Métodos e Áreas de Aplicação da Psicologia, Resumos de Introdução à Psicologia. Universidade não é definido
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Métodos e Áreas de Aplicação da Psicologia, Resumos de Introdução à Psicologia. Universidade não é definido

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resumos sobre as matérias lecionadas em métodos e áreas de aplicação da psicologia
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- Sandra Avelino - 1

Métodos e Áreas de Aplicação da Psicologia

A. O que é a psicologia?

A psicologia é a ciência que faz o estudo empírico do comportamento e dos processos

mentais dos indivíduos.

Apesar disto, a psicologia não reclama o monopólio da sabedoria da condição humana.

Enquanto ciência social, toca-se com a economia, com a sociologia e a antropologia cultural.

Por outro lado, é também uma ciência do cérebro, estudando os processos cerebrais e as

bases bioquímicas do comportamento. Trata-se ainda de uma ciência da saúde, procurando

aumentar o bem-estar dos indivíduos, e partilhando conhecimento com a medicina, a

educação e com as leis. A psicologia estabelece ainda relações com a filosofia, com a arte, o

teatro e mesmo com a religião.

B. Associações de psicólogos.

As associações de psicólogos têm como objectivo contribuir para o desenvolvimento da

disciplina, proporcionando e estimulando a troca de ideias entre investigadores e práticos.

Estas podem também atribuir bolsas e prémios e são ainda responsáveis pela redacção de

códigos deontológicos com contemplações pela investigação e pela prática psicológica.

Associações de psicólogos

Nacionais

Internacionais

Associações de profissionais de psicologia Generalistas

 Associação Portuguesa de Psicologia (APP);

 Associação pró-ordem dos psicólogos (APOP);

 Sindicato Nacional dos psicólogos (SNP);

 Associação de Psicólogos da Madeira (APM);

 Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

 American Psycholgy Association (APA);

 European Federation of Psychology Associations (EFPA);

 International Union of Psychological Science (IUPsyS);

 International Association of Applied Psychology (IAAP).

Associações de estudantes de psicologia Especializadas

 Associação nacional dos estudantes de psicologia.

 European Association of Experimental Social Psychology (EAESP);

 European Association of Work and Organizational Psychology (EAWOP);

 Society for Personality and Social Psychology (SPSP);

 Society for Experimental Social Psychology (SESP);

 European Social Cognition Network (ESCON).

- Sandra Avelino - 2

C. A psicologia enquanto profissão.

Até 1950 A maioria dos psicólogos dedica- se ao ensino e à investigação em psicologia.

Actualmente Aumento da especialização dos profissionais para além da área clínica.

(1) Clínicos; (2) Educacionais; (3) Organizacionais.

2000 A maior parte dos psicólogos (67%) trabalha em clínicas privadas, consultorias, departamentos públicos, etc. Apenas 33% se dedica ao ensino.

De acordo com Lunt (2000), tem-se assistido a uma crescente profissionalização dos

psicólogos. Os principais indicadores são:

 Pressões para o reconhecimento legal e a regulação dos psicólogos;

 Aumento do nível de qualificação e formação necessários para a prática

profissional;

 Aumento da preocupação com questões éticas;

 Pressões para desenvolver sistema para facilitar o reconhecimento mútuo de

qualificações e assim poder aumentar a mobilidade dos psicólogos;

 Aumento da especialização dentro da psicologia profissional.

Especialização Interesse geral

Psicólogo clínico Dificuldades emocionais.

Psicólogo comunitário Estruturas sociais e organizacionais.

Conselheiro psicológico Ajudar as pessoas a tomar decisões importantes e a atingir o seu potencial.

Psicólogo do desenvolvimento

Alterações no comportamento com o aumento da idade.

Psicólogo da educação Melhoria da aprendizagem na escola.

Psicólogo do ambiente Influência do barulho, calor e outras condições ambientais no comportamento humano.

Ergonomista Comunicação entre a pessoa e a máquina.

Psicólogo experimental Sensação, percepção, aprendizagem, pensamento e memória.

Psicólogo industrial e organizacional

Pessoas no trabalho, eficiência da produção.

Biopsicólogo Diferenças de personalidade entre indivíduos.

Psicometrista Medida de inteligência, personalidade e interesses.

Psicólogo escolar Problemas que afectam as crianças em idade escolar.

Psicólogo social Comportamentos de grupo, influências sociais.

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D. Principais orientações teóricas em psicologia.

Influência Escola/ Orientação Objectivo

Fim do século XIX Estruturalismo Explicar o comportamento a partir dos elementos mais simples da mente.

Primeira metade do século XX

Behaviorismo Interesse exclusivo pelo comportamento que pode ser observado e medido.

Começo do século XX

Psicanálise Identificar a estrutura da personalidade e o impacto de motivações inconscientes no pensamento e acção.

1930-1950 Psicologia da Gestalt O todo é maior do que a soma das partes na percepção e atribuição de significado.

1950-1960 Abordagem

Cognitiva Estudar o pensamento para descobrir processos mentais universais.

Depois 1970 Psicologia

Evolucionista

Examinar as funções adaptativas do comportamento e as suas contribuições para a sobrevivência da espécie.

Depois de 1980 Construccionismo

Social

Examinar como é que as pessoas constroem significados e usam normas para regular a interacção social.

E. Variedade metodológica em psicologia.

Perspectiva empirista/positivista da psicologia

A ciência como método organizado de combinar a lógica dedutiva com observações precisas do comportamento individual de modo a descobrir e

confirmar um conjunto de leis probabilísticas causais que podem ser usadas para prever os padrões gerais da acção humana.

Origem: ciências naturais. Correntes na psicologia: perspectivacomportamental. Metodologia: estudos quantitativos.

Perspectiva fenomenológica/interpretativa da psicologia

A ciência como a análise sistemática dos comportamentos humanos significativos através da observação directa e detalhada dos indivíduos no seu contexto natural, de modo a compreender e interpretar a forma

como as pessoas criam e mantêm o seu mundo social. Origem: gestalt, escola de Chicago. Correntes na psicologia: perspectivahumanista. Metodologia: estudos qualitativos.

Perspectiva crítica da psicologia

A ciência como um processo crítico de pesquisa que vai para além das ilusões superficiais para pôr a nu as estruturas realmente presentes no

mundo social, de modo a ajudar as pessoas a mudarem as suas condições de vida e a construírem um mundo melhor para si próprias.

Origem: escola de Frankfurt, Michel Foucault. Correntes na psicologia: perspectivadiscursiva. Metodologia: estudos da linguagem.

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a. Grandes opções metodológicas.

Métodos Qualitativos Métodos Quantitativos

Aproximação indutiva.

As dimensões do problema decorrem da análise de dados.

Estratégia compreensiva.

Análise da construção de processos.

Desenvolvimento da teoria como consequência da análise dos dados.

Estudo extensivo.

Menor probabilidade de generalização.

Aproximação dedutiva.

As dimensões do problema dependem do enquadramento teórico.

Estratégia explicativa.

Análise da constatação de processos.

Verificação da teoria como consequência da análise dos dados.

Estudo intensivo.

Maior probabilidade de generalização.

MITOS em investigação

 Os estudos qualitativos são a-teóricos;

 Os estudos qualitativos não necessitam de análise de dados;

 Apenas os estudos qualitativos preservam a idiossincrasia dos indivíduos;

 Os estudos quantitativos são reducionistas;

 Os estudos quantitativos não permitem ver mais do que está na teoria.

Métodos Qualitativos Métodos Quantitativos

Principais características

Ver através dos olhos de outros: empatia, respeito e acomodação do observador ao

observado.

Descrição de ambientes sociais, pormenorizadamente, como forma de validar as

suas interpretações.

Contextualização e visão holística das situações observadas.

Visão dinâmica, longitudinal dos processos sociais.

Estratégias de investigação pouco estruturadas e flexíveis.

Os conceitos e a teorização são posteriores à observação.

Principais características

Unidade metodológica: os métodos e os procedimentos das ciências naturais são

apropriados para as ciências sociais.

Empirismo: só os fenómenos observáveis podem ser considerados como conhecimento válido.

Conhecimento cumulativo: conhecimento científico avança pela acumulação de factos, pela descoberta de regularidades e pela replicação de

dados.

Dedutivismo: dedução das hipóteses testáveis a partir do corpo teórico de partida como forma de

validar teorias científicas.

Isenção de valores: o conhecimento científico é distinto das normas e valores sociais.

Problemas

A interpretação e o papel activo do investigador/observador;

A descrição e formulação de conceitos e teorias;

A generalização dos estudos de caso.

Problemas

Definição de conceitos e sua medição;

Estabelecimento de relações causais entre variáveis;

Generalização e replicação dos resultados.

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Tipos de estudos Qualitativos

- Observação participantes;

- Entrevistas não estrutradas ou em profundidade;

- Histórias de vida;

- Discussões de grupo.

Tipos de estudos Quantitativos

- Experimentais;

- Por inquérito;

- Dados estatísticos;

- Observação estruturada.

Tipo de questões em psicologia. Questões de existência

X existe?

 Tipo investigação: estudo de caso;

 Essencial: provar a existência de um caso.

Questões de compreensão

Como é a experiência X?

 Tipo de investigação: qualitativo – entrevistas em profundidades, histórias de

vida, observação.

 Essencial: análise intensiva, escolha de informantes.

Questões de desmontagem

Que versões existem de X?

 Tipo de investigação: análise do discurso, retórica.

 Essencial: escolha de textos, intervenções em contexto de polémica/confronto.

Questões de descrição e classificação

Que características tem X?

 Tipo de investigação: correlacional, normalmente por inquérito a uma amostra

representativa da população.

 Essencial: amostra representativa.

Questões de composição

Que factores constituem X?

 Tipo de investigação: correlacional.

 Essencial: instrumento representativo do conceito e por isso necessidade de uma

amostra grande e diversificada.

Questões de relação

Há relação entre X e Y?

 Tipos de investigação: correlacional.

 Essencial: usar instrumentos válidos e amostra representativa.

Questões de comparação

O grupo X é diferente do Y?

 Tipos de investigação: correlacional.

 Essencial: usar instrumentos válidos e grupos equivalentes em todas as variáveis

menos a que se está a estudar.

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Questões de causalidade

X causa/leva a/previne mudanças em Y?

 Tipos de investigação: experimental com grupo de controlo.

 Essencial: distribuição aleatória por condições, controlo das variáveis exteriores.

F. Tipos de investigação

Pesquisa exploratória

Objectivo: conhecer melhor um tópico novo, formular questões de investigação mais precisas. Atributos: pouco estruturada, criativa, qualquer coisa pode ser um dado importante. Tipo de problema: questões de compreensão e de desmontagem. Papel da teoria: dá sentido às observações, a posteriori. Tipo de hipóteses: não tem. Tipo de metodologia: estudos qualitativos. Participantes: indivíduos escolhidos pela sua relação com o tema. Problemas associados: qualidade do material de base e rigor na análise do material.

Pesquisa descritiva

Objectivo: fornecer uma descrição adequada à incidência de um fenómeno; encontrar tipos ou categorias de um conceito; produzir normas de um teste. Atributos: extensiva e centrada num problema. Tipo de problema: questões de descrição e de composição. Papel da teoria: variável. Tipo de hipóteses: por vezes não tem, no máximo são correlacionais. Tipo de metodologia: quantitativa, por inquéritos ou observação. Participantes: amostra representativa. Problemas associados: qualidade da amostra de sujeitos ou de comportamentos e qualidade dos instrumentos de medição.

Pesquisa correlacional

Objectivo: procurar relações entre variáveis e retratar diferenças entre grupos. Atributos: extensiva e centrada num problema. Tipo de problema: questões de relação e de comparação. Papel da teoria: variável. Tipo de hipóteses: correlacionais. Tipo de metodologia: quantitativa, por inquérito ou observação. Participantes: amostra diversificada. Problemas associados: qualidade dos instrumentos de mediação e diversidade da amostra.

Pesquisa explicativa

Objectivo: determinar causas para determinados efeitos e determinar qual o factor mais determinante para um efeito. Atributos: manipulação de variáveis e controlo das outras variáveis. Tipo de problema: questões de causalidade. Papel da teoria: orienta totalmente a observação. Tipo de hipóteses: causais. Tipo de metodologia: estudos experimentais. Participantes: homogéneos. Problemas associados: qualidade da manipulação, do controlo das outras variáveis e dos instrumentos de medição.

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