Manual técnico de Arborização urbana , Manual de Urbanização. Centro Universitario Belas Artes de Sao Paulo (FEBASP)
Sugahara-
Sugahara-13 de Abril de 2016

Manual técnico de Arborização urbana , Manual de Urbanização. Centro Universitario Belas Artes de Sao Paulo (FEBASP)

PDF (4 MB)
124 páginas
11Números de download
679Número de visitas
100%de 2 votosNúmero de votos
Descrição
Aborda os aspectos da arborização urbana descrevendo parâmetros de planejamento urbano para os diversos tipos de áreas que possam receber plantio de árvores. E, pela primeira vez, também apresenta técnicas de manejo p...
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 124
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 124 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 124 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 124 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 124 pages
baixar o documento

ArborizAção Manual Técnico de

Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente

UrbAnA

ArborizAção Manual Técnico de

UrbAnA

“Os que o conheceram sabem o quanto ele era especial...”.

Apaixonado pelas árvores, exímio e amoroso plantador, dedicamos esse Manual ao Engenheiro Agrônomo José Augusto Guedes Candeloro (in memoriam).

suMário

Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

1 . introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

2 . Por que arborizar? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

3 . Planejamento da Arborização Urbana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20

4 . Plantio de Árvores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

5 . Técnicas para o Manejo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

6 . Legislação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58

7 . Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60

8 . bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64

Anexos

i . Lista de Árvores - Espécies indicadas para Arborização de Calçada . . . . . . 67

ii . Lista de Árvores - Espécies indicadas para a Arborização de Área interna . . 79

iii . Lista de Árvores - Espécies inadequadas na Arborização Urbana . . . . . .121

11

ApresenTAção São Paulo, essa metrópole vibrante, intensa, imensa em sua extensão e complexidade está em contínuo desenvolvimento . A cada dia novos desafios surgem para melhoria da convivência dos diversos elementos que a compõem e são necessários à cidade e aos cidadãos .

A convivência das árvores com a cidade não é fácil . Elas enfrentam diariamente a competição por espaço para o seu crescimento e tentam sobreviver diante dos maus tratos, da poluição, das alterações climáticas atípicas, da inadequação entre sua espécie e o local onde se encontram e da incompreensão de sua importância .

É nesse contexto que a terceira edição do Manual de Arborização Urbana da Prefeitura de São Paulo se insere, tornando-se um impor- tante instrumento de difusão, orientação e sensibilização para a importância e o papel das árvores em nossa cidade, sobretudo como um dos componentes fundamentais na regulação do clima, na manutenção da qualidade do ar e na promoção da saúde e do bem estar humano .

neste, são abordados os aspectos da arborização urbana, os seus benefícios, as suas conveniências e as necessidades, descrevendo parâmetros de planejamento urbano para os diversos tipos de áreas que possam receber plantio de árvores . E, pela primeira vez, também apresenta técnicas de manejo para árvores adultas, visando o prolongamento do tempo de vida destas .

A Prefeitura de São Paulo trabalha para tornar a cidade susten- tável . investir na arborização do município para que tenhamos uma floresta urbana, que ofereça sombra agradável, variedade de flores e frutos e garanta maior biodiversidade para a nossa cidade, é funda- mental para melhorar a qualidade de vida da população .

Wanderley Meira do Nascimento Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente

12

São Paulo, considerada uma cidade global com seus quase 12 milhões de habitantes, também é a sexta maior cidade do mundo .

no ano de 1 .825 teve seu primeiro logradouro público destinado à contemplação, vivência e lazer implantado, o Jardim da Luz, conhecido atualmente como Parque da Luz .

Atualmente a cidade de São Paulo conta com mais de 100 parques municipais, 8 parques urbanos estaduais, aproximadamente 5 mil praças, 2 Áreas de Proteção Ambiental (APA) Municipais, 3 APA’s Estaduais e 2 reservas Particulares do Patrimônio natural (rPPn), que são Unidades de Conservação de Uso Sustentável, 6 Parques naturais Municipais e 6 Parques Estaduais, todos Unidades de Conservação de Proteção integral, e 17 .800km de vias públicas .

nesse contexto, cada vez mais, o trabalho de arborização de vias públicas e das denominadas áreas verdes municipais é focado no conceito de Florestas Urbanas surgido nos Estados Unidos e Canadá, na década de 1 .960, onde são considerados elementos constitutivos da paisagem urbana .

Esse conceito abarca quaisquer formas de vegetação localizadas nos espaços livres urbanos que em algumas situações se conectam com os fragmentos florestais próximos .

É importante considerar, também, os efeitos das Florestas Urbanas nos aspectos ecossistêmicos mais expressivos, quando as áreas verdes e a arborização urbana se interconectam com os outros espaços verdes da cidade numa verdadeira rede ecológica .

Dentre outras funções a rede ecológica incrementa a permeabilidade dos espaços urbanos à fauna local, particularmente à avifauna, que se beneficia do aumento dos recursos alimentares e dos locais para abrigo e nidificação, assim contribuindo para mitigar os impactos da expansão urbana sobre a biodiversidade, bem como a formação das conhecidas “ilhas de calor” .

Contudo, os espaços arborizados criados artificialmente e nas

inTroDução 1

13

condições adversas nas cidades, demandam atenção e ações neces- sárias de modo contínuo para o sucesso do plantio minimizando a ocorrência de conflitos com a infraestrutura existente ou planejada . Como condições adversas, destacamos:

• Falta de espaços para o desenvolvimento radicular, no caso de abertura de covas de dimensões reduzidas;

• Solos compactados que dificultam a aeração e a infiltração de água;

• Pouca disponibilidade de nutrientes no solo;

• Fiação elétrica convencional de média e alta tensão não protegida e compactada;

• Danos causados por veículos, como atrito, colisões e emissões gasosas;

• Falta de tutores e de protetores adequados;

• Vandalismo .

Assim, a existência dessas condições pouco favoráveis ao desenvol- vimento das árvores, características do meio urbano, torna funda- mental a adoção de planejamento bem como acompanhamento permanente de boas técnicas de manejo da vegetação .

Uma das ferramentas de grande importância para essa finalidade tem sido a aplicação do Sistema de Gerenciamento de Árvores Urbanas (SiSGAU), com o objetivo de promover a gestão da arborização .

Dentro de novo foco ambiental é com prazer que a prefeitura da Cidade de São Paulo, através da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) e Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSP), com respaldo na portaria intersecretarial nº 001/2011/ SVMA/SMSP, publica sua primeira revisão do Manual Técnico de Arborização Urbana, 2ª edição, de 2 .005 .

boa Leitura!

14

por que ArborizAr?

2

As árvores urbanas desempenham funções importantes para os cidadãos e o meio ambiente, tais como benefícios estéticos e funcionais que estão muito além dos seus custos de implantação e manejo . Esses benefícios estendem-se desde o conforto térmico e bem estar psicológico dos seres humanos até a prestação de serviços ambientais indispensáveis à regulação do ecossistema, assim sendo:

• Elevar a permeabilidade do solo e controlar a temperatura e a umidade do ar

Figura 01. Urbanização e temperatura no municipio de São Paulo

15

A impermeabilização indiscriminada do solo urbano é um dos agentes que aumentam o escoamento superficial e as enchentes . Além disso, a ausência de arborização somada a outros fatores como poluição e elevada concentração de asfalto e concreto produzem “ilhas de calor”, que são áreas de baixa umidade relativa e alta tempe- ratura . As árvores são contribuintes chaves para a moderação dos extremos climáticos dos grandes centros urbanos .

• Interceptar a água da chuva

As copas das árvores fracionam a água das chuvas, o que diminui a energia do impacto da gota no solo minimizando o problema de erosão . As superfícies das folhas, frutos, galhos e demais estruturas aéreas promovem também a retenção de água e constitui-se uma “caixa” de retenção hídrica natural diminuindo, consequentemente, o problema das enchentes .

• Proporcionar sombra

Figura 02. Copa das arvores

Locais arborizados economizam recursos públicos, por exemplo, na manutenção de áreas pavimentadas . Áreas arbori- zadas quando comparadas àquelas expostas diretamente ao sol sofrem menos com os fenômenos de contração e dilatação, diminuindo seu desgaste .

16

A copa das árvores filtra os raios solares diminuindo os efeitos da fotoexposição humana que, em excesso, pode causar doenças de pele e de visão .

Assim, por meio da arborização, os órgãos públicos tendem a reduzir seus gastos na área de infraestrutura e saúde .

• Funcionar como corredor ecológico

A arborização viabiliza a conexão entre as populações de fauna de fragmentos maiores . Além disso, as árvores abrigam uma infinidade de seres vivos, como insetos, líquens, pássaros, enriquecendo o ecossistema urbano e aumentando sua biodiversidade .

As flores e frutos presentes nas árvores também trazem à cidade um ganho ambiental significativo, pois se prestam como atrativo e refúgio da avifauna urbana . Algumas espécies vegetais, com ênfase nas frutíferas nativas, são responsáveis pelo abrigo e alimentação de aves, assegurando-lhes condições de sobrevivência .

Figura 03. Corredores ecológicos no ambiente urbano

17

• Agir como barreira contra ventos, ruídos e alta luminosidade

As árvores modificam os ventos pela obstrução, deflexão, condução ou filtragem do seu fluxo, assim, a vegetação quando arranjada adequadamente pode proteger as construções da ação dos ventos ou direcionar a passagem destes por um determinado local . Quanto aos ruídos, as estruturas vegetais são capazes de absorver ondas sonoras diminuindo a poluição sonora . Já no que se refere à lumino- sidade, a vegetação atenua o incômodo causado pelas superfícies altamente reflexivas de determinadas edificações, que podem ofuscar a visão .

• Diminuir a poluição do ar

As árvores retêm em suas folhas os particulados em suspensão no ar, frequentes em cidades com grande tráfego de veículos, impedindo que tais elementos alcancem as vias respiratórias agravando doenças como asma, pneumonia, bronquites, alergias, entre outras . Posteriormente, estas partículas retidas são lavadas pela águas da chuva .

Figura 04. Copa das arvores como barreira física

18

• Sequestrar e armazenar carbono

Por meio da fotossíntese, as árvores capturam o gás carbônico da atmosfera e o utilizam na formação de suas estruturas vegetativas . Sendo este um dos gases responsável pelo efeito estufa, as árvores auxiliam no combate ao aquecimento global .

• Bem estar psicológico

Através do paisagismo se obtém uma infinidade de formas e cores, anulando o efeito monótono de construções retilíneas . A presença de espécies arbóreas na paisagem promove beleza cênica, melhoria estética (especialmente na época de floração) e funcionalidade do ambiente e, em consequência, um aumento da qualidade de vida da população .

Apesar de todos os benefícios elencados acima e da crescente consciência ambiental da população sobre a arborização urbana, observam-se diversas formas de manejo irregular da vegetação, como poda, maus tratos, transplante e remoção de árvores .

Conforme Lei Municipal nº 10 .365 de 1987, todo manejo arbóreo depende da prévia autorização da Prefeitura de São Paulo . Além disso, a má execução das ações de manejo é consi- derada infração ambiental prevista na Lei Federal nº 9 .605 de

Figura 05. Copa das arvores e poluição do ar

19

Figura 06. Copa das arvores e seu efeito psicológico

1998, popularmente conhecida por “Lei de Crimes Ambientais” .

A preservação da arborização urbana é objeto de legislação específica, estando prevista na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225 que diz “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” e na Lei Municipal 10 .365 de 1987, que em seu artigo 1º traz “ . . . considera-se como bem de interesse comum a todos os munícipes a vegetação de porte arbóreo existente ou que venha a existir no território do Município, tanto de domínio público como privado” .

isto posto e diante de todos os benefícios oriundos da implantação de projetos de arborização urbana, pode-se concluir que cabe não só ao Poder Público, mas também a todos os cidadãos a manutenção e a preservação de nossas árvores .

20

pLAneJAMenTo DA ArborizAção urbAnA

3

o planejamento da arborização urbana gera benefícios ambientais e consequentemente contribui para melhoria da qualidade de vida na cidade .

A escolha do local e da espécie de árvore adequados proporciona melhores condições para o desenvolvimento da árvore minimizando riscos de acidentes, reduzindo a necessidade de podas, sem causar prejuízos à acessibilidade entre outros benefícios .

neste sentido, considerando que a cidade possui áreas com diferentes aptidões para o plantio de árvores, foram criadas 3 categorias de planejamento:

• Arborização de passeios em vias públicas

• Arborização de áreas livres públicas

• Arborização de áreas internas de lotes e glebas, públicas ou privadas

Para cada categoria foram definidos parâmetros específicos como distanciamentos da muda a ser plantada em relação aos elementos existentes no seu entorno e espécies de árvores indicadas para cada situação .

Devem ser considerados também aspectos paisagísticos, o projeto original, história do bairro, entre outros, podendo, eventualmente, utilizar-se de espécies não listadas neste manual .

21

3.1. Parâmetros para a arborização de passeios em vias públicas

Para o plantio nas calçadas/passeios públicos, a escolha da espécie adequada permite que a árvore tenha um pleno desenvolvimento, explorando o espaço aéreo disponível sem causar interferências e danos aos demais equipamentos públicos, às construções e ao calça- mento, e consequentemente tendem a diminuir as ações de manejo, ao longo do seu desenvolvimento, especialmente podas e trans- plantes .

na elaboração deste manual foram considerados aspectos biológicos referentes às árvores (porte, arquitetura da copa, diâmetro máximo do tronco quando adulta) detalhados no Anexo i que apresenta a lista geral de espécies indicadas para arborização de calçadas . Também foram considerados os aspectos físicos referentes ao local onde se pretende plantar (largura da calçada, existência de rede elétrica aérea, recuo de imóveis, distanciamento de equipamentos e tipo de uso da via pública) .

Figura 07. Tipos de arquitetura de copa

22

Largura da calçada 1. < 1,9 m não recomendado 1. 1,9 a 2,09 m 2 1. 2,1 a 2,39 m 18 1. 2,4 a 2,79 m 33 1. > 2,8 m 48

2. ausência de fiação elétrica 3 2. presença de fiação elétrica 13

3. imóvel com recuo 4 3. imóvel sem recuo 9

4. atende à Col 03* 5 4. não atende à Col 03* 6

5. viário: corredor de ônibus G1 5. viário: predomina veículo passeio G2

6. atende à Col 02* 7 6. não atende à Col 02* 8

7. viário: corredor de ônibus M1 7. viário: predomina veículo passeio M2

8. atende à Col 01* P 8. não atende à Col 01* não recomendado

9. atende à Col 03* 10 9. não atende à Col 03* 11

10. viário: corredor de ônibus G1 10. viário: predomina veículo passeio G3

11. atende à Col 02* 12 11. não atende à Col 02* 8

12. viário: corredor de ônibus M3 12. viário: predomina veículo passeio M4

13. compacta 14 13 covencional 15

14. Isolada 3 14. não isolada 15

15. imóvel com recuo 16 15. imóvel sem recuo 17

16. atende à Col 03* 5 16. não atende à Col 03* 8

17. atende à Col 03* 10 17. não atende à Col 03* 8

18. ausência de fiação elétrica 19 18. presença de fiação elétrica 28

19. imóvel com recuo 20 19. imóvel sem recuo 24

20. atende à Col 03* 21 20. não atende à Col 03* 22

21. viário: corredor de ônibus G4 21. viário: predomina veículo passeio G5

22. atende à Col 02* 23 22. não atende à Col 02* 8

23. viário: corredor de ônibus M5 23. viário: predomina veículo passeio M6

24. atende à Col 03* 25 24. não atende à Col 03* 26

25. viário: corredor de ônibus G6 25. viário: predomina veículo passeio G7

26. atende à Col 02* 27 26. não atende à Col 02* 8

27. viário: corredor de ônibus M9 27. viário: predomina veículo passeio M11

28. compacta 29 28. convencional 30

29. isolada 19 29. não isolada 30

ChAVE ArborizAr

23

30. Imóvel com recuo 31 30. Imóvel sem recuo 32

31. atende à Col 03* 21 31. não atende à Col 03* 8

32. atende à Col 03* 25 32. não atende à Col 03* 8

33. ausência de fiação elétrica 34 33. presença de fiação elétrica 43

34. Imóvel com recuo 35 34. Imóvel sem recuo 39

35. atende à Col 03* 36 35. não atende à Col 03* 37

36. viário: corredor de ônibus G8 36. viário: predomina veículo passeio G9

37. atende à Col 02* 38 37. não atende à Col 02* 8

38. viário: corredor de ônibus M7 38. viário: predomina veículo passeio M8

39. atende à Col 03* 40 39. não atende à Col 03* 41

40. viário: corredor de ônibus G14 40. viário: predomina veículo passeio G10

41. atende à Col 02* 42 41. não atende à Col 02* 8

42. viário: corredor de ônibus M10 42. viário: predomina veículo passeio M12

43. Compacta 44 43. Convencional 45

44. Isolada 34 44. Não Isolada 45

45. Imóvel com recuo 46 45. Imóvel sem recuo 47

46. atende à Col 03* 36 46. não atende à Col 03* 8

47. atende à Col 03* 40 47. não atende à Col 03* 8

48. ausência de fiação elétrica 49 48. presença de fiação elétrica 54

49. Imóvel com recuo 50 49. Imóvel sem recuo 52

50. atende à Col 03* 51 50. não atende à Col 03* 37

51. viário: corredor de ônibus G11 51. viário: predomina veículo passeio G12

52. atende à Col 03* 53 52. não atende à Col 03* 41

53. viário: corredor de ônibus G15 53. viário: predomina veículo passeio G13

54. Compacta 55 54. Convencional 56

55. Isolada 49 55. Não Isolada 56

56. Imóvel com recuo 57 56. Imóvel sem recuo 58

57. atende à Col 03* 51 57. não atende à Col 03* 8

58. atende à Col 03* 53 58. não atende à Col 03* 8

* vide Tabela 03 G1 a G15- vide Tabela 05 M1 a M12 – vide Tabela 06 P – vide Tabela 07

24

Visando avaliar o potencial de plantio de uma árvore num deter- minado local e orientar para a escolha da espécie adequada, foi criada uma ferramenta denominada Chave Arborizar, que auxilia o técnico responsável na decisão de plantar ou não uma árvore no local pretendido e, em sendo viável o plantio, indica uma tabela de espécies para a escolha .

A Chave Arborizar consiste na descrição de maneira simples e objetiva dos aspectos físicos referentes ao local, elencando as carac- terísticas de cada parâmetro em itens numerados . identificando a característica do parâmetro analisado, procede-se à mudança de número e sequencialmente são verificadas passo a passo todas as características locais . Ao final, há indicação de uma relação de espécies apropriadas, com aspectos biológicos compatíveis .

Como os benefícios ambientais proporcionados pela arborização urbana estão relacionados à área de cobertura arbórea, a Chave Arborizar foi elaborada de forma a priorizar o uso de espécies de maior porte .

Cabe ressaltar que embora a Chave Arborizar apresente algumas opções para a escolha da espécie a ser plantada, o técnico respon- sável deverá levar em consideração o planejamento paisagístico do entorno a fim de não descaracterizar a paisagem local, ainda que optando por uma espécie que não esteja na lista .

3.1.1. Utilizando a Chave Arborizar

1. Largura da calçada

Esse é o primeiro parâmetro a ser analisado e a determinação da largura mínima passível de receber o plantio de árvores baseou-se na legislação vigente conforme descrito abaixo:

• Decreto nº 52 .903/12 em seu Art . 14 § 1º “Qualquer que seja a largura do passeio público deverá ser respeitada a faixa livre mínima de 1,20 metros (um metro e vinte centímetros), destinada exclusivamente à livre circulação de pedestres .”

• Decreto nº 45 .904/05 em seu Art . 7º “ A faixa de serviço localizada em posição adjacente à guia, deverá ter, no mínimo, 70 cm (setenta centímetros) e ser destinada à instalação de

25

equipamento e mobiliário urbano, à vegetação e a outras inter- ferências existentes nos passeios . . .

Figura 08. Largura da calçada para arborização

Assim, o plantio de árvores só poderá ser realizado em passeios públicos com largura mínima de 1,90 metros .

A análise do aspecto físico ‘largura da calçada’ está correla- cionada com o aspecto biológico ‘diâmetro do tronco’ sendo assim, para passeios com largura maiores que 1,90 m foram estabelecidos quatro intervalos de largura de passeios, que definem o limite de diâmetro máximo do tronco da árvore quando adulta, a área mínima e os limites de largura do canteiro . Ao final da Chave Arborizar, a lista indicará espécies que quando adultas não obstruam a área livre do passeio .

26

A Tabela 01 apresenta os dados referentes às dimensões de passeio e de canteiro, sendo que os valores estabelecidos para largura mínima e área mínima do canteiro são suficientes para que exista uma faixa permeável em torno da árvore .

Tabela 01. Dimensões de passeio, canteiro e diâmetro de tronco

Largura do passeio (m)

Largura mínima do

canteiro (m) *B

Área mínima do canteiro

(m2)*C DAP*A máximo

(m)

Menor que 1,90 não é recomendado o plantio de árvores

1,90 a 2,09 0,60 0,60 Até 0,50

2,10 a 2,39 0,80 0,80 Até 0,70

2,40 a 2,79 1,00 1,20 Até 0,90

Maior que 2,80 1,40 2,00 Até 1,20

*A DAP: Diâmetro à Altura do Peito (1,30 m) da árvore adulta;

*B: Largura mínima: valores indicados considerando a fase adulta da árvore, quando esta atingir seu desenvolvimento pleno (DAP máximo), de modo que exista espaça- mento entre tronco e piso impermeável;

*C: Área mínima do canteiro: no momento do plantio o canteiro não poderá ser menor que 0,60 x 0,60 m, devendo aumentar proporcionalmente ao crescimento da árvore, mantendo sempre uma área permeável adequada no entorno do tronco. Na impossi- bilidade de executar canteiros quadrados ou circulares, poderão ser obtidos os valores indicados de área mínima em canteiros retangulares.

Ao medir a largura da calçada (desconsiderar a largura da guia), identifica-se o intervalo de largura no item 1 . da Chave Arborizar, o qual indicará o item sequencial . Por exemplo, se a largura da calçada é 2,34 m, deve-se seguir para o item número 18 da Chave .

Figura 03. Item 01 extraído da Chave Arborizar

Largura da calçada 1. < 1,9 m não recomendado 1. 1,9 a 2,09 m 2 1. 2,1 a 2,39 m 18 1. 2,4 a 2,79 m 33 1. > 2,8 m 48

27

2. Rede elétrica aérea

Determinada a medida da largura de calçada segue-se a análise quanto à rede elétrica aérea . na presença de fiação deve ser verificado se a rede é do tipo compacta ou convencional e, ainda no caso de rede compacta se esta é isolada ou não .

o isolamento de rede compacta não pode ser verificado visualmente, assim deve ser consultada a concessionária de energia elétrica para certificação .

iMPorTAnTE: Quando não obtida a informação junto à conces- sionária ou em caso de dúvida considerar como não isolada para prosseguir na Chave Arborizar .

A análise do aspecto físico ‘rede elétrica aérea’ está correlacionada com o aspecto biológico ‘porte da árvore’ e poderá resultar em 2 possibilidades:

Tabela 02. Porte da árvore de acordo com o tipo de rede elétrica

Rede elétrica aérea Porte da árvore

convencional ou compacta não isolada G ou P

ausente ou compacta isolada G, M ou P

Árvores de grande porte deverão ser conduzidas por meio de podas durante a sua formação visando a não interferência com a rede elétrica aérea . Sempre que a largura do passeio permitir é recomendável o plantio fora do alinhamento da rede, obser- vando que deverá ser preservada a faixa livre mínima de 1,20 metros (um metro e vinte centímetros), destinada exclusiva- mente à livre circulação de pedestres .

obSErVAção: Além dos sistemas de distribuição de energia elétrica considerados neste manual, a cidade também pode optar pelo sistema subterrâneo . A implantação deste sistema deve ser realizada o mais distante possível do alinhamento de plantio a fim de preservar ao máximo o sistema radicular das árvores .

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 124 pages
baixar o documento