Manual Fiscalização de Sondagem diamantada_2008, Projetos de Administração Empresarial. Faculdade de Belém (FABEL)
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Procedimento Operacional de Fiscalização de Sondagem
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NOVAMINA EMPREENDIMENTOS LTDA.

Avenida Alameda da Serra, 420 – SL 705 – Vale do Sereno. 3 4 0 0 0 -0 00 - Nova Li ma - M G Tel. 31-3286-1611 – Fax: 31-3286-1115 E-mail: novam1@novamina.com.br Website: www.novamina.com.br

Manual de Treinamento

Fiscalização de Sondagem

PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DE FISCALIZAÇÃO DE SONDAGENS GEOLOGICAS

27/05/2008

II

Autor: Anderson Sandro Vicente – Técnico em Mineração CREA MG 45285TD

Supervisores:

Adriana Magalhães – Geóloga – CREA 68774/D Cesar Luiz Kattah– Geólogo – CREA 81343/D Gilberto Eleutério – Geólogo – CREA 79486/D Humberto Alves da Silva – Geólogo – CREA 79920-D/MG Jaques Pereira Arantes – Geólogo – CREA - 7710/D 1200835425

Colaboradores:

Equipe de técnicos de fiscalização de sondagem Novamina

III

1 - Procedimento Operacional........................................................................................... 1

2 - Sondagem..................................................................................................................... 13 - Procedimentos Operacionais para Fiscalização de Sondagem .................................... 2

3.1 - Autorização para trabalhos em mina ........................................................................ 43.2 - Carteira de tráfego em mina e liberação do veículo .................................................. 4

4 - Atribuições do fiscal ..................................................................................................... 45 - Veículos de trabalho .................................................................................................... 6

6 - Para locações de praças e acessos ................................................................................ 86.1 - Direção e Inclinação do Furo ................................................................................... 9

7 - Execução de furo de sondagem .................................................................................. 118 - Conferindo ferramentas e profundidade do furo de sondagem .................................. 17

9 - Conferindo Boletim Diário de Sondagem .................................................................. 2110 - Diário de Obras (DO) ............................................................................................... 23

10.1 - Cabeçalho ............................................................................................................. 2410.2 - Produção ............................................................................................................... 24

10.3 - Atividades .............................................................................................................. 2510.4 - Observações........................................................................................................... 25

10.5 - Segurança ............................................................................................................. 2510.6 - Assinaturas............................................................................................................ 25

11 - Término do furo de sondagem ................................................................................. 2512 - Acompanhamento de perfilagem.............................................................................. 27

13 - Acompanhamento de piezômetro ............................................................................. 2814 - Ferramentas úteis na Fiscalização de Sondagem .................................................... 29

14.1 - Equipamentos de Proteção Individual. ................................................................. 2915 - Dicionário de equipamentos ..................................................................................... 29

15.1 - Sonda .................................................................................................................... 2915.2 - Bomba ................................................................................................................... 30

15.3 - Lama ..................................................................................................................... 3115.4 - Coluna de furação ................................................................................................. 31

15.5 - Luva ou calibrador ................................................................................................ 31

IV

16 – Treinamentos ........................................................................................................... 32

16.1 - Treinamentos sobre perfilagens ............................................................................ 3216.2 - Treinamento sobre descrição litológica ................................................................. 32

16.3 - Treinamento com veículo 4x4 e Direção Defensiva .............................................. 3216.4 - Treinamento de Segurança e Saúde Ocupacional ................................................ 33

16.5 - Treinamento Prático de Fiscalização .................................................................... 3316.6 – Avaliação .............................................................................................................. 33

17 - Metodologias para fiscalização e preenchimento de Diário de Obras ...................... 3318 – Considerações finais ................................................................................................ 35

18.1 - Período de visitas ao campo: ................................................................................. 3518.2 - Áreas abrangidas: ................................................................................................. 35

18.3 - Fiscais Consultados: ............................................................................................. 3519 – Planilhas de controle comuns na fiscalização ......................................................... 35

Anexo 1- Check List de turno .......................................................................................... 38Anexo 2 – Planilha de acompanhamento de perfilagem ................................................. 39

Anexo 3 – Acompanhamento de Piezômetro ................................................................... 40Anexo 4 – Termo de advertência ..................................................................................... 41

Anexo 5 – Diário de Obras .............................................................................................. 42Anexo 6 – Exemplos de Boletins Diário de sondagem .................................................... 43

Anexo 7 – Formulário redução diâmetro de furo ........................................................... 47Anexo 8 – Programação de furo de sondagem ................................................................ 48

Anexo 9 – Planilha de controle de Horas Improdutivas .................................................. 49Anexo 10 - Protocolo de Entrega de documentos ............................................................ 50

Anexo 11 – Controle Diário de Quilometragem de Veículos ........................................... 51Anexo 12 – Controle de Ponto individual........................................................................ 52

Anexo 13 – Controle Diário de Atividades de Fiscalização de Sondagem (Time Sheet) . 53Anexo 14 – Termo de interdição/ notificação .................................................................. 54

1

1 - Procedimento Operacional

Dentro de uma empresa, todo trabalho é constituído de muitas particularidades, forma de execução, determinada dificuldade para realização, etc. Mas, se para uma mesma atividade, tivermos várias pessoas para executá-la, com certeza teremos também várias formas de execução, cada um de seu jeito, cada um de uma forma mais segura, ou não, que leva mais ou menos tempo para ser executada. Mas se fizermos um estudo mais detalhado, sempre teremos uma forma ideal de execução, mais rápida e mais segura, proporcionando mais qualidade e satisfação para todos direta ou indiretamente envolvidos. Se conseguirmos determinar esta melhor forma de execução a todos aqueles que irão executar determinada tarefa, teremos certamente uma otimização das atividades, com todos fazendo da melhor forma, mais segura e mais dinâmica. Em uma empresa, com a rotatividade de funcionários, o ideal é que a melhor forma de execução de cada tarefa seja passada para os novatos, de forma que ele atinja o mesmo nível de um funcionário que já executa o mesmo trabalho há mais tempo. Esta “melhor forma de fazer” dá-se o nome PRO - Procedimentos Operacionais, que deve ser documentada, com livre acesso a todos que executam a função, e aos novatos que ainda irá executar tal função. O PRO deve se constituir de informações consistentes, vivenciadas em campo, de linguagem didática simples e clara, para que todos se adaptem rapidamente. Deve estar aberto a novidades acompanhando o progresso, com revisões regulares, levando em forma de treinamento a todos os envolvidos quaisquer alterações que venham ocorrer. 2 - Sondagem

A sondagem é uma operação muito útil realizada para se conhecer litologicamente

determinada região, ou corpo de minério, relação estéril-minério, entre outros. Pode ser realizada em minas de exploração de minério para acompanhamento do processo, ou também em regiões de pesquisa, onde há necessidade de se conhecer ou detalhar projetos antigos.

Na sondagem a diamante o processo de perfuração é realizado em geral com auxilio de coroa anelar, com diamantes encravados na sua estrutura, através de giro e pressão da sonda, a fim de cortar o material segundo uma seção circular.

Os furos podem ser verticais ou inclinados, com profundidades que dependem do tipo de minério que se quer estudar. Hoje dispomos de grandes tecnologias, podendo atingir altas profundidades (em uma ou várias etapas) para o determinado tipo de pesquisa.

Atualmente, a Novamina fiscaliza dois métodos de sondagem, sendo a convencional e a sondagem por método Wire Line. Existem muitas diferenças operacionais entre esses dois métodos, sendo que a principal delas está na forma de recuperar o testemunho. Na sondagem convencional o testemunho é recuperado retirando-se todo o conjunto ferramental a cada avanço realizado. Já no método wire line não há necessidade de se retirar constantemente o conjunto ferramental, pois o testemunho é recuperado através de um sistema de pescaria realizada por dentro das hastes. O método depende de uma série de fatores: contratuais, operacionais, especialização da empresa de sondagem, etc.

2

Figura 1 – Processo de Sondagem descendo ferramental (Minas Centrais) 3 - Procedimentos Operacionais para Fiscalização de Sondagem

A fiscalização consiste em fazer com que as atividades de sondagem procedam de

acordo com o estabelecido pelo contratante. Assim o fiscal deve estar acompanhando todas as etapas de perfuração bem como sua segurança e organização.

Sendo assim, o fiscal, é a imagem do contratante presente durante a execução das atividades contratadas. Por esta importância, o fiscal deve apoiar a sondagem para que esta aconteça de forma mais simples e natural possível, minimizando ou excluindo riscos de acidentes, esclarecendo dúvidas, cumprindo e fazendo cumprir todas as exigências, para que se mantenha a qualidade dos serviços e satisfação total do contratante.

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Figura 2 – Vistoria de segurança realizada pelo fiscal de sondagem (Minas Centrais)

Figura 3 - Descrição Litológica (Minas Centrais)

4

3.1 - Autorização para trabalhos em mina Para execução de serviços em minas em plena atividade são adotados normas e

procedimentos que variam de acordo com diversos fatores, como, por exemplo, gerência da mina, segurança, tipo de exploração, termos contratuais, etc. Iremos citar aqui alguns procedimentos que normalmente são exigidos, apenas para se ter uma idéia de como funciona o processo de liberação do fiscal de sondagem. Normalmente quando vamos iniciar nossos trabalhos, as etapas contratuais já foram cumpridas, cabendo ao fiscal apenas o comparecimento aos treinamentos citados no item 17. A maioria das minas costuma exigir documentações, registros, autorizações de acessos, etc. Os procedimentos a seguir normalmente são solicitados:

 Receber e encaminhar documentação de funcionários da NVM para

segurança patrimonial “entrada de controle”  Após conferência e validação da documentação pela segurança patrimonial,

encaminhar relação de funcionários para a Segurança do Trabalho agendar treinamento de ambientação.

 Encaminhar documentação ASO (Atestado de saúde Ocupacional) para medicina do trabalho, bem como o PGR (Programa de Gerenciamento de riscos) e PCMSO (Programa de Controle de Medicina e Saúde Ocupacional) para ser avaliado e aprovado pela medicina do trabalho da empresa contratante.

 Solicitar assinatura do gestor de contrato nas documentações exigidas pela segurança patrimonial, bem como responsável pela NVM e segurança do trabalho da contratante pelo treinamento e ambientação.

 Após essas etapas retorna-se a segurança patrimonial para confecção e liberação dos crachás de acesso à mina.

3.2 - Carteira de tráfego em mina e liberação do veículo

 Treinamento e ambientação de tráfego em mina para novatos quando

solicitado.  Solicitação através de documentação interna de teste prático para

funcionários ambientados com certificação e registro.  Solicitação através de documentação interna de confecção da carteira para

tráfego em mina.  Reunir todos os documentos necessários do veículo (DPVAT, contrato de

locação, laudo de poluentes, vistoria, etc) para requerer sua liberação para determinada mina.

4 - Atribuições do fiscal

Todo e qualquer trabalho tende a ter melhor rendimento quando os envolvidos se

respeitam. Se relacionar bem com sua equipe de trabalho da mesma empresa ou não pode abrir caminhos para que a tarefa diária se desenvolva mais “naturalmente” e que os problemas sejam encarados de uma forma mais dinâmica. No entanto, o fiscal deve se sentir

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à vontade para relatar todos os problemas e tomar todas as precauções necessárias. A qualidade da fiscalização depende dos “bons olhos” do fiscal que corrige e relata todos os problemas. O relato da não conformidade é importante, dentre outras coisas para orientar e treinar os demais fiscais da empresa.

As principais atribuições são:  Participar e cobrar participação efetiva no DSS (Diário de Segurança e

Saúde)  Preencher o registro individual de ponto diariamente  Conhecer e fazer uso de todos os EPI’s e as ferramentas do SSO (Sistema de

Segurança e Saúde Ocupacional) assim como ter atitudes e procedimentos exemplares de segurança.

 Preencher corretamente o perfil litológico de cada furo, respeitando que o mesmo deve ser atualizado diariamente, junto com Diário de Obras.

 Preencher o Diário de Obras diariamente, em cada sonda, conferindo informações dos Boletins de Sondagens, informando horas paradas, recuperações, litotipos, não conformidades (SSO, Ambientais, Operacionais), informações de segurança, meio ambiente, etc.

Figura 4 – Conferência testemunhos e preenchimento Diário de Obras (Complexo Itabira)

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 Preencher corretamente o formulário de abertura de praças, acessos e mudanças de sonda, assim como fazer a inspeção diária de segurança (check list).

 Em casos de necessidade de redução do diâmetro do furo, quando autorizado utiliza-se formulário próprio ou registro de comunicação por e-mail.

 Utilizar quando necessário o termo de interdição/notificação para situações de riscos de acidentes e de não conformidades

 Ficar atento à programação de sondagem para acompanhamento dos dados do furo como: local, coordenadas, azimute, inclinação, metragem prevista, execução perfilagem e piezômetro, licenciamento ambiental, geólogo responsável, objetivo, etc.

Figura 5 – Análise de praça para execução de furo de sondagem (Complexo Mariana) 5 - Veículos de trabalho

O veículo é uma ferramenta indispensável de muita utilidade à função de fiscalização de sondagem. É muito importante mantê-lo sempre em perfeitas condições de funcionamento, segurança e aparência, procurando amenizar sujeira excessiva após o turno com duchas rápidas quando possível, bater os tapetes e assoprar com jato de ar em um abastecimento (não usar o jato de ar contra o corpo), lavagem dos vidros limpeza dos faróis são exemplos de zelo indispensável para uma boa imagem da nossa empresa.

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A função de motorista está inserida à de fiscalização. Assim um bom técnico, para que atenda bem a empresa em todas as suas exigências deve também ser um bom motorista dirigindo defensivamente ajudando para fluência do trânsito e não ultrapassando perigosamente. Estar sempre atento à sinalização, respeito aos limites de velocidade e às pessoas também são exemplos do bom motorista. Listaremos abaixo alguns lembretes importantes:

 Devemos estar portando toda documentação original do veículo e documento pessoal obrigatório como carteira nacional de habilitação compatível com o veículo (CNH) e permissão para condução em mina (se for o caso);

 Acompanhamento diário da quilometragem (com preenchimento de CDV), bem como solicitação de todas as revisões, manutenções preventivas e corretivas, lavagem, etc;

 Participar e colocar em prática o treinamento de direção defensiva (item 16.3);

 Fazer a inspeção do veículo antes de iniciar sua condução, verificando todos os itens de segurança (nível de óleo, água do radiador, pressão dos pneus, macaco, chave de rodas, limpadores de pára-brisa, etc) e registrar em documento próprio (check-list de veículos). Durante a condução estar atento ao painel de instrumentos. Quaisquer anormalidades desligar imediatamente o veículo e comunicar ao no supervisor e/ou setor de suprimentos seguindo a partir daí suas orientações;

 O emblema da Novamina anexado às portas do motorista e carona é de uso obrigatório;

 Ao estacionar verificar se as bandeirolas e giroflex foram guardadas no interior do veículo, os faróis desligados e todas as portas foram e trancadas.

 Os veículos equipados com cronotacógrafos são monitorados pela diretoria da Novamina, sendo que somente ela poderá modificar suas configurações e retirar leituras.

 A velocidade limite estabelecida pelos cronotacógrafos deverá ser fielmente respeitada, além disso, o motorista deve procurar reduzir ainda mais as velocidades conforme condições de algumas estradas comuns na mineração. Caso esteja em condições adversas (neblina, chuva, lama, etc) redobrar a atenção e procurar ser cauteloso na condução do veículo.

 Evitar objetos soltos no interior do veículo, principalmente sobre os tapetes, pois estes podem atrapalhar ou obstruir o uso dos pedais de controle.

 Para fechar o capô do veículo, recolha a haste de sustentação e solte a tampa a uma altura de aproximadamente 30 cm e não pressioná-la com as mãos. Caso a tampa não feche com este procedimento, comunicar ao supervisor e não insistir em fechá-la.

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 Em caso de sinistros, acionar imediatamente a polícia militar e a segurança patrimonial, mantendo distancia do veículo. Isolar a área para evitar outros acidentes, e evitar movimentar o veículo antes do Boletim de Ocorrência comunicando imediatamente o ocorrido ao supervisor.

6 - Para locações de praças e acessos

As locações de praças e acessos devem ser realizadas com antecedência pela

topografia sempre que possível, para que não haja atrasos para instalação de sonda em um novo furo de sondagem, procurando manter no mínimo um furo a executar por sonda.

Usar os mapas para orientação no campo, atualizando as informações (identificando furos planejados, executados, locados, com piezômetro, etc) de acordo com execução da sondagem, lançando em planta topográfica quando necessário, utilizando as coordenadas realizadas fornecidas pela topografia.

Acompanhar, sempre que possível, a topografia na locação dos furos de sonda, para

que se tenha um conhecimento prévio de localização de furo e que se faça a inspeção. Quando houver necessidade de deslocamento do furo de sonda, por motivos operacionais, ambientais, de segurança ou por qualquer outro motivo, o fiscal poderá deslocá-lo em um raio de 10 metros, procurando mantê-lo sempre na mesma secção geológica quando possível, alem de comunicar ao geólogo supervisor tal necessidade. Nos casos em que houver necessidades de deslocamentos maiores, solicita-se à topografia leitura das novas coordenadas e o envio para o geólogo responsável pelo furo. Aguarda-se autorização para execução (normalmente a autorização demora de 2 a 3 dias, daí a importância de analisar cada furo com antecedência), que chega normalmente ao supervisor e este transmite as instruções ao fiscal de sondagem. Qualquer deslocamento deve ser informado em diário de obras assim como os motivos e os nomes dos envolvidos nesse processo.

Importante: Para locação, abertura de praça, acessos, e execução de furos de sonda em áreas de pesquisa, verificar junto à supervisão geológica à existência do termo de aprovação do superficiário da propriedade e licenciamento ambiental.

O fiscal deve apresentar os furos de sonda para a empresa de sondagem, para que

seja avaliada com antecedência a necessidade de abertura/reabertura de acessos e praças.

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Figura 6 – Praça de sondagem em área de pesquisa com furo já executado deslocado em 6 m para preservação do acesso. (Minas Centrais)

Para furos no interior de minas, há necessidade de acompanhamento da

supervisão/operação de mina de acordo com o contrato firmado entre as empresas para avaliar interferências com áreas de planejamento de lavra, meio ambiente, segurança, tráfego, detonação, tubulação, e instalações elétricas subterrâneas, infra-estrutura, operação de mina, etc.

6.1 - Direção e Inclinação do Furo

O fiscal não deve direcionar o furo. Isso porque os equipamentos utilizados pelo

fiscal são clinômetro e bússola que não atingem a precisão topográfica exigida para execução de um furo de sondagem. Mas ele pode conferir a direção com as ferramentas que possui para se ter uma noção básica da situação do furo.

São posicionados dois piquetes pela topografia (para furos com inclinações diferentes de 90o) e esticado uma linha de pedreiro ou similar, comum entre eles formando uma reta.

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Figura 7 – Piquetes indicando a direção do furo (Minas Centrais)

Paralelo a reta formada é posicionado o mandril da sonda no sentido norte, sempre

com a parte do motor virada para o sul.

Figura 8 – Posicionamento da sonda para determinação da direção (Minas Centrais)

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Já a inclinação do furo é dada pelo fiscal com clinômetro ou bússola e somente pode ser executada após liberação da praça do furo anterior, sendo que todas estas informações devem constar no Diário de Obra.

Figura 9 – Detalhe do mandril da sonda que deve ser direcionado de acordo com o grau do furo (Minas Oeste)

Tão logo seja possível após instalação da sonda, a equipe topográfica deve

determinar a leitura das coordenadas reais executadas do furo, sendo que a sonda não pode ser retirada do local, nem mesmo se fazer perfilagem enquanto a topografia não realizar o levantamento das coordenadas realizadas do furo.

7 - Execução de furo de sondagem

A execução do furo de sondagem apenas se inicia com todas as NC (Não

Conformidades) eliminadas. Os principais pontos a serem observados pelo fiscal antes e/ou durante a operação são:

 Conferencia de ferramentas;  Conferência de Caixas de testemunho

a - Fiscalizar as condições de imunização das caixas de testemunho, registrando os certificados de imunização, acondicionamento dos testemunhos nas mesmas, identificação das caixas e tacos, bem como transporte dos testemunhos até o local de arquivamento. b - Acompanhar a operação de acondicionamento de testemunho nas caixas de forma a assegurar que esteja sendo feita na ordem correta dos tacos de madeira divisórios para as manobras.

Ponto de posicionamento da bússola ou clinômetro

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c - Conferência das caixas antes do envio ao arquivo de testemunho, inclusive quanto à seqüência de metragem do furo e numeração das caixas.

Figura 10 – Conferência da metragem recuperada (Complexo Itabira)

d - Registrar em Diário de Obras após a última manobra a quantidade final de caixas

de cada furo.  Caixas sem rebarbas de madeira saliência de pregos, etc;  Avanços e recuperação por manobra, os registros das caixas devem ser

exatamente iguais aos dos boletins;  Litologia dos testemunhos quanto a materiais compactos, semicompactos ou

friável;

Figura 11 – Conferência prévia de Litologia no campo (Minas Oeste, Complexo Itabira).

13

 Identificação correta dos furos, plaquetas legíveis, bem posicionadas, com inicio e fim das caixas consistentes, etc, sendo que as testeiras (plaquetas que indicam inicio e fim da determinada caixa) e as identificações laterais devem estar todas padronizadas.

Figura 12 - Tacos divisórios e testeiras das caixas (Complexo Itabira)

Figura 13 - Identificações laterais das caixas (Minas Centrais)

 Armazenamento das caixas para que não esteja disposto sob chuva (sempre

coberta com lona caso estejam fora da barraca), transporte até o galpão de testemunho com todas as caixas devidamente tampadas e pregadas, etc;

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Figura 14 – Conferencia das caixas de testemunho e correção de erro pela empresa de sondagem (Minas Oeste)

 Organização da praça para que os equipamentos estejam em seus devidos lugares, bem dispostos, e que não sejam obstáculos na área de operação; organização das barracas para as ferramentas manuais e produtos de lama para que não se misturem com as barracas de lanches; e que as mesmas estejam limpas e organizadas;

 Limpeza da praça, para que permaneçam somente os materiais necessários à operação de sondagem e limpeza periódica de sanitários;

Figura 15 – Praça de Sondagem (Minas Oeste)

15

 Coleta seletiva dos lixos, com todos os sacos na cor padronizada da coleta e que não se acumulem na sonda. Acompanhar também o descarte para que seja feito em locais adequados;

Figura 16 – Coleta Seletiva (Minas centrais)

Figura 17 – Coleta seletiva (Minas Oeste)

16

 Condições de uso dos equipamentos e ferramentas devem estar conformes com a operação, do contrário estaria comprometendo a segurança;

 Utilização correta de todos os EPI’s e que estes estejam em conformidade com as normas de segurança;

 Operações de sondagem devem acontecer de forma segura e responsável. Caso o fiscal note imperícia de alguns dos operadores, a operação devera ser suspensa, até que se regularize a situação;

 Consistência dos boletins diários de sondagem, que devem seguir padrão de preenchimento, e consistência dos dados informados.

 Transporte e horário de pessoal da empresa de sondagem, para que aconteça com segurança e conforto para os operadores assegurando-se que esteja em consistência com os dados informados em boletim de sondagem;

 Disposição de lama de sondagem apenas em locais predestinados para este

fim, seguindo a orientação da empresa contratante;

Figura 18 – Disposição de lama em caixas de polietileno, e tambores. (Minas centrais)

17

Figura 19 – Disposição de lama em poços cavados no chão (poço de retorno de lama) protegidos com lona (Minas Centrais)

 Vazamentos de óleo e graxa devem ser contidos imediatamente. Caso seja em grandes proporções, como no caso de acidente ambiental, deve-se interditar a sonda e o supervisor deve tomar ciência imediata.

8 - Conferindo ferramentas e profundidade do furo de sondagem

É a conferência das profundidades indicadas em boletim de sondagem e na caixa de testemunho. O conjunto ferramental é constituído por hastes, coroas, calibradores e barriletes. A maioria das hastes que compõem o ferramental é fabricada no padrão de 3.00 m (sistema Wire Line) ou 3.05 m (sistema convencional), dependendo da preferência da empresa de sondagem. O tamanho das hastes pode ter mais variedades, porem é importante que mantenham mesmo padrão, o que facilita a conferência. Um conjunto de duas hastes é também chamado de coluna de perfuração.

Há também outras hastes de tamanhos variados usados em pequeno número para facilitar a operação, que pode possuir de 0.5 a 2,5 m. Já os barriletes podem possuir comprimentos de acordo com a preferência da empresa de sondagem. Os mais comuns podem variar de 1 a 4,00 m (para diâmetro “H”).

A profundidade do furo é calculada da “boca do furo” à extremidade da coroa. A altura da sonda é medida da superfície (boca do furo) até a extremidade superior do mandril, daí para cima consideramos como sobra de ferramenta ou simplesmente sobra. Nesse caso podemos deduzir que:

18

P = (Q x C) + B + H) – (A + S) onde P é a profundidade do furo que deve ser a mesma registrada nos boletins e na última

caixa. Q é o número de colunas aferidas durante a operação. C são as colunas de perfuração (medida da haste multiplicada por dois).

Figura 20 – Contagem da quantidade de colunas para cálculo da profundidade (Minas Centrais)

B é a metragem medida do conjunto barrilete em uso incluindo a coroa e o

calibrador, caso o sistema seja wire line, considera-se também as medidas do engate para pescador e manga-trava como o mesmo barrilete. (apenas para efeito de cálculo).

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Figura 21 – Medindo o comprimento do barrilete (Complexo Itabira)

Figura 22 – Barrilete de 1,00 m, coroa e calibrador (Complexo Itabira).

Coroa

Calibrador

Barrilete

20

Figura 23 – Detalhe da manga-trava no sistema wire-line, o conjunto todo trabalha dentro do barrilete (Complexo Itabira).

H é o somatório em metros das hastes usadas como auxiliar de perfuração. Caso o

operador não tenha usado considere H = 0 A é dado pela altura da sonda em metros, medida da boca do furo até a altura do

braço hidráulico (extremidade superior do mandril).

Figura 24 – Medição da altura da sonda (Complexo Itabira)

Manga- trava

Camisa

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S é a sobra de hastes consideradas da altura do braço hidráulico até o final das hastes

da agulha.

Figura 25 – Medição de sobra de ferramenta (Complexo Itabira) 9 - Conferindo Boletim Diário de Sondagem

O boletim de sondagem é o documento gerado pela empresa de sondagem para registrar todas as informações referentes a cada furo. Cabe ao fiscal de sondagem garantir a compatibilidade entre as informações contidas nos boletins de sondagens e nas caixas de testemunhos. Erros que poderão ocorrer, e boletins rasurados ou rasgados deverão ser devolvidos ao representante da empresa de sondagem para substituição. O fiscal não pode fazer correção de caixa nem de boletins. Sempre deve ser realizado pela empresa de sondagem.

Extremidade superior do mandril: Limite entre altura da sonda e sobra de ferramenta

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