Michael a. cremo e richard l. thompson a história secreta da raça humana, Traduções de Ciência Política. Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO)
Rodivan.Dal_Moro
Rodivan.Dal_Moro9 de agosto de 2016

Michael a. cremo e richard l. thompson a história secreta da raça humana, Traduções de Ciência Política. Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (UNICENTRO)

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História da Secreta da Raça Humana
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A História Secreta da Raça Humana

A História Secreta da Raça Humana

Michael A. Cremo Richard L. Thompson

EDITORA ALEPH

2004

Tradução: Bhaktivedanta Book Trust (BBT Brasil)

Sumário Prefácio 11 Nota ao leitor 13 Introdução e agradecimentos 15

PARTE I 1.A canção do Leão Vermelho: Darwin e a evolução humana 23 Darwin fala 24 Aparecimento dos hominídeos 24 Alguns princípios de epistemologia 29 2.Ossos incisos e quebrados: a aurora da falácia 33 St. Prest, França 34 Um exemplo moderno: Old Crow River, Canadá 36 Deserto Anza-Borrego, Califórnia 37 Ossos incisos de sítios italianos 38 Rinocerontes de Billy, França 39 Colline de Sansan, França 40 Pikermi, Grécia 40 Dentes de tubarão perfurados de Red Crag, Inglaterra 41 Osso entalhado dos Dardanelos, Turquia 42 Balaenotus de Monte Aperto, Itália 43 Halitherium de Pouancé, França 46 San Valentino, Itália 47

Clermont -Ferrand, França 48 Concha entalhada de Red Crag, Inglaterra 48 Instrumentos de osso encontrados embaixo de Red Crag, Inglaterra 49 Fosso de elefante em Dewlish, Inglaterra 52 Palavras de conclusão sobre ossos intencionalmente modificados 53 3. Eólitos: as pedras da discórdia 55 Eólitos do platô de Kent, Inglaterra 56 Descobertas de J. Reid Moir em East Anglia 61 Dois famosos desmascaradores de eólitos 69 Exemplos recentes de instrumentos eolíticos das Américas 74 George Carter e o sítio de Texas Street 75 Louis Leakey e o sítio de Calico 76 Toca da Esperança, Brasil 78 Monte Verde, Chile 79 Descobertas recentes no Paquistão 80 Sibéria e índia 82 Quem fez os instrumentos eolíticos? 83 4. Paleólitos toscos 87 As descobertas de Carlos Ribeiro em Portugal 87 As descobertas de L. Bourgeois em Thenay, França 92 Instrumentos oriundos de Aurillac, França 97 Descobertas de A. Rutot na Bélgica 103 Descobertas de Freudenberg perto da Antuérpia 106 Itália central 108 Ferramentas de pedra de Burma 108 Ferramentas do rio Black's Fork, Wyoming 109

5. Paleólitos e neólitos avançados 113 Descobertas de Florentino Ameghino na Argentina 113 Ferramentas encontradas por Carlos Ameghino em Miramar, Argentina 116 Tentativas de pôr Carlos Ameghino em descrédito 119 Mais bolas e objetos semelhantes 125 Descobertas norte-americanas relativamente avançadas 128 Sheguiandah: arqueologia como uma vendetta 128 Lewisville e Timlin: a vendetta continua 132 Hueyatlaco, México 133 Sandia Cave, Novo México 136 Ferramentas neolíticas da Terra do ouro, Califórnia 137 Preconceitos evolucionários 145 6. Evidência de cultura avançada em eras distantes 149 Artefatos de Aix-en-Provence, França 150 Letras em bloco de mármore, Filadélfia 151 Prego em arenito devônico, Escócia 152 Cordão de ouro em pedra carbonífera, Inglaterra 152 Vaso metálico de rocha pré-cambriana em Dorchester, Massachusetts 153 Uma bola de giz terciária de Laon, França 154 Objetos de área de escavação de poços em lIIinois 156 Uma imagem de argila de Nampa, Idaho 158 Corrente de ouro em carvão carbonífero de Morrisonville, IIlinois 161 Pedra entalhada da mina de carvão lehigh, perto de Webster, lowa 162 Xícara de ferro de mina de carvão em Oklahoma 163 Uma sola de sapato de Nevada 164 Parede maciça numa mina de Oklahoma 165 Tubos metálicos oriundos de lençóis de giz na França 167

Impressão de sapato em argila xistosa de Utah 167 Esfera sulcada da África do Sul 171 7. Anômalos restos esqueletais humanos 173 Fêmur de Trenton 173 O esqueleto de Galley HiII 175 Maxilar de Moulin Quignon 177 Atualização de Moulin Quignon 178 Esqueleto de Clichy 179 Fragmentos de crânio de La Denise 180 O esqueleto de Ipswich 181 Terra Amata 182 O crânio de Buenos Aires 183 Homo erectus sul-americano? 184 O maxilar de Foxhall 185 Os esqueletos de Castenedolo 187 O esqueleto de Savona 194 Vértebra de Monte Hermoso 195 O maxilar de Miramar 197 Crânio de Calaveras 197 Mais fósseis humanos da terra do ouro da Califórnia 200 Descobertas antiqüíssimas na Europa 205 Anomalias extremas 205

PARTE II 8. O Homem de Java 211 Eugene Dubois e o Pithecanthropus 212 A expedição de Selenka 216 Dubois retira-se da batalha 217 Mais fêmures 218 Acaso os fêmures de Trinil são humanos e modernos? 219

O maxilar de Heidelberg 221 Outras descobertas do Homem de Java por Von Koenigswald 222 O papel da Instituição Carnegie 225 De volta a Java 227 Descobertas posteriores em Java 230 Datação química e radiométrica das descobertas de Java 231 Apresentações enganosas de provas do Homem de Java 233 9. A revelação de Piltdown 239 Dawson encontra um crânio 240 Um forjamento exposto? 244 Identificando o réu 250 10. O Homem de Beijing e outras descobertas na China 257 Zhoukoudian 258 Davidson Black 259 Transformação da Fundação Rockefeller 261 Uma descoberta histórica e uma campanha a sangue-frio 264 Fogo e ferramentas em Zhoukoudian 266 Sinais de canibalismo 268 Os fósseis desaparecem 269 Um caso de desonestidade intelectual 270 Datação por morfologia 271 Outras descobertas na China 278 11. Australopithecus vivos? 285 Criptozoologia 285 Homens selvagens europeus 286 O noroeste da América do Norte 287 Américas Central e do Sul 292 Yeti: homens selvagens do Himalaia 293

O Almas da Ásia Central 297 Homens selvagens da China 300 Homens selvagens da Malásia e da Indonésia 303 África 304 A ciência de elite e os relatos sobre homens selvagens 305 12. Sempre algo de novo vindo da África 307 O esqueleto de Reck 307 Os crânios de Kanjera e o maxilar de Kanam 314 O nascimento do Australopithecus 321 Zinjanthropus 326 Homo habilis ... 328 Uma fábula de dois úmeros 330 Descobertas de Richard Leakey 331 O astrágalo ER 813 332 OH 62: Queira o verdadeiro Homo habilis fazer o obséquio de levantar-se! 333 Crítica de Oxnard ao Australopithecus 336 Lucy na areia com diatribes 339 Australopithecus afarensis: humanizado demais? 341 As pegadas de Laetoli 342 Crânio negro, pensamentos negros 346 Resumo de evidências anômalas relacionadas com a antiguidade humana 349 BibIiografia 361 Índice Remissivo 395

Prefácio

Por Graham Hancock Autor de O Mistério de Marte e Digitais dos Deuses É para mim um grande prazer e uma honra apresentar esta versão condensada de Arqueologia proibida. Permitam-me dizer, desde logo, que acredito que este livro é um marco dentre as realizações intelectuais do fim do século XX. Os estudiosos mais conservadores vão demorar um pouco mais, provavelmente muitos anos, para aceitar as revelações que ele contém. Contudo, Michael Cremo e Richard Thompson deixaram suas revelações à mostra e agora o relógio não pode voltar atrás. Mais cedo ou mais tarde, gostemos disso ou não, nossa espécie terá de se ajustar aos fatos documentados de maneira tão impressionante nas páginas que se seguem, e esses fatos são espantosos. A tese central de Cremo e Thompson é que, infelizmente, o modelo da pré-história humana, cuidadosamente elaborado por estudiosos nos últimos dois séculos, está completamente errado. Além disso, os autores não estão propondo que esse modelo seja corrigido com pequenos ajustes e retoques. É preciso que o modelo existente seja jogado pela janela e que recomecemos com a mente aberta, sem quaisquer posições preconcebidas. Esta é uma posição próxima da minha; com efeito, constitui a base de meus livros Digitais dos Deuses e O Mistério de Marte. Neles, porém, meu foco se deteve exclusivamente nos últimos vinte mil anos e na possibilidade de que uma civilização global avançada possa ter florescido há mais de doze mil anos, tendo sido eliminada e esquecida no grande cataclismo que pôs fim à última Era Glacial. Em A história Secreta da Raça Humana, Cremo e Thompson vão muito além, recuando o horizonte de nossa amnésia não apenas doze ou vinte mil anos, mas milhões de anos no passado, mostrando

que quase tudo que nos ensinaram sobre as origens e a evolução de nossa espécie se apóia na frágil base da opinião acadêmica e em uma amostra altamente seletiva de resultados de pesquisas. Posteriormente, os dois autores revêem os fatos apresentando todos os outros resultados de pesquisas que foram retirados dos registros nos dois últimos séculos, não porque havia neles algo de errado ou falso, mas apenas porque não se encaixavam na opinião acadêmica da época. Dentre as descobertas anômalas e deslocadas relatadas por Cremo e Thompson neste livro, estão evidências convincentes de que seres humanos anatomicamente modernos podem ter estado presentes na Terra não apenas há cem mil anos ou menos (a visão ortodoxa), mas há milhões de anos, e que objetos metálicos de desenho avançado podem ter sido usados em períodos igualmente antigos. Além disso, embora já tenham sido feitas declarações sensacionais sobre artefatos fora de lugar, antes elas nunca receberam o apoio de documentação tão cabal e plenamente convincente como a que apresentam Cremo e Thompson. Em última análise, é a meticulosa erudição dos autores e o peso acumulado dos fatos apresentados aqui que nos convence. O livro está, creio, em harmonia com o atual humor do público como um todo, que não aceita mais, sem questionar, os pronunciamentos das autoridades estabelecidas, e está disposto a ouvir, com a mente aberta, os "hereges" que apresentarem suas causas de maneira razoável e racional. Nunca antes a hipótese de reavaliação completa da história da humanidade foi defendida com maior veemência do que a que se apresenta nestas páginas.

Graham Hancock Devon, Inglaterra Janeiro de 1998

Nota ao Leitor

A edição integral de Arqueologia proibida tem 952 páginas, representando, assim, um desafio para muitos leitores. Por isso, Richard L. Thompson e eu decidimos apresentar A História Secreta da Raça Humana - uma versão mais curta, mais inteligível e acessível de Arqueologia proibida. Este livro contém, no entanto, quase todos os casos discutidos em Arqueologia proibida. Faltam-lhe as citações no texto e as discussões detalhadas dos aspectos geológicos e anatômicos de muitos dos casos. Por exemplo, aqui, nós podemos apenas afirmar que determinado sítio arqueológico é tido como sendo do Plioceno Superior. Em Arqueologia proibida, apresentamos uma discussão detalhada da razão para isso, bem como muitas referências a relatórios geológicos técnicos do passado e do presente.

Michael A. Cremo Pacific Beach, Califórnia

26 de março de 1994

Introdução e Agradecimentos Em 1979, pesquisadores do sítio de Laetoli, Tanzânia, na África oriental, descobriram pegadas em depósitos de cinzas vulcânicas com mais de 3,6 milhões de anos. Mary Leakey e outros disseram que as impressões não se distinguiam daquelas deixadas por seres humanos modernos. Para esses cientistas, porém, isso significava apenas que os ancestrais humanos de 3,6 milhões de anos atrás tinham pés marcantemente modernos. Segundo outros estudiosos, como o antropólogo R. H. Tuttle, da Universidade de Chicago, ossos fósseis dos pés de australopitecos

conhecidos de 3,6 milhões de anos atrás mostram que eles tinham pés nitidamente simiescos. Logo, não eram compatíveis com as pegadas de Laetoli. Em um artigo publicado na edição de março de 1990 da Natural History, Tuttle confessou que "estamos diante de um mistério". Portanto, parece lícito considerar uma possibilidade que nem Tuttle nem Leakey mencionaram - a de que criaturas com corpos humanos anatomicamente modernos, coerentes com seus pés humanos anatomicamente modernos, tenham existido há 3,6 milhões de anos na África oriental. Talvez tenham coexistido com criaturas mais próximas do macaco. Por mais intrigante que seja essa possibilidade arqueológica, as atuais idéias sobre a evolução humana vetam-na. Porém, entre 1984 e 1992, Richard Thompson e eu, com a ajuda de nosso pesquisador Stephen Bernath, reunimos um amplo conjunto de evidências que questionam as atuais teorias da evolução humana. Algumas dessas evidências, como as pegadas de Laetoli, são bem recentes. Mas a maioria delas foi relatada por cientistas no século XIX e no início do século XX. Mesmo sem ver esse conjunto mais antigo de evidências, alguns vão presumir que deve haver algo de errado com elas - que os cientistas devem tê-las descartado há muito tempo por um bom motivo. Richard e eu analisamos a fundo essa possibilidade. Concluímos, no entanto, que a qualidade dessas evidências controvertidas não é nem melhor, nem pior do que as evidências supostamente incontroversas geralmente citadas a favor das atuais correntes sobre a evolução humana. Na Parte 1 de A História Secreta da Raça Humana, analisamos de perto a grande quantidade de evidências controvertidas que contrariam as atuais idéias sobre a evolução humana. Contamos em detalhes de que modo essas evidências foram sistematicamente suprimidas, ignoradas ou esquecidas, muito embora equivalham (qualitativa e quantitativamente) às evidências favoráveis às posições aceitas atualmente sobre as origens humanas. Quando falamos em supressão de evidências, não estamos nos referindo a

cientistas conspiradores executando um plano diabólico para enganar o público. Na verdade, estamos falando de um processo social contínuo de filtragem de conhecimentos que parece bastante inócuo, mas tem um efeito cumulativo importante. Certas categorias de evidência simplesmente desaparecem de vista, algo que, em nossa opinião, não é justificável. Esse padrão de supressão de dados tem estado ativo há muito tempo. Em 1880, J. D. Whitney, funcionário do Departamento de Geologia da Califórnia, publicou uma longa análise das avançadas ferramentas de pedra encontradas nas minas de ouro californianas. Os implementos, incluindo pontas de lanças, almofarizes e pilões de pedra, foram achados no fundo de poços de minas sob espessas camadas incólumes de lava, em formações cujas idades variavam entre, nove e mais de 55 milhões de anos. W. H. Holmes, da Smithsonian Institution, um dos mais acerbos críticos das descobertas na Califórnia, escreveu: "Se ao menos o professor Whitney tivesse levado em conta o estudo da evolução humana tal como ela é entendida hoje, teria hesitado antes de anunciar as conclusões que formulou (a de que os humanos existiram em épocas muito antigas na América do Norte), apesar do importante conjunto de testemunhos com que se defrontou". Em outras palavras, se os fatos não batem com a teoria preferida, então esses fatos, mesmo uma série importante deles, devem ser descartados. Isso vem ao encontro do que, em essência, estamos tentando demonstrar neste livro, ou seja, que há, na comunidade científica, um filtro do conhecimento que impede a divulgação de evidências malvistas. Esse processo de filtragem existe há mais de um século, e continua até os dias de hoje. Além dessa filtragem do conhecimento, parece ainda que há casos de eliminação direta. No início da década de 1950, Thomas E. Lee, do Museu Nacional do Canadá, descobriu ferramentas avançadas de pedra nos depósitos glaciais de Sheguiandah, na ilha Manitoulin, ao norte do lago Huron. Segundo John Sanford, geólogo da Wayne State University, as

ferramentas mais antigas encontradas em Sheguiandah tinham pelo menos 65 mil anos, talvez até 125 mil anos. Para aqueles que se pautavam na posição convencional sobre a pré-história norte- americana, tais valores eram inaceitáveis. Supõe-se que os humanos pisaram pela primeira vez na América do Norte há cerca de doze mil anos, vindos da Sibéria. Thomas E. Lee reclamou: "O descobridor do sítio (Lee) foi afastado de seu cargo como funcionário público, ficando um longo tempo desempregado; canais de publicação foram cortados; a evidência foi interpretada de maneira equivocada por diversos autores de renome [...]; toneladas de artefatos desapareceram em caixotes de armazenamento no Museu Nacional do Canadá; por ter se recusado a demitir o descobridor, o diretor do Museu Nacional, que tinha proposto uma monografia sobre o sítio, também foi despedido e banido; instâncias oficiais de prestígio e poder se empenharam em controlar apenas seis espécimes de Sheguiandah que não tinham sido apreendidas, e o sítio foi transformado em uma estância turística [...] Sheguiandah teria feito com que os poderosos admitissem, envergonhados, que não conheciam tudo. Teria obrigado os estudiosos a reescrever quase todos os livros que existem sobre o assunto. Precisava ser eliminado. Foi eliminado". Na Parte 2, analisamos o conjunto de evidências aceitas e geralmente utilizadas para sustentar as idéias - hoje dominantes - sobre a evolução humana. Examinamos especialmente o status do australopiteco. A maioria dos antropólogos entende que o australopiteco era um ancestral do homem com cabeça simiesca, corpo semelhante ao humano, uma postura e andadura bípede, humanóide. Mas outros pesquisadores defendem de modo convincente uma posição completamente diferente, afirmando que os australopitecos e similares eram bastante simiescos, criaturas que viviam parte do tempo em árvores e que não tinham conexão direta com a linhagem evolutiva humana. Também na Parte 2, consideramos a possível coexistência de hominídeos primitivos e humanos anatomicamente modernos, não

só no passado distante como no presente. No século passado, os cientistas acumularam evidências sugerindo que criaturas humanóides, semelhantes ao gigantopiteco, ao australopiteco, ao Homo erectus e ao Neandertal estão vivendo em várias regiões selvagens do planeta. Na América do Norte, essas criaturas são conhecidas como Sasquatch. Na Ásia central, são chamadas almas. Na África, China, Sudeste Asiático e Américas Central e do Sul, são conhecidas por outros nomes. Alguns pesquisadores usam a expressão genérica "homens selvagens" para incluir todos eles. Cientistas e médicos têm relatado avistamentos de homens selvagens vivos e mortos, bem como suas pegadas. Eles também catalogaram milhares de relatos de pessoas comuns que viram esses homens selvagens, além de descrições semelhantes em registros históricos. Alguns podem questionar o motivo pelo qual fizemos um livro como A história secreta da raça humana, sugerindo que teríamos um motivo subjacente. Sim, há um motivo subjacente. Richard Thompson e eu somos membros do Instituto Bhaktivedanta, uma divisão da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna que estuda a relação entre a ciência moderna e a cosmovisão expressa na literatura védica da Índia. Da literatura védica extraímos a idéia de que a raça humana é muito antiga. Com o propósito de realizar pesquisas sistemáticas sobre a literatura científica disponível acerca da antiguidade do Homem, expressamos a idéia védica na forma de uma teoria: a de que diversos seres humanóides e simiescos têm coexistido há longo tempo. O fato de nossa posição teórica ter sido extraída da literatura védica não deve desqualificá-Ia. Uma teoria pode ser escolhida dentre diversas fontes uma inspiração pessoal, teorias anteriores, a sugestão de um amigo, um filme, e assim por diante. O que realmente importa não é a fonte da teoria, mas sua capacidade de explicar as observações. Em função de limitações de espaço, não conseguimos desenvolver neste volume nossas idéias para uma alternativa às atuais teorias

sobre as origens humanas. Portanto, estamos planejando um segundo volume relacionando os resultados de nossas extensas pesquisas nessa área em fontes védicas. Gostaria agora de falar um pouco sobre minha parceria com Richard Thompson. Richard tem formação científica; estudou matemática e publicou artigos e livros nas áreas de biologia matemática, monitoramento remoto por satélite, geologia e física. Minha formação não é científica. Desde 1977 tenho escrito e editado revistas e livros publicados pelo Bhaktivedanta Book Trust. Em 1984, Richard pediu que seu assistente Stephen Bernath começasse a reunir material sobre as origens e a antiguidade do ser humano. Em 1986, Richard me pediu para organizar esse material na forma de livro. Ao analisar o material que Stephen me forneceu, fiquei espantado com o pequeno número de relatos entre 1859, quando Darwin publicou A Origem das Espécies, e 1894, quando Dubois publicou seu relatório sobre o Homem de lava. Curioso, pedi a Stephen que conseguisse alguns livros de antropologia do fim do século XIX e início do XX. Nesses livros, inclusive em uma das primeiras edições de Homens fósseis, de Marcellin Boule, encontrei críticas bastante negativas a numerosos relatos do período em questão. Estudando as notas de rodapé, descobri que a maioria desses relatos, escritos por cientistas do século XX, descrevia ossos com incisões, ferramentas de pedra e restos de esqueletos anatomicamente modernos, encontrados em contextos geológicos inesperadamente antigos. Os relatos eram de boa qualidade e respondiam a diversas objeções possíveis. Isso também me estimulou a realizar uma pesquisa mais sistemática. Vasculhar essas evidências literárias soterradas exigiu mais três anos. Stephen Bernath e eu obtivemos raras atas de conferências e revistas especializadas do mundo todo, e juntos traduzimos o material para o inglês. Redigir o manuscrito a partir do material coletado tomou outro par de anos. Durante todo o período de

pesquisa e de redação, tive discussões quase diárias com Richard sobre a importância do material e a melhor maneira de apresentá-lo. Stephen obteve boa parte do material apresentado no Capítulo 6 com Ron Calais, que gentilmente nos enviou muitas cópias reprográficas de relatos originais encontrados em seus arquivos. Virginia Steen McIntire foi muito gentil e nos forneceu sua correspondência sobre a datação do sítio de Hueyatlaco, México. Também tivemos reuniões úteis sobre ferramentas de pedra com Ruth D. Simpson, do Museu do Condado de San Bernardino, e com Thomas A. Deméré, do Museu de História Natural de San Diego, sobre marcas de dentes de tubarão em ossos. Este livro não teria sido concluído sem os diversos serviços prestados por Christopher Beetle, formado em ciência da computação pela Universidade Brown, que entrou para o Instituto Bhaktivedanta de San Diego em 1988. As ilustrações da Figura 12.8 são obra de Miles Triplett, a quem agradecemos muito. Beverly Symes, David Smith, Sigalit Binyaminy, Susan Fritz, Bárbara Cantatore, Joseph Franklin e Michael Best também contribuíram para a produção deste livro. Richard e eu gostaríamos de agradecer em especial aos curadores internacionais do Bhaktivedanta Book Trust, do passado e do presente, por seu generoso apoio à pesquisa, redação e publicação deste livro. Finalmente, incentivamos os leitores a chamar nossa atenção para quaisquer evidências adicionais que possam ser de nosso interesse; especialmente para inclusão em futuras edições deste livro. A correspondência pode ser endereçada a nós na Govardhan Hill Publishing.

PARTE I

1. A Canção do Leão Vermelho: Darwin e a Evolução

Humana Em certa noite de 1871, uma associação de cultos cavalheiros britânicos, os Leões Vermelhos, reúne-se em Edinburgh, Escócia, para um alegre banquete regado a canções e discursos bem- humorados. Lorde Neaves, notório por seus chistes literários, levanta-se perante os Leões reunidos e entoa doze estrofes por ele compostas sobre "A origem das espécies a Ia Darwin". Entre elas:

Um Símio de polegar flexível e grande cérebro Conseguira o dom da loquacidade lograr,

Enquanto o Senhor da Criação estabelecia seu reino, O que Ninguém pode Negar!

Seus ouvintes respondem, como é costume entre os Leões Vermelhos, rugindo gentilmente e abanando as abas de suas casacas. Apenas doze anos passados da publicação, por Charles Darwin, em 1859, de A origem das Espécies, um número cada vez maior de cientistas e outros eruditos achava impossível, de fato ridículo, supor serem os seres humanos, nada mais nada menos, que descendentes modificados de uma linhagem ancestral de criaturas simiescas. No próprio A origem das Espécies, Darwin tecia somente breves comentários sobre a questão dos primórdios do homem, afirmando, já nas páginas finais, que "nova luz será lançada sobre o problema da origem do homem e de sua história". Todavia, a despeito da cautela de Darwin, era óbvio que ele não via na

humanidade uma exceção à sua teoria de que uma espécie evolui de outra.

Darwin Fala Só em 1871 é que Darwin aparece com um livro (A origem do homem) expressando seus pormenorizados pontos de vista sobre a evolução humana. Para explicar sua demora, Darwin escreveu: "Durante muitos anos, coligi anotações sobre a origem ou descendência do homem, sem intenção alguma de publicar algo sobre o tema, senão que, pelo contrário, com a determinação de nada publicar, por achar que, assim fazendo, estaria apenas contribuindo para os preconceitos contra minhas opiniões. Pareceu- me suficiente indicar, na primeira edição de minha A origem das Espécies, que, com esta obra, ‘nova luz será lançada sobre o problema da origem do homem e de sua história'; e isso implica que o homem deve ser incluído entre os demais seres orgânicos em qualquer conclusão genérica que diga respeito à maneira como apareceu na Terra". Em A Origem do Homem, Darwin era explícito ao negar qualquer status especial para a espécie humana. "Aprendemos, portanto", dizia ele, "que o homem descende de um quadrúpede peludo e com cauda, provavelmente de hábitos arbóreos e habitante do Velho Mundo." Era uma declaração ousada, não obstante carecesse do tipo mais convincente de prova - fósseis de espécies transicionais entre os antigos símios e os humanos modernos. Afora os dois mal datados crânios de Neandertal da Alemanha e de Gibraltar, e algumas outras descobertas de morfologia moderna pouco divulgadas, não havia descobertas de restos fósseis hominídeos. Esse fato logo tornou-se munição para aqueles que se revoltaram com a sugestão de Darwin de que os humanos tinham ancestrais simiescos. Onde, perguntavam eles, estavam os fósseis para provar tal teoria?

Hoje, contudo, quase sem exceção, os paleantropólogos modernos acreditam ter satisfeito as expectativas de Darwin mediante descobertas positivas de fósseis dos ancestrais do homem na África, na Ásia e em outras regiões.

Aparecimento dos Hominídeos Neste livro, adotamos o sistema moderno de eras geológicas (Tabela 1.1). Usamo-lo como fonte fixa de referência para nosso estudo da história dos antigos humanos e quase humanos. Assim o fizemos por questão de conveniência. Reconhecemos, no entanto, que nossas descobertas exigiriam uma séria reavaliação da escala de tempo geológico. Segundo os pontos de vista modernos, os primeiros seres simiescos apareceram no Oligoceno, que começou há cerca de 38 milhões de anos. Os primeiros símios considerados antecessores dos humanos apareceram no Mioceno, que se estende de 5 a 25 milhões de anos atrás. Entre eles, está o Dryopithecus. Depois veio o Plioceno, durante o qual diz-se terem aparecido no registro fóssil os primeiros hominídeos, primatas de andadura ereta e semelhantes a humanos. O hominídeo mais antigo que se conhece é o Australopithecus, o símio meridional, remontando a quatro milhões de anos, no Plioceno. Esse quase humano, dizem os cientistas, tinha entre 1,20 e 1,50 metro de altura, e uma capacidade craniana de 300 e 600 cc. Do pescoço para baixo, diz-se que o Australopithecus era muito parecido com os humanos modernos, ao passo que a cabeça revelava características tanto simiescas quanto humanas. Pensa-se que uma ramificação do Australopithecus tenha dado origem ao Homo habilis por volta de dois milhões de anos atrás, no princípio do Pleistoceno. O Homo habilis é muito parecido com o

Australopithecus, com exceção de sua capacidade craniana, que, segundo consta, era maior, entre 600 e 750 cc. Considera-se que o Homo habilis deu origem ao Homo erectus (a espécie em que se incluem o Homem de Java e o Homem de Beijing) cerca de 1,5 milhão de anos atrás. O Homo erectus, segundo consta, tinha entre 1,50 e 1,80 metro de altura, e sua capacidade craniana variava entre 700 e 1.300 cc. Muitos paleantropólogos acreditam hoje que, do pescoço para baixo, o Homo erectus era, tanto quanto o Australopithecus e o Homo habilis, quase igual aos humanos modernos. A testa, contudo, inclinava-se por trás de maciças arcadas supraorbitais, os maxilares e os dentes eram grandes, e o maxilar inferior não tinha queixo. Acredita-se que o Homo erectus viveu na África, na Ásia e na Europa até cerca de duzentos mil anos atrás. Os paleantropólogos acreditam que, do ponto de vista anatômico, os humanos modernos (Homo sapiens sapiens) formaram-se aos poucos a partir do Homo erectus. Por volta de trezentos ou quatrocentos mil anos atrás, diz-se terem aparecido os primeiros Homo sapiens primitivos, ou Homo sapiens arcaicos. Na descrição feita deles, a capacidade craniana é quase tão grande quanto a dos humanos modernos, no entanto, ainda manifestam, em menor grau, algumas das características do Homo erectus, tais como o crânio espesso, a testa recuada e grandes arcadas supraorbitais. Entre os exemplos dessa categoria, temos as descobertas oriundas de Swanscombe, na Inglaterra, de Steinheim, na Alemanha e de Fontechevade e Arago, na França. Como esses crânios também apresentam, até certo ponto, características de Neandertal, também são classificados como tipos pré-Neandertal. Hoje, muitas autoridades postulam que tanto os humanos anatomicamente modernos quanto os neandertais europeus ocidentais evoluíram de hominídeos dos tipos pré-Neandertal ou Homo sapiens primitivo.

No início do século XX, alguns cientistas defendiam o ponto de vista de que os neandertais do último período glacial, conhecidos como os neandertais europeus ocidentais clássicos, foram os ancestrais diretos dos seres humanos modernos. Eles tinham cérebros maiores do que os do Homo sapiens sapiens. Seus rostos e maxilares eram muito maiores, e suas testas ficavam mais abaixo, inclinando-se por

trás de grandes arcadas supraorbitais. Encontram-se vestígios de Neandertal em depósitos do Pleistoceno, com idades variando entre 30 e 150 mil anos. No entanto, a descoberta de Homo sapiens primitivos em depósitos com muito mais de 150 mil anos tirou, de uma vez por todas, os neandertais europeus ocidentais clássicos da linha direta de descendência desde o Homo erectus até os humanos modernos. O tipo de humanos conhecidos como Cro-Magnon apareceu na Europa há aproximadamente trinta mil anos, e eles eram anatomicamente modernos. Os cientistas costumavam dizer que o Homo sapiens sapiens anatomicamente moderno apareceu pela primeira vez por volta de quarenta mil anos atrás, mas hoje muitas autoridades, levando em consideração descobertas feitas na África do Sul e em outras regiões, dizem que eles apareceram cem mil ou mais anos atrás. A capacidade craniana dos humanos modernos varia de 1.000 a 2.000 cc, a média sendo em torno de 1.350 cc. Como logo se pode observar hoje entre os humanos modernos, não existe correlação entre o tamanho do cérebro e a inteligência. Existem pessoas inteligentíssimas com cérebros de 1.000 cc e débeis mentais com cérebros de 2.000 cc. Exatamente onde, quando ou como o Australopithecus deu origem ao Homo habilis, ou o Homo habilis deu origem ao Homo erectus, ou o Homo erectus deu origem aos humanos modernos, não é explicado em descrições atuais das origens humanas. Entretanto, a maioria dos paleantropólogos concorda que apenas humanos anatomicamente modernos vieram para o Novo Mundo. Diz-se que as etapas anteriores da evolução, do Australopithecus em diante, deram-se no Velho Mundo. A primeira chegada de seres humanos ao Novo Mundo, segundo consta, data de cerca de doze mil anos atrás, sendo que alguns cientistas preferem determinar uma data de 25 mil anos, equivalente ao Pleistoceno Superior.

Mesmo hoje, são muitas as lacunas no suposto registro da descendência humana. Por exemplo: há uma ausência quase total de fósseis que vinculem os símios do Mioceno, tais como o Dryopithecus, aos ancestrais, atribuídos ao Plioceno, de símios e humanos modernos, especialmente dentro do lapso entre quatro e oito milhões de anos atrás. Talvez seja verdade que algum dia serão encontrados os fósseis para preencherem essas lacunas. Todavia, e isto é extremamente importante, não há motivo para supor que os fósseis ainda por aparecer serão sustentáculos da teoria da evolução. E se, por exemplo, os fósseis de humanos anatomicamente modernos aparecessem em estratos mais antigos que aqueles em que os Dryopithecus foram encontrados? Mesmo que se constatasse que os humanos anatomicamente modernos viveram milhões de anos atrás, quatro milhões de anos após o desaparecimento dos Dryopithecus, no Mioceno Superior, isso seria suficiente para desbancar os relatos atuais sobre a origem da humanidade. De fato, tal evidência já foi encontrada, mas tem, desde então, sido suprimida ou convenientemente esquecida. Grande parte dessa evidência veio à tona nas décadas imediatamente posteriores à publicação de A Origem das Espécies, de Darwin, antes do que não haviam sido feitas descobertas notáveis, excetuando-se o Homem de Neandertal. Nos primeiros anos do darwinismo, quando não existia uma história bem definida da descendência humana que precisasse ser defendida, os cientistas profissionais fizeram e registraram muitas descobertas que hoje nem sequer seriam aceitas nas páginas de qualquer jornal mais respeitável no meio acadêmico do que o National Enquirer. A maioria desses fósseis e artefatos foi desenterrada antes da descoberta, por Eugene Dubois, do Homem de lava, o primeiro hominídeo proto-humano entre o Dryopithecus e os humanos modernos. O Homem de lava foi encontrado em depósitos do Pleistoceno Médio, aos quais em geral se atribui oitocentos mil anos

de idade. Essa descoberta tornou-se um marco. Daí por diante, os cientistas não esperariam encontrar fósseis ou artefatos de humanos anatomicamente modernos em depósitos de idade igual ou maior. Se o fizeram (ou alguém mais prudente), concluíram que isso era impossível e arranjaram alguma forma de pôr a descoberta em descrédito, taxando-a de erro, ilusão ou embuste. Antes do Homem de lava, contudo, bem conceituados cientistas do século XIX encontraram uma série de exemplos de restos esqueletais de humanos anatomicamente modernos em estratos antiqüíssimos. E também encontraram um grande número de ferramentas de pedra de diversos tipos, bem como ossos de animais com sinais de manuseio humano.

Alguns Princípios de Epistemologia Antes de começarmos nosso exame das provas paleantropológicas rejeitadas e aceitas, esboçaremos algumas regras epistemológicas que temos procurado observar. Segundo definição do Webster's new world dictionary, epistemologia é "o estudo ou teoria da origem, natureza, métodos e limites do conhecimento". Ao nos ocuparmos do estudo de evidências científicas, é importante termos em mente a natureza, os métodos e os limites do conhecimento, caso contrário, tendemos a cair em ilusão. A evidência paleantropológica tem certas limitações básicas para as quais devemos chamar a atenção. Em primeiro lugar, as observações que se enquadram na categoria de fatos paleantropológicos tendem a envolver descobertas raras, as quais não podem ser duplicadas à vontade. Por exemplo: alguns cientistas dessa área conquistaram grande reputação com base em poucas descobertas famosas, ao passo que outros, a grande maioria, têm passado suas carreiras inteiras sem fazer uma só descoberta significativa.

Em segundo lugar, uma vez feita uma descoberta, destroem-se elementos essenciais da evidência, e o conhecimento desses elementos depende exclusivamente do testemunho dos descobridores. Um dos aspectos mais importantes de um fóssil é, por exemplo, sua posição estratigráfica. No entanto, uma vez que o fóssil tenha sido extraído da terra, destrói-se a prova direta indicativa de sua posição, e passamos a depender apenas do testemunho do escavador para sabermos onde ele ou ela o encontrou. Evidentemente, será possível argumentar que as características químicas e outras do fóssil podem indicar o seu lugar de origem. Isso se aplica a alguns casos, mas não a outros. E ao fazermos tais julgamentos, temos também de depender de relatórios sobre as propriedades químicas e demais propriedades físicas dos estratos em que se alega ter encontrado o fóssil. Pessoas responsáveis por descobertas importantes não conseguem, às vezes, reencontrar os locais dessas descobertas. Após alguns anos, os locais são quase que inevitavelmente destruídos, talvez pela erosão, pela escavação paleantropológica completa ou pelo desenvolvimento comercial (o qual envolve exploração de pedreiras, construção civil e assim por diante). Mesmo escavações modernas, mediante as quais se consegue um registro meticuloso de detalhes, destroem a própria evidência registrada, deixando-nos com nada além do testemunho escrito para corroborar muitas declarações essenciais. E muitas descobertas importantes, mesmo na atualidade, são acompanhadas de registros escassíssimos de detalhes importantes. Desse modo, uma pessoa desejosa de conferir registros paleantropológicos achará dificílimo ter acesso aos fatos em si, mesmo que tenha meios para viajar até o local de uma descoberta. E, decerto, limitações de tempo e dinheiro impossibilitam-nos de examinar pessoalmente mais do que uma pequena porcentagem da totalidade dos sítios paleantropológicos importantes.

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