Linguas Bantu, origem, conceito, e seu objecto de estudo, Outro de Socialização e o Curso da Vida. Universidade Catolica Portuguesa
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luck21-127 de Março de 2017

Linguas Bantu, origem, conceito, e seu objecto de estudo, Outro de Socialização e o Curso da Vida. Universidade Catolica Portuguesa

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ABORDA DAS LINGUAS BANTU EM AFRICA DESDE SUA ORIGEM, SUAS CARACTERISTICAS ENTRE OUTRAS
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Introdução

Este trabalho produto de uma investigação, com o tema “Linguística e o estudo das Línguas Bantu”enquadra-se na cadeira de Linguística Bantu, que faz parte do conjunto das cadeiras do quarto ano, do curso de licenciatura em ensino de português.

A realização de qualquer trabalho de pesquisa científica, para além de resolução do problema que pode ser teórico, prático, procura alcançar objectivos quer geral, quer específicos, como a seguir descrevemos:

No geral analisar as línguas bantu no contexto geral e especifico de Moçambique.

Como objectivos específicos: i) identificar o conceito da linguística; ii) descrever a evolução histórica da linguística; iii) identificar o núcleo proto-bantu das línguas bantu; iv) identificar os critérios de classificação das línguas bantu; v) descrever o contexto sociolinguístico e perfil linguístico moçambicanos.

A elaboração do trabalho teve como metodologia básica a descritiva, isto é, procurou-se discutir as contribuições de vários autores em relação ao assunto da pesquisa.

No diz respeito a estrutura do trabalho, compreende a introdução; o desenvolvimento no qual constam abordagens relacionadas com (a linguística e o estudo das línguas bantu, Línguas moçambicanos no actual contexto sociolinguístico e Breve perfil linguístico de Moçambique); conclusão e bibliografia.

1.Linguística e o estudo das Línguas Bantu

Sobre este capítulo abordamos primeiro sobre a linguística e em seguida o estudo das línguas bantu.

1. Linguística

Para melhor compreensão da reflexão acerca da linguística, nos propomos a apresentar o conceito do termo “linguística’’.

Para NGUNGA (2004:20) Linguística, é uma ciência que estuda a linguagem.

A linguística como ciência, resulta da pesquisa comparativa entre as línguas Sânscrita da Índia e Latim e Grega, no século XIX, que veio mais tarde ou seja no inicio do século xx a se constituir como disciplina no currículo académico (NGUNGA 2004:20).

As disciplinas da linguística moderna estão em número de três: Linguística Histórica, cujos conteúdos circunscrevem-se no estudo da língua como um fenómeno dinâmico, que evolui com o tempo, apresentando etapas evolutivas; Linguística Descritiva, com conteúdos centrados na sincronização da própria língua em estudo, quanto as estruturas e regras que devem ser observadas, consoante as formas que devem ser usadas pelos falantes e por ultimo a Linguista Comparativa, segundo a ultima palavra da disciplina, o estudo baseia-se na comparação entre as línguas, com o emprego de alguns métodos (NGUNGA 2004:21).

Para NGUNGA (2004:21 a 24) o método topológico centra-se na identificação, interpretação de aspectos convergente e divergente de línguas faladas em zonas geográficas diferentes, enquanto o genealógico, que a partir uma proto-lingua ancestral, derivam ou nascem outras línguas.

A linguística como campo que se ocupa pela evolução das línguas, pode ser historicamente abordada em ideias.

Segundo DUCROT ( :23/24) as duas ideias em que pode ser abordada a linguística são: 1ª as línguas podem ser transformadas com base na vontade consciente dos homens e da necessidade interna e 2ª a linguística transforma-se regularmente, tomando em consideração a organização interna das línguas.

Relativamente a primeira ideia entendemos que o esforço do homem no sentido de garantir a comunicação com outros de pontos geográficos diferentes e necessidade de encontrar a forma de representar e comunicar novas ideias através de palavras, implicou que sejam criadas novas palavras por um lado e por outro lado a mudança interna das próprias línguas, que se manifesta através da descoberta de relações entre palavras de épocas diferentes, mas com certa analogia.

Sobre a segunda ideia, entende-se a regularidade uma vez a análise de palavras basear-se nos componentes da gramática e da fonética.

2. O estudo das Línguas Bantu

As línguas bantu são as faladas pelos povos da África sub-sahariana, com certas características comuns, como a semelhança na morfologia dos termos que designam gente ou pessoa, embora possam ser identificadas diferenças no que tange a fonologia dos mesmos, por exemplo: Gitonga, ba-thu; Swahili, wa-tu; Nyanja, wa-nthu; Shona, va-nhu; Changana, va-nhu; Yao, vaa- ndu; Makonde, va-nu; Makhuwa, a-thu (NGUNGA 2004:28).

O proto-bantu, isto é, o ancestral das línguas bantu, surgiu dos povos que viveram na região dos Montes Camarões, cujo núcleo de dispersão tenha sido estabelecido em Shaba, no planalto de Katanga, actualmente Republica Democrática de Congo, com duas fases, dispersão ocidental e dispersão oriental, (Guthrie 1967-71) citado por (NGUNGA 2004:31).

Segundo NGUNGA (2004:31 a 36), citando Phillipson (1977) a dispersão dos povos bantu processou-se em dez fases durante dois mil anos sucessivos de ano 1000 a.n.e. ate cerca de 1000- 1110, n.e.

Podemos concluir que as línguas bantu tem o mesmo núcleo proto-bantu e a sua dispersão pela África Sub-Sahariana foi através das migrações realizadas pelos povos que viviam em Shaba. Isto é, a partir da família falante de uma língua, surgiu sub-familia, com grupo de línguas, dos subgrupos de línguas, surgiram línguas e destas línguas, os dialectos.

No concernente a classificação das línguas bantu, podem-se destacar duas, sendo uma de Doke e outra de Guthrie.

Para NGUNGA (2004: 36) citando Doke (1945), as línguas bantu podem ser classificadas em Zonas, em que são agregadas línguas uniformes ou similares nos fenómenos linguísticos; Grupos, que corresponde a subdivisão de zonas, agrupando línguas cujos traços fonéticos e gramaticais são comum; Língua ou conjunto de dialectos, em os dialectos são pertencentes a uma mesma língua.

Por seu turno, Guthrie (1967-71) citado por Ngunga (2004:43 a 46) classifica as línguas bantu com base em zonas geográficas e genealógica, num total de 15 zonas codificadas por intermédio de letras maiúsculas, em que cada grupo de línguas tem número decimal com sufixo em letra, exemplo: P20, grupo yao.

Reflectindo sobre as duas classificações concluímos que o aspecto geográfico é tomado em conta para que determinadas línguas bantu sejam consideradas do mesmo grupo. Mas também não pode ser menos destacável a classificação dokeana das línguas segundo as suas estruturas como a fonética e a gramática.

Com base na classificação de Guthrie, as línguas bantu de Moçambique compreendem oito grupos linguísticos, designadamente: Swahili, Yao, Makuwa-Lomwe, Nyanja, Nsenga- Sena, Shona, Copi, e Tswa-Ronga, distribuídas em quatro zonas G, P, N e S (NGUNGA 2004:48).

Os critérios consensuais e sistematizados para classificação das línguas bantu, dividem-se em principais, que consistem em um sistema de géneros gramaticais e caracterizando em indicar o

género por prefixo e subsidiários, que consiste em conjunto de radicais invariáveis a partir dos quais a maioria das palavras são formadas através de aglutinação (NGUNGA 2004:50 e 51).

2.Línguas moçambicanas no actual contexto sociolinguístico

Falar de línguas moçambicanas estaríamos a falar das línguas bantu faladas em Moçambique que constituem diversidade e variedade património linguístico-cultural, por se tratar de veículo principal em todo processo de interacção entre os moçambicanos e porque com outros povos.

O actual contexto sociolinguístico, manifesta-se por contacto de línguas em diferentes esferas de vida, como económica e social, dando exemplo a educação que se emprega o ensino bilingue, que consiste no emprego para além da língua portuguesa, de uma segunda língua bantu falada pelas crianças, como língua materna (LOPES 2004: 39).

O bilinguismo das línguas moçambicanas permite que estas se desenvolvam, com vista a acompanhar a dinâmica que o processo de ensino e aprendizagem experimenta no contexto das exigências globais.

A interacção das línguas provoca o empréstimo de termos entre elas, não apenas como acontece entre elas e a língua portuguesa. Isto é, encontramos termos de gitonga em língua tswa-ronga, vice-versa.

3.Breve perfil linguístico de Moçambique

O perfil linguístico moçambicano caracteriza-se por existirem muitas línguas, que para além do português como língua nacional, igualmente são faladas as línguas como gujarte, memane, hindi e urdu (LOPES 2008:18).

Ainda no que tange ao perfil linguístico de Moçambique, se destaca a unidade na diversidade linguística que se manifesta através das pronúncias de certos sons, por exemplo um cidadão de Nampula se diferencia com o de Maputo, vice-versa (LIPHOLA 200: 9).

Conclusão

A linguística como ciência se mostra aplicável em todas línguas, contribuindo para o desenvolvimento sociocultural dos povos no contexto da aldeia global. Por outro, estão criadas premissas básicas para que os estudiosos linguísticos não percam o barco rumo ao desenvolvimento que se exige a todas as ciências.

Sobre as línguas bantu, ainda se impõem inúmeros desafios, dentre os quais, a inventariação das ainda podem ser considerados anónimas e que as mesmas sejam veículos de no campo cientifico, em especial nas ciências naturais.

Bibliografia

LIPHOLA, Marcelino M. Desafio na gestão da diversidade do património linguístico em Moçambique. Maputo, UEM, 2009.

LOPES, Armando Jorge. A Batalha das Línguas. Perspectivas sobre linguística aplicada em Moçambique. Maputo, Impressa Universitária, 2004.

NGUNGA, Armindo. Introdução À Linguística bantu. Maputo, Impressa Universitária, 2004.

GONCALVES, Perpetua. Revista Internacional da Língua Portuguesa 2. Associação das Universidades de Língua Portuguesa. Dezembro, 1989.

SILVA, João Gomes da. Revista Internacional da Língua Portuguesa 5/6. Associação das Universidades de Língua Portuguesa. Dezembro, 1991

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