Língua portuguesa III, Notas de estudo de Enfermagem
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1

LÍNGUA PORTUGUESA I

LÍNGUA PORTUGUESA I

Graduação

LÍNGUA PORTUGUESA I

21

OS ELEMENTOS DA

COMUNICAÇÃO HUMANA

Agora, ainda falaremos dos processos da comunicação humana, mas

desta vez vamos tratar dos componentes que formam todo esse processo.

São o que chamamos de ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO. Falaremos, também,

da intencionalidade discursiva, ou seja, dos mecanismos utilizados por quem

fala/escreve. Mãos a obra!

OBJETIVOS DA UNIDADE:

• Compreender as relações estabelecidas entre os componentes

que formam o processo de comunicação humana, bem como os

mecanismos de quem fala/escreve, isto é, a intencionalidade

do discurso.

PLANO DA UNIDADE:

• Esquematizando o Processo Comunicativo.

• Conceituando emissor, receptor, mensagem, canal, código e referente.

• O referente situacional e o referente textual.

• A comunicação unilateral e a comunicação bilateral.

• O ruído.

• A Intencionalidade Discursiva.

Bons Estudos!

U N

ID A

D E 3

UNIDADE 3 - OS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO HUMANA

22

Para Francis Vanoye1toda comunicação tem por objetivo a transmissão de uma mensagem”.

Assim, para que a comunicação aconteça, temos que ter alguém construindo um texto (verbal ou não-verbal) e enviando-o a alguém. Esse material enviado se utilizará de um sistema de sinais e de um meio ou um contato para fazer chegar aquilo que se pretendia comunicar.

O ato comunicativo, portanto, sendo um ato social, concretiza várias manifestações, tanto do ponto de vista cultural como no nosso cotidiano. Vale dizer: sempre estamos nos comunicando com alguém através de uma

mensagem.

Assim, podemos esquematizar esse processo comunicativo do seguinte modo:

O emissor – ou destinador ou ainda remetente – é o que emite (envia) a mensagem. Essa mensagem pode ser transmitida de forma individual ou em grupo.

O receptor ou destinatário é o que recebe a mensagem.

A mensagem é o que se denomina, ainda segundo Vanoye “objeto da comunicação”. Constitui-se no conteúdo daquilo que é transmitido.

O canal comunicativo é definido como os meios utilizados pelo emissor a fim de enviar a mensagem ao receptor.

Uma mensagem, por exemplo, que é transmitida por um órgão de controle de tráfego – uma placa do tipo “PERMITIDO ESTACIONAR” se dá através dos meios visuais de que o receptor é portador.

O som do apito de um guarda, sinalizando algo, acontece através do meio sonoro (ondas sonoras, ouvido ...)

É através do canal de comunicação que utilizamos que podemos empreender a classificação das mensagens. Assim, teremos:

a) As mensagens visuais, cuja base são as imagens

(desenhos, fotos) e os símbolos (a escrita ortográfica).

b) As mensagens tácteis – um aperto de mão, uma carícia.

1 Usos da Linguagem – problemas e técnicas na produção oral e escrita. 11 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

EMISSOR

REFERENTE

CANAL

MENSAGEM

CÓDIGO

RECEPTOR

IMPORTANTE:

EXEMPLIFICANDO:

E

LÍNGUA PORTUGUESA I

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c) As mensagens sonoras: os diversos sons significativos, as palavras faladas,

as músicas, etc.

d) As mensagens gustativas: uma comida, por exemplo, apimentada ou

salgada demais.

e) As mensagens olfativas: um perfume, um escapamento de

gás de cozinha, etc.

O código é um conjunto de signos combinados entre si do qual o emissor se utiliza para elaborar a mensagem. Ao montá- la, o remetente estará operando a codificação; ao recebê-la, o destinatário – identificando o código utilizado – estará procedendo a decodificação.

Os processos de codificação/decodificação se realizam de algumas maneiras, tais como:

a) O emissor envia uma mensagem. O destinatário a recebe, mas não a compreende, porque não possuem signo em comum.

Como exemplo poderíamos apontar uma tentativa de diálogo entre um brasileiro e um japonês.

b) O emissor “tenta” manter um diálogo com um receptor que domina pouco o código utilizado. Neste caso, a comunicação é restrita, pois são poucos os

signos em comum.

Exemplo:

Um americano recém chegado ao Brasil, tentando se comunicar com um

estudante que está estudando inglês há apenas um ano.

c) A comunicação é mais abrangente, embora ainda não total, quando, por

exemplo, um professor explica um determinado conteúdo, mas alguns alunos

não dominaram ainda o anterior, que, por sua vez, seria pré-requisito do

atual.

Sinal Fechado de Chico Buarque

SUGESTÃO DE MÚSICA:

UNIDADE 3 - OS ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO HUMANA

24

d) Finalmente, temos a comunicação total. Todos os signos emitidos pelo

emissor são do conhecimento do receptor e a figura assim representará

esse caso:

O referente é constituído pelo conteúdo ao qual a mensagem nos

remete. Temos o referente situacional e o referente textual. O 1º diz

respeito aos elementos da situação e das circunstâncias da transmissão da

mensagem. Assim, quando uma professora pede aos alunos que abram o

livro na página 80, supõe-se que ela esteja dentro de uma sala de aula e os

alunos, além de possuírem o referido livro, saibam sobre o que ela está

falando.

Já, o referente textual é constituído pelos elementos do

contexto lingüístico. Num conto ou em um romance, por exemplo,

todos os referentes são textuais, ou seja, têm como base o

texto.

Temos, ainda, dois tipos de comunicação: a comunicação

unilateral e a comunicação bilateral. Quando se estabelece de

um emissor para o receptor, sem qualquer reciprocidade, chama-

se comunicação unilateral. Uma palestra, um anúncio em out-

door ou uma placa de sinalização de trânsito transmitem mensagens sem

precisar receber resposta. São bons exemplos.

Já, em uma conversa, em um debate em sala de aula temos a

comunicação bilateral, pois o emissor e o receptor “trocam” de papéis.

Muitas vezes, a transmissão da mensagem é prejudicada por algo a que denominamos ruído. Não podemos entendê-lo apenas como um problema de ordem sonora. Na verdade, para o processo de comunicação, ruído é tudo aquilo que pode atrapalhar o receptor em receber a mensagem enviada pelo emissor. Podemos estabelecer, por exemplo, que ruído pode ser, entre outros: uma voz muito baixa, o barulho de uma britadeira funcionando perto de um “orelhão”, um defeito no sistema eletrônico de uma televisão; uma linha cruzada durante uma ligação telefônica, uma notícia cujo jornal apresenta uma das pontas rasgadas, não permitindo a leitura em seu todo; uma mancha borrada no papel de uma carta, etc.

Como vimos, a comunicação humana está muito além de um simples ato mecânico de estímulo e resposta. Não haverá comunicação de fato se não houver interação entre emissor e receptor, isto é, sempre estamos nos relacionando com o outro ou outros através da linguagem (verbal ou não-

verbal) num processo contínuo.

LÍNGUA PORTUGUESA I

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A INTENCIONALIDADE DISCURSIVA

A piadinha que se segue constitui uma situação comunicativa entre

duas pessoas:

Um amigo encontra o outro na rua:

- Onde você está morando, rapaz?

- Em Copacabana.

- Em que altura?

- No 7º andar.

Nesse caso, a comunicação entre o emissor e o receptor não teve

muito sucesso e foi aí que o humor se fez presente; exatamente pelo fato

de que os interlocutores não atenderam a um princípio básico da comunicação:

a intencionalidade discursiva – intenções (explícitas ou implícitas) existentes

na linguagem dos membros que participam de uma determinada situação

comunicativa.

Ao interagir com outra pessoa através da linguagem,

temos a “ intenção” de modificar o pensamento ou o

comportamento de nosso(s) interlocutor(es).

O sucesso da comunicação está, portanto, em saber lidar com

a intencionalidade. É através dela que o emissor impressiona,

persuade, informa, pede, solicita, etc. o receptor.

LEITURA COMPLEMENTAR

Aprofunde seus conhecimentos lendo:

TERRA. Ernani. Linguagem, língua e fala.São Paulo: Scipione, 1997.

VANOYE, Francis. Usos da Linguagem – problemas e técnicas na produção

oral e escrita.11 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

É HORA DE SE AVALIAR!

Não esqueça de realizar as atividades desta unidade de

estudo, presentes no caderno de exercício! Elas irão ajudá-

lo a fixar o conteúdo, além de proporcionar sua autonomia

no processo de ensino-aprendizagem. Caso prefira, redija

as respostas no caderno e depois acesse o nosso ambiente

virtual de aprendizagem (AVA) e enviei suas respostas.

Interaja conosco!

Como vimos nessa unidade, sem comunicação e sem os seus

elementos constitutivos, não há como uma pessoa se comunicar com outra.

Na unidade IV, veremos como as mensagens funcionam, tendo como foco

cada um desses elementos.

Boa explicação.
Muito bom
bom mesmo, entendi melhor esse negocio aí, afs
valeu a explicaçao muito façil d entender
MUITO BOM MESMO.
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