mc toxo ibc 168 nutricao, Exercícios de Gestão de Marca. Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO)
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Curso: Nutrição Valor da avaliação: (Peso 3) Disciplina: Parasitologia (IBC 168-02) ( ) AV1 ( x ) AV2 ( ) AVS ( ) 2ª Ch. AVS Professor (a): Roberta Rego de Souza Data de entrega: 02/12/2016 Aluno (a): Thiago Heiser Pierccini Fernandes Matrícula: 4902536

Método de Caso Nota e data da entrega da avaliação:

Caso: Paciente de 18 anos, primigesta, iniciou acompanhamento pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde de Maringá, Paraná, na 12ª semana de gestação, com IgM e IgG anti-T. gondii reagentes. A paciente iniciou tratamento com espiramicina na 22ª semana de gestação. Na 32ª semana de gestação foi encaminhada ao Ambulatório de Gestação de Alto Risco do Hospital Universitário Regional de Maringá da Universidade Estadual de Maringá (HU/UEM). Essas imunoglobulinas permaneceram reagentes e o exame ultrassonográfico obstétrico não demonstrou qualquer anormalidade. A IgA anti-T. gondii foi reagente. Na 33ª semana de gestação foi realizada a amniocentese. O exame ultrassonográfico obstétrico, realizado na 33ª semana, evidenciou aumento dos ventrículos cerebrais laterais, microcalcificações encefálicas e placentomegalia. O diagnóstico do líquido amniótico foi positivo para T. gondii, tanto na PCR (Polimerase Chain Reaction) como no ensaio biológico durante a terceira passagem sucessiva em camundongos Swiss. Após esses resultados, foi administrado esquema tríplice (sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico) alternando a cada três semanas com espiramicina, até o final da gestação. O parto foi normal, com 39 semanas. O recém nascido, de sexo feminino, na tomografia de crânio apresentou dilatação ventricular e microcalcificações cerebrais. Em mapeamento da retina constatou-se comprometimento ocular. A lactente está em uso de sulfadiazina, pirimetamina, ácido folínico e hidrocortisona.

1) A paciente relatou que durante a gestação manteve contato com gatos, lixo peridomiciliar e ocasionalmente consumia queijos frescos e vegetais in natura, mas não carnes cruas ou mal passadas. Em função deste relato descrevas como essa gestante pode ter se infectado? Não se esqueça de correlacionar com a (s) possível (eis) forma (s) infectante (s)? R: Foi infectada por falta de hábitos de higiene ao se conduzir as fezes do gato.

2) explique por que o feto foi infectando e qual a forma parasitária envolvida no processo?

R: Pela via de infecção é a intra-uterina, denominada transmissão vertical, quando o parasita passa da mãe para o feto durante a gestação no formato de taquizoítos.

3) A gestante afirma que não comia carne crua ou mal passada. Qual a relevância desta afirmativa para a transmissão da Toxoplasmose. Justifique a sua resposta.

R: Porque o modo de infecção mais comum é por via oral, por ingestão de carne crua ou mal cozida, contendo cistos do protozoário, ou de água e frutas ou vegetais crus, contaminados com oocistos de T. gondii.

4) você como profissional da área de saúde, como orientaria uma gestante em relação a prevenção para Toxoplasmose caso ela tivesse realizado exame e a IgG e IgM fossem negativas.

R: Ingerir somente carne bem cozida; Lavar bem as frutas e os vegetais; Ingerir somente leite pasteurizado; Lavar bem as mãos e utensílios após manipular carne crua; Usar luvas para praticar jardinagem; Cobrir o tanque de areia onde as crianças brincam;

Alimentar gatos com ração industrializada; Não fornecer carne crua ao seu gato; Lavar diariamente a caixa de areia do gato e dispensar corretamente as fezes (colocar em sacos plásticos e dispensar junto com o lixo doméstico ou então dispensar diretamente no vaso sanitário); Evitar que seu gato se alimente com insetos, roedores e pássaros; Manter seu gato em casa; Evitar a presença de gatos estranhos; Manter a higiene nos diversos ambientes das propriedades rurais, evitando-se, principalmente, a presença de gatos.

5) descreva a importância do gato na transmissão da Toxoplasmose. Justifique a sua resposta.

R: Os hospedeiros definitivos são os felídeos, principalmente os gatos, nos quais esse protozoário realiza dois tipos de reprodução. A reprodução assexuada origina taquizoítos livres, com multiplicação rápida, observados na fase aguda da doença, e bradizoítos contidos em cistos, com multiplicação lenta, detectados na fase crônica da infecção. A reprodução sexuada ocorre no epitélio do intestino delgado, produzindo oocistos que são eliminados junto com as fezes. O gato é o único hospedeiro definitivo urbano. Outros felídeos são responsáveis por manter o ciclo em áreas silvestres. Os gatos infectam-se ao serem alimentados com carne crua ou mal cozida ou ao caçarem roedores ou pássaros que contenham cistos ou taquizoítos de T. gondii. Também podem se infectar se ingerirem oocistos do parasita, presentes no ambiente.

O gato começa a eliminar oocistos junto com as fezes de três a dez dias após a ingestão de tecido contendo cistos do protozoário. Os oocistos são eliminados não esporulados, isto é, não infectantes. Os oocistos tornam-se infectantes no ambiente somente depois de um a cinco dias, dependendo da temperatura e da umidade. A excreção dos oocistos pode durar, em média, entre uma a duas ou três semanas, após a primeira exposição do gato ao parasita.

Depois desse período, o gato não elimina oocistos novamente, pois desenvolve imunidade contra o protozoário. Com relação a esse fato, há na literatura relatos de resultados de experimentos que indicam a possibilidade de o gato voltar a eliminar oocistos em condições especiais.

Os oocistos são muito resistentes e podem permanecer viáveis no ambiente durante meses, principalmente pelo hábito desses felinos defecarem e enterrarem suas fezes em terra fofa ou areia.

Normalmente os gatos não apresentam sintomas de infecção pelo T. gondii. Porém, se estiverem com alguma doença imunossupressora, podem desenvolver a toxoplasmose com a seguinte sintomatologia: febre, diarreia, pneumonia, hepatite, inflamação ocular, doenças neurológicas, etc.

A simples observação da presença de oocistos em exame de fezes não é suficiente para se afirmar que o animal está infectado, pois existem outros protozoários, parasitas de gatos, que apresentam oocistos com morfologia e tamanho muito semelhantes ao de T. gondii.

O diagnóstico da infecção no gato deve ser feito por exames sorológicos que detectam a presença de anticorpos antitoxoplasma. O Médico Veterinário, com os resultados destes testes, saberá se o animal tem uma infecção recente ou não e poderá orientar quanto à necessidade de tratamento do felino ou de medidas de prevenção para seus proprietários.

6) qual o papel das aves na transmissão da Toxoplasmose? O pombo elimina oocisto em fezes? Justifique a sua resposta.

As aves até pouco tempo eram incriminadas pela transmissão da taxoplasmose pelas fezes. Porém, estudos recentes mostram q apenas a ingestão de carne crua ou mal passada das aves e que pode transmitir a doença. O pombo não elimina o ocisto pelas fezes, pois o parasita morre antes de chegas no sistema excretor.

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