Marinho fsf relatoriosupervisionado, Notas de estudo de Engenharia Florestal
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE ITACOATIARA

GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA FLORESTAL

RELATORIO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO

ENGENHARIA FLORESTAL

FRANCISCO DA SILVA MARINHO FILHO

Itacoatiara

Dezembro de 2017

FRANCISCO DA SILVA MARINHO FILHO

RELATORIO DE ESTAGIO SUPERVISIONADO

ENGENHARIA FLORESTAL

Itacoatiara

2017

Relatório de conclusão de Estágio apresentado ao Professor Eduardo de Souza Mafra, como parte dos requisitos para aprovação na Disciplina Estágio Supervisionado I, do Curso de Engenharia Florestal, do Centro de Estudos Superiores de Itacoatiara, da Universidade do Estado do Amazonas.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE ITACOATIARA

GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA FLORESTAL

Identificação da Empresa:

Nome: Madeireira Amazonia Ltda.

Endereço: Rua Isaac Peres, nº 3473, bairro São Jorge.

CEP: 69.104 - 066

Telefone: (92) 991315221

Área na empresa onde foi realizado o estágio:

Serviços de Exploração Florestal

Data de início: 11/08/2017

Data de término: 26/11/2017

Turno (s): Diurno

Duração em horas: 240 h00s

Nome do profissional responsável pelo estágio:

Raimundo de Souza Maia Filho

Considerações do(a) Coordenador(a) do Curso:

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Coordenador do Curso

Considerações do(a) Coordenador(a) do Estágio:

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Coordenador de Estágio

SUMARIO

1 INTRODUÇÃO / JUSTIFICATIVA ............................................................................. 6

2 DESCRIÇAO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ............................................... 7

2.1 Inventario Florestal ................................................................................................ 7

2.2 Exploração Florestal .............................................................................................. 9

2.3 Romaneio e Cubagem das toras ......................................................................... 10

3 CONSIDERAÇOES FINAIS ................................................................................... 12

4 REFERENCIAS ...................................................................................................... 13

Anexos ...................................................................................................................... 14

1 INTRODUÇÃO / JUSTIFICATIVA

Na engenharia florestal, o estágio supervisionado dispõe uma vasta

oportunidade ao acadêmico, em onde o mesmo possa aplicar todos os conhecimentos

adquiridos e vividos em teoria durante seus anos de graduação, além de lidar com a

realidade do campo de trabalho, atividades exercidas da área com busca na solução

de problemas existente à profissão e assim, proporcionando ao acadêmico um auxílio

à descoberta do ramo da profissão que mais possua afinidade.

No decorrer do estágio realizamos diferentes atividades como o

Acompanhamento de Inventário Florestal (abertura de picada, corte de cipós,

levantamento de especies florestais, teste com potencial comercial), Exploração

Florestal (Derruba, Destopamento, Arraste), Romaneio e Cubagem das toras

(Torreamentos e classificação de toras no pátio) de especies exploradas da área de

manejo com potencial econômico. Atividades essas de grande valor para o

conhecimento de tudo que envolve o manejo florestal certificado em escala

empresarial, experiências práticas sobre a profissão e tomadas de decisões diante de

situações adversas ao bom funcionamento de uma grande empresa madeireira.

O estágio curricular tem caráter eminentemente pedagógico, devendo

proporcionar ao aluno a oportunidade de aplicação dos conceitos técnico-científicos

de acordo com as disciplinas que integram o currículo do curso, além proporcionar ao

aluno a oportunidade de desenvolver atividades típicas da profissão de Engenheiro

Florestal na realidade do campo de trabalho, contribuir para a formação de uma

consciência crítica no aluno em relação à sua aprendizagem nos aspectos

profissional, social e cultural, proporcionar a integração de conhecimentos,

contribuindo dessa forma para a aquisição de competências técnico-científicas

importantes na sua atuação como Engenheiro Florestal, permitir uma constante

avaliação das disciplinas e do curso a partir da realidade encontrada nos campos de

estágio e contribuir para a integração da universidade com a comunidade.

Tendo em vista, que o objetivo deste relatório do estágio supervisionado em

engenharia florestal é descrever as atividades práticas e experiências vivenciadas na

empresa MADEIREIRA AMAZONIA LTDA com CNPJ 09.265.540/0001-71 no

endereço comercial na rua Isaac Peres, nº3473, bairro São Jorge, CEP 69.104-066

Município de Itacoatiara/AM, no período de 11 de Agosto a 26 de Novembro de 2017.

2 DESCRIÇAO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Segundo MACEDO SILVA (1996), o termo manejo florestal, ou manejo

autossustentado, ou ainda manejo sustentado, usado há décadas no Brasil nem

sempre tem sido bem entendido. Manejo florestal é classicamente definido como

aplicação de métodos empresariais e princípios técnicos na operação de uma

propriedade florestal. Entre os princípios técnicos está a silvicultura como parte

integrante do manejo. A silvicultura deve ser entendida como a parte da ciência

florestal que trata do estabelecimento, condução e colheita de árvores. Esse conceito,

que à primeira vista parece referir-se somente a florestas plantadas, aplica-se também

a florestas naturais.

Uma definição moderna de manejo se encontra no próprio decreto que

regulamentou a exploração das florestas da Bacia Amazônica (Decreto nº 21.282, de

19/10/1995). Neste documento, o termo manejo florestal sustentável é definido como

administração de floresta para a obtenção de benefícios econômicos e sociais,

respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema. Esta definição deixa

claro que para ser sustentável, o manejo deve ser economicamente viável,

ecologicamente correto e socialmente justo.

Baseado nestes contextos e princípios silviculturais de exploração florestal as

atividades desenvolvidas durante a realização do estágio na Área de Produçao

Florestal, na empresa Madeireira Amazonia Ltda, entre os meses de Agosto e

Novembro de 2017, sendo as atividades desenvolvidas durante todo o período com

acompanhamento das atividades em visita in loco de forma prática, são as seguintes:

 Inventario Florestal;

 Exploração Florestal;

 Romaneio e Cubagem de toras.

2.1 Inventario Florestal

Inventário florestal é o ramo da ciência florestal que visa avaliar as variáveis

qualitativas e quantitativas da floresta e suas inter-relações, assim como dinâmicas

de crescimento e sucessão Florestal, servindo de base para a formulação de planos

de utilização dos produtos florestais, manejo sustentado integrado da floresta, bem

como para alicerçar propostas de planos de desenvolvimento e política florestal de

caráter regional ou nacional.

Na área de produção florestal da empresa Madeireira Amazonia Ltda, o

objetivo do inventario florestal é a identificação das arvores das especies de interesse

econômico nas Unidades de Trabalho (UT’s) dentro das Unidades de Produçao Anual

(UPA’s). A quantificação e qualificação das arvores são realizadas através do nome

vulgar, da circunferência ou diâmetro à altura do peito e da altura da árvore até a

primeira bifurcação ou da altura de melhor aproveitamento comercial do tronco. As

arvores para corte são acima de 50 cm de DAP que equivale a 157 cm de CAP.

Usualmente, o inventario florestal da área de produção florestal da empresa é

conduzida por uma equipe de quatro pessoas: um identificador botânico para informar

qual espécie está sendo inventariada, um técnico florestal para coordenar a equipe e

registrar todas as informações relativas ao inventario e dois ajudantes responsáveis

por localizar as árvores, complementar a caracterização da área ( clareiras,

declividades, cursos d’agua, etc.), coletar as coordenadas “x” e “y”, ajudar na medição

das arvores e na colocação das placas de identificação.

O inventario florestal na empresa Madeireira Amazonia Ltda, consiste das

seguintes etapas:

1. Abertura de picadas: Perpendicularmente a picada principal, são abertas

picadas secundarias com espaçamento de 50m entre si. As picadas

secundarias são numeradas, sendo a picada 1 referente à faixa situada entre

0 a 50m, a 2 entre 50 a 100m e assim sucessivamente. A metodologia de

abertura está no uso de GPS e Bússola, sendo o uso por profissionais

experientes no manuseio dos equipamentos.

2. Identificação botânica das arvores: por uma pessoa da empresa com amplos

conhecimentos sobre especies florestais da região.

3. Teste do oco: o teste é feito durante o inventário e consiste em bater com o

terçado no tronco ou com o uso de motosserra por ocasião da exploração das

arvores.

4. Circunferência a altura do peito: consiste em transpassar uma fita com

marcação métrica (trena) ao redor da árvore para que se saiba a medida exata

da circunferência de cada uma.

5. Altura: a partir do corte da base da árvore e o de destopo (linha de

aproveitamento comercial).

6. Numeração das árvores: com plaquetas contendo o ano do inventario e o

número de controle, a uma altura de 1,60 m, posicionada para o lado da picada

de orientação facilitando a sua visualização.

7. Registro de localização das árvores: através do sistema de coordenadas “x” e

“y”, sendo o “x” a distância da arvore até a picada secundaria e “y” a distância

da árvore até picada principal.

8. Pré-seleção das arvores para colheita: durante a realização do inventario são

identificadas e registradas em uma planilha as árvores com potencial para

corte.

9. Pré-seleção das arvores remanescentes: pelo método de seleção de “mãe”,

“filha” e “neta”, ambas com CAP entre 60 e 157cm.

10. Corte de cipós: durante a realização do inventario florestal, a 1 m do chão.

11. Preenchimento da ficha de inventario:com as informações das Unidades de

Produçao Anual (UPA’s) e Unidades de Trabalho (UT’s), dentro das Unidades

de Produçao Anual.

2.2 Exploração Florestal

Envolvem planejamento prévio para redução de danos, custos e acidentes de

trabalho durante a execução da colheita.

Esporadicamente tivemos a oportunidade de acompanhar o monitoramento

de atividades de campo, com visitas in loco para verificar o andamento das operações

florestais, passando por cada operação individual desde a tomada de decisão no

direcionamento de queda da árvore (corte), o arraste da tora de dentro da floresta até

a estrada secundária (pré arraste), o arraste da estrada secundária até o pátio

secundário (arraste) até o transporte das toras para o pátio principal (baldeio),

observando as conversas, avaliações e recomendações dos responsáveis para

garantir o perfeito fluxo das operações.

Figura 1. Procedimentos operacionais de Exploração Florestal da Empresa Madeireira

Amazonia LTDA.

2.3 Romaneio e Cubagem das toras

Romaneio das toras: consiste na medição de cada peça (tora, prancha,

tábua, ripa, etc.) que gera a informação do volume produzido. Para realizar o

romaneio, deve ser feita a medição de cada peça individualmente, conforme mostra a

figura 2 abaixo. O procedimento mais adotado na Empresa Madeireira Amazonia Ltda,

é onde o volume é a média das medidas de 2 “diâmetros” (maior e menor) de cada

“ponta” (face), multiplicada pelo comprimento da tora.

Figura 2. Procedimento de medição das toras na Empresa Madeireira Amazonia

Ltda.

Operação de pátio

Seleção e marcação de arvores

Corte de arvores

Destopamento

Araste

Segundo o supervisor de estagio a atividade é realizada logo após o araste

da tora da estrada secundaria até o pátio secundário, localizados no final das trilhas

principais das Unidades de Trabalho (UT’s). As informações são devidamente

anotadas em formulários específicos que posteriormente servirão de base para

planejamento do transporte, para o controle da prestação de contas e da

comercialização das madeiras exploradas.

Cubagem das toras: realizada segundo o método de Smalian, onde são

mensuradas as dimensões médias do topo e da base da tora e o comprimento para

logo em seguida se obter o volume.

V =3,1416/4[ (A+a) /2]. L

ONDE:

V = Volume da seção do tronco;

A = Área transversal da seção de maior diâmetro;

a = Área transversal de menor diâmetro;

L = Comprimento da seção;

No percurso do estágio supervisionado, apenas acompanhamos em visitas in

loco as atividades desenvolvida pela Empresa Madeireira Amazonia Ltda, com

demonstrações na pratica dos procedimentos para a realização de tais atividade.

Essas atividades foram de certo modo apenas acompanhamento, todavia o

que forneceu de informação valiosa ao estágio, vendo em campo procedimento

técnicos aplicados teoricamente em aulas. Outras foi o conhecimento da

grandiosidade da empresa no mercado madeireiro exposta pela sua extensa

propriedade particular, a quantidade de trâmites que são necessários em um manejo

florestal bem como sua complexa logística e a contribuição para pesquisa e ciência

no ramo florestal.

3 CONSIDERAÇOES FINAIS

O Estágio Supervisionado, além de cumprir seu objetivo assegura ao aluno o

estabelecimento de uma exigência curricular. O desperta a vocação profissional,

estágios realizados em diferentes áreas de conhecimento possibilitam uma visão

global das diversas atividades profissionais desenvolvidas pelo engenheiro florestal.

No que diz respeito a formação profissional somos integralmente parte de uma

comunidade de pessoas com diferentes níveis sociais, culturais, de formação

profissional, hierárquico, etc. Tudo isto lhe propiciará excelente experiência no campo

do relacionamento humano.

De maneira geral, o estágio foi produtivo e positivo, no entanto existiram

inúmeras situações que na prática, se mostraram diferentes da teoria que foi adquirida

em sala de aula, com isso, pudemos ver a grandeza de tudo que gira em torno de uma

empresa de grande porte de extração florestal na Amazonia.

Acrescento também a importância do supervisor de estágio que no decorrer

das atividades florestais mostrou-se sempre disposto a ajudar, repassar suas

experiências e em esclarecer quaisquer dúvidas sobre as atividades, assim como

todos os funcionários do setor.

As atividades repassadas foram coerentes com a importância do estágio e da

profissão, houve atividades de relevância considerável a boa fluidez do expediente de

trabalho e atividades apenas organizacionais, porém sempre realizadas com a

sensação de que realmente a empresa as-necessitava.

No decorrer do termino do estágio, considero que os objetivos do estágio

supervisionado foram alcançados, saio com a certeza de que realmente fui útil à

empresa e a empresa foi útil a mim, contribuindo para meu engrandecimento

profissional.

4 REFERENCIAS

AMAZONAS, Governo do Estado. Manejo florestal sustentável em pequena escala no Amazonas: orientações técnicas e administrativas / Secretaria de Estado de Produção Rural; Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. - Manaus: IDAM/FLORESTA VIVA, 2008, 88p.

BULHOSA, Emerson. Manejo florestal com exploração de impacto reduzido. Fundação Floresta Tropical, 2002.

PINHEIRO, Cesar; ZWEEDE, Johan C. Inventario florestal 100% - Atividade pré- exploratória em exploração de impacto reduzido. Fundação Floresta Tropical, Belém, PA, Agosto 2005.

SABOGAL, César et al. Manejo florestal empresarial na Amazônia brasileira. CIFOR, 72 p. Belém, 2006.

Anexos

São parte integrante deste relatório de estagio supervisionado as seguintes figuras:

Figura 3. Mapa de corte e arraste das árvores a ser exploradas da Empresa

Madeireira Amazonia Ltda.

Figura 4. Abertura de Picadas nas Unidade de Produçao Anual da Empresa

Madeireira Amazonia Ltda.

Figura 5. Construção de estradas secundarias da Empresa Madeireira Amazonia

Ltda.

Figura 6. Araste de Toras na Empresa Madeireira Amazonia Ltda

Figura 3. Mapa de corte e arraste das árvores a ser exploradas da Empresa

Madeireira Amazonia Ltda

Figura 4. Abertura de Picadas nas Unidade de Produçao Anual da Empresa

Madeireira Amazonia Ltda

Figura 5. Construção de Estradas secundarias da Empresa Madeireira Amazonia Ltda

Figura 6. Araste de Toras na Empresa Madeireira Amazonia Ltda

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