Histología de Aves e Peixes, Notas de estudo de zootecnia
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Sumário

Introdução ....................................................................................................................... 01

Sistema digestivo de Aves .............................................................................................. 02

Sistema digestivo de Peixes Chondrichtyes ............................................................................................................... 05

Osteichthyes ................................................................................................................ 07

Anexos Peixes ........................................................................................................................... 09

Aves .............................................................................................................................. 12

Bibliografia ...................................................................................................................... 15

Introdução

As regiões do tubo digestivo, exceção feita à boca e faringe, têm a parede formada por quatro camadas denominadas mucosa, submucosa, muscular e adventícia ou serosa. Ao longo do tubo digestivo, a mucosa consiste de uma membrana epitelial interna, uma região mediana de tecido conjuntivo e uma camada externa de músculo liso.

A membrana epitelial deriva do endoderma e funciona como uma barreira seletiva entre o lúmen do tubo e o interior do organismo. No sentido de manter intacta a natureza da barreira, o epitélio é ricamente suprido de células produtoras de muco e alem disso, recebe a secreção de gandulas mucosas, sendo que muitas delas

aprofundam- se no conjunto subjacente à mucosa, atingindo assim a submucosa. A região mediana da mucosa denomina-se lamina própria e representa, como o restante da parede, um

derivado do mesoderma. Consiste de um tecido conjuntivo frouxo, incorporando muitas vezes o tecido linfático, serve como suporte do epitélio.

A presença de uma camada muscular na mucosa é característica exclusiva do tubo digestivo, sendo por isto, chamada muscular da mucosa.

A camada muscular determina o tônus da parede e é responsável pelas contrações peristálticas, constituída por fibras musculares lisas dispostas em dois planos, o circular interno e o longitudinal externo.

A camada mais externa é a serosa. As regiões do intestino que ficam no interior da cavidade peritoneal são suspensas pelo mesentério. A serosa compõe-se de um tecido conjuntivo frouxo, recoberto por um epitélio pavimentoso simples, o mesotélio.

Sistema Digestivo de Aves

Oque diferencia o sistema digestivo de aves, são as características que se associam ao seu desenvolvimento para o vôo e a alta taxa de metabolismo. O que podemos notar claramente é a redução, quase ao total, do aparelho alimentar cefálico. Com isso, dá-se o aparecimento de bico córneo, esqueleto mandibular leve e uma musculatura mandibular com menos volume. O esôfago é longo e de grande diâmetro, podendo ter funções de armazenamento bem como a de condutor.

O estomago se divide em duas câmeras: o pró-ventrículo, ou seja, estômago glandular ou químico, e o ventrículo a chamada moela ou estômago muscular (mecânico).

Esôfago

A mucosa do esôfago consiste de um epitélio estratificado pavimentoso que pode ser fortemente queratinizado em alguns casos. As glândulas esofágicas são encontradas na mucosa, estas glândulas são 2

tubulosas, Produzem o muco com função de lubrificação. No pombo, por exemplo, há grande quantidade de glândulas indicando assim, uma alta produção desse muco.

A mucosa mostra também acúmulos de tecido linfóide nodular ou difuso, muitas vezes, em estreita associação com as glândulas e seus ductos.

A musculatura da mucosa do esôfago varia nas diferentes espécies, como os números de camadas presentes e à orientação dos feixes de fibras musculares. Abaixo da muscular da mucosa situa-se a submucosa e finalmente, a túnica muscular com suas camadas circular interna e longitudinal externa, esta sendo recoberta pela adventícia.

Nas aves granívoras ha uma dilatação da porção mediana ou posterior do esôfago onde constitui o papo. O papo pode se constituir em uma expansão temporária do esôfago na qual seria o falso papo, ou em um

divertículo permanente e especializado, no qual seria o papo verdadeiro. O papo de pombo apresenta secreção seromucosa que pode participar na pré-digestão dos alimentos,

especialmente de amidos, ainda, é especializado na produção de uma secreção tão rica em nutrientes quanto o “leite dos mamíferos”, esta secreção alimenta os filhotes durante um bom tempo após a eclosão do ovo. As glândulas produtoras de “leite” são controladas pela hipófise através do hormônio prolactina que age como estimulante nas atividades das glândulas mamarias nos mamíferos.

A principal característica, é que ambos os sexos apresentam essa produção de “leite” no papo, mas somente nas fêmeas essa secreção inclui elementos semelhantes ao do colostro dos mamíferos.

corte transversal de esôfago de ave com mucosa, glândulas esofágicas (g), muscular da mucosa (mm) submucosa (sm) e a túnica muscular externa (M)

Estômago

O estômago das aves é subdividido em duas partes: Uma que funciona no armazenamento de alimentos, digestão péptica, secreção de ácido clorídrico e, possivelmente na decomposição de alguma gordura, chamado de glandular ou proventrículo e a outra parte como porção posterior, ventrículo ou moela, cuja característica é a presença de uma musculatura muito desenvolvida, na qual, além da função de triturador de alimentos, a moela desempenha papel no armazenamento e alguma função na digestão de proteínas.

Este órgão constitui uma dilatação do tubo digestivo, onde o bolo alimentar torna-se liquefeito e sofre a ação digestiva das enzimas gástrico, iniciando se a digestão protéica. O bolo alimentar que sofreu a ação do suco gástrico constitui o “quimo”, que pe impulsionado pata o intestino delgado, onde ocorre as etapas finais do processo digestivo, e a absorção.

A mucosa, nas três regiões, apresenta um epitélio prismático simples de células secretoras de muco. O núcleo dessas células é esférico e ocupa posições centrais à célula. O citoplasma, na parte apical, é preenchido pelo muco que, em cortes corados pelo H.E mostra-se claro, uma vez esse muco não se cora por estes corantes.

Proventrículo

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A mucosa desta porção apresenta pregas bem longas e o epitélio é constituído por células mucosas típicas de revestimento gástrico. Nas fossetas abrem-se glândulas tubulosas simples, secretoras de muco. Como resultado das dobras, aparecem papilas que representam a parte terminal de glândulas, cuja complexidade varia conforme o hábito alimentar de cada ave. São glândulas tubulosas ou tubuloalveolares compostas, possuindo uma câmara coletora onde acumula a secreção, que é eliminada no lúmen proventricular através de um ducto.

As células dessas glândulas são todas de um tipo que produzem ácido clorídrico e pepsina, sendo, portanto, células funcionalmente homólogas ás células parietais e principais dos mamíferos.

A muscular da mucosa é formada por uma camada circular e outra longitudinal de fibras musculares lisas. A submucosa é estreita, circundada pela túnica muscular e por uma serosa típica.

Ventrículo ou moela

A musculatura deste órgão pode gerar uma das mais altas tensões já registradas em musculatura lisa, o revestimento interno da moela é acelular e muito resistente. Estes aspectos dependem logicamente, do hábito alimentar da ave. Os herbívoros e granívoros possuem as moelas bem desenvolvidas, em seguida os onívoros, nectívoros, carnívoros e finalmente frutívoros.

Na mucosa encontra-se um epitélio colunar, criptas e glândulas tubulosas simples ou ramificadas densamente arranjadas. As células secretoras são cuboidais ou colunares com citoplasma granular e acidófilo, e o seu núcleo esta em posição central.

Quando observada ao microscópio, apresenta um aspecto laminado horizontalmente com estriações perpendiculares. Em volta da mucosa observa-se uma camada de fibras elásticas e colágenas, constituindo o estrato compacto.

A túnica muscular apresenta uma camada circular interna bem desenvolvida, sendo estreita a camada longitudinal externa e recobrindo esta túnica muscular, uma camada serosa.

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Intestinos

O intestino de aves revela uma modificação em relação aos grupos precedentes, e se aproxima muito do intestino dos mamíferos em duas características: apresentam criptas de Lieberkuhn e vilosidades sendo elas digitiformes e foliáceas.

Os vilos proporcionam um grande aumento da superfície de absorção. As criptas de Lieberkuhn ocorrem entre bases dos vilos. As glândulas intestinais são tubulosas simples e ramificadas, produz enzimas hidrolíticas de amido, dissacarídeos, proteínas e gorduras.

Na junção do intestino delgado e intestino grosso ocorre geralmente um par de cecos. Estes são bolsas de fundo revestido por um epitélio semelhante aquele do intestino. Os cecos podem ser vestigiais ou ausentes em algumas espécies. Mas pouco se sabe sobre quais são as suas funções.

Sistema Digestivo de Peixes

Chondrichtyes

Podendo haver modificações de acordo com a dieta utilizada, o tubo intestinal de cação apresenta o mesmo plano básico que se encontra em todos os gnatostômatas. Os cações se alimentam principalmente por pequenos moluscos e crustáceos, sua boca é grande e circundada por uma mandíbula cartilaginosa, seus dentes são pontiagudos que é constantemente substituídos por novos, são similares aos dentículos cutâneos da pele.

A boca e a faringe são revestidas por pequenas papilas gustativas e seu tecido epitelial é estratificado com glândulas mucosas unicelulares. Sua língua é igual à de todos os peixes, primitiva e imóvel.

Esôfago

É um órgão onde há somente a passagem de alimento, e nenhuma digestão. Seu epitélio é cúbico ou colunar estratificado com enumeras células secretoras de muco, e freqüentemente apresenta pequenas papilas.

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Estômago

Seu estomago é curvado em forma de U, assim sua entrada e sua saída, estão sempre na face anterior. É dividido em duas partes: um braço ascendente ou pilórico e outro descendente ou cárdico.

Primeiramente ele se desenvolveu como órgão de armazenamento, mas as suas glândulas mucosas modificaram, assim produzindo ácido para a digestão e uma ótima prevenção contra bactérias.

Num corte transversal, a parede do estomago revela uma superfície revestida por um epitélio colunar simples, com células que contem muco no pólo apical, uma lamina própria com poucos tecidos conjuntivos, um muscular da mucosa formada por pequenos grupos de fibras musculares lisas, dispostas longitudinalmente, uma submucosa constituída por tecido conjuntivo, vasos sangüíneo, nervos, células linfóides e uma muscular externa formada por uma faixa de fibras musculares lisas, orientadas circularmente e outra longitudinalmente. As glândulas gástricas dos tubarões assim como de todos os vertebrados se abrem no fundo das fassetas gástricas.São diferenciadas em glândulas fúndicas e pilóricas. As glândulas fúndicas são espalhadas em toda a extensão do corpo do estômago, enquanto as pilóricas restrigem-se geralmente á extremidade pilórica. Nas glândulas gástricas aparece apenas um tipo celular, embora secretem dois produtos diferentes: a pepsina e o ácido clorídrico (células oxinticopépticas).

Intestino

O intestino delgado tem um diâmetro maior do que o intestino grosso se consiste em um curto duodeno no qual abre os ductos pancreáticos e biliares. A porção seguinte é o íleo, que contem um tubo longo e amplo, de trajeto retilíneo. O íleo é provido de uma tiflosole (valva espiral) que proporciona um grande aumento de superfície interna, substituindo as alças intestinais vistas no intestino das formas mais superiores. Na junção do intestino grosso com o reto, uma pequena glândula retal abre no intestino. Esta glândula, encontrada apenas neste grupo de peixes, ao que se sabe, regula o teor de sal do fluido corpóreo dos tubarões. As células do epitélio que reveste o intestino possuem bordas estriadas. Células caliciformes também estão presentes. O epitélio intestinal é desprovido de cílios, e assim, o peristaltismo torna-se adequado para o trabalho de propulsão. A camada muscular do intestino é bastante desenvolvida

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Osteichthyes

Esôfago

Nos peixes ósseos apresenta uma superfície com numerosas dobras longitudinais, de tal modo que, quando o órgão está vazio, o lúmen é muito pequeno. Em corte transversal o esôfago mostra a mucosa, submucosa, muscular e serosa. A mucosa e submucosa são complexas, não apenas pelas dobras longitudinais primárias, mas também pelas secundárias e mesmo, dobras terciárias. O epitélio da mucosa é pavimentoso estratificado, contendo células muco secretoras, porém não há glândulas pluricelulares. Corpúsculos gustativos são encontrados na mucosa esofágica de algumas espécies. Separando a mucosa da submucosa, existe a muscularis mucosae constituída por fibras orientadas longitudinalmente. A túnica muscular na maior parte do esôfago é constituída de músculo estriado esquelético. A camada externa é longitudinal e a interna, circular. Nas proximidades do estômago, a musculatura passa de esquelética para lisa, começando na porção interna e prosseguindo para a externa.

Estômago

Como nos tubarões, apresenta forma de U, consistindo de uma parte cárdica ampla e uma parte pilórica

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estreita. Uma vez que os peixes não possuem glândulas salivares, o processo da digestão inicia-se no estômago. A estrutura histológica do estômago de truta apresenta uma superfície marcada por pregas ou rugas da mucosa e submucosa. Estas são continuação direta das pregas esofágicas, porém, no estômago, mostram ramificações e anastomoses, formando uma rede orientada longitudinalmente. A mucosa contém numerosas fossetas, e o epitélio de revestimento é do tipo colunar, simples e muco secretor. Este mesmo tipo de epitélio forra uma porção das fossetas. Nestas células o núcleo localiza-se geralmente no terço médio da célula. O terço superior é ocupado por muco, que é diferente daquele contido nas células caliciformes. Caracteriza-se por ser acidófilo. A função dessa secreção mucosa é, provavelmente, a de proteger as células epiteliais contra o ácido clorídrico produzido pelas glândulas gástricas. As glândulas gástricas abrem-se nas fossetas secundárias, pelo menos, duas glândulas em cada fosseta. As glândulas são estruturas tubulares alongadas, ocupando todo o resto da espessura da mucosa, circundadas pela lâmina própria. O lúmen estreito de cada glândula é circundado por células cuboidais. O núcleo é esférico e o citoplasma, preenchido por grânulos de secreção. Acredita-se que tais grânulos sejam enzimas (pepsinogênio), capazes de digerir proteínas. A pepsina, derivada do pepsinogênio, age apenas em meio ácido, que é também produzido por essas células, na forma de ácido clorídrico. Na porção do estômago próxima ao esôfago e através de grande parte do corpo gástrico, situam-se as glândulas fúndicas, próximas ao intestino ou piloro, estão as glândulas pilóricas. A lâmina própria, entre as glândulas, é muito rica em células, especialmente células imóveis, contendo grandes grânulos no citoplasma. Os peixes ósseos, aparentemente são os vertebrados mais inferiores a apresentarem tais células. São tão abundantes em algumas espécies que formam agregados que podem ser confundidos com nódulos linfáticos. Alguns pesquisadores denominam de mastócitos, porém, os grânulos em certas espécies são mais acidófilos do que basófilos, como nos mastócitos das superiores. Uma camada evidente na parede do estômago de muitos peixes é o estrato compacto.É aparentemente, a porção profunda da lâmina própria, porém sua aparência é contrastante com a parte superficial, muito rica em células.Trata-se de uma camada fibrosa homgênea, com poucas células.Abaixo do estrato compacto situa-se a muscularis mucosae com suas fibras orientadas numa direção longitudinal. Existe uma submucosa de tecido conjuntivo fibroso, que se cora menos intensamente do que a mucosa. A submucosa contém vasos sanguíneos cujos ramos penetram nas pregas da mucosa, fibras nervosas e células que formam o plexo submucoso. A capa muscular do estômago de peixes normalmente apresenta uma camada interna com fibras orientadas circularmente, e outra externa, com fibras orientadas longitudinalmente. Entre essas duas camadas situa-se um plexo de células e fibras nervosas. Externamente á capa muscular é formada de uma fina camada de tecido conjuntivo e mesotélio.

Intestino

A primeira porção do intestino delgado constitui o duodeno, que se recurva sobre si mesmo e segue uma trajetória sem dobras até o ânus, constituindo o intestino grosso. A denominação intestino grosso para a porção posterior do intestino do peixe é algo arbitrário, visto que seu diâmetro é aproximadamente o mesmo em relação ao intestino delgado. Na maioria dos peixes ósseos aparecem bolsas tubulares constituindo os cecos pilóricos que se abrem no duodeno. Essas estruturas variam em número conforme a espécie, desde duas ou três até aproximadamente 200. Semelhantes estruturas não são encontradas nos vertebrados superiores. O intestino delgado é revestido por um epitélio colunar simples, onde as células absortivas são intervaladas por células caliciformes-células secretoras de muco. O epitélio do ceco pilórico apresenta-se, em geral, similar aquele do intestino delgado. Entretanto, as células absortivas do ceco são mais altas e mais estreitas, e as células caliciformes são em menor número. Na submucosa há ausência de glândulas, contrariamente ao que observa nos vertebrados superiores, assim como também não existem estruturas equivalente ás glândulas mucosas ou crisptas de Lieberkuhn. Entre os peixes há poucas espécies cuja mucosa intestinal apresenta estruturas semelhantes aos vilos presentes no intestino de mamíferos, porém, de regra, ocorrem dobras. A invasão da mucosa por leucócitos, principalmente linfócitos pequenos.

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Anexos Peixes

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Anexos de Aves

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Bibliografia

GEORGE, Luiz Ludovico, Carlos Elvas Rodrigues Alves, Rodrigo

Roque Lesqueves de Castro. - 2° Ed. Ver. E ampl. - Histologia Compara

da, São Paulo: Roca, 1998.

Castro, G.A. - Histologia Comparada. 1° ed – Roca, 1985.

ftp://ftp.sp.gov.br/ftppesca/Silva31_1.pdf

http://www.biotemas.ufsc.br/volumes/pdf/volume223/149a155.pdf

www.icmbio.gov.br/cepta/download.php?id_download=118

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achei muito estranho mas bem legal e deu para entender bem
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