Ludicidade, Notas de estudo de Pedagogia
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A IMPORTANCIA DOS JOGOS NA EDUCAÇÃO
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Microsoft PowerPoint - Aula 1 - Ludicidade.ppt [Modo de Compatibilidade]

LUDICIDADE

Profº Silvio César dos Santos Souza Email: tatu.scss@itelefonica.com.br

VAMOS TRABALHAR LUDICIDADE !

O PAPEL DOS JOGOS E DAS BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

n Qual o papel dos jogos e brincadeiras na educação infantil?

OBJETIVOS Compreender o valor dos jogos e atividades lúdicas na n educação infantil como subsídios eficazes para a construção do conhecimento realizado pela própria criança.

n Desenvolver estudos sobre situações de jogos e brincadeiras que proporcionem às crianças a estimulação necessária para sua aprendizagem.

BRINCAR

n Segundo DAMASIO, “a mente não seria o que é se não existisse uma

interação entre o corpo e o cérebro no movimento evolutivo, o

desenvolvimento individual e a interação com o ambiente”.

O QUE É BRINCADEIRA?

n A brincadeira se caracteriza por alguma estruturação e pela utilização de regras. A brincadeira é uma atividade que pode ser tanto coletiva quanto individual. Na brincadeira a existência das regras não limita a ação lúdica, a criança pode modificá-la, ausentar-se quando desejar, incluir novos membros, modificar as próprias regras, enfim existe maior liberdade de ação para as crianças.

BRINCAR É COISA SÉRIA

n Há 07 tópicos importantes para entendermos o brincar

1 – O brincar e a criança; 2 - O papel do educador na educação lúdica; 3 – Brincar é importante; 4 – por que nem todas as crianças brincam; 5 – Critérios para a escolha dos brinquedos; 6 – Segurança dos brinquedos; 7 – Reflexão sobre o brincar.

O BRINCAR É UM DIREITO DA CRIANÇA

Declaração universal dos direitos da criança – ONU (20/11/1959);

n Associação Internacional pelo direito da criança brincar – IPA 1979 (Malta),

1962 (Viena), 1989 (Barcelona)

Os princípios norteadores da Associação Internacional - IPA BRINCAR é essencial para a saúde física e mental das crianças.

BRINCAR faz parte do processo da formação educativa do ser humano

BRINCAR é fundamental para a vida familiar e comunitária

A criança precisa de tempo para BBRINCAR em seu tempo de lazer

As necessidades da criança devem ter prioridades no planejamento do equipamento social.

POLITICAS PÚBLICAS

n Criação de espaços lúdicos estruturados; n Organização sistemáticas de ações de formação

lúdica de recursos humanos n Campanhas formativas e informativas sobre a

importância do brincar; n Criação de centros de pesquisa, de

documentação e assessoria sobre jogos ou materiais lúdicos.

PCN – 1998 PONTOS DE ESTUDOS

¤ É imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições;

¤ A brincadeira é uma linguagem infantil;

¤ Os conhecimentos da criança provém da imitação de alguém ou de algo conhecido;

¤ É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos;

¤ Para brincar é necessário que a criança tenham independência para escolher seus companheiros.

O BRINCAR DIVIDIDO EM DUAS GRANDES RIQUEZAS n O BRINCAR Social – reflete o grau nos

quais as crianças interagem umas com as outras;

n O BRINCAR Cognitivo revela o nível de desenvolvimento mental da criança.

CATEGORIAS

n O BRINCAR tradicional; n O BRINCAR de faz-de-conta; n O BRINCAR de construção; n O BRINCAR educativo.

PILARES BÁSICOS NAS AÇÕES LÚDICAS

n A imitação; n O espaço; n A fantasia; n As regras; n Os valores

UNIVERSO LÚDICO

n Para entender o universo lúdico é fundamental compreender o que é brincar e para isso, é importante conceituar palavras como jogo,

brincadeira e brinquedo, permitindo assim aos professores trabalhar

melhor as atividades lúdicas.

PAPEL DO EDUCADOR NA ATIVIDADE LÚDICA

n É de fundamental importância para as Escolas:

n Garantir a formação do professor e condições de atuação.

EDUCADOR INFANTIL

n GANHA EM QUALIDADE SE, EM SUA SUSTENTAÇÃO, ESTIVEREM PRESENTES TRÊS PILARES:

- Formação teórica; - Formação Pedagógica; - Formação Lúdica.

BRINCAR ESPONTÂNEO OU ORIENTADO n Definição de critérios: A duração de um envolvimento em determinado jogo; As competências dos jogadores envolvidos; O grau de iniciativa, criatividade, autonomia e criticidade

que o jogo proporciona ao participante; A verbalização e linguagem que acompanham o jogo; O grau de interesse, motivação, satisfação, tensão

aparentemente durante o jogo; Construção do conhecimento; Evidencias de comportamento social

BRINCAR ESPONTÂNEO

n Podemos registrar as ações lúdicas a partir da: n Observação; n Registro; n Análise n Tratamento.

Diagnóstico: idéias; valores interessantes e necessidades do coletivo ou do individuo; estágio de desenvolvimento da criança; comportamento dos envolvidos nos diferentes ambientes lúdicos; conflitos, problemas, valores etc.

BRINCAR LIVRE E COORDENADO n Nas brincadeiras coordenadas, o papel do professor

deve ser o de mediador, proporcionando a socialização do grupo, a integração e participação das pessoas envolvidas, favorecendo atitudes de respeito, aceitação, confiança e conhecimento mais amplo da realidade social e cultural. Além de oportunizar situações de aprendizagens n específicas e aquisição de novos conhecimentos, dando condições para que a criança explore diferentes materiais, objetos e brinquedos. É

importante que o professor planeje os objetivos que quer atingir, bem como o tempo e o espaço que a brincadeira deve acontecer.

BRINCAR LIVRE n A brincadeira infantil permite que a criança

reviva suas alegrias, seus conflitos e seus medos, resolvendo à sua maneira e transformando a realidade.

n O professor deve, nessa fase, variar os objetos oferecidos para a criança, deixando que elas explorem e criem situações através de jogos.

n Como exemplo, os encaixes, as sucatas, as fantasias, os fantoches, as máscaras, as caixas, entre outros, possibilitam que elas criem diferentes formas de brincar com os objetos.

BRINCAR LIVRE

n ... A brincadeira é uma atividade espiritual mais pura do homem neste estágio e, ao mesmo tempo, típico da vida humana enquanto todo – da vida natural/interna do homem e de todas as coisas. Ela dá alegria, liberdade, contentamento, descanso externo e interno, e paz com o mundo (...) A criança que brinca sempre, com determinação auto-ativa, perseverando, esquecendo sua fadiga física, pode certamente tornar-se um homem determinado, capaz de auto-sacrifício para a promoção de seu bem e dos outros... O brincar, em qualquer tempo, não é trivial, é altamente sério e de profunda significação” (Kishimoto, 1999, apud Froebel, p.23).

BRINCAR DIRIGIDO Pode propor desafios a partir da escolha dos jogos,

brinquedos ou brincadeiras determinadas por uma adulto ou responsável.

n Objetivos 1: Conhecimentos específicos como: Matemáticos; Lingüísticos; Históricos; Físicos; Estéticos; Culturais; Naturais; Morais etc.

BRINCAR DIRIGIDO

n Objetivos 2: Desenvolvimento cognitivo; Afetivo; Social; Motriz; Lingüístico; Na construção da moralidade

LÚDICO

n Segundo Almeida (1987) a educação lúdica pode ter duas conseqüências, dependendo de ser bem ou mal utilizada:

n 1 – A Educação Lúdica pode ser uma arma na mão do professor despreparado, arma capaz de mutilar, não só o verdadeiro sentido da proposta, mas servir de negação do próprio ato de educar;

n 2 – A Educação Lúdica pode ser para o professor competente um instrumento de unificação, de libertação e de transformação das reais condições em que se encontra o educando. É uma pratica desafiadora, inovadora, possível de ser aplicada

O QUE É BRINQUEDO?

Para autora kishimoto (1994) o brinquedo é compreendido como um “objeto suporte da brincadeira”, ou seja, brinquedo aqui estará representado por objetos como piões, bonecas, carrinhos, etc. os brinquedos podem ser considerados estruturados e não estruturados.

O LÚDICO E A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

n A importância do ato de brincar fica clara nos escritos de Nicolau (1988), quando afirma que:

n “Brincar não constitui perda de tempo, nem é simplesmente uma forma de preencher o tempo (...) O brinquedo possibilita o desenvolvimento integral da criança, já que ela se envolve afetivamente e opera mentalmente, tudo isso de maneira envolvente, em que a criança imagina, constrói conhecimento e cria alternativas para resolver os imprevistos que surgem no ato de brincar” (p.78).

O LÚDICO EM AÇÃO

n A “brincadeira” é a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo ao mergulhar na ação lúdica. Pode- se dizer que é o lúdico em ação.

n Dessa forma, brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com a criança e não se confundem com o jogo.

EVOLUÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

n Houve uma grande evolução nos acessórios para brincadeiras de criança.

n Essa evolução dos materiais cria a necessidade de adequar os materiais e o espaço da brincadeira para que contribuam para o seu desenvolvimento cognitivo, físico, emocional, social e moral, sem que se perca a característica do brincar como ação livre, iniciada e mantida pela criança.

BRINCAR CONSIGO MESMO E COM O MUNDO

n Podemos observar que brincar não significa apenas recrear, é muito mais, pois é uma das formas mais complexas que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo.

n O empenho dos adultos em estimular os bebês a interagirem com aqueles que lhe são próximos (cantando ou embalando-os ao som de cantigas, dizendo parlendas que terminam por cócegas no corpo do bebê, acionando jogos variados com cores, luze timbres, etc.) e com seus brinquedos, é uma forma espontânea de iniciação ao ato lúdico.

n Por exemplo: os pais e avós costumam brincar com a criança pequena fazendo-a montar “a cavalo” em sua perna e avançar por pequenos saltos de seu tornozelo ao joelho e vice-versa. Maiorzinha, a criança ganha um cavalinho-de-pau e simula o impulso de andar do cavalo e a partir daí a criança identifica o animal em revistas, na tv e no jardim zoológico.

O BRINCAR ALTERA-SE COM AS RESPECTIVAS FAIXAS ETÁRIAS

n O ato de brincar assim evolui, altera-se de acordo com os interesses próprios da faixa etária, conforme as necessidades de cada criança e também com os valores da sociedade a qual pertence.

n Cada vez mais reconhecidas como fonte de benefícios para as crianças, as brincadeiras tradicionais vêm recebendo a valorização de pais, educadores e recreacionistas.

n Conscientemente, muitos procuram contrapor-se à super oferta de produtos lúdicos comercializados pela indústria especializada, com a transmissão de seu legado cultural às novas gerações.

n A programação curricular tem, assim, incluído várias dessas atividades lúdicas, especialmente nas escolas infantis e nas primeiras séries do primeiro grau.

O PRAZER DE BRINCAR

n A tradicionalidade com que tais brincadeiras se mantêm em nossa sociedade atestam sua importância no processo histórico-cultural.

n O significado da atividade lúdica para a criança está ligado a vários aspectos: o primeiro deles, é o prazer de brincar livremente; seguem-se o desenvolvimento físico que exige um gasto de energia para a manutenção diária do equilíbrio, do controle da agressividade, a experimentação pessoal em habilidades e papéis diversificados, a compreensão e incorporação de conceitos, a realização simbólica dos desejos, a repetição das brincadeiras que permitem superar as dificuldades individuais, a interação e a adaptação ao grupo social, entre outros.

INCENTIVO A CURIOSIDADE NO ATO DE BRINCAR

n Nas brincadeiras, a criança experimenta sentimentos diferentes (amor, confiança, solidariedade, união, proteção; mas, pode também sentir inveja, frustrações, rejeição, entre outros).

n Quase sempre existe o incentivo à curiosidade, o estímulo à descoberta, à competição, propondo vivências que traduzem simbolismos do mundo adulto e do mundo infantil, onde a criança interage, busca soluções, coloca-se inteira, manipula problemas, descobre caminhos, desenvolve-se como ser social exige sua participação ativa no processo para um crescimento sadio, liberador de energias e de conflitos, onde o equilíbrio pode ser encontrado no dia a dia.

VÁRIAS FORMAS DE BRINCAR A MESMA BRINCADEIRA

n As brincadeiras variam de uma região para outra e adquirem peculiaridades regionais ou locais.

n No entanto, é possível reconhecer uma mesma brincadeira e identificar as variantes surgidas, as fusões ocorridas no decorrer do tempo. Muitas atividades desaparecem quando deixam de ser funcionais aos grupos lúdicos, podendo vir a reaparecer em novas combinações.

n Existe uma pluralidade de ações lúdicas praticadas espontaneamente pelas crianças. Elas contribuem para o desenvolvimento de habilidades psicomotoras, cognitivas e também para a afetividade recíproca, a interação social, estabelecendo laços de amizade entre os companheiros de folguedos.

PAPEL DO EDUCADOR

n Estas informações foram tiradas do Projeto “Brincar é coisa séria” segundo a autora REGO (1994).

n O educador tem como papel ser um facilitador das brincadeiras, sendo necessário mesclarem momentos onde orienta e dirige o processo, com outros momentos onde as crianças são responsáveis pelas suas próprias brincadeiras;

n É papel do educador observar e coletar informações sobre as brincadeiras das crianças para enriquecê-las em futuras oportunidades;

n Sempre que possível o educador deve participar das brincadeiras e aproveitar para questionar com as crianças sobre as mesmas;

PARTICIPAR DAS BRINCADEIRAS É FUNDAMENTAL

n É importante organizar e estruturar o espaço de forma a estimular na criança a necessidade de brincar, também facilitando a escolha das brincadeiras;

n Nos jogos de regra o professor não precisa estimular os valores competitivos, e sim tentar desenvolver atitudes cooperativas entre as crianças. O mais importante no brincar é participar das brincadeiras e dos jogos;

n Devemos respeitar o direito da criança participar ou não de um jogo. Neste caso o professor tem que criar uma situação diferente da participação dela nas atividades como: auxiliar com materiais, fazer observações, emitir opiniões, etc.

A INTERAÇÃO PROFESSOR/ALUNO

n No entanto, mais do que o jogo em si, o que vai promover uma boa aprendizagem é o clima de discussão e troca, com o professor permitindo tentativas e respostas divergentes ou alternativas, tolerando os erros, promovendo a sua análise e não simplesmente corrigindo-os ou avaliando o produto final.

O BOM EDUCADOR E SUAS ATRIBUIÇÕES n Deve ser um líder democrático, que propicia, coordena, e mantém

um clima de liberdade para a ação do aluno, limitado apenas pelos direitos naturais dos outros;

n Deve atuar em sintonia com a criança para estabelecer a necessária cooperação mútua;

n Precisa ter antes construído a sua autonomia intelectual e segurança afetiva;

n Precisa aliar a teoria a pratica e valorizar o conhecimento produzido a partir desta;

n Deve jogar com as crianças e participar ativamente de suas brincadeiras, talvez seja o caminho mais seguro para obter informações e conhecimentos sobre o mundo infantil;

AGUSSAR AS INICIATIVAS DO ALUNO n Isso tudo não é muito fácil de controlar e muito

menos de se prever e planejar de antemão, o que pode trazer desconforto e insegurança ao professor. Por isso, ele tende a usar os jogos e outras propostas que potencialmente ativam as iniciativas dos alunos ( como pesquisas ou experiências de conhecimento físico) de modo muito limitado e direcionado e não como recurso de exploração e construção de conhecimento novo.

Piaget afirma que: n "O jogo é um tipo de atividade

particularmente poderosa para o exercício da vida social e da atividade construtiva da criança", você acrescentaria algo a esta afirmação?

DICAS SOBRE DIVERSIDADE DE MATERIAIS n Bolas diferentes como as crianças nessa fase

precisam experimentar conceitos como grande e pequeno, leve e pesado etc., recomenda-se trabalhar com bolas de vários pesos e tamanhos.

n Embora não seja obrigatória, a orientação de um profissional de Educação Física é recomendável nesse tipo de exercício. Grande parte da rede pública, porém, transferiu a responsabilidade pelas atividades físicas nas turmas de alfabetização para a professora de classe.

ATIVIDADE FÍSICA

n Ajuda preciosa da atividade física...

n Deixe seus alunos brincarem bastante. Assim, eles estarão experimentando o próprio corpo. "Há uma forte relação entre os movimentos feitos nas quadras e aqueles feitos nos cadernos".

n Brincando, eles se preparam para escrever.

n Devemos sim é estudar os movimentos humanos.

QUALIDADES FÍSICAS

n Força: Ex: Levantamento de Peso n Velocidade: Ex: Corrida de 100 metros rasos n Coordenação: Ex: Bater a bola com as duas mãos passando por baixo da

perna n Equilíbrio: Ex: Exercícios de Trave n Ritmo: Ex: jogar a bola para o alto e bater palma n Flexibilidade: Ex: Espacato n Agilidade: Ex: Colocar objetos dentro do Bambolê em menos tempo possível n Resistência: Ex: n Aeróbica Ex: Corrida de longa distancia n Anaeróbica: Ex: Circuito por tempo definido n Descontração: Ex: brincadeira organizada – Jogo das Torres

HABILIDADES MOTORAS

n 0 a 2 anos Ex: Brincar de esconder e achar n 2 a 4 anos Ex: Imitações n 4 a 6 anos Ex: Toca do Coelho

6 a 8 anos Ex: Cabo de Guerra/Alerta/Bola túneln n 8 a 10 anos Ex: Pular sela, queimada n 10 a 12 anos Ex: Soldado/Ladrão n 12 a 14 anos Ex: Gincanas, Handebol n Melhor Idade Ex: Dança, música, bocha

O QUE É JOGO?

n A compreensão de jogo está associada tanto ao objeto (brinquedo) quanto à brincadeira. É uma atividade mais estruturada e organizada por um

sistema de regras mais explicitas. Uma característica importante do jogo é a sua

utilização tanto por criança quanto por adultos, enquanto que o brinquedo tem uma associação

mais exclusiva com o mundo infantil.

O JOGO

O jogo é sem dúvida a atividade mais importante no contexto escolar.

Mas qual a sua importância?

n O jogo é muito importante porque promove a aprendizagem, seja ela informal ou formal. O

jogo, o brincar, a brincadeira acontece dentro e fora da escola.

HISTÓRICO DOS JOGOS

n O jogo advém do século XVI, e os primeiros estudos foram realizados em Roma e Grécia, destinados ao aprendizado das letras. Esse interesse decresceu com o advento do cristianismo, que visava uma educação disciplinadora, com memorização e obediência.

n A partir daí, os jogos são vistos como delituosos, que levam à prostituição e à embriaguez. É no Renascimento que o jogo perde esse caráter de reprovação e entra no cotidiano dos jovens como diversão.

SIGNIFICADO DA PALAVRA

n A palavra jogo, do latim “incus” quer dizer: diversão, brincadeira.

n As definições mais gerais que encontramos nos dicionários de Língua Portuguesa são: “divertimento, distração, passatempo”.

n Assim, a palavra jogo tanto é usada, por exemplo, para definir a atividade individual da criança na construção com blocos, como atividades em grupo de canto ou dança.

TEORIAS SOBRE O JOGO

n “A teoria psicanalítica de Freud” (1856-1939). n O autor utilizou o jogo em seus processos de cura de crianças. Em

suas pesquisas, o pai da psicanálise observou que o desejo da criança é que determina o comportamento dela frente aos brinquedos: cria um mundo próprio, repete experiências que ainda não dominou, busca identificações, exerce autoridade sobre os seus brinquedos, projeta em outras pessoas ou em objetos sentimentos reprimidos, tenta superar insucessos anteriores, de maneira lúdica vivencia situações constrangedoras, procurando resolver os problemas, encontrar soluções, enfim, realiza ações que no mundo real não lhe são permitidas.

n Essa teoria ocupou-se essencialmente do jogo imaginativo em função das emoções.

TEORIAS SOBRE O JOGO

n “A teoria de Jean Piaget” (1896-1980). n Estudando sobre o desenvolvimento da inteligência, colocou os

jogos como atividades indispensáveis na busca do conhecimento pelo indivíduo.

Ele dividiu o desenvolvimento intelectual da criança em etapas n caracterizadas pela “sucessiva complexidade e maior integração dos modelos de pensamento”, ou seja:

n Até os dois anos de idade – sensório-motor; n De dois a quatro anos – pré-operacional; n De quatro a sete anos – intuitivo; n De sete aos quatorze anos – operacional concreto; n e, a partir dessa idade – operacional abstrato.

TEORIAS SOBRE O JOGO

n Quando Piaget descobriu que não é o estímulo que move o indivíduo ao aprendizado, revolucionou a pedagogia da época.

n Para ele, a inteligência só se desenvolve para preencher uma necessidade.

n A educação, concebida a partir desse pressuposto, deve estimular a inteligência e preparar os jovens para descobrir e inventar;

n O professor deve provocar na criança a necessidade daquilo que ele quer transmitir. Nesse sentido, os jogos são buscados espontaneamente pelas crianças como meio de chegar à descoberta, inventar estratégias, pensar o novo, construir, agir sobre as coisas, reconstruir, produzir (apud Garcia, 1981, p.17-21).

TEORIAS SOBRE O JOGO

n Para Piaget apud Martinelli (1997) existe o brincar quando há o predomínio da assimilação sobre o esforço e atenção da acomodação. Piaget ao realizar o estudo sobre a evolução do jogo para o desenvolvimento, percebeu uma tendência lúdica:

n Nos primeiros meses de vida do bebê, na forma do chamado jogo de exercício sensório-motor;

n Segundo ao sexto ano de vida predomina o jogo simbólico e;

n A etapa seguinte é o jogo de regras praticado pela criança.

EVOLUÇÃO DO JOGO

n Essas três atividades lúdicas caracterizam-se na evolução do jogo na criança, de acordo com a fase de seu desenvolvimento, conforme descrito a seguir

n Jogos de exercícios; n Jogos simbólicos; n Jogos de regras.

JOGOS DE EXERCÍCIOS

n Inicialmente surgem na forma de exercícios motores com a finalidade prazerosa, com o objetivo de explorar e exercitar os movimentos do seu próprio corpo.

JOGOS SIMBÓLICOS

n Esse jogo é de faz-de-conta, em que o objetivo é usado para simbolizar ou representar situações não percebidas no momento.

n Ocorre de dois a seis anos, onde a tendência lúdica é voltada para o jogo de ficção ou imaginação e de imitação.

n O jogo simbólico se desenvolve com a interiorização dos esquemas sensórios motores.

n A função desse tipo de atividade, de acordo com Piaget: “Consiste em satisfazer o eu, por meio de uma transformação do real em função dos desejos: a criança que brinca com boneca refaz sua própria vida, corrigindo-a a sua maneira, e revive todos os prazeres ou conflitos, resolvendo-os, compensando-os, ou seja, completando a realidade com a ficção”.

A IMPORTÂNCIA DOS SIMBOLOS n Numa visão psicopedagógica que procura integrar os

fatores cognitivos e afetivos que atuam nos níveis conscientes e inconscientes da conduta, não podemos deixar de lado a importância do símbolo que age com toda sua força integradora e auto-terapêutica no jogo, atividade simbólica por excelência. Abrir canais para o simbólico do inconsciente não é só promover a brincadeira de "faz de conta" ou o desenho. Qualquer jogo, mesmo os que envolvem regras ou uma atividade corporal, dá espaço para a imaginação, a fantasia e a projeção de conteúdos afetivos, mais ou menos conscientes, além, é claro, de toda a organização lógica que está ali implícita. Por isso, deve-se poder compreender as manifestações simbólicas e procurar adequar as atividades lúdicas às necessidades das crianças.

JOGOS DE REGRAS

Essa atividade lúdica implica o uso de regras onde há relações sociais ou individuais em que deve aparecer a cooperação e começa a se desenvolver dos quatro aos sete anos e se intensifica durante toda a vida da pessoa.

Para Brougére apud Martinelli (1997), o objetivo da pesquisa de Piaget, não é estudar o jogo, mas o símbolo, o que é essencial para o desenvolvimento da inteligência.

É NECESSÁRIO PARA O JOGO Quando propomos um jogo, além dos objetivos cognitivos a

serem alcançados, esperamos de nossos alunos que: n Respeitem limites (trabalhar a competição como parte e não como

essência, respeitar o outro, etc.) n Socializar (aprender a viver e conviver em sociedade, criando vínculos

verdadeiros com os colegas) n Criar e Explorar a criatividade (o jogo proporciona o desenvolvimento

do pensamento criativo e divergente). n Interagir (criar uma interação entre o sujeito e o objeto de

aprendizagem). n Aprender a pesquisar (aprender a aprender, incentivar o gosto pela

busca, pela iniciativa e tomada de decisões).

ETAPAS DE CLASSIFICAÇÃO

n Jogos artísticos; Atividades de artes plásticas, atividades teatrais e atividades musicais;

n Jogos sensitivos (concentração) – ioga, relaxamento, xadrez, etc.

n Jogos recreativos e brincadeiras (Lúdicos) n Jogos expressivos (atividades ligadas a expressão

corporal, jogos de ritmo e movimento). n Jogos pré desportivos (bobinho, câmbio, etc.)

COMO O PROFESSOR ESCOLHE OS JOGOS?

n Conhecendo primeiramente as condições e as necessidades de cada estágio desses esquemas de conhecimento.

n O que ocupa uma criança de pré-escola ou um garotão de secundário, cognitivamente falando? Não é questão de oferecer jogos diferentes para cada faixa etária (como vem indicado nas caixas de jogos). Jogos com a mesma estrutura podem servir para várias idades se manejamos a sua complexidade, aumentando ou diminuindo o número de informações.

n Outro aspecto é o nível de abstração em que a criança vai operar: o mesmo jogo pode ser apresentado por figuras ou apenas verbalmente, caso esse em que o poder de abstrair e de conceituar a partir de proposições precisa ser bem maior.

JOGO E APRENDIZAGEM n Dentro de nossa proposta de termos

diferentes visões, nesta aula navegaremos um pouco no tema jogo e aprendizagem, na ótica de uma psicopedagoga a profa Maria Célia Rabello Malta Campos, em entrevista no site: www.psicopedagogia.com.br.

Qual a importância dos jogos no contexto educacional?

n O uso dos jogos no contexto educacional só pode ser situado corretamente a partir da compreensão dos fatores que colaboram para uma aprendizagem ativa. Vemos muitas vezes jogos de regras modificados sendo usados em sala de aula com o intuito de transmitir e fixar conteúdos de uma disciplina, de uma forma mais agradável e atraente para os alunos.

Qual a importância dos jogos em grupo? n Aprender com o outro é mais rápido e

mais efetivo porque é mais prazeroso. n Uma das coisas que o jogo assegura é

esse espaço de prazer e aprendizagem que o bebê conhece mas que a criança perde quando entra na escola.

O jogo auxilia na construção do conhecimento?

n Dependendo de como é conduzido, o jogo ativa e desenvolve os esquemas de conhecimento. Aqueles que vão poder colaborar na aprendizagem de qualquer novo conhecimento, como: observar e identificar, comparar e classificar, conceituar, relacionar e inferir.

O JOGO E A BRINCADEIRA n O jogo carrega em si um significado muito

abrangente. É construtivo porque pressupõe uma ação do indivíduo sobre a realidade. É carregado de simbolismo, reforça a motivação e possibilita a criação de novas ações e o sistema de regras, que definem a perda ou o ganho.

n Nem todos os jogos e brincadeiras são sinônimos de divertimento, pois a perda muitas vezes pode ocasionar sentimentos de frustração, insegurança, rebeldia e angústia

O JOGO E A BRINCADEIRA

n A brincadeira é a atividade mais típica da vida humana, por proporcionar alegria, liberdade e contentamento.

n É a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo e ao mergulhar na ação lúdica.

O JOGO E A BRINCADEIRA

A criança, ao brincar, transfere ou transforma

suas ações (simbólicas) para o mundo real.

Acorde, já terminou.....

OBRIGADO ...

muito bom
parabens maravilhoso este artigo...
Amei esse artigo...
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