Introduçao a Microeconomia, Slides de Economia. Universidade Estadual de Maringá (UEM)
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INTRODUÇÃO À  MICROECONOMIA

PROF. ANDRÉ MOURÃO

CONCEITO  A microeconomia, ou teoria dos preços, analisa a

formação de preços no mercado, ou seja, como a empresa e o consumidor interagem e decidem qual o preço e a quantidade de determinado bem ou serviço em mercados específicos.

 A análise microeconômica preocupa-se com a formação de preços de bens e serviços (por exemplo soja e automóveis) e de fatores de produção (salários, aluguéis, lucros) em mercados específicos.

CONCEITO  A teoria microeconômica não deve ser confundida  com  economia  de  empresas,  pois  tem  enfoque  distinto.

 A  microeconomia  estuda  o  funcionamento  da  oferta  e  da  demanda  na  formação  do  preço  no  mercado,  isto é,  o preço obtido pela  interação do  conjunto  de  consumidores  com  o  conjunto  de  empresas que fabricam um dado bem ou serviço.

CONCEITO  Do ponto de vista da Administração de Empresas, que

estuda uma empresa específica, prevalece a visão contábil-financeira na formação do preço de venda de seu produto, baseada principalmente nos custos de produção, enquanto na Microeconomia predomina a visão do mercado como um todo.

 A abordagem econômica se diferencia da contábil mesmo quando são tratados os custos de produção, pois o economista analisa não só os custos efetivamente incorridos, mas também aqueles decorrentes das oportunidades sacrificadas, ou seja, os custos de oportunidade ou implícitos.

CONCEITO  Por exemplo, os custos de produção do ponto de vista

econômico não são apenas os gastos ou desembolsos financeiros incorridos pela empresa (custos explícitos), mas incluem também quanto as empresas gastariam se tivessem que alugar ou comprar no mercado os insumos que são de sua propriedade (custos implícitos).

 Os agentes da demanda, os consumidores, são aqueles que se dirigem ao mercado com o intuito de adquirir um conjunto de bens ou serviços que lhes maximize sua função utilidade, ou seja, o seu grau de satisfação no consumo.

CONCEITO  A empresa ou estabelecimento comercial é a

combinação realizada pelo empresário dos fatores de produção: capital, trabalho, terra e tecnologia, de tal modo organizados para se obter o maior volume possível de produção ou de serviços ao menor custo.

 Como vimos nas aulas anteriores, toda a renda pertence as famílias, o que inclui os proprietários das empresas, nesse sentido, a empresa é definida como o local onde se organiza a produção, sendo que a renda auferida no processo de produção pertence aos empresários e trabalhadores.

PRESSUPOSTOS BÁSICOS DA  ANÁLISE MICROECONÔMICA  Para analisar um mercado específico, a Microeconomia se

vale da hipótese de que tudo o mais permanece constante (em latim, coeteres paribus).

 O foco de estudo é dirigido apenas àquele mercado, analisando-se o papel que a oferta e a demanda nele exercem, supondo que outras variáveis interfiram muito pouco, ou que não interfiram de maneira absoluta.

 Adotando-se essa hipótese, torna-se possível o estudo de determinado mercado, selecionando-se apenas as variáveis que influenciam os agentes econômicos (consumidores e produtores) nesse particular mercado, independentemente de outros fatores, que estão em outros mercados, podem influenciá-los.

PRESSUPOSTOS BÁSICOS DA  ANÁLISE MICROECONÔMICA  Sabemos, por exemplo, que a procura de uma

mercadoria é normalmente mais afetada por seu preço e pela renda dos consumidores.

 Para analisar o efeito do preço sobre a procura , supomos que a renda permanece constante (coeteres paribus), da mesma forma, para avaliar a relação entre a procura e a renda dos consumidores, supomos que o preço da mercadoria não varia, temos assim, o efeito “puro” ou “líquido” de cada uma dessas variáveis sobre a procura.

OBJETIVOS DA EMPRESA  A grande questão na Microeconomia, que inclusive é a

origem das diferentes correntes de abordagem, reside na hipótese adotada quanto aos objetivos da empresa produtora de bens e serviços.

 A análise tradicional supõe o princípio da racionalidade, segundo o qual o empresário sempre busca a maximização do lucro total, otimizando a utilização dos recursos de que dispõe.

 Essa corrente enfatiza conceitos como receita marginal, custo marginal e produtividade marginal em lugar de conceitos de média (receita média, custo médio e produtividade média), daí ser chamada de marginalista.

OBJETIVOS DA EMPRESA  As correntes alternativas consideram que o objetivo do

empresário não seria a maximização do lucro, mas fatores como aumento da participação nas vendas do mercado, ou maximização da margem sobre os custos de produção, independentemente da demanda de mercado.

 Geralmente, nos cursos de Economia, a abordagem marginalista compõe a teoria microeconômica propriamente dita, pelo que é chamada de teoria tradicional, enquanto as demais abordagens são usualmente analisadas nas disciplinas denominadas Teoria da Organização Industrial ou Economia Industrial.

APLICAÇÕES DA ANÁLISE  MICROECONÔMICA  A análise microeconômica ou teoria dos preços, como

parte da ciência econômica, preocupa-se em explicar como se determina o preço dos bens e serviços, bem como dos fatores de produção.

 O instrumental microeconômico procura responder, também, questões aparentemente triviais, por exemplo, por que, quando o preço de um bem se eleva, a quantidade demandada desse bem deve cair, coeteres paribus.

APLICAÇÕES DA ANÁLISE  MICROECONÔMICA  Entretanto, deve-se salientar que, se a teoria

microeconômica não é um manual de técnicas para a tomada de decisões do dia a dia, mesmo assim ela representa uma ferramenta útil para estabelecer políticas e estratégias, dentro de um horizonte de planejamento, tanto para empresas como para políticas econômicas.

DIVISÃO DO ESTUDO  MICROECONÔMICO  1 – Análise da demanda;  2 – Análise da Oferta;  3 – Análise das estruturas de mercado;  4 – Teoria do equilíbrio geral e bem-estar;  5 – Imperfeições (“falhas”) de mercado.

ANÁLISE DA DEMANDA  A teoria da demanda ou procura de uma mercadoria ou

serviço dividi-se em teoria do consumidor (demanda individual) e teoria da demanda de mercado.

ANÁLISE DA OFERTA  A teoria da oferta de um bem ou serviço também

subdividi-se em oferta da firma individual e oferta de mercado.

 Dentro da análise da oferta da firma são abordadas a teoria da produção, que analisa as relações entre quantidades físicas do produto e os fatores de produção, e a teoria dos custos de produção, que incorpora os preços dos insumos.

ANÁLISE DAS ESTRUTURAS DE  MERCADO  A partir da demanda e da oferta de mercado, são

determinados o preço e a quantidade de equilíbrio de um dado bem ou serviço. O preço e a quantidade, entretanto, dependerão da particular forma ou estrutura desse mercado, ou seja, se ele é competitivo, com muitas empresas produzindo em dado produto, ou concentrado em poucas ou em uma única empresa.

 Na análise de estrutura de mercado, avaliam-se os efeitos da oferta e da demanda, tanto no mercado de bens e serviços como no mercado de fatores de produção.

ANÁLISE DAS ESTRUTURAS DE  MERCADO  As estrutura do mercado de bens e serviços são:  1 – concorrência perfeita;  2 – concorrência imperfeita ou monopolística;  3 – monopólio;  4 – oligopólio.

ANÁLISE DAS ESTRUTURAS DE  MERCADO  A estruturas de mercado de fatores de produção são:  1 – concorrência perfeita;  2 - concorrência imperfeita;  3 – monopsônio;  4 – oligopsônio.  No mercado de fatores de produção, a procura de fatores

de produtivos é chamada de demanda derivada, uma vez que a demanda por insumos (mão de obra, capital) está condicionada à (ou derivada da) procura pelo produto final da empresa no mercado de bens e serviços.

TEORIA DO EQUILÍBRIO GERAL E  BEM­ESTAR  A análise do equilíbrio geral leva em conta as inter-

relações entre todos os mercados, diferentemente da análise de equilíbrio parcial, que analisa um mercado isoladamente, sem considerar suas inter-relações com os demais, ou seja, procura-se analisar se o comportamento independentemente de cada agente econômico conduz todos a uma posição de equilíbrio global, embora todos sejam, na realidade, interdependentes.

 A teoria do bem-estar, ou welfare economics, estuda como alcançar soluções socialmente eficientes para o problema da alocação e distribuição dos recursos, ou seja, encontrar a “alocação ótima dos recursos”.

IMPERFEIÇÕES (“FALHAS”) DE  MERCADO  Na análise das imperfeições de mercado, estudam-se situações nas

quais o mercado isoladamente não promove perfeita alocação dos recursos. Por exemplo, no caso da existência de externalidades, assimetria de informações e fornecimento de bens públicos.

 Na realidade, tanto a teoria do equilíbrio geral e do bem-estar como a teoria do consumidor são fundamentalmente abstratas, exigindo, como frequência, um razoável conhecimento de matemática. Como objetivo desta disciplina é fornecer conceitos básicos de Economia, que deem subsídios para estudantes da área de ciências humanas na sua atuação do dia a dia e um melhor entendimento das principais questões econômicas de nosso tempo, essas teorias não serão discutidas neste momento, pois não costumam ser abordadas nos cursos introdutórios de Economia, sendo normalmente ministradas ao final da disciplina de teoria microeconômica.

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