precisam ser ampliadas e, para tanto, são necessários investimentos em

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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1 Água salina apresenta salinidade igual ou superior a 30‰. Água salobra apresenta variação de 0,50‰ a 30‰ na concentração de sais dissolvidos. Água doce apresenta salinidade menor ou igual a 0,50‰.

Hidrologia Janeiro/2004 pesquisa e desenvolvimento tecnológico para exploração viável e racional da

água.

O continente da América do Sul conta com abundantes recursos hídricos,

porém existem consideráveis diferenças entre as distintas regiões nas quais os

problemas de água se devem, sobretudo ao baixo rendimento de utilização,

gerenciamento, contaminação e degradação ambiental. Segundo a FAO a

Argentina, o Peru e o Chile já enfrentam sérios problemas de disponibilidade e

contaminação da água por efluentes agro-industriais. A situação brasileira não é

de tranqüilidade, embora seja considerado um país privilegiado em recursos

hídricos. Contudo, conflitos de qualidade, quantidade e déficit de oferta já são

realidade. Outra questão refere-se ao desperdício de água estimado em 40%

por uso predatório e irracional. Por exemplo, em Cuiabá o desperdício chega a

53% de toda água encanada e na cidade de São Paulo a população convive

com um desperdício de 45% nos 22000 km de encanamentos, causados por

vazamentos e ligações clandestinas. Enquanto a escassez de água é cada vez

mais grave, na região nordeste a sobrevivência, a permanência da população e

o desenvolvimento agrícola dependem essencialmente da oferta de água.

O Brasil é o país mais rico em água doce, com 12% das reservas

mundiais. Do potencial de água de superfície do planeta, concentram-se 18%,

escoando pelos rios aproximadamente 257.790 m3.s-1. Apesar de apresentar

uma situação aparentemente favorável, observa-se no Brasil uma enorme

desigualdade regional na distribuição dos recursos hídricos (Figura 2). Quando

comparamos estas situações com a abundância de água na Bacia Amazônica,

que corresponde as regiões Norte e Centro-Oeste, contrapondo-se a problemas

de escassez no Nordeste e conflitos de uso nas regiões Sul e Sudeste, a

situação agrava-se. Ao se considerar em lugar de disponibilidade absoluta de

recursos hídricos renováveis, àquela relativa à população deles dependentes, o

Brasil deixa de ser o primeiro e passa ao vigésimo terceiro no mundo. Mesmo

considerando-se a disponibilidade relativa, existe ainda em nosso país o

problema do acesso da população à água tratada, por exemplo podemos citar a

cidade de Manaus, que está localizada na Bacia Amazônica e grande parte das

moradias não recebe água potável. No Brasil, cerca de 36% das moradias, ou

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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Hidrologia Janeiro/2004 seja, aproximadamente 20 milhões de residências, não têm acesso a água de

boa qualidade, segundo dados do IBGE.

As águas subterrâneas no Brasil oferecem um potencial em boa parte

ainda não explorado. Ao contrário de outros países que possuem informações e

bancos de dados do potencial subterrâneo de água, no Brasil a matéria é tratada

com meros palpites e avaliações

grosseiras. Segundo a ABAS

(Associação Brasileira de Águas

Subterrâneas), o Brasil tem o

impressionante volume de 111 trilhões e

661 milhões de metros cúbicos de água

em suas reservas subterrâneas,

inclusive detendo o maior aqüífero do

mundo, o aqüífero Guarany. Muitas

cidades já são abastecidas em grande

parte por águas de poços profundos, por exemplo a cidade de Ribeirão Preto.

Nordeste - 3,3% (27% pop.)

Outras regiões - 16,7% (66% pop.)

Amazônia - 80% (7% pop.)

Figura 2 -Recursos hídricos no Brasil.

A questão crucial do uso da água subterrânea, reside no elevado custo de

exploração além de exigir tecnologia avançada para investigação hidro-

geológica. No caso específico da região Nordeste, caracterizada por reduzidas

precipitações, elevada evaporação e escassez de águas superficiais, as

reservas hídricas subterrâneas constituem uma alternativa para abastecimento e

produção agrícola irrigada. As disponibilidades hídricas subterrâneas da região,

indicam que os recursos subterrâneos, dentro da margem de segurança adotada

para a sua exploração, contribuem apenas como complemento dos recursos

hídricos superficiais para atendimento da demanda hídrica. Exceções podem ser

dadas aos estados de Maranhão e Piauí, cujas reservas atenderiam a demanda

total e à Bahia com atendimento quase total, caso a distribuição dos aqüíferos

fosse homogênea, pois estes não ocorrem em mais do que 40% da área do

estado.

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Hidrologia Janeiro/2004

O setor agrícola é o maior consumidor de água. Ao nível mundial a

agricultura consome cerca de 70% de toda a água derivada das fontes (rios,

lagos e aqüíferos subterrâneos), e os outros 30% pelas indústrias e uso

doméstico (Figura 3). Sendo este o elemento essencial ao desenvolvimento

agrícola, sem o controle e a administração adequados e confiáveis não será

possível uma agricultura sustentável. No Brasil 70% da água consumida ocorre

na agricultura irrigada, 20% é utilizada para uso doméstico e 10% pelo setor

industrial.

Uso doméstico Agricultura

Indústria

70%20%

10%

Figura 3 - Uso setorial da água no planeta.

Apesar do grande

consumo de água, a irrigação

representa a maneira mais

eficiente de aumento da

produção de alimentos. Estima-

se que ao nível mundial, no

ano de 2020, os índices de

consumo de água para a

produção agrícola sejam mais

elevados na América do Sul,

África e Austrália. Pode-se prever um maior incremento da produção agrícola no

hemisfério sul, especialmente pela possibilidade de elevação da intensidade de

uso do solo, que sob irrigação, produz até três cultivos por ano.

A expansão da agricultura irrigada se tornará uma questão preocupante

devido ao elevado consumo e as restrições de disponibilidade de água.

Avaliando a necessidade de água dos cultivos, em termos médios, é possível

verificar que para produzir uma tonelada de grão são utilizadas mil toneladas de

água, sem considerar a ineficiência dos métodos e sistemas de irrigação e o

manejo inadequado desta. Avaliações de projetos de irrigação no mundo inteiro

indicam que mais da metade da água derivada para irrigação perde-se antes de

alcançar a zona radicular dos cultivos.

Um outro fato preocupante é velocidade de degradação dos recursos

hídricos, com o despejo de resíduos domésticos e industriais nos rios e lagos. O

país lança sem nenhum tratamento aos rios e lagoas cerca de 85% dos esgotos

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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Hidrologia Janeiro/2004 que produz, segundo dados do IBGE. Somente a Ásia despeja 850 bilhões de

litros de esgoto nos rios por ano.

As conseqüências da baixa qualidade dos recursos hídricos, remete à

humanidade perdas irreparáveis de vidas e também grandes prejuízos

financeiros.

No mundo 10 milhões de pessoas morrem anualmente de doenças

transmitidas por meio de águas poluídas: tifo, malária, cólera, infecções

diarreicas e esquistossomose. Segundo a ONU, a cada 25 minutos morre no

Brasil, uma criança vítima de diarréia, doença proveniente do consumo de água

de baixa qualidade. Com o aumento de 50% ao acesso à água limpa e potável

nos países em desenvolvimento, faria com que aproximadamente 2 milhões de

crianças deixassem de morrer anualmente por causa de diarréia.

A qualidade da água pode ser alterada com medidas básicas de educação

e a implementação de uma legislação adequada. O saneamento básico é de

fundamental importância para a preservação dos recursos hídricos, pois cada 1

litro de esgoto inutiliza 10 litros de água limpa. Essas medidas além de salvar

vidas humanas ainda iriam proporcionar economia dos recursos públicos, pois a

cada R$ 1,00 investido em saneamento básico estima-se uma economia de R$

10,00 em saúde.

A UNESCO, por meio do Conselho Mundial da Água, divulgou em

dezembro de 2002 um ranking de saúde hídrica. A pontuação dos países é a

soma de notas em cinco quesitos (melhor de 20 em cada):

• quantidade de água doce por habitante;

• parcela da população com água limpa e esgoto tratado;

• renda, saúde, educação e desigualdade social;

• desperdício de água doméstico, industrial e agrícola; e

• poluição da água e preservação ambiental.

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Hidrologia Janeiro/2004

Ranking da Saúde Hídrica Colocação País Pontos

1 Finlândia 78,0

2 Canadá 77,7

5 Guiana 75,8

11 Reino Unido 71,5

13 Turcomenistão 70,0

16 Chile 68,9

18 França 68,0

22 Equador 67,1

32 Estados Unidos 65,0

34 Japão 64,8

35 Alemanha 64,5

39 Espanha 63,6

50 Brasil 61,2

52 Itália 60,9

56 Bélgica 60,6

58 Irã 60,3

71 Egito 58,0

74 México 57,5

85 Paraguai 55,9

93 Israel 53,9

100 Índia 53,2

101 Arábia Saudita 52,6

106 China 51,1

111 Sudão 49,9

118 Jordânia 46,3

119 Marrocos 46,2

120 Camboja 46,2

126 Moçambique 44,9

131 Iêmen 43,8

135 Angola 41,3

147 Haiti 35,1

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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Hidrologia Janeiro/2004 1.6. Usos Múltiplos da Água

Em função de suas qualidades e quantidades, a água propicia vários tipos

de uso, isto é, múltiplos usos. O uso dos recursos hídricos por cada setor pode

ser classificada como consuntivo e não consuntivo.

a) Uso Consuntivo. É quando, durante o uso, é retirado uma determinada

quantidade de água dos manaciais e depois de utilizada, uma quantidade menor

e/ou com qualidade inferior é devolvida, ou seja, parte da água retirada é

consumida durante seu uso. Exemplos: abastecimento, irrigação, etc.

b) Uso Não Consuntivo. É aquele uso em que é retirado uma parte de água dos

mananciais e depois de utilizada, é devolvida a esses mananciais a mesma

quantidade e com a mesma qualidade, ou ainda nos usos em que a água serve

apenas como veículo para uma certa atividade, ou seja, a água não é

consumida durante seu uso. Exemplos: pesca, navegação, etc.

1.7. Exercícios 1) Comente a seguinte afirmativa: “O planeta está secando”.

2) (Questão 01 Prova de Hidrologia Concurso ANA 2002) Em uma bacia

hidrográfica, o uso não-consuntivo da água é realizado por:

a) navegação fluvial, irrigação, pesca;

b) recreação, dessentação dos animais, geração de energia;

c) abastecimento urbano, irrigação, recreação;

d) navegação fluvial, geração de energia, pesca;

e) abastecimento industrial, controle de cheia, preservação.

3) Comente as seguintes situações em relação ao Brasil.

a) O país detém 12% de toda a água doce da superfície terrestre; e

b) o país ocupa o 500 lugar no ranking mundial da saúde hídrica.

Prof. Daniel Fonseca de Carvalho e Prof. Leonardo Duarte Batista da Silva

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