Hipermetropia - prevalência em escolares, Ensaios de Oftalmologia. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)
luciane-hepp
luciane-hepp

Hipermetropia - prevalência em escolares, Ensaios de Oftalmologia. Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)

15 páginas
22Número de visitas
Descrição
Caso clínico analisado e confrontado com literatura
20 pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
Baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 15
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 15 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 15 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 15 páginas
Baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 15 páginas
Baixar o documento

UNIVERSIDADE DO CONTESTADO - UnC

LUCIANE HEPP

HIPERMETROPIA

CANOINHAS

2017

LUCIANE HEPP

HIPERMETROPIA

CANOINHAS

2017

Trabalho para disciplina de

Integração sobre Ametropias, no

curso de Optometria.

RESUMO

No presente estudo vimos analisar um caso clínico, sua semiologia, etiologia e

através de revisão da literatura traçar um perfil da deficiência visual, sua

manifestação clínica, bem como o que acarreta na infância e no período escolar. A

pesquisa científica gera bases importantes para que o conhecimento seja

alicerçado, de forma a impulsionar soluções viáveis nos cuidados de atenção

primária. Como acadêmicos nos é dado a oportunidade de antes de ingressarmos

na vida profissional o burilamento das nossas competências, através destas

fundamentações teóricas, que aprimoram o caráter investigativo das nossas

elucubrações.

SUMÁRIO

1. Resumo.......................................................................................... 3

2. Introdução...................................................................................... 4

3. Objetivo.......................................................................................... 5

4. Conclusão...................................................................................... 8

5. Referências Bibliográficas............................................................ 9

INTRODUÇÃO

Estudo do caso clínico de C. M. F., estudante, brasileira, natural de Major Vieira,

SC, no momento da avaliação visual com 9 anos de idade, a mesma foi

encaminhada pela escola que frequenta, após triagem visual na própria instituição.

Onde no primeiro momento apresentou um diagnóstico presumido de hipermetropia

no OD ou astigmatismo hipermetrópico composto contra a regra no OE, foi

encaminhada a clínica para consulta com queixas de embaçamento em visão de

longe, cefaleia frontal, coceira em ambos os olhos e fotofobia.

Não referiu antecedentes pessoais, apresentando como antecedentes familiares a

hipertensão da tia, que se apresentou como responsável pela jovem.

Dentro da primeira avaliação da acuidade visual, encontrou se AV 20/15 em visão

de longe e 0,50m em visão de perto no OD e AV 20/20 ֿ² em visão de longe e 0,50m

em visão de perto no OE, utilizando optotipo de Snellen com letras, apresentou

Bruckner transparente e simétrico. No olho direito papila redonda, bordas definidas,

cumprindo ISNT, escavação fechada de 0,1, relação de artéria/ veias de 2/1,

mácula saudável com fixação central. No olho esquerdo papila oval verticalmente,

bordas definidas, também cumprindo ISNT, escavação de 0,2, relação artéria/veias

de 2/1, mácula também saudável com fixação central.

Nos testes motores, os reflexos pupilares dentro do padrão, Kappa positivo,

Hischberg centrado, versões dentro do padrão em ambos os olhos, PPC filtro a

22cm, luz a 18 cm e objeto real a 13 cm, cover test apresentou exoforia baixa.

Na avaliação com biomicroscópio, denotou se segmento anterior normal.

Paralelamente, na ceratometria encontrou se no OD: 44.50/45.50 a 165° e OE:

44.75/45.50 a 160°, com BUTNI baixo, utilizando se aqui o ceratômetro para a

avaliação do tempo de afinamento da lágrima (TAL), onde tempos menores de

BUTNI, sugerem uma grande sensibilidade a alterações na película lacrimal.

Na retinoscopia estática demonstrou no OD: +2.00 sph com AV 20/40 ֿ² em visão

de longe, no OE: +1.75 sph com AV 20/40 em ֿvisão de longe, já no subjetivo, +1.50

sph AO, com AV 20/20 ֿ em visão de longe e 0.50m em visão de perto.

Na RX final AO +1.50, com diagnóstico de hipermetropia manifesta e suspeita de

excesso de acomodação, sendo prescrito óculos e retorno para avaliação dos

sintomas. Verificou se que quanto mais jovem o paciente maior a preponderância

de uma hipermetropia, causadora de problemas acomodativos.

OBJETIVO

Ao longo deste estudo com o aval da revisão literária, procuraremos correlacionar

os dados da ficha clínica, com a visão de diversos autores, seguindo esse caminho

demonstrar que a hipermetropia, dentre todas as deficiências visuais é aquela de

maior prevalência, principalmente na infância, desde a idade da pré-escola, até

depois desta fase, correlacionaremos aqui também a definição, tipos, etiologia e

semiologia da hipermetropia.

O processo de emetropização segundo o estudo sobre: “Emmetropization, visual

acuity, and strabismus outcomes among hyperopic infants followed with partial

hyperopic corrections given in accordance with dynamic retinoscopy”, realizada

pelo Departamento de Oftalmologia Pediátrica da Universidade de Ankara, na

Turquia no ano de 2013, relata que o desenvolvimento da hipermetropia depende

da capacidade de acomodação do bebê, capacidade esta que está desenvolvida,

defende o estudo, por volta dos 3 meses de idade, e argumenta ainda que a

correção durante o processo de emetropização, proporcionaria acuidade visual

normal após este período.

Com base na revisão bibliográfica, tem se que existem três mecanismos

determinantes no processo de emetropização: um no qual a relação entre a

longitude axial e a profundidade da câmara anterior, outro diz relação a longitude

axial e a curvatura da córnea, e o último ainda com relação a longitude axial e ao

poder de refração do cristalino.

Os componentes refrativos sofrem diversas mudanças do período neonatal até a

vida adulta. Ao passo que todos nascemos hipermetropes, durante o processo de

emetropização, com o desenvolvimento do sistema visual, nossa condição normal

é a de emetropia, no entanto devido algum entrave no decorrer do processo o

indivíduo pode se tornar míope, hipermetrope ou astigmático. O comprimento axial

é de 17mm no recém-nascido, chegando até 23mm no adulto. Com uma alta taxa

de crescimento nos três primeiros anos de vida, depois até a adolescência esse

crescimento desacelera. Se o único fator a ser contabilizado fosse o comprimento

axial, a miopia se desenvolveria mais facilmente, não obstante, a longitude axial,

contamos também com outras mudanças refrativas, como o aplanamento da

córnea e do cristalino. Durante este período o poder refrativo da córnea sofre uma

redução de 53D para 43D até a emetropização estar completa, a redução deste

poder refrativo deve se ao aumento do seu raio de curvatura. O cristalino tem seu

poder dióptrico reduzido de 32D para 19D, devido ao aplanamento de suas

curvaturas anterior e posterior. O alongamento axial, causa o aumento do diâmetro

equatorial do olho, gerando uma força de estiramento no cristalino,

Sendo que estes concluíram que metade da variação dos defeitos refrativos se

deve a longitude axial, uma quarta parte se deve a curvatura da córnea, ainda uma

vigésima parte a profundidade da câmara anterior, e a quinta parte restante se

divide entre os erros de medição e as variações no cristalino e no índice de refração

do mesmo.

A hipermetropia, defeito refrativo no qual os raios paralelos que atingem o olho,

passam pela retina antes de se reunirem para formar o ponto de foco, resultando

assim uma imagem desfocada, considerando o olho sem esforço de acomodação.

Com referência a etiologia, a emetropia se deve a um crescimento normal do olho,

atendendo a condições genéticas que favorecem esta condição de normalidade, no

entanto no caso da hipermetropia está condição não é atendida de tal forma que o

crescimento global do órgão não atinge o ponto necessário. A hiperopia é

deficiência mais comum encontrada, atingindo valores bem expressivos, valores

esses corroborados por todas as literaturas aqui dispostas, no entanto é muito

pouco conhecida pela população, devido ao fato dos portadores de baixa hiperopia

compensarem a mesma com o encurtamento do eixo anteroposterior pela

acomodação do cristalino. A hipermetropia axial é encontrada com mais frequência,

nos indivíduos emétropes a longitude axial varia de 22,3 mm a 26mm, a média é

de 24mm com um desvio padrão de 0,85mm. Nas hipermetropias consideradas

baixas ou moderadas este comprimento axial, está com poucas exceções dentro

do intervalo emétrope, no entanto mais próxima da medida menor, já em dioptrias

mais altas as medidas seriam menores que 22,3mm. Neste caso o encurtamento

do eixo anteroposterior seria de origem patológica. Com menor frequência

apresenta se a hipermetropia refrativa, que se deve a uma diminuição na curvatura

da córnea ou do cristalino, ou alteração nos índices de refração dos meios

transparentes ou ainda na distância do cristalino até a retina. Na hipermetropia por

curvatura, a córnea é o objeto principal da deficiência, a diminuição da curvatura

pode ser congênita ou por trauma. E a hipermetropia por índice tem o cristalino

como estrutura afetada, por fatores fisiológicos, que podem acontecer em função

de idade ou até patologias.

De correto, podemos afirmar, em vista de tudo que tem sido apontado por diversos

estudos, é que o olho hipermetrope não tem poder dióptrico suficiente para seu

comprimento axial. Para que se faça a devida correção, necessitaríamos de lentes

convergentes e do aumento do poder de convergência. A capacidade de acomodar

vai depender, do defeito refrativo e da sintomatologia. Indivíduos jovens podem

acomodar total, ou parcialmente, alguns defeitos.

Dentro deste cenário, a hipermetropia também pode ser classificada, segundo

padrões acomodativos como: Hipermetropia total, é a soma da hipermetropia

manifesta e a hipermetropia latente. A hipermetropia latente é aquela compensada

pelos tônus do músculo ciliar, avaliada sob ciclopegia, enquanto que a

hipermetropia manifesta é a soma da facultativa e a hipermetropia absoluta, sendo

que a hipermetropia facultativa é compensada pela acomodação, enquanto que a

hipermetropia absoluta é aquela que não é compensada pela acomodação. No

caso da ficha clínica que estamos avaliando, é classificada como hipermetropia

manifesta, e dentro desta seria ainda facultativa, por que apresenta boa acuidade

visual, o que entenderíamos por estar sendo compensada pela acomodação, é

sintomática, se fosse hipermetropia manifesta absoluta não apresentaria boa

acuidade visual sem correção.Pacientes com AV normal, apesar de hipermetropes

com dioptrias baixas, são aqueles que compensam estes defeitos pela

acomodação, contudo o esforço acomodativo pode causar astenopia acomodativa

com sintomas de fadiga ocular, cefaleia frontal, flutuações de visão, visão turva,

sensibilidade a luz, congestão ocular, bem como espasmo de acomodação.

Seguindo a análise da ficha e correlacionando com a Lei de Javal, que diz que na

ceratometria valores acima de 43.00 dioptrias o indivíduo seria míope, se

levássemos em conta apenas a ceratometria, poderíamos dizer que a criança

desenvolveria miopia, todavia pelo fato da acuidade visual ser OD:20/15 e

OE:20/20ֿ², já descartaria esta hipótese, mas observando o processo de

emetropização, considerando os fatores de expansão, tamanho e descarrilamento,

este o olho durante este período desenvolveu hipermetropia. Dentro da

ceratometria ainda encontrou se um astigmatismo corneano no OD: -1,00 x 165° e

OE: -0,75 x 160°, segundo a Lei de Javal, o mesmo seria neutralizado pelo

astigmatismo lenticular, mantendo a dioptria esférica.

Consoante com o artigo “ Variações nos Parâmetros Acomodativos ao Longo do

Dia”, existem diversas anomalias acomodativas, e no referido caso, discorre sobre

o excesso acomodativo, o qual jovem é acometida, onde ocorre quando a amplitude

de acomodação se encontra nos valores normais para a idade, mas a mudança do

sistema acomodativo é lenta, ou seja, consegue acomodar com facilidade e rapidez

sendo a resposta acomodativa excessiva, os sintomas associados são visão

desfocada, astenopia, fotofobia e normalmente é associado a exoforia, com isso

pode haver atraso acomodativo, que é a resposta acomodativa do olho ao estímulo,

podendo o mesmo ser positivo ou negativo, nesta circunstância, encontramos

atraso acomodativo negativo, quando o cristalino acomoda demais para o estímulo

que recebe, causando o excesso acomodativo. No mesmo estudo cita se a

prevalência as anomalias acomodativas frente as vergênciais, sendo a primeira a

que mais prevalece, com maior número de indivíduos apresentando astenopia do

que disfunções binoculares sintomáticas dado que a insuficiência acomodativa e a

inflexibilidade acomodativa as mais frequentes, seguidas respectivamente pela

insuficiência acomodativa e a fadiga acomodativa. Os sintomas dependem muito

da anomalia, sendo a astenopia a mais comum com 19%, visão desfocada na visão

de longe (8,7%), dores de cabeça (7,9%), sensibilidade à luz (7,2%), dores de

cabeça ao final do dia (7%), visão desfocada de perto (5,9%), diplopia intermitente

(4,6%), além de irritabilidade, perda de concentração, salto de letras e linhas.

De acordo com o relatado no “ Estados Refractivos En Una Población De Niños De

7 A 14 Años En La Clínica De Optometria De La Universidad De La Salle En El

Primer Ciclo Del 2013”, assim como no “Estudo Epidemiológico das Ametropias em

Portugal II, a hipermetropia acomete mais a indivíduos do sexo feminino, também

numa faixa etária de 6 a 9 anos, declarando sintomas tais como: cefaleia, ardência

e dor ocular.

Paralelamente, no artigo “ As implicações de problemas visuais no processo de

aprendizagem escolar”, cita que a hipermetropia em crianças está associada a

sintomas como dificuldade na leitura, dificuldades na aprendizagem, resultados

baixos em testes de inteligência e atraso no desenvolvimento das capacidades

visuais perceptíveis.

Embora que, se analisado em função das etnias, estes dados podem sofrer

alterações, conforme citado no estudo realizado na Universidade de La Salle, uma

estimativa a nível mundial, demonstra que de acordo com as raças estes números

se alteram, avaliando que 9,2% das crianças eram míopes, 12,8% hipermetropes e

28,4% astigmáticos, sendo que os asiáticos e afro-americanos se mostraram mais

míopes ou astigmáticos, enquanto que os caucasianos e hispânicos se mostraram

mais hipermetropes, de um total de 2523 crianças, citadas de um estudo de

Kleintein (2003).

Neste mesmo estudo da Universidade de La Salle, aponta que em outros dois

estudos realizados na Colômbia em cidades diferentes no ano de 2011, a

hipermetropia foi a deficiência visual que prevaleceu na região. Todos também

atentam para o fato de que um defeito refrativo não corrigido, afeta o desempenho

acadêmico, bem como o desenvolvimento cognitivo da criança, o que pode

acarretar problemas futuros. As diferenças anatômicas entre as etnias, tem papel

relevante na preponderância das ametropias, sendo que as maiores mudanças nas

estruturas anatômicas ocorrem nos primeiros três anos de vida, após este período,

até por volta de sete anos, as mudanças nos componentes esféricos e cilíndricos

não são tão significativas. Durante o processo de emetropização, analisando os

diversos estudos, a probabilidade de desenvolvimento de miopia é muito alta,

durante a infância, no entanto a prevalência da hipermetropia é maior. Crianças que

em idade entre 5 e 6 anos, que são míopes nesta idade, entre 13 e 14 anos tem

alta possibilidade de continuarem míopes, mas se no mesmo período são

hipermetropes com dioptrias maiores que +1,50D, provavelmente continuarão

hipermetropes. Se entre 5 e 6 anos possuírem dioptrias entre +0,5 e +1,25D,

tendem a ser emétropes a partir de 13 anos. Já se no mesmo período a dioptria

estiver entre 0 e +0,5D, a partir dos 13 nos tem uma tendência muito forte a se

tornar míope, e se neste mesmo intervalo, com estas mesmas dioptrias, ainda

possuir astigmatismo contra a regra, tem chances maiores de se tornar míope.

As ametropias esféricas são aquelas em que encontraremos discrepâncias entre o

comprimento axial do olho e seu poder dióptrico, enquanto a ametropia cilíndrica a

condição refrativa se dá pela variação do poder dióptrico de um meridiano a outro.

Para correlacionarmos a acuidade visual entre as ametropias, temos de analisar o

que influencia nestas acuidades. Em um indivíduo míope, o que atuará no sistema

óptico será o grau de miopia, o tamanho da pupila e o fato da pessoa fazer fenda

palpebral, para melhorar a profundidade de foco, tal como funciona o pin hole, desta

forma também podendo causar uma variação na curvatura da córnea, mesmo que

momentânea, e neste caso se tentar fazer uso da acomodação, só acarretará uma

imagem mais borrada. Logo, em pessoas hipermetropes, a acuidade visual

dependerá muito da dioptria da deficiência, da acomodação que estará limitada

pela amplitude de acomodação, que varia em função da idade, no entanto, isso vai

definir se a acuidade visual será boa, tanto para longe quanto para perto. Já os

astigmáticos, a acuidade visual vai estar relacionada com o tipo de astigmatismo,

os astigmáticos hipermetrópicos podem fazer uso da acomodação e assim tentar

melhorar a acuidade visual, por outro lado, astigmáticos miópicos, não e ao tentar

fazê-lo, só aumentarão o círculo de menor confusão e os astigmáticos mistos

podem ter boa acuidade, principalmente se o círculo de menor confusão coincidir

com a retina.

Outros fatores preponderantes na primazia da hipermetropia como erro refrativo,

se dá pela influência do ambiente em que o paciente vive e interage, dois estudos

remetem ao fato de que crianças que vivem em zonas rurais são mais afetadas do

que as que residem nas áreas urbanas, dentro desta perspectiva podemos

observar como um erro refrativo é antagônico ao outro, enquanto a miopia, com

relação a fatores ambientais, é predisposta pela vivência em ambientes menores,

a utilização de aparelhos eletrônicos que incentivem a visão de perto, as crianças

passam mais tempo estudando e menos tempo brincando em lugares amplos ou

até mesmo ao ar livre, tendo seu mundo todo próximo, os estudos demonstram que

as crianças que vivem em áreas rurais, tem uma vida ao ar livre, com a visão de

longe mais exigida, tem uma predisposição maior a hipermetropia.

CONCLUSÃO

A hipermetropia, defeito refrativo com maior prevalência na infância e

posteriormente na fase adulta, tem sua manifestação, dependendo do valor da

dioptria, tanto na visão de longe, quanto na de perto, sofrendo muito os efeitos da

acomodação, nota se que apesar de ser um erro refrativo comum, não é tão

facilmente diagnosticado, em virtude da complexidade da etiologia, ou até mesmo

por seus fatores acomodativos, que podem gerar boa acuidade visual e ainda assim

projetar diversos sintomas, causando muitos transtornos quando não corrigido,

notando se que durante a fase de emetropização e vida pré-escolar e até escolar,

se este diagnóstico, não for bem feito, ou em tempo hábil, pode vir a comprometer

a aprendizagem, capacidades cognitivas que levam o indivíduo a uma melhor

atenção e compreensão do ambiente ao seu redor, tanto que já é possível traçar

perfis de crianças tratadas por distúrbios no comportamento e déficit de atenção e

no entanto muitas, estavam apenas mal corrigidas, ou até sem nunca haver

passado por nenhuma avaliação visual. Estudos no Brasil, consideram que crianças

na faixa de 6 a 12 anos são mais acometidas por hipermetropia, com uma

proporção maior de ambliopia associada a hipermetropia, quando a dioptria é maior

ou igual a +2D, e os casos são mais severos quando a dioptria é maior ou igual a

+3,25D, sendo observado que neste caso, o fator mais relevante é o valor da

dioptria e não a faixa etária, ressaltou se em vários estudos, não só a nível nacional

como a mundial, a importância do rastreio da deficiência visual, que este

acompanhamento deve ser feito nos primeiros momentos de vida para atestar a

saúde ocular da pessoa, que no primeiro momento os pais são expoentes máximos

deste rastreio, levando sempre para acompanhamento da saúde visual, e em

seguida com o advento da vida escolar, as triagens e a análise cuidadosa de todos

envolvidas na vida da criança, proporcionariam uma vida ocular mais saudável.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Beltran, Diretor Dr. José Fernando Ballesteros., Campos, Edgar Nícolas Daza.,

Rojas, Karen Julieth Murcia., - Estados Refractivos en uma Población de

Niños 7 a 14 años en la Clínica de Optometria de La Universidad de La Salle

en el primer ciclo del 2013 - Programa de Optometría - Clínica de Optometría de

La Universidad de La Salle – Bogotá - Colômbia – 2013;

Auad, Luisa Jácomo., Ávila, Marcos Pereira de., Isaac, David Leonardo Curvinel.,

Mendonça, Luisa Salles de Moura., Rocha, Maria Nice Araújo Moraes –

Prevalência de Doenças Oculares e Causas de Comprometimento Visual em

Crianças Atendidas em um Centro de Referência em Oftalmologia no Centro-

Oeste do Brasil, - Revista Brasileira de Oftalmologia – 2014;

Goedert, Merry Elizabeth., Rohr, Juliana Tessari Dias., Pinto, Luciana Dias –

Associação entre Hiperopia e outros Erros Refrativos e Visuais em Crianças

– Revista Brasileira de Oftalmologia – 2016;

Fernandes, Mariana Abreu., - As Implicações de Problemas Visuais no

Processo de Aprendizagem Escolar das Crianças – Universidade da Beira

Interior – Covilhã – Portugal – 2012;

Barros, Daniela Borlido., - Estudo Epidemiológico das Ametropias em Portugal

II – Universidade do Minho – Julho 2013;

Mendes, Cristina João Correia da Cunha Mendes., - Variações de Parâmetros

Acomodativos ao Longo do Dia – Universidade do Minho – outubro de 2012;

Anderson, Heather A. OD, PhD, FAAO., Stuebing, Karla K. PhD - Subjective vs

Objective Accommodative Amplitude: Preschool to Presbyopia - College of

Optometry (HAA), and Department of Psychology/TIMES Institute (KKS), University

of Houston, Houston, Texas – National Intitutes Of Health – Optom. Vis. Scien.

November 2015;

D Somer, E Karabulut, FG Cinar, UE Altiparmak and N Unlu., - Emmetropization,

Visual Acuity, and Strabismus Outcomes Among Hyperopic Infants followed

with Partial Hyperopic Corrections Given in Accordance with Dynamic

Retinoscopy - Department of Pediatric Ophthalmology and Strabismus, S.B.

Ankara Education and Research Hospital, Ankara, Turkey - American Association

for Pediatric Ophthalmology and Strabismus – July 2014;

Castagno, Victor Delpizzo., Fassa, Ana Claudia Gastal., Carret, Maria Laura Vidal.,

Vilela, Manuel Augusto Pereira., Meucci, Rodrigo Dalke., - Hyperopia: a meta-

analisys of prevalence and review of associated factors among school-aged

children – Department of Specialized Medicine – Ophthalmology, Federal

University of Pelotas, Rua Marechal Deodoro, 1160, Centro, 96020-220 Pelotas,

RS, Brazil - BMC Ophthalmology, 2014;

Kulp, Marjean Taylor, OD, MS., Ciner, Elise, OD., Maguire, Maureen, PhD., Moore,

Bruce, OD., Pentimonti, Jill, PhD., Pistilli, Maxwell, MS., Cyert, Lynn, PhD, OD.,

Candy, T. Rowan, PhD., Quinn, Graham, MD, MSCE, Ying, Gui-shuang, PhD., -

Uncorrected Hyperopia and Preschool Early Literacy: Results of the Vision In

Preschoolers - Hyperopia In Preschoolers (VIP-HIP) Study - Departmant of

Health & Human Services – USA - Association for Research in Vision and

Ophthalmologyn Meeting. Ft. Lauderdale, Florida, May 2016;

Até o momento nenhum comentário
Esta é apenas uma pré-visualização
3 mostrados em 15 páginas
Baixar o documento